sábado, fevereiro 14, 2009

O METRO VISTO PELO PÚBLICO


A notícia é do Público do passado dia 9 e não dos "blogues de frustrados" que por aí existem :

«O Metro Sul Tejo tem causado algumas "perturbações rodoviárias" no centro de Almada, desde a abertura do último troço da sua primeira fase, com terminal em Cacilhas, em Novembro. De acordo com uma fonte da divisão de trânsito da PSP de Almada "existem diariamente incidentes que envolvem o metro".

Segundo a mesma fonte, estas perturbações relacionam-se com o facto de o metro passar no centro da cidade, sendo a "zona mais problemática a Avenida Bento Gonçalves".
Os incidentes verificados têm sido, contudo, de pouca gravidade, mas chegam a registar-se cinco ou seis ocorrências diárias com intervenção da PSP.

Além de embates entre viaturas e carruagens do metro, há também casos de transeuntes atingidos pelas composições. Durante o mês de Janeiro foram contabilizados cinco feridos ligeiros, dos quais dois eram peões.

A empresa Metro Transportes do Sul (MTS), que gere aquele metro de superfície, confirma que depois da abertura do troço de Cacilhas, "por se tratar de um território mais denso, houve um acréscimo dos incidentes sem gravidade".

Apesar de tudo, diz a mesma fonte, nos últimos dois meses "já se começou a sentir um decréscimo que se relaciona com a habituação das pessoas e que tenderá a acentuar-se". A MTS afirma que tem procurado lançar alertas a automobilistas e peões através de uma maior informação e explica que na fase de projecto "foi tentado que houvesse uma maior demarcação entre a linha férrea e a zona pedonal", mas isso não foi possível, podendo residir aí "a causa desta dificuldade de adaptação".

Nas horas de ponta, quando as carruagens passam de cinco em cinco minutos, "o metro faz com que a avenida central fique caótica", adianta a PSP.

Apesar do aumento da procura e da aceitação do novo meio de transporte, que tem cada vez mais utilizadores, continua a haver quem considere que "a obra só veio dificultar a mobilidade no centro de Almada", afirma Liliana Correia, de 34 anos.

Na opinião desta moradora, para aqueles que se deslocam de carro no centro da cidade "as manhãs tornaram-se verdadeiros pesadelos".
Complicada é também a vida para quem vai de carro até à estação do Pragal, a fim de aí apanhar o comboio para Lisboa.

É o caso de Ana Bravo, moradora na Costa de Caparica. Quando regressa do trabalho, por volta das sete da tarde, fica "imenso tempo no trânsito", porque o metro passa junto à saída do comboio. "O metro passa com muito mais frequência e por essa hora existe muita gente a sair da estação", explica. Até ao fecho da edição não foi possível ouvir a Câmara de Almada.»

6 comentários:

Anónimo disse...

Na minha opinião os casos remontam desde 2005 e acho que isto já se torna mais uma perseguição ao MTS do que outra coisa...Porque se formos a ver a obra foi inaugurada e todos andavam nela. Agora vêm dizer que não podem andar com o carro pela cidade! Esses tipos de pessoas que não optam pelo transporte público além de serem pessoas que querem destruir o meio ambiente querem também ser mais que os outros. O Metro foi pago por todos nós e deve ser utilizado como um bem essencial em troca do carro que polui. Vejo por exemplo o do caso da Ponte 25 de Abril. Todos os dias vesse fila para a ponte mas porque não optar pelo comboio? Pois, porque essas pessoas preferem esperar 3 HORAS INTEIRAS do que ir de transportes públicos...porque como se sabe fazerem-se mais que os outros. Não compreendo a atitude das pessoas... Além da revolta para não deixar passar carros para ir buscar os filhos a escola...porque causa do passeios...tenham vida por favor...

D'Almada disse...

Ninguém aqui está "contra o metro" está sim contra a forma escolhida para impôr o metro não tendo em conta as pessoas e a cidade. O anterior comentário é puramente demagógico. Tenham cérebro!

Anónimo disse...

Foi ontem apresentada a candidatura do PS e é uma candidatura muito encorajadora.
Passamos a ter dois jovens com muito para dar ao Seixal, embora eu prefira o Dr. Paulo Edson Cunha que tem demonstrado um trabalho notável em prol da população do Seixal.
Carlos Silva

Anónimo disse...

No tempo da ditadura do Salazar falávamos em surdina, clandestinos, anónimos...

No tempo actual da ditadura da MES/CDU falamos em surdina, clandestinos, anónimos...

Até quando vamos aguentar?

Eu trabalho na CMA, sei o que vai lá dentro. E se escrever aqui o que penso da gestão municipal vou ver o meu contrato renovado?

Ainda está muito fresca a memória dos saneamentos de 2006, quando vieres militantes do PCP das câmaras de Loures, Amadora e Seixal ocupar os lugares de dirigentes afastando os antigos funcionários municipais.

Não admira que na CMA se viva um ambiente de cortar à faca e toda a gente se esteja nas tintas e desmotivada.

As reuniões anuais com os vereadores não começaram este ano, já são antigas. É o comício anual obrigatório para os funcionários, não serve para mais nada. as criticas e sugestões que apesar de tudo alguns funcionários fazem são logo ali esquecidas.

Outra novidade trazida em 2005 foram os comissários e controleiros políticos. São "adjuntos" dos vereadores que nada sabem sobre as matérias municipais, mas têm o cartão do partido e estão ali em sua representação, para controlar os funcionários e politizar os serviços.

É esta a triste situação a que chegou a gestão CDU, um dia, da mesma forma que nos libertámos da ditadura de Salazar e Caetano, vamos libertar-nos da ditadura CDU.

Se muitos quisermos será mais cedo do que eles pensam

Anónimo disse...

..ou um basta para fazer a diferença...e desiquílibrar o prato da balança!

Anónimo disse...

Vamos MUDAR, não há outra saída.