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quinta-feira, fevereiro 11, 2010

CARROS ELÉCTRICOS O ALERTA PARA O REVERSO DA MEDALHA



« A circulação de carros eléctricos pode provocar um aumento das emissões de dióxido de carbono, a menos que estes veículos sejam abastecidos com energia «verde», refere um relatório divulgado pela Quercus, citado pela agência Lusa.

As conclusões do estudo, apresentadas este domingo em Bruxelas, levaram as organizações ambientalistas que o divulgaram a «apelar ao estabelecimento de metas de energias renováveis na produção de electricidade que assegurem que os veículos eléctricos terão mesmo emissões zero».

O relatório, da autoria da consultora holandesa CE Delft, é publicado na véspera da reunião informal dos ministros da Indústria da União Europeia que se preparam para anunciar um Plano de Acção Europeu para os Veículos Eléctricos.

O estudo indica que a legislação europeia que regula as emissões dos carros apresenta «graves lacunas», ao autorizar os construtores automóveis a «compensar» a venda de veículos eléctricos com a venda de veículos mais poluentes, que escapam aos limites de emissão definidos na legislação.

O vice-presidente da Quercus, Francisco Ferreira, salienta que «Portugal tem feito um esforço significativo na produção de electricidade de origem renovável, mas não tem sido transparente na comunicação pública do seu peso relativo, exagerando nas contas».

«Cerca de 36,5 milhões de euros de apoio previsto no Orçamento do Estado a cinco mil veículos eléctricos, a que se deve acrescentar a receita perdida em Imposto sobre Veículos e Imposto Único de Circulação, parece-nos demasiado», defende Francisco Ferreira, especificando que «são 5000 euros de incentivo, mais 1500 euros se for entregue um veículo para abate e ainda 803 euros» referentes à aquisição de equipamentos de energias renováveis.

O texto divulgado pela associação portuguesa realça ainda que, «por cada carro eléctrico vendido, os construtores automóveis beneficiam de 3,5 super créditos, ou seja, a permissão de venda de 3,5 carros altamente poluentes, sem que as emissões desses veículos sejam contabilizadas no cálculo das emissões médias desse construtor (usadas para efeito de cumprimento dos limites de emissão)».

O resultado desta regra é que a venda de 10 por cento de veículos eléctricos pode levar a um aumento de 20 por cento no consumo de combustível e emissões de carbono no sector automóvel, explica.

O relatório agora apresentado foi preparado para as associações ambientalistas Amigos da Terra – Europa, Greenpeace e T&E, Federação Europeia dos Transportes e Ambiente, da qual a Quercus faz parte.»

sexta-feira, agosto 07, 2009

DESPERDIÇAR RIQUEZA 2


Outra forma incompreensível de desperdicio de riqueza é o desaproveitamento de TODA a linha de costa da margem esquerda do estuário do Tejo no que toca ao aproveitamento para geração de energias renováveis.

- Será porque foi a grande aposta ganha por este Governo do P.S. ? Será porque é este a grande referência de José Sócrates e de Manuel Pinho ?

Talvez, mas não podemos estar a ser prejudicados em termos de desenvolvimento por bacocas questões ideológicas .

Porque razão não há projectos que visem o aproveitamento eólico na Península de Setúbal , nomeadamente na sua vertente off-shore ?

Não , não me refiro aos paraísos fiscais tão estimados, em contrapartida por alguns desses mesmos autarcas , mas sim da instalação de torres de geração eólica dentro do próprio estuário, tanto do Tejo, como do Sado ?

Igualmente triste é o desaproveitamento para solar fotovoltaico dos terrenos do chamado agora , Arco Ribeirinho (Siderurgia, Lisnave, Quimiparque) ou das antigas áreas ocupadas pelas abandonadas há muito, secas do bacalhau ?

domingo, setembro 07, 2008

ENERGIAS RENOVÁVEIS E O FUTURO


Na semana em que Portugal , com um grande investimento num parque eólico na Polónia, se demarca na vanguarda da produção de energia renovável, facto notável se pensarmos que há apenas três ou quatro anos estávamos na cauda da Europa também aqui , foi apresentado o estudo Solar Generation 2008 , publicado pela Greenpeace e pela Associação Europeia da Industria Fotovoltaica.

