quarta-feira, outubro 03, 2012

AS PPP



O que nós aqui escrevemos em antecipação sobre uma  das mais recentes PPP, a auto-estrada  que atravessa os concelhos de Almada, Seixal e Barreiro , a chamada CRIPS, IC32 , agora rebaptizada de A33.

Só a sociedade civil se insurgiu contra o atentado ambiental e o despropósito daquela obra. Tudo o resto calou , aceitou ou promoveu  este erro monumental ou tudo isso . 

O PCP , rei e senhor da região regozijou-se com a obra e até queria mais...os Verdes nada disseram sobre a destruição de Rede natura 2000 e juntos nada dizem das portagens a pagar . É mais caro ir do Seixal a Almada pela A33 do que do Seixal a Lisboa pela A2.

Como se compreende isto ? Veja o video !

Neste tema subscrevo a opinião popular de que "estão todos feitos uns com os outros"...

sábado, setembro 29, 2012

DO INTERESSE GERAL



DIAP arquiva queixa contra partilha de ficheiros por ser "impossível" identificar responsáveis

27.09.2012 -  Por Alexandre Martins

O Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa arquivou uma queixa da Associação do Comércio Audiovisual, Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal por partilha de ficheiros na Internet, por considerar ser "impossível" identificar os responsáveis. A associação vai pedir a nulidade do despacho, por considerar que "nem sequer houve inquérito", e a Sociedade Portuguesa de Autores diz-se "perplexa", afirmando que "não vai ficar de braços cruzados".

Para além de ser "impossível em face não só do número de IP [a Acapor enviou uma lista com 1970 endereços] e do que em termos do trabalho material e gastos tal pressupõe", uma investigação esbarraria numa "séria improbabilidade de positividade de resultados", devido ao facto de muitas partilhas serem feitas através de redes sem fios (em muitos casos, os responsáveis pelos downloads e uploads de ficheiros usam o acesso à Internet de um outro utilizador, que pode não estar consciente desse facto) e "por recurso aos Cybercafés", lê-se no despacho do DIAP de Lisboa.

Por isso, "a identificação do equipamento terminal utilizado para efectuar determinada ligação à Internet só de forma ínfima nos poderia conduzir à identificação concreta do indivíduo que efectivamente utilizou o equipamento para partilha", prossegue o despacho.

A Associação do Comércio Audiovisual, Obras Culturais e de Entretenimento de Portugal (Acapor), através do seu presidente, Nuno Pereira, responde que "não pode, em circunstância alguma, o Ministério Público deixar de proceder a um acto de investigação alegando que tal é oneroso e dá muito trabalho sem que, com isso, esteja a violar a lei e a Constituição. O direito constitucional à segurança não está, ainda, a leilão".

O mesmo responsável adiantou ao PÚBLICO que a associação vai pedir a sua constituição como assistente e a abertura de instrução para pedir a nulidade do despacho, por considerar que "não houve sequer inquérito". Se o juiz de instrução não aceitar o pedido da associação, a Acapor irá "intentar uma acção contra o Estado, porque ficaria provado que em Portugal não existe nenhum tipo de combate à pirataria", seguindo-se "uma queixa junto da Comissão Europeia".

SPA mostra perplexidade e preocupação

Também a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) – que não participou nesta queixa da Acapor ao Ministério Público – mostra o seu desagrado com o teor do despacho do DIAP. Contactado pelo PÚBLICO, o director do departamento jurídico da SPA, Lucas Serra, mostra-se "preocupado com a investigação em Portugal no que concerne aos direitos de autor". Sem querer entrar em pormenores, o responsável garante que a SPA "não vai ficar de braços cruzados" perante a decisão do DIAP.

A Acapor não aceita o argumento do DIAP de que não é possível identificar o responsável por uma partilha na rede P2P (através de programas como o BitTorrent, por exemplo): "Deve portanto a população portuguesa ser alertada que, em Portugal, não é possível investigar casos de difamações pela Internet, burlas no comércio electrónico, phishing ou mesmo de partilha de pornografia infantil. Em suma que, efectivamente, a Internet é um espaço fora da lei."

"Inversão de tudo o que é direito de autor"

Na decisão que levou ao arquivamento da queixa apresentada pela Acapor (que enviou para o Ministério Público uma lista com 2000 endereços de IP –1970 relacionados com a violação dos Direitos de Autor através da partilha de ficheiros em programas como o BitTorrent e 30 respeitantes a ataques informáticos contra o site da associação), o DIAP argumenta que "em tais denúncias, não obstante se identifiquem os ficheiros, não se identificam os elementos de partilha, o eventual sucesso da mesma e sua consumação e, embora aleguem que se trata de obras protegidas, tal protecção em termos de não autorização para disponibilização pública não é minimamente documentada". Isto é, segundo o DIAP, a Acapor não demonstrou que os autores dos filmes partilhados não autorizaram a partilha.

sexta-feira, setembro 28, 2012

OS DONOS DE PORTUGAL



O Portugal é um país "pequeno" , por isso a desculpa de ser de uma "meia dúzia" perpetua-se e o curioso é que a meia duzia de familias se mantém. Todos ou quase todos os que lhe fizeram frente ou tiveram outra postura, foram soçobrando.

