quarta-feira, agosto 17, 2005

VER A MARGEM SUL DAS MARGENS DO TEVERE - ROMA 2




Não pretendem estes posts de três cidades da Europa (do Sul - Latina ) ser um qualquer bilhete postal de virtudes e belezas irreais ou um "diário de férias" para isso não tinha escolhido Paris, Roma e Barcelona, mas um qualquer "resort" de massas nas Caraíbas , no Brasil , no México ou em Cuba . Onde as piscinas e as àguas limpidas para o turismo da pensão completa e a completa miséria fora daqueles "paraisos" não é a forma de turismo que gostaria de ver no meu país.



Que queiramos quer não, a França, a Itália e a Espanha, nossos vizinhos Europeus e Globais, são tão só, e não só, os maiores receptores de turismo mas também os maiores três destinos mundiais. Numa altura em que o país se volta de novo para o turismo como potencial de desenvolvimento e bóia de salvação (depois de tudo o que se fez contra ele, desordenamento, construção em massa no litoral, destruição da paisagem...), nomeadamente na Àrea Metropolitana de Lisboa e Margem Sul, seria bom que , já que durante trinta anos não se interessaram nem um pouco com a qualidade de vida dos cidadãos residentes, olhem para a concorrência (que é Global) e comparem o que têm para oferecer.


Não se tem aqui mostrado monumentalidade , lojas de marca ou bens de consumo (nisso de Centros Comerciais Portugal é campeão!!!), nem o pretendia, só soluções simples, ao alcance de qualquer autarquia (nomeadamente às da Margem Sul) , pequenas soluções que contribuem em muito para que essas cidades sejam apelativas não só para o turismo mas também e sobretudo para quem lá vive... e estão aqui tão perto! EUROPA - Os nossos autarcas sabem o que é?

2 comentários:

Manuel disse...

Infelizmente temos autarcas que estão mais preocupados com a sua imagem e a imagem do seu partido, que propriamente com a qualidade de vida deste povo. Estão demasiados virados para o seu umbigo, só que este não serve para nada.

Nos tem custado caro e estamos a perder muitos anos, com esta política esvaziada de ideias e de projectos. É tudo feito "ás 3 pancadas", em regime de folclore, conforme os ciclos eleitorais e os objectivos partidários.

Era tempo de chegar o 25 de Abril à margem sul: desenvolvimento sustentado e democracia participada.

Não estão em causa as virtudes dos nossos autarcas, mas sim os resultados das suas políticas.

gaivota disse...

Excelente o comentário anterior, pura verdade, é preciso uma "revolução" , partidos,politicos e politicas sérias a nivel local e nacional. quer a um nivel, quer a outro não funcionar em torno dos ciclos eleitorais, isso arrastar-nos-á para o abismo.

particularmente a nivel local é preciso acabar com "os direitos adquiridos" da betonização, é preciso acabar com ditaduras "democráticas", puras testas de ferro de lobbyes em teia (autarquias- financiamento de partidos-construção civil) .

É preciso também seriedade, as oposições não podem pôr "candidatos para queimar" ou fazer frete ao partido A ou B da oposição para manter a fachada democrática do sistema... e no fim tudo ficar na mesma... a contendo de todos.