sexta-feira, abril 23, 2010

TURISMO ? LOL ( 9 )


Queria aqui esclarecer , em relação ao post de ontem. Também eu não estou de acordo que se mudem os campistas da Caparica para um mega-parque de campismo a construir um pinhal protegido. Basta dos privilégios (link) que estes senhores se acham detentores!

Não têm de ser MUDADOS para sítio nenhum ! ACABOU-SE !

- Dá para entender ?
Um Parque de Campismo pode estar numa zona privilegiada, mas TODOS POR IGUAL temos de ter acesso a esse espaço colectivo, a esse terreno de DIREITO PÚBLICO há muito ocupado de forma que considero imoral , já que não entendem como ilegítima. Isto para não falar na promiscuidade que é a actual forma de ocupação de qualquer um dos Parques de Campismo da Costa de Caparica , bem como o perigo que constituem para os próprios utentes.

A construir-se um parque na zona de Pinhais, tal deve ser acautelado do ponto de vista paisagistico e de protecção ambiental, deve ter uma baixa densidade e não deve ter caracteristicas habitacionais !

quinta-feira, abril 22, 2010

TURISMO ? LOL ( 8 )


Outros que a par dos ocupantes ilegais da Fonte da Telha e outros que tais , não têm noção do que são os seus direitos em relação aos demais, são os utentes residenciais - que raio de conceito - dos Parques de Campismo da Caparica, uma solução de turismo e alojamento que deveria ser TEMPORÁRIO e ROTATIVO !

Esta formula Temporária e Rotativo permitiria, ao contrário do que se passa hoje , que muitos mais disfrutassem da proximidade do mar e que consytituisse verdadeira e democrática alternativa de alojamento por TODOS OS CIDASDÃOS POR IGUAL !

Bem como permitiria ser uma alternativa de alojamento para turistas viajantes que hoje não encontram qualquer posssibilidade de alojamento na Caparica.
Veja-se a posição destes alegados PRIVILEGIADOS face à sua saída de um espaço que devia ser de TODOS !

Cito excertos de artigo de Sandra Brazinha , Jornal de Noticias de 13 de Abril.

« Mais de 17 mil utentes de três parques "empurrados" para o Pinhal do Inglês
A escassos metros do areal, mais de 17 mil campistas de três dos parques da Costa de Caparica, Almada, muitos deles residentes, vão ser obrigados a alterar hábitos, com a implementação do Plano de Pormenor dos Novos Parques de Campismo no Pinhal do Inglês.

Os utilizadores consideram injusto o projecto do programa Polis que vai transferir os espaços do Clube de Campismo do Concelho de Almada (CCCA), do Clube de Campismo de Lisboa e da Sociedade Filarmónica União Artística Piedense para Sul perto da Fonte da Telha.

"O Pinhal do Inglês fica mais longe da praia. Somos velhos demais para fazer a mudança e para o ir e vir depois", diz um casal de reformados, que faz campismo há mais de 30 anos.

A viver perto de Sintra, Adriano Marques, de 75 anos, e Maria Adelaide, de 65, não se conformam com a ideia de ter um dia de sair do parque do CCCA. "Aqui sentimos outra liberdade, podemos passear à vontade, há acessibilidades e há segurança. Se precisarmos de alguma coisa há sempre a quem pedir. Isso é muito importante", referiram à agência Lusa.

Para Cláudio Duarte, que tem quase os mesmos 40 anos daquele lugar de campismo, sair da Costa de Caparica também é impensável. "Nasci, cresci, namorei e casei aqui. Os meus filhos nasceram aqui. Gostava que o seu percurso fosse igual ao meu. Tenho aqui as minhas raízes, os meus amigos", afirma, considerando que "deslocarem o parque é uma aberração".

"É uma injustiça muito grande mudar os parques de sítio. Nenhum campista quer sair daqui", reforça o presidente do CCCA, Rui Viana, frisando que a cidade "perderá a vida que tem".

Sobrevivência comprometida

Estimando receber no Verão entre seis a sete mil campistas, o responsável adverte que "a sobrevivência do clube vai ficar comprometida" com a deslocalização.

"O Pinhal do Inglês fica longe da praia e no espaço que nos está designado só poderemos ter um terço das unidades de alojamento que temos hoje. Não vamos conseguir responder à procura", avisa Rui Viana, para quem seria mais vantajoso requalificar e modernizar todos os parques de campismo.»

