quarta-feira, outubro 10, 2007

A REVOLUÇÃO SILENCIOSA

Porque não um parque eólico no Mar da Palha ?

Te
m sido uma revolução com pouco ruído aquela que nos últimos dois anos tem acontecido em Portugal, com maior incidência no interior e no alto de algumas das nossas serras.

Trata-se de uma revolução energética que não sendo a suficiente para colmatar a crónica dependência do petróleo, começa a ter um peso cada vez maior no equilibrio dessa factura e dependência do exterior.


Nos primeiros quatro meses deste ano e face a igual período do ano passado, o crescimento foi de 59% e a produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis aumentou 37% no mesmo período (fonte DGEG). Em termos de energia eólica, em Abril a produção foi 23% superior à de Abril de 2006 e a potência instalada era de 1839 Megawats em 143 Parques eólicos instalados .

Os distritos com maior potência instalada eram Viseu, Coimbra, Leiria, Vila Real, Braga, Santarém, Castelo Branco e Lisboa.


Continua a haver um inexplicável ignorar desta realidade por parte dos municípios da Margem Sul onde a potência instalada é , inexplicávelmente : ZERO!!!



Mais grave é que no já revelado dos grandes projectos de reconversão de áreas onde poderiam ser instalados quer aerogeradores, quer centrais fotovoltaicas, caso das centenas de hectares formados pelas antigas zonas industriais da Lisnave, da Quimigal e da Siderurgia , não há uma única proposta no sentido do aproveitamento e produção de energia.


Portugal deu subita e exemplarmente em dois três anos, o salto para sexto país da UE com maior uso de energias renováveis , mesmo se houve um acentuado decréscimo da energia hidrica, mas na margem sul continuamos no tempo da dependência total de outras formas de produção de energia que não a renovável o que é revelador do ponto de desenvolvimento em que estamos, mesmo face ao resto do país, quanto à utilização e produção de energias amigas do ambiente.
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Lá voltámos a aparecer no weblog...

5 comentários:

ex-militante disse...

Ó Ponto, isso não rende IMI , tráfico de influências, indemnizações, expropriações ou alterações do uso do solo. A Máfia não se safa com turbinas eólicas...isto é, por enquanto!

António disse...

"Continua a haver um inexplicável ignorar desta realidade por parte dos municípios da Margem Sul onde a potência instalada é , inexplicávelmente : ZERO!!!"


1. A política energética é da responsabilidade do ministério da economia e não das autarquias.
2. Não se pode colocar este tipo de equipamentos em qualquer lugar, tem de ser em zonas que permitam velocidades médias de ventos que garantam a rentabilidade do investimento.
3. Será que do ponto vista visual ia-mos gostar de ter torres enormes dentro do rio???
3. Atacar neste caso as autarquias da margem sul parece-me algo demagógico. (com as quais não simpatizo!!)

Ponto Verde disse...

"Continua a haver um inexplicável ignorar desta realidade por parte dos municípios da Margem Sul onde a potência instalada é , inexplicávelmente : ZERO!!!"

Caro António, a politica energética de antigamente não tinha a ver de facto com as autarquias.

A politica energética de agora tem a ver com as autarquias e com todos nós, como sabe, qualquer privado pode (e não só em tese) ser até produtor, para gasto próprio ou até para venda , ou misto, isso estende-se a empresas e... autarquias.

Veja o António o desaproveitamento energético do NOVO edificio das oficinas da Câmara , só a área do telhado em fotovoltaico (falaremos aqui amanhã), o que produziria. E as autarquias têm que dar o exemplo, se ainda por cima são elas a controlar imagine...a eficiência energética dos edificios!!!

Quanto às torres e seus efeitos na paisagem, de facto não é um aspecto inóculo, mas as construções junto à Baía do Seixal não o serão , mas é só uma opinião, "demagogias" à parte...

câmara de vagos disse...

Câmara de Vagos utiliza rede escolar como suporte para painéis para produção de electricidade também recebida pela rede.

António disse...

Caro Ponto Verde,
concordo plenamente com o seu comentário, mas o meu tinha a ver com as torres para aproveitamento da energia eólica...

Acrescento ao seu comentário, o facto de as autarquias não obrigarem os construtores a implementar nos edifícios novos medidas que reduzam o consumo energético. Neste aspecto no Seixal nada foi feito.

Cumprimentos