terça-feira, novembro 22, 2011

A CRISE NÃO CHEGOU A ALMADA?



Em tempo de contenção financeira, somam-se os municípios que vão diminuir os gastos com iluminações de Natal e na maioria as percentagens de redução têm dois dígitos. Noutros concelhos, as contas nem precisam ser feitas: as luzes não vão sequer acender-se.


Em 2010, uma petição online dirigida aos presidentes da Assembleia da República, da Associação Nacional de Municípios e das câmaras de Lisboa e Porto, com mais de 1.300 assinaturas, tentou “acender uma ideia” apontando a necessidade de poupar dinheiro num “Natal sem luzes”.

Embora o pedido não tenha recebido a resposta esperada, este ano as duas autarquias cederam pelo menos ao objectivo de uma poupança significativa - em Lisboa os gastos são de 150 mil euros, menos 700 mil do que no ano passado, enquanto no Porto o investimento será cortado em “40 a 50%”, segundo informação dos municípios.

A Lusa encontrou muitos outros exemplos desta tendência por todo o país. No Norte, as reduções em Viana do Castelo, Matosinhos e Vila do Conde fixaram-se, respectivamente, em 20%, 23% e 25%. Já a Câmara da Póvoa de Varzim decidiu cortar por completo com as iluminações, poupando 80 mil euros, o valor gasto em 2010.

A opção foi também tomada em Torres Vedras, Lourinhã, Alenquer, Vila Franca de Xira, Azambuja e Portalegre, concelho onde poderá apenas surgir uma situação excepcional numa das principais artérias comerciais. Segundo fonte do município, a verba inicialmente prevista para as iluminações será canalizada para projectos de acção social.

Num modelo distinto, a Câmara de Évora revelou que vai ser aplicado um total de 15 mil euros no sistema luminoso e na ajuda às famílias mais carenciadas. Em Beja, o vereador Miguel Góis adiantou que no município os “constrangimentos financeiros” obrigam a uma redução de “cerca de 75 a 80%”.

Em vários concelhos, a redução substancial do investimento não é novidade: Penacova, por exemplo, já o diminuiu em 50% em 2010. Este ano a redução será maior, prevendo-se não exceder os 3.000 euros, que já incluem o pagamento de 100, 75 e 50 euros aos três comerciantes ou habitantes que vençam o concurso de melhor iluminação.

Condeixa-a-Nova mantém uma verba idêntica à de 2010, cerca de 5.000 euros, que representam um quarto dos perto de 20.000 euros investidos em 2009, enquanto Cantanhede instalou luzes pela última vez já em 2008, gastando 100 mil euros.

Na Guarda a contenção do ano passado repete-se com a instalação de apenas “algumas luzes” e, na região de Lisboa, o Barreiro já anunciou que as lâmpadas não vão ser acesas pelo segundo ano consecutivo, amealhando 25 mil euros.

Ainda por decidir estão os gastos - ou as poupanças - de municípios como Miranda do Corvo, Figueira da Foz, Coimbra, Arganil ou Carregal do Sal, alguns dos quais fizeram cortes no Natal passado.

Já determinados, outros concelhos reagiram à crise optando por diferentes soluções, como aplicar as verbas no sorteio de um carro entre os clientes do comércio tradicional (Proença-a-Nova) ou instalar o sistema com recurso a funcionários municipais para poupar na mão-de-obra (Ponta Delgada e Oliveira do Hospital).

A contenção é tanta que chega aos locais habitualmente pouco iluminados. É o caso de Castro Daire, onde as extensões eram colocadas em menos de uma dezena de árvores, número que será reduzido.

Na ilha do Corvo, o presidente Manuel Rita diz que não é tempo para “entrar em euforias”, pelo que se mantém a tradição de iluminar apenas a criptoméria no exterior dos Paços do Concelho.