E você que lê o A-SUL não quer exigir nada ? Que tal uma vivenda com vista para o Mar custeada pelo erário público para evitar as desgastantes viagens de ida e regresso da praia ?

quarta-feira, abril 21, 2010

TURISMO ? LOL ( 7 )


Mais do que a triste realidade em que se vive na Margem Sul com o aumento da criminalidade , falta de qualidade urbana e ambiental , e empregos , o que constitui grande motivo de revolta em quem por cá habita, é a falsa realidade propagandeada massivamente pelas autarquias comunistas numa aplicação exemplar da cartilha demagógica onde a CDU vai beber inspiração.

Essa propaganda é paga pelo erário público , tal como são pagos pelos nossos impostos todo um manancial de material produzido unicamente , não para servir a população, mas sim para a enganar no sentido de perpetuar no poder aqueles que o exercem ininterruptamente desde 1975.


Veja-se este exemplo dasupostamente existente Rede Ciclável de Almada, pura ficção para consumo dos papalvos dos súbditos da D.Emilia .

Haja vergonha !
Desmascare-se esta FARSA !

____________________________________________


A-SUL - SEIS ANOS .




O A-SUL comemora hoje seis anos de existência .
Obrigado a todos os que nos lêm e que connosco colaboram.

terça-feira, abril 20, 2010

TURISMO ? LOL ( 6 )


No Seixal há orientações estratégicas constantes no « Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo do Seixal que o Município encomendou à Universidade de Aveiro, datada de 2003. Entre os projectos para o parque ribeirinho da Amora, Moinho Novo dos Paulistas, Estaleiro Naval da Quinta da Fidalga e Ponte Cais do Seixal contam-se bares, cafetarias, restaurantes, esplanadas e passeios pedonais» .

Claro que desde 2003 nenhuma destas intenções foi iniciada, quanto mais concretizada, mas algo se destaca neste suposto plano, é a focalização no meio aquático , quando o Seixal é muito mais do que isto , relembro as « Sete Quintas» do Rei D.Carlos ... mas não há nestes politicos visão para mais ... tudo se centra na Baía e pouco mais , mas esquecendo as Praias Ribeirinhas e os milhares de pessoas que procuram a Ponta dos Corvos no Verão ou outras alternativas não aquáticas.

Contrastando com isto, o único Hotel em construção - mas com construção suspensa há alguns meses - situa-se , não na suposta zona turisticamente "a desenvolver", mas em Belverde, na zona de pinhais, periferia de uma Zona Rede Natura 2000 que está a ser actualmente derrubado e urbanizado em massa.

Isto sem que haja corredores verdes projectados ou ciclovias de ligação à zona "futuramente Turistica" do Seixal.

Assim não vamos lá !

segunda-feira, abril 19, 2010

TURISMO ? LOL ( 5 )



Na Fonte da Telha cometeu-se um crime que se repetiu a perpetuou até hoje.
O crime foi mais um na saga de ocupações selvagens e supostamente proletárias do pós 25 de Abril, durante o vulgo PREC e tratou-se da ocupação por alguns - há sempre uns mais iguais que outros... - do espaço de direito público que é de todos.

A história teve réplica noutros locais , no Algarve , na Costa Alentejana, na Caparica e da Arrábida por exemplo. Mas só na Arrábida se conseguiu - e bem - dar verdadeiro fim à praga veraneia , possivelmente porque os seus ocupantes não seriam tão "proletários" como os restantes...

Na Fonte da Telha, Carlos Pimenta quando detinha a pasta do ambiente num longínquo governo, ainda pôs mãos à obra, mas as demolições ficaram a meio, permanecendo as coisas como criminosamente se mantêm ainda hoje , em condições de paisagem perfeitamente degradadas e degradantes no que deveria ser um ex-libris nacional , fonte de riqueza para o país e lugar de gozo de todos ... mas não o é , ainda hoje , pela revolucionária posse de alguns.

sábado, abril 17, 2010

MERGULHADOS EM LIXO



Fonte jornal i :

« Há uma massa de lixo do tamanho do estado do Texas, nos Estados Unidos, a boiar no oceano Pacífico. São quase 700 mil quilómetros quadrados de fraldas descartáveis, latas de bebidas, caixas, entulho, sacos de plástico e... lixo electrónico. Principalmente telemóveis, computadores, impressoras e pequena electrónica.


