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segunda-feira, fevereiro 04, 2008

UE E O COMBATE ÁS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS



A Comissão Europeia apresentou na passada semana o seu plano oficial de combate às alterações climáticas no quadro das recomendações do Painel das Nações Unidas.

A fórmula encontrada por Bruxelas teve a ver com a partilha de esforço entre os estados membros tendo como referência o PIB por habitante em cada país de forma a que o maior esforço recaia sobre os mais ricos onde se farão sentir cortes de até 20%.
Portugal será um dos países membro ,de antes dos últimos alargamentos , que terá a possibilidade de aumentar as suas emissões de CO2 até 2020 relativamente aos valores padrão de 2005.

Portugal tem no entanto que atingir objectivos estabelecidos no desenvolvimento de energias renováveis de forma a que a energia limpa produzida venha a atingir uma quota de 30% do consumo total em 2020.

Outras importantes decisões tomadas numa época pós-Quioto têm também a ver resumidamente com: - Instituir um sistema europeu de emissões alargado a novas industrias poluentes, quimica, siderurgica e aviação.

- Possibilidade de medidas excepcionais preventivas para prevenir a saída de determinadas indústrias concorrencialmente mais vulneráveis da UE.


- Estabelecer metas por país para reduzir emissões em 10% face a valores de 2005.

-Estabelecer metas nacionais para aumento das energias renováveis no consumo total com base no PIB.

-Avançar com incentivos económicos para o desenvolvimento de tecnologias para a captura, transporte e armazenamento de carbono.

- Flexibilizar proibição de determinadas ajudas estatais a empresas de forma a incentivar o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e de protecção ao ambiente.

quinta-feira, abril 12, 2007

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS CALAMITOSAS PARA PORTUGAL













Para não virem os "guardiães da verdade" do costume, bramir pessoalmente sobre os inúmeros alertas já aqui feitos sobre as previsões e consequências que as alterações climáticas trarão para o nosso país, limitamo-nos a citar o Publico que publica uma análise ao dossier do Painel das Nações Unidas publicado esta semana:

Síntese dos impactos do aquecimento global na Europa, ontem divulgada em Madrid, reserva para a Europa do Sul o mais duro naipe de consequência


As previsões para Portugal em 2070 não são benévolas. Como todos os países da Europa do Sul, Portugal terá menos chuvas, haverá uma considerável redução da área de florestas, as vagas de calor serão mais habituais, e ainda mais comuns os incêndios. Estas são algumas das conclusões do último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), cujo capítulo sobre os impactos do aquecimento global na Europa foi ontem divulgado em Madrid.

"A Primavera e o Verão avançam 2,5 dias, as actividades agrícolas também mudam, como se constata com o aumento de dois por cento do grau alcoólico dos vinhos da Alsácia", referiu ontem José Manuel Moreno, professor da Universidade de Toledo e um dos coordenadores do estudo do IPCC sobre a Europa, que teve a sua redacção concluída no passado fim-de-semana em Bruxelas.

Não são antevisões, mas a confirmação de efeitos do aquecimento global. Uma das principais conclusões do estudo é a de que, pela primeira vez, uma ampla série de impactos das alterações climáticas na Europa está documentada em estudos científicos.
O continente europeu é, de longe, o que tem mais séries de observações das alterações nos sistemas físicos e biológicos. E a esmagadora maioria das modificações condiz com o que seria expectável com a subida da temperatura. "Em 28 mil séries de observações, 80 por cento confirmaram a evolução prevista", disse José Moreno.

Os cenários do IPCC para a Europa do Sul são arrepiantes: até 2020, a redução dos caudais dos rios pode chegar a 23 por cento. Meio século depois, as grandes secas, que até então ocorreriam de 100 em 100 anos, passam a ter 50 anos ou menos de periodicidade. O fluxo de água de alguns rios durante o Verão poderá cair até 80 por cento - um dado que já tinha sido apresentado pelo projecto português SIAM, que avaliou os impactos do aquecimento global no país.
Haverá menos precipitação anual, mas ainda assim aumentarão os episódios de chuvas torrenciais. As chamadas "cheias dos 100 anos" poderão ser mais frequentes em Portugal em 2070.
A subida do nível do mar, na Europa em geral, poderá ser até 50 por cento mais acentuada do que a média global. Com isto, nos cenários mais pessimistas, cerca de 20 por cento das zonas húmidas correm o risco de desaparecer até 2080.
Os ecossistemas mediterrânicos, incluindo os de Portugal, estão entre os mais vulneráveis a uma subida de temperatura de dois a cinco graus Celsius. As cores da terra, como as conhecemos, desaparecem pela diminuição da mancha verde, sob o efeito combinado da seca e dos fogos florestais.

No Sul da Europa, o potencial hidroeléctrico diminuirá entre 20 a 50 por cento até 2070 - um dado problemático para Portugal, que está agora a ensaiar uma aposta em novas barragens.
Poderá haver migrações humanas determinadas pelos problemas de abastecimento de água. Entre 16 e 44 milhões de europeus - especialmente no Sul da Europa, mas também no Centro e no Leste - viverão, em 2070, em áreas sujeitas a "stress hídrico".

A isto somam-se mudanças drásticas na distribuição das espécies animais. Os anfíbios na Península Ibérica serão especialmente afectados. Os golfinhos do Mediterrâneo estarão sujeitos a doenças em grande escala.

