quinta-feira, outubro 11, 2012

DEMOCRACIA A PEDAL



A entidade reguladora de Vilamoura quer tornar o empreendimento turístico num local amigo do ambiente. Por isso, criou o Vilamoura Public Bikes, um sistema de utilização de bicicletas como meio de transporte público, sendo possível aluga-las com um cartão electrónico e devolvê-las, depois, numa estação. O atelier And-Ré foi o responsável por desenhar uma "bicla" que servisse e agradasse todos.

"Disseram-nos que queriam um elemento diferenciador", recorda Francisco Ré, um dos fundadores da And-Ré, referindo que desenvolveram toda a identidade do Vilamoura Public Bikes (incluindo o logótipo, os painéis informativos e os cartões).

O arquitecto destaca a aposta que a Inframoura, empresa gestora de Vilamoura, tem feito na mobilidade urbana sustentável. "Eles têm tratado muito bem dos seus espaços verdes e têm dado alternativas à população. E uma das alternativas é a bicicleta".

O Vilamoura Public Bikes arrancou em Julho, oferecendo a possibilidade de utilizar a bicicleta como meio de transporte público. Os potenciais ciclistas urbanos podem requisitar uma "bicla" por 45 minutos com um cartão de utilizador numa das 32 estações existentes, e pedalar até ao trabalho ou à praia. Em cada lugar de estacionamento existe um poste para fazer a leitura do cartão. A viagem pode terminar no poste de partida, ou num dos outros espalhados pela localidade.

Até 14 de Setembro, o Vilamoura Public Bikes funciona até à meia-noite. Actualmente, o sistema de partilha de bicicletas está disponível para os residentes de Vilamoura (que deverão efectuar um carregamento de 20 euros para uma adesão de 3 meses, ou de 30 euros para uma adesão de 1 ano) e também para os turistas hospedados nos hotéis aderentes. Mas, em breve o projecto deverá ser alargado a todos os turistas.

Uma bicicleta "democrática"
Sabendo que várias pessoas com diferentes gostos poderiam aderir ao Vilamoura Public Bikes, era obrigatório uma bicicleta que atraísse todos. Esta “bicla” tem um design clássico, é branca e os seus "apetrechos" estão escondidos nos tubos. O objectivo era conseguir uma aparência mais "leve" e "pura", contrariando a tradicional bicicleta de partilha utilizada noutros países europeus, que “são bicicletas com muito equipamento, visualmente pesadas", refere Francisco Ré.

Além disso, era necessário conceber uma bicicleta "democrática". "Normalmente, estas bicicletas urbanas têm um quadro feminino, o que desagrada ao público masculino." Com um quadro inovador, a "bicla" desenhada pelo atelier And-Ré poderá agradar a todos. Mas essa democratização foi, também, considerada no aspecto ergonómico.

Foram produzidas, inicialmente, cerca de 150 bicicletas, mas, neste momento, a rede já inclui 200. Segundo o arquitecto, a adesão tem ultrapassado as expectativas, desde "a primeira semana". Até porque, como salienta Francisco Ré, para quem quer trocar o meio de transporte habitual por um bicicleta pública, Vilamoura parece ser o local ideal para o fazer. "Vilamoura tem as condições necessárias para este sistema ter sucesso: o terreno é plano, faz sempre sol e tem uma rede de ciclovias muito boa", remata.

terça-feira, outubro 09, 2012

MOBILIDADE , ENFRENTAR A CRISE



Com a gasolina e o gasóleo nos seus valores mais altos de sempre , com os passes sociais cada vez mais caros e limitados , faz cada vez mais sentido a criação de alternativas de circulação nas nossas cidades, até porque os exemplos que vêm lá de fora são casos de sucesso e cada vez há mais nucleos urbanos a implementar tais sistemas.

Já no passado trouxemos aqui vários exemplos de cidades que num muito curto espaço de tempo instalaram , umas , uma rede de ciclovias para uso dos seus cidadãos, outras , para além dessas ciclovias   instalaram todo um sistema de uso partilhado da bicicleta.

Todos estes sistemas , tanto os mais sofisticados como os mais simples requerem muito pouco ou quase nenhum investimento por parte das autarquias . O mais simples, a criação de ciclovias , trata-se na maioria dos casos de desenhar linhas de sinalização horizontal definindo o espaço de circulação. Nos mais "complicados" há exemplos de sistemas de concessão com empresas de fornecimento de mobiliário urbano.

Será por isso que nunca mais temos na margem sul um sistema de ciclovias, num momento em que dada a crise , se justifica mais que nunca ?

segunda-feira, outubro 08, 2012

URBANISMO E CORRUPÇÃO



http://www.faroldeideias.com/arquivo_farol/index.php?programa=Biosfera&id=1377

Vale a pena ver o vídeo ! Onde é que já viu isto ? Você sabe !


Biosfera  Urbanismo e corrupção

2012-09-19 11:09:03

A avidez de construir em solos rústicos e protegidos é a segunda causa de corrupção em Portugal. Está na mão do atual Governo combater mais valias urbanísticas que enriquecem privados e escapam, todos os anos, aos cofres do Estado. Haverá coragem política para acabar com um sistema financeiro viciado, na futura Lei dos Solos?

domingo, outubro 07, 2012

INDIGNAÇÃO



O mundo que resta

O assalto fiscal que o Governo vai fazer é o maior libelo acusatório de que há memória contra os partidos que nos têm desgovernado.
Este assalto resulta totalmente do histórico abuso de poder na gestão pública e da facilidade em sacar receita a quem está indefeso. 
PSD, PS e CDS construíram um Estado desregulado, vampirizado por grupos de interesses, dominado por empreguismo partidário e pela corrupção. 
Um Estado que enche uns quantos à custa de depenar os trabalhadores por conta de outrem. Nas aflições confisca sempre aos mesmos. O mundo que nos resta há muito que só pode ser o da indignação e da luta cívica contra estes partidos vorazes e sem valores. (Eduardo Dâmaso , Correio da Manhã 4/10/12

quinta-feira, outubro 04, 2012

FUGA



Um país de meia dúzia que se autodelapidou , que acabou com a sua marinha mercante e a sua frota de pesca, que viveu de esquemas e subsidios, que arrazou a sua agricultura e deixou arder e cortar as suas florestas, que deixou plantar cimento invendável nas suas paisagens e espaços livres, que alimentou luxos a autarcas e politicos que de serviço público nada possuem, esses mesmos que delapidaram riqueza posta a seu cargo.

