quarta-feira, abril 11, 2007

PORTUGAL, UM RETRATO SOCIAL






Com o terceiro episódio da série em título,
Portugal, um retrato social exibida ontem, como todas as terças-feiras depois do Telejornal (RTP 1) , a RTP presta finalmente um verdadeiro serviço publico e a dupla António Barreto Joana Pontes confirma a excelência do documentário da sua autoria (com musica de Rodrigo Leão).

Este episódio focou a mudança de vida dos portugueses, a sua passagem da ruralidade para a vida urbana e a forma como desregradamente as cidades desde aí se desenvolveram, casuisticamente, ao sabor de interesses ligados à construção civil, que se mantêm e não da qualidade de vida das populações que esgotam o seu tempo em intermináveis percursos casa emprego resultado de um ausente planeamento e de uma politica errada de cidade.


Focados os problemas do crescimento das periferias enquanto Lisboa definha e se degrada, num absurdo impensável de desperdício de recursos ...

Curiosa a entrevista do Presidente da Câmara de Almada (anos 80, FEPU? APU? CDU ainda não era, embora sempre PCP...) , as desculpas de então que quase trinta anos depois se mantêm quase que inalteradas e a construção clandestina na Fonte da Telha onde é denunciada a permissividade (cumplicidade) da autarquia (ou de funcionários da autarquia) que cobravam as multas para tudo continuar como estava...


Aliás fez escola nesta época esse "tipo de construção" que por cá imperava e intitulado de "fazer à multa"...penso não serem precisos mais comentários!!!

Os documentários esses, podem ser vistos
aqui, se não viu, vale mesmo a pena!

terça-feira, abril 10, 2007

UM MOVIMENTO CIVICO CONTRA O MST


A blogosfera é um fenómeno que tem agitado a vida politica na Margem Sul. Esta banda, abandonada à sua sorte ... e ao controlo da CDU e sua exímia máquina de propaganda, tem recorrido à blogsfera para civica e democráticamente questionar o nunca antes questionável poder da CDU, assim tem sido em Pinhal dos Frades, na Várzea da Moita , e agora na Ramalha - Almada , com o blogue Triângulo da Ramalha a trazer para a ordem do dia questões que merecem pelo menos um esclarecimento (tantos Forums e afinal...).


Damos assim voz ao grupo de cidadãos empenhados nesta luta que subscrevem da seguinte forma:

"Estaremos de volta na próxima semana, com novos elementos que continuarão a colocar a nú, uma parte deste “negócio” designado MST, que apesar de traumatizante para Almada, com todos os escolhos, engulhos e golpes de teatro encenados e representados pela CMA, tem redundado em prejuízo dos almadenses e dos contribuintes deste país.

Na Ramalha, como os residentes e muitos almadenses sabem, bem como os visitantes deste blog, o assunto ultrapassa as fronteiras da decência de procedimentos e do respeito que é devido aos cidadãos, enquanto pessoas e seres humanos.

Iniciaram os moradores da zona uma justa batalha em defesa dos seus direitos em Junho de 2003. Apesar dos insultos vindos de apoiantes da CMA, com o silêncio desta, não desistiram, não abdicaram de lutar por todos os meios legais ao seu alcance, para fazer prevalecer o bom senso e o respeito por aquilo a que têm direito.

Nem toda agente pensa assim, por isso uns quantos, achando-se senhores de Almada e do mundo, querem subjugar os moradores e os almadenses à sua prepotência e desmandos, desrespeitando as decisões legais, para actuarem dentro da “sua legalidade”, porque acham que eles são a legalidade corporizada fisicamente nas suas pessoas.

Os moradores da R. Lopes de Mendonça, Pragal- Almada, não são teimosos, são persistentes, porque o Estado e o Governo, já lhes deram razão e agora CMA e Governo numa “joint venture” inconcebível, querem dar o dito por não dito, a ponto de terem omitido informações importantes, não só à Assembleia da República, como ao Tribunal de Contas e aos Portugueses.
A CMA também mentiu ao Tribunal de Contas.
Sujeira da pior!

Renovamos os nossos agradecimento aos cidadãos que se têm mantido fiéis à nossa causa e têm participado com comentários, bem como a quantos os que têm opinião diferente da nossa e vêm contribuindo para o debate de ideias e de pontos de vista sobre o assunto e, aos que embora não opinem, nos distinguem com as suas visitas, a todos mesmo, onde quer que estejam, em Almada, pelo País ou no Estrangeiro.

Este é um blog que todos os dias tem novos visitantes, o que nos dá ânimo e incentivo, para continuarmos com este exercício de cidadania na luta por aquilo a que temos direito."

segunda-feira, abril 09, 2007

SUL , ATRASOS A METRO










Continua a saga do Metro Sul do Tejo, apesar do anununcio de inicio de funcionamento experimental a partir do dia 18 num percurso reduzido face à área que devia estar há dois anos a ser servida.É uma longa história em que até parece , que quanto pior , melhor, mas o mais curioso é que sendo um projecto oneroso para o Estado , para a União europeia em termos financeiros, é-o também para o cidadão comum que devia ter este meio de transporte a funcionar há mais de dois anos! Mas é um assunto que interessa muito pouco à imprensa...tirando noticias escassas como a que a seguir se transcreve.


Aparentemente tudo se compões para que de atraso em atraso, a coisa seja inaugurada nas vésperas das próximas eleições (autárquicas, não as da Madeira) , quando estava prometido para as últimas. Depois dos entraves criados pela Câmara de Almada, e esgotada a compreensão dos cidadãos sobre esse golpe de teatro almadense, pare ter calhado a vez de "empata" à Câmara do Seixal, senão vejamos desta notícia do DN.

"A Câmara do Seixal identificou 264 anomalias na obra do Metro Sul do Tejo (MST) no seu concelho - cerca de três quilómetros dos sete que tem, para já, a linha 1 - e recusa-se a receber as infra-estruturas sem que estes problemas sejam resolvidos. Já o encarregado de missão do MST, Marco Aurélio, diz que cabia à autarquia "fiscalizar a obra e que a mesma não devia ter deixado passar quatro anos para agora dizer que tudo está mal feito".

"Algumas coisas cabem à concessionária reparar, como abatimentos do pavimento ou trabalhos mal executados, mas não o que tem a ver com a falta de manutenção ou com o uso indevido das infra-estruturas, nomeadamente carros estacionados em cima da linha do metro", afirma Marco Aurélio. O responsável recorda ainda o Protocolo para a Cooperação Técnica e Financeira, assinado entre o Estado e os municípios de Almada e Seixal a 30 de Julho de 2002. O mesmo prevê que "os municípios devem fiscalizar a execução das obras de arranjos dos espaços exteriores, ordenando a intervenção directa dos serviços municipais quando necessário e dando conhecimento à equipa de missão de todas as situações constatadas".

