Blogue Ambientalista da Margem Sul / Portuguese Environmental Blog "Pense Global , Aja Local" Save the Portuguese Forest / Salve a Floresta Portuguesa
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
terça-feira, fevereiro 28, 2012
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
domingo, fevereiro 26, 2012
sábado, fevereiro 25, 2012
DN O ESTADO DO AMBIENTE 5
Apesar de os países desenvolvidos poderem ser já um exemplo em termos ambientais, há 5800 milhões de pessoas sujeitas a condições que podem, a médio prazo, gerar graves crises financeiras, sociais e ambientais. Ainda assim, referiu ontem o professor Filipe Duarte Santos no debate sobre o estado do ambiente, realizado no auditório do Diário de Notícias, em Lisboa, há que ser "otimista". Mas realista.
No debate que rematou a Grande Investigação DN, publicada diariamente desde domingo, o especialista em alterações climáticas caracterizou os problemas que atingem a maior parte da população mundial. Chama-lhe "quadrado da insustentabilidade"e assenta em quatro grandes fatores críticos: as desigualdades de desenvolvimento e riqueza (por exemplo a questão da fome que atinge perto de 1000 milhões de pessoas); a insustentabilidade dos sistemas de energia (o acesso e o preço); as alterações climáticas e a insegurança alimentar (relacionada com a escassez de água, a perda de biodiversidade e a escassez de recursos renováveis e não renováveis). "O que está a acontecer é que temos bons exemplos de desenvolvimento sustentável, sobretudo nos países desenvolvidos, onde se inclui Portugal, mas estes são apenas 1200 milhões de pessoas", referiu. "Uma parte pequena, se pensarmos que há 7000 milhões de habitantes e se perspetiva que em 2050 sejam 9000 milhões", disse.
"O que me parece é que a nível global o desenvolvimento é insustentável e se não alterarmos o paradigma a nível global, vamos ter crises profundas." Parte da culpa, atribui à falta de um plano a longo prazo e à perda de tempo em programas efémeros em continuidade : "Há medidas e soluções, mas não existe uma governação eficaz." Confrontado pelo moderador António Perez Metelo sobre a questão das economias emergentes, como a China, Filipe Duarte Santos revelou que há cada vez mais "uma consciência destes problemas em todo o mundo". Apesar de, na China, existir o maior número de cidades "com poluição de uma dimensão tremenda", há vários movimentos cívicos que reivindicam medidas ambientais. "A China é, neste momento, o maior investidor a nível mundial em energias renováveis, passou facilmente os EUA", lembra o professor. E, apesar da poluição, alerta: "No ocidente não temos experiência política de governar um país com 1300 milhões de pessoas e temos de ter respeito por esse desafio." Ao longo do debate, o investigador sublinhou ainda a urgência na fiscalização - apesar de uma melhoria no Ministério do Ambiente - e no sistema de justiça. "Como cientista, acho extraordinário ainda não ter havido acordo dos partidos nesta matéria." Para rematar, deixa uma mensagem otimista: "Há possibilidade de as atuais perspetivas da Europa serem já consequência desta crise de insustentabilidade. E que se tomem medidas."
Filipe Duarte Santos
- Tem 69 anos
- Professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e presidente do Departamento de Física
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
DN O ESTADO DO AMBIENTE 4
Estudo da Organização Mundial da Saúde estima que todos os anos os problemas ambientais provocam a morte a 16 700 portugueses e estão também na base de 14% das doenças registadas no País.
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
DN O ESTADO DO AMBIENTE 3
A lei classifica como parque natural uma área rica em ecossistemas naturais cuja biodiversidade tem de ser protegida, mas só na Serra dos Candeeiros há mais de 400 pedreiras que todos os dias extraem toneladas de pedra (DN) .
Acrescento eu ... e na Arrábida (Parque Natural ) a mesma Barbárie.
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
DN O ESTADO DO AMBIENTE 2
Para o arquiteto Gonçalo Ribeiro Telles, a revisão da atual Lei de Bases do Ambiente está a ser feita por pessoas pouco credíveis. O especialista diz ainda que os responsáveis portugueses desconhecem os verdadeiros problemas do País.
terça-feira, fevereiro 21, 2012
DN O ESTADO DO AMBIENTE 1
"Na última década surgiu quase um milhão de novas habitações, ou seja, nove por hora. Especialistas apontam o dedo a um território ordenado de acordo com o crédito fácil e as mais-valias aos construtores."
