quarta-feira, novembro 28, 2012

STREET ART 9


No entanto, Alexandre prefere não esmiuçar os significados daquilo que cria a fim de deixar espaço à interpretação de cada um. "A conceptualização extrema do teu trabalho é a mesma coisa que estar em frente de um espelho a falar para ti próprio, e isso não me interessa", explica. Se, em tempos, chegou a trabalhar à volta de frases ou de palavras - "Lisboa, limpa por fora, podre por dentro", inscreveu numa parede; ou "It's all about make up" e "reality", escavacou - hoje, opta por deixar as palavras de fora. Mas o trabalho que faz, reconhece, "é uma crítica, de alguma maneira, política". (VISÃO)

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terça-feira, novembro 27, 2012

STREET ART 8


"Todo o trabalho que executo na rua é uma declaração de amor-ódio ao espaço urbano. Levar isso para uma galeria também é uma carta de amor à cidade porque o meu trabalho anda à volta da influência que a cidade tem em mim", diz Alexandre, que, em espaços fechados, tem trabalhado nas paredes, mas também com outros materiais - papel, madeira, metal - sempre com essa perspetiva das camadas que se acumulam e se retiram (até nas ilustrações que fez para jornais e revistas, como a VISÃO, assinadas com as iniciais AMDF, se intuía esse conceito). Na exposição (Diorama) que se inaugura amanhã, 1 de junho, na Vera Cortês, e que se estenderá até 31 de julho, apresentará os trabalhos desenvolvidos nos últimos dois anos. Algumas das peças, em esferovite, têm quase dois metros de altura, e falam-nos, uma vez mais, da nossa relação com as cidades e como elas nos criam a identidade: de uma certa perspetiva, a representação de um conjunto de prédios transforma-se num rosto anónimo.

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segunda-feira, novembro 26, 2012

STREET ART 7



Corrida de ratos
Alexandre Farto tinha 18 anos quando participou na organização da Visual Street Performance - VSP, no Bairro Alto, em Lisboa, uma iniciativa de street art que atraiu centenas de pessoas, em várias edições anuais. No ano seguinte, sem média para entrar numa faculdade e com uma passagem rápida pela escola AR.CO, decidiu candidatar-se, com o seu portefólio como cartão de visita, à Central Saint Martins, em Londres, e foi aceite. Aproveitou os recursos da escola, as técnicas que lhe ensinaram e desenvolveu a sua obra, integrada no mundo da street art londrina, com o apoio da galeria Pictures on Wall. Dois anos mais tarde, em 2008, estava a participar no Cans Festival, organizado por Banksy nos túneis da estação de Waterloo - e foi aí que o mundo o descobriu (Portugal incluído...). O seu trabalho (os rostos de duas mulheres, uma jovem e outra velha, a olharem em direções opostas) fez capa do jornal The Times britânico, a BBC chamou-lhe "o Banksy português", o The Telegraph batizou-o "Andy Wall-hole", o The Guardian elegeu a sua obra como uma das dez melhores de street art do mundo. Havia de se seguir o convite da Galeria Lazarides, a mais prestigiada de street art em Londres (com artistas como Banksy, JR ou Blu) e hoje passa o tempo a viajar, para responder aos muitos convites de festivais. Já são três as galerias que o representam: a lisboeta Agência de Arte Vera Cortês, onde apresentou a sua primeira exposição Even if you win the rat race, you're still a rat, em 2008, a Lazarides e, agora, a Magda Danysz, em Xangai. (VISÃO)


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domingo, novembro 25, 2012

STREET ART 6


Do graffiti nas paredes, Alexandre Farto mudou-se para o graffiti na publicidade ilegal que se acumulava nos muros, na rua. "Comecei a vê-la como uma tela, como um espaço onde podia trabalhar", conta. Descobriu que um stencil pode não ser apenas a técnica em que, através do recorte numa folha de papel ou de acetato, se aplica tinta e se deixa impresso na parede o desenho que daí resulta: "É como uma janela para ver algo que está atrás." Por isso, em vez de adicionar mais uma camada à cidade, começou a retirar, nessa espécie de escavação arqueológica. E encontrou o seu método de trabalho nas ruas.