Talvez daqui se compreenda porque razão as melhores terras do Seixal foram transformadas em Alto Forno com a Quinta da Palmeira entre outras , a ser expropriada a favor de António Champallimaud... Hoje o passivo ambiental não é claro, com eles que até compraram um talhão no céu com o Centro Para o Desconhecido .

quinta-feira, setembro 27, 2012

PORTUGAL E A INVENÇÃO DA RODA



Desde 1974, os portugueses tentaram regressar ao mar duas vezes. Há 40 anos que fugimos do mar. Mas vem aí a reabertura do canal do Panamá e a extensão da plataforma continental. Mesmo sem estratégia, a economia do mar vale 10 mil milhões de euros.
Ter três mil quilómetros de costa projectada sobre o Atlântico na encruzilhada de três continentes, à porta da bacia do Atlântico Sul e, em simultâneo, uma das maiores zonas económicas exclusivas da Europa, seriam razões de sobra para Portugal ser um país marítimo.

Mas não. Portugal é um país com mar, mas hoje não é um país marítimo. Em termos económicos e geopolíticos, vive há mais de 40 anos com as costas viradas para o mar. Sem estratégia a longo prazo, dizem muitos especialistas. Ciclicamente - e em ondas sem continuidade - o discurso público concentra-se no mar e no seu potencial. Houve ímpetos e alguns passos concretos. A Exposição Universal (1998), o Livro Branco para a Política Marítimo-Portuária (1999), a criação da Estrutura de Missão para preparar a proposta à ONU para duplicar a extensão da plataforma continental portuguesa (2005), e a entrega da candidatura à ONU (2009). Houve também sinais de acção recentes. O Plano de Ordenamento do Espaço Marítimo, há muito esperado, foi aprovado este Verão.

Na vida das empresas ligadas à economia do mar, no entanto, o mar parece não sair do papel. É hoje comum ouvir-se que o mar "é estratégico" e o próprio Presidente da República, Cavaco Silva, fala do mar como "prioridade nacional", mas disse também num discurso que "falta largar do cais". Significa isso que falta tudo? "O que nós precisamos é de dar um mergulho fundo", diz a ministra Assunção Cristas com ar convicto. "Um mergulho fundo é termos projectos económicos concretos a funcionar no mar."

Eles existem, mas são casos mais ou menos isolados. "Nestes últimos 30 a 40 anos, Portugal não se tem perspectivado como país marítimo. Esquecemos a nossa geografia. Os decisores económicos, políticos, académicos e os media perderam essa visão", diz Tiago Pitta e Cunha, o jurista que defende há uma década o regresso dos portugueses ao mar e hoje é conselheiro do Presidente para esta área.

O contributo da economia do mar para o PIB "é um desastre nacional porque o país não a aproveita", diz José Poças Esteves, presidente da Sociedade de Avaliação de Empresas e Risco (SaeR), que desenvolveu o primeiro grande estudo sobre o valor da economia do mar.

Os números impressionam. O estudo de 2010 da SaeR, fundada pelo economista Ernâni Lopes, calcula que a economia do mar vale 10 mil milhões de euros e identifica-a como umhipercluster (grande aglomerado de indústrias) composto por 12 clusters independentes mas que se ajudam entre si (a pesca e a energia offshore são diferentes, mas precisam da indústria e da reparação naval).

O potencial de exploração do fundo do mar, com a extensão da plataforma continental portuguesa, aponta para cálculos ainda mais sonoros. Segundo o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, a exploração de cobalto, níquel e cobre pode render 60 mil milhões de euros anuais. Por enquanto, parece ficção.

Como agarrar o mar
A ministra discorda das visões pessimistas e sublinha o potencial: produção de peixe, ostras ou bivalves para a alimentação; ómega 3 (abundante na cavala) para a farmacêutica e cosmética; algas para os biocombustíveis de segunda geração; minério no fundo do mar e no subsolo; energias limpas como a energia das ondas; turismo náutico como o surf; actividade portuária e transporte marítimo (quando 70% do comércio mundial se faz por mar)... a lista é longa. Perante o "muito trabalho invisível feito no passado" e o conhecimento acumulado, "este é o momento" de se dar "o passo para a acção", mesmo que não haja ainda "o desenho todo para avançar", diz a ministra. Cristas defende uma "estratégia incremental" - "a melhor maneira de agarrarmos o mar". Ou seja, "agora conseguimos fazer isto, fazemos; amanhã conseguimos fazer mais aquilo, fazemos". (PUBLICO)

quarta-feira, setembro 26, 2012

UM DIA PERDE-SE A PACIÊNCIA


O sistema viário em Almada é algo complicado e único, a ideia de que o caminho mais curto entre dis pontos ser uma linha recta , em Almada não faz sentido e pior, depois de anos a testar um sistema que é inoperante e obriga a fazer mais quilómetros, com mais poluição e maios desgaste de viaturas e consumo de combustivel , "nada se corrige e tudo se piora"  parece ser o lema.

