quinta-feira, março 20, 2008

O BOOM POPULACIONAL DO SEIXAL


Há muito que vimos aqui alertando para a perigosa politica de densificação urbana operada a cabo pela autarquia do Seixal, essa politica está alicerçada numa urbanização desenfreada e sem quaisquer cuidados ambientais , de ordenamento ou sociais.

Contráriamente a muitas autarquias e aos próprios compromissos assumidos em sede de planeamento estratégico e regional, o Seixal tem aberto a sua malha urbana em mancha de óleo, permitindo através de alterações de uso do solo, construír onde não seria possível nem desejável quer para um aglomerado urbano socialmente aceitável, quer para a conservação ambiental, e para a manutenção da biodiversidade.

São notórios pelos números recentemente divulgados e que mostram que o Seixal se tornou no concelho mais populoso da Margem Sul, que houve uma cedência aos interesses imobiliários e ao dinheiro que a autarquia vai buscar à construção !


A grande questão é que o Seixal densificou em população , mas piorou a olhos vistos na qualidade de vida dos seus habitantes, continua por não executar projectos estruturantes e de vias de comunicação que são fundamentais e tem destruído espaços verdes e ambientalmente importantes para que o equilibrio ecológico seja um contraponto à selva de betão em curso.

Entretanto há problemas sociais que se agravam , há , compreensivelmente empresas que abadonam um concelho desordenado em manta-de-retalhos e que mistura zonas industriais, com zonas urbanas tudo isto com péssimos arruamentos e infraestruturas .

Vê-se assim , sem subterfúgios o que pretendem estes autarcas ! E o que têm conseguido com a cumplicidade de muitos e a passividade de quase todos!

4 comentários:

Anónimo disse...

falta a construção na Torre da Marinha. Torres que se vão erguer nos terrenos da antiga fabrica de lanificios

Velas do Tejo disse...

O grande problema é que há dirigentes e autarcas que consideram este crescimento progresso!

Mais grave que tudo isto, é que a esmagadora maioria da população esta-se completamente "nas tintas", considerando "espaço verde" o canteiro de relva e lixo que lhe plantaram à frente da porta.

É triste, mas por mais que tente reflectir acabo por chegar sempre à mesma conclusão: estando nós num estado democrático, os politícos pouco mais são que o reflexo da população que os elege.

O divórcio de uns com a incompetência de outros, são o azeite neste vinagre de mentira em que vamos vivendo.

Velas do Tejo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Operário Corrosivo disse...

O "estoiro" populacional é a consequencia de forrar o concelho a betão. Todo o canto serve para edificar ao belo prazer e gosto de um qualquer construtor estrábico ou arquitecto vesgo, para logo de seguida, o "Homem dos Aluminios" começar a facturar a marquise da família com mau gosto, convertendo os caixotes desordenados a que chamam prédios em verdadeiras capoeiras de betão.

Os serviços e fiscais da autarquia ou são cegos, incompetentes ou corruptos! Já santos, tenho dúvidas.