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sábado, novembro 24, 2012

STREET ART 5


Era quase impossível não reagir, já dissemos. E, para o perceber, temos mesmo que recuar a esses tempos no Seixal, quando Alexandre Farto começou a fazer tags (assinaturas de graffiti), tinha apenas dez anos. Aos 13, já grafitava a sério, na margem sul do Tejo e não demorou a integrar o coletivo Leg Crew, de Almada. Fazia letras, sobretudo, era isso que apreciava e foi assim que nasceu o nome Vhils, simplesmente por serem estas as que mais gostava de desenhar. Escapulia-se de casa à noite para ir pintar comboios e paredes, passou pelos tormentos de quem insiste em fazer graffitis, fugiu pelas ruas escuras, foi parar à esquadra uma vez, mas isso tudo só serviu para gostar cada vez mais do que fazia. E começou a olhar, com mais atenção, para as paredes que grafitava: de um lado, via os desenhos murais do pós-25 de Abril esboroarem-se até quase já não se verem, do outro, os cartazes publicitários a acumularem-se como grossas paredes sobre paredes já existentes. "Aquela atividade combativa do pós-25 de Abril não era enaltecida, apesar de fazer parte da nossa história. Aqueles resquícios das pinturas refletiam o tratamento que lhes era dado, como se esse sonho e essa utopia tivessem sido completamente esquecidos. A publicidade a ir para cima dos murais, e depois o graffiti, e a cidade a tentar limpar isso... Se escavarmos todas essas camadas sobrepostas quase conseguimos ver a história daquele lugar", nota Alexandre. "As paredes refletem a contemporaneidade; a velocidade com que essas camadas estão a fazer essa construção sempre me cativou, e interessa-me perceber como conseguir tirar da cidade uma impressão daquilo que se vive", acrescenta. Uma ideia que se aplica a Lisboa ou ao Porto, a Londres, Paris ou Xangai, cidades em cujas paredes já trabalhou. "Passar do local para o global ainda dá mais sentido ao trabalho que executo. A margem sul deu-me uma visão que depois é adaptável a qualquer espaço do mundo. A globalização, de alguma maneira, disseminou um modelo de desenvolvimento urbano, económico e social. Quando se leva este tipo de trabalho para outros pontos do mundo é uma reflexão sobre isso mesmo: a velocidade a que o desenvolvimento evolui. E depois disto ninguém sabe o que vai acontecer, todos caminhamos sem saber o que vem aí, nem aonde estamos a querer chegar." (VISÃO)

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sexta-feira, novembro 23, 2012

STREET ART 4


Construir destruindo
Esventrar uma parede e expor-lhe as entranhas, é isso que Vhils faz. Descobre as camadas de pedra que a formam, numa referência às camadas que nos formam enquanto pessoas e que formam também uma cidade - cidade essa que ele humaniza, dando-lhe uma cara, e pondo-nos face a face com ela. "Pegar na imagem de um cidadão comum, do everyday hero, e dar-lhe espaço numa cidade, criar uma metáfora sobre o quanto uma pessoa pode cravar uma cidade como a cidade a crava a ela. Esse ciclo sempre me interessou bastante, pelo caótico da cidade e a maneira como influenciamos as coisas sem estarmos conscientes disso. Trabalhar com o caótico levou-me ao trabalho com a destruição: construir, destruindo. E naquele caminho que fazemos todos os dias, de repente, temos uma cara num prédio em que nem notávamos, que estava completamente abandonado e entregue à especulação. Um não lugar passa a ter vida, estás a pôr-lhe um foco, tem uma nova utilidade e faz as pessoas pensarem naquilo. No final, estás a tocar na vida das pessoas, porque todos nós somos feitos de uma série de cadências de eventos", afirma Alexandre Farto. Scratching the Surface - foi assim que chamou a este projeto: arranhar a superfície, perceber o que está para lá dela, eliminar as camadas de ruído que se vão formando e que nos vão afastando uns dos outros. (VISÃO) 


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quinta-feira, novembro 22, 2012

STREET ART 3


A máscara e os óculos protegem-no e tapam-lhe a cara, enquanto solta, com um martelo pneumático, estilhaços da parede. Calças de ganga e t-shirt preta, faz por passar despercebido dentro da equipa de amigos que formou para trabalhar com ele. Visto cá de baixo, quase parece uma coreografia: ora à vez, ora ao mesmo tempo, Alexandre, Duarte, Viktor e Alexander vão escavando a parede sobre o desenho de um rosto que ali fizeram há dois dias. Os braços, as roupas, o cabelo, tudo em volta se vai cobrindo do fino pó branco que se liberta do cimento. O barulho das máquinas sobrepõe-se ao ladrar dos cães da União Zoófila, mesmo ao lado desta torre do Edifício-Escola da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses. Ao fim da tarde, quando o Eixo Norte-Sul se começar a encher de carros no regresso a casa, já serão muitos os automobilistas a virar a cabeça na direção daquele rosto de olhar vazio que agora os fita dali de cima, daquela parede de cimento. (VISÃO)

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quarta-feira, novembro 21, 2012

STREET ART 2


Era difícil ficar indiferente, e Alexandre Farto não ficou. Dali do Seixal, onde nascera em meados dos anos 80 e onde sempre vivera, via-se a cidade avançar, a "triturar o espaço", recorda, a tomar conta do que antes era campo. Viam-se cada vez mais pessoas a chegar, a ocuparem os prédios que iam crescendo, em altura e extensão. Ali era quase impossível não reagir - e Alexandre reagiu. Agora, 25 anos feitos em fevereiro, olha para trás, em busca dessas memórias, para explicar como chegou ao lugar onde está agora - o cesto de uma grua erguido a dezenas de metros de altura, para poder esculpir um rosto na parede exterior de uma torre em Sete Rios, Lisboa. É, e sempre foi, a cidade a motivá-lo; foi ela que fez nascer Vhils, o nome com que assina; foi nela que encontrou inspiração para, por todo o mundo, espalhar esse nome, e é dela a grande responsabilidade de hoje ser reconhecido como um dos melhores artistas de street art do planeta. Não admira que, cá em baixo, a vê-lo trabalhar, estejamos nós e uma equipa televisiva alemã que prepara um documentário sobre ele. Nem que, nos próximos dias, seja procurado por jornais, revistas e canais de televisão, a aproveitar esta passagem de Alexandre por Lisboa, entalada entre a sua vinda de Londres (vive entre cá e lá), uma viagem de trabalho ao México e outra a Paris, uma passagem por Aveiro, e no último dia 1 de junho, a inauguração da sua exposição na Galeria Vera Cortês, em Lisboa. (VISAO)

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terça-feira, novembro 20, 2012

STREET ART


Sou um acérrimo critico do que aí polula como "arte urbana" ou street-art . Entendo que 99,9% do que por aí se faz mais não é que puro vandalismo e uma necessidade canina de marcação territorial.