Joaquim Santos, vereador das Acessibilidades da Câmara do Seixal, refuta as acusações e garante que a autarquia "sempre fiscalizou a obra e informou várias vezes das anomalias". O responsável garante que ainda esta semana será enviado ao Ministério das Obras Públicas um relatório em que constam os 264 problemas identificados. O objectivo é "pressionar o Estado para que obrigue a concessionária a resolver as anomalias". O metro começa a funcionar a 30 de Abril, entre Corroios e Cova da Piedade, e Joaquim Santos espera que até lá os erros sejam resolvidos."

Diário de Notícias

quinta-feira, abril 05, 2007

O SOL QUANDO NASCE!







foto Publico


Foi a noticia ambiental da semana, só manchada pelas declarações ridículas do ministro do costume , mas não interessa , o que fica para a história é que foi inaugurada a primeira central foto-voltaica de grande dimensão em Portugal, e outra seguir-se-á muito em breve.Destaca-se alguns "pequenos pormenores" deste tipo de empreendimentos, constroem-se rápidamente, permitem o aproveitamento do solo por baixo dos painéis para pastagem ou como sorvedouros de carbono são projectos de alto valor acrescentado e alta tecnologia...


A importância vai pois, além da central em si, abre exemplos e oportunidades no aproveitamento de energia solar, na zona mais privilegiada da Europa como abaixo descreve Ricardo Garcia no Publico. Outro factor que será talvez o mais importante é a produção em massa destes painéis o que tornará mais económico o seu custo e facilitará a sua democratização, permitindo a situação que considero a ideal, que todos possamos ser pequenos produtores de energia e induzir essa produção na rede comum ,numa segunda fase. Para já deixo a noticia do Publico e a prova do exercício de que Portugal tem condições favoráveis ao aproveitamento da energia solar como há muito defendemos.


"A Comissão Europeia desenhou sobre um mapa da Europa o potencial para a produção de electricidade a partir do sol. E, na imensidão do continente, uma pequena mancha, quase periférica, está assinalada com a cor mais carregada - a que indica onde seria mais barata a electricidade solar.

A benesse cabe a Portugal, mais precisamente ao polígono formado pelo Algarve e pela zona leste do Alentejo, onde o sol reina à vontade, para o bem e para o mal. E é aí que se inaugura hoje a maior central solar do mundo, pelo menos por ora.

São 52 mil painéis fotovoltaicos, com uma potência total de 11 megawatts (MW), que transformarão a radiação solar em electricidade suficiente para suprir o consumo de oito mil pessoas.


Construída em Serpa pelas empresas General Electric, PowerLight e Catavento, a central em breve terá companhia. Não muito longe dali, Moura irá receber uma unidade ainda maior, com 62 MW de potência. Outros projectos estão a materializar-se na região .
Portugal ainda está longe, porém, de aproveitar o seu potencial.

O ingrediente básico é abundante no país. Em média, o Sol brilha 1600 horas por ano no Norte e até 3300 horas por dia no Sul, segundo dados do Instituto de Meteorologia.
Tavira, um dos pontos mais ensolarados de Portugal, chega a ter 12 horas de Sol diárias em Agosto. Mesmo em Janeiro, em pleno Inverno, contam-se, em média, 5,5 horas sem nuvens por dia.

quarta-feira, abril 04, 2007

OTÁ - RIOS VISTOS DA MARGEM SUL











Imagem da zona de implantação do aeroporto na OTA imagem www.alambi.net ... (sem comentários)

Hoje fala-se muito no interesse nacional, e cabe tudo nesse interesse nacional, desde os malfadados PIN feitos para contornar legislação ambiental e de conservação da natureza, até ao Novo Aeroporto de Lisboa e ao TGV.

Do ponto de vista puramente ECONÓMICO da sua localização , a haver necessidade de um novo aeroporto, a sua localização deveria ser na Margem Sul ! Obviamente que traria gravosas consequências ambientais que teriam ( e poderiam) ser compensadas.

Analisando outros custos ambientais e sociais, nomeadamente as deslocações de funcionários , passageiros, carga e correio, a Margem Sul seria também a opção menos gravosa, na medida em que seria muito mais curta a deslocação para Lisboa, com os inerentes custos ambientais nomeadamente em termos de emissões CO2. Do ponto de vista turistico seria também a melhor solução para Lisboa e Península de Setúbal.


Depois há a hipótese que subscrevo, a manutenção do aeroporto na Portela (porque razão deixaram a cidade quase que absorver o aeroporto?) , com um alivio da procura, transferindo as companhias low-cost , tal como se faz na Europa para outro aeroporto secundário utilizando infraestruturas já existentes ( Montijo ou Alverca ou Monte Real ou Sintra ou Beja)!!!

E claro que depois há sempre a hipotese Ota, só que gostava, como contribuinte de saber a verdadeira razão desta opção. Se é uma opção tecnica não deve ser assim tão difícil de explicar, embora não compreenda a razão de, só tecnicos pagos pelo governo serem a favor desta opção, nenhum técnico independente ou não envolvido directamente nos estudos a subscreve.

A indústria do transporte aéreo está numa fase de viragem , basta que se alargue o comércio de emissões de CO2 dentro do Protocolo de Quioto ao sector, uma situação que está em estudo (e para aplicação muito em breve) , para que haja impactos directos nas tarifas e logo, no tráfego ( e no tal fantasma da saturação da Portela) , para já não falar na situação (repetível) ocorrida há cerca de um ano com os elevados preços dos combustíveis... daí não perceber a pressa do Governo com esta decisão que não é , como deveria ser, de quase unanimidade nacional.

terça-feira, abril 03, 2007

OTÁ - RIOS VISTOS DO MONTIJO














O debate sobre o novo aeroporto de Lisboa tem sido clarificador sobre o que é o debate politico nacional, traduzindo muitas das razões pelas quais os cidadãos se vão cada vez mais afastando da politica e da participação cívica. É claro que o Governo em funções gostaria que o facto estivesse consumado , decidido e admitido, só que assim não é.


A localização prevista na OTA não está verdadeiramente explicada , a começar pela simpatia pelo local cada vez que o PS está no governo... isso permitiu que ao longo dos anos tivessem nascido várias teorias da conspiração sobre o caso... desde a propriedade dos terrenos... até aos interesses de Stanley Ho na saída do aeroporto da Portela...isto sem que tivesse , da parte do PS no governo , havido o cuidado de desmontar a razão ou não destas desconfianças, como em politica, não basta ser-se sério... permite todo o tipo de insinuações, fundamentadas ou não.

