quarta-feira, março 06, 2013

NENÁTODO DO PINHEIRO



Avanços na monitorização do nemátodo do pinheiro:


Uma equipa da Universidade de Coimbra e da Escola Superior Agrária de Coimbra foi distinguida com o "Best Student Paper Award" graças ao desenvolvimento de um dispositivo que deteta a doença do nemátode do pinheiro, foi hoje anunciado.

De acordo com nota da Universidade de Coimbra (UC), a "tecnologia, já protegida por patente provisória, acaba de ser distinguida com o prémio `Best Student Paper Award` na Conferência Biodevices 2013, que decorreu em Barcelona, uma conferência internacional de topo que reúne cientistas e profissionais de todo o mundo, das mais diversas áreas do conhecimento".
Este dispositivo, de acordo com a UC, "permite detetar a doença do nemátode do pinheiro, conhecida por murchidão do pinheiro, muito antes de os sintomas se revelarem".
"Recorrendo ao método designado cientificamente por Espectroscopia de Impedância Elétrica, a equipa liderada por Elisabeth Borges, aluna de doutoramento em Engenharia Biomédica da Universidade de Coimbra, desenvolveu um dispositivo muito simples, que permite aceder rapidamente à assinatura elétrica de um material biológico (qualquer material, biológico ou não, possui uma assinatura elétrica, quando estimulado por uma corrente ou tensão alternada), isto é, consegue-se obter informação acerca da fisiologia do material", explica a UC.
A investigadora esclarece que este método é "capaz de identificar precocemente se um tecido está saudável ou danificado, o nível de dano, o que no caso do nemátode do pinheiro assume particular relevância porque pode invalidar o avanço da doença e consequente corte dos pinheiros".
"Atualmente, as técnicas utilizadas não impedem o abate das árvores: após a deteção e identificação do nemátode, a única solução é o abate imediato dos pinheiros e a sua destruição, de acordo com a legislação em vigor", sintetiza.
A grande mais-valia da tecnologia desenvolvida, esclarece Elisabeth Borges, é o facto de "ser minimamente invasiva, rápida e mais vantajosa financeiramente em comparação com as técnicas laboratoriais atuais".
"Com este dispositivo, que ainda terá de ser otimizado para poder entrar no mercado, é possível obter um prognóstico quase instantâneo", sublinha.
O dispositivo é composto por dois elétrodos, colocados no tronco a cerca de 30 centímetros do solo -- um elétrodo injeta um sinal de corrente ou tensão e o outro coleta o sinal gerado por essa estimulação -- e por um sistema de aquisição de dados, desenvolvido pela equipa, que permite converter estes sinais analógicos em sinais digitais para posterior análise.
Através da análise da resposta à "provocação" injetada em múltiplas frequências, obtém-se a assinatura elétrica do material. Aparentemente simples, a interpretação dos sinais obtidos é um processo de elevada complexidade, porque a resposta fisiológica tem muitas variantes.
"Durante a investigação, iniciada em 2010, foram utilizados pinheiros jovens. A equipa induziu a doença nas árvores, recolheu e processou as respostas fisiológicas. Agora, os investigadores vão também explorar a utilização desta tecnologia na análise de sementes de `Jatropha` para a produção de biodiesel e em alimentos para avaliação das condições de segurança alimentar", diz a Universidade de Coimbra.

