Blogue Ambientalista da Margem Sul / Portuguese Environmental Blog "Pense Global , Aja Local" Save the Portuguese Forest / Salve a Floresta Portuguesa
sábado, setembro 08, 2012
sexta-feira, setembro 07, 2012
quinta-feira, setembro 06, 2012
A ÀGUA
Gerês, Vidago, Caramulo, Luso, Serra de São Mamede, Monchique, Marão, Serra da Estrela... Ficaríamos um dia inteiro a falar destes e de outros locais que bem poderiam tornar Portugal num autêntico roteiro da água. Ainda assim, a água é um componente tão básico da nossa alimentação que, na maioria dos dias, nos esquecemos dela.
As recomendações existentes para a ingestão diária de água (2l e 2,5l para mulheres e homens, respectivamente) parecem, à primeira vista, inatingíveis, desmotivando-nos para o seu consumo - “se não consigo beber isso tudo, nem vale a pena tentar”. Esqueçamos as recomendações e foquemos a nossa atenção na criação de estímulos que nos permitam beber mais água do que actualmente. Um bom exemplo é a recente moda de ingerir um ou vários copos de água em jejum. Quente, fria, morna, com um dente de alho, com gotas de laranja e limão, de tudo se apregoa com vista a “desintoxicar” o nosso organismo ou a fazer uma “activação geral” do mesmo.
Independentemente do que adicionar, o importante é que pura e simplesmente beba água porque durante o sono ocorrem perdas hídricas significativas pela respiração e, ao acordar, mais do que pedir que o “desintoxique”, o organismo pede que o hidrate. Deste modo, a ingestão de água logo pela manhã deve ser tornada uma rotina tal como é o duche e o pequeno-almoço. Uma outra rotina matinal fundamental para a monitorização do seu estado de hidratação é a vigilância da cor da urina, que deve ser o mais próxima possível da “cor” da própria água (ou seja, incolor ou transparente). Para que tal ocorra, a ingestão de alimentos ricos em água - como fruta e legumes, sopas, ensopados e arrozadas - ajuda, mas não é suficiente. Temos de encarar a água da mesma maneira que o telemóvel ou a carteira, sem os quais nos sentimos “despidos” quando nos esquecemos deles em casa. No carro, na secretária ou na carteira, a água tem de estar lá para criarmos mais um estímulo à sua ingestão.
Pode parecer um pormenor insignificante, mas muitos dos “mini-problemas” que nos dificultam o dia de trabalho não são mais do que sintomas de desidratação. Se pensarmos que, apesar de ocupar apenas 2% do nosso peso corporal, o cérebro recebe 20% do nosso fluxo sanguíneo, constatamos que uma diminuição desse fluxo (como acontece quando estamos desidratados) o deixa a funcionar a “meio-gás” e como tal as dores de cabeça, o cansaço e as dificuldades de concentração podem ser simplesmente resolvidos com um (ou vários) copo(s) de água à nossa frente.
Portugal tem um cardápio fantástico quando falamos em água, sendo a nossa riqueza hidromineral reconhecida historicamente. Muitas vezes só lhe damos o devido valor quando cruzamos a fronteira e desde logo sentimos que aquela não é a “nossa” água. Por isso, “faça as pazes” com a água e passe mais tempo com ela durante o dia.
*Assistente Convidado da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto pedrocarvalho@fcna.up.pt
quarta-feira, setembro 05, 2012
VINHO 2
Pesquisadores da Universidade de Wisconsin Madison descobriram que o polifenol resveratrol parece capaz de frear mudanças no funcionamento dos genes do coração associadas à idade.
Os efeitos parecem imitar os obtidos com uma dieta baixa em calorias, conhecida por prolongar a vida.
Acredita-se que o resveratrol, também encontrado em uvas e romãs, pode ser uma das causas para o chamado “paradoxo francês”, a relativa longevidade dos franceses apesar de sua dieta rica em gorduras animais, prejudiciais ao funcionamento das artérias.
Outros estudos já indicaram que um copo de vinho tinto durante as refeições pode ajudar a combater problemas do coração.
terça-feira, setembro 04, 2012
VINHO 1
Uma taça de vinho é equivalente a 30 minutos de atividade física
De acordo com uma pesquisa da Universidade de Alberta (Canadá), a tradicional tacinha de vinho que acompanha o jantar de muitos pode ser equivalente a cerca de30 minutos de atividade física.
Com isso, são minimizados os efeitos do sedentarismo, ajudando a evitar que os músculos envelheçam. Além disso, aumenta a densidade dos ossos, como já e melhora a circulação do sangue.