Ainda ontem um ex-ministro das finanças de Sócrates sublinhava as suas reticências em relação á OTA, o mesmo veio João Cravinho anunciar há poucos dias tal como Vitor Ramalho, o presidente da Federação de Setúbal do PS que defendeu "um debate aprofundado" sobre a matéria em nome do "interesse nacional"... esta seria a atitude esperada por parte do Governo, até porque a Portela não fechou , vão lá ser efectuadas obras de vulto, e há que ponderar, dentro de um enquadramento Ibérico a nova estrutura aeroportuária.

Quanto ao Governo, não se compreende a irascibilidade e a teimosia de achar que o assunto está encerrado e definido, arriscando com essa atitude fazer um rombo na sua credibilidade como a oposição não foi capaz de fazer ao longo dos últimos dois anos, há dados novos em relação à "decisão OTA" , os novos dados são, as consequências da ampliação do Aeroporto Francisco Sá Carneiro ( e sua influência no noroeste peninsular, sendo a principal porta aeroportuária da Galiza) e depois temos o nascimento de dois gigantescos aeroportos na península, Madrid e Barcelona, a par disso há a considerar que o transporte aéreo mudou muito nos últimos dois anos em Portugal , com a entrada das companhias Low-cost que tem mudado a forma da aviação.

Há também questões ambientais importantes que terão grande impacto no futuro próximo, mas sobre elas voltaremos aqui amanhã.

O que gostaria de analisar aqui ainda hoje é a posição ridicula da presidente da Câmara do Motijo que segundo noticia de CLáudia Veloso no Publico e Setubal online , "não quer aeroporto na margem sul" , como são ridiculos estes autarcas de segunda divisão quando se põem em bicos dos pés tentando ter protagonismo dentro da sua incoerência, pois a senhora autarca defende "As reservas naturais dos estuários do Tejo e Sado", esse é uma defesa e uma posição iportante que subscrevo, mas onde moralmente a senhora autarca não tem qualquer base de credibilidade, veja-se a forma como o concelho do Montijo está a evoluir e a crescer , numa forma perfeitamente anárquica e "suburbana", até "para cima da " Reserva Natural do Tejo...sendo, em termos de betão, depois de Almada ,Seixal e Sesimbra , o concelho com mais construção neste momento, é a tal história do "faz o que eu digo...mas não olhes para o que eu faço".

Depois o presidente da concelhia do PS do Montijo tenta também apagar com gasolina a polémica pela escolha dos terrenos , alegando uma acusação grave - "
O presidente da concelhia socialista acusa ainda o PSD de, ao pôr em causa a opção pela Ota, estar a «alimentar as esperanças dos especuladores de terrenos que durante anos adquiriram propriedades na região com a intenção de os valorizarem quando aqui chegasse o aeroporto». - ora este senhor não tem sequer a mínima noção que a acusação pode ser tomada sobre o seu partido e a ...outra localização ?

- Então senhor José Bastos, parecem ser de considerar (da mesma forma) as acusações sobre a OTA e o PS ? Afinal há algo para além das supostas "teorias conspirativas" ?

segunda-feira, abril 02, 2007

AS DUAS FACES DA MENTIRA



Não há direito, um gajo arranja uns dias para ír para fora... num sítio para aí , sem acesso à RTP e aos seus concursos , novelas e jogos de futebol ... mas não é que nessa curta ausência, na provincia, à luz da candeia acontece , a coberto de concurso televisivo, uma das maiores broncas, dos maiores programas (certamente) de humor (negro) de que há m
emória em Portugal? Imperdoável !

Ontem ainda tive esperanças da repetição, mas nada disso, a repetição foi mesmo para aquele senhor das barbas e das perguntas ... de "Grandes Portugueses" é que nem sombras, e assim se chamava o tal concurso, hoje finalmente lá tive acesso ao You Tube e à melhor prestação cómica dessa noite imemorável em que é considerado o "Maior Português"... a personagem mais retrógrada e tacanha de toda a história recente de Portugal ... e ao qual devemos ...continuarmos retrógrados e tacanhos!

O absurdo não estaria completo , não fosse o segundo "Maior Português", ter sido considerado Alvaro Cunhal... bom a "democracia" tem destas coisas e nem me admira que a máquina do PCP, depois de ter "alertado a RTP " sobre determinadas "intenções do programa" tenha mobilizado a sua gente para manipular (como outros terão também feito) as chamadas telefónicas que determinaram "democráticamente" o resultado de tal "programa de entretenimento" mas não conseguiu melhor que o segundo lugar... assim se vê...

Não sei das razões que levaram alguns portugueses a fazer mais "telefonemas" por Salazar (O cartaz oportunamente surgido do PSN não será inocente...) , agora parece ser claro que neste tipo de "eleição" vence uma maioria (silenciosa ?) que defende regimes ditatoriais , sanguinários, anti-democráticos opressores, e obscurantistas - O Fascismo e o "Comunismo" - parece até que não nos damos bem com a democracia ou com outras vertentes da história (artes e letras p.e.) ou da vida (a ecologia, o ambiente a defesa do património)...

Dentro da palhaçada que parece ter sido aquele programa parece-me que as declarações pouco sérias da senhora Odete Santos não foram como é hábito, de nível, e com isso perdeu-se uma excelente oportunidade para dar uma lição de história sobre o Fascismo (sobre democracia é claro que já seria exigir demais) é que em oposição optou por contrapôr , redutoramente , facetas do seu "Comunismo" .

A imagem acima fica num local onde a senhora (ex?) Deputada passa muitas vezes é , gerida há trinta anos pelo seu partido, a Câmara do Seixal.

Quando a senhora deputada refere :

"O capitalismo aproveita todos os regimes menos um, o Comunismo" significa o quê realmente face à fotografia, o que vejo (são situações desiguais) é a instalação fomentada e consentida por uma autarquia comunista de estruturas puramente capitalistas em oposição a problemas sociais graves anexos... que não são resolvidos... (dois sistemas como no "Comunismo" Chinês?).

E não são resolvidos porquê senhora Odete Santos e senhor Presidente da Câmara Comunista do Seixal ? Para fazer a propaganda da miséria em oposição às declarações da senhora que utiliza como imagem "fascizante" (de acordo) de "numa casa portuguesa fica bem..." e então naquela casa da imagem, o que fica bem?

Ou, porque fica ali bem ? Porque não foi destruida e dada habitação condigna aqueles cidadãos ? Porque razão as habitações menos visiveis daquele Bairro Rio Judeu, foram destruídas e aquela , mais à vista se manteve, até com as ultimas obras de alargamento da A2?

Eu tenho a resposta, descansem:



-PROPAGANDA!

- Se assim não fosse porque razão a Câmara Comunista do Seixal , das Câmaras de todo o país, a que mais fogos tem em comercialização e que agora se rendeu ás maravilhas dos condominios fechados mantém aquela situação vergonhosa para quem lá habita, para a Câmara que o permite e para o país ? Ou a versão que a Senhora Odete Santos advoga para a tal canção será "fora de um condominio fechado e junto a uma autoestrada fica bem..."