terça-feira, março 05, 2013

NOVAS REGRAS PARA CICLISTAS



Deixar uma criança andar de bicicleta sem capacete pode resultar numa multa de até 300 euros, segundo as alterações que o Governo quer fazer ao Código da Estrada.
Na proposta de lei entregue ao Parlamento, onde agora seguirá o processo legislativo, as crianças até sete anos têm obrigatoriamente de andar de capacete. Se não o fizerem, prevêem-se multas de 60 a 300 euros, embora não seja claro a quem, em concreto, elas serão aplicadas.
A questão do capacete é uma entre várias que abordam as bicicletas nas alterações propostas pelo Governo. E é também uma das que não agrada aos ciclistas. Mário Alves, da Mubi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta, afirma que em países onde o uso de capacete foi declarado obrigatório — como a Austrália e a Nova Zelândia — o número de ciclistas caiu 40 a 60%. E ter menos cidadãos a pedalar mas com capacete, afirma Alves, é pior do que ter mais ciclistas sem capacete, em termos de saúde pública. “Se queremos encorajar o uso de bicicletas, não é por aí”, diz.
“É mais uma medida restritiva ao uso da bicicleta”, concorda José Manuel Caetano, presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta. “Melhor seria fiscalizar a qualidade do capacete”, completa.
Os ciclistas não estão satisfeitos também com o nível de prioridade dado às bicicletas. Apesar de várias modificações prometerem maior atenção ao ciclista, mantém-se a obrigatoriedade de circular o mais próximo possível das bermas. No diploma estipula-se que o ciclista mantenha da berma “uma distância que permita evitar acidentes”, mas não diz qual é esta distância.
“O mais próximo da berma é o sítio mais perigoso para se andar”, diz Mário Alves, da Mubi. José Manuel Caetano acrescenta que há uma série de potenciais perigos, como sarjetas onde as rodas podem ficar entaladas, piso irregular, lixo e, sobretudo, o risco de o ciclista ser ultrapassado à rasante por automóveis. Muitos dos acidentes com bicicletas, diz José Manuel Caetano, resultam de toques do espelho retrovisor em situações destas.
“O que queríamos era manter o eixo da via, como qualquer outra viatura”, afirma o presidente da federação de cicloturistas.
Prioridade à bicicleta
A questão da prioridade dada à bicicleta é o ponto central das aspirações dos ciclistas. “A prioridade deve ser do veículo mais leve para o mais pesado”, diz Mário Alves. “À aproximação de um ciclista ou de um peão, o condutor devia abrandar em qualquer circunstância. São o elo mais fraco da cadeia”, acrescenta José Manuel Caetano.
Muitas modificações propostas pelo Governo procuram ir neste sentido. Os condutores deverão sempre abrandar a velocidade e ter especial atenção à distância em relação aos “utilizadores vulneráveis” — uma nova categoria que inclui as bicicletas e os peões e que também consta do projecto de lei enviado à Assembleia da República.
As regras para as passadeiras de peões também ficam a valer para as passagens de bicicletas — como ciclovias que atravessem ruas. E se houver vias de bicicletas que cruzem faixas de rodagem, os carros devem ceder a passagem. Mas parte da responsabilidade da segurança é depositada nos próprios ciclistas, que “não podem atravessar a faixa de rodagem sem previamente se certificarem que, tendo em conta a distância que os separa dos veículos que nela transitam e a respectiva velocidade, o podem fazer sem perigo de acidente”.
Outras modificações vão ao encontro do que os ciclistas reivindicavam, como a permissão legal de duas bicicletas andarem lado a lado na rua, até que surja um automóvel.
As crianças até aos dez anos são equiparadas aos peões e podem andar de bicicletas nos passeios. E nas ciclovias, passa a ser permitido circular com atrelados para transporte de crianças.
As novas normas do código, caso sejam aprovadas, permitirão o bloqueio ou remoção de automóveis que estejam a bloquear ciclovias ou passagens próprias para bicicletas.
O reino dos peões e dos ciclistas serão as chamadas “zonas de coexistência”, onde os automóveis só poderão andar a 20 quilómetros por hora. São vias especialmente concebidas para serem partilhadas por peões e veículos, e onde as bicicletas poderão andar à vontade.
No global, a Mubi saúda as alterações, mas diz que persistem alguns problemas graves. A Federação Portuguesa de Cicloturistas não está satisfeita. “Tem 25% do que queríamos. Isto não é nada”, queixa-se José Manuel Caetano.
in Publico http://www.publico.pt  by Ricardo Garcia

segunda-feira, março 04, 2013

CIÊNCIA PARA TODOS


Via Público


Ciência e divertimento num jogo, é possível? A empresa portuguesa Science4you diz que sim. Há cinco anos que põe crianças a brincar com a ciência e agora expande-se para o estrangeiro
Óculos postos, reagentes na mesa. Coloca-se bicarbonato de sódio e corante vermelho, porque lava que é lava tem aquele brilho incandescente, vermelho-alaranjado. Misturam-se os pós e acrescenta-se ácido acético, ou seja, vinagre. Resultado: boom! Ou melhor, schlhglrhhgrh - a onomatopeia impronunciável que acompanha o líquido vermelho, borbulhante e algo misterioso que sai da cratera. Temos um vulcão de plástico a espumar lava de brincar à nossa frente e, de repente, voltamos a ser crianças.