Há mais plástico que plâncton nesta zona do Pacífico, e o problema está a aumentar a um ritmo impressionante. Nenhum lixo é bem-vindo para os peixes, mas quando se trata de lixo electrónico o perigo dispara: cada aparelho pode conter até 60 componentes diferentes, muitos dos quais tóxicos. São estes elementos, como chumbo, arsénico ou mercúrio, que vão ser libertados para a atmosfera ad eternum quando os aparelhos forem parar ao oceano ou a lixeiras a céu aberto.

"O lançamento não controlado de lixo ou a gestão inapropriada dos resíduos provoca um nível elevado de emissões perigosas, com impacto na saúde e no ambiente", lê-se no mais recente relatório das Nações Unidas sobre o tema, "Reciclagem - do lixo electrónico aos recursos". Discutido em Fevereiro, durante um encontro em Bali, Indonésia, o relatório traz números assustadores. Só nos 27 estados-membros da União Europeia o lixo electrónico ascende a 9 milhões de toneladas por ano. Em todo o mundo, o total chega aos 40 milhões.

Que acontece a estes frigoríficos, telemóveis, televisões, máquinas de barbear, quando deixam de funcionar? Nalguns casos, os consumidores depositam-nos nos locais apropriados; noutros rebatem-nos aquando da compra de uma versão nova e a marca encaminha--os para a reciclagem.

No entanto, em boa parte, o lixo é exportado para países em desenvolvimento ou atirado para qualquer lado. Como cada vez se vendem mais telemóveis e televisões por cada vez menos dinheiro, as perspectivas para os próximos anos são de autênticas lixeiras nacionais em países como a Índia e a China. Até 2020, a previsão das Nações Unidas aponta para que o "e-waste" aumente entre 200% e 500%.

Esta é uma das áreas em que Portugal não está na cauda da União Europeia, embora o primeiro estudo, feito em 2008, tenha concluído que mais de 80% dos portugueses não sabem o que fazer ao "e-waste".

A gestão dos resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos (REEE) é feita pela AMB3E e pela ERP Portugal, licenciadas em 2006 pelo Ministério do Ambiente. Só em 2008 e 2009, a AMB3E recolheu 68 mil toneladas de equipamento, superando as metas da União Europeia. A entidade é financiada pelos ecovalores pagos por todos os clientes que compram um aparelho electrónico novo. Até ao fecho desta edição, as duas empresas estiveram incontactáveis.

Cabe à Associação Nacional para o Registo de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos registar os aparelhos e convencer os produtores a suportar os custos da recolha e da reciclagem de resíduos - algo que não é fácil de fazer em plena crise.

O que fazer?

- Deixar na loja quando for comprar um novo. Os fabricantes são responsáveis pela recolha dos aparelhos, segundo a legislação em vigor. Por isso se paga uma taxa eco nos aparelhos novos.

- Deixar em Pontos Electrão ou Depositraão - as listas estão em www.amb3e.pt e www.erp-portugal.pt

- Pedir à câmara municipal que recolha o equipamento e o encaminhe para um centro de recepção »

sexta-feira, abril 16, 2010

NOVAS VICISSITUDES NO PDM DA MOITA


. D.R. n.º 68, Série I de 2010-04-08

Presidência do Conselho de Ministros

RECUSA A RATIFICAÇÃO dos n.os 1, 2, 3 e 3.A do artigo 58.º DO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DA MOITA, bem como A DELIMITAÇÃO DAS UOPG 01, 02 E 03 na planta de programação do solo e das unidades operativas de planeamento e gestão que integram o Plano Director Municipal da Moita.

quinta-feira, abril 15, 2010

TURISMO ? LOL ( 4 )



Embora incompleto, embora atrasado , o programa POLIS na Costa de Caparica , foi o projecto de caracteristicas turisticas e reconversão urbana dos mais importantes , senão a mais importante, das últimas décadas na margem-sul.


Este projecto contrasta com as politicas urbanas da Câmara de Almada no mesmo período de tempo em que se optou pela suburbanização, pelo fechar os olhos à construção clandestina e ao crescimento de bairros de lata , o que não admirará de uma CDU que fechou os olhos, e até fomentou , o crescimento de verdadeiras povoações terrceiro mundistas como são os casos do Bairro do Campo da Bola ou a Fonte da Telha.