Um país que agora aumenta em consciência "brutalmente" os impostos para os seus cidadãos... que o seu representante máximo asteia a bandeira ao contrário...

Não é um país, é uma anedota, tornada inferno para quem cá nasceu.

Nota, o do filme é outro, chama-se Noruega

quarta-feira, outubro 03, 2012

AS PPP



O que nós aqui escrevemos em antecipação sobre uma  das mais recentes PPP, a auto-estrada  que atravessa os concelhos de Almada, Seixal e Barreiro , a chamada CRIPS, IC32 , agora rebaptizada de A33.

Só a sociedade civil se insurgiu contra o atentado ambiental e o despropósito daquela obra. Tudo o resto calou , aceitou ou promoveu  este erro monumental ou tudo isso . 

O PCP , rei e senhor da região regozijou-se com a obra e até queria mais...os Verdes nada disseram sobre a destruição de Rede natura 2000 e juntos nada dizem das portagens a pagar . É mais caro ir do Seixal a Almada pela A33 do que do Seixal a Lisboa pela A2.

Como se compreende isto ? Veja o video !

Neste tema subscrevo a opinião popular de que "estão todos feitos uns com os outros"...

sábado, setembro 29, 2012

DO INTERESSE GERAL



DIAP arquiva queixa contra partilha de ficheiros por ser "impossível" identificar responsáveis

27.09.2012 -  Por Alexandre Martins

O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa arquivou uma queixa da Associação do Comércio Audiovisual, Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal por partilha de ficheiros na Internet, por considerar ser "impossível" identificar os responsáveis. A associação vai pedir a nulidade do despacho, por considerar que "nem sequer houve inquérito", e a Sociedade Portuguesa de Autores diz-se "perplexa", afirmando que "não vai ficar de braços cruzados".

Para além de ser "impossível em face não só do número de IP [a Acapor enviou uma lista com 1970 endereços] e do que em termos do trabalho material e gastos tal pressupõe", uma investigação esbarraria numa "séria improbabilidade de positividade de resultados", devido ao facto de muitas partilhas serem feitas através de redes sem fios (em muitos casos, os responsáveis pelos downloads e uploads de ficheiros usam o acesso à Internet de um outro utilizador, que pode não estar consciente desse facto) e "por recurso aos Cybercafés", lê-se no despacho do DIAP de Lisboa.

Por isso, "a identificação do equipamento terminal utilizado para efectuar determinada ligação à Internet só de forma ínfima nos poderia conduzir à identificação concreta do indivíduo que efectivamente utilizou o equipamento para partilha", prossegue o despacho.

A Associação do Comércio Audiovisual, Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (Acapor), através do seu presidente, Nuno Pereira, responde que "não pode, em circunstância alguma, o Ministério Público deixar de proceder a um acto de investigação alegando que tal é oneroso e dá muito trabalho sem que, com isso, esteja a violar a lei e a Constituição. O direito constitucional à segurança não está, ainda, a leilão".

O mesmo responsável adiantou ao PÚBLICO que a associação vai pedir a sua constituição como assistente e a abertura de instrução para pedir a nulidade do despacho, por considerar que "não houve sequer inquérito". Se o juiz de instrução não aceitar o pedido da associação, a Acapor irá "intentar uma acção contra o Estado, porque ficaria provado que em Portugal não existe nenhum tipo de combate à pirataria", seguindo-se "uma queixa junto da Comissão Europeia".

SPA mostra perplexidade e preocupação

Também a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) – que não participou nesta queixa da Acapor ao Ministério Público – mostra o seu desagrado com o teor do despacho do DIAP. Contactado pelo PÚBLICO, o director do departamento jurídico da SPA, Lucas Serra, mostra-se "preocupado com a investigação em Portugal no que concerne aos direitos de autor". Sem querer entrar em pormenores, o responsável garante que a SPA "não vai ficar de braços cruzados" perante a decisão do DIAP.

A Acapor não aceita o argumento do DIAP de que não é possível identificar o responsável por uma partilha na rede P2P (através de programas como o BitTorrent, por exemplo): "Deve portanto a população portuguesa ser alertada que, em Portugal, não é possível investigar casos de difamações pela Internet, burlas no comércio electrónico, phishing ou mesmo de partilha de pornografia infantil. Em suma que, efectivamente, a Internet é um espaço fora da lei."

"Inversão de tudo o que é direito de autor"

Na decisão que levou ao arquivamento da queixa apresentada pela Acapor (que enviou para o Ministério Público uma lista com 2000 endereços de IP –1970 relacionados com a violação dos Direitos de Autor através da partilha de ficheiros em programas como o BitTorrent e 30 respeitantes a ataques informáticos contra o site da associação), o DIAP argumenta que "em tais denúncias, não obstante se identifiquem os ficheiros, não se identificam os elementos de partilha, o eventual sucesso da mesma e sua consumação e, embora aleguem que se trata de obras protegidas, tal protecção em termos de não autorização para disponibilização pública não é minimamente documentada". Isto é, segundo o DIAP, a Acapor não demonstrou que os autores dos filmes partilhados não autorizaram a partilha.

sexta-feira, setembro 28, 2012

OS DONOS DE PORTUGAL



O Portugal é um país "pequeno" , por isso a desculpa de ser de uma "meia dúzia" perpetua-se e o curioso é que a meia duzia de familias se mantém. Todos ou quase todos os que lhe fizeram frente ou tiveram outra postura, foram soçobrando.

