domingo, janeiro 09, 2011

COMO CHEGÁMOS AQUI...



Uma história "simples" onde não será difícil encontrar algumas, senão todas, as razões pelas quais hoje nos encontramos na crise lodosa onde estamos mergulhados.


Continuo a dizer que o mais preocupante é não ver nada alterado dia , após dia, após dia .


- De quantas escaladas do petróleo vamos precisar ?
- Quantas bolhas imobiliárias vamos passar ?
- Quantas bancarrotas de bancos vamos encaixar ?
- Quantos off-shores vamos proteger
- Quantos politicos incompetentes vamos reeleger ?
- Quantos mais pobres vamos produzir ?
- Quantos mais empregos vamos destruír na Europa ?
- Quanta mais natureza vamos destruír ?
- Quanto mais recursos vamos desperdiçar ?
- Quantos mais casas sem locatário vamos erguer?
- Quantos mais kilometros de auto-estrada vamos construír?
- Quantos mais pavilhões industriais sem empresa vamos erguer?
- Quantas mais árvores vamos cortar ?

Até que sejamos OBRIGADOS a MUDAR ? ... se não fôr demasiado tarde...

3 comentários:

O cozinheiro solitário disse...

Olá a todos os que vão ler este comentário neste blogue ou noutro muito bom como este. Pois é, estou encantado com todos estes posts bem feitos, quase que desenhados. Pois, eu gostava de fazer igual, mas não consigo. O meu dilema agora é cozinhar… A vida é dura e obrigou-me a morar sozinho, e a cozinha não é de todo o meu local favorito. Mas estou a tentar conhecê-la, mas as aventuras têm sido imensas. Fiz um blog humilde para colocá-las em forma de crónica pouco extensas. Gostava muito que todos vocês o visitassem e se possível o seguissem. É que tentar cozinhar e depois não ser ajudado, é algo muita mau.
Cumprimentos a todos!

http://tenhosalfaltamecolher.blogspot.com/

Anónimo disse...

Meu irmão.
O Lindo dizia-nos que tínhamos umas caudas longas, e o Reinaldo já nos tinha falado de um voo cego a nada-ora quem dá ouvidos a poetas.
O problema era tudo, a 4ª classe mal parida tirada nas prisões, que de pouco ou nada servia para leres os textos de um tal Gil Vicente, mas tinhas que os decorar, quanto mais te faltava o jeito para encarnares o diabo.
Na pele de anjo, lia vezes sem conta as tuas falas, repetias balbuciando , tropeçavas no português arcaico enquanto a caneta fluia sobre o bloco de desenho.
Nada feito! Eram as vozes, um timbre de arrepio vindo não sei de onde, outra calma e segura de que profundezas não sabíamos vir. Eu na pele de anjo e tu na pele de diabo, nós homens que não alcançamos o saber dos poetas, não sabemos dizer onde acaba ou começa o maldito fornicador, onde acaba ou começa o amor.
Meu irmão, tu já conhecias o ódio e a humilhação, e nada me ensinaste sobre o que era importante envolto que estavas na urgência de tudo. Só o soube mais tarde, como é longo o caminho que temos de percorrer quando transformados em farrapos, nada mais buscamos que um pouco de calor no refúgio de todas as coxas maturentas, bem perto do útero de que nunca nos devíamos ter saído, no tempo em que nunca deveria ter ocorrido a maravilha de termos nascido – mãe, porque me deste às trevas!
No campo de concentração, os holofotes que encimavam os rolos de arme farpado, faziam os muros brancos rasgarem a escuridão da noite. As filas de homens envoltos em mantas cinzentas foram-se recortando ao longo do branco do muro, começaram a descer a colina e tive medo, depois só o silêncio e o frio do cacimbo a enregelar-nos os ossos.
A vida também nos deu o tempo em que julgámos os outros. Dos tantos que de de olhar sereno ouviram as nossas sentenças de morte, terás tu visto o olhar do homem que absolveste, por crimes tão iguais aos que nós próprios cometemos. Eu estava ao lado do réu que me competia defender, apenas vi os teus olhos.
Meu irmão, se por acaso pintaste as nossas longas caudas, neste voo cego a nada, connosco a vida foi generosa !

Anónimo disse...

Excelente filme. Texto muito bem observado.