terça-feira, outubro 20, 2009

MAIS UM MEGA SHOPPING , AGORA VAMOS A COINA


No dia seguinte às ultimas autárquicas publicou o a-sul um post dando os parabéns aos vencedores, as grandes empresas do Imobiliário da Distribuição Comercial e do sistema bancário . Foram representativos desse post os logotipos que se instalaram , cresceram e prosperaram ao longo dos últimos anos no seio de gestões CDU como abaixo foi representado.

















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Queria agora corrigir , é que falhámos por defeito , há mais alguns grandes grupos capitalistas a ter lucrado com a vitória dos comunistas nas últimas autárquicas, isto para além dos bancos que lucram milioináriamente com estes projectos, elas também dignas dos nossos parabéns por facturarem igualmente com a gestão CDU, são elas , entre outras :











A somar ás marcas indicadas no post de dia 11 , o primeiro grupo ... há agora que adicionar estas, associadas a mais uma super-hiper-mega grande superfície - mais um prego no caixão do comércio tradicional e na vida de rua, de bairro, de cidade na margem sul - uma ideia de uns Ingleses ( a quem não é permitido fazer em Inglaterra o que cá é acolhido de braços abertos) e executada por uma empresa francesa (que em França não se safa com estas ideias) , com criação de « riqueza e emprego com qualidade» , ( onde se lê emprego com qualidade - deve-se ler caixas de supermercado e logistas brasileiros à comissão e emprego precário em geral ) ...

Tudo isto promovido e apadrinhado pelo recém reeleito presidente de Câmara Comunista do Barreiro.
O que pretendem fazer é mais um outlet , mix com hiper-mercado, mix com shopping , onde ? Entrada da Quinta do Conde , estação de Coina , claro que. numa zona que hoje é floresta ... se vão preocupar com o aambiente e "construír uma zona verde" ... mais uns que pensam que somos todos tolos...

Tolos e ricos ... o "Retail Planet" nao vai produzir seja o que fôr , vai simplesmente ter espaços de comércio , 1750 lugares de estacionamento e 4o restaurantes ... o que não está nada mal numa altura em que crescem as ídas a sopa dos pobres e crescem os desempregados no Distrito.


Mas isto se calhar isto é uma maneira « fascista » de ver o mundo e afinal seja , tão só... desenvolvimento e progresso ! progresso "progressista" quero eu dizer ! Só não percebo porque é que em França e Inglaterra não acolham tão bem como nós estes projectos. Se calhar são menos desenvolvidos !

25 comentários:

Anónimo disse...

O mercado de Coina costuma ser outro, e tambem faz puxar da carteira.

MS disse...

Em França e na Inglaterra não acolhem tão bem estes projectos porque já antes, há mais de 40 anos, os acolheram.
Neste momento não precisam de mais.
Se não se consumisse o pouco que já produzimos mais empresas fechavam e maior desemprego havia.
Com o euro a ser uma moeda forte as nossas exportações caíram.
E sem exportações e sem consumo interno vendemos a quem?
E se não vendemos nem consumimos para quem é que produzimos?
Se não produzimos para que servem as empresas fabris?
Sem fábricas os trabalhadores vão fazer o quê?
Gozar dos rendimentos?
Viver do belo clima que temos neste jardim plantado à beira-mar, um sítio cada vez mais mal frequentado?
Sem uma indústria de turismo capaz de atraír mais turistas vamos
viver da exportação de jogadores de futebol?
Pode-se dizer com propriedade que nestes centros comerciais vende-se muito artigo importado.
É verdade. Mas para os vender também é preciso gente que se não tivesse esta oportunidade estaria a engrossar o exército de desempregados.
Também se pode dizer que estas grandes superfícies dão cabo do comércio tradicional.
Também é verdade.
Mas o comércio tradicional modernizou-se?
Não. E vende mais barato? Não.
E se não vende maios barato, quem está desempregado mais dificuldade tem em comprar aquilo que precisa.
Não podemos ser fundamentalistas ao ponto de dizer que o mal da nossa economia está na proliferação das grandes superfícies que vieram modernizar e democratizar o consumo que também é necessário para uma melhor qualidade de vida das pessoas.
Já estamos fartos de gente que é contra a construção de uma estrada, que vai beneficiar milhares de pessoas,por causa de um rato da serra que deve ser protegido, mas, infelizmente esses defensores do rato e de outras espécies que ninguém as vê nem se sabe para que servem, esquecem-se da protecção de uma outra espécie que cada vez tem a vida mais difícil e luta desesperadamente pela sua sobrevivência. Essa espécie é a especie humana e merece tanto ou mais respeito que todas as outras que connosco coabitam esta planeta azul.