Talvez daqui se compreenda porque razão as melhores terras do Seixal foram transformadas em Alto Forno com a Quinta da Palmeira entre outras , a ser expropriada a favor de António Champallimaud... Hoje o passivo ambiental não é claro, com eles que até compraram um talhão no céu com o Centro Para o Desconhecido .

quinta-feira, setembro 27, 2012

PORTUGAL E A INVENÇÃO DA RODA



Desde 1974, os portugueses tentaram regressar ao mar duas vezes. Há 40 anos que fugimos do mar. Mas vem aí a reabertura do canal do Panamá e a extensão da plataforma continental. Mesmo sem estratégia, a economia do mar vale 10 mil milhões de euros.
Ter três mil quilómetros de costa projectada sobre o Atlântico na encruzilhada de três continentes, à porta da bacia do Atlântico Sul e, em simultâneo, uma das maiores zonas económicas exclusivas da Europa, seriam razões de sobra para Portugal ser um país marítimo.

Mas não. Portugal é um país com mar, mas hoje não é um país marítimo. Em termos económicos e geopolíticos, vive há mais de 40 anos com as costas viradas para o mar. Sem estratégia a longo prazo, dizem muitos especialistas. Ciclicamente - e em ondas sem continuidade - o discurso público concentra-se no mar e no seu potencial. Houve ímpetos e alguns passos concretos. A Exposição Universal (1998), o Livro Branco para a Política Marítimo-Portuária (1999), a criação da Estrutura de Missão para preparar a proposta à ONU para duplicar a extensão da plataforma continental portuguesa (2005), e a entrega da candidatura à ONU (2009). Houve também sinais de acção recentes. O Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo, há muito esperado, foi aprovado este Verão.

Na vida das empresas ligadas à economia do mar, no entanto, o mar parece não sair do papel. É hoje comum ouvir-se que o mar "é estratégico" e o próprio Presidente da República, Cavaco Silva, fala do mar como "prioridade nacional", mas disse também num discurso que "falta largar do cais". Significa isso que falta tudo? "O que nós precisamos é de dar um mergulho fundo", diz a ministra Assunção Cristas com ar convicto. "Um mergulho fundo é termos projectos económicos concretos a funcionar no mar."

Eles existem, mas são casos mais ou menos isolados. "Nestes últimos 30 a 40 anos, Portugal não se tem perspectivado como país marítimo. Esquecemos a nossa geografia. Os decisores económicos, políticos, académicos e os media perderam essa visão", diz Tiago Pitta e Cunha, o jurista que defende há uma década o regresso dos portugueses ao mar e hoje é conselheiro do Presidente para esta área.

O contributo da economia do mar para o PIB "é um desastre nacional porque o país não a aproveita", diz José Poças Esteves, presidente da Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco (SaeR), que desenvolveu o primeiro grande estudo sobre o valor da economia do mar.

Os números impressionam. O estudo de 2010 da SaeR, fundada pelo economista Ernâni Lopes, calcula que a economia do mar vale 10 mil milhões de euros e identifica-a como umhipercluster (grande aglomerado de indústrias) composto por 12 clusters independentes mas que se ajudam entre si (a pesca e a energia offshore são diferentes, mas precisam da indústria e da reparação naval).

O potencial de exploração do fundo do mar, com a extensão da plataforma continental portuguesa, aponta para cálculos ainda mais sonoros. Segundo o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, a exploração de cobalto, níquel e cobre pode render 60 mil milhões de euros anuais. Por enquanto, parece ficção.

Como agarrar o mar
A ministra discorda das visões pessimistas e sublinha o potencial: produção de peixe, ostras ou bivalves para a alimentação; ómega 3 (abundante na cavala) para a farmacêutica e cosmética; algas para os biocombustíveis de segunda geração; minério no fundo do mar e no subsolo; energias limpas como a energia das ondas; turismo náutico como o surf; actividade portuária e transporte marítimo (quando 70% do comércio mundial se faz por mar)... a lista é longa. Perante o "muito trabalho invisível feito no passado" e o conhecimento acumulado, "este é o momento" de se dar "o passo para a acção", mesmo que não haja ainda "o desenho todo para avançar", diz a ministra. Cristas defende uma "estratégia incremental" - "a melhor maneira de agarrarmos o mar". Ou seja, "agora conseguimos fazer isto, fazemos; amanhã conseguimos fazer mais aquilo, fazemos". (PUBLICO)

quarta-feira, setembro 26, 2012

UM DIA PERDE-SE A PACIÊNCIA


O sistema viário em Almada é algo complicado e único, a ideia de que o caminho mais curto entre dis pontos ser uma linha recta , em Almada não faz sentido e pior, depois de anos a testar um sistema que é inoperante e obriga a fazer mais quilómetros, com mais poluição e maios desgaste de viaturas e consumo de combustivel , "nada se corrige e tudo se piora"  parece ser o lema.

Tudo pode piorar, é bem verdade! Mas um dia perde-se a paciência.

foto http://www.emalmada.blogspot.pt

segunda-feira, setembro 24, 2012

O PAÍS INCINERADO



QUASE  100 MIL HECTARES DE ÁREA ARDIDA!

De 1 de Janeiro a 15 de Setembro, mais de 19.000 incêndios queimaram uma área total de 98.698 hectares, segundo os dados provisórios do Instituto para a Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
A base de dados nacional de fogos florestais registou, até 15 de Setembro, um total de 19.571 ocorrências, ou seja, mais 207 do que os valores médios do decénio 2002-2011, relativos ao mesmo período.

Estes incêndios resultaram em 98.698 hectares de área ardida, desta vez um número inferior à média dos últimos dez anos (123.364 hectares).

O Porto é o distrito que registou mais incêndios (4441), seguido de Viseu, Braga, Aveiro e Vila Real. Beja foi o distrito com menos fogos.

Faro foi o distrito com maior área ardida (22.189 hectares), sobretudo por causa do grande incêndio que, a 18 de Julho, consumiu cerca de 21.430 hectares de floresta no concelho de Tavira. Évora e Setúbal registaram as menores áreas ardidas (343 e 349, respectivamente).

