sábado, janeiro 19, 2013

POR CIDADES CICLÁVEIS



Ciclistas equipados a preceito em bicicletas de todo-o-terreno enlameadas, jovens com bicicletas imaculadas de design estilizado e muitas pessoas que fazem das duas rodas o veículo do dia-a-dia – largas dezenas reuniram-se esta tarde no Terreiro do Paço, em Lisboa, para apelar ao que chamam “modos suaves” na estrada.
Também no Porto, cerca de cem ciclistas concentraram-se em frente à câmara municipal, para protestarem contra os atropelamentos que se têm sucedido nas últimas semanas e para pedirem “mais respeito” pelos peões e ciclistas. As concentrações foram convocadas para várias cidades pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicletas (FBCUP).
O deputado do PSD Pedro Roque, dirigente da federação, juntou-se ao protesto em Lisboa, numa tarde em que o mau tempo deu algumas tréguas e quase não choveu. Admitiu que “a maior parte dos automobilistas” já é sensível à circulação de bicicletas, mas defendeu serem necessárias alterações ao Código da Estrada para proteger mais quem anda em duas rodas. A perda de prioridade das bicicletas, por exemplo, é uma das regras que considera já não fazer sentido, até porque, argumenta, muitos automóveis já tendem a dar prioridade a um ciclista que se apresente pela direita.
Também o duo de comediantes Homens da Luta, numa bicicleta dupla (Neto à frente, Falâncio atrás) circulou pela praça lisboeta. Mas não foram apenas fazer comédia. Dizendo que ia despir o personagem tanto quanto possível, Nuno Duarte (Neto) juntou-se a Pedro Roque e ao presidente da FBCUP, José Manuel Caetano, num pequeno palco onde se apelou a “mais respeito” por peões e ciclistas e onde foi lido um manifesto intitulado “Basta de atropelamentos”.
Os manifestantes fizeram depois, em marcha lenta e com muitas bicicletas pela mão, o curto percurso até aos Restauradores.
Mais dez minutos, menos 240 euros
Ricardo Cruz, professor, foi um dos que esteve presente na concentração no Porto. Há três anos, andava de automóvel e achava os ciclistas “uns cromos”. Agora, do alto do selim da sua bicicleta, acredita que não podia ter feito uma escolha mais certa e garante que só há vantagens neste modo de transporte. Do Carvalhido à Maia demora 30 minutos, “mais dez do que de automóvel”, mas poupa “230 a 240 euros” por mês e anda bem menos stressado. “Tenho uma atitude zen”, brinca Ricardo.

O Porto não parece uma cidade feita para andar de bicicleta, mas a arquitecta Ana Brütt não concorda. O problema “não são os declives da cidade, mas sim os buracos e a falta de civismo”, retorque Ana, que lamenta que ainda haja tantos automobilistas a mandá-la subir para o passeio no seu circuito diário entre Francos e o Bolhão.
A concentração foi rápida, até porque o tempo não estava de feição, e os ciclistas começaram a dispersar depois de Sérgio Moura ter lido o manifesto da FPCUB, que defende “ o direito à estrada para todos os modos de transporte” e alerta para o problema dos atropelamentos. “Quem vai ao volante deve ter consciência de que está a conduzir o que pode ser uma arma letal”, rematou. (PUBLICO Ecosfera)

sexta-feira, janeiro 18, 2013

TI E MODO DE VIDA 4



“Há cada vez mais pessoas a perguntarem se o nosso cérebro e a nossa atenção estão a mudar. Eu creio que a civilização da imagem e do audiovisual modificou a maneira como nos apropriamos da informação, e os miúdos também. Nos ecrãs, a leitura é muito mais rápida. Não tem o tempo de ler dos livros, é uma velocidade diferente. E, tal como os polegares que têm nesta geração mais representação, também pode haver mudanças no cérebro”, defende.
Tudo isto pode ter influência na forma como as crianças se portam na escola, como se concentram, ou não, a ler um livro ou a ouvir um professor falar uma hora seguida? “Penso que sim. É preciso criar essa disponibilidade para ouvir, criar hábitos de ouvir, de expor, de contar uma história”, diz o neuropediatra, notando que hoje, com as novas tecnologias, “as pessoas estão impacientes, à espera de uma resposta [que chega à distância de um clique]”.
Augusto Consoli, do Departamento de Patologia das Dependências de Turim, Itália, também concorda que a rapidez com a qual se lêem conteúdos no computador, nos smartphones, e-mails ou redes sociais, interrompendo as leituras e saltando da Wikipédia para o Google e, depois, para o Facebook, é um modo de fruição fragmentada e rápida que, entre outros aspectos, pode representar uma forma de atenção pouco contínua e reflexiva.

quinta-feira, janeiro 17, 2013

TI E MODO DE VIDA 3



O que CADIn propõe não é um “discurso fundamentalista” contra as novas tecnologias, mas sim encontrar um “equilíbrio”, diz Rosário Carmona e Costa. Claude Vedeilhie, do Centro Hospitalar Guillaume Régnier, em Rennes, França, corrobora esta ideia de que as novas tecnologias, particularmente a Internet, são objectos neutros, não sendo em si mesmos problemáticos. A questão é o modo como são usados.
Carlos Filipe frisa que a Internet pode ser “extremamente atractiva e sedutora”, mas os pais e professores precisam de conhecê-la para ajudar as crianças e os jovens a usá-la “de forma prevenida”.
Quanto às horas que as crianças e jovens passam diante do ecrã, o mais importante é perceber se está a roubar tempo a outras actividades: “Não é tanto estarmos no computador, mas o que deixamos de fazer. Senão estivesse no computador, estaria a fazer o quê?”, questiona Carlos Filipe, acrescentando que é nessas alternativas que os pais devem apostar. Ler, conversar, ir ao cinema, ao teatro, praticar desporto são actividades que devem fazer parte do vocabulário familiar.

