segunda-feira, agosto 11, 2008

FÉRIAS ACTIVAS - DESAFIOS (1)


Uma pequena li
ção sobre compostagem , um projecto que pode iniciar nas suas férias , e que reduz significativamente o volume do seu lixo doméstico e que o transforma numa mais valia.

A li
ção é-nos dada pelo Blogue Quinta do Sargacal e é este o desafio:

Os materiais orgânicos que podem ser compostados, podem ser classificados simplesmente em “verdes” e “castanhos”. Os primeiros com uma maior proporção de azoto, os outros uma maior percentagem de carbono. Deve-se tentar obter ambos na mesma proporção, para uma compostagem óptima, mas não é estritamente necessário.

Materiais verdes
Legumes e hortaliça
Restos e cascas de frutos
Cascas de frutos secos
Borras de café
Cascas de ovos esmagadas
Folhas e sacos de chá
Cereais

Materiais castanhos
Palha
Aparas de madeira e serradura
Relva e erva seca
Folhas secas
Ramos pequenos
Pequenas quantidades de cinzas de madeira
Papel triturado (jornal em tiras ou as fitas que saem dos destruidores de documentos)

Não devem ser compostados excrementos de animais que possam conter microrganismos patogénicos que sobrevivam ao processo. Eu, junto excrementos de galinha. Também é de evitar juntar ervas daninhas já com semente (algo praticamente impossível no Sargaçal).
Li muito sobre dispor os elementos verdes e castanhos em camadas sucessivas, mas agora a tendência é misturar tudo, que é o que eu faço. Existindo, pode-se juntar um pouco de composto pronto, para iniciar o processo mais rapidamente. Deve-se adicionar os materiais de uma vez, ou gradualmente até mais ou menos um metro de altura. A última camada deve ser de material castanho, que isola a pilha, eliminando possíveis odores (que em princípio nem devem existir) e insectos indesejáveis. A pilha deve-se manter húmida, mas não encharcada.

Segundo a The HDRA Encyclopedia of Organic Gardening, um dos problemas com a compostagem caseira é o excesso de verdes, pois normalmente para o compostos vão cortes frescos do jardim e restos vegetais da cozinha. O conselho é adicionar papel, que é o que tenho feito, pois já detectei esse problema. Adiciono regularmente papel às tiras.
Para acelerar o processo, pode-se revirar regularmente a pilha. Colocando os materiais que estavam por cima em baixo e vice-versa. Repetir o processo de 15 em 15 dias.
Numa pilha estática, o composto estará pronto a usar ao fim de seis meses a um ano. Numa pilha revirada, diria que em três meses há composto.

Depois de pronto, o composto não se degrada mais. Considera-se pronto, quando todos os componentes iniciais não são reconhecíveis. O cheiro é de terra fresca. Maravilhoso.
Quando o composto está pronto, deve-se retirá-lo da pilha de compostagem e deixá-lo em repouso durante duas a quatro semanas, principalmente se for para aplicar em plantas sensíveis. É a fase da maturação.

Problemas
Se o processo se apresentar demasiado lento, deve adicionar verdes e revirar a pilha.
Se cheirar a podre, pode ter humidade em excesso, deve adicionar materiais secos e absorventes, como folhas, serrim ou palha.
Se cheirar a amónia, tem demasiados verdes (excesso de azoto), deve-se adicionar castanhos.
Se a pilha estiver demasiado compacta, deve diminuir a altura e revirá-la.
Se a temperatura da compostagem for demasiado baixa, talvez a pilha esteja demasiado pequena. Se o clima for muito frio, deve-se aumentar o tamanho da pilha e isolá-la com palha.

Utilização
O composto é geralmente aplicado uma vez por ano, na altura das sementeiras. É preferível aplicá-lo na Primavera ou no Outono, altura em que o solo se encontra quente. No Verão seca demasiado e no Inverno, o solo está demasiado frio.

Se tiver apenas uma pequena quantidade de composto, espalhe-o por cima da terra na vala onde pretende semear. Se tiver composto em quantidade, pode espalhá-lo em camadas de um a dois cm de espessura misturado com o solo, mas sem enterrar. Pode também usar o composto nas caldeiras das árvores. Nesse caso, espalhe o composto em camadas de dois cm à volta das árvores e não misture com o solo.

Se pretender usar o composto em plantas envasadas, não coloque mais do que 1/3 do composto por vaso. Misture 1/3 de composto com 1/3 de terra e 1/3 de areia, para obter um bom meio de crescimento para as suas plantas.

A cobertura ou “mulch” é um tipo de material colocado sobre o solo para evitar o crescimento de ervas daninhas e manter a humidade, prevenir a erosão, ou simplesmente como cobertura atraente para o solo. Composto e restos de jardim triturados constituem excelentes coberturas orgânicas.

Bibliografia
The HDRA Encyclopedia of Organic Gardening
Compost.org (Canadá)
Composting at Home (Metro-region)
Composting and organic recycling (Connecticut)
Também um excelente texto, do qual não me lembro a proveniência, mas julgo que é da Universidade Católica.

Outros sites adicionados posteriormente:
How to Compost
O melhor composto de sempre na “Organic Gardening”
Master Composter
Vermont Master Composter
Compostagem no Departamento de Agricultura Norte Americano
Compost Guide
What Kinds of Things Can I Compost?
Centro de Demonstração de Compostagem (C.D.C.)

Como não é possível compostar a incompetência autárquica :

PROTESTE pela qualidade de vida que lhe negam ter , Não se abstenha nas próximas eleicões !
_________________________________________________________

Do Mundo real , um excelente artigo de José Carlos Guinote no Le Monde Diplomatique sobre Urbanismo...politica de solos e Corrupção (clique).

domingo, agosto 10, 2008

A DEMOCRACIA VISTA DA MOITA


Um excelente post no Alhos Vedros ao Poder , um blogue que é referência na Margem Sul :


Pelo que se vai percebendo da acção do Partido do Colectivo da Moita o respeito pelas regras da Democracia passa por:
  • Impor a vontade da maioria a todo o custo sobre as oposições.
  • Retirar a palavra ou intimidar essas mesmas oposições quando tentam fazer ouvir a sua voz.
  • Desrespeitar de forma absoluta os direitos das minorias.
  • Defender a todo o custo os acordos e negócios feitos com os interesses privados.
Espera-se, perante este panorama a nível local, que o Partido do Colectivo seja coerente e actue em conformidade a nível nacional, não contestando as políticas colocadas em prática pelo Governo da República, pois está apoiado numa maioria parlamentar tal como o poder moiteiro local, não se queixando por não ter oportunidade de fazer ouvir os seus protestos relativamente a matérias que considera injustas e não denunciando o que considera serem negócios lesivos do interesse público levados a cabo pelo Governo acima referido. Quanto a nós somos ao menos coerentes: aplicamos o mesmo princípio do direito à contestação e ao escrutínio público de todos os poderes políticos e negócios por elçes estabelecidos com os interesses privados, sejam esses poderes baseados numa maioria eleitoral ou não, sejam centrais ou locais. Porque o que está em causa são padrões de conduta e não cores partidárias. O que está em causa é o verdadeiro respeito por uma democracia participativa plena e não uma visão instrumental dos mecanismos formais da democracia. O que está em causa é a defesa - em todos os casops - do interesse público da comunidade e não os interesses particulares de alguns, sejam eles empreendedores privados ou detentores ocasionais do poder político. Porque ou há Democracia a sério ou comem todos pela mesma medida.