No Funchal, as luzes vão brilhar no âmbito de um investimento global de quase dois milhões de euros que inclui a iluminação natalícia do Porto Santo e o Carnaval de 2012. O processo de ajuste directo está quase concluído. ( PUBLICO)



Em Almada continua o despesismo parôlo !


http://www.m-almada.pt/xportal/xmain?xpid=cmav2&xpgid=galeria_imagens&galeria_imagens_top_qry=boui=42280203&galeria_imagens_title_qry=boui=42279105&galeria_imagens_bottom_qry=classif=42279105

segunda-feira, novembro 21, 2011

TESOURINHOS DEPRIMENTES 5


Quando a incompetência bate o que  toda a propaganda se mostra incapaz de esconder , quando as promessas repetidas não são cumpridas, nada melhor que criar um elemento distractor e externo , uma vontade irrecusável, um monumento ao desastroso crescimento demográfico que fomentaram em 37 anos... e o fait-divers vai rendendo...

domingo, novembro 20, 2011

TESOURINHOS DEPRIMENTES 4


... se construíram...


Construíram em tudo o que estava vago, tivesse mato, areia , pinhais ou sobreiros, construíram em leito de cheia  e fizeram até um Bairro Social num terreno Industrial cercado como um gueto... 


Construíram também para sua vaidade novos edifícios "públicos" mas propriedade de privados a quem pagam rendas exorbitantes e ruínosas...


Deixaram construír urbanizações  ilegais e bairros de lata  à vista de todos para que a miséria fosse instrumento ideológico e moeda de troca em urbanizações feitas com base  em monstruosas e lucrativas alterações de uso do solo e em ajuste  directo, tal como os ruínosos arrendamentos...

sábado, novembro 19, 2011

TESOURINHOS DEPRIMENTES 3


Enquanto a coligação CDU ( PCP-VERDES) apela a "produzir nacional e consumir local" , uma autarquia CDU (PCP - VERDES) , a câmara de Almada promove  a urbanização e construção de uma autoestrada nos campos mais produtivos da Europa , na Costa de Caparica, Terras da Costa...inclusivé , expoliando os agricultores das suas terras...


Descobriram um novo método de fazer crescer alfaces e couves no alcatrão ?

sexta-feira, novembro 18, 2011

TESOURINHOS DEPRIMENTES 2



Nota-se como a CDU "protege as florestas" ... 


O nosso património natural é precioso ... mas para lhe alterarem o uso do solo e os PDM's para construírem de mãos dadas com os patos-bravos...nem os sobreiros protegidos resistem...

quarta-feira, novembro 16, 2011

ALMADA INSISTE



Em Almada apesar da crise no país, insiste-se no mesmo modelo que nos arrastou para este buraco, o despesismo e o nacional-rotundismo.


A última e mais improvável das rotunda está a nascer nas traseiras da Escola Secundária Emídio Navarro. Palavras para quê ?


Será que a D.Emilia não conhece a expressão "...meter o Rossio, na Rua da Betesga " ?


E já agora, não há mais nada em que aplicar o dinheiro ? Se calhar ajudando as famílias mais carenciadas...

terça-feira, novembro 15, 2011

O JORNALINHO DE FOLHAS DE OURO



De ouro pelo valor que representa  de "roubo" (citando um verbo caro à propaganda do  PCP ) ao erário público , de ouro pela valor propagandistico, de ouro pelos taxos  que gere, de ouro pelo equipamento fotográfico de que está equipado... falo claro do Boletim Municipal do Seixal , vulgo Boletim de Propaganda do PCP Seixal ou Album de retratos do Alfredo ...


E o que pensam as outras forças politicas ? A opinião do PSD pode ser lida no recente artigo acima e o do PS no post publicado no blogue Rumo a Bombordo  assinado pelo Vereador  Fonseca Gil que publicamos: 

"Estima-se que desde que foi criado o Boletim Municipal do Seixal tenha já custado ao erário municipal um montante superior a €. 20.000.000,00 (vinte milhões de euros), quatro milhões de contos. 

Com esta verba gerida em prol das populações estariam já construídos uma média de oito equipamentos colectivos, nomeadamente, escolas, piscinas municipais, pavilhões desportivos, cemitérios, parques de lazer, mercados municipais, centros de acolhimento e apoio à terceira idade ou a reconversão das zonas ribeirinhas da Amora e Seixal. Mas, para que o regime comunista não “caísse” no concelho do Seixal, era necessário alicerçá-lo, à boa maneira soviética, com um órgão de propaganda que tinha e tem por objectivo camuflar as fragilidades de quem governa; onde tudo tem sido permitido, desde o sindicalismo partidário, à defesa dos valores de regimes obsoletos, caducos e acima de tudo ditatoriais, onde se esmaga pela força a liberdade de pensamento e acção.