quarta-feira, janeiro 16, 2013

TI E MODO DE VIDA 2



Os projectos de formação, sensibilização, e informação, desenvolvidos no Núcleo de Intervenção no Uso da Internet e das Novas Tecnologias do CADIn, passam, entre outros objectivos, por realizar seminários de formação e criar uma rede nacional de formadores para sensibilizar e informar pais e educadores.
Conhecer a ferramenta
Jean-Pierre Dèmage, do serviço de apoio a dependentes de Oise, França, alerta para o facto de as crianças se tornarem rapidamente especialistas no uso da Internet e do computador em comparação com os pais, o que, numa cultura em que tradicionalmente são os mais velhos que ensinam e transmitem conhecimentos aos mais jovens, é uma mudança que tem impacte na família.
“Grande parte dos problemas que os pais têm na utilização da Internet e das novas tecnologias tem a ver com a ignorância. Os pais que são utilizadores frequentes são os que têm menos problemas com os filhos na utilização". É importante que os pais estejam a par dos sítios por onde os filhos andam.
É o mesmo com a televisão, os pais devem saber que programas é que eles vêem, nota o psiquiatra e director clínico do CADIn, Carlos Filipe, ressalvando que se os pais passam horas a ver telenovelas ou nas redes sociais não se devem espantar se os filhos fizerem o mesmo.
Na apresentação que fez, também Cristina Ponte, da Universidade Nova de Lisboa e coordenadora do projecto EU Kids Online em Portugal, defendeu que os pais devem estar activamente envolvidos nas actividades online dos filhos e que adultos que usam a Internet com mais frequência sentem-se mais confiantes para orientar as crianças.

terça-feira, janeiro 15, 2013

TI E MODO DE VIDA 1



Passam horas a fio a jogar online. Não comem, não dormem, nem vão à casa de banho. Há crianças que vão com sono para as aulas, adolescentes que faltam à escola para jogar. Os pais chamam-nos para jantar e eles pedem sempre mais cinco minutos que se transformam numa hora. Por vezes os pais desesperam, desligam a ficha e os filhos reagem de forma agressiva. Há quem peça aos pais para lhes levarem o jantar num tabuleiro ao quarto e outros que não conseguem passar nem dez minutos sem ir ao telemóvel.
Estas são apenas algumas histórias relatadas ao PÚBLICO por psicólogos que estiveram no Simpósio Internacional sobre o impacto das novas tecnologias no desenvolvimento das crianças, nos jovens e nas famílias, promovido pelo CADIn – Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil. À margem do encontro, procuramos também perceber de que forma pode afectar o desempenho escolar, o comportamento e a atenção das crianças.
A psicóloga clínica Rosário Carmona e Costa, do CADIn, explica que para diferentes situações, como dificuldades de aprendizagem, ansiedade, problemas sociais e de sono, se tem vindo “a encontrar muitas vezes um denominador comum que é o uso excessivo da Internet, das redes sociais e dos jogos virtuais”.
O CADIn tem desenvolvido trabalho nesta área através do projecto CADInter@tivo e, entre outras actividades, promoveu sessões de sensibilização gratuitas nas escolas. Foi durante esses meses de “digressão” que Rosário Carmona e Costa se apercebeu como “estas questões estão, de facto, a afectar o dia-a-dia das crianças e jovens” e também dos pais que “parecem não saber o que fazer”.
Recolheu inúmeros testemunhos como o de um menino do 6.º ano que contou que o irmão, que não largava o computador, pediu ao pai que passasse a deixar o jantar num tabuleiro à porta do quarto – o pai acedeu. Ou crianças do 5.º ano com queixas de dores nos olhos, nas costas e na cabeça, sinais que podem ser de alerta para um uso abusivo do computador. Mas também há outras que contam que os pais lhes dizem para largar o computador, quando eles próprios estão no Ipad. Uma mãe “angustiada” ainda partilhou com Rosário Carmona e Costa que não conseguia que a filha guardasse o telemóvel no bolso das calças nem por dez minutos enquanto jantava.

segunda-feira, janeiro 14, 2013

NÓS É QUE SOMOS MUITO ESPERTOS...



CITI BIKE SHARE : A cidade de Nova York irá lançar o programa de "Bike Share" em Maio de 2013. Serão mais de 5 mil bicicletas em cerca de 300 estações espalhadas abaixo da rua 59 em Manhattan
e também no Downtown Brooklyn. O gol é de 7 mil bicicletas até o fim do ano ! As bicicletas pesam cerca de 18 kilos e possuem um dispositivo de GPS para localizá-las caso sejam roubadas...

sábado, janeiro 12, 2013

O DESGASTE DA POLITICA ... COITADINHOS



REFORMA AOS 47

A presidente da Câmara de Palmela, Ana Teresa Vicente (PCP), vai reformar-se a partir do próximo mês de Fevereiro com uma pensão de 1859,67 euros, poucos dias depois de completar os 47 anos, mas já fez saber que irá continuar na presidência do município de Palmela até final do terceiro e último mandato. (Publico)

quinta-feira, janeiro 10, 2013

A FARSA DE UM CEMITÉRIO JARDIM EM ALMADA




Continua a mentira chamada Cemitério do Feijó .

A imagem é que se trata de um cemitério jardim, o que é verdade em alguns metros quadrados , aqueles que vendem a imagem.

O resto dos hectares são "monticulos" de terra como se de um cemitério de campanha se tratasse, montinhos esses que soçobram, são levados pelas chuvas e assim ficam ao abandono porque só há arranjos (fora de serviço)  daqueles que se paga para serem mantidos.

VERGONHA 

quarta-feira, janeiro 09, 2013

A SOCIEDADE CIVIL AGRADECE



Um agradecimento particular neste início de ano para os senhores politicos, que nacional,  e localmente nos têm governado.