Não esquecer que estas localizações são localizações privilegiadas do ponto de vista turistico e que poderiam, se geridas de outra forma, ser uma fonte importante de criação de riqueza para o concelho de Almada e para o país.

A forma caricata e perfeitamente atabalhoada como a câmara de Almada gere esta pérola turistica pode ser representada por uma das mais recentes intervenções urbanas, como a imagem demonstra trata-se na plantação em plena via de circulaçãoviária... de árvores...

Pois é, nós por cá , só fazemos M________ !

quarta-feira, abril 14, 2010

TURISMO ? LOL ( 3 )



O enchimento das praias da Caparica com areia, num grande projecto posto em prática pelo INAG foi um verdadeiro sucesso, silenciado e ignorado por quem dele mais beneficia, a Câmara de Almada , câmara que igualmente ignora a procura dos cidadãos daquelas praias. Eis um testemunho e uma sugestão :

« Decidi dar o meu primeiro mergulho do ano na Costa da Caparica e, por pouco, não me ia afogando no lixo. Nesta altura do ano é certo que não há nadadores salvadores, mas o perigo não estava no mar e sim na areia. Ao chegar à praia da Riviera, tive de fazer uma travessia por milhares de obstáculos cortantes: pedaços de plástico de todas as cores e feitios (alguns bem afiados), tábuas de madeira com pregos ferrugentos, garrafas de plástico e vidro, paus de madeira suficientes para construir uma cabana… Enfim, toda a espécie de lixo a boiar no areal extenso. A época balnear ainda não começou e por isso ninguém se incomodará com limpezas. Pelo menos em Portugal.

Entre 18 e 24 de Março, a equipa da Surfrider Foundation conseguiu reunir 40 mil voluntários de todas as idades em mais de 800 praias espalhadas pelo mundo. Devíamos seguir-lhes o exemplo. Aqui fica o site: www.initiativesoceanes.org »

Luís Miguen in jornal i
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ULTIMA HORA

foto Antonio Marques

Tromba de água forma-se no Tejo e progride sobre Lisboa deixando rasto de destruição.

terça-feira, abril 13, 2010

TURISMO ? LOL (2)



Como é que alguém investe ?

Como é que se autoriza no municipio ?

Como é que se autoriza em sede de autoridade de turismo ?

... Um Hotel construído debaixo de uma linha de Alta-Tensão como é o caso do Hotel Orion no Seixal ?

Como é isto possivel num país europeu ?


Como é possível que não se escolham para este efeito as localizações de maior aptidão paisagistica, ainda por cima quando este é o único hotel naquele municipio ?

segunda-feira, abril 12, 2010

TURISMO ? LOL (1)



No Seixal propagandeia-se há muito, a vocação turistica do municipio, vocação e potencial delapidado e destruido ao longo dos ultimos cinquenta anos com a industrialização pesada do mesmo.

Não bastasse isso , os últimos trinta têm destruído a vertente paisagistica e natural com uma betonização terceiro mundista e de vistas curtas que transformou o Seixal num dos concelhos mais feios do país, numa mescla de zonas urbanas, pseudo-urbanas, industriais , para além de terem conseguido transformar vias principais como a Estrada 378 Seixal-Sesimbra ou EN 10, em verdadeiras e intermináveis feiras permanentes, numa sucessão repetitiva de stands , vendas de lenha e todo o tipo de bugigangas e afins...com saída directa para a estrada.

Um exemplo deste beco sem saída "turistico" é a principal unidade hoteleira do Seixal, o Hotel Orion, que mais se assemelha a um Motel da periferia de uma qualquer cidade brasileira de terceiro nível...

domingo, abril 11, 2010

$TAND BY



Estudo da DECO conclui que hã aparelhos a gastar quase tanta energia em stand-by como ligados.

«A conclusão consta de um estudo efectuado no passado ano no território nacional, onde se revela que os plasmas Full HD são dos aparelhos mais "gastadores" e se lembra que, no estado de inactividade, os aparelhos estão continuamente a consumir energia, quando podiam ser desligados através do comando.


O estudo, que inclui informações recolhidas durante um período de dois anos, ilustra que um gravador de DVD que seja utilizado diariamente durante uma hora poderá ter custos anuais de energia entre três e 15 euros.