É apontado neste trabalho a importância da energia solar como forma de resolver os problemas energéticos de dois terços da população mundial em 2030.
Segundo este relatório , a energia solar poderia ajudar a reduzir cerca de 1600 milhões de toneladas de emissões de CO2 até 2030, ou seja o equivalente a 450 centrais térmicas.

O estudo também demonstra que a energia solar contribuí para a criação de emprego (à semelhança do cluster da energia eólica em Portugal) demonstrando que hoje 120000 pessoas estão já a trabalhar no sector e apontando para 2 milhões em 2020.

Para esta evolução ou não estarão premissas como o custo do petróleo , "alternativas" como o nuclear ou as opções que vierem a ser tomadas pela futura administração americana, sobre o mercado de carbono... para já , a recém nomeada candidata a vice-presidente no lado Republicano , Sarah Palin , tem uma forma muito peculiar de demonstrar o seu apego à natureza (na imagem) que certamente estará presente numa natural do Alaska.

Por Esta Banda continua a não haver qualquer investimento no sector ... ele é mais betão e propaganda !

quinta-feira, abril 05, 2007

O SOL QUANDO NASCE!







foto Publico


Foi a noticia ambiental da semana, só manchada pelas declarações ridículas do ministro do costume , mas não interessa , o que fica para a história é que foi inaugurada a primeira central foto-voltaica de grande dimensão em Portugal, e outra seguir-se-á muito em breve.Destaca-se alguns "pequenos pormenores" deste tipo de empreendimentos, constroem-se rápidamente, permitem o aproveitamento do solo por baixo dos painéis para pastagem ou como sorvedouros de carbono são projectos de alto valor acrescentado e alta tecnologia...


A importância vai pois, além da central em si, abre exemplos e oportunidades no aproveitamento de energia solar, na zona mais privilegiada da Europa como abaixo descreve Ricardo Garcia no Publico. Outro factor que será talvez o mais importante é a produção em massa destes painéis o que tornará mais económico o seu custo e facilitará a sua democratização, permitindo a situação que considero a ideal, que todos possamos ser pequenos produtores de energia e induzir essa produção na rede comum ,numa segunda fase. Para já deixo a noticia do Publico e a prova do exercício de que Portugal tem condições favoráveis ao aproveitamento da energia solar como há muito defendemos.


"A Comissão Europeia desenhou sobre um mapa da Europa o potencial para a produção de electricidade a partir do sol. E, na imensidão do continente, uma pequena mancha, quase periférica, está assinalada com a cor mais carregada - a que indica onde seria mais barata a electricidade solar.

A benesse cabe a Portugal, mais precisamente ao polígono formado pelo Algarve e pela zona leste do Alentejo, onde o sol reina à vontade, para o bem e para o mal. E é aí que se inaugura hoje a maior central solar do mundo, pelo menos por ora.

São 52 mil painéis fotovoltaicos, com uma potência total de 11 megawatts (MW), que transformarão a radiação solar em electricidade suficiente para suprir o consumo de oito mil pessoas.


Construída em Serpa pelas empresas General Electric, PowerLight e Catavento, a central em breve terá companhia. Não muito longe dali, Moura irá receber uma unidade ainda maior, com 62 MW de potência. Outros projectos estão a materializar-se na região .
Portugal ainda está longe, porém, de aproveitar o seu potencial.