E do mesmo Azimute Moiteiro aprende como se faz um PDM contra tudo e contra todos... bom , nem todos... o post é do Arre Macho :

«Agosto, mês de férias... menos para o PDM

Uma Sessão de Câmara Extraordinária em que o Presidente apresentou a proposta de alteração votada na Assembleia Municipal apenas pela CDU ao PDM, PDM este que também foi aprovado (preliminarmente) nessa mesma Assembleia (a tal assembleia em que valeu tudo, tirar pontos da ordem de trabalhos e acrescentar outros e uma votação preliminar).

O Vereador Luís Nascimento focou a situação do parecer da CCDR-LVT não ter sido entregue à restante vereação, o documento que ele teve acesso foi-lhe facultado por um deputado da assembleia.
Frisou também as situações da quinta das Fontainhas e do Assessor que morava na casa do proprietário da Imomoita possuidor agora da quinta das Fontainhas, falou também dos sobreiros e das azinheiras que parece que estão a ser esquecidas em relação ao PROF-AML. A comitiva CDU pareceu incomodada e abanava o rabo nas cadeiras que rangiam a bom som.

O Vereador Vítor Cabral focou também alguns pontos críticos e no fim exaltando-se disse: Isto é uma vergonha!
Posto isto, passaram à votação do documento. O presidente deu por encerrada a sessão não dando a palavra aos munícipes presentes. Os apupos na sala não demoraram.


Como de costume a coisa encheu-se de caciques que tentavam abafar as vozes do publico usando linguagem menos própria e ofensiva a tentar denegrir quem se manifestava contra (o método é sempre o mesmo) A coisa esteve feia.

Já na frente do edifício observou-se a guarda nacional republicana em manobras do sai, não sai, e dois agentes chegaram mesmo a sair e a dirigirem-se para a CMM.Mês de férias para alguns,por cá trabalha-se a todo o vapor no despachar do PDM.

Aqui não se brinca em serviço, enquanto não estiver aprovado não há férias pra ninguém, até porque os protocolos podem caducar (e a gente sem saber o que diz o relatório do IGAL).»

sábado, agosto 09, 2008

TURISMO ?


Pleno mês de Agosto, os trabalhadores explorados e oprimidos e com um parco poder de compra , tão bem interpertado pelo PCP , não rumaram a parte nenhuma , ficaram por estas bandas , a saída ?

As praias da Costa !

E o que encontram, na via principal de acesso às praias ? Obras ... que ocupam há mais de um mês uma via , resultado, engarrafamento, ora agora passas tu, ora agora passo eu... perspectiva turistica ? Zero !!!

Respeito pelos municípes, menos que zero . Parabéns , incompetência máxima a somar és bermas cheias de ervas e mato , lixo por todo o lado e voas de acesso às praias como há trinta anos ...

sexta-feira, agosto 08, 2008

SEIXAL , NEGÓCIOS EVOLUTIVOS - PARA MEMÓRIA FUTURA (2)


É essencial que se conheça o longo percurso e os muitos interesses que desaguaram no actual Plano de Pormenor de Vale de Chícharos , nesse sentido estamos a fazer verdadeiro serviço público , fazendo um historial de todo o processo e de alguns dos interesses envolvidos , relembrando que o tema tem vindo aqui a ser tratado ao longo dos anos, como fica demonstrado .


a-sul 15 de Maio de 2008

« Penso que já deu para perceber que a habitação dita "social" , pelo menos no Seixal, não é um acto de puro Samaritanismo, mas antes um grande negócio, que rende muito dinheiro e não será por acaso que são neles utilizadas sociedades off-shore , neste caso a URBANGOL LIMITED , no caso da alteração de uso do solo e construção na Flôr da Mata , a MEDANAN LIMITED !

O que também não deixa de ser curioso são as figuras que representam essas empresas, e no caso de Vale de Chícharos é mesmo muito curioso, na medida em que quem assina o protocolo com a Câmara do Seixal é o cidadão Carlos Ramildes !

E quem é o cidadão Carlos Ramildes ? Bom , Carlos Ramildes foi um ilustre membro da Comissão Politica e do Comité Central do Partido Comunista Português e deputado pelo mesmo partido.

O cidadão Carlos Ramildes assumiu-se como crítico do Partido em Julho de 2002 , tendo assinado um abaixo assinado com 44 nomes , onde constavam também os de Alfredo Monteiro (pres. da CM.Seixal) , Carlos Sousa (Ex. pres. CM Setúbal) e Eufrázio Filipe (Pres . Costa Azul).

Não é curioso que seja o cidadão Carlos Ramildes a dar a cara pela URBANGOL (?) , hoje uma empresa na lista dos maiores devedores ao Fisco (clique, ver pag 24 ,linha 12) , a assinar um chorudo Jackpot com uma autarquia PCP liderada por um seu camarada de reformador "infortrúnio" (?) »

a-sul 14 de Maio de 2008

« As Torres de Vale de Chicharos junto à urbanização denominada Quinta da Mata (não confundir com Flôr da Mata) no Fogueteiro é, nas palavras da autarquia "uma chaga social" , nas palavras da polícia "um bairro problemático " e nas palavras da opinião pública, o "JAMAICA" !

Este bairro será tudo isto, mas não só , é também a ponta do iceberg de um mega negócio imobiliário.

Além disso é local de exploração de imigrantes ilegais e/ou de poucas posses ou recém chegados e em fase de
instalação em Portugal, esta exploração é feita por outros imigrantes já instalados que transformaram um apartamento em vários cubiculos que sub-alugam .

É também local referenciado de refúgio de boa parte da criminalidade do concelho do Seixal , tráfico de droga, receptação de produtos roubados e como não podia deixar de ser ,
car-jacking .