O responsável por isso é o resveratrol, componente do vinho que também traz vários outros benefícios já conhecidos, como ajudar na prevenção do mal de Alzheimer.
Mas, claro, essa substância não substitui os exercícios físicos; ela apenas é umaauxiliar no processo. Um estilo de vida saudável combinado com o consumo adequado de vinho é perfeito!
segunda-feira, setembro 03, 2012
BONS EXEMPLOS
Plataforma eólica no mar já produziu energia para abastecer 1600 casas durante um ano
Há dois meses foi inaugurada a primeira plataforma eólica em alto mar. É a primeira a nível mundial flutuante. A SIC foi conhecer melhor o projecto, ao largo da Póvoa de Varzim, que já produziu energia suficiente para abastecer 1600 casas durante um ano.
domingo, setembro 02, 2012
sábado, setembro 01, 2012
UMA MENTIRA ... A PEDAL !
Uma mentira repetida muitas vezes mais cedo ou mais tarde se torna numa verdade inquestionável. Assim o é a "rede de ciclovias" de Almada , 223 quilómetros que a espaços e com a ajuda de certos jornalistas são editadas , tomando como verdade o que não passa de uma realidade virtual.
Veja este artigo publicado recentemente pela Revista Visão e compare com a realidade.
Mas Almada tornada um exemplo de "Uma Cidade Perfeita" para circular de bicicleta "como meio de transporte complementar" é de rir até às lágrimas !!!
sexta-feira, agosto 31, 2012
BOICOTE AMARGO
31 Agosto Boicote ao Pingo Doce.
ATENÇÃO!!! O Pingo Doce vai recusar o pagamento com cartão de compras com valor total inferior a €20,00. Pois eu proponho que o Sr. mais rico de Portugal, que assim vai poupar €5 milhões por ano, sinta no pêlo que os clientes são quem faz (ou destrói) um negócio. Esta política entra em vigor a 1 de Setembro. Vamos mostrar o nosso descontentamento boicotando o Pingo
Doce, recusando qualquer compra no dia 31 de Agosto, 1 dia antes da proibição. Os senhores da Jerónimo Martins deverão entender que a instauração de políticas de contenção de custos nunca poderão colocar em causa a qualidade do serviço assegurado aos clientes. Assim, com este boicote poderemos fazer a diferença, e mostrar ao Pingo Doce o nosso descontentamento. Da forma que mais lhes dói: no bolso!
A Jerónimo Martins testou em algumas lojas a inibição de pagamento com o cartão de crédito (dentro do esquema do mínimo de €20 de compras). Mas aparentemente aperceberam-se que podiam alargar esta idiotice a todas as lojas. De acordo com a Agência Financeira, os accionistas da JM "precisam mesmo" de esmolas, ora lê "Alexandre Soares dos Santos [accionista maioritário] vale 2.070 milhões de euros nestas contas. A sua fortuna, que sextuplicou em apenas oito anos, cresceu 8% em 2012. Tem sido sempre a subir neste ranking, que tem nada menos que três acionistas da Jerónimo Martins no «top 10». E não é só ele. Os cinco acionistas da Jerónimo Martins valem 25,8% dos 25 mais ricos."
A Jerónimo Martins testou em algumas lojas a inibição de pagamento com o cartão de crédito (dentro do esquema do mínimo de €20 de compras). Mas aparentemente aperceberam-se que podiam alargar esta idiotice a todas as lojas. De acordo com a Agência Financeira, os accionistas da JM "precisam mesmo" de esmolas, ora lê "Alexandre Soares dos Santos [accionista maioritário] vale 2.070 milhões de euros nestas contas. A sua fortuna, que sextuplicou em apenas oito anos, cresceu 8% em 2012. Tem sido sempre a subir neste ranking, que tem nada menos que três acionistas da Jerónimo Martins no «top 10». E não é só ele. Os cinco acionistas da Jerónimo Martins valem 25,8% dos 25 mais ricos."
quinta-feira, agosto 30, 2012
quarta-feira, agosto 29, 2012
"PEQUENAS" GRANDES SOLUÇÕES
A construção de centrais solares não tem de obrigatóriamente ocupar área necessária , nomeadamente para agricultura, pelo contrário, pode coexistir com esta. Veja-se esta solução na India onde é utilizada a área sobre um canal de rega, um verdadeiro ovo de Colombo.