Em stand-by, o mesmo aparelho gera desperdícios equivalentes a um valor entre dois e 14 euros. Já um descodificador de TV digital («boxes») que nunca é desligado da ficha poderá representar, ao fim de um ano, um consumo idêntico ao de uma máquina de lavar roupa usada cinco vezes por semana em programa de 40 graus Celsius.

Os aparelhos podem ter gastos "significativos" e desperdiçar 16 watts em stand-by comparativamente aos 18 watts que gastariam normalmente em funcionamento, revela Isabel Oliveira, da Deco. O "desejável" é chegar a um watt de gasto energético em stand-by, acrescenta, tal como é preconizado numa directiva comunitária sobre o assunto.


A União Europeia tem lançado outras medidas de combate ao desperdício, como a execução de um plano para evitar a venda de lâmpadas não economizadoras e incentivar a compra de electrodomésticos das classes mais eficientes (A+ e A++). O estudo aponta um conjunto de medidas simples para evitar o desperdício energético, propondo a utilização de blocos de tomadas com interruptor que, quando desligados, garantem o corte de consumo.

Em 12 países da União Europeia, o consumo energético de aparelhos electrónicos em stand-by é responsável por 11 por cento dos gastos de electricidade. Por outro lado, o consumo dos televisores representa nove por cento da factura, enquanto o dos aparelhos de escritório é de 12 por cento.»

sábado, abril 10, 2010

COM TODAS AS LETRAS



A pouca vergonha na politica posta a nu . Safados com todas as letras ...

Canalhas consagrados !

Maria Aparecida com mais T______________ que a maioria dos parlamentares acomodados e utilitários da politica da qual se esquecem ser do Povo servidores.

sexta-feira, abril 09, 2010

PODER LOCAL LIDERA CORRUPÇÃO



Autarquias lideram casos de corrupção em Portugal .


« Perto de 69 por cento dos processos instaurados por corrupção no setor público envolvem câmaras municipais e dez por cento dos arguidos nestes casos são políticos, segundo um estudo apresentado hoje.

É no poder local que se concentra o maior número de casos de corrupção, segundo um estudo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES) do ISCTE sobre a corrupção participada entre 2004 e 2008.

Na administração central é o Ministério da Administração Interna - que tutela as forças de segurança e a ex-Direção Geral de Viação - que regista mais casos (10,1 por cento) de corrupção.»

Diário Digital / Lusa

quinta-feira, abril 08, 2010

2ª MÃO


A possibilidade de estacionar, fundamentalmente nas periferias dos centros urbanos é o primeiro passo para as politicas de mobilidade do século XXI .

Pela Margem Sul ninguém entende as politicas de estacionamento , sobretudo depois de projectos destinados a trocar o transporte individual pelo público como foram o Metro Sul do Tejo e a linha Férrea Fertagus Setubal-Areeiro.

Por um lado temos estacionamentos caríssimos nas estações Fertagus obrigando os automobilistas à procura de estacionamentos em espaços vizinhos, por outro lado temos estacionamentos que na óptica do utilizador MTS só agora estão a ser construídos uns (em Almada) e abandonados outros como o auto-silo das Paivas (no Seixal).

Comparando ainda Almada e Seixal , é curioso ver a tropa da caça à multa da ECALMA por um lado - em Almada - e o desleixo que no Seixal transforma estacionamentos fundamentais em stands de automóveis em 2ª mão , num uso abusivo de alguns priveligiados (pelos vistos protegidos pela autarquia) do espaço que é de todos.

quarta-feira, abril 07, 2010

NA RESSACA DO LIMPAR PORTUGAL

Empresa com certificação ambiental faz despejo de materiais industriais em zona de serra, antes do Limpar Portugal.

«As cerca de 10 toneladas de resíduos industriais que os voluntários do projecto Limpar Portugal retiraram, no passado dia 20, das serras da Freita e de Mansores, no concelho de Arouca, foram afinal entregues a uma empresa com licença de gestão para resíduos não urbanos, que foi declarada insolvente em Fevereiro último.

O lixo era constituído essencialmente por sobras de esponjas sintéticas utilizadas na construção de bancos para automóveis produzidos por uma empresa de São João da Madeira.
Conforme o PÚBLICO teve oportunidade de testemunhar no passado dia 20, na serra da Freita, para além do esforço físico, os voluntários do Limpar Portugal também correram riscos para removerem as cerca de sete toneladas de resíduos da serra mais três toneladas de Mansores.