O ICNF recorda que “quase todo o território do Continente esteve em grande parte do período de Janeiro a Abril em situação de seca”, o que contribuiu “para os elevados valores do número de ocorrências e de área ardida”, especialmente em Fevereiro e Março. Já a primeira quinzena de Setembro registou 3680 incêndios, com 25.154 hectares de floresta ardida, um número bem superior à média para esse período (9732 hectares). (PUBLICO)

sábado, setembro 22, 2012

UM HINO


Mas um hino às promessas não cumpridas pelos politicos, aqui Vice-PM Britânico pede desculpas , quantos por cá se atreveriam ?

domingo, setembro 16, 2012

MICROGERAÇÃO EM PORTUGUÊS


Esta é uma história de confiança e tenacidade. Apaixonados pela inovação e as tecnologias ambientais, dois jovens licenciados apostaram no desenvolvimento de um microgerador eólico que pudesse satisfazer as necessidades de uma família em qualquer lugar, de forma simples e com custos acessíveis.

"É uma solução que serve para qualquer lugar, mas que se adapta na perfeição a países de grande dimensão como o Brasil ou Angola, onde a rede eléctrica não chega a todo o lado", explica Tomé Barreiro, o engenheiro mecânico, de 32 anos, que estudou e desenvolveu o modelo para a sua máquina. "A nossa ideia era apostar nas tecnologias ligadas ao ambiente e desenvolver produtos comercializáveis", complementa Hilário Campos, 35 anos, que vem da área do Direito e se dedica às questões organizativas e burocráticas.

A tecnologia não é nova, mas depois de uma análise aos custos e à produtividade das soluções existentes no mercado, ambos entenderam que o desafio passava por conceber um modelo que, além de mais acessível em termos económicos, fosse também mais eficiente e simples de montar. "Antes tinha feito investigação na área eólica. O funcionamento da pá é idêntico ao da asa de um avião", explica o engenheiro, acrescentando que outra das facetas que os levou a decidirem-se pelo aerogerador foi o facto não ser comercializado nenhum de origem nacional. "Os que estão à venda vêm sobretudo dos EUA e da Holanda, mas há muito poucos instalados no nosso país", assegura Tomé Barreiro.

Desde 2008 e durante mais de dois anos desenvolveram estudos e investigação em ambiente virtual. "Todas as componentes foram desenvolvidas por nós para optimizar resultados e tudo apontava para a possibilidade de obter uma melhores perfomances", explicam os dois jovens.

Durante 2011 foi o tempo da concepção e desenvolvimento do produto. Surgiu a empresa, a Powering Yourself, Conceitos Energéticos, Ldª (www.poweringyourself.com) e o início do fabrico dos vários componentes. Foi construído o primeiro protótipo e instalado no quintal de familiares, em Famalicão, onde funciona há mais de seis meses com resultados que confirmam o previsto durante o período de investigação.

Registado com o nome de WindGEN3000, o microgerador eólico concebido pelos dois jovens empreendedores é apresentado como "o primeiro do género a ser desenvolvido em Portugal e por iniciativa privada". Além do recurso integral a tecnologia nacional, "destaca-se pelo seu alto rendimento, até 30% superior ao dos equipamentos existentes no mercado a nível mundial". (PUBLICO)

sexta-feira, setembro 14, 2012

INDIGNAÇÃO E CIDADANIA 3


O Apelo à cidadania de Manuel Ferreira Leite.

«Os deputados têm também a função de explicitar a sua não aceitação de determinadas medidas, para assim o Presidente ter margem para intervir»

Manuela Ferreira Leite arrasou as novas medidas de austeridade e desafiou os deputados a travarem-nas no Parlamento. A entrevista na TVI24 aqui http://www.tvi24.iol.pt/politica/ferreira-leite-deputados-orcamento-oe2013-austeridade-tvi24/1374244-4072.html

segunda-feira, setembro 10, 2012

O OVO DE COLOMBO DA ENERGIA E MOBILIDADE ?



Renault cria carro eléctrico que produz mais energia do que consome

O designer francês Charlie Nghiem está a trabalhar, juntamente com a Renault, num carro eléctrico que pode revolucionar toda a indústria automóvel – e da energia. O modelo chama-se Renault 4Lectric – quiçá inspirado na velhinha 4L -  e conseguirá produzir mais energia da que consome.
Seguindo a linha dos modelos compactos agora em voga, a 4Lectric utiliza a energia solar e a energia cinética das travagens para se alimentar. A si e à comunidade, uma vez que o veículo consegue armazenar a energia que não utiliza e partilha-a com a rede. Para tal, o 4Lectric tem duas baterias – uma mantém o carro em funcionamento e a outra armazena a energia que este não consome.
O veículo tem um interface que ajuda a distribuir e partilhar a energia solar armazenada, podendo fazê-lo quando está ligado a uma estação de carregamento.
Além disso, este modelo futurista tem ainda sensores que transformam o calor em energia, por isso o carro consegue produzir muito mais energia do que a que realmente consome. Veja como funciona o esquema de partilha de energia e, já agora, surpreenda-se com o design do carro.

domingo, setembro 09, 2012

RENTRÉE


Aqui continuamos contra o conformismo instalado e pela mudança da governança dita "Comunista"  mas tão viciosa com tudo o resto , de "festa" em "festa" até a "festa" final...

