
O exemplo do Seixal aqui trazido ontem é mais um dos exemplos da prepotência instalada no aparelho de poder da Margem Sul e que lhe dá sobrevivência e sustentáculo .Se é possível instalar uma matriz Estalinista numa democracia , o que encontramos nesta Banda não deve estar muito afastado dessa realidade.
Há depois o sentimento de impunidade, muitas vezes descarada em que tudo é feito .
O caso de negarem atribuír um patrono a uma escola, que por iniciativa própria, democrática, da sua comunidade educativa pretendeu , de acordo com a Lei da República, é o corolário na forma como a sociedade civil é tratada.
No resto, bom, no resto é o que se sabe sobre os apoios autárquicos às escolas...às associações...ao movimento associativo em geral que contrastam na movimentação e afectação de meios próprios da autarquia por exemplo na Festa do Avante ou noutras manifestações panfletárias ciclicas. Ou o lado disciplinador da "força" por exemplo no sucedido com o Grupo Flamingo impedido de recolher assinaturas numa iniciativa da autarquia (clique) .
Bom mas dentro de uma estrutura alegadamente Famigliar , dentro de uma Cosa Nostra que aparentemente tomou parte do aparelho politico nada disto é de estranhar , faz parte até dos "manuais". As consequências , quer na Democracia quer no Ambiente são graves e irreversíveis, tal como grave e irreversível foram os 48 anos de Ditadura a que os militares do 25 de Abril puseram cobro.
Terminou a Ditadura Fascista , mas continuamos , quer em termos de mentalidade, quer em termos de educação e desenvolvimento a viver, 34 anos depois , com as suas consequências. O mesmo acontece e acontecerá depois deste 33 anos de "Democrática Ditadura" de poder local instalado com a conivência ou omissão das altas esferas dos outros partidos nacionais .
Foram mais de três décadas em que o polvo se istalou no poder, se associou com o Betão destruindo zonas verdes a esmo, bricando com as leis de ordenamento a seu bel prazer , em proveito próprio e de terceiros e em prejuizo do ambiente e da qualidade de vida das populações .
Nesse mesmo período , numa perspectiva de partido único, invadiram a vida privada dos que se lhe opunham, secaram a vida associativa , instrumentalizaram as Festas Populares que de "Populares" já só têm o nome , entregou-se território virgem e de grande valia agricola, turistica e ambiental para que uma meia dúzia, sempre os mesmos, lucrassem e dessem a lucrar.
Como vimos ontem em comentários aqui deixados , há uma descrença generalizada nos politicos e na politica, de tal forma que se instalou um compreensível Sebastianismo de que surja alguma força não partidária, em que se sintam representados como cidadãos, e se identifiquem como pessoas num grande e amplo movimento civíco.
Assim, ele surja , creio que fácilmente ganharia não uma vereação, mas a maioria da Câmara (a menos que a oposição que já deu mostras de mudança , faça o trabalho de casa que não foi feito durante muitos anos )!
Mas atenção , muita atenção ao que ontem também se escreveu no blogue Alhos Vedros Ao Poder sobre a Moita , cito :
"Quem quiser afrontar aqui no concelho o poder moiteiro precisa de, mais do que peneiras ou ambições pessoais, ter uma ligação forte à terra, ser alguém conhecido e, se não consensual, pelo menos respeitado por todos os que não apoiam protocolos manhosos, estratégias lamacentas de ataque pessoal e a promoçção de carreiras com base nos cartões partidários.
Claro que, em seu bom juízo e atendendo à agência de emprego partidário em que se tornou a CMM e o poder local, ninguém quereria ganhar uma eleição para governar com uma estrutura técnico-administrativa toda minada.
Mas há sempre mártires."