Quanto à ponta do iceberg, a história já aqui foi contada , pode ver na íntegra aqui (clique) , aqui (clique) , também aqui (clique) , e aqui (clique) , numa definição dada pelo DN em artigo de Cristina Vargas, este é um...:


"Problema que remonta aos anos 70 - A Jamaica, designação pela qual é conhecida a zona de Vale de Xixaros, situa-se a poucos metros da EN 10.Apenas uma fileira de edificios oculta este bairro degradado, onde não existem esgotos , a àgua e a luz eléctricas são «puxadas» ilegalmente da rede e os moradores são por vezes protagonistas de noticias relacionadas com detenções ou tráfico de droga. É a situação mais complicada do concelho do seixal, que remonta aos anos 70, deriva do embargo à construção, falência do promotor e luta complicada nos tribunais"

Nesse artigo, já com alguns anos, a Câmara do Seixal anunciava numa das suas caracteristicas encenações , que "Bairro Jamaica começa a ser demolido esta semana" ... pois terão demolido alguma coisa, mas não o Bairro que lá continua , apesar da situação legal e de propriedade ter evoluído desde então e em 2001 publicava o semanário Tal & Qual de 22/06/01 que a construção do PER da Flôr da Mata (zona protegida de floresta ) é :

«uma mega operação de realojamento e engenharia financeira" com vista a resolver "o problema conhecido como a Quinta do Mocho da Margem Sul"(...) no coração do Fogueteiro e recentemente vendida pela Caixa Geral de Depósitos aos construtores A.Silva & Silva e Teodoro Gomes Alho, segundo informação recolhida pelo T&Q junto de fonte autárquica»



Ora apesar da alegada propriedade do Grupo A.Silva & Silva , é a Urbangol (uma empresa off shore ) ; segundo o Boletim Municipal , "constituída por várias empresas do distrito de Setúbal" e Teodoro Gomes Alho que assinam com a Câmara um protocolo que básicamente permitia tirar dali os ocupantes ilegais, realojá-los , permitindo a contrução naquele local de uma urbanização de luxo , nas palavras do Boletim Municipal e seu promotor , através de :

" Plano de Pormenor, em apreciação na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. Carlos Ramildes, da Urbangol, afirma que, se pudesse, as obras de construção de 170 fogos, mais de 300 locais de estacionamento e espaços verdes arrancariam já. «Vamos trocar uma zona que é uma chaga social por uma de excelência de habitação», referiu. »

quinta-feira, agosto 07, 2008

SEIXAL , NEGÓCIOS EVOLUTIVOS - PARA MEMÓRIA FUTURA (1)


Sobre o meganegócio de vale de Chícharos aqui trazido a lume ontem , na prosa do Vereador Samuel Cruz, muito se tem falado até chegarmos à consulta pública que agora decorre e muitos foram os alegados interesses que foram desfilando ao longo dos anos, uma longa novela aqui também analisada no a-sul , vejamos por exemplo :


a-sul ; 6 de Outubro 2005 -

« (...)
O Vereador Ricardo Ribeiro incluia este negócio num pacote mais vasto que incluiria "segundo se dizia à altura" o negócio do PER da Flor da Mata e da Cucena, relembra-se que todos estes negócios tinham alegadamente ligações ao Grupo A Silva e Silva ( o proprietário das instalações dos "serviços operacionais", agora senhorio da CMS) , o Bairro da Cucena foi construido entretanto em terrenos industriais (isolados , de onde resultou mais um gueto) também do grupo A.Silva & Silva, e por uma empresa do Grupo A.Silva e Silva.este terreno é vizinho do Mestre Maco Seixal (participado A.Silva e Silva) e antiga ASSICOMATE (grupo A.Silva e Silva). (...)

(...) " Por sua vez a construção do PER na Flor da Mata em àrea protegida, permitida por meio de um subtil "Plano de Pormenor" e alteração de uso do solo,desocuparia os prédios de Vale de Chicharos , como referia o Tal & Qual de 22/06/01: «"uma mega operação de realojamento e engenharia financeira" com vista a resolver "o problema conhecido como a Quinta do Mocho da Margem Sul"(...) no coração do Fogueteiro e recentemente vendida pela Caixa Geral de Depósitos aos construtores A.Silva & Silva e Teodoro Gomes Alho, segundo informação recolhida pelo T&Q junto de fonte autárquica» (...) "

a-sul ; 3 Maio 2007

Citando o Coreio da Manhã : (...)
TORRES ALBERGAM 150 FAMÍLIAS

Os primeiros a chegar foram um grupo de são-tomenses. Em 1983 encontraram um local para morar, na Quinta dos Chicharros, Fogueteiro, no concelho do Seixal. Várias torres, todas com mais de cinco andares, foram deixadas a meio pelos construtores civis e estavam prontas a ser ocupadas, sem ser necessário pagar de renda. Havia só um problema: os prédios tinham apenas pilares e placa. Mas isso não afastou os novos moradores. Com o passar dos anos, amigos e compatriotas assentaram tijolos, levantaram paredes e foram criando um ambiente mais familiar para os filhos. (...)

A noticia é do Correio da Manhã e é um retrato da violência urbana no concelho do Seixal que deixou ontem à noite, um rasto de destruição em estabelecimentos comerciais e equipamentos urbanos como sejam as paragens de autocarro, mais não digo, para evitar os habituais epitetos de "racismo" e "xenofobia" quando o que queremos sublinhar nestes caso são as politicas de urbanismo, de construção de bairros de realojamento e a cultura de laxismo e de sub-desenvolvimento numa autarquia que promove acções de degradação urbana geradora de um mau estar urbano como é o caso dos grafitti .

Passo a citar:
Os moradores da Av. 1.º de Maio, no Fogueteiro, Seixal, viveram ontem uma madrugada de sobressalto. Um grupo de cerca de trinta jovens, residentes na freguesia da Arrentela, destruiu à pedrada as montras de vários estabelecimentos comerciais daquela artéria, minutos depois de ter abandonado à pressa o bairro do Jamaica, situado nas imediações do local dos distúrbios. »

a-sul 15 de Maio de 2008 (...)

« A proposta dos compradores em acordo com a Câmara do Seixal é retirar aquelas pessoas para outro local numa fórmula de realojamento - à custa do erário publico - libertando aquele terreno central , em malha urbana valorizada , para construção - privada - de luxo .

"Contrapartida" dada à autarquia para realojar... 500 mil euros... isto para construírem 170 fogos de luxo ... ou seja se dividir os € 500.000 por os 170 fogos de luxo, significa que a URBANGOL/Gomes Alho teria só que encarecer os seus apartamentos em 3352 EUROS (imagine o negócio..) para além disso a vizinha Urbanizaç
ão da Mata (que há anos está por vender) viria finalmente retorno do seu investimento....

Isto para além de depois quem vai construir o tal bairro de realojamento (até podem ser os mesmos) , não em terreno urbano, mas ou em terreno Industrial como a Cucena ou agrícola e florestal, como a Flor da Mata, basta querer construir.... com a propriedade de um terreno que de "sem valor" passa a urbano para encaixar o valor investido, uma vez que garantidamente os apartamentos construídos sob estes protocolos , são asseguradamente comprados ... pela autarquia ! »

quarta-feira, agosto 06, 2008

O EUROMILHÕES À CUSTA DA MISÉRIA ALHEIA


O caso de Vale de Chícharos no Seixal vale um livro ... ou um filme... porque encerra em sí , tudo o que é abjecto na politica, na xico-espertice "empresarial" nacional e na exploração da miséria alheia por duas vias , a via politica e a via de quem usa seres humanos e as suas fragilidades em proveito próprio , seres humanos que vivem também , alguns deles, subjugados também , e em primeiro lugar, pelos seus pares , pelos da sua raça !

