segunda-feira, Abril 23, 2012

BALANÇO


a-sul

8 anos

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É este o balanço frio e objectivo que fazemos da existência do a-sul, entretanto 
a blogoesfera viu aparecer novas formas de interacção social massivas como sejam
o twiter  o facebook e o youtube  (plataformas onde o a-sul também está) , o tumbler ...


Entretanto trouxemos aqui questões de fundo e imediatas que têm a ver com todos nós,
e com o futuro da região e do país.

Alertámos a seu tempo para o erro para onde caminhávamos no «desenvolvimento»
assente no crédito (dito fácil) em expectativas erradas e na delapidação esquizofrénica de 
recursos escassos e finitos.


A nível local , apesar de o PCP ter eleborado um programa lúcido « rumo ao século XXI) 
de a CDU ter um programa eleitoral ecológicamente ancorado , assistimos nas autarquias 
CDU que dominam territorialmente a margem sul do Tejo aos mesmos desvios de capitalismo
selvagem com laivos ultraliberais na gestão do território, claro , gerido com pinças na premiação
de alguns eleitos com alterações criminosas e/ou dolosas do uso do solo ou com ajustes 
directos e contratos com tanto de danosos como de pura vaidade campónia.


E chegámos aqui. O país e a região , onde localmente alertamos para os PDM com direitos
de construção absurdos, ainda mais agravado com apêndices de ainda mais construção em 
explosão de Planos de Pormenor à la carte.


À medida que se construía (num pais com demografia negativa) em esquema unicamente com 
critérios piramidais ou de alteração ( com ganhos milionários ) de uso do solo (Quita da Trindade
 por exemplo, mas não só ) onde começaram a proliferar como cogumelos urbanizações a esmo, 
e  até exclusivos condomínios fechados,  ao mesmo tempo residentes mais antigos , nomeadamente
 nos cascos históricos , viam as suas zonas abandonadas as suas casas desvalorizadas, muito 
antes da crise e da Troika e agravadas com esta.


Entretanto o verde ía-se consumindo, nascia mais uma desnecessária autoestrada com traçado
mudado a belprazer de um ou dois interesses e ignorando o PDM e o ambiente e prejudicando 
muitas famílias, mais uma Parceria que "todos" defendiam e  que vamos pagar para além das 
portagens onde todos metem a cabeça na areia para não abordar.


Entretanto a vaca sagrada sebastianista , leia-se o "Hospital" não passava de mais uma promessa
feita por quem não tinha legitimidade para o fazer, tal como muitas outras promessas que não
passaram dos folhetos de propaganda .


Em todos estes anos só houve , embora por concretizar , uma promessa ambientalmente 
sustentada , o anúncio de um Parque Natural no Barreiro e com uma área considerável 
 . Toda a restante politica de todas as outras autarquias da região, Barreiro incluído
 tem sido de terra queimada, onde o "verde" é visto  unicamente como suporte para 
mais cimento e alcatrão, ou o alcatrão dos interesses do Governo Central como âncora para o betão
municipal.

Continuaram os hipermercados, os shoppings, os modelo outlet , os retail-Park , ao mesmo tempo
que morria o comércio tradicional e com ele o centro das cidades. Como se isso não bastasse,
matou-se o Seixal arrastando para fora do seu centro tudo o que eram organismos da Autarquia 
ou do Estado... e perderam-se irremediávelmente terras de apetência agricola fundamental para o futuro.

Tudo isto não esquecendo os inúmeros casos de trapalhadas juridicas, de argoladas na aprovação
de projectos , o tráfico de influências e as promoções para cima de quem atinge comprovadamente  
o seu Principio de Peter , as decisões que se arrastam sobre as AUGIS, as denúncias ignoradas de
 violações dos PDM as desmatações ilegais, os cortes de sobreiros...etc...etc...etc...


Têm sido erros terríveis para o País, para a região, mas sobretudo para todos nós e para as
futuras gerações para quem ( e aí errámos) antecipámos que seria sobre si que tudo isto caíria.
Afinal o a-sul enganou-se, toda esta farsa rebentou (- lhes nas mãos ) muito antes, e ainda bem, 
porque os responsáveis estão aí e merecem ser julgados e punidos.

Parece que temos matéria para continuar!



4 comentários:

Paulo Edson Cunha disse...

Sou (continuo) um leitor atento e assíduo deste Blogue, que considero de referencia na margem sul e, apesar de não concordar com todos os posts, e, sobretudo com alguns comentários, considero que continua a exercer o seu papel de cidadania de uma forma ímpar na sua zona de intervenção. Parabéns pois...

Maria Pinha disse...

Infelizmente há muita matéria para continuar (isto por se tratar de matéria nociva para a região...). Bom seria se o a-Sul pudesse "postar" únicamente notícias positivas. Contudo, continuação de Bom trablho!!! :)
Cumprimentos

Ponto Verde disse...

Obrigado aos comentários aqui deixados hoje, no passado sábado e no Facebook a propósito dos 8 anos do A-SUL , não somos perfeitos, por isso não pretendemos agradar a todos, até porque optámos pelo politicamenbte incorrecto, achando por consciência e observação (talvez incorrecta) que as oposições na Margem Sul estão longe de fazer na íntegra o seu papel, sobretudo o principal que é apresentar uma alternativa a quase quarenta anos de ditadura comunista.

