Blogue Ambientalista da Margem Sul / Portuguese Environmental Blog "Pense Global , Aja Local" Save the Portuguese Forest / Salve a Floresta Portuguesa
segunda-feira, maio 20, 2013
quinta-feira, maio 16, 2013
terça-feira, maio 14, 2013
segunda-feira, maio 13, 2013
domingo, maio 12, 2013
HORTAS URBANAS EM...NOVA IORQUE
Como é que neste tempo, com as carências alimentares diárias ( que tendem a se agravar) , com o número de desocupados e desempregados , não sejam fomentadas pelas autarquias da margem-sul , a criação de hortas urbanas , até porque se trata de uma região fértil , com um clima privilegiado e onde até há uma geração atrás havia conhecimento e prática agricola.
À atenção dos Partidos , nestes tempos actuais pré-eleitorais, chega de rotundas e prometam (e cumpram) a criação de parques de hortas urbanas !
sábado, maio 11, 2013
BIODIVERSIDADE - PORTUGAL EM RISCO

Uma análise da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), de que a LPN é membro, revelou algo para que há muito vínhamos chamando a atenção: a zona mais biodiversa da Europa, o Mediterrâneo, está a ser fortemente impactada pela actividade humana e é nos países desta região que há maior quantidade de espécies ameaçadas.
Portugal, Grécia e Espanha são os países com maior proporção de espécies ameaçadas de extinção: 21% das 2032 espécies avaliadas em Espanha estão ameaçadas, 15% das 1215 espécies avaliadas em Portugal estão ameaçadas e 14% das 1684 espécies avaliadas na Grécia estão ameaçadas.

A observação dos cinco primeiros países poderia fazer pensar que estaríamos a pensar em alguma outra estatística como o desemprego ou a recessão económica, mas é da biodiversidade e das espécies ameaçadas que se trata. Este quadro espelha a Crise da Biodiversidade.
A análise de IUCN debruçou-se sobre a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da Europa e conclui que a União Europeia tem muito trabalho pela frente para poder cumprir os objetivos da Estratégia para a Biodiversidade de 2020. Das espécies em extinção no continente distinguem-se os grupos: 59% dos moluscos de água doce, 40% dos peixes de água doce, 23% dos anfíbios, 22% dos moluscos terrestres e 20% dos répteis.
Entre as principais causas de ameaça às espécies está a perda, fragmentação e degradação dos habitats devido à expansão agricola intensiva e híper-intensiva, expensão urbana, abandono de sistemas agrícolas de Alto Valor Ambiental (montados, estepes cerealíferas, pastagens extensivas, prados de montanha, olivais extensivos) construção de barragens e poluição das águas.
A intensificação agrícola, reconstrução industrial e desregulamentação da legislação ambiental são algumas das apostas mais fortes para a recuperação económica nos países com maior biodiversidade, mas que mal feita e desordenada mais põe em causa as espécies ameaçadas na Europa. Os danos causados à maior riqueza que se encontra nesses países serão irreversíveis e de valor incalculável a médio-longo prazo. A LPN chama por isso a atenção a este importantíssimo estudo que deve ter um peso bastante relevante para as opções económicas a ser escolhidas pelos governos europeus.
A riqueza de biodiversidade é um valor inestimável, com serviços prestados aos ecossistemas naturais e humanos, às actividades agrícolas e florestais, ao turismo e à saúde pública. Lançar países em projectos que acelerarão a destruição destes valores naturais é retirar às gerações futuras o património natural que herdámos das gerações passadas, inviabilizando também o futuro dos países em causa. A aposta na conservação e na promoção da riqueza ambiental é um caminho importante a escolher nas soluções para a crise económica.
A análise de IUCN debruçou-se sobre a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da Europa e conclui que a União Europeia tem muito trabalho pela frente para poder cumprir os objetivos da Estratégia para a Biodiversidade de 2020. Das espécies em extinção no continente distinguem-se os grupos: 59% dos moluscos de água doce, 40% dos peixes de água doce, 23% dos anfíbios, 22% dos moluscos terrestres e 20% dos répteis.
Entre as principais causas de ameaça às espécies está a perda, fragmentação e degradação dos habitats devido à expansão agricola intensiva e híper-intensiva, expensão urbana, abandono de sistemas agrícolas de Alto Valor Ambiental (montados, estepes cerealíferas, pastagens extensivas, prados de montanha, olivais extensivos) construção de barragens e poluição das águas.
A intensificação agrícola, reconstrução industrial e desregulamentação da legislação ambiental são algumas das apostas mais fortes para a recuperação económica nos países com maior biodiversidade, mas que mal feita e desordenada mais põe em causa as espécies ameaçadas na Europa. Os danos causados à maior riqueza que se encontra nesses países serão irreversíveis e de valor incalculável a médio-longo prazo. A LPN chama por isso a atenção a este importantíssimo estudo que deve ter um peso bastante relevante para as opções económicas a ser escolhidas pelos governos europeus.