Por participação do Vereador Socialista, Samuel Cruz, a ERC foi chamada a pronunciar-se sobre os conteúdos do Boletim Municipal e concluiu que há falta de pluralismo democrático, instando a Câmara Municipal do Seixal a pugnar por uma maior abertura às diferentes forças políticas que intervêm na vida pública da autarquia promovendo a participação das sensibilidades políticas (oposição) em todos os meios de comunicação autárquicos, designadamente no Boletim Municipal.


Instada a pronunciar-se pelos diversos órgãos de comunicação social sobre a deliberação, a Câmara Municipal, prefere remeter-se ao silêncio e dizer que  desconhece a deliberação."

segunda-feira, novembro 14, 2011

O TERRITÓRIO, QUE CADASTRO ?



Ecosfera/PUBLICO : 


O Governo garante que vai concretizar o cadastro do território, mas num modelo diferente do actualmente definido, que custaria mil milhões de euros e demoraria 30 anos a concretizar, revelou o secretário de Estado do Ambiente. (...)


O governante explicou que a equipa do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território está a reflectir sobre o assunto, mas que ainda não existe uma solução definitiva sobre como aplicar o modelo actual do cadastro. 


A elaboração do cadastro do território abrange numa primeira fase sete municípios, escolhidos tendo em conta o risco florestal. O Projecto Experimental de Cadastro para Áreas com Elevado Risco de Incêndio Florestal (SiNErGIC) inclui os concelhos de Penafiel, Paredes, Seia, Oliveira do Hospital, Loulé, Tavira e São Brás de Alportel. (...)


Uma das preocupações decorrentes deste trabalho é a especulação com a venda de terrenos, nomeadamente quando existe alteração do uso do solo. Entre as alternativas está a possibilidade de as mais-valias obtidas com a transacção serem arrecadadas pelo Estado. “Interessa acabar com este regime [de obtenção] de mais-valias da parte de quem não faz investimento” pois não contribui para o desenvolvimento económico do país, defendeu Pedro Afonso de Paulo.

domingo, novembro 13, 2011

LOVE TREES PROJECT



by Zito Colaço on Tuesday, November 8,
LOVE TREES PROJECT

A Floresta.
 A Floresta. Assim, com maiúscula. Esse lugar mágico que já existia antes da humanidade e que, por isso, começou por inspirar medo. Lugar onde habitavam mil e um perigos que, só muitos milhares de anos depois, dominámos. Ficou, para sempre, a aura mágica. Os seres mitológicos, as lendas e os contos populares que as brumas matinais envolvem separam-nos de um mundo que adoramos mas que não é o nosso. Os mistérios que a floresta encerra exercem sobre nós, ainda hoje, como desde sempre, um fascínio que se adensa quanto mais nos afastamos dela, em direcção às cidades. A Floresta começou por ser ameaça, depois fonte de alimento e hoje é, para uns, um recurso e, para outros, uma fonte de inspiração, um mundo fantástico e desconhecido à espera de ser explorado.
Um dia, Zito Colaço foi à floresta, à Mata dos Medos. Como sempre fizera desde criança. Mas as circunstâncias eram outras. Agora, precisava de um refúgio. Encontrou-o. Decidiu conhecê-lo profundamente, desvendar-lhe os segredos mais íntimos, estabelecer uma relação. Que se tornou tão próxima quanto natural. Nasce, assim, o Projecto Love Trees. Árvores do Amor. Amor como em altruísmo. Dá-lo sem exigir nada em troca. Como a Floresta sempre fez pelos humanos.