Os números que apresentamos e o facto de não sermos uma estrutura formal ou financiada seja por quem fôr não permite moralizar todos os milhares de comentários publicados, até porque achamos há muito que eles se regulam a si mesmo e todos e cada um inteligentemente pode distinguir o trigo do joio, a contra informação da critica construtiva , agora até o computador avariou sem possibilidade para ser substituído por causa de certas medidas governamentais ...

Mas é assim que aqui estamos construtivamente incómodos e cumprindo um papel que é pena o poder escamotear, pois se fossem inteligentes teriam em muitos dos casos aqui apresentados base de trabalho facilitada no serviço aos cidadãos, o que em abono da verdade até reconhecemos ter acontecido pontualmente em questões que punham cidadãos em perigo.

Mesmo que fosse por ter evitado mais uma queda numa tampa de esgoto aberta na via pública, já tinha valido a pena, mas sabemos que o alcance tem sido maior, com utilização de algumas posições aqui divulgadas inclusivé para fazerem parte de teses de doutoramento.

Um agradecimento especial, aqueles que sendo eleitos e figuras publicas assumem a leitura deste espaço , a critica que fazem também, denota o distanciamento que temos de todas as forças politicas e a nossa independência, factor que continuamente tem sido utilizado pelas forças afectas ao PCP para nos descredibilizarem sistemáticamente.

Um obrigado a todos, com o conhecimento histórico que não há poderes eternos.

Anónimo disse...

Segundo noticias do I, a Câmara Municipal do Seixal terá de cortar 67% dos cargos dirigenbtes....
"A partir de 2014 as câmaras municipais vão ter menos funcionários, mas vão ter também menos dirigentes. O governo vai discutir esta semana em Conselho de Ministros a proposta de redução dos dirigentes autárquicos que obriga as autarquias a reduzir em pelo menos 30% os lugares de chefia até ao final de 2013. E entre as que mais têm de cortar estão as principais câmaras da CDU.

Pelas contas do governo, há 38 câmaras (ver ao lado) que têm de reduzir os cargos de dirigentes municipais – chefes de divisão, directores de departamentos e directores municipais – em pelo menos metade, num total de 388 cargos só nestas câmaras segundo contas do i. E, cruzando o esforço em percentagem com o número de dirigentes actuais, as autarquias CDU são as mais afectadas. Quase metade dos presidentes de câmara do PCP (12 em 28) vão ser obrigados a acabar com pelo menos 50% dos lugares de chefia: cerca de 175 nas 12 câmaras Entre elas estão as câmaras de Almada, que terá de acabar com 62 cargos de dirigentes (67%); Palmela, 23 lugares (64%); Sesimbra, 19 lugares (61%) e Seixal, com uma redução de 67% dos cargos de dirigentes.

Mas a tesourada na hierarquia dos funcionários públicos camarários afecta também PSD e PS. Os sociais-democratas presidem a 14 autarquias que têm de cortar estes cargos para menos de metade (duas em coligação com o CDS), das 136 a que presidem. A que acrescem ainda 11 câmaras PS (das 132). Mas se o total das que mais reduzem o esforço é idêntico, em termos de lugares a eliminar, PSD e PS têm menos com que se preocupar, uma vez que se trata de câmaras mais pequenas. PSD terá de reduzir cerca de 105 cargos e o PS 108, apenas nestas 38 câmaras.
Em termos geográficos a concentração é mais evidente. Das 13 autarquias do distrito de Setúbal, nove têm de acabar com pelo menos 50% dos lugares de chefes: sete do PCP, uma do PS e uma de independentes.

O governo diz que não se trata de despedimentos, mas de extinção de cargos de chefia. Cabe depois a cada autarquia a gestão do mapa de pessoal.

entraves eleitorais A estimativa inicial do governo (de Setembro) é de reduzir cerca de dois mil lugares de chefia o que permitiria uma poupança de pelo menos 40 milhões de euros, mas os números não estão fechados. A proposta que agora está em discussão pública, e que foi negociada com a Associação Nacional de Municípios, cria tectos máximos para os números de dirigentes por cada câmara tendo em conta o número de habitantes, mas serão as câmaras a definir quais os cargos a extinguir. Uma decisão que tem de estar fechada pelas respectivas assembleias municipais até ao final de 2013, ano de eleições locais.

A redução das chefias é a única das reformas do poder local que pode ser feita após as autárquicas. As eleições serão depois do Verão desse ano (ainda sem data marcada) e caberá a cada autarca decidir se avança com esta redução com as eleições à porta ou se deixa para o executivo camarário que lhe segue os cortes exigidos pelo governo.

A janela de tempo é pequena. As últimas autárquicas foram a 11 de Outubro e grande parte dos executivos eleitos só tomou posse no final do ano. Se o mesmo acontecer no próximo ano, com a grande rotação que se espera nas eleições de 2003 – 161 dos 308 presidentes não vão poder recandidatar-se –, em mais de metade das autarquias, a redução dos dirigentes poderá arrastar-se.