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
O REINO DO PCP
Do Blogue INFINITOS
Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012
Em Almada: o PCP manda! a Câmara Municipal consente! e a PSP obedece!
Esta é uma denúncia que me chegou via correio eletrónico sábado passado. Não era anónima mas, por razões óbvias, não vou identificar de quem se trata.
«Um assunto interessante foi o que testemunhei ontem [sexta-feira, dia 17 de fevereiro], cerca das 22:15, nos muros no Garcia de Horta.
Uma carrinha (matrícula 58-35-OC) parada sobre o passeio, donde saíram uns quantos indivíduos que se puseram a pintar frases do PCP no dito muro contra a política de Saúde deste Governo.
Isso pouco teria de inédito. O que se passou a seguir é que tem que se lhe diga.
O Hospital contactou a PSP do Pragal, via telefone, pedindo que lá fossem acabar com o vandalismo. Foi respondido que, “o Sr. Osvaldo, da CMA autorizou esse trabalho”, pelo que nada podiam fazer.
Nós próprios, depois de feitas as fotos, fomos à PSP que nos confirmou a história do dito Sr. Osvaldo, e nos disse que iriam lá.
De facto foram, mas já só depois de terminado o “trabalhinho”, e nem sombra já da carrinha e seus ocupantes…
Ou seja, a CMA “autoriza” que se vandalizem muros de locais públicos, cuja reparação/limpeza terá que ser paga por todos nós. E a PSP do Pragal fecha os olhos, chegando ao local “oportunamente atrasada”.
Gostava de ver como se comportaria a CMA se alguém lhes fosse pintar a fachada…»
Pondo de lado a questão sobre o “estranho” entendimento que a CDU/PCP tem sobre o que é a liberdade de expressão e, em particular, esta forma de a usar, a denúncia deste caso prende-se com a atitude da Câmara Municipal e do comportamento da PSP.
Osvaldo Azinheira, membro do PCP local, é o assessor da senhora Presidente da Câmara desde longa data, convém não esquecer. E, já agora, é bom lembrar, também, que: dirigente da Academia Almadense até meados da década passada, foi o responsável pelo “desaparecimento” dos 300.000 euros transferidos da CMA para aquela coletividade em 2005… um caso de polícia que a autarquia sempre tentou abafar.
Mas, voltando à notícia do dia.
A resposta do Sr. Osvaldo Azinheira faz-nos ter sérias e legítimas dúvidas sobre uma situação que, a verificar-se, é de uma gravidade extrema: em Almada confunde-se o gabinete da Presidente da Câmara e a própria autarquia, com a estrutura organizativa do PCP. Ou seja, é o orçamento do município a pagar o funcionamento da estrutura organizativa do PCP e pior ainda: este esbulho dos recursos públicos acontece perante o beneplácito das autoridades…
Então à PSP, apesar dos testemunhos oculares e da recolha de provas concretas, basta um assessor da Presidente da Câmara Municipal dizer que o crime está autorizado para ter força de lei?
Agora já não é preciso justificar, expressamente, o que se afirma? Onde está o documento oficial da CMA que autoriza o PCP a vandalizar aqueles muros?
Que argumentos foram apresentados para solicitar o pedido? Qual é a lei, ou o regulamento municipal, que permite atos desta natureza?
Como reagiriam a CMA e a PSP se em vez da CDU/PCP esta fosse, por exemplo, uma acção do PS, PSD ou CDS?
E não venham os do costume dizer que isto é liberdade de expressão... que proibi-lo é um atentado à democracia, etc. & tal... porque o que está aqui em causa é, sobretudo, a promiscuidade ente o PCP e a Câmara Municipal, a atitude parcial da autarquia, a indiferença das autoridades e o desrespeito pelas leis de protecção da propriedade. Porque a mensagem política desta pintura podia ser expressa de múltiplas formas, talvez até mais eficazes... e sem sem violar nenhuma norma legal.
domingo, fevereiro 19, 2012
E VOLTA-SE A PENSAR NO FUTURO
GRANDE INVESTIGAÇÃO DNO estado do ambiente | Ontem |
![]() | Durante quatro dias, o DN publica na sua edição impressa e no e-paper mais um trabalho de Grande Investigação, desta vez dedicado ao ambiente. |
sábado, fevereiro 18, 2012
NÓS JÁ DESCONFIÁVANOS , AGORA É OFICIAL
Investigadores da Universidade de Londres descobriram que nem todos os balidos são iguais e que os cabritos adoptam sotaques diferentes assim que começam a socializar com outros animais. O estudo foi publicado na revistaAnimal Behaviour.