Por tudo isto e por situações como as das imagens, do país real e não no da demagogia, que Salazar ter "ganho" é para o lado que durmo melhor esta é só mais uma forma de nos alienarmos dos verdadeiros problemas que enfrentamos , a começar pelos cartazes democráticos que por esta banda vamos vandalizando (como os fascistas faziam) e pelos que esta Democracia permite contra si no centro da capital , somos tão tolerantes como queremos aparentar?

Como se pode queixar Odete Santos de há cinquenta anos na provincia se viver sem electricidade ("à luz das candeias") e trinta e dois anos depois do 25 de Abril uma Câmara Comunista continuar a fomentar e a permitir estas imagens (sem electricidade nem esgoto) às portas de Lisboa, junto a uma autoestrada, quando aprovou nos últimos meses vários condomínios fechados e habitação de luxo junto à Baía , bem como vários hipermercados ?

domingo, abril 01, 2007

CIDADÃOS ORGANIZAM CONFERÊNCIA NA MOITA



















Na Moita está em organização uma conferência sobre politica de solos .Mais e mais actualizadas informações poderão se obtidas aqui neste blogue - Moita 19 de Maio (clique) .Esclarecimentos podem também ser dados através deste mail asangelo@gmail.com ou contactando Moradores e Proprietários da Várzea da Moita varzeamoita@gmail.com .

PARTICIPE!

sábado, março 31, 2007

FRAUDE E CORRUPÇÃO EM PORTUGAL




















A história recente da sociedade e da justiça portuguesa não pode ser analisada sem este livro publicado em 2005. As questões que diáriamente nos assaltam associadas ao caso "Apito Dourado" , mas não só, ainda esta semana Vale e Azevedo voltou a ser condenado em mais um processo há a denuncia de um caso ( e que caso...) envolvendo o nome de Luís Filipe Vieira e o departamento de urbanismo da câmara de Lisboa.

No prefácio do livro, escrevia em 2005 , Maria José Morgado:

" Compreendemos que não é possivel viver em democracia sem um combate e denuncia intransigentes da grande corrupção e do crime económico financeiro, que constituem hoje das maiores ameaças para um Estado de Direito. Os resultados do combate à corrupção representam o julgamento da qualidade da própria democracia.

Por essa razão, ao longo deste livro não procuramos familiarizar o leitor com a fraude e corrupção ociosamente, mas denunciá-la como forma de a combater. Ou combatê-la através da denúncia. A recente visibilidade de investigações criminais sobre estes crimes deixou a opinião publica consciente dos danos provocados por tais condutas. E mais. deixou no ar expectativas, uma vez que um pequeno grupo de investigadores demonstrou ser possivel combater o fenómeno e fazer justiça em relação a alguns poderosos."

Esta "pedagogia da denúncia" é a pedagogia do inconformismo , contrária ao entorpecimento conformista a que os nossos politicos nos têm habituado e que tem levado ao afastamento dos cidadãos da cidadania activa, dando um amplo espaço quer à abstenção, quer a movimentos extremistas e ideais que se pensava ultrapassados.

É bem possível que esta pedagogia de denúncia inconformista tenha marcado um virar de página no marasmo pantanoso e corrupto nacional (ainda no post de ontem aqui publicado se viu isso, por um lado (o texto denuncia) , e por outro a vontade de manter a todo o custo o status (visivel nos comentários deixados por quem se sente ameaçado por estas mudanças) e nas mentalidades onde os blogues vieram também dar voz e uma possibilidade de uma de cidadania em rede. Mas continuemos com o livro:

(...) "O cenário instalado em Portugal não podia ser mais preocupante.Tendo à sua disposição muitos dos meios para se reproduzir tranquilamente, a criminalidade económico-financeira penetra em sectores vitais do Estado, essenciais para qualquer cidadão.

Ao promover fenómenos de cacíquismo e compadrio na Administração Pública, impede o principio da igualdade. Ao actuar no mercado com métodos ilegais e ocultos, alimenta a concorrência desleal. Ao apresentar ao fisco rendimentos ficticios, ou subtraindo-os à partida, impede qualquer esforço de justiça fiscal, e a justa repartição de riqueza.

Os efeitos em cadeia são imediatos e prolongados, sendo um dos mais graves, porventura, a redução de receitas para o Estado que, assim, investe muito menos em sectores fundamentais para todos, como a saúde, a educação, e a assistência social.

Ou a criação de uma economia paralela, a desregulação e perturbação do mercado, através do branqueamento dos lucros ilícitos e do financiamento oculto de instituições, partidos politicos ou empresas. No fundo, origina um Estado e uma economia influenciados, e até dominados, por grupos subterrâneos."(...)

(...) O Poder financeiro e a fachada empresarial provocam, assiduamente, um entrelaçamento entre os dirigentes destas redes e elementos da esfera política e partidária, muito especialmente ao nivel do financiamento dos partidos e respectivas campanhas eleitorais, que, cada vez mais, precisam de largas quantidades de dinheiro para as gigantescas campanhas de propaganda e marketing essenciais à sua sobrevivência. A criação de um sistema de tráfico de influências é a consequência imediata (...).

A Obra de Maria José Morgado e José Vegar faz também a sua incurssão na realidade local:

(...) " Nos ultimos anos a prática corrupta mais grave acaba por emergir das práticas de violação dos planos urbanisticos, como os planos de desenvolvimento municipal (PDM) e de pormenor, já que são estes que envolvem os recursos financeiros mais elevados.

A troco de benefícios pessoais, especialmente dinheiro, ou complementado por acções úteis do ponto de vista político, como a construção de bairros sociais, o autarca concede a uma construtora licença para construir imóveis, industriais ou para habitação, e urbanizações que não estavam de modo algum, previstos nos referidos planos urbanisticos.

Os PDM's , que são a forma encontrada pelo Estado para um ordenamento controlado do território, transformam-se numa presa fácil de determinados interesses, pela possibilidade de negociação que permitem (...)."

Este livro contém também excertos escritos de forma ficcional, mas que resultam de montagens de condutas de individuos e associações criminosas actuantes em Portugal e que constam na realidade de investigações levadas a cabo pela policia. Um exemplo:

(...) -O Albatroz pensa mais em cobrar do que em contratar favores.Acha que é tempo de o autarca lhe dar «umas indicações» sobre a melhor maneira de conseguir adjudicar o terreno para a construção de um centro comercial, em disputa, num concurso que a edilidade abrirá brevemente.