Tudo pode piorar, é bem verdade! Mas um dia perde-se a paciência.

foto http://www.emalmada.blogspot.pt

segunda-feira, setembro 24, 2012

O PAÍS INCINERADO



QUASE  100 MIL HECTARES DE ÁREA ARDIDA!

De 1 de Janeiro a 15 de Setembro, mais de 19.000 incêndios queimaram uma área total de 98.698 hectares, segundo os dados provisórios do Instituto para a Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
A base de dados nacional de fogos florestais registou, até 15 de Setembro, um total de 19.571 ocorrências, ou seja, mais 207 do que os valores médios do decénio 2002-2011, relativos ao mesmo período.

Estes incêndios resultaram em 98.698 hectares de área ardida, desta vez um número inferior à média dos últimos dez anos (123.364 hectares).

O Porto é o distrito que registou mais incêndios (4441), seguido de Viseu, Braga, Aveiro e Vila Real. Beja foi o distrito com menos fogos.

Faro foi o distrito com maior área ardida (22.189 hectares), sobretudo por causa do grande incêndio que, a 18 de Julho, consumiu cerca de 21.430 hectares de floresta no concelho de Tavira. Évora e Setúbal registaram as menores áreas ardidas (343 e 349, respectivamente).

O ICNF recorda que “quase todo o território do Continente esteve em grande parte do período de Janeiro a Abril em situação de seca”, o que contribuiu “para os elevados valores do número de ocorrências e de área ardida”, especialmente em Fevereiro e Março. Já a primeira quinzena de Setembro registou 3680 incêndios, com 25.154 hectares de floresta ardida, um número bem superior à média para esse período (9732 hectares). (PUBLICO)

sábado, setembro 22, 2012

UM HINO


Mas um hino às promessas não cumpridas pelos politicos, aqui Vice-PM Britânico pede desculpas , quantos por cá se atreveriam ?

domingo, setembro 16, 2012

MICROGERAÇÃO EM PORTUGUÊS


Esta é uma história de confiança e tenacidade. Apaixonados pela inovação e as tecnologias ambientais, dois jovens licenciados apostaram no desenvolvimento de um microgerador eólico que pudesse satisfazer as necessidades de uma família em qualquer lugar, de forma simples e com custos acessíveis.

"É uma solução que serve para qualquer lugar, mas que se adapta na perfeição a países de grande dimensão como o Brasil ou Angola, onde a rede eléctrica não chega a todo o lado", explica Tomé Barreiro, o engenheiro mecânico, de 32 anos, que estudou e desenvolveu o modelo para a sua máquina. "A nossa ideia era apostar nas tecnologias ligadas ao ambiente e desenvolver produtos comercializáveis", complementa Hilário Campos, 35 anos, que vem da área do Direito e se dedica às questões organizativas e burocráticas.

A tecnologia não é nova, mas depois de uma análise aos custos e à produtividade das soluções existentes no mercado, ambos entenderam que o desafio passava por conceber um modelo que, além de mais acessível em termos económicos, fosse também mais eficiente e simples de montar. "Antes tinha feito investigação na área eólica. O funcionamento da pá é idêntico ao da asa de um avião", explica o engenheiro, acrescentando que outra das facetas que os levou a decidirem-se pelo aerogerador foi o facto não ser comercializado nenhum de origem nacional. "Os que estão à venda vêm sobretudo dos EUA e da Holanda, mas há muito poucos instalados no nosso país", assegura Tomé Barreiro.

Desde 2008 e durante mais de dois anos desenvolveram estudos e investigação em ambiente virtual. "Todas as componentes foram desenvolvidas por nós para optimizar resultados e tudo apontava para a possibilidade de obter uma melhores perfomances", explicam os dois jovens.

Durante 2011 foi o tempo da concepção e desenvolvimento do produto. Surgiu a empresa, a Powering Yourself, Conceitos Energéticos, Ldª (www.poweringyourself.com) e o início do fabrico dos vários componentes. Foi construído o primeiro protótipo e instalado no quintal de familiares, em Famalicão, onde funciona há mais de seis meses com resultados que confirmam o previsto durante o período de investigação.

Registado com o nome de WindGEN3000, o microgerador eólico concebido pelos dois jovens empreendedores é apresentado como "o primeiro do género a ser desenvolvido em Portugal e por iniciativa privada". Além do recurso integral a tecnologia nacional, "destaca-se pelo seu alto rendimento, até 30% superior ao dos equipamentos existentes no mercado a nível mundial". (PUBLICO)

sexta-feira, setembro 14, 2012

INDIGNAÇÃO E CIDADANIA 3


O Apelo à cidadania de Manuel Ferreira Leite.

«Os deputados têm também a função de explicitar a sua não aceitação de determinadas medidas, para assim o Presidente ter margem para intervir»

Manuela Ferreira Leite arrasou as novas medidas de austeridade e desafiou os deputados a travarem-nas no Parlamento. A entrevista na TVI24 aqui http://www.tvi24.iol.pt/politica/ferreira-leite-deputados-orcamento-oe2013-austeridade-tvi24/1374244-4072.html