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terça-feira, outubro 12, 2010

FINAL DE FESTA 2



E aí está a imagem perfeita do desperdicio, para cumprir o calendário orçamentado e pré estabelecido ... interessa lá o desemprego , as consequências da crise económica mundial , das medidas de redução de salários e de pensões.

O que interessa é que o foguetório continue , que a fe
stança siga , que se continuem a gastar milhares de euros em bolo-rei , centenas de milhar em tapetes e mais de 400 mil euros só num mês de rendas ao grupo A.Silva & Silva para mostrarem gabinetes cheios de luxos e anfiteatros onde podem fazer belas e confortáveis conferências de imprensa e reuniões com a malta do Comité Central.Mas uma das iniciativas anuais mais incompreensíveis é a que se verificou este fim-de-semana. Não se gasta uma gota de tinta em conservar património histórico do municipio, mas ANUALMENTE o muro da MUNDET é pintado duas vezes por ano:
- Primeiro com tinta branca para tapar os graffiti do ano anterior.
- Depois com tinta em spray para promover "uma arte"
mas que tem o prazo de um ano como limite de vida.

É que para o ano tudo se repetirá!
Isto compreende-se ? É que por alto, nesta brincadeira gastam-se mais de 10 MIL EUROS !

Isto quando se deixa caír , sem uma pinga de pintura , património histórico municipal como é a Quinta da Trindade ?

ACHAM BEM ?
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O PCP CRITICA NOBEL DA PAZ 2010- SEM COMENTÀRIOS
«O PCP considera a atribuição do Nobel da Paz 2010 ao dissidente chinês Liu Xiaobo como mais um golpe na credibilidade do galardão. Os comunistas emitiram um comunicado em que afirmam que a escolha de Xiaobo é inseparável das pressões
económicas e políticas dos Estados Unidos sobre a China»
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MAS ISTO JÁ O PCP DEVE ELOGIAR :

«Liu Xia, a mulher do dissidente chinês galardoado com o Nobel da Paz na passada sexta-feira, está em prisão domiciliária em Pequim e foi proibida de falar com amigos e com os media.»

segunda-feira, outubro 11, 2010

FINAL DE FESTA


É escandaloso, é inaceitável, é até CRIMINOSO que, determinados eleitos locais , perante o cenário de profunda crise económica e social - com redução de salários , aumento de impostos e o que mais aí virá - continuem a actuar como a banda do Titanic enquanto o navio se afunda ...

O que é ainda mais escandaloso é que são estes portadores de comportamentos de esbanjamento , de abandono e de mau uso do bem público e que nos arrastaram para o abismo , os mesmos que insistem em se auto desculpabilizar e continuar com as mesmas atitudes.

Como se de nada se passasse , as autarquias que nos rodeiam na margem sul do Tejo, continuam na mesma agenda municipal de "festa" contínua e ininterrupta , o que quer dizer que continuam a ser os mesmos a pagar para serem os mesmos a gastar ... e que têm ainda por cima , enquanto "comunistas" , o descaramento de fingir que estão do "outro lado" , o que é ainda por cima imoral... Ou melhor, estes senhores andam CRIMINOSAMENTE a gozar connosco e com o mau uso que fazem do bem público.

Vejamos ; Em Almada depois da "semana da mobilidade " ... a "semana da música" , no Seixal , depois do "Avante" ... e da "Seixalíada" ... é agora o "Seixal Graffiti" que decorreu este fim-de-semana ... uma iniciativa que no ano passado esteve orçada em seis mil euros para pintar e repintar sempre o mesmo muro fomentando uma degradante forma de imposição e apropriação do espaço público.

Lá decorreu, com o respectivo subsídio e empenho da autarquia e com os mesmos gastos em sprays e repintura (mais uma vez ) do mesmo muro , lá se montou o circo para meia dúzia de "jovens criativos" se exprimirem e até se envolverem à pancadaria.

Isto enquanto, à excepção dos "nómadas" que nunca estiveram melhor em atenções subsidiadas, no Seixal e arredores se passa fome e só por vergonha se escondem muitas carências.

Pergunto :

- E não se pode PARAR esta gente ?

- E não se pode CRIMINALIZAR esta gente ?

sexta-feira, outubro 17, 2008

GRAFFITI - A DITADURA MARGINAL ... EM SPRAY... (CONCLUSÃO)


No video , Câmara de Lisboa combate graffiti , SIC (16-10-08)

A melhor tela, associada ao melhor pincel e tinta não faz um artista nem muito menos se conjugam para que resulte uma obra de a
rte.