Tem uma relação «cinco estrelas» como gosta de dizer com o autarca de alguns anos (...) Entre dois goles, o autarca falou-lhe do «enorme problema» que era «arranjar dinheiro para a politica». O Albatroz percebeu logo e não deixou de dizer que gostaria de ajudar.

Dias depois o autarca falou-lhe de uns terrenos de Reserva Ecológica com uma excelente localização para um condomínio de luxo. O Albatroz lanço um isco, perguntou-lhe o que era preciso para ser ele a ganhar a empreitada. Passados uns tempos, o autarca apareceu com um colega seu de outro partido, O Albatroz pagou a «contrapartida», uns milhares de contos, e recebeu a autorização para construir (...).

A história continua, bem como os exemplos pelo que aconselho a leitura na integra daquela obra que se lê de um fôlego... e faça uma leitura neste fim de semana primaveril mas chuvoso!!!

sexta-feira, março 30, 2007

"URBANISMO:CANCRO DA DEMOCRACIA"










As criticas às autarquias e aos dirigentes partidários locais, à sua incompetência ou inoperância (politica) é sempre mal aceite por estes (basta ver os comentários aos nossos posts) e entendido , para efeitos de manobra de diversão, como critica pessoal e logo ripostada com os inevitáveis ataques pessoais.

Se fôr o caso de ser entendido como "dos teus falarás mas não ouvirás" , esquecendo-se os autarcar da sua posição de servidores publicos, aqui vai um artigo de opinião de um ex.autarca e professor universitário. Trata-se de um artigo de Paulo Morais publicado na revista Visão de 22 de Março, numa semana em que vieram a público mais alguns casos (nete caso envolvendo o presidente do Benfica e o pelouro de urbanismo da Câmara de Lisboa) sobre o artigo , passo a citar alguns excertos:

"Os pelouros de urbanismo das câmaras municipais estão hoje maioritáriamente reféns de interesses particulares. De alguns particulares.Principalmente daqueles que financiam a vida partidária e que exigem, como contrapartida, favores da administração.É aqui que está o mais pérfido ovo da serpente da corrupção.


Os pelouros de urbanismo deveriam em primeiro lugar, responsabilizar-se pelo planeamento do território em função do interesse colectivo; competir-lhes-ia, ainda, o licenciamento de obras no respeito da lei e dos regulamentos nacionais ou locais; e por último, cabe ás autarquias fiscalizar o cumprimento das regras de planeamento e o respeito pelo licenciamento.

Infelizmente, o planeamento submete-se, a maioria das vezes, a interesses privados. Os planos mais não são hoje do que bolsas de terrenos, ainda por cima bolsas pouco sérias, já que o valor não é intrínseco a cada terreno, mas depende de quem é o proprietário. Atente-se, por outro lado, nos processos de revisão dos PDM's por esse país fora; averigúe-se de quem são os terrenos que sofrem alterações de classificação de solos rurais para urbanos, sem o devido fundamento legal.

Pasme-se até porque os critérios que poderiam, excepcionalmente, permitir tal operação deveriam ter sido regulamentados há sete anos (sete!).

Curiosamente, o sistema foi-se esquecendo de o fazer, permitindo pois todas as arbitrariedades em alterações de classificação de solos; e possibilitando que alguns autarcas mascarem de interesse público os que são afinal os interesses privados dos seus patrocionadores (...)


Em qualquer dos casos, e uma vez que existe planeamento, é fundamental um licenciamento que se lhe submeta. O que frequentemente também não acontece.Ou seja, quando por uma qualquer razão o licenciamento de determinado empreendimento favorece determinado grupo económico, permite-se que o licenciamento contrarie o planeamento (...)


Nos entersticios deste emaranhado legislativo, quem tem poder tudo consegue. Há aliás três castas de cidadãos face à legislação e regulamentação do urbanismo: os que nada conseguem fazer -nem mesmo aquilo que está na lei ; os que estão minimamente informados e conseguem aceder à lei- mesmo que, por vezes, com muito esforço; e , finalmente, os poderosos tudo conseguem, pela via do tráfico de influências.

Por último o terceiro pecado mortal, a fiscalização.Esta é uma fraude em si e gera mecanismos de pequena corrupção (...)

(...)grandes gabinetes de advogados ajudam a formatar todo este edifício e a branquear toda a manipulação urbanística. Por outro lado, há ainda uma causa bem mais grave e profunda: o financiamento da vida partidária
.

Muitas vezes aqueles que são os gestores públicos estão ao serviço de lógicas partidárias que, por sua vez se submetem a estratégias de negócios (...) acabam por favorecer quem sempre os financiou. É até uma questão de gratidão.


Os escândalos que recorrentemente surgem ao nível do ordenamento, do planeamento, do urbanismo, são afinal o corolário lógico deste sistema perverso que aqui descrevo (...) mais não são que a ponta deste iceberg, que é a manipulação urbanística que abalroa qualquer esperança de desenvolvimento e leva Portugal irremediávelmente, para o fundo."

quinta-feira, março 29, 2007

PORTUGAL MAU ALUNO AMBIENTAL


















Esta noticia tem agora cinco anos, desde então as condições no terreno não mudaram, os areeiros continuaram a receber despejos clandestinos e menos clandestinos, nada se fez nos terrenos da antiga SPEL... o que faz legítima a pergunta: E hoje senhores autarcas?

Na passada semana em que se comemorou o Dia Mundial da Água, o A-Sul foi invadido com propaganda à Câmara do Seixal que trinta anos depois do 25 de Abril e de a população ter passado de 30 para 160 mil habitantes, anunciava com pompa e circunstância um projecto (tardio) de tratamento dos egotos cuja maioria são despejados sem tratamento no Tejo... vê-se os anos-luz a que estamos das normas Europeias, e o Seixal faz até, anedóticamente, parte das "Cidades Saudáveis da Europa".

Mas como dizia, nessa mesma semana, nesse dia da Água 22 de Março, a Comissão Europeia dava um puxão de orelhas a Portugal, com o seguinte teor:

Comissão adopta procedimentos por infracção nos domínios ambiental e da saúde

A Comissão Europeia vai intentar uma acção contra Portugal no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias por desrespeito da legislação comunitária relativa ao tratamento das águas residuais urbanas. A Comissão iniciou igualmente procedimentos por infracção contra Portugal por incumprimento de três acórdãos do Tribunal de Justiça, relativos, respectivamente, à qualidade da água destinada ao consumo humano, à construção de um lanço da auto-estrada A2 cujo traçado atravessa uma importante zona de protecção da natureza e às alterações injustificadamente efectuadas a outra zona de protecção da natureza.

Nas palavras de Stavros Dimas, Membro da Comissão responsável pelo Ambiente, «é importante que Portugal se conforme a estes acórdãos do Tribunal, pois têm incidências directas na saúde pública e na conservação de zonas naturais importantes. Se quisermos garantir o nível de protecção ambiental que se pretende com a legislação comunitária, só resta à Comissão a via dos procedimentos por infracção.»