terça-feira, agosto 28, 2012
PEQUENAS GRANDES SOLUÇÕES
Indústria desenvolve bomba d´água movida a energia solar
Uma bomba d’água movida a energia solar promete ajudar a mudar a vida de pequenos agricultores.A inovação, que dispensa fonte de energia elétrica pode representar um avanço significativo para áreas como a do nordeste brasileiro, que sofrem com a falta de recursos hídricos e energéticos.A Anauger, indústria de motores de São Bernardo do Campo (SP), é a responsável pelo desenvolvimento dessa tecnologia 100% nacional, que capta através de painéis fotovoltaicos raios solares e os transforma em fonte de energia para o funcionamento das bombas. “Estávamos há 10 anos buscando alternativas para o funcionamento sustentável das bombas. Ela está há um ano no mercado”, detalha o diretor comercial da empresa, Marco Aurélio Gimenez.O sistema foi instalado numa fazenda em Ibitiúna, município de Pitangueiras, no estado de São Paulo. O proprietário do estabelecimento, Natalício Nicolete Gonçalves, possui uma propriedade de três alqueires e meio, com diversas plantações de hortaliças, tomate, pepino.“Como o produto funciona mesmo em dias nublados, não preciso me preocupar com o abastecimento de água e ainda economizo muita energia elétrica. Seria inviável pagar energia para abastecer toda a área”.“As bombas ficam submersas em poços, reservatórios e cisternas, funcionando por um sistema de vibração para captação de água e irrigação da terra”, explica Gimenez. A utilização do equipamento vai além do setor agropecuário, podendo ser utilizado também em parques, praias, condomínios residenciais e comerciais.O equipamento tem capacidade para bombear 8 mil litros de água por dia, e em dias chuvosos de 500 a 600 litros. O sistema é composto por uma bomba submersa vibratória, um módulo solar e um driver, cujo funcionamento depende exclusivamente da energia solar, atuando, inclusive, em dias nublados. Os módulos solares oferecem tensão de 36 volts para o capacitor, que é controlado por microprocessadores fornecedores de impulsos. “Com o motor rotativo é preciso uma corrente mínima de partida e em dias nublados e chuvosos ela não funciona. Já o funcionamento com a nossa tecnologia esse problema deixa de existir”, diz.Mas o investimento da empresa não para por aí, Gimenez conta que a companhia está empenhada em buscar novas fontes alternativas para ampliar a aplicação dos sistemas de bombeamento. Para o próximo ano a meta é lançar um sistema híbrido, com funcionamento solar é geradores eólicos e permitir o funcionamento do equipamento 24 horas por dia.Ainda de acordo com Gimenez, o sistema de geração de energia fotovoltica tem durabildiade de 25 anos. “O custo pode ser alto no início – o valor do sistema completo de cada bomba é de R$ 3 mil – mas em 10 anos esse investimento é amortizado.”O que seria gasto com energia, passa a ser agora receita de caixa para a empresa”, argumenta Gimenez.Fonte: CIMM
segunda-feira, agosto 27, 2012
MAIS UMA DO ... PINGO DOCE
Mais uma do merceeiro mais rico de Portugal :
Retalho Pingo Doce deixa de aceitar cartões em pagamentos inferiores a 20 euros
O Pingo Doce vai deixar de aceitar cartões em pagamentos de compras com valores inferiores a 20 euros. A medida entra em vigor a partir do próximo dia 1 de Setembro em todas as lojas Pingo Doce do Grupo Jerónimo Martins.
APELO AO BOICOTE NO DIA 31 DE AGOSTO
domingo, agosto 26, 2012
sábado, agosto 25, 2012
VIOLÊNCIA NO METRO SUL DO TEJO
Sem solução à vista por parte das autarquias ou do operador , a violência tem-se instalado no Metro Sul do Tejo
sexta-feira, agosto 24, 2012
quinta-feira, agosto 23, 2012
A BOLHA
A "necessidade" de uma habitação associada a uma lei do arrendamento anacrónica , contribuiram em Portugal para um fenómeno que endividou familias tornando-as escravas de um banco e de uma casa , na realidade propriedade desse banco.
Essa casa tem desvalorizado na exacta proporção em que as autarquias e os autarcas permitiram ( na gula dos IMI e outros impostos sobre a habitação, cada vez mais construção, acto tão criminoso , até ambientalmente , como desnecessário até que batemos no fundo ... hoje esses autarcas sacodem a água do capote...