Boa parte deste lixo tinha sido lançada para escarpas íngremes, de difícil acesso e, para complicar ainda mais a recolha, no passado dia 20 choveu com intensidade e o nevoeiro era muito cerrado.
Descarga recente Conhecedores da serra da Freita, os voluntários notaram que aquelas 10 toneladas tinham sido ali colocadas pouco tempo antes da acção Limpar Portugal, alegadamente com o objectivo de aproveitar esta iniciativa ambiental.

Enquanto um tractor com braço mecânico carregava fardos de esponjas para uma camioneta, na serra da Freita, José Cerca, de 60 anos, um professor de Português, que estava a orientar cerca de 200 alunos da escola onde lecciona na recolha de lixo, logo demonstrou a sua indignação.


"Esta descarga deve ter sido feita há cerca de dez dias. Dá a entender que as pessoas se aproveitaram da campanha para se livrarem do lixo", denunciou. Também Isabel Vasconcelos, vice-presidente da Câmara de Arouca e responsável pelo pelouro do Ambiente, relatou o seu desagrado ao PÚBLICO: "É uma situação absolutamente escandalosa e isto é uma parte negativa que ninguém imaginava: aproveitarem-se da limpeza de dia 20 para se livrarem de resíduos."


Depois de ter trabalhado décadas no Ministério do Ambiente, Isabel Vasconcelos não quis deixar este crime impune e foi, logo nesse sábado, apresentar queixa ao Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR. Porém, tal não foi necessário, uma vez que a Naturveredas, empresa que gere o Parque de Campismo Refúgio da Freita, já o tinha feito, no passado dia 8 de Março.

Porém, a queixa não produziu resultados práticos nos 12 dias que decorreram entre a sua apresentação e a acção de recolha do lixo.
Isabel Vasconcelos decidiu então resolver o problema. Logo na segunda-feira seguinte (dia 22) descobriu e contactou a fábrica que produziu os resíduos e percebeu que esta pagou, em 2008, uma quantia entre dois mil e três mil euros para a empresa Transportes Pelariguense dar um destino aos resíduos.

A Transportes Pelariguense dispõe do alvará de licença n.º 84/2007/CCDRN2, válido até 3 de Outubro de 2012, que lhe permite gerir resíduos não urbanos, mas, entretanto, foi declarada insolvente em Fevereiro último.
Empresa admitiu despejo Ainda assim, a vice-presidente da Câmara de Arouca conseguiu atrair Adelaide Oliveira, sócia da falida Transportes Pelariguense, aos paços do concelho, logo na terça-feira (dia 23). Adelaide Oliveira pensou que se tratava de algum interessado num BMW que colocara à venda.

Perante as acusações de Isabel Vasconcelos, Adelaide Oliveira terá ini- cialmente negado responsabilidades no aparecimento das 10 toneladas de resíduos no concelho, mas depois acabou por reconhecê-las. A autarca conseguiu, deste modo, que o lixo fosse recolhido logo na quinta-feira seguinte (dia 25), para ser colocado em aterro.

O PÚBLICO tentou, por diversas vezes, contactar Adelaide Oliveira, por telefone, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição. Já o gabinete de comunicação da GNR informou que, após a queixa da Naturveredas, esteve no local no passado dia 16, "mas não foi identificada a origem dos fardos".

Entretanto, a GNR acompanhou a limpeza de dia 20 e as diligências efectuadas por Isabel Vasconcelos, garantindo ainda que "serão levantados os respectivos autos".
Limpar Portugal: 100 mil recolheram 70 mil toneladas de lixo A iniciativa Limpar Portugal, durante a qual foi descoberto este despejo ilegal, decorreu a 20 de Março.

Em todo o país, cerca de 100 mil voluntários recolheram mais de 70 mil toneladas de lixo e foram identificados cerca de 13 mil pontos com resíduos, entre florestas e terrenos urbanos. A iniciativa foi trazida para o país por três portugueses que se inspiraram numa acção que teve o seu início na Estónia» (Publico).

terça-feira, abril 06, 2010

É O BETÃO UMA CONQUISTA DE "ABRIL" ?