O Zito.
 Zito Colaço, como é conhecido profissionalmente, nasceu, afinal, Luis Alexandre dos Santos Colaço, em Almada de 77. Cedo percebeu que mexia com fotografia e era a fotografia que mais mexia consigo. Por altura do serviço militar obrigatório trocava, à socapa, a limpeza da G3 pela clássica Canon AE1 e produziu, na semana de campo, um dos seus primeiros trabalhos. Em 95 foi instruendo no Instituto Português de Fotografia e, logo nos três anos que se seguiram, publicou no Correio da Manhã, Diário de Notícias, Forum Ambiente, Super Foto Práctica e exerceu, para além disso, a função de editor do suplemento Gentes e Locais da Revista Lusophia. Com Doze anos de Carteira Profissional de Jornalista como repórter-fotográfico, trabalha desde 1999 no Grupo Impala e publicou trabalhos na National Geographic - Portugal, Jornal de Notícias, Time Out. Natura Hoy (Espanha), Díario Digital, Focus, Ego, A Próxima Viagem, entre outras.
Foi o criador do projecto Bilma - Agência de Comunicação da Natureza, Ao Pé do Mundo - Grupo de Caminhadas e Passeios Pedestres e Love Trees Project - Sensibilização e Conservação da Natureza.


O Projecto.
 O Projecto Árvores do Amor ou Love Trees Project pretende sensibilizar para a conservação e preservação da natureza e está associado a várias actividades neste âmbito, tais como, exposições de fotografia, palestras, workshops de fotografia de natureza, cursos de sobrevivência, actividades pedagógicas, música, organização de caminhadas e passeios pedestres, entre outras.
Este projecto pretende partilhar uma nova visão de conservar a natureza, defendendo e valorizando os princípios de actuação que contribuem para o desenvolvimento de uma consciência e de uma cultura ambiental mais sustentável.

A Exposição de Fotografia
 Temos neste momento disponível um equipamento de exposição e divulgação itinerante (Tenda com 8x4mt e 10 Fotografias LoveTrees 120X80cm).
http://lovetreesproject.blogspot.com/2011/07/galeria-movel-e-exposicao-de-fotografia.html

O Livro.
Álbum de fotografias a Preto e Branco, de grande impacto visual e originalidade.
 Componente Fotográfica: Zito Colaço é fotógrafo profissional e criou um estilo. Nesta edição, as imagens jogam com a abstracção das formas por forma a enaltecer a ecologia de uma forma subliminar. A floresta de pinheiros-mansos, árvore soberba, concede à faixa costeira portuguesa um encanto ímpar e é responsável por um dos mais singulares ecossistemas do mundo. Nenhuma outra capital europeia se pode orgulhar de ter algo como a Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica e Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos a 15 minutos de distância. Porque a palavra “Sustentabilidade” é nova. Está na moda. E podemos agir, antes que nos tornemos “os outros”. Mas de uma forma original. Despertar as gentes para uma beleza natural que não é facilmente detectável. Porque, na Natureza, há pormenores que fogem aos mais atentos.

Componente Literária: Nuno Miguel Dias é jornalista. Nos últimos cinco anos, escreveu sobre viagens. E sentiu que seria importante não conotar a obra com ambientalismo. Não que não seja esse, afinal, o fim pretendido. Mas a mensagem tem de ser subliminar. Porque, gostemos ou não, aqui e por esse mundo fora, os ambientalistas são ainda tidos, por uma grande parte, como “uns loucos” que não olham a meios. Os textos inclusos nesta obra são curtos e espaçados, por forma a não “roubar” espaço às imagens, a principal componente do livro. Longe de tecnicismos enfadonhos que, normalmente, radicam numa apresentação pobre, são contos que, ao mesmo tempo que enquadram o leitor no tempo e no espaço, criam afectos com o objecto: as LOVETREES.

Plano:
Capa brochada, Papel Couchê, Formato A4
140 páginas distribuídas da seguinte forma:
1 - Introdução
2 – Prefácio
3 – 120 fotografias distribuídas por igual número de páginas e divididas em 5 grupos.
4 – 5 textos intercalando os 5 grupos de imagens.
5 – Currículos dos autores
Design:
Fotos sobre fundo preto, textos a branco sobre fundo preto.