O que penso deste caso , não é politicamente correcto, mas também não sou politico , pelo que transcrevo (de forma não autorizada) um excelente post publicado no blogue Rumo a Bombordo pelo Vereador Samuel Cruz, passo a citar :




« 20640/2008, e pelo período de 22 dias úteis, com início a 22 de Julho, encontra-se em processo de discussão pública, o plano de Pormenor de Vale de Chícharos.


Perante o anunciado, pena é que a discussão pública de tão grave problema do Concelho do Seixal, como o é o Bairro da Jamaica, se faça num período em que a maioria da população se encontra de férias.

Além do
timing inoportuno, convém relembrar este assunto pela sua importância, e pelo que que representa deveria, no minímo, ter merecido destaque, quer na página de internet da Câmara Municipal do Seixal, quer no próprio Boletim Municipal. Mas para além destes considerandos, vejamos alguns pormenores do que aqui se discute. Tal como já aqui foi referido, por mim, a Urbangol (pessoa colectiva nº 980202418)é a proprietária daquele espaço, esta sociedade está sediada num paraíso fiscal e tem a seguinte morada: 23 Portland House, Glacis Road, Gibraltar.

Contudo, é curioso constatar que para correspondência postal aparece uma morada do Montijo!... O domicílio escolhido é: Rua Manuel Tiago, nº 130, Montijo. Aos leitores deste Blog, peço que se passarem pelo Montijo matem a nossa curiosidade dizendo-nos a todos o que funciona nesta morada...
Considerando que a Urbangol é uma das empresas listadas no site da DGCI como um dos maiores devedores ao fisco e que os representantes da empresa são Teodoro Bartolomeu Neto Gomes Alho e Carlos Manuel Ferreira da Paz Ramildes (este último militante do PCP) ex-deputado e ex-membro do Comité Central deste Partido não se entende a demora deste processo.

Falta de informação não será seguramente.
Reportando ao ano de 2004, mais concretamente ao dia 26 do mês de Abril, foi celebrado um protocolo entre a CM Seixal e a Urbangol que acordava orbigações de ambas as partes de modo a se chegar à resolução do problema de Vale de Chicharos (Bairro da Jamaica).

A Câmara facultava a isenção de taxas de urbanismo no valor de 530.978,77€ para comparticipação do realojamento daquelas familias, ao passo que a Urbangol ficava com o ónus de ter de colocar 33 casas pré-fabricadas na Cucena no âmbito do PER, bem como criar um Centro comunitário orçado em 242.375€ e criar duas fracções comerciais no valor de68.973,84€ cada.

Acontece que no âmbito do protocolo a Urbangol se comprometia em 30 dias a começar as obras comprometendo-se a conclui-las em 180 dias. De Abril de 2004 até hoje os 180 dias já se puderam contar várias vezes...

Ridículo é que perante tanto incumprimento por parte da Urbangol, a Câmara Municipal continue a apostar num processo que se arrasta, e triste é ver o Estado compactuar com este tipo de práticas comerciais. Não se entende! Ou se calhar entende... »

terça-feira, agosto 05, 2008

UM GPS PARA PALMELA


Em plena época dos GPS ´s do Google Earth , dos mapas virtuais e da fotografia aérea quase em tempo real , a presidente da Câmara de Palmela parece andar algo mareada , ou viver noutra época , assumindo que há no município que tutela um crescimento da construção clandestina e reconhecendo 70 , SETENTA LOTEAMENTOS nesta situação mas preocupando-se com algo que hoje não se justifica , o estarem ¨ mais embrenhados no espo rural ¨.

E a desculpa que a senhora dá é de que ¨ os loteamentos clandestinos que estão mais embrenhados no espaço rural ... têm menos visibilidade , são factores que nos preocupam ¨ , voltando a remeter, surpreendentemente esta ¨explosão¨ , não ao presente , mas a ¨operações de fraccionamento ilegal de antigas propriedades agrícolas e florestais que teve lugar nos anos 70 e 80 do século passado¨...

Já que parece haver uma inimputabilidade dos actuais autarcas que assim sacodem a água do capote...Quem eram então os autarcas responsáveis ao tempo ? Sim, quem geria a Câmara de Palmela nos ¨anos 70 e 80 do século passado ¨ e porque razão a preocupação da autarca CDU vai sómente para os ¨loteamentos mais embrenhados no espaço rural¨ ? E os mais visíveis ? E porque continua a subir a construção clandestina ?

Noticia e explicações de Silly Season no seu melhor...e já agora , os loteamentos do concelho de Palmela escolhidos como refúgio por alguns autarcas de outros municípios da região são de maior ou menor visibilidade ???

segunda-feira, agosto 04, 2008

PLANOS FORA DA LEI


Quem acompanha de forma mais atenta a questão do ordenamento do território na região de Lisboa e da aparente inépcia da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT) face aos inúmeros atropelos e alterações pelas autarquias, dos Planos Directores e Planos Regionais , nao pode deixar de ficar surpreendido com as recentes declarações do seu presidente , Fonseca Ferreira.

A CCDR-LVT , até aqui parecia assinar de cruz e dizer Ámen ás propostas de alteração que lhe iam chegando , quando confrontada com alguma queixa de cidadãos, limitava-se ao lacónico está em vigor o PDM efectivo e eficaz ... e as alterações lá iam paulatinamente acontecendo, um Plano de Pormenor ali, uma desafectação da Reserva Agrícola (RAN) ali, uma deslocalização de Reserve Ecológica REN ... acolá , ficando o cidadão com a sensasão de que estamos , não só na publicidade , no
Far Oeste da Europa.

Por tudo isto espanta, mas elogia-se que Francisco Ferreira e a CCDR-LVT tenham subitamente acordado da aparente letargia, para vir a denunciar ter detectado centenas de desconformidades e incompatibilidades em diversos planos municipais face ao plano regional de Ordenamento da AML , relacionados sobretudo com a classificação de solos.

Será que algumas queixas enviadas , quer para Bruxelas, quer para a Provedoria de Justiça , tiveram algum efeito, ou foi a nova relocalização do Aeroporto a implicar uma nova politica numa zona mais visivel e em vias de ser por essa via avaliada a pente fino por Bruxelas ?

O que é facto é que a CCDR-LVT deu sinais de vida , mas as autarquias confrontadas com incompatibilidades detectadas com áreas consideradas urbanizáveis pelos PDM em vez de fazerem alterações, iniciaram segundo francisco Ferreira , processos de revisão dos PDM , com tentativas de manterem o que estava nos PDM, não os adaptando do plano regional alegando ¨terem a sua legitimidade eleitoral considerando que os terrenos em causa deveriam ser urbanizados¨ .

Segundo o presidente da CCTD-LVT trata-se de ¨uma luta complicada entre a sustentabilidade e a urbanização¨ , adiantando que autarquias como a de Sesimbra já acatou suspender alguns empreendimentos.