Continuo a criticar autarquias do Seixal por promoverem iniciativas como o Seixal-Graffitti , á custo do herário público, quando não apoiam a reabilitação de casas do centro histórico do Seixal, Arrentela ou Amora ou nem uma gota de tinta aplicam em Património Municipal como por exemplo  a Quinta da Trindade.

Fui por isso apelidado com alguns vocábulos menos simpáticos sempre que abordo este tema .

No entanto, há um artista urbano, nascido crescido e residente no Seixal, com projecção Internacional ao nível de Banksy que reconheço e admiro e que  continua ignorado e ostracizado por parte dessa mesma autarquia  (corrijam-me se estiver errado)

Trata-se do trabalho do Seixalense Alexandre Farto , aka , "VHILS" cujo trabalho aqui se divulgará neste e nos próximos posts.

segunda-feira, novembro 19, 2012

À ESPERA DE UMA MORTE ?


Continuamos à espera de uma morte ou de um acidente grave para alguém fazer alguma coisa?

 Estrada EN378 Flor da Mata zona do novo viaduto A33.

quinta-feira, novembro 08, 2012

REALIDADE PARALELA



O A-SUL Pelos seus leitores
"A Câmara do Seixal continua a encher autocarros de trabalhadores comunistas para mandar para as manifestações contra o governo mas na Câmara do Seixal o desgoverno é maior. Estes trabalhadores do partido comunista são cumplices do que a administraçlão CDU está a fazer, porque são o suporte da CDU e as suas más politicas. A Câmara do Seixal acabou de ganhar um prémio de igualdade o que é extranho numa Câmara onde há processo em tribunal contra a camara por discriminação contra trabalhador por ser doutro partido, assim como se faz neste momento uma greve de zelo por parte de trabalhadores descontentes com a má gestão da Câmara discriminatoria em desfavor de alguns trabalhadores.
O descaramento dos autarcas da Câmara CDU é dos maiores quando tanta gente sofre com dificuldades o presidente continua a ter 2 carros pagos com o dinheiro do povo pobre."

terça-feira, novembro 06, 2012

E ESTES ?


Também não deve ser difícil julgar e pôr no lugar devido , os autores de "buracos" destes feitos em nome de Abril, do Povo , ou do Povo de Abril... e os Prius ( ainda hoje fui ultrapassado pela senhora vereadora...) e o BMW ...

segunda-feira, novembro 05, 2012

O SAQUE

 Mas será tão difícil encontrar quem assinou, quem saíu do governo para a gestão , quem não controlou, quem não acautelou ??? 

Ou os responsáveis somos nós que arcamos com a dívida , que nos demitimos de votar, de questionar, de acusar ?

domingo, novembro 04, 2012

SHOPPING SUBURBIO



Pois é , quase toda agente ache que é do senso comum , menos os nossos autarcas que plantaram um shopping, um hipermercado, um retail-park a cada canto  de verde ou entroncamento de estradas.

quinta-feira, novembro 01, 2012

EM ALMADA - ULTIMO POST

Mais uma baixa na Blogoesfera


Ponto Final

Em...Almada, após 5 anos, 9 meses e 17 dias "Observador de viver Almada  e o concelho em Almada", este blog põe hoje Ponto Finalàs suas actividades a servir Almada.
 
Em homenagem aos autarcas do executivo dito comunista e da oposição dita não comunista, que "muito bem" cuidaram de Almada e do concelho, deixamos uma pequena imagem exemplar da degradação a que remeteram o concelho, no caso a Costa da Caparica, onde o pôr-do-sol continua a ser uma maravilha da natureza, indiferente ao "incansável" trabalho global dessas criaturas, sempre a defenderem e a fazerem o melhor (no seu conceito) pelo concelho, como a imagem mostra da água para cá, apesar da pouca luz.
(para ver melhor a imagem clique sobre ela para aumentar)
 

A quem nos acompanhou e visitou  

O Nosso Obrigado

quarta-feira, outubro 31, 2012

TÃO CALADOS QUE ELES ANDAM



Refiro-me aos nossos autarcas , que caladimnhos eles estão...então os revolucionários caviar da margem sul nem se ouvem, finalmente Rui Rio pôs o dedo na ferida:

"Na origem do endividamento público gigantesco estão opções políticas erradas em que o ministro, o primeiro-ministro ou presidente de câmara gastou dinheiro dos impostos das pessoas, endividou a câmara e o país no seu benefício político directo, ou seja, para ganhar as próximas eleições"

terça-feira, outubro 30, 2012

VISÃO VERDE - AUTARQUIAS


Há democracia e há Democracia: em 2011, a Câmara de Cascais pegou em 1,5 milhões de euros e perguntou aos munícipes onde eles queriam gastar o dinheiro.