Tratamento das águas residuais urbanas

A Comissão vai intentar uma acção contra Portugal no Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias por aplicação inadequada de uma directiva comunitária relativa ao tratamento das águas residuais urbanas[1], no que concerne à recolha e tratamento secundário (biológico) obrigatórios, antes da descarga no mar ou em água doce, das águas residuais das aglomerações com mais de 15 000 equivalentes de população. As medidas em causa deveriam ter sido tomadas até ao final de 2000.

Todavia, em 29 zonas urbanas abrangidas pela directiva, ainda não estão operacionais os sistemas colectores e/ou de tratamento necessários. Em Lisboa, por exemplo, a ETAR de Alcântara não está a funcionar. Em Matosinhos, na região do Porto, só está operacional o tratamento primário (básico). Na Costa de Aveiro, 60 % da carga poluente aí gerada não é recolhida e 65 % não é tratada. Na Póvoa de Varzim e em Vila do Conde, 60 % da carga poluente não é recolhida e desconhece-se qual é o nível de tratamento.

Qualidade da água destinada ao consumo humano
Na sequência de um acórdão do Tribunal de Justiça de 29 de Setembro de 2005[2], que condenou Portugal por incumprimento de uma série de parâmetros da água destinada ao consumo humano (ferro, manganês, coliformes totais, coliformes fecais, estreptococos fecais e clostrídios), as autoridades portuguesas tomaram algumas medidas com vista ao melhoramento das ETAR, das redes de abastecimento e de outras infra-estruturas. Os parâmetros em causa são estabelecidos numa directiva comunitária relativa à qualidade das águas destinadas ao consumo humano[3].

Este é um comportamento que revela o que somos, e onde investimos os milhões ... em Estádios de Futebol !!!

Quanto à água potável não sei a quentas andamos, mas as noticias eram, não há muito, as da imagem. A crer na enorme área de areeiros abandonados e contaminados e na vasta área contaminada da Siderurgia, sobre os quais nada se tem feito, levam a acreditar que pouco tenha mudado...

quarta-feira, março 28, 2007

O CONDOMÍNIO SIDERURGICO DE LUXO E O NOVO HOSPITAL DO SEIXAL


















Há uma tentativa de não discussão, para o caso de se construír um hospital no Seixal, sobre a sua localização. parece haver quem tenha decidido que o local será o Sitio Rede Natura 2000 jubto à A2, é que assim é visivel da Autoestrada! (?) E isso é importante para uma Câmara assente nos principios propagandisticos da dogmática Comunista, mas será importante em termos de ordenamento e de protecção natural e também de gestão de recursos financeiros numa altura em que se racionaliza drásticamente o SNS e a rede de hospitais e Urgências?


No passado Domingo abordámos aqui um tema de extrema importância estratégica para a Margem Sul, tão importante que é impossível desenquadrá-lo de outros gigantescos projectos imobiliários, com as autarquias envolvidas a competirem umas com as outras com a dianteira no lançamento destes mega projectos, são eles, a saber, em Almada, a "Cidade da água - LISNAVE" no Barreiro o projecto para os terrenos da Quimiparque e no Seixal a Siderurgia, este último foi o tema aqui tratado, voltamos a ele por um incidente (mais um) que bloqueou o sistema de comentários e impediu alguns de deixar a sua opinião.

Será interessante a análise da vertente "
zona residencial de luxo" na "zona Norte, uma área com uma extensa frente ribeirinha, que poderá ser preenchida com habitações e comércio", nesta análise será interessante abordar a razão pela qual o PCP do Seixal e a maioria autárquica é radicalmente avesso à instalação do Hospital do Seixal numa zona tão aprazivel, optando (numa decisão do tipo do Governo para a OTA - Porque sim!!! ) ... optando, sem mais nenhuma alternativa e sem razão lógica, para a instalação do Hospital numa zona de protecção Rede Natura 2000!!!

Bom mas voltando ao post em questão, as questões então colocadas foram:


- Gostava era de perceber, como é que se faz uma zona de habitação de Luxo, ao lado de uma Siderurgia, claro que o conceito de habitação de luxo é subjectivo... e a malta compra tudo!!!

Gostaria de perceber também esta subita orientação Comunista para a habitação de Luxo e para o Condominio Fechado...no que é vista para o Rio e continuarem a pôr Bairro Social em zona isolada, sem transporte ...


- Considerando que ,apesar de se instalar uma Siderurgia e uma zona Logistica, e resultando a descontaminação da zona, a área fica aprazivel para"habitação de luxo", então a sugestão aqui feita de instalar o novo Hospital do Seixal nessa "zona Norte, uma área com uma extensa frente ribeirinha, que poderá ser preenchida com habitações e comércio" à imagem do CUF Descobertas no Parque das Nações.

- Isto se a
ligação ao Barreiro e " o corredor da Estrada Nacional 10-2 com a rede rodoviária principal, nomeadamente à EN 10 e ao IC 21 e IC 23" não tornarem mais lógico, melhorar o hospital do Barreiro, nesta lógica de ligação ao Barreiro, grande parte do Seixal e Sesimbra ficarão mais perto do hospital do Barreiro (ver imagem com as pontes projectadas entre Seixal e Barreiro e Seixal-Amora) do que do local anunciado para o Hospital do Seixal.

- Mas ainda faltará contornar o imbróglio juridico que se pode estar a abrir, é que a zona em que se pretende intervir para Habitação de Luxo e Logistica , foi expropriada para efeitos de construção unica e exclusivamente da Siderurgia Nacional ...........
a partir do alvará concedido em 1958, no tempo do condicionamento industrial, ao Grupo Champalimaud. O arranque fabril da Siderurgia Nacional (SN) deu-se em 1961, através da exploração do primeiro, e único até à data montado em Portugal, alto-forno, que integrava a fábrica localizada em Paio Pires (concelho do Seixal), perto do então complexo fabril da CUF no Barreiro... como pode aqui ler na íntegra (clique)

terça-feira, março 27, 2007

ESTES GUETOS QUE CERTOS POLITICOS CONSIDERAM "NOBRES"















Manif no Seixal contra a construção de mais um gueto na Flor da Mata


"Ciganos:

Portugal deve alterar leis e política de habitação
Portugal deverá corrigir as leis actuais e as políticas relacionadas com a habitação de modo a acabar com a segregação e discriminação dos ciganos e promover a sua integração social, recomenda um estudo comparativo europeu.

O estudo foi realizado em França, República Checa e Portugal pelo Centro Europeu para a Defesa dos Ciganos e pelo Centro de Investigação em Ciências Sociais e Humanas.