quinta-feira, setembro 06, 2012

A ÀGUA



Gerês, Vidago, Caramulo, Luso, Serra de São Mamede, Monchique, Marão, Serra da Estrela... Ficaríamos um dia inteiro a falar destes e de outros locais que bem poderiam tornar Portugal num autêntico roteiro da água. Ainda assim, a água é um componente tão básico da nossa alimentação que, na maioria dos dias, nos esquecemos dela.
As recomendações existentes para a ingestão diária de água (2l e 2,5l para mulheres e homens, respectivamente) parecem, à primeira vista, inatingíveis, desmotivando-nos para o seu consumo - “se não consigo beber isso tudo, nem vale a pena tentar”. Esqueçamos as recomendações e foquemos a nossa atenção na criação de estímulos que nos permitam beber mais água do que actualmente. Um bom exemplo é a recente moda de ingerir um ou vários copos de água em jejum. Quente, fria, morna, com um dente de alho, com gotas de laranja e limão, de tudo se apregoa com vista a “desintoxicar” o nosso organismo ou a fazer uma “activação geral” do mesmo.
Independentemente do que adicionar, o importante é que pura e simplesmente beba água porque durante o sono ocorrem perdas hídricas significativas pela respiração e, ao acordar, mais do que pedir que o “desintoxique”, o organismo pede que o hidrate. Deste modo, a ingestão de água logo pela manhã deve ser tornada uma rotina tal como é o duche e o pequeno-almoço. Uma outra rotina matinal fundamental para a monitorização do seu estado de hidratação é a vigilância da cor da urina, que deve ser o mais próxima possível da “cor” da própria água (ou seja, incolor ou transparente). Para que tal ocorra, a ingestão de alimentos ricos em água - como fruta e legumes, sopas, ensopados e arrozadas - ajuda, mas não é suficiente. Temos de encarar a água da mesma maneira que o telemóvel ou a carteira, sem os quais nos sentimos “despidos” quando nos esquecemos deles em casa. No carro, na secretária ou na carteira, a água tem de estar lá para criarmos mais um estímulo à sua ingestão.
Pode parecer um pormenor insignificante, mas muitos dos “mini-problemas” que nos dificultam o dia de trabalho não são mais do que sintomas de desidratação. Se pensarmos que, apesar de ocupar apenas 2% do nosso peso corporal, o cérebro recebe 20% do nosso fluxo sanguíneo, constatamos que uma diminuição desse fluxo (como acontece quando estamos desidratados) o deixa a funcionar a “meio-gás” e como tal as dores de cabeça, o cansaço e as dificuldades de concentração podem ser simplesmente resolvidos com um (ou vários) copo(s) de água à nossa frente.
Portugal tem um cardápio fantástico quando falamos em água, sendo a nossa riqueza hidromineral reconhecida historicamente. Muitas vezes só lhe damos o devido valor quando cruzamos a fronteira e desde logo sentimos que aquela não é a “nossa” água. Por isso, “faça as pazes” com a água e passe mais tempo com ela durante o dia.
*Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto pedrocarvalho@fcna.up.pt

quarta-feira, setembro 05, 2012

VINHO 2



Pesquisadores da Universidade de Wisconsin Madison descobriram que o polifenol resveratrol parece capaz de frear mudanças no funcionamento dos genes do coração associadas à idade.


Os efeitos parecem imitar os obtidos com uma dieta baixa em calorias, conhecida por prolongar a vida.
Acredita-se que o resveratrol, também encontrado em uvas e romãs, pode ser uma das causas para o chamado “paradoxo francês”, a relativa longevidade dos franceses apesar de sua dieta rica em gorduras animais, prejudiciais ao funcionamento das artérias.
Outros estudos já indicaram que um copo de vinho tinto durante as refeições pode ajudar a combater problemas do coração.

terça-feira, setembro 04, 2012

VINHO 1


Uma taça de vinho é equivalente a 30 minutos de atividade física

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Alberta (Canadá), a tradicional tacinha de vinho que acompanha o jantar de muitos pode ser equivalente a cerca de30 minutos de atividade física.
Com isso, são minimizados os efeitos do sedentarismo, ajudando a evitar que os músculos envelheçam. Além disso, aumenta a densidade dos ossos, como já e melhora a circulação do sangue.
O responsável por isso é o resveratrol, componente do vinho que também traz vários outros benefícios já conhecidos, como ajudar na prevenção do mal de Alzheimer.
Mas, claro, essa substância não substitui os exercícios físicos; ela apenas é umaauxiliar no processo. Um estilo de vida saudável combinado com o consumo adequado de vinho é perfeito!

segunda-feira, setembro 03, 2012

BONS EXEMPLOS




Plataforma eólica no mar já produziu energia para abastecer 1600 casas durante um ano

Há dois meses foi inaugurada a primeira plataforma eólica em alto mar. É a primeira a nível mundial flutuante. A SIC foi conhecer melhor o projecto, ao largo da Póvoa de Varzim, que já produziu energia suficiente para abastecer 1600 casas durante um ano.

sábado, setembro 01, 2012

UMA MENTIRA ... A PEDAL !


Uma mentira repetida muitas vezes mais cedo ou mais tarde se torna numa verdade inquestionável. Assim o é a "rede de ciclovias" de Almada , 223 quilómetros que a espaços e com a ajuda de certos jornalistas são editadas , tomando como verdade o que não passa de uma realidade virtual.

Veja este artigo publicado recentemente pela Revista Visão e compare com a realidade.

Mas Almada tornada um exemplo de "Uma Cidade Perfeita" para circular de bicicleta  "como meio de transporte complementar"  é de rir até às lágrimas !!!

sexta-feira, agosto 31, 2012

BOICOTE AMARGO


31 Agosto Boicote ao Pingo Doce.

ATENÇÃO!!! O Pingo Doce vai recusar o pagamento com cartão de compras com valor total inferior a €20,00. Pois eu proponho que o Sr. mais rico de Portugal, que assim vai poupar €5 milhões por ano, sinta no pêlo que os clientes são quem faz (ou destrói) um negócio. Esta política entra em vigor a 1 de Setembro. Vamos mostrar o nosso descontentamento boicotando o Pingo

 Doce, recusando qualquer compra no dia 31 de Agosto, 1 dia antes da proibição. Os senhores da Jerónimo Martins deverão entender que a instauração de políticas de contenção de custos nunca poderão colocar em causa a qualidade do serviço assegurado aos clientes. Assim, com este boicote poderemos fazer a diferença, e mostrar ao Pingo Doce o nosso descontentamento. Da forma que mais lhes dói: no bolso!