Obrigado pela destruição do património e pela construção de auto-estradas desnecessárias, rotundas ridículas, "shopping's" a esmo  e casas para além do que alguma vez precisaremos.

Obrigado pelo abandono da agricultura, das pescas , da construção naval  e da marinha mercante , obrigado pelos multiusos em cada freguesia, os chóferes e os carros dos senhores "doutores" presidentes acessores, vereadores ... 

Obrigado pelos cambalacohs, pela corrupção pelo compadrio e pelo financiamento dos parrtidos pela porta dos fundos ...

Agora está já aí a factura... pensavam que era só para os nossos filhos e netos ?

Agora bem podem fazer de virgens ofendidas todos vós PS...PCP..."Verdes" ou BE (este sem pecado autárquico)  e de vítimas do PSD ou PP... 

TODOS SÃO CULPADOS NA MESMA MEDIDA!

sexta-feira, janeiro 04, 2013

ARRÁBIDA A PATRIMÓNIO MUNDIAL




Depois de quatro décadas a destruir o ambiente e a paisagem da Península de Setúbal, os municípios da região pretendem agora a classificação , como Património Mundial da Arrábida ... é um princípio...ou é para distraír ?

quarta-feira, janeiro 02, 2013

O FUTURO DAS CIDADES



Quatro edifícios de escritórios ingleses estão a testar a plantação de frutas e vegetais nos seus telhados, construíndo os chamados "telhados verdes". Se for bem-sucedida, a experiência, que procura apurar se é possível cortar nas faturas da energia das companhias ao mesmo tempo que se cultivam alimentos frescos, poderá chegar a centenas de outros prédios londrinos.
De acordo com o portal Business Green, o projeto-piloto, que arrancou em Londres, capital inglesa, em Dezembro passado, vai durar seis meses e deverá gerar poupanças entre os 3% e os 10% na energia gasta pelas empresas com aquecimento e ventilação. 
Os telhados dos edifícios vão ser cobertos com plantas através de um sistema de vegetação modular, no qual as plantas estão inseridas numa espécie de "bolso" de material reciclado que as protege e torna mais fácil a sua irrigação e transporte.
Os vegetais e frutas que crescerem nos telhados vão ser utilizados nas cantinas dos próprios escritórios, destinando-se à confeção de refeições para os funcionários, e os restos de alimentos serão utilizados para fertilizar plantas. Além disso, todos os telhados terão também colmeias para ajudar a polinizar as plantas, vegetais e frutas.

Criar "uma cidade mais verde, limpa e eficiente"
O projeto, cujo investimento ronda as 35.000 libras (cerca de 43.000 euros), foi custeado pela Greater London Authority (GLA) e pela organização Inmidtown, que representa 570 negócios nas regiões de Bloomsbury, Holborn e St. Giles.
Em comunicado, citado pelo Business Green, a Inmidtown afirmou que o ideal seria alargar os telhados verdes a todos os seus membros e que, se introduzido à escala da cidade, o sistema poderia ajudar Londres a poupar, anualmente, cerca de 160 milhões de libras (perto de 194 milhões de euros) em energia, além de melhorar a qualidade do ar e a biodiversidade.
Segundo Tass Mavrogordato, diretora-executiva da Inmidtown, as próprias empresas veem benefícios nesta novidade, já que conseguem proporcionar aos funcionários um espaço onde podem interagir longe das secretárias.
"Este é um projeto verdadeiramente inovador, que não só traz benefícios económicos  às empresas, como mostra que estas se preocupam com o ambiente no qual trabalham", salientou a responsável. "Cada companhia vai estar a ajudar a criar uma cidade mais verde, mais limpa e mais eficiente a nível de energia", concluiu.

quarta-feira, dezembro 26, 2012

SABÃO ANTI POLUIÇÃO

Uma estilista e um químico ingleses desenvolveram uma substância que se adiciona ao sabão em pó e que permite que as peças de roupa funcionem como neutralizadoras da poluição purificando o ar. A substância está a ser testada há dois anos.

O Catclo, nome com o qual o produto foi batizado, consegue dotar as roupas lavadas com a capacidade de neutralizar os gases poluentes que se concentram no ar.

Assim que a substância, que é adicionada ao sabão em pó durante a lavagem, entra em contacto com as roupas, fica "presa" às fibras das peças de vestuário e faz com que estas atuem como catalisadores do ar quando são expostas à luz.

Em declarações à BBC, Tony Ryan, professor de química da Universidade de Sheffield, explica que teve a ideia de criar este produto durante uma reunião. "Uma vez sentei-me e calculei a superfície da área do fato que estava a usar. Foi aí que me surgiu a ideia de cobrir as pessoas com roupas catalisadoras", recorda.

Para desenvolver este produto, o professor contou com a colaboração de Helen Storey, professora de ciência da moda do London College of Fashion, que tem testado as potencialidades da substância há cerca de dois anos usando, ela própria, umas calças de ganga cujas fibras estão impregnadas com Catclo.

A estilista garante que até agora nenhuma roupa ficou estragada ou perdeu a cor, mesmo após lavagens sucessivas com este produto. Segundo a BBC, a fábrica britânica de produtos de limpeza Ecover já está também a testar esta inovação, que poderá chegar ao mercado dentro de um ano.

Quando isso acontecer, os inventores afirmam que não vão patentear este produto pois acreditam que este avanço deve ser livre e estar disponível para todos.

“Nós queremos que as pessoas tenham a possibilidade de usarem este produto da mesma forma que usam outro produto qualquer. Não queremos que as pessoas comprem roupa especial”, concluiu a estilista.