É época de Silly-Season , mas é questão de perguntar mais uma vez , se os Planos, quaisquer que eles sejam, não para cumprir, mas uma mera bolsa de valores geridos a cada momento por quem os possui e quem está no poder nas autarquias, então, para que existem as CCDR's , ou o Ministério do Ambiente ... ou até o Estado de Direito ?

Agora senhor Fonseca Ferreira , ou faça cumprir a lei, ou demita-se , e não chega a promessa de se fixarem de entre as ¨centenas de incompatibilidades¨ detectadas, fixarem-se em 12 ou 14 ... pois ao senhor Ferreira não se reconhece o poder de amnistiar umas desconformidades fechando os olhos a outras .

domingo, agosto 03, 2008

NOVOS BAIRROS , VELHOS BAIRROS


Numa altura em que tanto se discutem as politicas de alojamento social e os aglomerados denominados Bairros Sociais, seria interessante que houvesse um estudo oficial comparativo entre os vários tipos de alojamento social construídos desde a 1ª República , até agora.


A politica de habitação social em Portugal iniciou-se durante o periodo de 1914/ 1918 , durante a Primeira Guerra Mundial, tendo ficado inacabados por falta de verbas. A conclusão destes bairros foi feita já durante o Estado Novo e tinham uma estrutura arquitectónica de habitação unifamiliar ou bifamiliar com jardim , muito ao traço de Raúl Lino.

É um conceito urbano em que a família é o centro , em que se valoriza a casa isolada em deterimento ao alojamento colectivo.

Na Margem Sul são construídas habitações deste cariz . No período Marcelista são depois massificados nas primeiras urbanizações plurifamiliares onde nascem os primeiros problemas de conflitos sociais e étnicos.

Como referi no início, seria bom , agora que as orientações do Governo em termos de habitação social são contrárias à massificação e guetização , havendo propostas no sentido de reconversão de prédios degradados no centro das cidades , como forma de integrar, mas também de não desertificar o centro das cidades, de ser conduzido um amplo estudo da habitação construída , e dos modelos aplicados na construção de habitação social, do Estado Novo, até agora.

Mais do que outra coisa, os habitantes dos Bairros mais recentes , alguns mesmo com menos de dez anos, referem o estigma associado ao local onde vivem como um peso que têm que transportar à partida e que contribuí para tudo menos para uma posição de igual na sociedade e na cidade, factor primordial de integração.

O modelo de construção em altura utilizado de há pouco mais de três décadas para cá pode ser também uma das razões dos problemas gerados , uma forma demasiado simplista de arrumar habitantes de origens e culturas diferentes e também ela conducente a um espirito de rejeição de um local onde nunca poderão óbviamente chamar de Lar.

Há que ponderar tudo isto, e sobretudo não repetir os erros do passado, tanto mais que o passado recente nos tem dado provas de que o modelo aplicado está errado e conduzirá , mais tarde ou mais cedo aos problemas a que repetidamente temos assistido.

Sendo a politica de realojamento aplicada a familias de baixos rendimentos e ainda com ligações muito estreitas à agricultura, não seria humanamente aceitável recuperar modelos do Estado Novo , a tal casa com quintal de forma a haver, quer uma ocupação ludico-produtiva na horta ?

Numa altura de alta dos bens alimentares e redução dos meios financeiros disponíveis, não fará isto sentido ?

Afinal ter CASA não é só ter UM TECTO!

Nota - (na imagem Bairro Pica Pau Amarelo - Almada)

sábado, agosto 02, 2008

PONTO NEGRO (2)


Citando Paulo Edson Cunha :


« Dos oito pontos negros assinalados pelo Governo Civil de Setúbal o Seixal foi o concelho que registou mais acidentes com feridos, sendo referido exactamente dessa forma.
A conclusão das obras na Estrada Nacional 10 é, aliás, na opinião da Sra. Governadora Civil, o facto que vai permitir a eliminação destes pontos negros.

Pergunto: se se sabe a solução há tanto tempo, porque não se conclui a obra? Os responsáveis por esse atraso são, assim, responsáveis por, no mínimo, a manutênção destes dois pontos negros apontados pelo estudo do Governo Civil.

Boas férias. »

sexta-feira, agosto 01, 2008

PONTO NEGRO


Faz sentido esta campanha de prevenção rodoviária levada a cabo no Distrito de Setúbal, sobretudo neste início do êxodo de Agosto , a campanha pretende assinalar os pontos negros das nossas estradas, locais onde, num espaço de 200 metros, ocorreram pelo menos cinco acidentes com vítimas .

E faz tanto sentido porque a circulação nas nossas estradas transformou-se numa verdadeira guerra cívil . Só no Distrito de Setúbal em 2007 ocorreram 2668 acidentes com vítimas, 79 desses acidentes provocaram 93 mortes , mais nove do que em 2006.

Uma dos pontos referenciados é a Estrada EN 378 , Seixal-Sesimbra , foi colocado um ponto negro - na imagem - na Flor da Mata, num troço onde a autarquia do Seixal pretendia construír um bairro social, com saída directa para este troço de via considerado dos mais perigosos e com maior número de vitímas registados.

É óbvio que há também responsabilidades das autarquias de Sesimbra e Seixal neste balanço trágico ,uma vez que têm fomentado o crescimento urbano e o consequente aumento de tráfego mantendo-se as caracteristicas da via .

Por outro lado acresce responsabilidade á Câmara do Seixal por ter permitido a transformação da EN 378 numa verdadeira feira á beira da estrada.

quinta-feira, julho 31, 2008

FAMILIAS QUEREM MAIS NATUREZA


A notícia revela um estudo da Associação Nacional das Famílias Numerosas recentemente divulgado na imprensa via despacho da Agência Lusa , e que nos trás os desejos da população e mostra o quanto distante estão as politicas do Poder Local da vontade dos que supostamente deveria servir, sem mais comentários cito a referida notícia:

Estudo revela que famílias portuguesas querem mais espaços ao ar livre
25.07.2008 - 08h52 Lusa

As famílias portuguesas consideram necessário mudar mentalidades e criar condições para prática desportiva e actividades ao ar livre, indica um estudo que a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN) vai entregar à Associação Nacional de Municípios Portugueses.

A socióloga Elsa Gervásio - envolvida na elaboração do estudo - considerou que notar a ausência de equipamentos pode ser avaliada como uma "certa desculpabilização", mas também pode servir de "alerta".

"A falta de equipamentos não parece ser a causa única. Até porque muitos referem a questão da mudança de mentalidade. Mas o valor suficientemente elevado dos que pensam que há um défice nas suas cidades deve ser levado em conta e servir de alerta", referiu.

O estudo feito para a APFN inclui depoimentos de 1203 casais residentes em Portugal, com idades entre os 25 e os 45 anos, dos quais um em cada três (33 por cento) faz uma avaliação negativa dos equipamentos ao ar livre para exercício físico e actividades em família nas suas cidades.