Para as plantas, o relatório cita um estudo que conclui que, de um universo de 10 por cento das espécies da Europa, cerca de um quinto (22 por cento) estará, em 2080, seriamente ameaçado e pelo menos dois por cento estarão no caminho certo da extinção. Com Ricardo Garcia

O aumento das temperaturas terá várias consequências no nosso país

Turismo O fim das férias de Verão

Com a subida das temperaturas a Sul, ir ao Algarve durante
os meses de Verão será um pesadelo. Em 2070, estima Miguel Araújo, as férias no Sul europeu terão de decorrer na Primavera e no Outono. Um novo tempo de descanso implica uma revolução nos estilos de vida, no que é imperceptível mas sempre determinante para a organização da vida social, como os horários e o calendário. Também a actividade turística que faz da neve a sua estrela poderá estar condenada.


Agricultura Xeque-mate ao sistema de regadio

O regadio será, em seis décadas, coisa do passado. A escassez de precipitações e o aumento médio da temperatura também condenarão as políticas hídricas baseadas no armazenamento de água: sejam grandes barragens, mini-hídricas ou meras represas. Como os caudais dos rios poderão, no Verão, diminuir em 80 por cento, produzir hortaliças verdes, laranjas ou limões será errado. A aposta, diz Aráujo, deve ser em opções mediterrânicas associadas ao montado, como a do porco preto.

Pescas Os cardumes fogem para o Sul

Estarão as sardinhas condenadas a desaparecer? Miguel Araújo não tem resposta. Mas o facto de a temperatura aumentar implica que os cardumes de muitas espécies que são base da alimentação dos povos do Sul da Europa rumem para o Norte. Se não acabarem, a sua captura poderá ser, pelo menos, mais onerosa, porque de pesca longínqua. Em causa estarão também as espécies de água doce e a aquacultura.


Espécies O sapo em via de extinção?

As previsões são negras para as espécies animais ou vegetais que dependem das zonas húmidas, cujo delicado equilíbrio será um dos primeiros sacrificados. As plantas sofrerão de stress hídrico, na prática falta de água. E, entre os animais, os répteis e os anfíbios poderão estar condenados a viver em áreas cada vez mais limitadas. É assim que, nesta triste fábula, o simpático sapo, que tem nos charcos e pântanos o seu lar reprodutivo, poderá estar em risco de extinção.



Florestas O deserto, em vez de troncos

De todos os cenáriosavançados por Miguel Araújo, o das florestas é o que mais se aproxima da realidade já hoje conhecida. Os últimos estios de consecutivos incêndios florestais já tornaram normal a substituição do verde pelo cinzento.

O futuro, com mais incêndios e menos chuva, agravará esta tendência. Com implicações no sector industrial das madeiras e das celuloses, por exemplo.

Será o deserto, em vezdos troncos.


As costas
Continua a agonia das praias

Não vai ser só obrigatório fazer férias fora do Verão. Os locais de descanso terão de ser outros. A subida da água do mar, superior à média global, põe em causa a costa. As praias. Se não houver arribas ou construção, a praia retrocede. Caso contrário, o areal será engolido pela água. É pensar como está localizada a praia da sua vida e começar, ou não, a despedida com tempo. Araújo admite problemas no Algarve e nas zonas ribeirinhas de Lisboa.
Nuno Ribeiro, em Madrid

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

A ARCA DOS TESOURINHOS DEPRIMENTES (3)


















Hoje descobrimos um suplemento PÚBLICO / World Media sobre o estado do planeta, já lá vão mais de quinze anos , a situação evoluíu para pior face aos medos de então, mas os mesmos de sempre continuam a escamotear as tendências e a evitar as medidas de precaução.


Escrevia-se então sobre a Terra :


"Pensa-se que vivem hoje no planeta 10 ou mesmo 100 milhões de espécies diferentes de planetas e animais -muitas das quais desconhecidas - mas daqui até 2025 a actividade humana terá feito desaparecer para sempre dois milhões destas formas de vida.
Elas serão afogadas em esgotos, queimadas, destruídas por resíduos quimicos, asfixiadas por gases venenosos.

E não será só a sua beleza que se perde: quantas destas plantas e animais não encerrariam remédios para tratar as 40.000 crianças com menos de cinco anos que morrem todos os dias, alimentos para os quinhentos milhões que vivem a permanente agonia da fome? Mas não é tudo : a nuvem de fumos e poeiras que envolve o planeta é cada vez mais densa e em muitas cidades é cada vez mais dificil respirar.


O planeta é cada vez menos azul. Para mais a sua temperatura tem subido de forma lenta mas inexorável nos ultimos anos e os gelos dos polos ameaçam derreter. A Terra está a perder a frescura e tem uma respiração cada vez mais pesada.

O próprio Sol é cada vez mais perigoso, destruindo o filtro que anulava as suas radiações letais.
Não é a propósito do diagnóstico destes males que surgem as maiores divergências: o problema actual consiste em definir os tratamentos necessários e pô-los em prática. É para isso que cerca de 50.000 pessoas - entre investigadores, ecologistas, politicos - se encontram reunidos no Rio de Janeiro ...Para que a Terra continue azul."

Acrescento agora eu, os problemas estão identificados há muito e os últimos quinze anos para só tomar como referência o pós RIO ECO-92 , os dados cientificos desde então reunidos , vêm infelizmente no sentido de que estes alertas têm razão, têm base cientifica, e têm-se vindo a comprovar bem mais graves os seus efeitos e a ocorrerem num periodo mais curto do que se supunha.


E que é necessário inverter URGENTEMENTE este modelo de curto prazo ao nível da gestão territorial e mudar hábitos e atitudes nomeadamente na forma como se usa a energia, e que fontes de energia usar e quais aquelas a evitar.
Os alertas vêm de há muito , até quando pretendem protelar?