quinta-feira, junho 16, 2005

MARGEM SUL CADA VEZ MAIS LONGE DA EUROPA


A existência de ciclovias e espaços verdes melhora a qualidade de vida das populações. - At Portugal local politics of environment and city planning don't take in consideration the bcycle as Europeans do-

A construção de ciclovias e zonas para peões melhora substancialmente a qualidade de vida dos sítios e das populações, dá uma dimensão humana às cidades e aumenta a sua mobilidade interna. A opção por estas vias não tem na Europa o carácter lúdico que é atribuído em Portugal, permite também uma melhor mobilidade para idosos usando por exemplo cadeiras de rodas eléctricas, aumentando a sua qualidade de vida e capacidade de autonomia,permite também que se usem por exemplo carrinhos de bébé, tarefa quase impossivel nas ruas de qualquer cidade portuguesa.

A imagem é de uma zona residencial operária nos arredores de Londres (Crawley) , a par das ciclovias e da pouca densificação, como na maioria dos suburbios Europeus, impera o verde e as habitações térreas, os transportes públicos funcionam, e o ar é respirável.

Aplicar o caso para Portugal nem seria dificil, para a Margem Sul muito menos, a maioria das àreas construídas (planas na sua maioria) tem menos de 30 anos e poderia (deveria terem sido pensadas...) mas evoluiram casuisticamente servindo interesses primeiro imobiliàrios , depois politicos, depois ambos quando a promiscuidade reinante nas autarquias atingiu o pântano em que hoje navegamos.

Como exemplo dos ultimos dez anos, se os nossos autarcas se tivessem deslocado à Europa em viagens de estudo e não a Cabo Verde ou Brasil (com fins mais lúdicos e "politicos") teriam sugerido por exemplo no Seixal ,à Sonae, como mais uma contrapartida que o Continente tivesse acesso de peões!!! a partir do Fogueteiro por exemplo (será que vai ser agora contemplado no Rio Sul...ou o modelo é mesmo o do Rio de Janeiro?), o mesmo em Almada, a Ciclovia que passa nas margens do Parque de Paz esgota-se nela mesmo, não liga, não une (automóvel, automóvel,automóvel...) o mesmo em Alcochete, Moita, Montijo ,Barreiro... até a "Turistica" Costa de Caparica vive de costas voltadas para estas soluções humanas e modernas, ao contrário do lado retrógrado que é transmitido pelo consumismo reinante centrado no automóvel.Posted by Hello

6 comentários:

Anónimo disse...

Isso não dá dinheiro aos autarcas portugueses

Pedro Miguel Rocha disse...

É sem dúvida uma falta de estratégia e reflexo de uma mentalidade limitada nas suas visões. A criação de aglomerados urbanisticos como os existentes nos arredores de Lisboa, sem espaços verdes, sem zonas de lazer, onde qualquer criança e pais, têm forçosamente de se limitar às paredes do seu apartamento será certamente um factor de perturbação no comportamento social "normal" de uma sociedade.

N.P disse...

Um bom ponto de ligação de ciclovia seria entre a zona ribeirinha de Amora e do Seixal.

A 1ªfase da Marginal de Amora foi feita há anos e tem uma pequena área de 300m onde se pode circular de bicicleta. A 2ªfase foi prometida por cartaz afixado no local em Setembro de 2001 (poucos meses antes das eleições locais) e não foi feita. Agora está um novo cartaz promessa e talvez seja desta que o processo avança até à ponte da Fraternidade.

Do outro lado, tanto o Seixal como a zona de ligação entre esta terra e a Arrentela não tem por ora grandes condições, mas depois há um bloco na Arrentela onde é possível seguir em condições de bicicleta, até à Ponte da Fraternidade.

Seria positivo que a autarquia se mexesse e que esta obra possa avançar, seriam cerca de 5 kms, eventualmente poucos, mas já seria alguma coisa. A Baía do Rio Judeu até é interessante, especialmente quando a maré está cheia e o passeio seria óptimo.

Já muitas pessoas o fazem diariamente a pé, mas como digo muitos dos espaços não têm condições de circulação, seja por falta de bermas, seja por estarem muito próximos da estrada.

Em ano de eleições ficava bem esta obra, não sei se dá dinheiro ou não à Camara - como aqui já se disse - mas daria certamente algum acrescento na qualificação qualidade de vida de muitos munícipes, algo que muitas vezes não é tido em conta pela autarquia.

Paulo Silva disse...

O autor desta página já reparou na ciclovia que está a ser construida junto à linha do Metro Sul do Tejo. Possivelmente não, pois deve andar distraido... Saberá que a construção da mesma foi uma imposição da Câmara Municipal do Seixal? Possivelmente não, pois deve andar distraido... E além disso o trabalho dele aqui é dizer mal da Câmara... Mas diabo ao menos deve tentar não dizer mal daquilo que a Câmara está a fazer...

Anónimo disse...

Ciclovia??? onde comeca e onde termina (na quinta da Atalaia???) quem serve? É uma via ludica só para eleitor ver ou tem un carácter utilitário? Zonas para descanso, perqueamento seguro das bicicletas? ... para já não existe , só promessas!!!

Anónimo disse...

Se calhar é melhor não falarmos do MST, visto a obra ser tão mázinha que até arrepia!! Temos o Metropolitano a atravessar uma E.N., sui generis!! A Câmara esqueceu-se dessa reinvidicação!! Ficamso sem espaços para a paragem de autocarros; a Câmara tb se esqueceu de reinvidicar isso!! Vamos ter um transito caótico na E.N.10; não faz mal!!Isso não interessou à Câmara!! Depois nos panfletos da CDU hão-de aparecer obras como O MST, os barcos e os comboios como se fossem feitos pela câmara, e o desnivelamento do cruzamento da CRuz de Pau, e alternativa à E.N.10 , todos como se fossem obra da Câmara!! Vamos estar aqui para ver!!