Essa casa tem desvalorizado na exacta proporção em que as autarquias e os autarcas permitiram ( na gula dos IMI e outros impostos sobre a habitação, cada vez mais construção, acto tão criminoso , até ambientalmente , como desnecessário até que batemos no fundo ... hoje esses autarcas sacodem a água do capote...
Portugal tem 6 milhões de casas e mais de 1 milhão são habitações secundárias. Na última década, o número de habitações em Portugal continuou a crescer. No país há seis milhões de casas. Mais de um milhão são casas secundárias - e, mais de 70 por cento das casas são habitadas pelos seus próprios donos. "Nós Proprietários" é a reportagem SIC/Visão que pode ver no Jornal da Noite desta quinta-feira.
quarta-feira, agosto 22, 2012
MAR , A ÚLTIMA FRONTEIRA
Estão de partida para uma campanha de quase 50 dias, no navio Almirante Gago Coutinho, da Marinha portuguesa. Destino: uma zona de fractura do fundo do mar, mais de 500 milhas a sudoeste do centro dos Açores. Objectivo: obter mais informação que fundamente a proposta portuguesa de extensão da plataforma continental, que já foi entregue nas Nações Unidas em 2009 mas que ainda pode ser reforçada com novos dados. Nesta terça-feira ao início da tarde, enquanto estão ao largo de Sesimbra nos preparativos finais da campanha, a ministra do Mar, Assunção Cristas, e o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, vão a bordo ver o robô submarino Luso num mergulho de teste.
Na quinta-feira, o Almirante Gago Coutinho e a equipa da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) vão zarpar rumo à Dorsal Médio-Atlântica, a cordilheira que atravessa o Atlântico de alto a baixo e onde está a formar-se crosta terrestre nova e, por isso, as placas tectónicas estão lentamente a afastar-se umas das outras. Ora esta cordilheira, que parece uma coluna vertebral no fundo do Atlântico e que não fica muito longe dos Açores, é cortada transversalmente por muitas fracturas - uma delas, a zona de fractura Hayes, é agora o alvo da campanha da EMEPC, que terá 19 cientistas e técnicos no total.
A zona de fractura Hayes tem particular interesse porque, pouco para lá dela - 60 milhas para sul -, fica um dos limites sul da proposta de extensão da plataforma continental. Mas esta fronteira da proposta submetida na ONU, a 11 de Maio de 2009, para alargar a plataforma continental para lá das 200 milhas da Zona Económica Exclusiva (ZEE), é mal conhecida. Por isso, a equipa da EMEPC quer ir lá recolher uma série de amostras - de rochas e sedimentos - e informações que permitam reforçar as pretensões portuguesas de que existe uma continuidade geológica dos Açores até essa zona.
"Os Açores têm uma assinatura geoquímica - todas as ilhas a têm. Vamos ver até onde se estende essa assinatura. Da zona de fractura de Hayes para cima há uma assinatura e para baixo há outra", diz o geólogo Pedro Madureira, que é o chefe desta missão. Só que esta informação é mais ou menos grosseira e é a que se encontra coligida na bibliografia científica internacional e que, no caso desta zona, foi usada na proposta entregue na ONU.
Agora era necessário fazer uma campanha que fosse ao local obter dados mais concretos. Enquanto a proposta portuguesa não estiver a ser apreciada do ponto de vista jurídico e científico por uma subcomissão da Comissão de Limites da Plataforma Continental na ONU - o que não deverá ocorrer antes em 2016 -, o país pode ir apresentando dados técnico-científicos. "Vamos completar os contributos bibliográficos [sobre a zona de fractura Hayes] com amostras nossas", diz Pedro Madureira. "Este é o relançar das campanhas da plataforma continental. Ainda temos muito para fazer. No ano passado, com a mudança de Governo, não fizemos nada", refere Pinto de Abreu. A última campanha destinada a trabalhos da plataforma foi no Verão de 2010. "Estamos a voltar à normalidade e a normalidade é criar as condições para ter tudo pronto junto das Nações Unidas", acrescenta.
41 vezes o território emerso
Talvez até seja possível prolongar essa fronteira sul deste novo mapa de Portugal - quando o processo de alargamento do país estiver concluído e que dará ao país jurisdição sobre o solo e subsolo marinhos para lá das 200 milhas da ZEE -, caso os dados recolhidos na campanha sejam nesse sentido. Seja como for, neste novo mapa do país propõe-se que, aos 92.000 quilómetros quadrados de território emerso, ilhas incluídas, e aos 1600 milhões da ZEE, se juntem ainda 2150 milhões da plataforma continental alargada - perfazendo a jurisdição total mais de 3800 milhões de quilómetros quadrados, o que é mais de 41 vezes a área do território emerso.