Clique AQUI para aceder ao site do projeto.

sábado, dezembro 22, 2012

O ESPECÍALISTA INSTANTÂNEO



"Na ânsia de encontrar um discurso credível que ponha em causa o governo, abre-se o microfone a um charlatão que se diz economista e funcionário da ONU. É o descrédito para aqueles que o permitiram e o citam, um prenda para Gaspar. Vai passar o Natal à gargalhada." Paulo Dentinho

O Homem é impostor mas não é parvo. É mais um no meio de tantos! 

E os impostores ministriáveis de habilitações falsas e os "doutores" das autarquias  ?

terça-feira, dezembro 18, 2012

FOI POSSÍVEL




Foram precisos 36 anos e “uma luta cívica” de Gonçalo Ribeiro Telles para que o Corredor Verde de Monsanto fosse finalmente inaugurado. Aconteceu esta sexta-feira, em Lisboa.
O projecto inclui pontes ciclopedonais, jardins, hortas, searas, um parque infantil, um parque de skate, aparelhos de exercício físico, um miradouro e várias esplanadas. Idealizado em 1976, foi inaugurado na presença de Gonçalo Ribeiro Telles, o arquitecto que teve a ideia.
Seria um exagero dizer que se escreveu tanto sobre o corredor como os 2,5 quilómetros que concretizam a ligação entre os 51 hectares de espaços verdes. No entanto, a verdade é que há muito que se prometia a inauguração deste projecto, que, ainda durante a manhã, enquanto decorria o passeio, recebia a plantação de algumas árvores.
A obra liga o Parque Eduardo VII ao Parque Florestal de Monsanto, atravessando a Avenida Gulbenkian através de uma ponte pedonal, inaugurada em Setembro de 2009, e agora baptizada com o nome de Gonçalo Ribeiro Telles, em homenagem ao arquitecto.
Neste projecto foram investidos cerca de cem mil euros, tendo a maior parte das verbas sido conseguidas através de parcerias com empresas como a Vodafone – que inaugurou uma ponte pedonal e ciclável, por cima da Rua Marquês de Fronteira, e criou uma aplicação gratuita para smartphones etablets com informação sobre aquela área verde –, contrapartidas do jogo do Casino de Lisboa e fundos do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).
José Sá Fernandes, vereador dos Espaços Verdes, destacou que “o corredor verde não é o jardim da Celeste, não está todo 'pipi'”, e que “é uma verdadeira estrutura ecológica". “Foi semeado prado a semana passada e estará pronto na próxima Primavera.” José Sá Fernandes acrescentou ainda que a estrutura ecológica deverá estar completamente pronta no final do mandato, em Outubro de 2013.
Já o autor do projecto, Gonçalo Ribeiro Telles, queixou-se da “ameaça à paisagem por parte de urbanizações e construções idiotas”. Em contrapartida, o arquitecto destacou a concentração da “biodiversidade total num espaço tão mínimo”. “Os patos da região de Lisboa, não os bravos, têm agora onde passar pelas suas deambulações na cidade”, brincou.
O vereador descreveu a concretização do projecto, na qual está envolvido “há 20 anos”, como “uma luta muito difícil” e explicou que apenas nos “últimos cinco anos foi possível acabar com todos os fantasmas, nomeadamente os depósitos dos carros”. O vereador comparou ainda a obra ao nascimento da sua filha.
Por sua vez, o presidente da câmara, António Costa, assegurou que na autarquia todos estão “ansiosos para prosseguir este trabalho e realizar mais utopias”. Agradeceu aos seus antecessores por lhe terem dado a ele a oportunidade de concretizar um projecto de que “ouvia [falar] desde miúdo”. (Publico)
 
 
 

domingo, dezembro 09, 2012

CAÇA ÀS BRUXAS




O nome do ex-ministro das Finanças fazia ontem a manchete de um jornal - o 'Sol'. Dizia assim: "Apanhado na rede" e informava que a "investigação do caso Monte Branco (...) apanhou um nome totalmente improvável". A fotografia de Medina Carreira era a maior mancha gráfica da primeira página.
O ex-ministro e comentador reagiu com calma, dizendo que tinham ido a sua casa e ao seu escritório e nada tinham encontrado. Não ficou sequer como arguido.
Hoje, diversos jornais, entre os quais o Expresso, indicam que o nome de Medina Carreira seria um código usado na rede Monte Branco (e referente a outra pessoa), nada tendo a ver com a participação na rede do advogado e fiscalista que foi ministro das Finanças nos anos 70.
Vamos, pois, reconstituir a notícia: um nome aparece em documentos apreendidos num processo de investigação; a justiça naturalmente investiga e, aparentemente, chega à conclusão de que a pessoa a que corresponde esse nome nada tem a ver com o caso.
Pelo meio, alguém ligado à investigação, revela a um jornal o nome concreto que surgiu em documentos e o jornal espeta-o na primeira página.
Na verdade, como muito bem disse o visado Medina Carreira, não tem de haver aqui nenhuma conspiração ou cabala. Basta existir, como existiu, digo eu, um agente ligado à investigação completamente idiota ou tolo, uma jornalista que gosta de servir de eco a esse tipo de tolos e um jornal que publica qualquer coisa que lhe chegue sem tentar aprofundar, confirmar ou contrastar.
Gostava que houvesse uma investigação a sério e que, pelo menos, se soubesse quem é o agente tolo... porque a jornalista sabe-se que é costumeira neste tipo de andanças.
Digam lá agora se não é verdade que mais vale não haver segredo de Justiça. Ao menos, desse modo, ficaríamos com a história toda, contada por ambos os lados e não apenas com a versão do agente tolo e da jornalista eco. 
Twitter: @HenriquMonteiro https://twitter.com/HenriquMonteiro
Facebook:Henrique Monteiro http://www.facebook.com/hmonteir     


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/medina-carreira-o-agente-tolo-e-a-jornalista-eco=f772468#ixzz2Ea0gB7vT

terça-feira, dezembro 04, 2012

VAMOS LÁ FARTAR A VILANAGEM


O Governo quer integrar noutras leis o regime Reserva Ecológica Nacional (REN) - uma figura jurídica criada em 1983 para proteger determinadas áreas naturais e que desde então é regulamentada por um diploma autónomo. Até lá, o regime actual passará por algumas modificações, incluindo a eliminação de autorização prévia para uma série de projectos considerados compatíveis com a REN.