O estudo recomenda também ao governo português que reforce as medidas de integração ligadas à prestação de assistência social, de modo a reintegrar no mercado de trabalho os beneficiários do Rendimento Social de Inserção.


Das recomendações constam ainda uma advertência para que se disponibilizem apoios a actividades de auto-emprego para os ciganos, com a criação de linhas de crédito públicas para indivíduos sem rendimento fixo.


O aumento da monitorização a nível central dos programas da assistência social para reduzir a discriminação e uma maior cooperação entre os diferentes departamentos governamentais são outras duas recomendações do estudo.

A análise dos dois centros avaliou os impactos dos Planos Nacionais para a Inclusão Social em Portugal, França e República Checa, nomeadamente na acessibilidade dos ciganos aos serviços sociais.
As recomendações avançadas pelo estudo têm como objectivo melhorar os acessos dos ciganos aos serviços sociais.

As duas entidades consideraram que os Planos Nacionais dos países em análise contêm poucas ou nenhumas políticas específicas para lidar com a exclusão social de grupos marginalizados, nomeadamente os ciganos.

Outra falha daqueles Planos Nacionais, apontada no estudo, é a distância entre a política a nível nacional e local, e o facto das autoridades nacionais e regionais expressarem incapacidade para influenciar a acção das autoridades públicas a nível local.

O documento inclui uma análise em Portugal, França e República Checa, em quatro locais de cada um dos países, com maior incidência nas suas capitais. Foram entrevistados aproximadamente 150 indivíduos com idades superiores a 18 anos, representantes do governo (nacional, regional e local), dos serviços sociais, da sociedade civil, académica e membros das comunidades ciganas."

Diário Digital / Lusa

MAIS UMA DA FLOR DA MATA













O A-Sul pelos seus leitores:

Aliás , as situações menos claras, porventura obscuras, relativamente à propriedade do terreno, foram também postas em causa na Contestação popular à CMSeixal relativamentet ao PROC 2/M/200, como transcrevo :
2.7-Dos Pressupostos da Disponibilidade dos Solos

Do Projecto Final,

Fls. 248 “ A.1-....encontra-se assegurada a disponibilidade de todos os solos....através de cedência pelos respectivos proprietários, no quadro do licenciamento.”
Fls. 245 “C.11-.... a apresentar pela sociedade que é proprietária actualmente da totalidade do terreno abrangido pela àrea de intervenção do Plano de Pormenor.”
Fls. 195 “Vol II-RELATÒRIO .O terreno é propriedade da Betobeja e confina a Norte com Carlos Ribeiro,a Sul com Manuel Eduardo de Almeida Lima Quintela, a Nascente com Amitex Imobiliária,Ldª e a poente com a Estrada Nacional 10.”
Fls.193-“RELATÓRIO 2-Cadastro- A área de intervenção em estudo, engloba uma única parcela de terreno pertença de um só proprietário, ou seja, da Betobeja,Ldª. Tal parcela de terreno encontra-se registada na Conservatória do Registo Predial do Seixal sob o nºº05263/980522, freguasia de Arrentela, Seixal.”


E ainda, da proposta de Protocolo Hagen/CMS,

“...5-A Betobeja não dispondo das necessárias condições para prosseguir os compromissos assumidos, cedeu a sua posição contratual a Hagen Imobiliária, e esta aceita.”

6-A Hagen Imobiliária... detém o direito de aquisição do terreno.”

Mas como,

À data de 19.06.2006 os registos em vigor do nº5263, a que corresponde o terreno de 80.000 m2 objecto deste PP: O terreno è propriedade de MEDANAM LIMITED aquisição tornada definitiva em 13.09.200 ,não consta qualquer alteração, registos de ónus ou encargos resultantes de contratos promessa ou outros direitos de terceiros.
O registo correspondente à transacção declarada pela CMS no Relatório do Projecto Final em 98.05.22 do prédio nº5263, foi feito por aquisição de SOFERDI-Empreendimentos Imobiliários,Ldª (Vidé Pág.28 )

Conclui-se,
-Não poder estar assegurada a disponibilidade dos solos objecto deste PP, como declara a CMS no projecto final de 20.01.2005.


-A declaração relativa à propriedade do terreno em nome da Betobeja, não corresponde à verdade.

-Os alegados direitos de aquisição não podem ser considerados, sem que os instrumentos e procedimentos que os garantam se hajam cumprido, nomedamente o seu registo como ónus e encargos sobre o prédio, em sede de registo predial.


III-Considerações Finais
Não pode prosseguir o processo 2/M/00 –FLOR DA MATA uma vez que:


a)Há Desconformidade com outros Instrumentos de Gestão Territorial eficazes ;
...
9-Desconformidade do Registo de Propriedade constante do Projecto Final e das Garantias de Disponibilidade dos Solos, que o registo predial desde 13/09/2003 até a presente data apresenta como proprietário a empresa Medanam limitada, livre de ónus, encargos ou qualquer tipo de reserva, e o projecto indica como sendo o proprietário em 98.05.22, a empresa Betobeja,Ldª ( no reg. Predial consta nesta data aquisição a favor de SOFERDI,SA), não constando no processo que após a requalificação da parcela em causa, a Medanan tenha qualquer obrigação relativamente ao projecto e às partes contratadas, ou de algum modo tenha dado garantia válida e segura da disponibilidade dos solos.

Antónimo.

segunda-feira, março 26, 2007

DE NOVO A FLOR DA MATA















Voltando de novo ao caso da pretendida urbanização da Flor da Mata, vimos agora alertar para outra vertente dos negócios, tão veementemente denunciados na autarquia da Moita pelo Bloco de Esquerda , como amplamente analisámos há dias, mas que no Seixal foi descurado, ao ponto de o Candidato pelo BE à presidência da autarquia ter enjeitado liminarmente quaisquer paralelismos.


Reconhecidos ou não, o que é facto é que esses paralelismos existem, mais até do que se pretende supor:

- Trata-se de uma zona protegida que se pretende permitir a urbanização aos actuais proprietários, as datas desse entendimento (com protocolos estabelecidos pela autarquia) e as mudanças de propriedade, algumas passando por transacções off-shore, via Gibraltar, são no minimo suspeitas.

- Depois os valores irrisórios e descotextualizados registados nas transacções, cerca de €1,5 o m2 dão a entender que houve fuga ao fisco ou um negócio da China, igualmente com mais-valias brutais como Francisco Louçã denunciou da Moita.

- Para culminar, o facto de, tal como na Moita há terrenos a requererem expropriação para a passagem da terceira travessia do Tejo, depois de terem passado a terrenos urbanizáveis, aqui na Flôr da Mata há um cenário idêntico com a passagem do projectado IC 32 naquela zona o que implicará, inevitávelmente , expropriações de terrenos (os tais que custaram €1,5 há meia dúzia de anos)...