Podemos ser crianças vezes sem conta. Em casa, lembra-nos Daniela Silva, directora do departamento de investigação e desenvolvimento da Science4you - a empresa portuguesa que idealizou o vulcão -, há fermento para substituir o bicarbonato de sódio, há vinagre e há também corante vermelho em forma de guache. Mesmo que os reagentes originais acabem, a brincadeira continua.



Estamos na sede da Science4you, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), mais precisamente na sala onde há festas de aniversário científicas. Os miúdos podem comemorar aqui os anos a fazer experiências, produzem sabonetes ou fazem um "pega-monstro" que depois levam para casa. Na mesa, Daniela Silva, engenheira química de 27 anos, mostra o vulcão a funcionar. Não tem os óculos postos.



"O vulcão está no top de vendas há anos", conta. É o seu brinquedo favorito, juntamente com o Química 1000, uma caixa que traz 80 experiências de laboratório, e o kit solar, que se monta e transforma em carro ou barco ou em moinho e funciona com a luz do Sol, num apelo à utilização das energias renováveis.



Cada brinquedo vem com um livrinho que vai além da explicação das experiências, está repleto de conhecimento. No caso do vulcão, o pequeno manual é uma porta de entrada para as ciências geofísicas. "Um vulcão activo é um dos elementos mais imponentes da natureza. É a representação do poder do planeta Terra", lê-se. Os temas do vulcanismo, da tectónica de placas, das camadas existentes no interior da Terra, da energia geotérmica ou pequenas curiosidades como a origem do termo "geologia" e uma referência ao Vulcano, o deus romano do fogo, encontram-se ali.



Esta vertente educacional é uma aposta forte da empresa. "Não estamos só a dar um carro para construir, como o Lego,também damos educação", explica por sua vez Miguel Pina Martins, administrador da empresa, de 28 anos. "Colocamos o painel solar, [as crianças] têm de perceber como é que funciona o motor, por que é que quando está sol funciona e quando não está não funciona, e tem a componente educativa: por que é que as energias renováveis são o futuro da humanidade."



Miguel Pina Martins defende que assim "consegue-se sensibilizar as crianças" que sabem que ""um dia, o mundo vou ser eu, daqui a 30 anos isto vai ser para mim"", diz, colocando-se no lugar das próximas gerações. Mas essa não é uma tarefa fácil. O embrião da Science4you remonta a 2007, a partir do projecto final de licenciatura de Pina Martins, na altura a sair do curso de Finanças do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, numa parceria com a FCUL que funcionou como incubadora de ideias.