Segundo um comunicado ontem divulgado pela Secretaria de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, as áreas tuteladas pela legislação da REN serão repartidas por instrumentos legais já existentes ou em elaboração. Tudo o que tenha a ver com as zonas de protecção do litoral e dos recursos hídricos - dunas, arribas, praias e rios - será integrado na Lei da Água e na sua legislação complementar. Já as áreas susceptíveis de acidentes naturais - como leitos de cheia ou zonas sob risco de erosão - ficarão tuteladas por um plano de prevenção e redução de riscos, que está a ser elaborado pelos ministérios do Ambiente e da Administração Interna.

A ideia do Governo é adaptar a REN a um novo contexto, em que a protecção dos recursos hídricos e a conservação da natureza estão abrangidos por outras leis que não existiam há três décadas. O comunicado põe mesmo em causa a própria designação da REN - já que áreas ecologicamente protegidas são tuteladas por outras leis -, referindo que o regime jurídico "assentou em alguns equívocos".

Embora enviado ontem, o comunicado tem data de 20 de Setembro, quando o Conselho de Ministros aprovou alterações à legislação actual da REN, para vigorarem enquanto o regime todo não for transformado. Na altura, não foram adiantados detalhes. Agora, a Secretaria de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território esclarece que serão introduzidas modificações processuais, para tornar mais rápidos os processos relacionados com a REN.

Uma dessas alterações é a eliminação da figura da autorização prévia para determinados projectos, considerados compatíveis com a REN. Numa nota enviada ao PÚBLICO, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado esclarece que estão em causa "pequenas operações", que sejam "de reduzido impacto".

Actualmente, a legislação exige autorização prévia a uma série de operações na REN, desde pequenas construções de apoio agrícola a barragens, estradas e parques eólicos. Revisões anteriores da REN já tinham eximido de autorização vários usos de menor impacte, que apenas careciam de comunicação prévia. O comunicado enviado ontem não esclarece até onde será agora alargada esta situação. Na nota enviada ao PÚBLICO, a Secretaria de Estado cita, como exemplo, "pequenas operações de âmbito agrícola, geológico, como sejam plantações de vinha, pequenas construções de apoio aos sectores da agricultura e florestas, entre outros".

A ideia do Governo é acelerar os processos administrativos no que toca a projectos de menor dimensão. Se tiverem sido já aprovados no âmbito da avaliação de impacte ambiental, por exemplo, isto será suficiente para desencadear um processo para alterar a REN naquele ponto. A comissão nacional da REN deixa de ser ouvida em todas as propostas de delimitação e passam a ser as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, e não o Governo, a aprovar os limites da REN em cada município.

Com maior ou menor sucesso, a REN tem funcionado como um travão à ocupação urbana de zonas naturais sensíveis. Mas há vários anos tem vindo a ser criticada por ser demasiado rígida e burocrática - problemas que sucessivas revisões tentaram solucionar. (PUBLICO)

domingo, dezembro 02, 2012

STREET ART 13



Alexandre Farto inventa rostos anónimos nas paredes das nossas ruas. Aos 25 anos, é já uma referência mundial da street art. Londres, Paris, Moscovo, Bogotá, México ou Xangai já viram estas caras.

Foi este  trabalho de um ARTISTA da Margem Sul  que aqui orgulhosamente divulgámos nos últimos dias.

sábado, dezembro 01, 2012

STREET ART 12


No muro da Avenida Calouste Gulbenkian, em Lisboa, junto de um dos painéis de azulejos de João Abel Manta, as rugas de um rosto feminino vão ganhando textura, à medida que Alexandre Farto e Jucapinga (outro dos graffiters da equipa de Vhils) esculpem a imagem que ali deixaram impressa, na madrugada anterior. Os olhos de ambos denunciam as poucas horas de sono, mas as forças foram repostas com um almoço, ali meso, em pé, ao lado da grua, de bacalhau com natas do Pingo Doce, Coca-Cola e ainda uma bola de berlim com creme. Lá em cima, a tinta branca vai dando lugar ao interior do muro, mais claro. "Daqui a uns meses, a imagem começará a diluir-se mais na parede", diz Alexandre, "é disso que gosto, dessa patine que o tempo lhes dá." Ali ficará um rosto que não nos olha diretamente, mas que nos faz olhar para nós, e também em volta. Porque uma rua movimentada pode ser muito mais do que o caminho que se percorre, no trânsito, de casa para o trabalho e, outra vez, de regresso a casa. No fim de contas, tal como no princípio desta história, ali está a cidade, esse lugar onde todos vivemos, rodeados de "camadas de ruído que nos foram distanciando uns dos outros", sublinha Vhils. Escavaquemos a superfície. (VISÃO)

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sexta-feira, novembro 30, 2012

STREET ART 11


De martelo pneumático ou martelo de aço na mão, com ácido ou borras de café, Vhils vai escavando camadas. No projeto Detritos (no qual se inclui o vídeo M.I.R.I.A.M. que realizou para a banda Orelha Negra), trabalhou com explosivos, para mostrar como um pequeno elemento consegue rebentar com uma estrutura que se tinha como sólida. "A ideia surgiu na altura em que se começou a falar da crise na Europa e em que começámos a pôr tudo em questão. Isso fez-me pensar sobre as camadas que estávamos a acumular há tantos anos e como, de repente, um elemento tão pequeno como o facto de não estarmos a crescer economicamente como devíamos nos pôs a questionar o porquê da União Europeia, a discutir e a falar de protecionismo... Num segundo, tudo salta e vem ao de cima, muito depressa passa de algo que estava esquecido, lá por baixo, para a ordem do dia." (VISÃO)