Isto sem lhes dar opções à partida: os habitantes do concelho teriam de pensar em alguma coisa que ajudasse a melhorar a vida na sua zona, estruturar a ideia e apresentá-la em reuniões organizadas para o efeito. O limite era a imaginação (e 300 mil euros o valor máximo a que cada proposta poderia almejar).

Ao contrário do que costuma acontecer nas eleições, a sociedade civil respondeu à chamada. De repente, a câmara tinha em discussão 286 projetos, apresentados por mais de meio milhar de pessoas. E a qualidade acompanhava a quantidade: havia tantas boas ideias que o concelho decidiu aumentar a parada, aumentando a verba de 1,5 milhões de euros para 2,1 milhões, de modo a financiar mais propostas. Após uma triagem técnica, 30 ideias seguiram para referendo; quase sete mil votos mais tarde, feitos no site da autarquia, estavam encontrados os 12 vencedores. A câmara decidiu repetir a experiência este ano e torná-la permanente.

O orçamento participativo, em que os cidadãos determinam diretamente em que se gasta parte das verbas públicas, surgiu pela primeira vez na cidade brasileira de Porto Alegre, em 1989. Depois, espalhou-se pelo mundo. Há hoje duas mil vilas ou cidades a pôr a decisão nas mãos dos seus habitantes. Em Portugal, são 25 os concelhos com este mecanismo. Cascais é o que disponibiliza, per capita, a maior fatia do dinheiro municipal.


ORÇAMENTO DO ESTADO DEMOCRÁTICO?

Um dos projetos vencedores, no concelho da Linha, foi um parque infantil, preparado para crianças deficientes, que está a ser construído num terreno baldio mesmo ao lado do local onde vai nascer uma infraestrutura (com lar de idosos, berçário e infantário) do Centro de Reabilitação e Integração de Deficientes. "Tinha toda a lógica construir ali um parque infantil ", diz Maria de Lurdes Rocha Vieira, 66 anos, presidente da instituição de solidariedade social. "Quando ouvimos falar do orçamento participativo, falámos com o arquiteto Gonçalo Andrade, que já trabalhava connosco, e pedimos-lhe para fazer o projeto. Depois, apresentámo-lo." A ideia teve tal impacto que alguns proponentes desistiram das suas propostas.

Seguiu-se a campanha eleitoral. "Falámos com a comunidade, os nossos vizinhos, fomos às escolas, espalhámos a palavra pelo Facebook...", explica Maria de Lurdes. "E ganhámos. Prova que os portugueses são um povo solidário." "É apenas o começo", garante o vereador Nuno Piteira Lopes, responsável pelo programa cascalense, que acabou de ser distinguido, numa conferência em Porto Alegre, com um prémio pelo Observatório Internacional de Democracia Participativa.

"Só há verdadeira democracia se os cidadãos participarem ativamente. Um dia, gostava de ver este instrumento aplicado ao Orçamento do Estado." Será que esse dia alguma vez vai chegar?
[ Número ] 
2,1 milhões de euros


A verba que Cascais atribuiu, no ano passado, aos projetos propostos pela sociedade civil


________________________________________________________________
PROJETO UMA CIDADE PERFEITA
A partir de um estudo da Inteli, que analisou 50 projetos municipais exemplares, a VISÃO escolheu cinco para dar a conhecer nas páginas da revista, durante o mês de agosto, um por área analisada: sustentabilidade, inclusão social, governação, inovação e conectividade. Os leitores podem conhecer todos os projetos selecionados das 25 cidades estudadas e, depois, votar no seu favorito, a partir de 1 de Setembro.


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segunda-feira, outubro 29, 2012

VISÃO VERDE - RENOVÁVEIS



Clique para ler a análise detalhada de cada área:
Era uma vez um País que sonhava com a economia verde. Sonhava e fazia: em 2010, Portugal chegou a ser o quinto país europeu com maior utilização de energias renováveis, com 25% do consumo a ter proveniência em fontes ambientalmente "limpas". A aposta tinha começado nos anos 90. A crise veio mudar tudo? É verdade que não há dinheiro para nada e a energia não escapa aos cortes de subsídios, à falta de financiamento bancário, às falências de empresas... Mas há quem aponte o dedo às falhas na "vontade política" e ao discurso "antirrenováveis".

"Criou-se a ideia que o Governo está contra a aposta nas renováveis. Bem pelo contrário. A aposta é para manter, mas não sem olhar a custos, pois estávamos a passar os encargos para o consumidor final", reforça Artur Trindade, secretário de Estado da Energia. Os custos de que fala o governante, mais conhecidos pela expressão "rendas excessivas", são, no fundo, subsídios estatais aos produtores de energia renováveis e não só, que a troika mandou cortar. O Executivo pôs em marcha a medida, mas ficou muito aquém do pretendido, segundo a própria Comissão Europeia. Mesmo assim, os 1,8 mil milhões de euros que o Governo quer poupar até 2020 (ver Hídrica: uma questão de rendas) já deixaram algumas empresas produtoras em pé de guerra.

No entanto, sublinham os ambientalistas, convém não confundir energias renováveis com subsídios excessivos. "Pago mais na fatura elétrica pela renda de garantia de potência do que pelas renováveis", garante Francisco Ferreira, ex-presidente da Quercus. "Estas pesam um terço no agravamento das faturas. Mas têm benefícios ambientais que devem ser contabilizados", acrescenta.