A Entrevista, a História e o Passeio Pedestre LoveTrees.
Um safari pelas árvores do amor
Se já tem par, o passeio Lovetrees de domingo pode ser duplamente romântico. Se está solteiro, venha apaixonar-se pelas árvores da Mata dos Medos e, quem sabe, encontrar a sua cara-metade, sugere Catarina Mendonça Ferreira. Esta história não começa bem, mas tem um final feliz. Em 2005, Zito Colaço, fotógrafo profissional, teve uma depressão grave e teve de encontrar uma saída. Calhou ir à Alemanha, onde consultou um médico que deitou toda a medicação que lhe tinham receitado em Portugal para o lixo e lhe recomendou fazer desporto. “Chegado a Portugal, comecei a pensar no que é que podia encaixar no tempo livre que a minha profissão de fotógrafo me deixava disponível e lembrei-me de fazer caminhadas. Desta forma voltei a pegar no meu sonho de criança de ser fotógrafo da National Geographic e comecei a fazer caminhadas na natureza, aliando desporto e fotografia.
Há quem encontre ajuda para sair de uma depressão na religião, Zito Colaço não precisou de ir tão longe, encontrou-a na natureza e na mata de pinheiros-mansos da Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos, parte integrante da Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica. Quando se sentia em baixo, ia para lá andar a pé com a máquina fotográfica. Começou por fotografar o que era mais comum: paisagens, animais, flores... Depois focou-se nas árvores e imaginava-lhes formas e nomes. Havia uma sereia, árvores a namorar e em forma de coração. Resumindo, tudo muito em volta do tema do amor. Aqui nasce a vontade de lançar um livro fotográfico sobre estas árvores, a que chamou de LoveTrees.
Mais tarde, em conjunto com um amigo, criou o Grupo de Caminhadas Ao Pé do Mundo e um passeio pedestre pela mata que se realiza na véspera do dia dos namorados, uma forma simbólica de se entrar na natureza. “Não vamos mostrar o passarinho X ou a flor Y, mas árvores com certas características que funcionam como a atracção da Mata. É como ir ao Kruger Park e ver os Big Five (leões, elefantes, rinocerontes, búfalos e leopardos), só que aqui as pessoas vêem árvores com formas peculiares e muitas até se assemelham a animais.” Um fenómeno que nada tem de paranormal. É facilmente explicado pelo vento que bate na arriba, obrigando as árvores a defenderem-se, tomando formas diferentes. “Tenho mais de 200 fotografadas e em 50 por cento dos casos é possível olhar para elas e perceber qual é o animal que a sua forma sugere. É daqui que surgem as histórias que compõem este passeio”, explica o fotógrafo.
É aconselhado aos participantes que levem máquina fotográfica para reforçar a ideia de safari fotográfico. “Assim já não cedem à tentação de levar nada que faça falta ao ecossistema, como souvenir”, brinca.
Este não será um passeio igual a tantos outros. Quando o assunto é amor, tem de haver alguma entrega. Não existe um guia oficial, mas um orientador, e nada será dado de mão beijada. Pelo contrário: todos os participantes serão estimulados de forma a encontrarem eles próprios pontos de interesse.
Predispor as pessoas a amar e conservar a natureza é um dos objectivos deste passeio. No fundo, funciona como um truque para despertar esse instinto de protecção e de respeito pela natureza, sem que nada seja forçado.
O 1º Passeio Pedestre Lovetrees realiza-se no domingo na Mata Nacional dos Medos. Não tem inscrição e é gratuito, basta aparecer pelas 10.00 e juntar-se ao grupo que vai estar no Parque de Merendas à entrada da Praia da Fonte da Telha, junto à G.N.R.
Como chegar: nos últimos semáforos da via rápida da Costa da Caparica, virar à esquerda, direcção Praia da Fonte da Telha e seguir sempre em frente até à Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos.


O Filme.
Uma dor surda cresce na sombra. Lisboa já não é a cidade da luz diáfana, mas um labirinto trevoso sem ponto de fuga. A cidade, símbolo de progresso e civilização na tradição clássica,  não passa hoje de um presídio de almas à deriva sujeitas à lei de Darwin, ao princípio sacrossanto de que só o mais forte sobreviverá. Uma náusea fria e cinzenta tolda os sentidos e depressa a confusão cognitiva e o vazio emocional tornam-se o cimento de um pânico crónico. Cimento real e metafórico que aprisiona corpo e espírito num colete de forças psíquico. Mas talvez haja um caminho de regresso à terra pura da liberdade. E para fazer o caminho é preciso atravessar uma ponte, onde as dúvidas e os medos acenam com os velhos fantasmas. Mas do outro lado da ponte, ultrapassando a vertigem do abismo, fechando os olhos e respirando fundo,  abre-se um novo horizonte e insinua-se um sentido, tão fresco como uma manhã de Primavera. Na Mata dos Medos, pulmão verde da margem sul do Tejo, onde as árvores são seres vivos e pulsantes (ao contrário dos espectros fantasmagóricos que habitam a cidade) dá-se o reencontro com Gaia, a grande Mãe. E com Eros, a pulsão primordial, e sexual, vivificante na presença misteriosa de uma mulher enigmática... Afinal, a cidade podia ter tentado matar Deus e esvaziar os céus e a terra de sentido (Nietzsche dixit), mas o Amor não é facilmente aniquilável. E no regresso ao seio materno da natureza,  o Amor faz-se anunciar de novo. Só que, enquanto o Amor de Gaia, a Mata dos Medos, é estabilizador e aconchegante, o Amor de Eros, o misterioso vulto feminino,  é imprevisível nos seus desígnios.E da mesma forma com que se faz anunciar sem aviso prévio, também pode eclipsar-se como uma miragem etérea que joga às escondidas com a volatilidade do desejo humano.