A descoberta surpreendeu os cientistas porque até agora se pensava que os sons da maioria dos mamíferos eram demasiado primitivos para permitir variações subtis. As únicas excepções conhecidas eram os humanos, morcegos e cetáceos, apesar de muitas aves terem a capacidade de imitar sons.
Agora, as cabras (Capra hircus) juntaram-se ao clube, segundo Alan McElligott, da Universidade de Londres.
Allan McElligot e o seu colega Elodie Briefer estudaram 23 crias de cabras recém-nascidas. Para reduzir o efeito da genética, todos os animais nasceram do mesmo pai, mas de mães diferentes.
Os investigadores deixaram os cabritos com as suas mães e registaram os seus balidos com uma semana de idade. Depois, os 23 animais foram distribuídos ao acaso em quatro grupos separados, entre os cinco e os sete animais.
Quando chegaram às cinco semanas de idade, os seus balidos foram novamente gravados. “Tínhamos para analisar 10 a 15 tipos de balidos por cabrito para analisar”, disse McElligott, ao site New Scientist. Alguns dos balidos eram claramente diferentes mas análises mais detalhadas, baseadas em 23 parâmetros acústicos, conseguiram identificar variações mais subtis. Segundo os investigadores, cada grupo de cabritos tinha desenvolvido um sotaque distintivo. “Provavelmente é algo que ajuda à coesão do grupo”, acrescentou McElligott.
Em Maio do ano passado, a investigadora Elodie Briefer publicou um estudo na revista Animal Cognition onde concluiu que as cabras são capazes de reconhecer os balidos das suas crias.
As capacidades vocais não se limitam às cabras. Em 2006, um cientista da mesma Universidade de Londres e especialista em fonética, John Wells, realizou um estudo onde concluiu que as vacas aprendem sotaques regionais diferentes ao mugir (PUBLICO- Ecoesfera).
A descoberta surpreendeu os cientistas porque até agora se pensava que os sons da maioria dos mamíferos eram demasiado primitivos para permitir variações subtis. As únicas excepções conhecidas eram os humanos, morcegos e cetáceos, apesar de muitas aves terem a capacidade de imitar sons.
Agora, as cabras (Capra hircus) juntaram-se ao clube, segundo Alan McElligott, da Universidade de Londres.
Allan McElligot e o seu colega Elodie Briefer estudaram 23 crias de cabras recém-nascidas. Para reduzir o efeito da genética, todos os animais nasceram do mesmo pai, mas de mães diferentes.
Os investigadores deixaram os cabritos com as suas mães e registaram os seus balidos com uma semana de idade. Depois, os 23 animais foram distribuídos ao acaso em quatro grupos separados, entre os cinco e os sete animais.
Quando chegaram às cinco semanas de idade, os seus balidos foram novamente gravados. “Tínhamos para analisar 10 a 15 tipos de balidos por cabrito para analisar”, disse McElligott, ao site New Scientist. Alguns dos balidos eram claramente diferentes mas análises mais detalhadas, baseadas em 23 parâmetros acústicos, conseguiram identificar variações mais subtis. Segundo os investigadores, cada grupo de cabritos tinha desenvolvido um sotaque distintivo. “Provavelmente é algo que ajuda à coesão do grupo”, acrescentou McElligott.
Em Maio do ano passado, a investigadora Elodie Briefer publicou um estudo na revista Animal Cognition onde concluiu que as cabras são capazes de reconhecer os balidos das suas crias.
As capacidades vocais não se limitam às cabras. Em 2006, um cientista da mesma Universidade de Londres e especialista em fonética, John Wells, realizou um estudo onde concluiu que as vacas aprendem sotaques regionais diferentes ao mugir (PUBLICO- Ecoesfera).
sexta-feira, fevereiro 17, 2012
ANTI TERRORISMO NA QUINTA DA PRINCESA
Seixal
PJ em acção na Quinta da Princesa
Investigadores da Unidade Nacional Contra-Terrorismo da Judiciária, em colaboração com a PSP, desencadearam ontem uma operação na Quinta da Princesa, Seixal, que terminou com nove detidos: seis por tentativa de homicídio, roubos qualificados, tráfico de droga, detenção e posse de armas proibidas; três por posse de droga, armas e munições proibidas
Segundo o CM apurou, os suspeitos, entre 20 e os 30 anos, integram um gang que nos últimos meses tem travado uma verdadeira guerra pelo controlo do bairro da Quinta da Princesa de forma a impor a sua autoridade e facilitar o tráfico de droga.