domingo, março 03, 2013

ONTEM FOI 2 DE MARÇO


Por:Paulo Morais, Professor Universitário in CM Jornal

No último fim de semana o povo saiu à rua. Veio clamar por justiça e rejeitar as políticas seguidas por este regime moribundo.
Nas manifestações, em Lisboa, no Porto, e um pouco por todo o país, estava representada uma maioria sofredora, todo um povo que se sente num beco sem saída.
Um beco em que Cavaco, Guterres, Barroso e Sócrates nos encurralaram. Passos Coelho prometeu que nos iria resgatar deste atoleiro, mas apenas tem mantido o status quo, tornando-se assim co-responsável por uma das piores fases da vida da história do país. Esta é a geração mais espoliada nos seus rendimentos, que são transferidos pelo sistema político para os cofres dos verdadeiros donos do regime, bancos, construtores e promotores imobiliários. A política abastardou-se e transformou o orçamento de estado no instrumento que drena os recursos dos pobres para o bolso dos poderosos.
Nas manifestações de sábado marcou presença todo o tipo de portugueses, desesperados, revoltados ou deprimidos, injustiçados, letrados e analfabetos, velhos e novos.
Encontrei mães aflitas que já não têm comida para dar aos filhos, professores indignados porque os seus alunos chegam à escola sem pequeno-almoço, reformados deprimidos porque não têm dinheiro para passear, por via da redução das pensões, a par do aumento do preço dos transportes. Também lá estava a classe média, informada e culta, pois sente que a redução do seu poder de compra é em vão. Sabe que abdica de férias, passeios e almoços apenas para manter negócios criminosos como o das parcerias público-privadas.
Estavam jovens sem futuro, idosos sem presente. Pais e avós amargurados. Marcaram presença emigrantes, desde os que saíram para escapar à fome e à miséria, até jovens qualificados que tiveram de deixar o país porque não têm cá qualquer possibilidade de sucesso. Fartos de incompetência, rumaram a paragens onde a sua carreira depende do currículo e não do padrinho ou da filiação partidária.
Marginalizados da manifestação – os verdadeiros marginais no sábado – foram os partidos, a classe política, os sindicatos e todas as outras estruturas orgânicas do regime. Não havia caciques, todos eram pares. Sentia-se no ar o espírito de Grândola, "em cada esquina um amigo, em cada rosto igualdade".

sábado, março 02, 2013

terça-feira, fevereiro 26, 2013

LEITURA PARA ANTES DA MANIF




É o nosso dinheiro. São os nossos impostos.
Saiba como o Estado os tem vindo a gastar.

Todos os dias entregamos ao Estado uma parte substancial dos nossos rendimentos sob a forma de impostos. E acreditamos que o Estado vai gerir esse dinheiro de forma conscienciosa, em obediência aos critérios da boa gestão financeira. Não é, porém, o que acontece. Mais vezes do que seria aceitável, o capital que tanto nos custou amealhar é usado em negócios ruinosos com o sector privado; ou desperdiçado em obras públicas que se eternizam ou não fazem sentido económico ou financeiro.
Não só pagamos os impostos, como a factura da sua má gestão. Ao gastar alegremente mais do que tem, o Estado acumula uma dívida. E quem tem de a assumir somos nós, os contribuintes, que pagamos o descontrolo das finanças estatais com novos impostos, e ainda mais sacrifícios.
É um ciclo vicioso chocante, consequência de um festim de maus gastos públicos sem fim à vista. E uma realidade que Carlos Moreno acompanhou de perto enquanto Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas. Ao longo de 15 anos assinou mais de 100 relatórios de auditoria, passou a pente fino os gastos com a Expo 98, com as famigeradas SCUT, os Estádios do Euro 2004, o célebre IPE, a Casa da Música, o Túnel do Rossio, o terminal de contentores de Alcântara.
A lista não cabe nesta obra. Cabem os casos mais emblemáticos, a frieza dos números, a análise rigorosa, objectiva e implacável do que foi gasto. E porque muito poderia ter sido feito para evitar o gritante desperdício dos nossos impostos, o autor reserva para o fim uma nota de esperança: tanto nós como os nossos governantes temos o poder de fazer mais e melhor para pôr as finanças públicas na ordem.

domingo, fevereiro 24, 2013

PSD DE ALMADA E OS CONTENTORES NA TRAFARIA


O PSD de Almada disse que ficou surpreendido com a intenção de o Governo avançar com um novo terminal de contentores na Trafaria, referindo que "esta não é a melhor solução" para o concelho.


"Não podemos pois deixar de afirmar a nossa discordância e de exigir ao Governo as explicações que se impõem para justificar esta opção e, sobretudo, apelar para que, no processo de decisão, se realmente se concretizar, se tenha em conta a nossa visão de desenvolvimento do nosso concelho", refere Nuno Matias, presidente da concelhia, em comunicado enviado à Lusa.

O social-democrata explica que o PSD de Almada "sempre defendeu não ser esta a melhor solução" e refere que o desenvolvimento de Almada deve passar pelo turismo, requalificação do território e valorização de actividades tradicionais, como a pesca.

"Sempre defendemos que o concelho de Almada tem condições naturais únicas que podem ser um verdadeiro motor de crescimento económico assim haja visão, assim se perceba que a aposta na requalificação do território e uma verdadeira promoção turística pode reforçar o número de turistas e, acima de tudo, aumentar as receitas das empresas, e logo, do município e do país", salienta o documento.