A melhor máquina fotográfica , nas mãos de não interessa quem seja, perante o momento mais decisivo não produz forçosamente uma obra prima.

É raro mesmo o maior poeta encontrar a conjunção de palavras , ideias e sentimentos que transformem uma folha em branco numa sinfonia de sentimentos únicos.

E podiamos falar do musico, do escritor , do realizador de cinema , do actor , do escultor... e de tantos outros criadores que sa
bem o quanto é penoso criar, o quanto criterioso e exigente é preciso ser , a dose sublime de humildade que é preciso ter em saber falhar , em saber persistir, evoluír ... criar , acrescentar algo de belo , ou nada acrescentar quando uma "tela em branco" pode ser a mais densa das criações, sobretudo quando a "tela em branco" é a nossa envolvente fisica , natural ou construída!

Claro que este não é um plano de "superioridade elitista" , de "xenofobia" criativa ou outra , de "connaisseur" ou de "critico de arte" , tem a ver sobretudo com exigência , com humildade e com génio, enfim... e com a constatação simples de que não basta querer ser Artista para o ser .

Felizmente para nós que no campo da criação em todas as Artes acima descritos, não esbarramos a cada passo que damos com as suas criações , as conseguidas ou as que geralmente vão parar a um canto do atelier, ao fundo de uma qualquer gaveta, no cesto dos papéis .






Mas há uma outra etirpe de artista , os graffiter´s uma estirpe que se nomeia como criadora, antes que de uma forma natural a sociedade o aceite e reconheça , uma estirpe que tudo o que faz ou sobre o que faz tem a pretensão de ser reconhecido como artista, uma estirpe que eleva a assinatura a um estatuto de Obra e que pior que tudo , quer se goste quer não , invade o nosso espaço quotidiano colide com as nossas liberdades de escolha (somos obrigados a ver) e ainda mais intolerável, temos que reconhecer a suposta Arte e o suposto Artista .

Claro que esta é a inversão da Arte e da Estética , ou por outro lado , é a imposição de uma arte e de uma estética , uma imposição literal, quando nos invade o olhar em cada esquina , nos condiciona pelo que intimida e nos faz ver o quanto não somos bem vindos , o quanto estamos a mais naquele espaço.








Por mais argumentos que teçam, este é um totalitarismo que é inaceitável e que torna a cidade insuportável, tal como a overdose de publicidade e de propaganda (autorizada) que nos esconde muitas vezes o feio, mas também o belo ou a simplicidade de um recorte de céu.

Não é aceitável a tolerância que alguns pretendem ter
como salvo conduto , não é sinal de maioridade cultural nem de modernidade social a sua aceitação, e muito menos é verdade que haja , nas cidades tomadas como referência (Londres, Nova Iorque, Paris , Barcelona...) uma tolerância em relação ao graffiti , havendo mesmo em acção planos intransigentes de tolerância zero em relação a estas actividades consideradas na generalidade dos casos como passíveis de procedimento criminal.

Ao associar o não apreciar o graffiti a uma mera questão
de gosto elitista , e passadista, é , sobretudo para quem tem responsabilidades politicas de uma ignorância e irresponsabilidade total e traduz o fosso cada vez mais gritante entre a classe politica , iluminada e preocupada com o "politicamente correcto" e o verdadeiro sentir das populações , sua cultura e preocupações .








A Câmara de Lisboa (ver vídeo) já percebeu que não é esse o caminho e que o risco de tudo continuar como está poderá resultar em perdas graves para o turismo , embora mais preocupante seja a qualidade de vida e a harmonia espacial que nega à população residente.

Outras se lhe seguirão , está nas nossas mãos e no nosso voto recusarmos que a Margem Sul se transforme na habitual reserva supostamente progressista, mas na realidade à margem do verdadeiro progresso e qualidade urbana , sempre adiados .






Desafio as forças politicas que promovem esta sua eleita arte, a elaborar para as próximas autárquicas, cartazes e outdoors onde seja dado destaque gráfico ao graffiti e a outras culturas ditas marginais e de "vanguarda" , e que esclareçam programáticamente qual a sua politica relativamente ao espaço urbano , nomeadamente sobre o graffiti .