Nas acções desencadeadas para dominar a zona, o grupo agora desmembrado atacou vários rivais com engenhos incendiários, nomeadamente cocktails molotov. À hora de fecho desta edição, os suspeitos estavam a ser ouvidos em tribunal. (Correio da Manhã- JCR)
quinta-feira, fevereiro 16, 2012
O PAÍS QUEIROSIANO
1872, Eça de Queirós:
"Nós estamos num estado comparável sómente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito.
Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá...vir a... ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par,a Grécia e Portugal".
quarta-feira, fevereiro 15, 2012
A AVE RARA
Hoje o a-sul resolveu fazer uma incursão no aterro sanitário da blogoesfera local e deixa o desafio .
Então "em tempo de embustes" o Seixal está tão orfão e há tanto tempo sem quem o defenda ?
Deixou de ter interesses no Seixal ?
Ou será que foi apanhado o crivo de alguma ETAR, agora que , segundo reza a propaganda, já não há esgotos a correr para o rio.
terça-feira, fevereiro 14, 2012
O MAU USO DO BEM PÚBLICO
Tal como sou contra o uso de viaturas oficiais em actos e propósitos pessoais, como ír de Príus às compras ao Shopping, também me custa democráticamente a aceitar o uso de autocarros camarários para transporte em manifestações partidárias, ou outras, por melhores que sejam as intenções .
Este sábado em Lisboa havia uma verdadeira frota de autocarros das autarquias da margem sul estacionados pela Baixa ...
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
OS MAIORES DEVEDORES
O endividamento das câmaras atinge um total de oito mil milhões de euros, com empresas municipais incluídas, para um universo dos 308 municípios.
Seis câmaras, a título de exemplo, totalizam 383,4 milhões da dívida: Portimão (PS), Setúbal (CDU), Seixal (CDU), Barreiro (CDU), Alijó (PS) e Vila Nova de Poiares (PSD). A dívida a fornecedores superior a 90 dias das seis autarquias é de 177,5 milhões de euros, o que dá perto de 490 mil euros por dia.
Nas dívidas a curto prazo, as 38 câmaras mais endividadas devem 387 milhões, ou seja, cerca de 30% dos 1,5 mil milhões em falta para fornecedores nos 308 municípios. Na Madeira, Santa Cruz tem 26 milhões de dívidas a curto prazo e o Cartaxo 18 milhões, apurou o CM.
As autarquias reconhecem dificuldades em obter poupança, apesar de a maioria já ter plano de saneamento financeiro ou "dezenas de medidas" para o efeito, como confessa Carlos Humberto, do Barreiro. Há casos como o de Vila Nova Poiares em que se pondera desligar a luz pública à meia-noite e não às 02h00. Perante o problema das dívidas a fornecedores, a Associação Nacional de Municípios, Governo e Banca estão em negociações há três semanas.
Dores Meira, de Setúbal, afirma ao CM: "Quando a CDU chegou à câmara, em 2002, assumiu uma dívida de 67 milhões [de Mata Cáceres]." E já saldou 24 milhões de euros (Correio da manhã)
domingo, fevereiro 12, 2012
sábado, fevereiro 11, 2012
O ESCARAVELHO DAS PALMEIRAS , A NOVA PRAGA
Oriunda da Ásia, a praga espalhou-se pelos países do Mediterrâneo e já dizimou muitas centenas de palmeiras no Algarve, tendo alastrado a vários pontos do território português. "O Jardim Botânico está ameaçado e de que maneira", diz a responsável pela colecção viva da instituição, Teresa Antunes.
"Estamos muito assustados porque o escaravelho anda aqui à nossa volta. O Instituto Britânico tem uma planta morta desde Dezembro e no jardim do Príncipe Real também já foram detectadas duas infectadas". Das três centenas de exemplares, o Jardim Botânico decidiu mandar aplicar um tratamento preventivo a 23, que correspondem às espécies mais apetecíveis para a enorme e voraz larva do escaravelho. Mas nada garante que o insecto não ataque as restantes espécies - como acabou, aliás, por fazer no Algarve.
"Não temos dinheiro para tratar mais palmeiras", admite Teresa Antunes, explicando que não é fácil aceder à parte superior das copas das enormes plantas, única forma de saber se existe ou não infecção.
O balanço mais recente do avanço da praga em Lisboa data de meados de Janeiro e dá conta do abate de 57 exemplares e da necessidade de eliminar mais 65, entre espaços públicos e jardins particulares. "E ainda a procissão vai no adro", observa a chefe de divisão da inspecção fito-sanitária do Ministério da Agricultura, Clara Serra.