O lidera da concelhia refere ainda que acompanha a intenção dos deputados do PSD eleitos pelo distrito de Setúbal de solicitar com urgência uma reunião com o Governo para obter explicações sobre o que justifica esta decisão.

O Governo apresentou na sexta-feira um plano de restruturação do Porto de Lisboa, que prevê a concessão do terminal de cruzeiros, um novo terminal de contentores na Trafaria e a criação de uma nova marina.
Lusa/ SOL

sábado, fevereiro 23, 2013

CONTENTORES EM TRIBUNAL ?


A presidente da Câmara de Almada, Maria Emília de Sousa, afirmou hoje que a construção de um novo terminal de contentores na Trafaria é um «atentado ambiental gravíssimo» e prometeu recorrer aos tribunais para impedir a concretização do projeto.

«Os autarcas do município de Almada há muitos anos que recusam a construção de um megaterminal de contentores na Trafaria. O modelo de desenvolvimento do concelho não passa por aqui. Esta situação, a concretizar-se, corresponderá a um gravíssimo crime ambiental de `lesa pátria´», disse.

«O nosso município não deixará de recorrer a todas instâncias judiciais, incluindo o Tribunal Europeu, contra este crime hediondo», acrescentou Maria Emília de Sousa, que falava à Lusa após a apresentação do plano de reestruturação do Porto de Lisboa.
Diário Digital / Lusa

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

A VIRGEM OFENDIDA

http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/13812957/1
Câmara diz que construção de um novo terminal, devido à reestruturação do Porto de Lisboa, é um «atentado ambiental gravíssimo»

Apesar do Alzheimer ambiental /turistico do qual esta senhora padece, nomeadamente em relação à Costa de Caparica, não posso estar mais de acordo contra mais uma patetice.

quarta-feira, fevereiro 20, 2013

OFERTA FORMATIVA


À atenção dos senhores autarcas...politicos...gestores...

“Economia Verde e Mudança de Paradigma de Gestão” é o mote do seminário de formação avançada que terá lugar no próximo dia 27 (4.ªf), no Instituto Superior de Gestão de Lisboa. Destina-se a gestores, empreendedores, técnicos e consultores de gestão, estudantes de mestrado e doutoramento, investigadores… Vejam o programa e as condições de inscrição em https://www.facebook.com/events/545594048798573/

terça-feira, fevereiro 19, 2013

FUTURO ... NA GAVETA



É bom lembrar certos arautos que durante a última década foram tomadas medidas muito à frente no seu tempo em termos globais e com impactos económicos positivos significativos no presente e no futuro. Soluções essas que uma politica demasiado austera está a deitar por água abaixo pondo em causa esses e outros impactos positivos.

Relembro que Portugal foi pioneiro na mobilidade  eléctrica e na instalação de uma rede de carregamento de veículos como suporte dessa nova frota por hora (pela sua escala de fabrico e não só) ainda financeiramente incomportável.

Veja-se a decisão acabada de tomar pelo Mayor de Nova Iorque :


20% of new parkings in NYC to be plug-in friendly

As I was just writing in another article: "One of the great things about electric vehicles is that they not only get better quickly as new generations of batteries and power electronics come out, but even existing EVs get more useful over time as more fast charging stations are built everywhere." A good example of this is a new plan by Michael Bloomberg, New York City's mayor, to add 10,000 public parking spots for electric vehicles over the next 7 years (note that because of the way it's worded, I believe that this doesn't mean 10,000 chargingstations, but rather that a station with 4 charging ports would count as 4 EV parking spots).