O mundo há muito que se deu conta desses benefícios ambientais e económicos. O verde é um mercado, convém não esquecer, cria mais-valias industriais e gera emprego. A Alemanha acompanhou a decisão de encerrar todas as suas centrais nucleares com um programa de 300 mil milhões de euros de investimento nas renováveis. O objetivo: chegar a um consumo de 80% de energia limpa em 2050.

"A Siemens está a pôr fortunas no eólico é já a segunda empresa do mundo em plataformas offshore [colocadas no mar], tendo abandonado o nuclear. Agora foi a General Electric", descreve Carlos Pimenta, ex-secretário de Estado do Ambiente em vários governos do PSD.

EMPREGOS EM RISCO
Mas, em Portugal, tudo é "incerteza", queixam-se algumas empresas do setor. "Esta indefinição coloca em risco 130 mil empregos diretos e indiretos nas renováveis", afirma Aníbal Fernandes, presidente do consórcio ENEOP, de energia eólica. "Cuidado quando se corta na gordura, para não cortar também o músculo", avisa.

Há poucos dias, o Partido Socialista apresentou um conjunto de propostas para o setor energético, ao mesmo tempo que acusava o Governo de fracasso nesta área. "O falhanço da política energética é um dos fatores que explicam o aumento desmesurado do desemprego em Portugal", afirmou Carlos Zorrinho, líder parlamentar do PS.

Tudo começou em fevereiro, quando um decreto-lei veio suspender todas as novas atribuições de licenciamento de potência até 2014. A suspensão, além de travar o desenvolvimento do mercado interno (para muitas empresas produtoras de tecnologia resta a exportação), pode pôr em causa, segundo a APREN Associação de Energias Renováveis, a meta, estabelecida a nível europeu, de chegar a 2020 com 31% de consumo proveniente de energias renováveis (sendo que desses 31%, a fatia da eletricidade é de 55,3%, a dos transportes de 10% e a do aquecimento e arrefecimento de 30,6 por cento). São objetivos complicados, especialmente nos transportes, com a queda abrupta das vendas de carros elétricos, a perda do investimento da Nissan em Portugal e a reavaliação de toda a rede Mobi.E.

No fim, e apesar da crise, fica o otimismo de Luís Manuel, administrador-executivo da EDP Inovação, quanto à capacidade nacional para criar valor. "Vemos uma onda de empreendedorismo em inovação, com a criação de start-ups e incubadoras, vemos muitos projetos a emergir e muita gente a arriscar. Virados, claro, para a exportação, pois mesmo quando a economia está boa, o mercado nacional é pequeno", nota.

"O grande problema", contrapõe Carlos Pimenta, "é o financiamento". É que, nas renováveis, o investimento é feito logo à cabeça. "Depois, o sol é de graça", ilustra o ex-governante. Seja como for, conclui, o mercado terá de encontrar forma de dar a volta. "Não há planeta que sobreviva aos combustíveis fósseis!"


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domingo, outubro 28, 2012

VISÃO VERDE - DESCOBERTA



Um grupo de estudantes da universidade de Yale, EUA, descobriu, durante uma expedição à Amazónia equatoriana, um fungo capaz de se alimentar exclusivamente de poliuretano, um tipo de plástico presente em pneus, tintas, sapatos e até preservativos.

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Foi durante uma expedição realizada na primavera do ano passado, ao Parque Natural de Yasuní, na floresta amazónica equatoriana, que um grupo de estudantes e professores da Universidade de Yale descobriu um fungo capaz de degradar plástico, mesmo em ambientes sem oxigénio.
O trabalho de campo realizado durante esse curso consistia em recolher organismos endófitos (fungos e bactérias que vivem dentro de plantas, mas sem lhes causar doenças) e, com eles, realizar experiências cientificas. Jonathan Russell dedicou-se a testar quais os fungos mais eficientes na decomposição do poliuretano.
A partir das experiências feitas com o fungo Pestalotiopsis microspora chegou à conclusão de que, mesmo sem a presença de oxigénio, esse organismo conseguia alimentar-se exclusivamente de poliuretano (PU) -um polímero termoplástico usado mundialmente em espumas isolantes, colchões, pneus, partes de eletrodomésticos, tintas, vernizes, sapatos e preservativos.
A descoberta pode ser uma esperança no campo da bioremediação (utilização de organismos vivos para degradar compostos poluentes) e ser até utilizada em aterros sanitários, como forma de tratar as grandes quantidades de resíduos que têm poliuretano na sua constituição, já que o organismo pode desenvolver a sua atividade sem necessitar de oxigénio.
SAIBA MAIS:



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sábado, outubro 27, 2012

VISÂO VERDE - CICLOVIAS


Zona Sul



Lisboa

Em quilómetros: existem mais de 40 quilómetros de percursos cicláveis em Lisboa (mais 40 de trilhos, pistas, entre outros, em Monsanto).
Os troços mais recentes: ponte pedonal e ciclável entre as Olaias e o Parque da Belavista Sul, a ligação entre a R. Pardal Monteiro e a Av. Dr. Arlindo Vicente (cerca de 1 km) e o troço da R. Frei Miguel Contreiras.
Em construção: a ligação entre a ponte entre as Olaias e o Parque da Belavista Sul e a Av. Afonso Costa, junto ao Areeiro.
Para breve: uma nova ponte pedonal e ciclável entre o Jardim Amália (Alto do Parque Eduardo VII) e o Corredor Verde de Monsanto, que permitirá uma ligação contínua ciclável entre Monsanto e a Praça do Marquês de Pombal, através do Parque Eduardo VII.   Inauguração a 14 de dezembro.
Previsto: A construção, pela Galp, de uma ponte pedonal e ciclável por cima da Segunda Circular, e cujo início das obras se aguarda para breve.