O ingrediente básico é abundante no país. Em média, o Sol brilha 1600 horas por ano no Norte e até 3300 horas por dia no Sul, segundo dados do Instituto de Meteorologia.
Tavira, um dos pontos mais ensolarados de Portugal, chega a ter 12 horas de Sol diárias em Agosto. Mesmo em Janeiro, em pleno Inverno, contam-se, em média, 5,5 horas sem nuvens por dia.

terça-feira, março 13, 2007

ENERGIAS ALTERNATIVAS NA AGENDA DO P.R:














Foi ontem noticia na imprensa mais uma etapa do "Roteiro da Ciência" do Presidente da República, a propósito, o Publico publicou:

"Da paisagem povoada por montanhas que se elevam junto à sede do concelho de Vila Nova de Cerveira sobressaem desde Fevereiro do ano passado as ventoinhas gigantes de um parque eólico, o de S. Paio, que hoje será visitado pelo Presidente da República.

O empreendimento que Cavaco Silva visita no arranque da segunda etapa do Roteiro da Ciência, dedicado às tecnologias limpas, integra um megaprojecto que nos próximos anos fará nascer cerca de uma dezena de parques do género na região do Alto Minho.

Deste investimento de muitos milhões de euros saiu um outro ainda maior, um cluster eólico, que implicará a construção de cinco unidades fabris das alemãs Enercon (quatro) e Saertex (uma) para produzir, a partir de Dezembro de 2009, em Viana do Castelo, o mais moderno aerogerador do mundo. O Parque Eólico de S. Paio, estrutura que abrange as freguesias de Loivo, Sopo e Covas, constitui, com os seus 12,2 milhões de euros, o maior investimento de sempre no concelho de Vila Nova de Cerveira.

Ali, como noutros concelhos da região, a chegada das torres eólicas tem sido encarada pacificamente, não havendo notícia de protestos ou reclamações de populações ou autarcas. Já o mesmo não se pode dizer quanto à forma como os projectos são implementados no terreno. No concelho de Melgaço, é conhecida uma situação em que duas freguesias disputam a implantação do maior número de torres no seu território, devido aos fortes ganhos fi nanceiros que estas implicam para as autarquias. Em Arcos de Valdevez, a polémica foi outra.

A maioria dos parques eólicos a construir nos próximos anos irá debitar a sua energia na Rede Eléctrica Nacional através da subestação de Pedralva, em Braga. Para o efeito, será construída uma linha de alta tensão com cerca de 50 quilómetros, uma espécie de “autoestrada da energia”, cujo traçado foi publicamente contestado pela Câmara de Arcos de Valdevez e várias juntas de freguesia do concelho, por, alegadamente, passar “pelo meio das casas”.

A situação terá sido, entretanto, sanada pela empresa Empreendimentos Eólicos do Vale do Minho (EEVM), que admitiu fazer “alguns ajustes” ao traçado para minimizar os impactes sobre as zonas mais povoadas. O Parque Eólico de S. Paio, que Cavaco Silva visitará para, de forma simbólica, reforçar o argumento de que as energias renováveis são um importante recurso de futuro para o desenvolvimento do país, é constituído por cinco aerogeradores e foi implantado numa zona de montanha em terrenos baldios.

1800 novos empregos

Cada aerogerador tem uma potência unitária de 2MW e uma altura de torre de 64 metros. A sua produção de energia eléctrica é de 24,4 GW/ano. O megaempreendimento de que faz parte tem vindo a ser anunciado pela EEVM como o maior projecto eólico em toda a Europa, que permitirá ao Alto Minho assumir-se como exportador de electricidade.

Em relação ao cluster eólico que se perspectiva, o investimento a realizar entre 2006 e 2011 ronda os 1750 milhões de euros e prevê a criação de 1800 postos de trabalho directos. Em unidades fabris e serviços associados prevê-se um investimento global de 161 milhões de euros, dos quais cerca de 100 milhões provêm directamente do estrangeiro.