During a State of the City speech, Mr Bloomberg said: "This year we’ll pilot curbside vehicle chargers that will allow drivers to fill up their battery in as little as 30 minutes. We’ll work with the City Council to amend the Building Code so that up to 20 percent of all new public parking spaces will be wired and ready for electric vehicles.”
Wiring lots and lots of parking spots, even if only with slow-charging stations, is a great idea because vehicles tend to spent most of the day and night parked anyway. If you're doing a long road-trip, sure you might need a big battery andfast-chargers along your path, but for the vast majority of trips, leaving home with a full battery because you charged overnight and then topping it off at work or wherever you're going should do the trick. Gasoline vehicles have trained people to want really long ranges because you only refuel once every X days. But if you can recharge almost every time you are parked somewhere, you'll almost always leave with a full battery and total range shouldn't matter too much except for longer road-trips.

domingo, fevereiro 10, 2013

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA



Um caminho que nos parece ERRADO !

"Parece que à segunda, foi de vez. A Assembleia Municipal de Odivelas confirmou na quinta-feira à noite a aprovação da concessão a privados do abastecimento de água, numa sessão que ficou novamente marcada pelos protestos de centenas de trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Loures, segundo a Lusa.Na terça-feira a reunião tinha sido adiada devido ao protesto dos trabalhadores."

domingo, fevereiro 03, 2013

CONVIVÊNCIA



Pontes para Caranguejos, Christmas Island
Pequeno território australiano a 370 km da Indonésia, a ilha de Christmas Island é conhecida mundialmente pela sua impressionante migração de caranguejos, que saem dos seus ninhos no centro da ilha até ao litoral. São mais de 120 milhões de caranguejos anualmente! Esta maré vermelha invade a ilha, complicando io trânsito nas estradas locais. Para diminuir a circulação dos animais nas estradas, são instaladas pontes para que eles possam atravessar sem incomodar os automobilistas



sábado, fevereiro 02, 2013

AMBIENTE E €UROPA


O rascunho do orçamento europeu para 2014-2020 não agrada aos ambientalistas. Para além dos cortes na investigação e nos apoios ambientais, as alterações na política agrícola comum vão destruir anos de trabalho em termos de sustentabilidade, como por exemplo (1) os estados poderão transferir 25% dos fundos previstos para o desenvolvimento rural para pagamentos diretos de modo a compensar os cortes nas despesas da CAP, (2) o fim da obrigatoriedade de reserva de áreas de relevante interesse ecológico vai prejudicar a biodiversidade, (3) os cortes no programaLIFE.European Voice. (fonte Ondas 7)

sexta-feira, fevereiro 01, 2013

AMBIENTE, SAÚDE E JUSTIÇA



Tal qual como cá:


  • A DuPont foi processada por 4 residentes de Parkersburg, em West Virginia, por alegada contração de cancro  e outros danos à sua saúde provocados por ingestão de água contaminada com C8 da fábrica vizinha. The Charleston Gazette.
  • O estado do Ohio suspendeu os alvarás de duas empresas de Youngstown por despejo ilegal de resíduos de prospeções em pluvial que drena para o rio Mahoning.
  • A Florida Wildlife Federation processou o governador Rick Scottand por ter cedido terrenos públicos a duas empresas de açúcar, a Duda and Sons e a Florida Crystals em Palm Beach County. Os ambientalistas alegam que toda a área cedida por trinta anos era necessária e útil para armazenar e filtrar a água das chuvas que entram nas Everglades. Sun Sentinel. (Ondas 7)

quinta-feira, janeiro 31, 2013

O FUTURO ENERGÉTICO ALEMÃO



  • O novo projeto nacional de energia para a Alemanha está a dividir a sociedade alemã, escreve o Economist. (1) Para encerrar as centrais nucleares até 2022 e produzir 80% de energia a partir das renováveis em 2050 o governo fez subir a fatura da eletricidade aos consumidores para conseguir verbas para investir nas tecnologias ditas limpas; (2) O governo continuou a favorecer as indústrias não lhes subindo os preços da energia e isentando-as de taxas para elas poderem continuar competitivas; (3) A produção de energia a partir do sol, do vento e da biomassa tem crescido significativamente, sendo os seus pontos fracos o seu transporte e armazenamento. Para não falar na mixórdia de interesses que dividem os vários estados. Alguns não estão interessados em ver passar mais cabos pelos seus territórios, outros querem exportar a energia que produzem, e outros preferem ser ausossuficientes.
  • Vale a pena ver como em Massachusetts se recolhe os resíduos. (in Ondas 7)

quarta-feira, janeiro 30, 2013

EUROPA COMBATE POLUIÇÃO DO AR



Depois de conhecidos os últimos dados sobre a qualidade do ar nos países da União Europeia, foi reconhecida a necessidade urgente de por em prática medidas para melhorar a qualidade do ar.
A Comissão Europeia foi mandatada para efectuar uma revisão da Estratégia Temática sobre Poluição Atmosférica, abrindo um processo de consulta pública que decorre até quatro de Março.