É então para ter rochas e sedimentos (para análises) e vídeos da zona de fractura Hayes que será utilizado o Luso, um veículo operado remotamente (ROV, na sigla inglesa) a partir do Almirante Gago Coutinho, ao qual estará ligado por um cordão umbilical por onde serão transmitidos comandos e informação. Comprado em 2008 a uma empresa norueguesa, o Luso tem sido usado nos trabalhos da plataforma continental e agora irá mergulhar a cerca 2000 metros de profundidade na zona da Hayes.
Além disso, o sonar com múltiplos feixes que equipa o navio fará imagens de grande resolução do fundo do mar, permitindo ver como nunca a morfologia da Hayes, outro aspecto importante para fundamentar a proposta da plataforma continental.
Também se sabe que há ali excesso de metano na água, que é um indício de fontes hidrotermais, emanações de água quente do interior da Terra com outros gases e metais à mistura. Ao depositarem-se, formam chaminés, por onde sai a água quente e estão rodeadas de vida. Pode ser que o Luso fareje metano que o leve até novas fontes ao largo dos Açores.
Na quinta-feira, o Almirante Gago Coutinho e a equipa da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) vão zarpar rumo à Dorsal Médio-Atlântica, a cordilheira que atravessa o Atlântico de alto a baixo e onde está a formar-se crosta terrestre nova e, por isso, as placas tectónicas estão lentamente a afastar-se umas das outras. Ora esta cordilheira, que parece uma coluna vertebral no fundo do Atlântico e que não fica muito longe dos Açores, é cortada transversalmente por muitas fracturas - uma delas, a zona de fractura Hayes, é agora o alvo da campanha da EMEPC, que terá 19 cientistas e técnicos no total.
A zona de fractura Hayes tem particular interesse porque, pouco para lá dela - 60 milhas para sul -, fica um dos limites sul da proposta de extensão da plataforma continental. Mas esta fronteira da proposta submetida na ONU, a 11 de Maio de 2009, para alargar a plataforma continental para lá das 200 milhas da Zona Económica Exclusiva (ZEE), é mal conhecida. Por isso, a equipa da EMEPC quer ir lá recolher uma série de amostras - de rochas e sedimentos - e informações que permitam reforçar as pretensões portuguesas de que existe uma continuidade geológica dos Açores até essa zona.
"Os Açores têm uma assinatura geoquímica - todas as ilhas a têm. Vamos ver até onde se estende essa assinatura. Da zona de fractura de Hayes para cima há uma assinatura e para baixo há outra", diz o geólogo Pedro Madureira, que é o chefe desta missão. Só que esta informação é mais ou menos grosseira e é a que se encontra coligida na bibliografia científica internacional e que, no caso desta zona, foi usada na proposta entregue na ONU.
Agora era necessário fazer uma campanha que fosse ao local obter dados mais concretos. Enquanto a proposta portuguesa não estiver a ser apreciada do ponto de vista jurídico e científico por uma subcomissão da Comissão de Limites da Plataforma Continental na ONU - o que não deverá ocorrer antes em 2016 -, o país pode ir apresentando dados técnico-científicos. "Vamos completar os contributos bibliográficos [sobre a zona de fractura Hayes] com amostras nossas", diz Pedro Madureira. "Este é o relançar das campanhas da plataforma continental. Ainda temos muito para fazer. No ano passado, com a mudança de Governo, não fizemos nada", refere Pinto de Abreu. A última campanha destinada a trabalhos da plataforma foi no Verão de 2010. "Estamos a voltar à normalidade e a normalidade é criar as condições para ter tudo pronto junto das Nações Unidas", acrescenta.
41 vezes o território emerso
Talvez até seja possível prolongar essa fronteira sul deste novo mapa de Portugal - quando o processo de alargamento do país estiver concluído e que dará ao país jurisdição sobre o solo e subsolo marinhos para lá das 200 milhas da ZEE -, caso os dados recolhidos na campanha sejam nesse sentido. Seja como for, neste novo mapa do país propõe-se que, aos 92.000 quilómetros quadrados de território emerso, ilhas incluídas, e aos 1600 milhões da ZEE, se juntem ainda 2150 milhões da plataforma continental alargada - perfazendo a jurisdição total mais de 3800 milhões de quilómetros quadrados, o que é mais de 41 vezes a área do território emerso.