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http://visao.sapo.pt/vhils-um-homem-na-cidade=f668673#ixzz2E5Ud9QhR

quinta-feira, novembro 29, 2012

STREET ART 10



Lugares estéreis


Junto à torre de Sete Rios, Alexandre Farto há de subir, uma vez mais, na grua, para ser entrevistado pela jornalista da equipa de televisão alemã. Na noite seguinte chegará a Aveiro e aí deixará um rosto esculpido na Estação Ferroviária, três dias depois participará nas conferências TEDXAveiro e, a seguir, voltará a Lisboa, para, noite dentro, "marcar uma parede", na Avenida Calouste Gulbenkian, onde, depois, irá cravar mais um rosto na cidade. A agenda de Alexandre quase não tem espaços em branco ("acalmar é uma coisa que não existe hoje no meu vocabulário"), sobretudo em época de exposições. Mas é o trabalho na rua que mais o motiva, ou não viesse ele do mundo do graffiti - assume-se, aliás, como um dos seus grandes defensores. "O graffiti foi a minha escola, deu-me o ato de intervir no espaço público. Tem um potencial enorme como dinamizador cultural e como potenciador criativo, mas há um dinamismo que se destrói pela forma como é visto. O problema não é a maneira como o graffiti existe na cidade, é mais como a cidade trata o graffiti. Sempre foi visto como um intruso, como algo que deve ser limpo e combatido, quando, na realidade, faz parte dela. Pode revitalizar o lado visual de um lugar e pode, também, pôr o dedo nas feridas da cidade, chamar a atenção para os prédios devolutos, as zonas degradadas e esquecidas", defende. Contra um "espaço acetinado e cinzento em que o único ponto de cor seria a publicidade que nos vai ao bolso ou a sinalética da cidade", Alexandre intervém como sabe. Sem isso, acredita, chegaríamos "ao puro funcionalismo da cidade, quando, pelo contrário, a cidade é um sítio onde as pessoas querem viver e onde querem sentir uma identidade". E observa: "Quando não há intervenção das pessoas no espaço público, os lugares tornam-se estéreis. O espaço público deixou de ser visto como espaço de interação, de comunicação, de discussão, de enriquecimento, de diálogo." (VISÃO) 


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quarta-feira, novembro 28, 2012

STREET ART 9


No entanto, Alexandre prefere não esmiuçar os significados daquilo que cria a fim de deixar espaço à interpretação de cada um. "A conceptualização extrema do teu trabalho é a mesma coisa que estar em frente de um espelho a falar para ti próprio, e isso não me interessa", explica. Se, em tempos, chegou a trabalhar à volta de frases ou de palavras - "Lisboa, limpa por fora, podre por dentro", inscreveu numa parede; ou "It's all about make up" e "reality", escavacou - hoje, opta por deixar as palavras de fora. Mas o trabalho que faz, reconhece, "é uma crítica, de alguma maneira, política". (VISÃO)

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terça-feira, novembro 27, 2012

STREET ART 8


"Todo o trabalho que executo na rua é uma declaração de amor-ódio ao espaço urbano. Levar isso para uma galeria também é uma carta de amor à cidade porque o meu trabalho anda à volta da influência que a cidade tem em mim", diz Alexandre, que, em espaços fechados, tem trabalhado nas paredes, mas também com outros materiais - papel, madeira, metal - sempre com essa perspetiva das camadas que se acumulam e se retiram (até nas ilustrações que fez para jornais e revistas, como a VISÃO, assinadas com as iniciais AMDF, se intuía esse conceito). Na exposição (Diorama) que se inaugura amanhã, 1 de junho, na Vera Cortês, e que se estenderá até 31 de julho, apresentará os trabalhos desenvolvidos nos últimos dois anos. Algumas das peças, em esferovite, têm quase dois metros de altura, e falam-nos, uma vez mais, da nossa relação com as cidades e como elas nos criam a identidade: de uma certa perspetiva, a representação de um conjunto de prédios transforma-se num rosto anónimo.

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segunda-feira, novembro 26, 2012

STREET ART 7



Corrida de ratos
Alexandre Farto tinha 18 anos quando participou na organização da Visual Street Performance - VSP, no Bairro Alto, em Lisboa, uma iniciativa de street art que atraiu centenas de pessoas, em várias edições anuais. No ano seguinte, sem média para entrar numa faculdade e com uma passagem rápida pela escola AR.CO, decidiu candidatar-se, com o seu portefólio como cartão de visita, à Central Saint Martins, em Londres, e foi aceite. Aproveitou os recursos da escola, as técnicas que lhe ensinaram e desenvolveu a sua obra, integrada no mundo da street art londrina, com o apoio da galeria Pictures on Wall. Dois anos mais tarde, em 2008, estava a participar no Cans Festival, organizado por Banksy nos túneis da estação de Waterloo - e foi aí que o mundo o descobriu (Portugal incluído...). O seu trabalho (os rostos de duas mulheres, uma jovem e outra velha, a olharem em direções opostas) fez capa do jornal The Times britânico, a BBC chamou-lhe "o Banksy português", o The Telegraph batizou-o "Andy Wall-hole", o The Guardian elegeu a sua obra como uma das dez melhores de street art do mundo. Havia de se seguir o convite da Galeria Lazarides, a mais prestigiada de street art em Londres (com artistas como Banksy, JR ou Blu) e hoje passa o tempo a viajar, para responder aos muitos convites de festivais. Já são três as galerias que o representam: a lisboeta Agência de Arte Vera Cortês, onde apresentou a sua primeira exposição Even if you win the rat race, you're still a rat, em 2008, a Lazarides e, agora, a Magda Danysz, em Xangai. (VISÃO)


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domingo, novembro 25, 2012

STREET ART 6


Do graffiti nas paredes, Alexandre Farto mudou-se para o graffiti na publicidade ilegal que se acumulava nos muros, na rua. "Comecei a vê-la como uma tela, como um espaço onde podia trabalhar", conta. Descobriu que um stencil pode não ser apenas a técnica em que, através do recorte numa folha de papel ou de acetato, se aplica tinta e se deixa impresso na parede o desenho que daí resulta: "É como uma janela para ver algo que está atrás." Por isso, em vez de adicionar mais uma camada à cidade, começou a retirar, nessa espécie de escavação arqueológica. E encontrou o seu método de trabalho nas ruas.