Entre as avaliações mais positivas (36 por cento) estão as regiões do Norte e Madeira. 36 por cento considera estar "razoavelmente servida" de zonas ao ar livre.

Todas as avaliações responsabilizam as autarquias, razão pela qual a APFN entregou-o à entidade que representa os municípios portugueses, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

Setenta por cento dos entrevistados refere que o problema de não se praticar mais actividades "não é a falta de espaços, mas sim as mentalidades e atitudes dos portugueses". Já 90 por cento acredita que prioritariamente devem criar-se condições para que as mentalidades mudem e as pessoas pratiquem exercício físico.

Dos entrevistados, 83 por cento garantem que se tivessem um espaço por perto tenderiam a praticar mais actividades de ar livre com a família e 80 por cento "acabariam" por fazer mais exercício físico.

Elsa Gervásio, que também é responsável da empresa que efectuou o estudo, a Área de Planeamento e Estudos de Mercado (APEME), acrescentou que "criar condições é um passo importante" para aumentar a actividade física.

No inquérito é também encontrada uma "valorização crescente da actividade física e dos espaços para a sua prática relacionada com questões da obesidade, sedentarismo e saúde".

Com a amostra a incluir pais e mães, há uma percentagem que refere a necessidade de criar parques infantis. Na lista também há ciclovias, circuitos de manutenção, espaços para jogos tradicionais e mesas de piquenique.

Espontaneamente e sem constarem da lista de escolhas proposta, os entrevistados também enumeraram piscinas e ringues/campos polivalentes.

quarta-feira, julho 30, 2008

APRENDER COM A MOITA


Este caso está a ser exemplar a todos os níveis , primeiro pelo movimento cívico criado e pela sua dinâmica séria que chegou a congregar numa Conferência Debate sobre politica de solos em Portugal, personalidades vindas dos mais diversos quadrantes do chamado espectro politico , mas de inquestinável competência e referência ética e profissional , mostrando , como na Flor da Mata , que os Movimentos Cívicos estão vivos e que atigiram nestes ultimos anos a maioridade e a maturidade que permite tomar em mãos os destinos das regiões que representam.

Depois é exemplar para o PCP , porque lhe demonstrou que a teia de interesses e de opressão montada por este partido ao longo de três décadas na Margem Sul , já não mete medo e mais do que isso, já não manda e desmanda a seu bel prazer, gozando com as leis da República e com a Constituição que noutros forums tão bem defendem.

E depois, para a oposição . Finalmente vemos congregados esforços em uníssono que fazem frente ao poder único instalado , deixando para o lado querelas partidárias que não interessam ao eleitor ( antes o afastam) e visando unicamente o bem comum e o futuro desta região.

Assim continuem , e saibam as oposições dos municípios vizinhos seguir o mesmo caminho e tenham a capacidade de aprender com o que se está a passar na Moita .

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Na imagem a noticia do Publico de ontem 29 de Julho (clique para aumentar).

«Documento foi aprovado na assembleia sem conhecimento da câmara, mas tem de voltar a discussão pública por vontade da CCDR. Cidadãos e oposição equacionam recurso a tribunal

O parecer da comissão regional de ordenamento do território chegou atrasado à Moita, mas foi suficiente para levar a revisão do Plano Director Municipal (PDM) do concelho a voltar ao mesmo ponto em que estava há três anos. À revelia da câmara, mas com o apoio da maioria que a governa, a assembleia municipal deu luz verde, na sexta-feira, à alteração do plano, de acordo com o que entendeu serem as pretensões da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, que considerou o novo PDM lesivo para o ambiente e para o Estado.

A câmara terá agora de submeter novamente o PDM a discussão pública, antes de apresentar à CCDR e, mais tarde, à assembleia municipal aquela que será a quinta versão final do documento desde 2005 (...) .

Catarina Prelhaz, 29 Julho 2008.

Sem comentários...

terça-feira, julho 29, 2008

CRIMINOSOS AMBIENTAIS



Não há muito tempo não estava configurados os crimes contra a humanidade, bom, tinha havido no pós guerra "Nuremberga" , mas havia depois disso, muito criminoso a passear-se despudoradamente.

Com a criação desta figura e do TPI (Tribunal Penal Internacional) , a coisa mudou de feição e leva-nos a encarar de outra maneira crimes e criminosos que antes saíam impunes das maiores atrocidades.


Penso que um dia , chegaremos ao ponto em que criminosos ambientais, como grande parte dos nossos autarcas se sentarão também no banco dos réus respondendo a crimes que hoje praticam na maior das legalidades , pode parecer contradição o que acabei de escrever, mas sê-lo-à assim realmente ?

Vejamos, Portugal é um país com excelentes leis ao nível ambiental e de planeamento , tem excelentes técnicos e funciona num sistema supostamente democrático e num Estado de Direito, no entanto, não há na Europa, País mais assimétrico , mais caótico , mais mal ordenado e onde a natureza e a biodiversidade se perdem a cada dia que passa a um ritmo assustado... não há também na Europa país onde as alterações de uso do solo sejam feitas para beneficiar cirurgica e pontualmente determinados proprietários , prejudicando o bem público de todos.

E tudo isto (se fez nos últimos 30 anos) se faz dentro da maior impunidade e legalidade, apesar de diáriamente neste blogue regional , e só na zona que analiza, a Margem Sul , sejam diários os atropelos ao espirito das leis e dos Planos. Dei aqui a semana passada o exemplo do Centro de Estágios da Empresa (SAD) Benfica , uma empresa cotada na Bolsa .

A instalação naquele local do Seixal de instalações daquela empresa foi uma das maiores fraudes , na medida em que resultou de alterações da paisagem e de uso do solo que de outra maneira, não teriam acontecido.


Comentários vários a esse post vinham em defesa da autarquia dizendo se não fosse a tal estrutura empresarial e 24 hectares de betão , teria sido bem pior... mas bem pior como ?

- É que Plano Director Municipal definia a maior parte daquela área, como "Área de Protecção Paisagistica" e incluía áreas de Reserva Agrícola e Reserva Ecológica , que só com a vontade da autarquia se anularam, perdão , alteraram...

Compare-se as imagens , nas do Plano Director Municipal em cima a mancha verde de Protecção Paisagística , tornou-se na imagem actual do Google Earth numa Paisagem muito pouco natural, ou é só impressão minha ?

É isto ou não um crime ambiental ?

Não era uma boa ideia criar um Tribunal Penal Ambiental ?
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Nota : No mapa do PDM acima referente á zona da Quinta da Trindade , a área representada em ambas ai imagens, a única zona onde se previa construção (área de expansão urbana multifamiliar) era na mancha a laranja tracejado.
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HOJE NOTÍCIA PUBLICO

- PDM da Moita faz marcha-atrás debaixo de tripla ameaça de invalidação

segunda-feira, julho 28, 2008

PENSAR ALÉM DAS CAPACIDADES , AGIR AQUÉM DAS POSSIBILIDADES



Avaliámos esta semana nos últimos dias dois casos de pressa autárquica, num poder local, supostamente próximo dos cidadãos.