A Jerónimo Martins testou em algumas lojas a inibição de pagamento com o cartão de crédito (dentro do esquema do mínimo de €20 de compras). Mas aparentemente aperceberam-se que podiam alargar esta idiotice a todas as lojas. De acordo com a Agência Financeira, os accionistas da JM "precisam mesmo" de esmolas, ora lê "Alexandre Soares dos Santos [accionista maioritário] vale 2.070 milhões de euros nestas contas. A sua fortuna, que sextuplicou em apenas oito anos, cresceu 8% em 2012. Tem sido sempre a subir neste ranking, que tem nada menos que três acionistas da Jerónimo Martins no «top 10». E não é só ele. Os cinco acionistas da Jerónimo Martins valem 25,8% dos 25 mais ricos."

quarta-feira, agosto 29, 2012

"PEQUENAS" GRANDES SOLUÇÕES


A construção de centrais solares não tem de obrigatóriamente ocupar área necessária , nomeadamente para  agricultura, pelo contrário, pode coexistir com esta. Veja-se esta solução na India onde é utilizada a área sobre um canal de rega, um verdadeiro ovo de Colombo.

terça-feira, agosto 28, 2012

PEQUENAS GRANDES SOLUÇÕES



Indústria desenvolve bomba d´água movida a energia solar

Uma bomba d’água movida a energia solar promete ajudar a mudar a vida de pequenos agricultores.A inovação, que dispensa fonte de energia elétrica pode representar um avanço significativo para áreas como a do nordeste brasileiro, que sofrem com a falta de recursos hídricos e energéticos.
A Anauger, indústria de motores de São Bernardo do Campo (SP), é a responsável pelo desenvolvimento dessa tecnologia 100% nacional, que capta através de painéis fotovoltaicos raios solares e os transforma em fonte de energia para o funcionamento das bombas. “Estávamos há 10 anos buscando alternativas para o funcionamento sustentável das bombas. Ela está há um ano no mercado”, detalha o diretor comercial da empresa, Marco Aurélio Gimenez.
 
O sistema foi instalado numa fazenda em Ibitiúna, município de Pitangueiras, no estado de São Paulo. O proprietário do estabelecimento, Natalício Nicolete Gonçalves, possui uma propriedade de três alqueires e meio, com diversas plantações de hortaliças, tomate, pepino.“Como o produto funciona mesmo em dias nublados, não preciso me preocupar com o abastecimento de água e ainda economizo muita energia elétrica. Seria inviável pagar energia para abastecer toda a área”.
 
“As bombas ficam submersas em poços, reservatórios e cisternas, funcionando por um sistema de vibração para captação de água e irrigação da terra”, explica Gimenez. A utilização do equipamento vai além do setor agropecuário, podendo ser utilizado também em parques, praias, condomínios residenciais e comerciais.
 
O equipamento tem capacidade para bombear 8 mil litros de água por dia, e em dias chuvosos de 500 a 600 litros. O sistema é composto por uma bomba submersa vibratória, um módulo solar e um driver, cujo funcionamento depende exclusivamente da energia solar, atuando, inclusive, em dias nublados. Os módulos solares oferecem tensão de 36 volts para o capacitor, que é controlado por microprocessadores fornecedores de impulsos. “Com o motor rotativo é preciso uma corrente mínima de partida e em dias nublados e chuvosos ela não funciona. Já o funcionamento com a nossa tecnologia esse problema deixa de existir”, diz.
 
Mas o investimento da empresa não para por aí, Gimenez conta que a companhia está empenhada em buscar novas fontes alternativas para ampliar a aplicação dos sistemas de bombeamento. Para o próximo ano a meta é lançar um sistema híbrido, com funcionamento solar é geradores eólicos e permitir o funcionamento do equipamento 24 horas por dia. 
 
Ainda de acordo com Gimenez, o sistema de geração de energia fotovoltica tem durabildiade de 25 anos. “O custo pode ser alto no início – o valor do sistema completo de cada bomba é de R$ 3 mil – mas em 10 anos esse investimento é amortizado.”O que seria gasto com energia, passa a ser agora receita de caixa para a empresa”, argumenta Gimenez.
Fonte: CIMM

segunda-feira, agosto 27, 2012

MAIS UMA DO ... PINGO DOCE



Mais uma do merceeiro mais rico de Portugal :


Retalho Pingo Doce deixa de aceitar cartões em pagamentos inferiores a 20 euros
O Pingo Doce vai deixar de aceitar cartões em pagamentos de compras com valores inferiores a 20 euros. A medida entra em vigor a partir do próximo dia 1 de Setembro em todas as lojas Pingo Doce do Grupo Jerónimo Martins.

APELO AO BOICOTE NO DIA 31 DE AGOSTO

sábado, agosto 25, 2012

quinta-feira, agosto 23, 2012

A BOLHA




A "necessidade" de uma habitação  associada a  uma lei do arrendamento anacrónica , contribuiram em Portugal para um fenómeno que endividou familias tornando-as escravas de um banco e de uma casa , na realidade propriedade desse banco. 

Essa casa  tem desvalorizado na exacta proporção em que as autarquias e os autarcas permitiram ( na gula dos IMI e outros impostos sobre a habitação, cada vez mais construção, acto tão criminoso , até ambientalmente ,  como desnecessário até que batemos no fundo ... hoje esses autarcas sacodem a água do capote...