Só a Câmara de Lisboa tem espalhadas pela cidade mais de três mil palmeiras. Quando os efeitos da praga se tornam visíveis, como aconteceu com vários exemplares no Campo das Cebolas, muitas vezes já é tarde de mais para salvar a planta. Só muito depois de ser invadida pelas larvas, que se alimentam das palmas e do coração da planta, a palmeira começa a dar sinais. Primeiro fica ligeiramente despenteada. A seguir cai-lhe a parte superior da copa.
"A disseminação está a acontecer a uma velocidade assustadora", diz Filomena Caetano, do Laboratório de Patologia Vegetal Veríssimo d"Almeida. Aqui estudam-se os fungos que podem ser usados para matar o Rhynchophorus ferrugineus, nome que os cientistas escolheram para designar este escaravelho.
Carlos Gabirro, sócio-gerente da Biostasia, firma que o município de Lisboa contratou para tratar e monitorizar 300 palmeiras, explica que enquanto no Algarve o escaravelho levou mais de cinco anos a causar grandes danos, na Grande Lisboa isso está a suceder em apenas dois anos. Porquê? "O insecto dá-se melhor com este clima", deduz. Seja com for, uma fêmea pode dar origem a cem ou mais indivíduos por semana. "E torna-se fértil uma semana depois de ter saído do casulo", acrescenta. Para agravar as coisas, um escaravelho consegue voar cinco a dez quilómetros.
"Estamos a agir, mas se o Estado não actua e se os privados não abatem as palmeiras infectadas é complicado", refere por seu turno o vereador dos Espaços Verdes de Lisboa, José Sá Fernandes. "Batemos sempre no mesmo problema: a câmara quer dinheiro para aguentar as despesas de tratamento. Mas o Ministério da Agricultura não o tem. O município vai ter de seleccionar as palmeiras com valor histórico que quer preservar", contrapõe Clara Serra.
Na Av. da Liberdade já foi necessário proceder a um abate, tendo o problema sido identificado em locais tão distintos como a Quinta das Conchas, no Lumiar, o Jardim do Torel ou a Feira da Ladra. Carlos Gabirro insiste em que a lentidão com que as diferentes entidades estão a agir pode deitar tudo a perder.
sexta-feira, fevereiro 10, 2012
PORTUGAL INOVA NA CONSTRUÇÃO
Investigadores da Universidade do Minho estão a criar um "revestimento revolucionário" para paredes e tetos que funciona como uma espécie de ar condicionado capaz de aquecer ou arrefecer a temperatura no interior das casas e escritórios.
A inovação está a ser desenvolvida pelo Departamento de Engenharia Civil daquela instituição de ensino superior e a equipa de investigação minhota diz não ter registos de uma invenção do género no resto do mundo, o que a torna única.
O revestimento é uma argamassa inovadora composta por gesso, cal ou cimento, areia, água e cápsulas microscópicas de PCM (um material de mudança de fase). Esta camada serve como climatizador, transitando de fase líquida para sólida ou vice-versa em temperaturas próximas da ambiente (20-25ºC).
Através da transição de fase sólida para líquida é possível, por exemplo, fazer descer o termómetro e reter energia do compartimento, tornando a divisão mais fresca.
Tecnologia deverá popularizar-se em dez anos
Tecnologia deverá popularizar-se em dez anos
Em comunicado, o professor José Barroso de Aguiar explica que a tecnologia, baseada em microcápsulas termicamente ativas aplicadas na superfície das argamassas, deverá vir a popularizar-se num futuro próximo.
"Acredito nesta tecnologia, é muito útil para a sociedade em geral. Dentro de dez anos será corrente no interior dos edifícios", afirmou. No que respeita ao preço elevado que a construção pode acarretar, José Barroso de Aguiar garante que se trata de um bom investimento.
"Vai valer a pena pagar mais quando se constrói mas saber que esse custo inicial [devido às cápsulas microscópicas] se amortiza em poucos anos, graças à poupança em eletricidade", realçou o professor.
Esta inovação assume uma particular importância devido ao facto de permitir reduzir o consumo de energia, aumentando a eficiência energética e ajudando a poupar na fatura elétrica e, simultaneamente, de proporcionar um maior conforto térmico e promover a ecossustentabilidade.
O projeto, designado "Contribuição de Argamassas Térmicas Ativas para a Eficiência Energética dos Edifícios" é apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e termina em 2013.
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