quinta-feira, agosto 28, 2008

TOMATES E A FALTA DELES


Sim, Tomates ... a noticía é do Expresso e demonstra que a vocação agricola de toda esta região Sul do Estuário do Tejo não se perdeu com a orientação politico - Industrial - Betonizadora tão ao gosto da politiica dominante ,em marcha há mais de trinta anos e que tem deixado o agora chamado de "Passivo ambiental" que urge reverter.

Não deixa também de ser curioso, as recentes ¨preocupa
ções¨ de Jerónimo de Sousa acerca do papel futuro da ANA na utilização dos terrenos da envolvente do NAER, o líder de um partido que é um grande proprietário imobiliário da região (Quinta da Atalaia por exemplo...) que defende a reconversão para imobiliário da antiga Siderurgia no Seixal ou o imobiliário que vai nascer no Bonfim em Setubal , ou o que nasceu a reboque do Centro de Estágios do Benfica no Seixal , o que fez nascer a aberração de Santa Marta de Corroios e em suma que tem fomentado a massificação urbana em toda a Região Sul do Tejo, por tudo isso e face a essa hipocrisia é de elogiar o projeto que passo a citar :

Está a nascer em Alcochete a maior estufa da Europa para a produção biológica de tomate.

São sete hectares que irão permitir ao grupo RAR a produção de tomate mesmo durante o Inverno, para colocar tanto nos mercados ibéricos como no Reino Unido e ainda noutros países do Norte da Europa.

De acordo com Jack O'Brien, presidente executivo da Wight Salads Group (WSG), empresa do grupo RAR responsável pelo projecto de Alcochete, "actualmente temos já 20% da nossa produção total em modo biológico, mas com a criação da nova estufa atingiremos os 30%".

A aposta da RAR na agricultura biológica continua e acaba de ser adquirida mais uma empresa do sector - a Vitacress - com sede em Inglaterra.

Esta empresa é líder no Reino Unido e em Portugal na comercialização de saladas, sendo já o maior produtor europeu de agrião, espinafre e rúcula. Explora 1200 hectares distribuídos pelo Reino Unido, Portugal e Espanha.

A empresa agora detida a 100% pelo grupo RAR tem uma uma forte presença no mercado das saladas embaladas, com destaque para as folhas jovens e inteiras, onde é reconhecida pela excelência e inovação dos seus produtos.

Em 2007 a empresa, que dá trabalho a 1000 pessoas, teve um volume de negócios de €102 milhões.

Quanto à WSG, que detém as estufas em Alcochete, emprega 900 pessoas e facturou €80 milhões em 2006.

A WSG lidera a produção e comercialização de tomate para consumo no Reino Unido, com especial destaque para o tomate biológico.

De acordo com dados fornecidos pelos responsáveis da empresa, a WSG detém actualmente uma quota de 15% do total de tomate fresco consumido naquele país e 55% ao nível do mercado do tomate biológico.

Ao longo dos próximos cinco anos, a empresa estima duplicar a sua capacidade produtiva expandindo todas as actuais unidades de produção. O investimento neste projecto de expansão rondará os €37 milhões.




7 comentários:

Anónimo disse...

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1004629

Alcochete

ex-militante disse...

Jerónimo de Sousa preocupado com o betão na margem sul, essa é nova !

Anónimo disse...

É tão nova como te fazeres de parvo!

Ponto Verde disse...

Saúda-se a rentrée notada na blogoesfera ,de bloggers e ilustres, mas fraquinhos comentadores...

Anónimo disse...

Não posso estar mais de acordo com Jerónimo de Sousa, mas seria bom que este mesmo senhor tivesse este tipo de atitude de denuncia naquilo que as câmaras PCP da margem sul fazem, só mudando os nomes das entidades mencionadas na notícia.
Ou será assim tão diferente falar do que foi feito na Qta da Trindade, no pinhal que vai de Belverde à Flor da Mata.
A hipocrisia é um defeito muito feio.

Ponto Verde disse...

Esta é mais uma das falsas questões em que o PCP é recorrente.

A questão da "direito de decisão sobre a utilização dos terrenos municipais de Alcochete" é comum às envolventes de qualquer aeroporto existente ou em projecto e já existia com a localização OTA , onde não me recordo do PCP se ter manifestado desta forma.

São questões que têm a ver com o funcionamento dos aeroportos, sua segurança e operacionalidade e com a navegação aérea .

Misturar isto com a privatização da ANA é ridiculo e de má fé.

Não vejo da mesma forma o PCP preocupado com a resolução do Conselho de Ministros do passado dia 28 e com as urbanizações da Siderurgia, Quimiparque e Lisnave... ou com os multiplos exemplos constantes no post de hoje do blogue A-SUL .

Há que haver seriedade no tratamento destas questões e sobretudo coerência que falta ao PCP na Margem Sul.

Anónimo disse...

Para o ponto verde entregar a gestão urbanística/parte dela a uma empresa que vai ser privatizada é um falso problema. OK. Então ir contra a constituição e contra todo o edificio jurídico de ordenamento e ambiente é uma falsa questão. Estamos bem neste blogue, muito bem!