A riqueza de biodiversidade é um valor inestimável, com serviços prestados aos ecossistemas naturais e humanos, às actividades agrícolas e florestais, ao turismo e à saúde pública. Lançar países em projectos que acelerarão a destruição destes valores naturais é retirar às gerações futuras o património natural que herdámos das gerações passadas, inviabilizando também o futuro dos países em causa. A aposta na conservação e na promoção da riqueza ambiental é um caminho importante a escolher nas soluções para a crise económica.
Lisboa, 9 de Maio de 2013
segunda-feira, maio 06, 2013
quinta-feira, maio 02, 2013
COM BETÃO NOS PÉS
O caminho de fatalismo e resignação - subordinando o País às exigências mais bizarras dos nossos incompetentes credores -, a que Cavaco Silva, Passos Coelho e Vítor Gaspar condenam o País, tornará inevitável um segundo resgate. De acordo com os cálculos de Ricardo Cabral, num estudo ainda no prelo, o volume da dívida pública portuguesa obrigará a recorrer, depois de 2014, a refinanciamentos anuais no mercado em montantes de 16 mil milhões de euros, muito mais do que os dez a 12 mil milhões de euros que o Estado era capaz de refinanciar antes do memorando de entendimento, numa altura em que tinha um rating positivo (investment grade). Seria preciso um milagre para que, com um rating de "lixo", Portugal pudesse manter o seu serviço de dívida em condições de normalidade. Na verdade, a única alternativa seria o apoio do BCE através do mecanismo OMT. Contudo, é altamente improvável que Portugal tenha condições para se candidatar a tal apoio quando, como é sabido, o Bundesbank continua a fazer fogo cerrado sobre um mecanismo que, mesmo sem ter ainda saído do papel, tem tido resultados positivos. Aliás, para o influente economista alemão Hans-Werner Sinn é claro que "Portugal necessita de um novo programa de resgate" ("Should Germany exit the euro?", Project Syndicate, 23/4/2013).
As perguntas essenciais são estas: quais são as condições que poderemos antecipar para o novo "apoio" a Portugal, o mais tardar no segundo semestre de 2014? Estará o País em condições de suportar essas condições sem se fraturar internamente?
As condições do Bundesbank
Concordo inteiramente com Ricardo Cabral quando este aponta para duas exigências muito danosas para o País, que, com toda a certeza, serão impostas. A primeira será a reprodução dos requisitos do bail-in, que foram experimentados em Chipre. Os depositantes em bancos nacionais irão aprender à sua custa que, afinal, Jeroen Dijsselbloem, o presidente do Eurogrupo, não se enganou quando, numa conferência em março de 2013, referia que os expedientes aplicados em Chipre seriam aplicados noutros países, quando considerado conveniente e necessário pelos credores. A segunda condição será, com grande probabilidade, a utilização parcial ou integral (eventualmente como garantia ou qualquer outra forma indireta) das reservas de ouro nacionais, para amortizar a dívida. Julgo, contudo, que existirá uma terceira condição, e que será essa que ditará o ponto crítico onde se jogará, duplamente, o destino do segundo resgate e o próprio futuro de Portugal como país que vacila entre a recuperação ou da perda total da soberania.
Para compreendermos qual será essa terceira condição temos de recuar um pouco no tempo, seguindo o fio temático que abordei no meu recente artigo "O Estado social da Europa de Merkel" (DN, 21/4/2013). Em 2006, o BCE e os bancos centrais da Zona Euro iniciaram um estudo sobre o património das famílias nos diferentes países europeus ("Household Finance and Consumption Survey"). O estudo, cujos primeiros resultados foram publicados em abril, causou uma vasta polémica na imprensa, que ainda prossegue. O principal responsável por isso foi Jens Weidmann, presidente do Bundesbank, que, ainda em março de 2013, não hesitou em lançar para a opinião pública alemã alguns dados - que não são nem rigorosos nem inocentes - visando inocular na opinião pública alemã a ideia tóxica de que as famílias espanholas, italianas e cipriotas têm em média um património muito superior às suas congéneres germânicas. Na imprensa económica mundial séria, como é o caso de um recente artigo de Paul de Grauwe (Expresso, 27/4/2013, as alegações do Bundesbank têm sido acusadas de terrorismo estatístico pela falta de rigor metodológico e pelo tratamento erróneo da informação. Mas a intenção de Weidmann foi atingida. O cidadão alemão comum pensa o seguinte: "Qual é o sentido de estarmos a contribuir com os nossos impostos para fundos de resgate de países cujos cidadãos são mais ricos do que nós?"