Portugal tem 6 milhões de casas e mais de 1 milhão são habitações secundárias. Na última década, o número de habitações em Portugal continuou a crescer. No país há seis milhões de casas. Mais de um milhão são casas secundárias - e, mais de 70 por cento das casas são habitadas pelos seus próprios donos. "Nós Proprietários" é a reportagem SIC/Visão que pode ver no Jornal da Noite desta quinta-feira.



quarta-feira, agosto 22, 2012

MAR , A ÚLTIMA FRONTEIRA




Missão está de partida para conhecer a nova fronteira sul de Portugal
21.08.2012
Teresa Firmino
Estão de partida para uma campanha de quase 50 dias, no navio Almirante Gago Coutinho, da Marinha portuguesa. Destino: uma zona de fractura do fundo do mar, mais de 500 milhas a sudoeste do centro dos Açores. Objectivo: obter mais informação que fundamente a proposta portuguesa de extensão da plataforma continental, que já foi entregue nas Nações Unidas em 2009 mas que ainda pode ser reforçada com novos dados. Nesta terça-feira ao início da tarde, enquanto estão ao largo de Sesimbra nos preparativos finais da campanha, a ministra do Mar, Assunção Cristas, e o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, vão a bordo ver o robô submarino Luso num mergulho de teste.
Na quinta-feira, o Almirante Gago Coutinho e a equipa da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) vão zarpar rumo à Dorsal Médio-Atlântica, a cordilheira que atravessa o Atlântico de alto a baixo e onde está a formar-se crosta terrestre nova e, por isso, as placas tectónicas estão lentamente a afastar-se umas das outras. Ora esta cordilheira, que parece uma coluna vertebral no fundo do Atlântico e que não fica muito longe dos Açores, é cortada transversalmente por muitas fracturas - uma delas, a zona de fractura Hayes, é agora o alvo da campanha da EMEPC, que terá 19 cientistas e técnicos no total.

A zona de fractura Hayes tem particular interesse porque, pouco para lá dela - 60 milhas para sul -, fica um dos limites sul da proposta de extensão da plataforma continental. Mas esta fronteira da proposta submetida na ONU, a 11 de Maio de 2009, para alargar a plataforma continental para lá das 200 milhas da Zona Económica Exclusiva (ZEE), é mal conhecida. Por isso, a equipa da EMEPC quer ir lá recolher uma série de amostras - de rochas e sedimentos - e informações que permitam reforçar as pretensões portuguesas de que existe uma continuidade geológica dos Açores até essa zona.

"Os Açores têm uma assinatura geoquímica - todas as ilhas a têm. Vamos ver até onde se estende essa assinatura. Da zona de fractura de Hayes para cima há uma assinatura e para baixo há outra", diz o geólogo Pedro Madureira, que é o chefe desta missão. Só que esta informação é mais ou menos grosseira e é a que se encontra coligida na bibliografia científica internacional e que, no caso desta zona, foi usada na proposta entregue na ONU.

Agora era necessário fazer uma campanha que fosse ao local obter dados mais concretos. Enquanto a proposta portuguesa não estiver a ser apreciada do ponto de vista jurídico e científico por uma subcomissão da Comissão de Limites da Plataforma Continental na ONU - o que não deverá ocorrer antes em 2016 -, o país pode ir apresentando dados técnico-científicos. "Vamos completar os contributos bibliográficos [sobre a zona de fractura Hayes] com amostras nossas", diz Pedro Madureira. "Este é o relançar das campanhas da plataforma continental. Ainda temos muito para fazer. No ano passado, com a mudança de Governo, não fizemos nada", refere Pinto de Abreu. A última campanha destinada a trabalhos da plataforma foi no Verão de 2010. "Estamos a voltar à normalidade e a normalidade é criar as condições para ter tudo pronto junto das Nações Unidas", acrescenta.

41 vezes o território emerso

Talvez até seja possível prolongar essa fronteira sul deste novo mapa de Portugal - quando o processo de alargamento do país estiver concluído e que dará ao país jurisdição sobre o solo e subsolo marinhos para lá das 200 milhas da ZEE -, caso os dados recolhidos na campanha sejam nesse sentido. Seja como for, neste novo mapa do país propõe-se que, aos 92.000 quilómetros quadrados de território emerso, ilhas incluídas, e aos 1600 milhões da ZEE, se juntem ainda 2150 milhões da plataforma continental alargada - perfazendo a jurisdição total mais de 3800 milhões de quilómetros quadrados, o que é mais de 41 vezes a área do território emerso.

É então para ter rochas e sedimentos (para análises) e vídeos da zona de fractura Hayes que será utilizado o Luso, um veículo operado remotamente (ROV, na sigla inglesa) a partir do Almirante Gago Coutinho, ao qual estará ligado por um cordão umbilical por onde serão transmitidos comandos e informação. Comprado em 2008 a uma empresa norueguesa, o Luso tem sido usado nos trabalhos da plataforma continental e agora irá mergulhar a cerca 2000 metros de profundidade na zona da Hayes.

Além disso, o sonar com múltiplos feixes que equipa o navio fará imagens de grande resolução do fundo do mar, permitindo ver como nunca a morfologia da Hayes, outro aspecto importante para fundamentar a proposta da plataforma continental.

Também se sabe que há ali excesso de metano na água, que é um indício de fontes hidrotermais, emanações de água quente do interior da Terra com outros gases e metais à mistura. Ao depositarem-se, formam chaminés, por onde sai a água quente e estão rodeadas de vida. Pode ser que o Luso fareje metano que o leve até novas fontes ao largo dos Açores.

terça-feira, agosto 21, 2012

BANHO DE SOL



Sol em demasia faz mal, mas uma vida sem ele , em clausura , com horas trocadas  é igualmente pouco saudável:


Insectos tomam “banhos de sol” para se manterem saudáveis
22.08.2012
PÚBLICO
Afinal os “banhos de sol” são benéficos não só para a saúde humana, mas também para a dos insectos. Esta é uma das conclusões do artigo publicado nesta semana na revista científica Entomologia Experimentalis et Applicata.
Os insectos Boisea rubrolineata são considerados uma peste em alguns estados norte-americanos, pois invadem as habitações humanas no Outono, permanecendo lá alojados até ao início da Primavera. Podem alcançar o tamanho de um centímetro e são encontrados em grupos de mais de 100 espécimes.

Durante essa “temporada”, sempre que podem, juntam-se em grupos nos pontos de luz emitindo compostos químicos com mau cheiro - conhecidos como monoterpenos. Não é, então, de estranhar que sejam um hóspede pouco desejado.

Em estudos anteriores, cientistas teorizaram que estes compostos tinham uma função de defesa ou desempenhavam algum papel na reprodução – atrair parceiros e repelir a competição. Porém, uma investigação realizada pela Universidade Simon Fraser, no Canadá, concluiu que a função real destes compostos é ajudar a manter os insectos “saudáveis”, noticia a BBC.