Ou tudo isto não passa da hipocrisia do costume ?
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NOTA

Sou por princípio avesso à criação de zonas de excepção , essa é a postura de políticos fracos e amantes do poli
ticamente correcto , e já agora, uma zona de excepção só para graffiters porquê?

E todas as outras práticas minoritárias e marginais, não terão elas a esta luz , direito também a zonas de excepção , por exemplo o tunning, como um leitor ontem deixou aqui expresso?




E se o graffiti... o tunning por representarem práticas culturais (minoritárias) , porque não uma rua destinada á excisão feminina, ou outra onde se tolere a linguagem e os grafismos nazis ou xenófobos ... ?
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NOTA FINAL

Estou de acordo com a criação nas autarquias , de uma CASA DAS ARTES vocacionada para a produção e exposição artistica, que dê espaços de criação artistica aos graffiters , mas também a todos os outro campos da criação artistica , pintores, fotógrafos, escritores, escultores etc...

Não estou de acordo que pela visibilidade, e pressão marginal, haja uma discriminação positiva exclusiva a quem danifica património . Isto é inaceitável e anti-constitucional.

quinta-feira, outubro 16, 2008

PINTAR PAREDES


A existência e sobrevivência do Partido Comunista depende hoje, mais que nunca, do chamado Poder Local , este que há mais de trinta anos conhecemos, instalado na Margem Sul .

Quem tenha o mínimo de distanciamento dogmático , sabe que o PCP só se mantém com doses massivas de propaganda através de um gasto de recursos brutal em todos os meios que permitem transmitir a sua mensagem.

Em mais de trinta anos deste Poder Local , a máquina partidária conseguiu tomar conta ou tirar dividendos de quase tudo o que são manifestações cuturais (de raiz tradicional, popular ou por si criadas) desde procissões de raiz religioso (!) até desportivas .

Claro que a cereja no topo do bolo está na Festa de Setembro no Investimento Imobiliário da Atalaia.

Neste reino de fantasia, não há que olhar a meios ou despesas , mas há que controlar os desvios e as apreciações que escapam à máquina de propaganda, sobretudo consubstanciada em autores de blogues que insistem em pensar de outra maneira, ou a pôr em causa o unanimismo local.

Esta dinâmica "autárquica" , pode ser fácilmente desmontada pelo que de concreto não se vê aparecer feito ( veja-se por exemplo o caso do Moinho de Maré de Corroios , mas outros exemplos poderiam ser dados, e vamos continuar a dá-los ).

Nos posts em que abordámos o Seixal Graffiti , está lá tudo , da manipulação ideológica e aproveitamento mediático , ao inconsequente da suposta pedagogia anunciada ( afinal é necessária uma pedagogia...) , acabando por constituir , não mais que uma mera e vazia acção panfletária de rua, com recurso a uma meia dúzia de figurantes seguidistas da voz do dono ... e a umas centenas de latas de tinta... em spray !

O valor dessas latas poderia e deveria ser aplicada em tinta branca , estamos num municipio que se reclama pobre e a necessitar de ajuda financeira , de forma a servir primordialmente para a conservação do património , para a limpeza de elementos gráficos degradantes e disruptivos , e não para a promoção de graffiters sem qualquer contrapartida para os demais cidadãos.

Há quem não o queira compreender, há também quem o não consiga , basta ler alguns dos comentários para compreender o nível de alguns dos "artistas ofendidos" pelo "delito de opinião" dos que não alinham pelo mesmo gosto e aqui denunciaram o verdadeiro Vandalismo Institucional que com o fim único da subversão democrática por cá se vai permitido eternizar no poder.

Os GRAFFITERS e os GRAFFITIES são , neste enquadramento, meros fantoches e adereços daqueles que instalados no poder se estão bem a borrifar para os cidadãos , graffiters incluídos !

Nota final

- E tudo isto se faz com a benção de muita gente bem intencionada !

- Entretanto , tem sido difícil aceder ao wall of fame, pois a qualidade da obra já correu mundo e há aglomerações brutais para ver as novas criações 2008-2009. O Seixal Graffiti colocou Portugal no mapa dos grande eventos , roubando parte significativa dos visitantes do museu Guggenheim de Bilbau.

A colecção Berardo mudou-se para Paris e o Ermitage desfez em definitivo o acordo com Portugal , o rombo em termos de visitantes motivado pelo anúncio do Museu Cargaleiro já tinha sido de monta , agora o Seixal Graffiti 2008 arrazou por terra o projecto com o Estado português.