- A situação foi também denunciada à CCDR-LVT, tendo esta despachado: Traçado IC32 CRIPS - refira-se que a entidade competente em matéria de servidões e traçados rodoviários pronunciou-se sobre o plano, não tendo à data feito alusão a possíveis traçados da CRIPS. Tal facto não implica, obviamente que a proposta não careça de ajustamentos decorrentes de informação nova que entretanto surja, situação que terá, obviamente, de ser acautelada pela autarquia no desenvolvimento do plano.

- Volta-se a repetir o parecer da CCDRLVT ; "
situação que terá, obviamente, de ser acautelada pela autarquia no desenvolvimento do plano" , pois não parece ter havido acautelamento nenhum, senão porque razão , na consulta publica deste Verão, no projecto apresentado... a tal estrada (4 vias tipo via rápida com um nó no local) ...estava tudo menos assinalada, estava tudo menos acautelada no projecto veja-se nas imagens , uma das hipóteses do projecto e o local!

domingo, março 25, 2007

A NOVA VIDA DA SIDERURGIA














A Noticia foi publicada no
ambiente-on line do passado dia 4

"A Câmara do Seixal, a Siderurgia Nacional Empresa de Serviços (SNES) e a Urbindústria assinaram ontem um protocolo com vista à elaboração de um estudo para o reordenamento urbano e paisagístico da área da Siderurgia Nacional, em Paio Pires, Seixal.

Caso o Governo dê luz verde, o projecto de reconversão - com áreas para indústria pesada e ligeira, armazéns comerciais, logística, serviços e uma zona residencial de luxo - implicará a reorganização, até 2012, de uma área de 372 hectares e um investimento estimado em 65 milhões de euros, financiado por capitais públicos e incentivos comunitários.

«Estamos perante o passo mais importante desde a privatização da Siderurgia, há dez anos», disse ao Ambienteonline o presidente da Câmara do Seixal, Alfredo José Monteiro, referindo-se ao protocolo, aprovado terça-feira por unanimidade em assembleia municipal.

«Trata-se de uma área com potencialidade fantástica não só para o concelho do Seixal, mas para toda a região. O projecto pode constituir o grande pólo de desenvolvimento da região da Península de Setúbal», acrescentou.

O estudo, que deverá estar pronto em Outubro, vai ficar a cargo de uma equipa técnica privada. «Terá um prazo de execução de sete meses, devendo por isso estar concluído em Outubro», adiantou Carreira Querido, presidente da SNES, na cerimónia de assinatura do protocolo.

O estudo surge no âmbito da revisão do plano director municipal e desenvolver-se-á em três frentes: a do reordenamento territorial, a da requalificação ambiental, através da remoção de resíduos e descontaminação do solo da área e a da criação de novas infra-estruturas e equipamentos.

O documento contempla a divisão da área da antiga Siderurgia Nacional em três grandes zonas:

- A Sul, correspondente à terceira fase do Parque Industrial do Seixal, que se pretende transformar numa área logística e comercial; a Centro, ocupada por dois espaços de indústria pesada aos quais se pretende adicionar um terceiro, a empresa brasileira Companhia Siderúrgica Nacional; e a zona Norte, uma área com uma extensa frente ribeirinha, que poderá ser preenchida com habitações e comércio.

A concretização do projecto representa «uma oportunidade importantíssima, não só para o concelho do Seixal, como para toda a Área Metropolitana de Lisboa», sublinhou o presidente da autarquia. A questão das acessibilidades é determinante para garantir o sucesso do projecto.

«A ligação com o Barreiro é importantíssima», explicou Hermínio Carreira, referindo-se às ligações previstas através da Estrada Regional 10 e do Metro Sul do Tejo. A criação de um novo terminal fluvial de carga, a jusante da travessia Seixal-Barreiro é igualmente crucial, havendo já «empresas interessadas na sua exploração», avançou. Por último, é necessário articular o corredor da Estrada Nacional 10-2 com a rede rodoviária principal, nomeadamente à EN 10 e ao IC 21 e IC 23.
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- Gostava era de perceber, como é que se faz uma zona de habitação de Luxo, ao lado de uma Siderurgia, claro que o conceito de habitação de luxo é subjectivo... e a malta compra tudo!!!

Gostaria de perceber também esta subita orientação Comunista para a habitação de Luxo e para o Condominio Fechado...no que é vista para o Rio e continuarem a pôr Bairro Social em zona isolada, sem transporte ...


- Considerando que ,apesar de se instalar uma Siderurgia e uma zona Logistica, e resultando a descontaminação da zona, a área fica aprazivel para"habitação de luxo", então a sugestão aqui feita de instalar o novo Hospital do Seixal nessa "zona Norte, uma área com uma extensa frente ribeirinha, que poderá ser preenchida com habitações e comércio" à imagem do CUF Descobertas no Parque das Nações.

- Isto se a
ligação ao Barreiro e " o corredor da Estrada Nacional 10-2 com a rede rodoviária principal, nomeadamente à EN 10 e ao IC 21 e IC 23" não tornarem mais lógico, melhorar o hospital do Barreiro, nesta lógica de ligação ao Barreiro, grande parte do Seixal e Sesimbra ficarão mais perto do hospital do Barreiro (ver imagem com as pontes projectadas entre Seixal e Barreiro e Seixal-Amora) do que do local anunciado para o Hospital do Seixal.

- Mas ainda faltará contornar o imbróglio juridico que se pode estar a abrir, é que a zona em que se pretende intervir para Habitação de Luxo e Logistica , foi expropriada para efeitos de construção unica e exclusivamente da Siderurgia Nacional ...........
a partir do alvará concedido em 1958, no tempo do condicionamento industrial, ao Grupo Champalimaud. O arranque fabril da Siderurgia Nacional (SN) deu-se em 1961, através da exploração do primeiro, e único até à data montado em Portugal, alto-forno, que integrava a fábrica localizada em Paio Pires (concelho do Seixal), perto do então complexo fabril da CUF no Barreiro... como pode aqui ler na íntegra (clique)

sábado, março 24, 2007

MUNDO NOVO AGORA


Por mais que o queiram parar, por mais que o queiram controlar ele está aí e nada vai ser como dantes, a informação flui mais do que nunca antes, cada vez menos tem dono ou barreiras, incomoda, questiona, denuncia!

Daí ataques como o que aqui aconteceram ontem e a sitemática tentativa de desacreditar pelos argumentos mais baixos, pelas mentiras mais vis. O sistema tem fragilidades como aqui vem ao de cima de quando em vez, mas foi atingido em cidadania e participação civica o que nunca antes foi imaginado, e claro que compensa, claro que vale a pena, se não valesse não se davam ao trabalho de fazer o que fazem.

HABITUEM-SE !