Ex-militante disse...

Isto agora é para matar o comércio local em Azeitão não ? Já que o mataram Em Almada, Seixal, Barreiro, Alcochete, Moita e Montijo, agora é enterrar o pequeno comércio de Azeitão e Palmela. isto está entregue aos tubarões e quem lhes entrega o condeiro a sacrificar são os tipos do PC. O saramago anmda com a pontaria errada. Pior que as mentiras da Biblia são as do Avante, como eram antigamente as do PRAVDA.

Diário de Notícias disse...

Portugal bate recorde a abrir centros comerciais.

Em contraciclo com a Europa, Portugal estabeleceu em 2008 um recorde e este ano abre ou amplia oito espaços de grande dimensão.

A crise financeira mundial refreou os investimentos em áreas comerciais em Portugal, mas não o suficiente para "evitar" que em 2008 fosse estabelecido um recorde no que diz respeito à abertura de novos conjuntos comerciais. E, no primeiro semestre deste ano, Portugal foi mesmo o quinto país europeu que maior volume de área comercial inaugurou. Até final de 2010 serão construídos ou ampliados oito conjuntos comerciais.

No final do primeiro semestre, adianta o estudo, a oferta atingiu em Portugal uma área bruta locável (ABL) de 3,4 milhões de metros quadrados, mais 6,1% do que no final de 2008. Numa altura em que muitos investidores sentem dificuldades em obter financiamentos para os projectos, a C&W estima que até 2012 sejam inaugurados mais 1,2 milhões de metros quadrados de conjuntos comerciais. Cerca de 43% nas regiões do Grande Porto e da Grande Lisboa.

Ao invés de Portugal, a Europa está a reduzir de forma significativa o investimento no sector. Em 2010 irá registar-se o mais baixo nível de actividade dos últimos cinco anos.

Daniel Geraldes disse...

Mas será que estes autarcas tem noção do que andam a fazer?

Mural do disse...

“Se estiver bem feito, o mérito é exclusivamente nosso; se está mal feito, a culpa não é nossa; e, se está algo por fazer a culpa é deles”.

Para (re)conhecer mais uma das peripécias do executivo camarário,

http://muraldodescontentamento.wordpress.com/

MS disse...

Portugal é o país que está a investir mais em centros comerciais e estradas nos países mais desenvolvidos da Europa.
Pudera, é ainda dos países com maior atraso em relaçãoa esses que já há muitos anos estão desenvolvidos.
Naturalmente quem já tem o número suficiente destas superfícies ou estradas não vai querer mais.
Infelizmente não é o caso de Portugal que ainda não tem a rede de estradas suficiente para poder atingir o seu desenvolvimento económico e cultural capaz de manter as populações nas áreas donde são naturais sem que tenham que se deslocar para o litoral do país.
Mas ainda em relação a Coina também fico "preocupado" com os prejuízos que o "comércio do Sexo" eventualmente poder ter se fôr afectado como penso que vai ser.
E já agora aonde irão a maioria dos comentadores às compras? À loja do sr. Manuel ou da DªMaria ou às grandes superfícies?
Creio que aos Domingos é lá que vão assim como quando chegam tarde do trabalho e já só estão abertas as lojas do bairro onde moram.
Será que é no pequeno comércio que oconsumidor pode escolher à vontade com qualidade a preço baixo e ainda com recurso ao crédito?

M. disse...

O comércio tradicional muito pouco fez por se modernizar, e porque a sua margem de lucro é pequena, não pode realmente dar os melhores preços como o retalho faz.

Quando se fala da reabertura das grandes superficies ao domingo, todos os pequenos comerciantes discordam em altas vozes.

No entanto, porque não abrem eles as suas portas ao domingo e durante a semana até mais tarde?

Por outro lado, estes mega-investimentos também não podem constantemente ser apresentados aos olhos do público como geradores de emprego. È falso. Sabem os clientes e sabe quem por lá já trabalhou.

Sem contratos ou a termo, sem condições de trabalho, salários baixos, não pagamento de horas extraordinárias, etc. etc. E se alguns concordam em empregar apenas mão-de-obra portuguesa, rapidamente esses acordos são quebrados para muitas emigrantes de língua portuguesa serem lá colocadas.
Não reclamam tanto como as portuguesas e aceitam tudo.

Estes mega-empreendimentos são sinónimo da mentalidade mesquinha dos que governam as autarquias e o país. Quando não se sabe fazer, delega-se noutros, mas as contrapartidas são pesadas...

MS disse...