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sábado, novembro 24, 2012

STREET ART 5


Era quase impossível não reagir, já dissemos. E, para o perceber, temos mesmo que recuar a esses tempos no Seixal, quando Alexandre Farto começou a fazer tags (assinaturas de graffiti), tinha apenas dez anos. Aos 13, já grafitava a sério, na margem sul do Tejo e não demorou a integrar o coletivo Leg Crew, de Almada. Fazia letras, sobretudo, era isso que apreciava e foi assim que nasceu o nome Vhils, simplesmente por serem estas as que mais gostava de desenhar. Escapulia-se de casa à noite para ir pintar comboios e paredes, passou pelos tormentos de quem insiste em fazer graffitis, fugiu pelas ruas escuras, foi parar à esquadra uma vez, mas isso tudo só serviu para gostar cada vez mais do que fazia. E começou a olhar, com mais atenção, para as paredes que grafitava: de um lado, via os desenhos murais do pós-25 de Abril esboroarem-se até quase já não se verem, do outro, os cartazes publicitários a acumularem-se como grossas paredes sobre paredes já existentes. "Aquela atividade combativa do pós-25 de Abril não era enaltecida, apesar de fazer parte da nossa história. Aqueles resquícios das pinturas refletiam o tratamento que lhes era dado, como se esse sonho e essa utopia tivessem sido completamente esquecidos. A publicidade a ir para cima dos murais, e depois o graffiti, e a cidade a tentar limpar isso... Se escavarmos todas essas camadas sobrepostas quase conseguimos ver a história daquele lugar", nota Alexandre. "As paredes refletem a contemporaneidade; a velocidade com que essas camadas estão a fazer essa construção sempre me cativou, e interessa-me perceber como conseguir tirar da cidade uma impressão daquilo que se vive", acrescenta. Uma ideia que se aplica a Lisboa ou ao Porto, a Londres, Paris ou Xangai, cidades em cujas paredes já trabalhou. "Passar do local para o global ainda dá mais sentido ao trabalho que executo. A margem sul deu-me uma visão que depois é adaptável a qualquer espaço do mundo. A globalização, de alguma maneira, disseminou um modelo de desenvolvimento urbano, económico e social. Quando se leva este tipo de trabalho para outros pontos do mundo é uma reflexão sobre isso mesmo: a velocidade a que o desenvolvimento evolui. E depois disto ninguém sabe o que vai acontecer, todos caminhamos sem saber o que vem aí, nem aonde estamos a querer chegar." (VISÃO)

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sexta-feira, novembro 23, 2012

STREET ART 4


Construir destruindo
Esventrar uma parede e expor-lhe as entranhas, é isso que Vhils faz. Descobre as camadas de pedra que a formam, numa referência às camadas que nos formam enquanto pessoas e que formam também uma cidade - cidade essa que ele humaniza, dando-lhe uma cara, e pondo-nos face a face com ela. "Pegar na imagem de um cidadão comum, do everyday hero, e dar-lhe espaço numa cidade, criar uma metáfora sobre o quanto uma pessoa pode cravar uma cidade como a cidade a crava a ela. Esse ciclo sempre me interessou bastante, pelo caótico da cidade e a maneira como influenciamos as coisas sem estarmos conscientes disso. Trabalhar com o caótico levou-me ao trabalho com a destruição: construir, destruindo. E naquele caminho que fazemos todos os dias, de repente, temos uma cara num prédio em que nem notávamos, que estava completamente abandonado e entregue à especulação. Um não lugar passa a ter vida, estás a pôr-lhe um foco, tem uma nova utilidade e faz as pessoas pensarem naquilo. No final, estás a tocar na vida das pessoas, porque todos nós somos feitos de uma série de cadências de eventos", afirma Alexandre Farto. Scratching the Surface - foi assim que chamou a este projeto: arranhar a superfície, perceber o que está para lá dela, eliminar as camadas de ruído que se vão formando e que nos vão afastando uns dos outros. (VISÃO) 


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quinta-feira, novembro 22, 2012

STREET ART 3


A máscara e os óculos protegem-no e tapam-lhe a cara, enquanto solta, com um martelo pneumático, estilhaços da parede. Calças de ganga e t-shirt preta, faz por passar despercebido dentro da equipa de amigos que formou para trabalhar com ele. Visto cá de baixo, quase parece uma coreografia: ora à vez, ora ao mesmo tempo, Alexandre, Duarte, Viktor e Alexander vão escavando a parede sobre o desenho de um rosto que ali fizeram há dois dias. Os braços, as roupas, o cabelo, tudo em volta se vai cobrindo do fino pó branco que se liberta do cimento. O barulho das máquinas sobrepõe-se ao ladrar dos cães da União Zoófila, mesmo ao lado desta torre do Edifício-Escola da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses. Ao fim da tarde, quando o Eixo Norte-Sul se começar a encher de carros no regresso a casa, já serão muitos os automobilistas a virar a cabeça na direção daquele rosto de olhar vazio que agora os fita dali de cima, daquela parede de cimento. (VISÃO)