Na instalação de parques eólicos, 48 no total e uma potência de 1200 MW, espalhados sobretudo pelas regiões Norte e Centro, o investimento ascende a mais 1470 milhões de euros. Do pacote de investimentos fazem ainda parte 35 milhões de euros destinados ao financiamento de um sistema científico e oito milhões para a criação de centros de despacho para a gestão da produção eólica."


sexta-feira, março 09, 2007

BONS EXEMPLOS















Norte de Lisboa, região Saloia e Oeste, é já assinalável o Potencial eólico instalado, sobretudo se pensarmos que tem menos de dois anos!


Não há volta a dar, de um dia para o outro o "Ambiente" como tema está em todo o lado , se antes precisávamos de uma lupa para encontrar uma noticia esconsa sobre o tema, nos nossos jornais, sobretudo referindo-se a despejos de uma suinicultura ou à co-incineração,tinhamos que estar atentos e usar uma lupa, agora o tema em todas as suas vertentes chegou, às primeiras páginas, e à agenda da Comissão Europeia e até mesmo à insensivel administração Bush...

Al Gore tem a sua quota parte de responsabilidade nesta mediatização subita, mas penso que não será só isso, haverá também aqui uma consciencialização real sobre as alterações climáticas e os dados obtidos pelo Painel Intergovernamental das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, devem ter já fornecido aos governantes dados (ainda não conhecidos da opinião publica e publicada) que os impressionaram e fizeram alterar radicalmente as suas politicas.

Este discurso, até há pouco exclusivo de uma "tribo" algo "fora do baralho" - os ecologistas ou ambientalistas - da qual farão parte, a nivel nacional, entre outros, Luisa Shmidt, Carlos Pimenta, Soromenho Marques, Pedro Almeida Vieira, Luis Carloto Marques , grupos como a Quercus, o Geota... atenção não confundir esta "tribo" com os que de ecologistas só têm a "alcunha" e que inclui quase todos os ministros e secretários de estado do ambiente ou um suposto Partido Verde, este último mais Pele Vermelha do que propriamente ecologista... como estava a dizer, saltou deste grupo "restrito" , para outros quadrantes da
vida politica, inclusivamente fez parte do discurso de Paulo Portas no seu recente regresso sebastiânico à "vida politica"....

A nivel Mundial a União Europeia acaba de estabelecer uma agenda , com metas pré definidas em matéria de energia, com o objectivo que parece sério de reduzir até 2020, em 20% a emissão para a atmosfera, de gases com efeito de estufa, pretendendo a UE vir a liderar a implementação do Protocolo de Quioto. Paralelamente data de 1997 a meta da UE de que as energias renováveis tivessem um peso de 12% da produção de energia até 2010, pretendendo agora que essa fatia seja de 20% até 2020.

Quanto a energias renováveis, Portugal tem feito um investimento notável, que só peca no seu atraso, nomeadamente no aproveitamento de energia solar (aquecimento e fotovoltaica) - Centrais de Moura e Amareleja- e na energia e
ólica, pontos fundamentais num país com as nossas caracteristicas geográficas.













Parque eólico instalado ao nível do mar (sobre o mar) junto a Copenhaga, é utópico imaginar algo semelhante na Margem Sul?


É de salientar o enorme crescimento neste sector nos últimos dois anos, com o aumento exponencial dos Parques Eólicos (a Norte do Tejo , a sul a situação é bem diferente) , mesmo
às portas de Lisboa (mas , margem Norte) , visiveis da própria cidade , há já potencial eólico instalado e em funcionamento, é curioso que seja NULO na Margem Sul... e não se trata de orografia , um parque eólico não tem que forçosamente estar instalado no cume da mais alta montanha, as imagens mostram o que é feito ao nível do mar (literalmente) na Holanda e na Dinamarca ! Localmente gostaria de ver instalados parque eólicos e solares fotovoltaicos nos terrenos da Siderurgia (depois de descontaminados) , o mesmo poderia acontecer nos da Quimiparque... ah, mas já estou a divagar, esta é a margem do betão, não a do desenvolvimento!














Junto a Amsterdão, ao nivel do Mar junto a uma outra instalação industrial vemos um parque eólico.