Não tenho quaisquer dúvidas de que nas grandes superfícies as leis de trabalho nem sempre são aplicadas.
Mas isto é outra questãoe aqui sim tem a ver com o país que temos que não cumpre nem faz cumprir com as leis que existem.
E quanto a isso, batatas.
Temos o que merecemos.

Anónimo disse...

Mais sobre a lagoa contaminada de Vale Milhaços

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1405843

A população que não se mexa, não... não faça barulho e depois ouve o governo a dizer que já não há dinheiro do FIA para fazer intervenção nesta área...

Ao menos exijam a recuperação e a reconversão da zona...

Visto que o Poder Local anda a dormir descansado todos estes anos... à espera que o goveno faça algo...

E a oposição também anda a dormir, não?!?!?

Há anos que se sabe disto e ninguém faz nem quer saber...

cidadao disse...

O comentador(a) M e MS só falta dizer que tudo isto é para bem do povo, como os condominios fechados e os golfes.
É mentira que Portugal tenha comparativamente à média da Europa e tendo em conta superfície e habitantes , menos quilómetros de autoestradas, tem até mais e quanto a superfícies comerciais é mesmo escandaloso.
Qto ao comércio tradicional, se fizerem como em Almada onde o estacionamento no Almada Forum é gratuíto e no centro , perseguido então não há saída , nem para isso nem para a vida nos centros históriicos das cidades. se calhaar era melhor implodir essas zonas históricas e fazer no seu lugar, Parques Temáticos de como era a vida em cidade até à descoberta do urbano-depressivo-shopoping.

Anónimo disse...

A grande prostituta de luxo que ganha com este negócio de Coina é a CDU mais todos os seus chulos e proxenetas.

Anónimo disse...

Datani acrescenta, novamente pela sua própria mão, a frase: «Antes do suborno».

O que fica, portanto, claro é que administradores do Freeport não só sabiam da existência de subornos, como estavam dispostos a pagá-los. Dois milhões de libras é o que parece estar em causa no licenciamento do outlet de Alcochete.

Precisamos de mais gente séria como o fantástico José Sócrates na margem sul e como o senhor Paulo Portas o homem dos submarinos e dos sobreiros de Benavente.

Morte aos comunistas.

Anónimo disse...

NO novo "Freeport de Coina" quem é que empochou ?

MS disse...

Qualquer discussão séria sobre o ordenamento do território e urbanismo dava pano para mangas e não é isso que está em discussão aqui neste post.
Não vale a pena meter campos de golfe e condomínios fechados, assim como não vale a pena falar nos estádios de futebol como os do SCP e do SLB que têm o Centro Comercial do Colombo pelo meio e estão no centro da cidade, porque esta questão é outra e é produto do pato bravismo que temos tido na nossa governação ao longo destes quase 36 anos de caos urbanístico e de degradação paisagística para não falar já nos atentados ao meio ambiente.
Isto é outra questão.
Como outra questão é a dos parques de estacionamento para apoio ao pequeno comércio.
Quem nasce torto tarde ou nunca se endireita e para isto se endireitar tinha-se não só que requalificar o país de alto a baixo.
E não só.
Nos países mais desenvolvidos e mais arrumados estéticamente o pequeno comércio está devidamente organizado tem o seu espaço próprio como a área residencial tem a sua.
E todos lucram com isso, ao contrário do que se vê em Portugal onde a confusão é total.
E aqui é que reside o problema e não nos centros comerciais em si.
Para concluír, resta-me dizer que não tenho qualquer interesse nos centros comerciais.
Tenho apenas uma opinião, que pode não ser a melhor mas é aquela que tenho e que partilho aqui com os leitores deste excelente blogue, excelente, na minha opinião.

M. disse...

Caro Cidadã(o)

Parece que teve alguma dificuldade em ler o meu comentário.

Mas como posso ser eu que não me expliquei, diga-me onde é que o meu comentário aponta para "que tudo isto é para bem do povo, como os condominios fechados e os golfes"?. Só para saber.

O que eu digo é que estes mega-empreendimentos são apresentados aos "papalvos" como geradores de emprego, quando as condições dadas aos trabalhadores são das piores da Europa, optando na maior parte das vezes por emigrantes, que a tudo se sujeitam.

No entanto, também não se pode apontar apenas e só o dedo às grandes superficies pela queda do comercio tradicional. Há falta de inovação, de investimento, de vontade até.

Infelizmente os tempos não estão para grandes investimentos, mas os portugueses só fazem algo quando são obrigados a isso. Um exemplo é a restauração (se bem que com enormes exageros por parte do Estado) que teve de investir na modernização.