O A-Sul soube também que a Fundação Gulbenkian prevê uma completa remodelação, estando prevista já para Outubro, uma exposição monográfica dos autores que em par produzem assinaturas memoráveis sobre betão constituído por 2 partes de areia e uma de cimento portland sobre tinta robialac tartaruga branco mate refª 444567.

Neste enquadramento, foi tremenda a dificuldade que tivemos em fazer uma reportagem fotográfica do moral, perdão mural , aqui (acima) em primeira mão a célebre e já uma referência, Falling Madona with the big bubbies em negligée roxo sem wonderbra , a mensagem "For Love" torna a obra esmagadora .

terça-feira, outubro 14, 2008

SEIXAL GRAFFITI - VANDALISMO INSTITUCIONAL (2)


A Quinta da Trindade, património histórico arquitectónico adquirido pela autarquia situa-se , não muito longe do local onde a Câmara do Seixal decidiu contribuír com 6 000 euros para uma iniciativa de discutível interesse artistico , mas seguramente de violação das liberdades de todos aqueles que não partilham o gosto de uma minoria , ou que para pintar a parede de suas casas têm , para além de comprar as tintas, que ter a superior autorização dos serviços competentes da autarquia.

Nesta iniciativa , as tintas são fornecidas pela câmara , o tema é livre , e as cores , as da necessidade e capacidade de afirmação de cada um .


Nós, restantes cidadãos, os que prescindem de impingir a sua forma de estar no mundo a terceiros , respeitando as suas liberdades individuais, nós que contribuímos com os nossos impostos para a manutenção dos espaços e do património a cargo da autarquia , parece que , como numa ditadura, só temos que ficar agradados (¿) pela imaginação dos contemplados com vários sprays de tinta.

Resta-nos ter de aceitar (?) , que para além daquele espaço destinado à revelia de todos para o vandalismo institucional , e olhando em volta , observar , para ver que a autarquia não cuida, quer do bom estado do espaço e dos equipamentos envolventes , enquadrando e definindo o espaço autorizado , tal como o não faz no restante espaço urbano e não só.

Com esta atitude permissiva e até incentivadora , a autarquia não permite , violando preceitos de liberdade individual e colectiva , aos qu
e não se revêm na destruição com tinta do espaço publico , um espaço de todos que se quer harmonioso e onde valha a pena estar e partilhar, sem elementos totalitários murais , de agressividade grupal ou marcas individuais de frustrações alheias.

E mais que isso , vai deixando degradar património que é de todos .

Caso paradigmático do que afirmo é a tinta e a verba gas
ta no graffiti de um muro , enquanto a escassas centenas de metros se degrada irremediávelmente o que deveria ser ex-libris municipal , a Quinta da Trindade que está no estado que a imagem abaixo documenta.



SEIS MIL EUROS EM TINTAS PARA O VANDALISMO, ZERO PARA O PATRIMÒNIO!

segunda-feira, outubro 13, 2008

SEIXAL GRAFFITI - VANDALISMO INSTITUCIONAL


No orçamento para 2008 da Câmara do Seixal, ficámos a saber que estava alocado na rubrica Seixal Graffiti , um valor de 6 000 euros.

Este fim de semana teve então lugar essa iniciativa em que a autarquia resolve patrocinar com a quantia acima indicada ,resultante dos nossos impostos, umas dezenas de indivíduos, na sua esmagadora maioria do sexo masculino e com problemas de afirmação, de forma a exacerbarem perante a sociedade, o seu ego.

«
...O que queremos é ver o mais vezes possíveis o nosso nome escrito" , realça Ivo Santos , de tem 23 anos, de Odivelas, enquanto pinta com um amigo a assinatura dos dois em forma de fotografia ...» in JN (12/10/08) ... no comments...

A Câmara do Seixal avançou com esta iniciativa sem que alguma vez tivesse sido mandatada para tal, ou sem que a população do Seixal fosse referendada para saber do acolhimento de uma tal iniciativa de branqueamento de uma actividade que por todo o concelho traduz a violação da propriedade alheia, da propriedade publica e de outros equipamentos cuja função fica comprometida pelos seus actos, nomeadamente pelo danificar de sinais de trânsito.