Segundo uma equipa de investigadores - coordenada por Joseph J. Schwarz -, os animais, expostos a uma fonte luminosa, foram observados durante os seus momentos de higiene, nomeadamente a limparem as patas e pernas através dos compostos produzidos pelas glândulas.

Quando observados ao microscópio, os cientistas descobriram que estes compostos protegem os insectos ao matar os fungos que vivem nas superfícies das folhas, alterando a sua estrutura celular. O resultado final é uma sinergia da luz solar e dos químicos produzidos pelos insectos, para eliminar elementos patogénicos presentes nas folhas.

domingo, agosto 19, 2012

METRO ACIDENTADO


Entraram de tal forma na rotina os acidentes com o Metro Sul do Tejo que já nem são notícia. (fonte EmAlmada) :

http://www.emalmada.blogspot.com.br/2012/08/acidentes-mst-sempe-somar.html

sexta-feira, agosto 17, 2012

RUIDO EM ALMADA




Mais de 40 pessoas entregaram à Câmara Municipal de Almada um abaixo assinado contra uma nova discoteca, na Costa de Caparica. Os moradores queixam-se do ruído provocado pelo estabelecimento, que foi construído a céu aberto numa zona residencial. Já foram apresentadas várias queixas à Câmara mas até agora ainda não foi encontrada uma solução.

quinta-feira, agosto 16, 2012

DRAMA NO TEJO


O desaparecimento de Francisco Farinha, um mergulhador da apanha da ameijoa, que na terça-feira submergiu nas águas do Tejo, está a levantar polémica. A família da mergulhador acusa a Polícia Marítima de perseguir o homem de 44 anos e revela que este era advogado de direito marítimo que lutava pelos direitos dos pescadores. 

Margarida Barros é prima de Francisco Farinha e é a voz mais ativa contra a autoridade. «A polícia cerca e persegue mergulhadores por terra e por mar. Se ele não tivesse que fugir, não estava morto. Eles morrem porque fogem. Ele está morto graças à polícia marítima», acusa. 

A familiar do mergulhador pede à comunicação social que revele a verdadeira causa da morte de Francisco Farinha. «Eles não morrem porque são azelhas e porque ficam sem ar, eles morrem porque são perseguidos», conta. 

Os pescadores no local contam que muitas vezes a Polícia Marítima fica nas águas, onde os mergulhadores estão, à espera que estes fiquem sem ar e sejam obrigados a sair da água. Os pescadores acabam por ser multados e por ficar sem todo o material, em muitos casos o único sustento das famílias. 

A apanha da amêijoa no rio Tejo é ilegal por não cumprir os parâmetros de saúde necessários para a comercialização. No entanto, os pescadores contestam estas análises e acusam a própria polícia de vender na lota amêijoa apreendida. 

Apesar da prática ser ilegal, os pescadores alegam que correm riscos porque as «crianças têm que comer». «Eles ganham mais com as multas do que com a legalização», conta a familiar. 

Margarida Barros revelou ainda esta quinta-feira que Francisco Farinha era advogado de direito marítimo, uma profissão que escolheu para defender os pescadores da «perseguição das autoridades». Os familiares acusam ainda a Polícia Marítima de saber que era o advogado que estava na água e da operação ter sido intencional. 

«Ele é advogado, formado em direito marítimo. Formou-se com o dinheiro da ameijoa. Há 10 meses que não mergulhava», defendeu, alegando que a a polícia sabe quem está na água, «sabe ao que vai»e que o mergulhador er «um alvo a abater». «Eles sabem, eles conhecem os barcos», disse. (DESTAK)


quarta-feira, agosto 15, 2012

TELHA - SOLAR





Empresa americana desenvolve placa solar com o formato de uma telha de barro

Converter a luz do sol em eletricidade não significa necessariamente fazer uma cobertura no telhado com painéis solares sem graça. A empresa SRS Energy, da Filadélfia, desenvolveu uma placa, a Solé, que faz esse trabalho sem comprometer a estética: tem o formato de uma telha de barro, na cor azul escuro. O produto foi es
pecificamente produzido para ser compatível com as telhas de cerâmica fabricadas pela empresa parceira E.U.Tile - assim, será dada aos seus clientes a opção de cobrir uma seção de seu telhado com a nova versão, mais fashion, das placas fotovoltaicas.

As telhas já estão disponíveis no mercado americano, mas ainda não chegaram ao Brasil. A SRS Energy diz que as telhas Solé, feitas de um polímero de alta performance usado frequentemente nos para-choques de automóveis, são leves, inquebráveis e recicláveis.

Em solo brasileiro, por outro lado, está sendo instalada, no Estado de Pernambuco, a primeira fábrica de painéis para geração de energia das Américas - a Eco Solar do Brasil. A fábrica terá capacidade anual de produzir 850 mil painéis fotovoltaicos, responsáveis pela captação e armazenagem da energia solar. A grande fornecedora de tecnologia para a Eco Solar é a suíça Oerlikon Solar, com mais de 100 anos de atuação.

O presidente da Eco Solar, Emerson Kapaz, explica que uma placa tem capacidade para armazenar até 150 watts. Um diferencial da tecnologia adotada pela empresa, chamada de "filme fino", é que as placas são feitas de material 100% limpo, mais eficiente e mais barato, garante ele:

- Essa é uma tecnologia que tem um custo acessível. No início, iremos trabalhar com 80% da produção para o mercado brasileiro e apenas 20% para exportação.

O preço da placa fotovoltaica, com capacidade de armazenar até 150 watts, deve ficar em cerca de R$ 320. Para uma casa com quatro pessoas, por exemplo, seriam necessárias seis placas (R$ 1.920) e a economia de energia seria de aproximadamente 30%. Hoje, o custo de uma placa com potência de 135 watts gira em torno de R$ 1,5 mil.

Fonte: O globo


Nota 1 Euro = 2,2 Real