(Nota do Movimento Cívico Várzea da Moita à comunicação social)


A revisão do PDM da Moita merece ser um caso de estudo exemplar dos altos e baixos da vida em democracia, da política dos solos e do ordenamento do território, do aproveitamento vulgar das mais-valias urbanísticas em Portugal.

Tem contornos escondidos e difíceis de entender por uns, e muito claros e simples para outros.
Salda-se pela derrota das aspirações e pelo fiasco das intervenções de todos os principais intervenientes no processo, porventura apenas com a excepção de algumas pessoas. A Câmara Municipal da Moita lançou a revisão do PDM há 14 anos.

Neste 25 de Março, o Governo recusou a ratificação da intervenção urbanística na Quinta das Fontainhas, Vale do Trabuco e Quinta da Migalha/Brejos Faria, bem como a medida de autodefesa preventiva da CMM face a incompatibilidades do PDM contra o PROT-AML.
O Governo chumbou ainda a delimitação das UOPG’s respectivas (1, 2 e 3) na planta de programação do solo no PDM.

Para se perceber um pouco, o PDM da Moita tem 3 grandes traços marcantes:
Numerosas disposições técnicas nunca foram alvo de polémica nem contestação; As jóias da coroa do Projecto de novo PDM da CMM eram a mudança de uso do solo naquelas UOPG’s, bem como noutros lugares do Município. À margem da revisão pública do PDM, a Câmara negociou Protocolos desde 1990 com os adquirentes dessas e doutras propriedades.

Prometeu-lhes diligenciar para que essas terras compradas em REN deixassem de ser solo rural em REN e RAN no novo PDM, e passassem a valer como novo solo urbano para larga construção;
A Câmara introduziu no novo PDM um “tápa-olhos” para uso governamental, para compensar a REN e RAN e o solo rural assim desclassificados.

As terras dos pequenos agricultores e moradores, sobretudo nos campos da Barra Cheia e dos Brejos a sul da Moita, passariam a nova REN (apesar de ser uma nova REN “esquisita”, plena de casas, gente, agricultura, vacas, estradas, etc), num golpe de mestre de ilusionismo e de incoerência urbanística e política que só as pedras da calçada e o Governo poderiam engolir.


Com o novo PDM, quase todos os intervenientes saem derrotados:
Quem apostou no cavalo errado e o pagou a peso de ouro, dará agora por mal empregue o seu investimento;
A Banca que adormeceu a conceder créditos de milhões com base nos ditos Protocolos de legitimidade duvidosa e na hipoteca de solo rural que haveria de ser urbano, e que agora acorda e descobre que não é;

A direcção política da Câmara e o partido político maioritário na Moita, agindo singularmente de modo afim do “lobby” imobiliário, contra a mais elementar transparência e contra as populações dos campos;

A CCDR-LVT e o Governo, despertos à força para algumas verdades, mas que aceitaram tapar os olhos e acabar afinal por parecer serem enganados noutras áreas fundamentais;
A inspecção das Autarquias Locais e a Justiça em Portugal, sistemas em que as crianças acreditam, que mostraram como são muito, pouco ou nada diligentes e eficazes face aos poderosos, numa postura bem diferente se o alvo a investigar e punir forem os pobres e os desprotegidos;

As populações e a própria Moita, que poderiam ter ganho um PDM decente, e ficam com um PDM amputado de alguns podres, desequilibrado e portador de injustiças, de vícios e erros urbanísticos de palmatória.

A própria democracia, que também sai entre nós deveras maltratada.
Com efeito, ao longo do processo, a Câmara da Moita não soube dialogar com os opositores e as populações.

Deu antes ouvidos a quem desejou edificar milhares de fogos excedentários e largas zonas industriais caras e semi-vazias, assim pulando a Câmara por cima da REN e prometendo o céu e a terra urbana a gente poderosa.

Enquanto isso, e por causa disso, a Câmara negou solução a gente pobre que queria fazer uma simples baixada de luz, ou uma casa ou um cómodo para o gado, brandindo as limitações da REN contra a gente simples.

E agora no final, o seu Presidente elogia com um sorriso a intervenção das populações, mas critica com uma cara fechada os opositores chamando-lhes de obscura contestação. Sempre certos políticos adoraram que se lhes diga que “sim”, mesmo sem se saber por quê, e condenaram quem ousa dizer-lhes frontal e livremente que “não”.