Imprima o mapa das ciclovias da cidade de Lisboa em grande resolução. Clique no  PDF
Cascais 
Cascais/Guincho (9 km); Guincho/Areia (1 km); Ciclovia/Pedovia Cascais (Ponte de Santa Marta)-Guia (1,2 km)
Percursos assinalados em várias artérias alertando os automobilistas para a presença das bicicletas
Percurso assinalado no Paredão Cascais -Estoril, (3km) sujeito a horário variável para não coincidir com maior movimento de peões. De verão as bicicletas só são permitidas em dias úteis entre as 18 e as 10 horas.

Vila Franca de Xira

Situa-se no caminho pedonal ribeirinho entre o Jardim Municipal Constantino Palha em Vila Franca de Xira e Alhandra, com uma extensão de 4km. No âmbito das intervenções que se encontram em curso na Zona Ribeirinha Sul entre Alverca do Ribatejo e Póvoa de Santa Iria, serão construídos mais 6,5 km de ciclovia, proporcionando um maior contacto com o Tejo e uma maior fruição de espaços de qualidade.

Odivelas
Ecopista da Escola Agrícola da Paiã - Pedestre e de bicicleta. Extensão:  4 km


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sexta-feira, outubro 26, 2012

VISAO VERDE - HORTAS URBANAS



Próximo da estrada velha que liga Mafra à Ericeira, na localidade de Barreiralva, seis pessoas agarradas à enxada usam a terra lavrada pelo vizinho do lado para semear mais alguma coisa. Estamos no tempo das favas, das alfaces, das couves, e é altura de aproveitar a trégua da chuva, naquele sábado.

O terreno tem 6 mil metros quadrados e pertence à Associação Rogérios de Portugal, um grupo aberto a todos os homónimos (Rogérias incluídas), que tem mais de 500 membros. Que o arrenda a quem queira cultivar "qualquer coisa lá para casa", explica o presidente, Rogério Miranda Batalha. "Pedimos uma contribuição de 15 euros por mês, por cada parcela. É uma ajuda para as despesas da associação."
Os Rogérios compraram o terreno há oito anos, para aí construírem um lar. Na falta de fundos para o fazer a curto prazo, dividiram o espaço em dez talhões, cada um com 200 metros quadrados, aos quais juntaram mais dois. Com o apoio dos Rotários de Mafra, oito já foram ocupados. Dois estão a cargo de um taxista, residente em Lisboa, que trata das couves e das batatas, durante as suas folgas.

O músico Nuno Barroso vem aqui descomprimir, enquanto Filipe, um jovem empresário de Mafra, se aventura nas experiências biológicas. Os rotários têm dois talhões, precisamente os mais movimentados, onde os sócios se vão revezando, seguindo os produtos para a Loja Social Enfrente, de Mafra.

Apesar do passa palavra continuar a ser importante, uma boa parte deste tipo de arrendamentos é hoje promovida na internet. Nos sites de classificados, os anúncios de hortas para arrendar começam a vulgarizar-se. Mas, por enquanto, a procura parece ser maior do que a oferta.

José Guimarães, biólogo reformado, que vive na zona do Canidelo, em Vila Nova de Gaia, ainda não obteve resposta a um anúncio que colocou há meses na net gostava de arrendar um terreno para criar galinhas de raça pura minhotas. Nos arredores de Rio Tinto, no concelho de Gondomar, Marco Silva, rececionista hoteleiro, quer um pedaço de terra onde possa produzir vegetais e fruta.

Dez anos depois de ter trocado o campo pela cidade, antecipa com entusiasmo o regresso às origens.
O Dado 
€15 - 
É o valor cobrado pelo arrendamento de uma parcela de horta, nos arredores de Mafra


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quarta-feira, outubro 24, 2012

VISÃO VERDE - BIODIVERSIDADE E FOTOGRAFIA


Portugal, mosaico de biodiversidade

Portugal reúne uma enorme coleção de fauna, espalhada por uma miríade de ecossistemas. Mas estaremos a conseguir tratar dela? E é possível conciliar a sua conservação com a economia? VEJA A GALERIA DE FOTOS e leia a entrevista com o fotógrafo, Luís Quinta

Luís Ribeiro (Texto publicado na VISÃO 1025, de 24 de outubro)


Ler mais: http://visao.sapo.pt/portugal-mosaico-de-biodiversidade=f692867#ixzz2BKZa26Ki


  • LEIA A REPORTAGEM NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO ESPECIAL VERDE DA VISÃO DESTA SEMANA
Pelas nossas águas passam os maiores bichos que alguma vez existiram; nos nossos ares voam as mais pesadas e as mais rápidas aves do mundo; em terra rastejam as maiores cobras do Velho Continente, por entre as patas de lobos-ibéricos e veados; e ainda temos a responsabilidade de salvar os mais ameaçados felinos e focas do mundo.