Sem que a população fosse informada, sem que tivesse havido uma discussão pública, entenderam os pacóvios autarcas que seria moderno várias áreas pintadas a seu bel-prazer por estes agora promovidos artistas.
Não só disponibilizou os espaços de suporte cuja propriedade e impacto visual diz respeito a todos , como patrocinou os materiais, caros e pouco ecológicos, com a desculpa de que é...

«... uma forma de «incentivar os writers [designação atribuída a quem faz graffities]» a pintarem em «espaços organizados, que não incomodassem ninguém».

«Decidimos promover o Seixal Graffiti quando nos confrontámos, em vários espaços urbanos, com vários graffitis, alguns deles em habitações e outros em espaços públicos», explicou, acrescentando: «Nós não concordamos com actos de vandalismo e, por isso, considerámos que os jovens poderiam ser enquadrados de uma forma organizada».

Nada mais falso , para que tal fosse minimamente verdade , e que fosse respeitada a Constituição, a Câmara do Seixal teria de combater a proliferação de graffities fora das zonas onde "não incomodassem ninguém" , o que não acontece, e assumir (uma vez que patrocina e promove, uma tal actividade) os danos, repintando quer habitações quer edificios publicos ou outros locais vandalizados !

Esta é só mais uma forma de propaganda do concelho sempre em festa , uma forma errada de avaliar questões, que se têm revelado de gravidade crescente, e que têm no graffiti só a ponta do iceberg , resultando a sua tolerância , num desafio grave ás regras instituídas e à permissão de demarcação territorial num espaço publico que deve ser harmónico e de todos... quanto mais o incentivo !

segunda-feira, novembro 26, 2007

GRAFFITI E DEGRADAÇÃO URBANA (4)


Esta é a varanda privilegiada para Lisboa, a melhor vista para o Rio Tejo, da Barra à Ponte Vasco da Gama...está ao cuidado da Câmara de Almada...mas quem manda ali? Pela imagem, é o vandalismo publico pois claro, convidativo ao cidadão cumpridor? Parece-me que não!

Outra vertente que esta discussão sobre o graffiti sempre arrasta por parte de quem nada faz para cuidar do ambiente urbano e se demite das tarefas que lhe competem, é a velha desculpa de que esta é uma forma de expressão urbana (democrática , de classe )generalisada e que traduz desenvolvimento e modernidade.


É MENTIRA!

Quer nos Estados Unidos quer na Europa (supostamente referências desta cultura urbana) os graffitis são combatidos com um sistema de limpeza e repintura das paredes, mais, há um controle policial de quem vandaliza o espaço publico , monumentos ou os equipamentos que são de todos, ou ainda a propriedade privada.


Há cidades que monitorizam esta actividade por meio de câmaras de video, mas o fundamental a reter é que há uma politica de não generalização deste vandalismo urbano, considerado como que um dos sintomas de insegurança das populações a cortar de raiz e a irradicar para evitar o crescendo dos seus efeitos.



Para terminar, o lado falacioso de que esta é uma expressão dos mais desfavorecidos...comparem o preço de um spray de tinta e uma tela e respectivas tintas, acrilicos, pastel ou carvão e veja-se o lado falacioso destas afirnações e o propagandistico que é Câmaras como a do Seixal de fornecerem superficies e meios para estes "pobres artistas" se exprimirem, armado-se Alfredo Monteiro num verdadeiro Médici suburbano protector das "artes" e dos "desfavorecidos".

domingo, novembro 25, 2007

GRAFFITI E DEGRADAÇÃO URBANA (3)


A reposição deste tema valeu de novo uma discussão acessória, a de o graffiti ser ou não arte.

Digo acessória porque não considero ser o cerne da questão. Há de facto alguns murais feitos com spray que denotam grande criatividade e destreza, é arte quando nos consegue para além da qualidade, transmitir e "dizer" algo, e isso é pessoal e intransmissivel.

A discussão ficaria neste campo se estes "artistas" actuassem como os demais, para além da obra criada, fornecessem o seu suporte fisico, mas o grave é que tal não é o caso, neste caso o suporte da obra é fornecido por um terceiro, que não tem a opção de dizer se está disposto a isso ou não.

Para além disso, dessa liberdade de ter uma parede "branca" (que também pode ser considerada uma expressão artistica!) , há o conteúdo da obra , se se gosta ou não, uma tela pode-se adquirir, tal como uma escultura, mas um graffiti é imposto!