Mas se ao "Cidadã(o)" o preocupa tanto os centros históricos tem um "bom" exemplo no Seixal, onde quem quiser ir lá até para tomar um café não tem um lugar para estacionar, porque os funcionários camarários usam todos os espaço livres.

Resultado: lojas ás moscas porque se não forem os moradores a comprar algo, ninguém ali vai ás compras.

Tertúlia Amélio disse...

Amigo MS dentro em breve, com a ,migração de todos os serviços camarários para o edifício do A.Sila & Silva , não vão faltar lugares para estacionar no Seixal. Também não vai haver é vivalma, o jardim viu as àrvores cortadas e a população foi ao longo dos anos escorraçada pelos serviços públicos que agora se vão embora e o comércio tem morrido à pala do LECLERC , do Sonae Rio Sul e dos LIDLs.
Os residentes, mais resistentes e com localizações com vista rio têm visto as avaliações disparar e não conseguem pagar os impostos.

Anónimo disse...

Acho que nunca entrei no Leclerck e eu até sou um tipo que interesso pela Amora e pelos seus espaços. E acho que se o Leclerck não existisse ninguem sentia a sua falta.

E só la fui meia duzia de vezes pôr gasolina.

Anónimo disse...

Eu acho que este espaço faz um grande favor ao PCP. Até um gajo que não vota no PCP sabe que estas superficies comerciais para serem instaladas em qualquer local deste país tem de ter autorização do ministério da economia ou seja do governo.

Estar a dizer que a culpa é das Câmaras comunistas é ridiculo.

Basta ver o que se passou com o Freeport em Alcochete.

Anónimo disse...

Pois é , basta ver o envolvimento do ex presidente de Câmara de Alcochete na questão... e o presidente da Câmara do Barreiro a lançar a primeira pedra do Freeport de Coina.

Anónimo disse...

D"SUL :grande festa o patronato agradece a publicidade!!!!!
http://myblogcamelo.blogspot.com/

Jay disse...

já que Portugal abriu as portas da arca de noè ..... agora abrem centros comerciais para os animais irem la todos os dias de aviarem......!!!! Portugal tá podre e para começar..... A Merda de governo que temos.....

Marcos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Olá a todos.
Refletindo em todos os comentários sobre mais esta grande superficie que nos vem presentear com mais emprego, mais lojas e mais saldos negativos a quem tem portas abertas na quinta do conde e vilas circundantes (Azeitao,Fernão Ferro, Coina etc etc) Quero aqui pura e simplesmente dizer que concordo com areas comerciais do genero, mas não concordo com uma em cada Vila do país. Isso é o que está a acontecer. Eu tenho um restaurante na Quinta do Conde, no qual não tenho nenhum encargo com senhorios pois é tudo meu, por assim dizer não pago renda. Tenho algumas pessoas a trabalhar e as despesas obvias duma casa desde genero. Agora: todos os que ao meu redor pagam rendas, e a maior parte bem elevadas concerteza, irão ter de oferecer em vez de vender, possivelmente muitos terão de desistir e fechar as portas. Quem tem ideia da quantidade de casas comerciais na Qta do Conde tamnbem sabe a quantidade de empregados que existem. Ora vejamos: Esta maravilhosa superficie que irá abrir vem criar imensos postos de trabalho como dizem os interessados, e isso é uma verdade, mas, tambem vem criar a mesma quantidade de desempregados, pois os proprietários das casas comerciais na Qta do Conde e arredores, nao podendo vender, não tendo consumidores tambem não poderão pagar e como uma bola de neve, terão de mandar o "pessoal" passear e fazerem-se à vida. Eu possivelmente(espero que não) terei de fazer escolhas se me sentir penalizado pelo OutLet, e como é óbvio começo pelos empregados por muito que seja injusto. Como os homens que mandam nas nossas vidas são uns porreiros, com certeza ajudarão os meus empregados a levar a comida para os filhos que têm em casa.
Simplesmente é ridículo. A necessidade faz com que o país ande assim. O que fazia falta era parar tudo neste país e mandar o governo cavar as batatas e dar leite às vacas, que só são gordas para eles. Para nós são galinhas e magras. Parem a industria 1 semana e veriam se as coisas não mudariam. Infelizmente O povo não é o que era e cada vez mais têm de se esforçar para levar €475 (as vezes) para casa. Nos ouros países, também existe este tipo de superfícies comerciais já há muitos anos, com a diferença que os comércios locais são altamente preservados e não penalizados como no nosso Portugal. ESSA É A DIFERENÇA entre os países modernos e o nosso.
Marcos Pereira

Marcos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.