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segunda-feira, outubro 22, 2012

PERIGO CRIMINOSO



Responsabilizamos enquanto cidadãos, as Estradas de Portugal, o concessionário da EN 378 troço Fernão Ferro a concessionária da A33 , a Câmara Municipal do Seixal e os proprietários dos terrenos da Flôr da Mata .

Serão, com pouca margem de erro os responsáveis caso aconteça um acidente no troço da EN378 , Seixal-Sesimbra , resultante de aqua-planing ou qualquer outro provocado pela água na via.

Uns porque desmataram ilegalmente  num terreno protegido ambientalmente ,provocando menor retenção de água e acumulação nas linhas de agua . 

Outros porque a construção da A33 provocou uma alteração da movimentação de águas pluviais  e uma maior concentração pela impermeabilização provocada por quatro faixas de rodagem.

Outros porque não têm respondido a um problema que se tem agravado pelo atrás exposto e não corrigido com as obras que afectaram o local.

E a Câmara Municipal do Seixal por não estar a acautelar o interesse público como lhe competia, afinal aquela não é uma Avenida do Seixal ?

sábado, outubro 20, 2012

AGORA ?



Obrigado por nos dar razão :


António Mexia, antigo ministro das Obras Públicas, admitiu ontem que, nos últimos anos, Portugal construiu demasiadas estradas.
Na comissão parlamentar de investigação às PPP's, esta tarde, no Parlamento, o actual presidente da EDP afirmou que o problema principal dos custos das PPP's está no montante dos contratos, sublinhando ainda que o país não devia ter decidido avançar com tantas obras.
Mexia foi o responsável pela renegociação da PPP da Fertagus, a única parceria que o Tribunal de Contas considera exemplar.

quinta-feira, outubro 18, 2012

O FIM DA SECA EM ALMADA


Finalmente chove para que os espaços verdes de Almada possam enfim  vicejar, há pouco estavam assim (fonte:http://www.EmAlmada.blogspot)... mas agora há que pelo menos tratar ou não há mão de obra disponível ?

quarta-feira, outubro 17, 2012

SURREAL


Ter painéis solares é considerado uma atividade independente e, por isso, rendimento extra. Mas só dá desconto na fatura

Produzir eletricidade em casa corta subsídio de desemprego


13/10/2012 | 00:00 | Dinheiro Vivo
Ter painéis solares em casa pode já não trazer tantas vantagens financeiras como se esperava. A adicionar ao tempo que demora a rentabilizar o projeto surgem agora uma série de alterações fiscais que podem penalizar os microprodutores.
Em causa está o facto de, no  início deste ano, o ministério das Finanças ter obrigado todos os que têm painéis em casa a abrir atividade independente e a declarar os rendimentos que têm com a venda de energia.
Ao abrir atividade, estes microprodutores passam a ter um rendimento extra ao seu salário e, se ficarem desempregados, podem ver o subsídio cortado. "Em caso de perda de trabalho, se continua a existir outro rendimento, o subsídio pode ser atribuído parcialmente", disse Nuno Morgado, advogado especialista em direito do trabalho na PLMJ. E explica: "O subsídio máximo é hoje de 1.049 euros mensais. Se os rendimentos da venda de energia forem, por exemplo, 500 euros, então o subsídio passa a ser de 549 euros".
De acordo com este responsável, esta situação é válida mesmo no caso destes rendimentos estarem isentos de IRS, como é o caso da maioria dos ganhos auferidos pelos micro produtores.
É que, ao abrigo da legislação publicada em 2008 - quando o governo de Sócrates começou a atribuir licenças para microgeração - os microprodutores não tinham de pagar IRS quando os rendimentos anuais fossem inferiores a cinco mil euros.
A perda do subsídio só existe, diz o mesmo especialista, quando a receita da venda de energia for superior à do subsídio, o que será mais difícil (mas não impossível) dado que a maioria dos produtores, como não pagava IRS até aos cinco mil euros,  optou por produções mais baixas. 

terça-feira, outubro 16, 2012

PINTORES COPIAR/COLAR


Em 2008 era assim...



Em 2012 assim...


Que desperdicio e falta de imaginação o pintar e repintar de um muro de uma propriedade privada, mais valia que essa tinta fosse aplicada na manutenção de habitações de nossos concidadãos mais carenciados.

Com tanta alternativa comunicacional faz sentido este desperdicio ?

segunda-feira, outubro 15, 2012

PÊPÊPÊ



A PPP que ninguém contestou, queriam até mais, uma autoestrada nas Terras da Costa lembram-se ?

Mais um plano engendrado pelos poder central e autarquias (CDU neste caso) ...

domingo, outubro 14, 2012

sábado, outubro 13, 2012

quinta-feira, outubro 11, 2012

DEMOCRACIA A PEDAL



A entidade reguladora de Vilamoura quer tornar o empreendimento turístico num local amigo do ambiente. Por isso, criou o Vilamoura Public Bikes, um sistema de utilização de bicicletas como meio de transporte público, sendo possível aluga-las com um cartão electrónico e devolvê-las, depois, numa estação. O atelier And-Ré foi o responsável por desenhar uma "bicla" que servisse e agradasse todos.

"Disseram-nos que queriam um elemento diferenciador", recorda Francisco Ré, um dos fundadores da And-Ré, referindo que desenvolveram toda a identidade do Vilamoura Public Bikes (incluindo o logótipo, os painéis informativos e os cartões).