A terceira condição
Que impacto terá para Portugal a insistência do Bundesbank, secundada por outras instituições e figuras na Alemanha, incluindo Lars Feld, um académico que integra o célebre Conselho Económico do Governo de Berlim, conhecido por "Conselho dos Cinco Sábios"? Muito provavelmente, o segundo pacote exigirá - como terceira condição a acrescentar às duas acima apontadas - um novo imposto sobre o património imobiliário das famílias. As suas modalidades de aplicação poderão ser variáveis, devendo assumir um carácter temporário. Numa altura em que a "fadiga fiscal" atinge os impostos sobre o rendimento (IRS e IRC), e o IVA já ultrapassou os limites do razoável, como ocorre no sector da restauração, é mais do que provável que a estratégia de empobrecimento, ou, se usarmos a expressão "técnica", de "desvalorização interna", atinja a propriedade das famílias portuguesas, fazendo dos recentes aumentos do IMI uma brincadeira infantil.
Se e quando isto acontecer, a austeridade em Portugal ultrapassará o nível do Rubicão. Muito provavelmente, o País entrará numa entropia política e social em que o sofrimento e o empobrecimento serão os únicos dados que se poderão antecipar com toda a certeza. Os cidadãos preocupados com o futuro de Portugal e as instituições onde ainda resiste um mínimo de consciência patriótica e orgulho nas liberdades e direitos constitucionais terão à sua frente cerca de um ano antes desta catástrofe se tornar realidade. Teremos inteligência e coragem suficientes para a prevenir? Seremos capazes de nos reerguer como nação se o segundo resgate se impuser contra toda a boa racionalidade técnica e o bom senso político? Seremos capazes de defender o interesse superior dos portugueses e a bondade do projeto de uma Europa pacífica, "governada por leis e não por homens"? (Viriato Surumenho Marques)
| Artigo Parcial |
sexta-feira, abril 26, 2013
quinta-feira, abril 25, 2013
segunda-feira, abril 22, 2013
quarta-feira, abril 17, 2013
terça-feira, abril 16, 2013
sexta-feira, abril 12, 2013
segunda-feira, abril 08, 2013
domingo, abril 07, 2013
quinta-feira, abril 04, 2013
PRIVATARIA
Alguém me explica porque razão uma empresa pública como os CTT ( LUCRATIVA ) com tão grande importância social fecha balcões limitando as populações e extinguindo empregos e vai ser privatizada ???
Notícia e foto Público :
Os CTT registaram lucros de 50,7 milhões de euros em 2012, o que representou um recuo de 9,1% face ao resultado líquido do ano anterior, que atingiu 55,8 milhões. Privatização do grupo estatal arranca agora.
O presidente dos CTT, Francisco Lacerda, revelou nesta quinta-feira que o resultado líquido recuou fruto de um abrandamento de 6,5% nas receitas, que se fixaram em 711,7 milhões de euros. Esta redução foi compensada por uma contenção de despesas, com os gastos operacionais a descerem 8,5% para 601,6 milhões.
O serviço de correio representou 67% das receitas, tendo protagonizado uma quebra de 6,7% nos proveitos em 2012. No entanto, a maior descida foi protagonizada pelas soluções empresariais, com uma redução de 10,4%.
“Em conjunturas como as que temos, as empresas e as pessoas têm menos actividade e vão usar os serviços muito menos porque têm mais atenção aos custos”, referiu Francisco Lacerda, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2012.
O presidente dos CTT destacou o facto de o grupo ter sido “capaz de reduzir os custos correntes” para fazer face ao abrandamento nas receitas. Do corte de 8,5% nos gastos, a maior fatia foi conseguida com poupanças de 39,7 milhões de euros nos encargos com pessoal, nomeadamente através da eliminação do subsídio de férias e de Natal, imposto à função pública e às empresas do Estado em 2012.
Outra medida imposta às empresas públicas era o emagrecimento do quadro de pessoal, que o grupo estatal reduziu em 4,5%. No final do ano passado, os CTT empregavam 13.167 pessoas, número que compara com os 13.836 de 2011, o que significou a saída de 669 trabalhadores.
A compensação da quebra de receitas com a redução do lado dos custos não chegou para evitar um recuo no resultado líquido do grupo, fruto de uma descida nos ganhos financeiros e de um acréscimo dos resultados não recorrentes.
Francisco Lacerda confirmou nesta quinta-feira que o processo de privatização da empresa “arranca formalmente neste trimestre e estará pronta até ao final do ano”, tal como previsto na sexta avaliação da troika ao programa de ajustamento do país.
quarta-feira, abril 03, 2013
À ATENÇÃO DOS SENHORES AUTARCAS
terça-feira, abril 02, 2013
segunda-feira, abril 01, 2013
DIA DAS MENTIRAS
Inspirados pelos posts do "Mês da Bicicleta" do a-sul, as autarquias da margem sul resolvem - no quadro do propalado "Arco Ribeirinho" - investir na construção de uma rede de ciclovias e de um sistema de bicicletas de uso partilhado de forma a combater a dependência do petróleo e da subida do preço dos transportes , bem como a descida dos salários e dos rendimentos para assim dar um contraponto à crise e à melhoria da qualidade de vida das populações.
Na imagem , a Ponte Vasco da Gama hoje dia 1 de Abril
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