A Mensagem.
Por favor cuidem das árvores. As árvores cuidam de nós. Obrigado.


O Blog.
 www.lovetreesproject.blogspot.com


Como tudo começou...
http://youtu.be/Cjiojz0ufXo

sábado, novembro 12, 2011

OCCUPY!



...De repente, a América assemelha-se ao resto do mundo furioso, que protesta e que não é totalmente livre. Na verdade, a maioria dos comentadores ainda não se apercebeu que está a ocorrer uma guerra mundial. Mas não é comparável a nenhuma outra guerra passada na história da humanidade: pela primeira vez, os povos de todo o mundo não se identificam ou organizam por motivos nacionais ou religiosos, mas sim por uma consciência global e pela procura de uma vida pacífica, um futuro sustentável, uma justiça económica, e uma democracia de base. O seu inimigo é uma "corporocracia" global que comprou governos e legislaturas, criou os seus próprios agentes armados, está envolvida numa sistémica fraude económica, e espolia tesouros e ecossistemas. (...)


(...) Afinal de contas, o que é mais profundo nestes movimentos não são as suas demandas, mas sim a infra-estrutura emergente de uma humanidade comum. Durante décadas, os cidadãos foram induzidos a manterem-se cabisbaixos – fosse num mundo consumista de fantasia, ou com pobreza e trabalhos forçados – e a entregarem a liderança às elites. O protesto é transformador exatamente porque as pessoas emergem, encontram-se cara a cara, e, reaprendem os hábitos de liberdade, constroem novas instituições, relacionamentos, e organizações.

Nada disto pode acontecer num ambiente de violência política e policial contra os manifestantes democráticos e pacíficos. Recordando a famosa pergunta feita por Bertolt Brecht, ao acompanhar as brutais repressões nos trabalhadores que protestavam em junho de 1953, "Não seria mais fácil...para o governo dissolver o povo e eleger outro?". Em toda a América, e em muitos outros países, supostos líderes democráticos parecem ter levado a pergunta irónica de Brecht muito a sério.

Artigo na íntegra aqui : http://www.publico.pt/ProjectSyndicate/Naomi%20Wolf/o-povo-versus-a-policia-1519883

sexta-feira, novembro 11, 2011

S.MARTINHO



Com tanto magusto, hoje é melhor poesia:


Um passarinho pediu a meu irmão para ser sua árvore.

Meu irmão aceitou de ser a árvore daquele passarinho.

No estágio de ser essa árvore, meu irmão aprendeu de

sol, de céu e de lua mais do que na escola.

No estágio de ser árvore meu irmão aprendeu para santo

mais do que os padres lhes ensinavam no internato.

Aprendeu com a natureza o perfume de Deus

seu olho no estágio de ser árvore aprendeu melhor o azul

E descobriu que uma casa vazia de cigarra esquecida

no tronco das árvores só serve pra poesia.

No estágio de ser árvore meu irmão descobriu que as árvores são vaidosas.

Que justamente aquela árvore na qual meu irmão se transformara,

envaidecia-se quando era nomeada para o entardecer dos pássaros

e tinha ciúmes da brancura que os lírios deixavam nos brejos.

Meu irmão agradecia a Deus aquela permanência em árvore

porque fez amizade com muitas borboletas."

Manoel de Barros

quinta-feira, novembro 10, 2011

CLANDESTINOS ?