É então para ter rochas e sedimentos (para análises) e vídeos da zona de fractura Hayes que será utilizado o Luso, um veículo operado remotamente (ROV, na sigla inglesa) a partir do Almirante Gago Coutinho, ao qual estará ligado por um cordão umbilical por onde serão transmitidos comandos e informação. Comprado em 2008 a uma empresa norueguesa, o Luso tem sido usado nos trabalhos da plataforma continental e agora irá mergulhar a cerca 2000 metros de profundidade na zona da Hayes.
Além disso, o sonar com múltiplos feixes que equipa o navio fará imagens de grande resolução do fundo do mar, permitindo ver como nunca a morfologia da Hayes, outro aspecto importante para fundamentar a proposta da plataforma continental.
Também se sabe que há ali excesso de metano na água, que é um indício de fontes hidrotermais, emanações de água quente do interior da Terra com outros gases e metais à mistura. Ao depositarem-se, formam chaminés, por onde sai a água quente e estão rodeadas de vida. Pode ser que o Luso fareje metano que o leve até novas fontes ao largo dos Açores.
terça-feira, agosto 21, 2012
BANHO DE SOL
Sol em demasia faz mal, mas uma vida sem ele , em clausura , com horas trocadas é igualmente pouco saudável:
Insectos tomam “banhos de sol” para se manterem saudáveis
22.08.2012
PÚBLICO
22.08.2012
PÚBLICO
Afinal os “banhos de sol” são benéficos não só para a saúde humana, mas também para a dos insectos. Esta é uma das conclusões do artigo publicado nesta semana na revista científica Entomologia Experimentalis et Applicata.
Os insectos Boisea rubrolineata são considerados uma peste em alguns estados norte-americanos, pois invadem as habitações humanas no Outono, permanecendo lá alojados até ao início da Primavera. Podem alcançar o tamanho de um centímetro e são encontrados em grupos de mais de 100 espécimes.
Durante essa “temporada”, sempre que podem, juntam-se em grupos nos pontos de luz emitindo compostos químicos com mau cheiro - conhecidos como monoterpenos. Não é, então, de estranhar que sejam um hóspede pouco desejado.
Em estudos anteriores, cientistas teorizaram que estes compostos tinham uma função de defesa ou desempenhavam algum papel na reprodução – atrair parceiros e repelir a competição. Porém, uma investigação realizada pela Universidade Simon Fraser, no Canadá, concluiu que a função real destes compostos é ajudar a manter os insectos “saudáveis”, noticia a BBC.
Segundo uma equipa de investigadores - coordenada por Joseph J. Schwarz -, os animais, expostos a uma fonte luminosa, foram observados durante os seus momentos de higiene, nomeadamente a limparem as patas e pernas através dos compostos produzidos pelas glândulas.
Quando observados ao microscópio, os cientistas descobriram que estes compostos protegem os insectos ao matar os fungos que vivem nas superfícies das folhas, alterando a sua estrutura celular. O resultado final é uma sinergia da luz solar e dos químicos produzidos pelos insectos, para eliminar elementos patogénicos presentes nas folhas.
Os insectos Boisea rubrolineata são considerados uma peste em alguns estados norte-americanos, pois invadem as habitações humanas no Outono, permanecendo lá alojados até ao início da Primavera. Podem alcançar o tamanho de um centímetro e são encontrados em grupos de mais de 100 espécimes.
Durante essa “temporada”, sempre que podem, juntam-se em grupos nos pontos de luz emitindo compostos químicos com mau cheiro - conhecidos como monoterpenos. Não é, então, de estranhar que sejam um hóspede pouco desejado.
Em estudos anteriores, cientistas teorizaram que estes compostos tinham uma função de defesa ou desempenhavam algum papel na reprodução – atrair parceiros e repelir a competição. Porém, uma investigação realizada pela Universidade Simon Fraser, no Canadá, concluiu que a função real destes compostos é ajudar a manter os insectos “saudáveis”, noticia a BBC.
Segundo uma equipa de investigadores - coordenada por Joseph J. Schwarz -, os animais, expostos a uma fonte luminosa, foram observados durante os seus momentos de higiene, nomeadamente a limparem as patas e pernas através dos compostos produzidos pelas glândulas.
Quando observados ao microscópio, os cientistas descobriram que estes compostos protegem os insectos ao matar os fungos que vivem nas superfícies das folhas, alterando a sua estrutura celular. O resultado final é uma sinergia da luz solar e dos químicos produzidos pelos insectos, para eliminar elementos patogénicos presentes nas folhas.
segunda-feira, agosto 20, 2012
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