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quarta-feira, maio 19, 2010

A POLITICA DE DEFESA COSTEIRA ( 2 )


É uma das obras mais importantes das últimas décadas na Margem Sul, mas tem sido ostensivamente ignorada pelo municipoio que mais dela beneficia, ou seja a Câmara de Almada.

Trata-se das obras de reenchimento de areia de toda a linha de costa desde as Praias de S.João a Norte à Nova Praia a Sul.


Esta movimentação - milionária - de areias constiuiu um verdadeiro sucesso, pelo menos para já , repondo areia e a possibilidade dela desfrutar a todos os cidadãos da Area Metropolitana de Lisboa que buscam aquela zona como principal destino de veraneio.

É bonito ver o regresso de praia onde há muito a praia tinha desaparecido e só é escandaloso o silêncio ensurdecedor e mal-agradecido da autarquia de Almada que parece preferir o que antes tinha deixado de poder oferecer.

terça-feira, maio 18, 2010

A POLITICA DE DEFESA COSTEIRA



De há três anos para cá, não havia Inverno em que os autarcas não fizessem fila para aparecer na TV em directo a dizer mal sabe-se lá de quê, por causa dos avanços do Mar na zona do parque de Campismo.

Ao mesmo tempo que se reivindicava uma solução para o avanço das águas, criticava-se o INAG por estar a gastar dinheiro na movimentação de areias com máquinas nos locais mais sensíveis e onde implicava a defesa de bens materiais , bem como o projecto maior que era o enchimento das praias, desde a Nova Praia a S.João com areias retiradas mecanicamente do leito do Mar.


Estranha esta dualidade de posições da parte de autarcas que manifestamente estavam mal acessorados e informados ou simplesmente estavam ali de má-fé .


As obras entretanto caídas no esquecimento e sem relevância nos meios habituais de propaganda de câmaras como a de Almada , revelaram-se , apesar de todos a criticas dos politicos locais, como um verdadeiro sucesso técnico tendo que ser dado todo o mérito aos tecnicos do INAG e do Ministério do Ambiente envolvidos , pois neste ano de Inverno rigoroso , não há noticia de autarcas a acotovelarem-se para aparecer na TV para ganhar os votos dos "Campistas" e dos conceessionários de bares.

sábado, agosto 30, 2008

OS CAMPISTAS



Escapa-me a razão pela qual um grupo de cidadãos troca o conforto de suas casas por uma tenda de nylon , instalada espacialmente entre centenas de outras como se fosse uma cidade à imagem daquela de que fojem, sem privacidade, sem respeito ou em equilibrio com a natureza ou em contacto com esta.

Há no entanto décadas que terreno do direito público marítimo é ocupado na Costa de Caparica por individuos, organizados em colectividades que praticam esta actividade à qual chamam campismo, mas que nada tem a ver com o campismo em espaço natural (ordenado para tal) ou com dezenas de parques de campismo existentes em Portugal.


São no entanto grupo de pressão que tem retardado obras de reconversão, renaturalização e requalificação das vastas àreas onde se inserem, obrigando mesmo abusivamente a ser-lhes atribuído por via do Programa Polis , novos espaços (Pinhal do inglês) e a que , por causa da erosão costeira tivessemos assistido a recursos gastos na sua protecção nos Invernos passados.


Só podem ser no entanto um grupo que se acha à parte do cidadao comum , e com direitos a ocupar um espaço que é de todos como se lhes assistisse uma vantagen diferente de forma vitalicia hereditária e inquestionável.

Vem isto a propósito do coro de carpideiras campistas que tomou corpo na contestação às obras de defesa costeira levadas a cabo pelo INAG neste mês de Agosto e que parece incomodar os referidos cidadãos.

Não se trata de questinar o valor ou a perenidade ou eficácia da obra , resultado que só o futuro dirá , mas tão só de se sentirem incomodados com os trabalhos e por secções de costa de cerca de 500 - 1000 m terem de ser faseadamente interditados ao público ... isto numa linha costeira que dispõe de alternativas de vários quilómetros...

Senhores campistas, não é razão maior por exemplo preocuparem-se com uma explosão de uma botija de gás ou um incêndios na promiscuidade desses parques que tanto estimam ?

Ou pretenderão que trabalhadores arrisquem depois as suas vidas no Inverno a remediar as obras que tanto os incomodam nalguns dias deste Verão ?

FRANCAMENTE!!!

quarta-feira, agosto 20, 2008

SOL NA AREIA - CHUVA NA HORTA


Realmente...

Os concessionários das barracas restaurantadas da Costa de Caparica , aqueles que de Inverno protestam e exigem defesas da praia para as ondas não levarem as suas relíquias arquitectónicas de bidonville à beira mar plantado , vêm agora protestar ... por o INAG estar a fazer as referidas obras de reforço do areal de forma a aumentar a praia , protegendo das ondas a linha mais avançada de dunas ...onde se encontram os ditos apoios...


É patético que se proteste desta forma por estarem a ser executadas obras pagas pelos contribuíntes das quais vão ser os mais directos beneficiários... no futuro esperam-se manifestações contra o S.Pedro se o Verão não vier de feição e contra Neptuno se o mar não trouxer a vaga esperada e a temperatura pretendida da água.

Contra o que devem não protestam, contra o abandono da Câmara , contra a suburbanização da Costa, contra o alcatrão que querem plantar na Mata ... com mais betão , ou contra a falta de esgotos tratados ...

Só falta agora pedirem para ser indemnizados ... não há pachorra!!!

Então ver os responsáveis pelos Parques de Campismo que no Inverno reclamavam por obras para salvar a tenda ou a roulote que por ali mora o ano inteiro , agora protestarem de as obras lhes incomodarem as férias à beira mar , é patético!

terça-feira, março 06, 2007

COSTA DA CAPARICA - NOVO ALERTA














As previsões meteorológicas fazem de novo soar o alarme na Costa da Caparica, e quem dá voz a esse alerta é o presidente da Junta de Freguesia. Há alerta amarelo para a zona costeira do distrito de Setúbal e as condições do Mar são adversas.

O presidente da autarquia acusa por sua vez o INAG de não ter voltado a reforçar o enrocamento do paredão junto ao parque de Campismo com pedra vinda do exterior, e assim diz estar de novo o parque de campismo em perigo...

Pois nós questionamos é porque razão, face à evolução do mar naquela zona, não foi ainda desmantelado o Parque de Campismo, nomeadamente na zona mais próxima do mar, e se insiste a gastar dinheiro em situações de contigência quando não há habitações prioritárias em perigo ?

O que há é uma intolerável e abusiva ocupação de espaço do direito maritimo. Não se trata de um parque de campismo "normal", mas no arremedo de um campo de refugiados estivais que se acham ad-eternum ter o direito sobre aquele espaço e que todos os outros cidadãos têm que contribuír para manter tal privilégio.

Ver na imagem acima, um absurdo!


Há é que urgentemente libertar as primeiras fileiras de tendas , e acabar de deitar dinheiro ao mar com construções na areia.
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SERVIÇO PUBLICO - As caixas de esgoto que há meses se encontravam sem tampa numa zona de passagem, no Fogueteiro foram hoje tapadas, não constituindo já qualquer perigo. Obrigado à Câmara do Seixal.