O arquitecto destaca a aposta que a Inframoura, empresa gestora de Vilamoura, tem feito na mobilidade urbana sustentável. "Eles têm tratado muito bem dos seus espaços verdes e têm dado alternativas à população. E uma das alternativas é a bicicleta".

O Vilamoura Public Bikes arrancou em Julho, oferecendo a possibilidade de utilizar a bicicleta como meio de transporte público. Os potenciais ciclistas urbanos podem requisitar uma "bicla" por 45 minutos com um cartão de utilizador numa das 32 estações existentes, e pedalar até ao trabalho ou à praia. Em cada lugar de estacionamento existe um poste para fazer a leitura do cartão. A viagem pode terminar no poste de partida, ou num dos outros espalhados pela localidade.

Até 14 de Setembro, o Vilamoura Public Bikes funciona até à meia-noite. Actualmente, o sistema de partilha de bicicletas está disponível para os residentes de Vilamoura (que deverão efectuar um carregamento de 20 euros para uma adesão de 3 meses, ou de 30 euros para uma adesão de 1 ano) e também para os turistas hospedados nos hotéis aderentes. Mas, em breve o projecto deverá ser alargado a todos os turistas.

Uma bicicleta "democrática"
Sabendo que várias pessoas com diferentes gostos poderiam aderir ao Vilamoura Public Bikes, era obrigatório uma bicicleta que atraísse todos. Esta “bicla” tem um design clássico, é branca e os seus "apetrechos" estão escondidos nos tubos. O objectivo era conseguir uma aparência mais "leve" e "pura", contrariando a tradicional bicicleta de partilha utilizada noutros países europeus, que “são bicicletas com muito equipamento, visualmente pesadas", refere Francisco Ré.

Além disso, era necessário conceber uma bicicleta "democrática". "Normalmente, estas bicicletas urbanas têm um quadro feminino, o que desagrada ao público masculino." Com um quadro inovador, a "bicla" desenhada pelo atelier And-Ré poderá agradar a todos. Mas essa democratização foi, também, considerada no aspecto ergonómico.

Foram produzidas, inicialmente, cerca de 150 bicicletas, mas, neste momento, a rede já inclui 200. Segundo o arquitecto, a adesão tem ultrapassado as expectativas, desde "a primeira semana". Até porque, como salienta Francisco Ré, para quem quer trocar o meio de transporte habitual por um bicicleta pública, Vilamoura parece ser o local ideal para o fazer. "Vilamoura tem as condições necessárias para este sistema ter sucesso: o terreno é plano, faz sempre sol e tem uma rede de ciclovias muito boa", remata.

terça-feira, outubro 09, 2012

MOBILIDADE , ENFRENTAR A CRISE



Com a gasolina e o gasóleo nos seus valores mais altos de sempre , com os passes sociais cada vez mais caros e limitados , faz cada vez mais sentido a criação de alternativas de circulação nas nossas cidades, até porque os exemplos que vêm lá de fora são casos de sucesso e cada vez há mais nucleos urbanos a implementar tais sistemas.

Já no passado trouxemos aqui vários exemplos de cidades que num muito curto espaço de tempo instalaram , umas , uma rede de ciclovias para uso dos seus cidadãos, outras , para além dessas ciclovias   instalaram todo um sistema de uso partilhado da bicicleta.

Todos estes sistemas , tanto os mais sofisticados como os mais simples requerem muito pouco ou quase nenhum investimento por parte das autarquias . O mais simples, a criação de ciclovias , trata-se na maioria dos casos de desenhar linhas de sinalização horizontal definindo o espaço de circulação. Nos mais "complicados" há exemplos de sistemas de concessão com empresas de fornecimento de mobiliário urbano.

Será por isso que nunca mais temos na margem sul um sistema de ciclovias, num momento em que dada a crise , se justifica mais que nunca ?

segunda-feira, outubro 08, 2012

URBANISMO E CORRUPÇÃO



http://www.faroldeideias.com/arquivo_farol/index.php?programa=Biosfera&id=1377

Vale a pena ver o vídeo ! Onde é que já viu isto ? Você sabe !


Biosfera  Urbanismo e corrupção

2012-09-19 11:09:03

A avidez de construir em solos rústicos e protegidos é a segunda causa de corrupção em Portugal. Está na mão do atual Governo combater mais valias urbanísticas que enriquecem privados e escapam, todos os anos, aos cofres do Estado. Haverá coragem política para acabar com um sistema financeiro viciado, na futura Lei dos Solos?

domingo, outubro 07, 2012

INDIGNAÇÃO



O mundo que resta

O assalto fiscal que o Governo vai fazer é o maior libelo acusatório de que há memória contra os partidos que nos têm desgovernado.
Este assalto resulta totalmente do histórico abuso de poder na gestão pública e da facilidade em sacar receita a quem está indefeso. 
PSD, PS e CDS construíram um Estado desregulado, vampirizado por grupos de interesses, dominado por empreguismo partidário e pela corrupção. 
Um Estado que enche uns quantos à custa de depenar os trabalhadores por conta de outrem. Nas aflições confisca sempre aos mesmos. O mundo que nos resta há muito que só pode ser o da indignação e da luta cívica contra estes partidos vorazes e sem valores. (Eduardo Dâmaso , Correio da Manhã 4/10/12