Vimos aqui um caso de pressa absurda na aprovação do PDM da Moita , e uma pressa na demolição dos edifícios em excelentes condições estruturais, mas abandonados da Câmara do Seixal no Fogueteiro ... sede de muitos interesses imobiliários, entre eles uma torre da autoria do Vereador Arquitecto de Lisboa, Manuel Salgado...


Mas observe-se pela imagem que o básico de um poder local não é cumprido , precisamente no Fogueteiro , junto ao referido terreno Camarário, no local mais visivel do concelho e por isso o escolhido para os melhor posicionados outdoors , acesso a uma zona comercial ... e onde deparamos com esta passadeira para peões que desemboca num rail de protecção... sem mais comentários !


É o inverso do Pensar Global, Agir Local que deve nortear a politica local sustentada ,evoluída e próxima dos cidadãos. O desrespeito pelo cidadão comum, mas sobretudo para quem tem mobilidade reduzida .

É A INCOMPETÊNCIA PURA ! O DESMAZELO MÁXIMO !
É PENSAR ALÉM DAS CAPACIDADES E AGIR AQUÉM DAS POSSIBILIDADES!

domingo, julho 27, 2008

OFICINAS DO FOGUETEIRO DEMOLIDAS !


Foi demolido durante esta semana , o antigo Parque Técnico da Câmara do Seixal no Fogueteiro que ocupava um terreno valioso do ponto de vista imobiliário junto ao Rio Sul Shopping.

Gostaria de saber , para quem o possa informar, se foi realizado referendo, consulta pública ou votação em sede de Reunião de Cãmara ou de Assembleia Municipal para esse fim .

É que se tratava de Património Municipal, construções de qualidade e em bom estado estrutural , das quais faziam parte alguns pavilhões, balneários , cozinha , oficinas e várias estruturas de apoio perfeitamente válidas , mas abandonadas porque a Câmara do Seixal resolveu, em vez de instalações próprias, ter antes instalações alugadas ao maior grupo imobiliário do Concelho...

As instalações agora demolidas eram património municipal do qual a actual maioria devia ser garante depositário e poderia ter atribuídas outras funções de relevância para a população , sobretudo num município que a fazer fé no PCP é pobre!

Ficaremos atentos á futura utilização daquele espaço, um prometido corredor verde de ligação entre o Rio e os Pinhais do Seixal, ficaremos também atentos á utilização marginal do espaço, é que não é por terem demolido os edifício que a criminalidade instalada no local vai diminuír... antes pelo contrário ...
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A falta de coerência do PCP ... criticas no Algarve , mas , e o Betão CDU na Margem Sul em detrimento da agricultura, da floresta, do ambiente ??? :

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, criticou hoje o Governo de José Sócrates por incentivar a "monocultura do turismo", que aumenta as assimetrias no Algarve, em detrimento das pescas e agricultura tradicionais da região algarvia.

sábado, julho 26, 2008

A NOVELA DA MOITA ; O DIREITO À INDIGNAÇÃO



Numa inqualificável atitude antidemocrática, a Câmara Municipal da Moita tem ignorado as justas aspirações da sua população e tudo feito para , á sua revelia , avançar com reformas e alterações no Plano Director Municipal , que serão tudo menos claras, transparentes, ou de acordo com o que os seus habitantes pretendem para a sua terra, função primeira de toda e qualquer politica autárquica.


Mais do que isso, os eleitos pela autarquia da Moita , tudo têm feito para desacreditar um movimento de cidadãos exemplar e todos os que têm dado a cara pela sua Terra.

Como vimos aqui ontem , o processo Kafkiano e Burocrático na pressa da sua aprovação, tudo cilindrou, até pelos vistos , procedimentos fundamentais que provocaram a situação aqui elencada ontem.

Fica como exemplo de cidadania e de denúncia dos métodos usados em Democracia por uma autarquia eleita por sufrágio universal a carta enviada ao Primeiro Ministro que condensa todo o processo e toda a luta que certamente inspirará outros vítimas da mesma arrogância e prepotência (excertos - aqui (clique) a missiva na íntegra ) :

« Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro José Sócrates

Governo da República

Lisboa

Excelentíssimo Senhor Primeiro-ministro,

Somos Cidadãs e Cidadãos muito preocupados com o bom ou o mau governo da nossa terra, o concelho da Moita do Ribatejo.(...)

Por isso, escrevemos-lhe hoje esta carta, Senhor Primeiro-ministro, sobretudo[3] consternados com as matérias relacionadas com o respeito ou mais propriamente com a violação flagrantíssima da lei[4] no quadro da Revisão do Plano Director Municipal da Moita (PDM) e do surgimento do Projecto de novo PDM da Moita.(...)

O processo de revisão do PDM e o novo Projecto de PDM da Moita acarretam vícios e actuações gravíssimas de demissão da Administração Pública do seu dever de prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos, para além de se traduzir na prática numa extraordinária lição sobre ética, transparência e democracia, ou falta delas.(...)

É entre nós voz corrente o facto de a direcção política da CMM não ter visado a prossecução do interesse público, no respeito pelos direitos e interesses legalmente protegidos dos cidadãos, ao longo do processo de Revisão do Plano Director Municipal da Moita (PDM), como era seu dever à luz do determinado pelo nº1 do Artº266 da Constituição da República Portuguesa (CRP).

E de tampouco o terem visado no desempenho das suas missões de controlo nem a CN-REN, nem a CCDR-LVT.

Em matéria de solo rural, de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e de Reserva Ecológica Nacional (REN), a Revisão do PDM e o surgimento do Projecto de novo PDM da Moita são de facto o exemplo maior da mais despudorada violação da lei e do interesse público, por parte da CMM, e com o alto patrocínio da CCDR-LVT e da CN-REN[17].

2. 4. A CMM não actuou com respeito pelo princípio da imparcialidade no exercício das suas funções. E a Administração do Estado deu a isso o seu “Amén!” de modo cego, surdo e mudo (...)

Resumindo em 100 palavras a situação, existem na Moita 2 regimes políticos e verificam-se 2 revisões do PDM, onde os grandes perdedores são o Concelho, os Munícipes, a ética e a transparência, e onde sai gravemente ferida a legalidade e a democracia. (...)

Visou-se passar quase 400 hectares de Solo Rural em REN e em RAN para novo Solo Urbano sem REN e sem RAN[23], com novas zonas urbanizáveis para mais e mais Fogos e novos Parques Empresariais.

