quarta-feira, fevereiro 08, 2006

AMBIENTE , 30 ANOS PERDIDOS 3 - GONÇALO RIBEIRO TELLES













Chegamos a 1974, ano da Revolução, com ela novas vontades e nova esperança! Novas prioridades tomaram o lugar do situacionismo reinante, no entanto o ambiente não constituiu uma prioridade na governação de então, visivel pelo cargo ministerial a si dedicado, uma Sub-Secretaria de Estado.

No entanto, a esta distância, é visivel que em 1974 um sub-secretário de estado tinha possibilidades de execussão que hoje um ministro não tem, certamente, não pelo peso do cargo, mas pelo perfil de quem então o ocupou, a personalidade impar do Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.

O Subsecretário de Estado definia assim as suas principais prioridades :

-Saneamento básico
-Abastecimento de àgua
-Defesa do solo agricola de excepção

A este membro do governo , então considerado por muitos como "futurista" e "lunático", se deveu também então, a criação das Áreas Protegidas e do Serviço Nacional de Parques.

Gonçalo Ribeiro Telles voltaria ao Governo de novo nos anos 80, sendo desta altura a criação da Reserva Agricola Nacional e Reserva Ecológica Nacional e os Planos Directores Municipais.

6 comentários:

Anónimo disse...

Excelente resenha histórica.
Carlos Franco

Anónimo disse...

vejam este link! http://dn.sapo.pt/2006/02/08/cidades/almada_continua_a_espera_metro_super.html
q interesses existem q fazem com q este projecto n ande???? A Srª de Almada tem feito tudo para parar este projecto!!

Anónimo disse...

http://dn.sapo.pt/2006/02/08/cidades/almada_continua_a_espera_metro_super.html

Anónimo disse...

Quanto ao post principal, o título escolhido para esta série de posts diz tudo.Foram de facto 30 anos perdidos para o ambiente e 30 anos ganhos para as petrolíferas, visto que a opinião pública tem andado convenientemente entretida com outros assuntos ( nos anos setenta, com o processo de implantação da democracia; nos anos oitenta, com a perspectiva do aumento do poder de compra; nos anos noventa, com a possibilidade de todas as famílias poderem "parir" doutores e engenheiros e, finalmente, na actualidade, com o lazer...) não obstante as catástrofes ecológicas e humanitárias que todos conhecemos.

Quanto ao link sobre o MST:

A quem irá fazer concorrência tal equipamento ??


Como diria o Eng.º Veloso, despeço-me com amizade até ao próximo programa.

Anónimo disse...

"A quem irá fazer concorrência tal equipamento??"

Pergunto: Quem faz concorrência ao metro de Lisboa, Porto, Madrid, Barcelona, Londres, Paris..etc etc?? O metro complementado com o comboio facilitaria a vida a muitas pessoas! Ter o metro significa menos carros a circular logo poupanças nas importações, poupança de tempo para os cidadãos, menos poluição, logo aumento da qualidade de vida da população da margem sul! Na minha humilde opinião quem está contra este projecto está contra o desenvolvimento da região demonstrando uma falta de visão relativa ao futuro... pena é os "nossos"autarcas serem quase todos assim!!

Valente disse...

Perfeitamente, não se percebe as obras de Santa Engrácia do MST, terá a ver com especulação de terrenos? Será que o projecto não está desenhado para servir a população, mas para a construção civil engordar ainda mais? Porque passa o MST por tantas zonas onde há ainda potencial de construção...que o MST vai fomentar? Será que este atrazo se deve a este jogo de interesses??