É clássico, é dos livros. Sobretudo quando os processos, esses sim surgem aos olhos de muitos como talvez duvidosos, talvez obscuros. 31 Março 2010 Movimento Cívico Várzea da Moita

segunda-feira, abril 05, 2010

COMPILAÇÃO DE 1 DE ABRIL...


As notícias da morte do a-sul foram manifestamente exageradas, embora, ao que parece tenham feito as delícias de muitos. Para esses o nosso lamento , para os outros as desculpas por a brincadeira se ter prolongado um pouco mais do que deveria , mas é que só assim faría sentido...

Obrigado pelas palavras de todos e particularmente para os que assinaram em nome próprio ou dos blogues que criaram. Esse é um importante incentivo à beira de dobrarmos, não os cinco anos como o post mentirosamente refere, mas os seis anos de existência... e não nos vão levar a mal os três diazinhos de indulgência que resolvemos assinar.. como forma de assinalar o início do mês da mentira nos concelhos ditos « de Abril» ...

A seguir , toda a verdade ...das mentiras de 1 de Abril! Os embustes mais criativos compilados pelo Jornal « i » :

« Paul McCartney é fã do Everton. Essa é apenas uma das lacunas da mentira de 1 de Abril publicada ontem pelo jornal "A Bola": "Paul McCartney vai cantar duas músicas ao intervalo [no jogo Benfica-Liverpool]". O "Record" fica-se por um chamada de capa menos espampanante, mas mais polémica: "Governo cria regime de excepção, Queiroz vai ter David Luiz português", a propósito de uma suposta naturalização do central do Benfica.

As mentiras mais criativas deste ano estiveram na internet. Aqui vai uma pequena compilação.

Google

Na versão inglesa do motor de busca, cada vez que aparecia um resultado, o tempo de demora não aparecia em segundos, mas noutras "medidas de tempo" como "2.0 abanares de cauda de carneiro". A empresa anunciou ainda que ia mudar de nome para Topeka.

Youtube

Alta definição para quê? Ontem o YouTube propunha aos seus utilizadores que experimentassem a novidade "veja este vídeo em texto".

Starbucks

A cadeia de lojas de café anunciou no seu blogue dois novos tamanhos de copos: micra e plenty. O primeiro era minúsculo, o segundo era um balde de café do tamanho dos maiores de pipocas.

Wikipédia

Em destaque na página principal da enciclopédia estava um artigo sobre a venda de esposas: "Uma prática inglesa tradicional destinada a acabar com casamentos insatisfatórios."

Kodak

Avançou que vai começar a comercializar fotografias com cheiro: aromofotografia.

"The Guardian"

O jornal inglês dá uma boa notícia aos cidadãos sem internet de banda larga. "Um conjunto de furões equipados com modems vão furar o chão das zonas rurais e distribuir internet sem fios."

Gmail

A página de acesso a um dos fornecedores de email mais usados do mundo estava sem vogais.

"The Sun"

O tablóide convidou os leitores a lamber uma página, justificando que o jornal iniciava uma novidade na imprensa: as páginas com sabor.

Twitter

Pela rede social de microblogging circulou o boato de que Chuck Norris teria morrido. Impossível. Toda a gente sabe que a morte tem medo de Chuck Norris. »


Obrigado a todos .

quinta-feira, abril 01, 2010

FIM


Depois de quase cinco anos de presença ininterrupta neste meio decidimos que era altura de fechar portas, não sem antes agradecer a todos os que por cá passaram com maior ou menor regularidade.

O nosso obrigado aos colaboradortes, aos comentadores e aos detractores, em suma a todos aqueles que ao longo destes cinco anos - faríamos cinco anos no próximo dia 24 - fizeram, mais que parte deste blogue, fizeram o A-SUL.

Não faz mais sentido aqui continuarmos a falar dos mesmos assuntos , a repetirmo-nos até á exaustão uma vez que esta Região parece saber ,depois de 36 anos de Democracia, o rumo que deseja e que há muito escolheu.

Fizemos os possíveis para contrapôr , para dar alternativas, para contestar . Em tudo parece termos falhado pois a Utopia que defendemos, de uma democracia participada, alternante e real está cada vez mais distante de se tornar realidade.

Obrigado a todos , fica para a posteridade o arquivo e a nossa vontade de bem servir .

Saudações Democráticas.