terça-feira, janeiro 22, 2013

DESTRUIÇÃO NO BUÇACO



A Mata Nacional do Buçaco, um dos ex-libris da região Centro em termos de visitação e turismo, não escapou à intempérie do fim de semana passado, cujos efeitos foram nefastos, tanto ao nível do património natural, como do património construído. A avaliação dos estragos pela Fundação Mata do Buçaco encontra-se em curso e prosseguirá ao longo dos próximos dias, dada a sua dimensão.


Após um fim de semana de verdadeira calamidade, as equipas da Fundação Mata do Buçaco encontram-se a trabalhar a 100 por cento no sentido de, desde já, permitir o restabelecimento das principais vias de acesso e infraestruturas de apoio. Sem água, luz e comunicações até ao final da manhã de hoje, a dificuldade de contactos não impediu, desde já, a colaboração da Câmara Municipal da Mealhada, Bombeiros Voluntários da Mealhada, Pampilhosa e Penacova, que têm vindo a disponibilizar meios humanos e materiais para auxílio na tarefa prioritária que constitui a desobstrução de caminhos e trilhos.

segunda-feira, janeiro 21, 2013

DISCUTIR O PAÍS À PORTA FECHADA



"O Governo resolveu convocar, na última semana, a chamada sociedade civil para discutir a refundação do Estado. 

Decidiu assim chamar para uma sala fechada, em Lisboa, a nata da sociedade portuguesa. O problema é que a maioria dessa nata é constituída por empresários e figuras que, directa ou indirectamente, são subsidiados nos seus negócios e actividades pelo Estado português – ou seja, dependem dos governantes que os convidaram. 

E assim, foram convocados para dizer aquilo que o governo queria ouvir. 

Aliás, estas reuniões são típicas dos regimes decadentes. Já antes do 25 de Abril havia romagens a bajular o chefe do Governo. Designavam-se então brigadas do reumático. 

Na sociedade, como no leite, a nata quando envelhece e fica batida, transforma-se em manteiga. No Palácio Foz, em Lisboa, na última semana, não esteve presente a nata do regime, mas sim os manteigueiros do regime, que é como quem diz, os graxistas deste e de todos os Governos." (Paulo Morais)

domingo, janeiro 20, 2013

EMERGÊNCIA AMBIENTAL EM SINTRA


O secretário de Estado das Florestas assegurou, em Sintra, que depois da avaliação dos estragos provocados pelo temporal de sábado, o Governo irá «agir em conformidade».

Numa visita à serra de Sintra, Daniel Campelo disse aos jornalistas que, sendo pública a empresa Parques de Sintra e Monte da Lua, o executivo «terá de agir em conformidade com as responsabilidades da sua empresa».

O responsável adiantou estar a decorrer a avaliação no terreno, onde se «constata de facto uma grande destruição de património natural e construído».

«Com uma avaliação mais real daquilo que foi o estrago total, quer no património público, quer nas infraestruturas de apoio, irá atuar-se em conformidade», afirmou.

Por seu turno, o presidente da Câmara Municipal de Sintra, Fernando Seara, chamou a atenção para os «milhares de árvores caídas, algumas arrancadas pela raiz, os muros de suporte totalmente destruídos e, nalgumas zonas, as casas particulares afetadas com quedas de árvores».

«Temos porventura uma das maiores ou a maior catástrofe natural em Sintra nos últimos 50 anos», resumiu o autarca, citando as informações de que a serra terá sido afetada noutras duas ocasiões pelo mau tempo: em 1940 e 1950.

Depois de completa a avaliação, Fernando Seara afirmou que será pedido apoio ao Estado para a reabilitação e reflorestação da serra.