Mas na maioria dos casos temos a tarefa facilitada, pois em "99%" dos casos não há ninguém que considere arte a matéria produzida, nem os próprios. Trata-se sim de marcações territoriais, marcações territoriais que são manifestações marginais de controlo de um determinado local ou de transmissão de capacifdade de aceder a determinado local, quer pela sua dificuldade , quer pela sua interdição.



São marcações ao nível da que outros animais fazem com urina , com fezes ou com outras secressões hormonais.

Mas o mais grave nisto é que a sociedade organizada, nomeadamente e sobretudo as autarquias deixam-se subjugar a este controlo territorial marginal , não defendendo os restantes cidadãos que têm de cohabitar com este tipo de "expressão territorial" a qual os intimida e inibe.

sábado, novembro 24, 2007

GRAFFITI E DEGRADAÇÃO URBANA (2)



A esmagadora maioria dos graffiters são um grupo de marginais que danifica de forma gratuíta o espaço urbano e não só.


Não se trata de uma expressão artistica de quem tem menores recursos como muitos pretentem ideológicamente fazer crer, um spray custa entre 5 e 10 euros, não é portanto por uma questão económica que o fazem, poderiam talvez utilizar esse dinheiro para frequentar museus ou exposições de pintura de forma mais enriquecedora e social e pessoalmente mais construtiva .

Depois como o video acima demonstra, e muitos outros, trata-se de uma forma de protagonismo que depois se põe on-line, como se de um troféu ou de uma conquista se tratasse.

sexta-feira, novembro 23, 2007

GRAFFITI E DEGRADAÇÃO URBANA (1)



Estamos práticamente a meio do presente mandato autárquico , nestes dois anos acentuou-se na margem sul a degradação quer do espaço ambiental, quer do construído de uma forma que começa a ser perigosa para o dia a dia das populações com um crescente aumento da insegurança e da criminalidade.

Nos espaços naturais o que vemos acontecer é assustador, antevê-se mais 72 hectares de pedreiras a céu aberto para o concelho do Seixal sem que se requalifiquem as saibreiras abandonadas e em exploração como aqui analisámos há dias, ao mesmo tempo, zonas ambientalmente privilegiadas como é a Flor da Mata viram arder mais uma vez grande parte da sua área, ser arrazada outra parte (duas faces da pressão urbana, para não dizer outra coisa) e ainda, mantém-se, quase um ano depois, o depósito em céu aberto das sobras das obras de alargamento da A2, sem que aquela zona de reserva agricola tenha sido reposta.

Quanto aos espaços urbanos eles estão cada vez mais degradados, há centenas de construção nova que não se vende, zonas antigas muito degradadas e desertas e por todo o lado encontramos quer nos espaços naturais quer nos urbanos uma forma de vandalismo urbano que alguns, incluindo autarcas, insistem em chamar de "uma arte de intervenção social" , a definição é do Boletim Municipal do Seixal nº445 .

As autarquias da margem-sul estão a proteger uma vertente urbano-depressiva em detrimento de espaços harmónicos, e de qualidade, continua a mesma publicação:

"Os graffiti tanto incluem mensagens de natureza reivindicativa como uma simples dedicatória. É um mundo que todos vêem, mas que nem todos são capazes de perceber.Há nos graffiters uma necessidade de marcar as paredes com a sua identidade, mesmo que dissimulada pelas linguagens que partilham entre si"

Devo reconhecer perante a publicação oficial do concelho do Seixal, paga pelos contribuintes que, sou daqueles que " não são capazes de perceber" que tenha de haver tolerância, e mais do que isso admiração e reconhecimento para quem de uma forma gratuita transforma o espaço que é de todos e que deve transmitir harmonia, numa banalidade agressiva , que incomoda e que transmite insegurança, que danifica propriedade privada e publica e que faz perigar a vida de outros, nomeadamante quando vandaliza sinais de trânsito ou informativos.

Se os autarcas , como os do Seixal são dos iluminados "capazes de perceber" o que a maioria da população não consegue e logo, não tem uma politica de limpeza do espaço urbano transformado em "arte urbana", ao menos não deveria utilizar meios publicos para promover essa minoria que transfora à sua maneira o espaço urbano , e muito menos fornecer tintas e festivais da dita "arte" , pelo menos enquanto da mesma forma não fomenta a recuperação do património histórico e construído da grande maioria dos que "não são capazes de perceber"!