sexta-feira, dezembro 30, 2005

2005 EM BALANÇO - 4

Foto Copenhaga, capital de um dos países mais ricos e de melhor bem estar e qualidade de vida da Europa.

Apesar de serem poucos os temas até agora aqui trazidos neste balanço de 2005, já deve ter dado para concluir que se tratou de mais um ano perdido na politicas de desenvolvimento sustentável, de ordenamento do território, de protecção da natureza e na melhoria da qualidade de vida das populações.

Foi também mais um ano perdido nas politicas de mobilidade e na implementação de meios alternativos de transporte. Situações tão simples e práticamente sem custos como a construção de uma rede efectiva de ciclovias (não falo de custosos troços para eleitor ver e que começam em nehum lado e acabam nenhures) continuam a ser ignoradas pelos nossos autarcas da Margem Sul, neste campo reconheço sómente como aceitável (apesar do seu aspecto lúdico) a ciclovia da Moita.

Enquanto por toda a Europa, dita rica, se opta por este meio de transporte, até em projectos municipais de grande dimensão como em Lyon, em Portugal e mais particularmente na Margem Sul (com caracteristicas morfológicas excelentes) simplesmente se ignora e ridiculariza, continuando o incentivo ao uso do automóvel e ao consumo de petróleo, para o qual apesar da escalada de preços sem fim à vista não se criam alternativas, mesmo as de execussão imediata como esta.

O Metro Sul do Tejo continua sem saír à Rua (mostrou-se só dias antes das eleições...), a sua construção continua envolta em polémica, e, uma análise ao traçado escolhido leva a temer um novo surto de construção e especulação assente neste meio que em vez de criar uma solução é bem capaz de criar mais alguns problemas... e algumas fortunas rápidas.

Continuam os engarrafamentos na Ponte 25 de Abril que o comboio da ponte não aliviou pois que serviu para mais especulação e construção em função das mega-urbanizações criadas junto às suas estações, parece agora nitidas as razões da escolha da sua localização. Para os lados da Ponte Vasco da Gama parecem querer aplicar o mesmo modelo, sendo já comuns os engarrafamentos naquela ligação.

Parece que cinco anos depois de entrar no século XXI e depois de duas décadas de Europa ainda continuamos atávicos, saloios e ignorantes, pelo menos ao nivel dos politicos locais que não há meio de sistematizar necessidades reais e estabelecer prioridades que nos levem a evoluir na forma de estar e de pensar. O continuar na cauda da Europa na maioria dos indicadores de desenvolvimento não deve estar alheio às politicas destes iluminados, mas se calhar foi mesmo isto que um qualquer Comité Central decidiu para a Margem Sul.

3 comentários:

Roberto Costa disse...

Ora com esta frase é que o meu amigo diz uma grande verdade. Bem haja e um Bom Ano!

Anónimo disse...

Com esta ultima frase queria eu dizer. E já agora que aqui voltei, acrescento que este culto marxista do miserabilismo tem lugar na Roménia de Ceausescu, na Russia de Estaline, na Cuba de Fidel, mas não numa Margem Sul onde o presidente é ainda o Sampaio e o primeiro ministro é Sócrates e vivemos na União Europeia!!! Tem que se mudar isto.

José Augusto disse...

Este regime "democrático" (nem isso consegue ser) está a entrar em colapso, a corrupção aumenta, o despesismo aumenta, o desemprego (consequência da imigração/invasão aumenta) aumenta....mais tarde ou mais cedo as pessoas irão constatar que a única alternativa a este estado catastrófico de pura miséria material e espiritual que condena as pessoas e a terra à destruição, é o Nacionalismo!

http://margemsul-nacional.blogspot.com/