O Projecto de novo PDM para a Moita serve os interesses de meia dúzia de grandes especuladores imobiliários que durante estes 12 anos de Processo de Revisão do PDM actuaram do modo seguinte:

  1. com uma mão compraram de véspera Solo Rural em REN e RAN*,
  2. com a outra mão assinaram no dia seguinte Protocolos com a Câmara para a reclassificação de tais solos como urbanizáveis[24], e
  3. com as duas mãos foram a correr levantar dinheiro na Banca[25] sobre a hipoteca desses tais terrenos, já “valorizados” com uma carimbadela e uma assinatura no sítio certo, e
  4. generosamente também com ambas as mãos distribuíram migalhas por vezes bem visíveis e reais a certos dos seus ajudantes estrategicamente bem colocados na Administração Pública[26] (...)

- Mais zonas habitacionais devem corresponder de facto ao prévio e sustentado crescimento da população. Assim do tipo, mais gente primeiro gera a necessidade de mais casas depois, é óbvio. (...)

Quanto aos novos e cada vez mais omnipresentes parques industriais, a situação é semelhante.

Apesar de os respectivos solos serem comprados a tostão pelos novos especuladores aos antigos donos das terras, com a ajuda da mãozinha amiga do poder político e da Administração Pública, são depois esses parques industriais colocados no mercado a preço de milhão, e ficam às moscas, sem empresas que lá se possam instalar.

Salvo novos hipermercados por aí nascidos aos molhos, óptimos para arrombarem com o comércio tradicional e os centros das localidades.

É ver de alto a baixo o que se passa no Concelho. Tudo isto é aliás antieconómico, mais parece ser tão só lavagem de milhões fáceis à moda napolitana.

Mas no final, são o solo rural e as zonas ambientalmente protegidas que desaparecem, e o betão e as novas áreas urbanas que pululam como cogumelos, ao ponto de se recear que dentro de gerações, só à força da implosão à bomba de tanto betão se poderá de novo vir a ter algum solo permeável para uso e desfruto das novas gerações.

5. 2. O embuste era esperto, e enganou ou parece ter enganado algumas gentes, incluindo na Administração Pública.

Com efeito, essa questão da Reserva Ecológica, que no fim de contas desaparece por mão amiga num lado em 400 e tantos hectares em certas zonas, mas reaparece de novo com mão pesada em mais 900 novos hectares noutras áreas, é coisa que até pode parecer um ganho e uma mais-valia ecológica para o Concelho. (...)

5. 3. 1. Imagine-se o sítio A.

Ele é caracterizado por ser de mata e/ou montado, sem gente, nem casas, nem estradas, nem gado nem agricultura, acaba-se com a REN e fazem-se centenas e mesmo milhares de novas casinhas. Ou alguns novos parques industriais, à mistura com muito alcatrão e ainda mais betão. Com o “Amén” da CN da REN, que assim actua como Comissão Liquidatária da REN e não como sua Comissão de Defesa.

Aí, a perda é total em termos de solo permeável, em termos de recarga dos aquíferos, em termos de solo rural e ecologicamente protegido, que deixa de o ser… poff, já era. Logo, o saldo ambiental vira negativo. Centenas de hectares são lançados na coluna a vermelho, perdidos. A perda ecológica pura é real.

5. 3. 2. Tomemos agora outro sítio, a zona B.

Coloca-se aí por artes mágicas administrativas a REN retirada do sítio A. Mas…em B já o solo é e sempre foi rural, logo terra permeabilizada. Por isso, o ganho ambiental é nulo, não acrescenta nada em termos de recarga dos aquíferos. Depois, a zona B pulula de vida, auto-estrada e estradas de alto a baixo, vários núcleos urbanos, centenas de casas e centenas de famílias, milhares de cabeças de gado, vastas áreas de culturas agrícolas intensivas, onde há gerações que a mata e o coberto vegetal virgem desapareceram, etc e tal. (...)

A nova REN a fingir nada de novo nem de bom traz a essa zona, em termos ambientais. (..)

Assim, falar de aumento da REN (desaparecem na prática 400 hectares irrecuperáveis, e “crescem” no papel 900 novos hectares desnecessários e imprestáveis) é logro puro, é embuste reles. É trapaça para embrulhar golpes financeiros a montante, e disfarçar ditadura contra as gentes do campo a jusante. (...)

Corremos o risco de ter na Moita uma REN única no mundo, que ora é, ora não é, de 100 em 100 metros começa e logo interrompe, merecedora de registo no Livro Guiness dos Recordes e vocacionada para ser alvo da gozação geral, tal a burrada e o disparate total em gestação.


Moita, 9 de Julho de 2008 »

sexta-feira, julho 25, 2008

A NOVELA DA MOITA


Afinal o acima de qualquer suspeita PDM da Moita , foi devolvido à procedência pela CCDR .

Os técnicos e os politicos em vez de assumirem os erros e os corrigirem praticam a conhecida politica da negação (se negam que tenha caído o Muro de Berlim...) e fazem antes uma fuga para a frente , escudando-se em aspectos formais , e pretendendo ignorar a substância.


Mas já toda a gente compreendeu o que se esconde afinal atrás dos propósitos dos responsáveis pela elaboração do PDM, se dúvidas houvesse , elas estariam dissipadas por esta nova tática.

Pode ver na noticía acima do Publico de 23/7/08 a avaliação do processo., e aqui (clique) e aqui (clique) , graças ao blogue Arre Macho , uma avaliação documental do processo de aprovação.

Julgue por sí!

quinta-feira, julho 24, 2008

BARRIL DE PÓLVORA NA QUINTA DA PRINCESA


Há dias pubicou-se aqui um post onde se dava conta que a situacão que todos temos acompanhado na Quinta da Fonte em Loures , potencialmente poderá ocorrer a todo o momento em qualquer lugar da Margem Sul, pois todos os condimentos estão reunidos.


O Correio da Manhã noticiava no passado domingo que:

¨O bairro da Quinta da Princesa , na Cruz de Pau , tem sido palco nas últimas duas semanas de uma operação policial de larga escala. A PSP quer acabar com os constantes ataques a carros-patrulha ocorridos naquele Bairro Social (...)

Assim nas últimas duas semanas agentes da esquadra da Cruz de Pau, auxiliados por elementos das equipas de intervenção rápida, têm-se deslocado diáriamente ao bairro para realizar mandados de busca a viaturas e residências e revistar pessoas. Várias detenções e apreensões de droga já foram efectuadas (CM 20/7/2008) ¨

Esta noticia e as imagens que temos visto nas últimas semanas, é a prova de que de que , e ao mesmo tempo que no Porto se opta por demolir o Bairro do Aleixo , de uma vez por todas é urgente acabar com a construção destes pesadelos urbanos , estes guetos racistas onde é constatemente posta em causa a autoridade do Estado e literalmente se goza com os cidadãos cumpridores , com o contributo dos quais (impostos) se criam tetos , mas não se resolvem problemas sociais e muito menos se integra.

Não há direitos adquiridos nesta politica errada, há sim que aplicar a lei, e aqui elogia-se o papel da PSP na Quinta da Princesa e há que acabar com a criação destes ¨depósitos de pobres¨ com os quais uns ganham panfletáriamente, votos , e outros muitos milhões de euros.