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quarta-feira, novembro 21, 2012

STREET ART 2


Era difícil ficar indiferente, e Alexandre Farto não ficou. Dali do Seixal, onde nascera em meados dos anos 80 e onde sempre vivera, via-se a cidade avançar, a "triturar o espaço", recorda, a tomar conta do que antes era campo. Viam-se cada vez mais pessoas a chegar, a ocuparem os prédios que iam crescendo, em altura e extensão. Ali era quase impossível não reagir - e Alexandre reagiu. Agora, 25 anos feitos em fevereiro, olha para trás, em busca dessas memórias, para explicar como chegou ao lugar onde está agora - o cesto de uma grua erguido a dezenas de metros de altura, para poder esculpir um rosto na parede exterior de uma torre em Sete Rios, Lisboa. É, e sempre foi, a cidade a motivá-lo; foi ela que fez nascer Vhils, o nome com que assina; foi nela que encontrou inspiração para, por todo o mundo, espalhar esse nome, e é dela a grande responsabilidade de hoje ser reconhecido como um dos melhores artistas de street art do planeta. Não admira que, cá em baixo, a vê-lo trabalhar, estejamos nós e uma equipa televisiva alemã que prepara um documentário sobre ele. Nem que, nos próximos dias, seja procurado por jornais, revistas e canais de televisão, a aproveitar esta passagem de Alexandre por Lisboa, entalada entre a sua vinda de Londres (vive entre cá e lá), uma viagem de trabalho ao México e outra a Paris, uma passagem por Aveiro, e no último dia 1 de junho, a inauguração da sua exposição na Galeria Vera Cortês, em Lisboa. (VISAO)

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terça-feira, novembro 20, 2012

STREET ART


Sou um acérrimo critico do que aí polula como "arte urbana" ou street-art . Entendo que 99,9% do que por aí se faz mais não é que puro vandalismo e uma necessidade canina de marcação territorial.

Continuo a criticar autarquias do Seixal por promoverem iniciativas como o Seixal-Graffitti , á custo do herário público, quando não apoiam a reabilitação de casas do centro histórico do Seixal, Arrentela ou Amora ou nem uma gota de tinta aplicam em Património Municipal como por exemplo  a Quinta da Trindade.

Fui por isso apelidado com alguns vocábulos menos simpáticos sempre que abordo este tema .

No entanto, há um artista urbano, nascido crescido e residente no Seixal, com projecção Internacional ao nível de Banksy que reconheço e admiro e que  continua ignorado e ostracizado por parte dessa mesma autarquia  (corrijam-me se estiver errado)

Trata-se do trabalho do Seixalense Alexandre Farto , aka , "VHILS" cujo trabalho aqui se divulgará neste e nos próximos posts.

segunda-feira, novembro 19, 2012

À ESPERA DE UMA MORTE ?


Continuamos à espera de uma morte ou de um acidente grave para alguém fazer alguma coisa?

 Estrada EN378 Flor da Mata zona do novo viaduto A33.

quinta-feira, novembro 08, 2012

REALIDADE PARALELA



O A-SUL Pelos seus leitores
"A Câmara do Seixal continua a encher autocarros de trabalhadores comunistas para mandar para as manifestações contra o governo mas na Câmara do Seixal o desgoverno é maior. Estes trabalhadores do partido comunista são cumplices do que a administraçlão CDU está a fazer, porque são o suporte da CDU e as suas más politicas. A Câmara do Seixal acabou de ganhar um prémio de igualdade o que é extranho numa Câmara onde há processo em tribunal contra a camara por discriminação contra trabalhador por ser doutro partido, assim como se faz neste momento uma greve de zelo por parte de trabalhadores descontentes com a má gestão da Câmara discriminatoria em desfavor de alguns trabalhadores.
O descaramento dos autarcas da Câmara CDU é dos maiores quando tanta gente sofre com dificuldades o presidente continua a ter 2 carros pagos com o dinheiro do povo pobre."

terça-feira, novembro 06, 2012

E ESTES ?


Também não deve ser difícil julgar e pôr no lugar devido , os autores de "buracos" destes feitos em nome de Abril, do Povo , ou do Povo de Abril... e os Prius ( ainda hoje fui ultrapassado pela senhora vereadora...) e o BMW ...

segunda-feira, novembro 05, 2012

O SAQUE

 Mas será tão difícil encontrar quem assinou, quem saíu do governo para a gestão , quem não controlou, quem não acautelou ??? 

Ou os responsáveis somos nós que arcamos com a dívida , que nos demitimos de votar, de questionar, de acusar ?

domingo, novembro 04, 2012

SHOPPING SUBURBIO



Pois é , quase toda agente ache que é do senso comum , menos os nossos autarcas que plantaram um shopping, um hipermercado, um retail-park a cada canto  de verde ou entroncamento de estradas.

quinta-feira, novembro 01, 2012

EM ALMADA - ULTIMO POST

Mais uma baixa na Blogoesfera


Ponto Final

Em...Almada, após 5 anos, 9 meses e 17 dias "Observador de viver Almada  e o concelho em Almada", este blog põe hoje Ponto Finalàs suas actividades a servir Almada.
 
Em homenagem aos autarcas do executivo dito comunista e da oposição dita não comunista, que "muito bem" cuidaram de Almada e do concelho, deixamos uma pequena imagem exemplar da degradação a que remeteram o concelho, no caso a Costa da Caparica, onde o pôr-do-sol continua a ser uma maravilha da natureza, indiferente ao "incansável" trabalho global dessas criaturas, sempre a defenderem e a fazerem o melhor (no seu conceito) pelo concelho, como a imagem mostra da água para cá, apesar da pouca luz.
(para ver melhor a imagem clique sobre ela para aumentar)
 

A quem nos acompanhou e visitou  

O Nosso Obrigado