Um comentador anónimo deixou aqui ontem acusações gravíssimas á Câmara do Seixal, como este é um blogue sem sensura, em canal aberto e onde o contraditório tem lugar, optámos por publicar , como segue esse comentário e esperar que alguém de direito, da parte da oposição ou da autarquia infira da sua validade e nos esclareça.


Se bem que haja aqui questões a serem investigadas por quem  está vocacionado para o efeito, ou seja a PJ :


Cito : 


Os clandestinos no concelho do Seixal têm sido um negócio avultado para os cofres da Câmara em taxas de urbanismo que aqueles moradores têm sido obrigados a pagar embora muitos deles nem ruas alcatroadas têm.


 Tem sido um negócio chorudo para alguns elementos das comissões de moradores que são ao mesmo tempo loteadores construtores e vendedores de terrenos clandestinos e ao mesmo tempo vivem de braço dado com a Câmara do Seixal não para defenderem os seus associados mas para defenderem os seus negócios. 


São elementos de comissões com ligações familiares a funcionários que também fazem negócios imobiliários, elementos esses da comissão que também já têm os filhos todos a trabalhar na Câmara do Seixal. É a maior promiscuidade entre as comissões os negócios ilegais e a Câmara do Seixal.


 Em troca dos favores que a Câmara faz a estes senhores emprego para os filhos autorização para construir sem licença, porque se não houvesse autorização a fiscalização procederia a processo de multa. 


Em troca as comissões quando a Câmara tem precisado de dimnheiro está disponível para extorquir mais dinheiro dos moradores de Fernão Ferro para pagar taxas à Câmara nem que seja à força.

quarta-feira, novembro 09, 2011

MARGEM SUL QUE POLITICA URBANA ?



A politica urbana da Câmara do Seixal, foi desde sempre conducente à massificação urbana e à destruição do coberto natural e da paisagem.


Quando o território ainda não era apetecível para os então poucos patos bravos existentes (estávamos no tempo do J.Pimenta na margem norte) no Seixal e concelhos limítrofes fechava-se os olhos à construção clandestina. Claro que ao mesmo tempo que se fechavam os olhos, o património de alguns funcionários pé-rapados da autarquia , aumentava considerávelmente, mas uma coisa nada deve ter a ver com a outra "certamente" ...


E assim  com a escola da margem norte, nasciam também  patos bravos da Margem Sul , e o maior de todos eles , António Xavier de Lima , com as  ligação privilegiadas  dentro da autarquia, conseguiram que terrenos rurais de terceiros de pouca valia patrimonial  , se tivessem, depois de divididos am avos,  tornado   na  galinha dos ovos de ouro e verdadeiras cidades  em àrea ,  cidades essas criadas  no que antes foram pinhais e terrenos rústicos , numa espiral que começou no fim da ditadura ( com a expropriação de Salazar a favor de alguns "ocupas" em Fernão Ferro) e explodiu  depois com o PREC...na aplicação directa e canhestra  da velha  cartilha da "luta de classes" .


Como foi possível que se tivesse construído como se construíu, à vista de todos, mas sem que os fiscais do urbanismo das câmara de Almada, Seixal, Sesimbra, Barreiro... vissem ?


Hoje , é claro, quem o fez  está de mão atadas e manietado pelas mesmas autarquias que agora... anos volvidos os chama de clandestinos, pois que muitas das vezes se tornam (agora) incómodos , pois são entrave a outros projectos mais rentáveis para outros cofres.


O último destes processos e da falta de condições em que as pessoas vivem vem-nos de Pinhal da Palmeira no Seixal e pode ser lido na notícia acima.

terça-feira, novembro 08, 2011

BANCA-ROTA



O A-SUL pelos seus leitores:


Texto retirado do rumoabombordo:
...Estima-se que desde que foi criado o Boletim Municipal do Seixal tenha já custado ao erário municipal um montante superior a €. 20.000.000,00 (vinte milhões de euros), quatro milhões de contos.

Com esta verba gerida em prol das populações estariam já construídos uma média de oito equipamentos colectivos, nomeadamente, escolas, piscinas municipais, pavilhões desportivos, cemitérios, parques de lazer, mercados municipais, centros de acolhimento e apoio à terceira idade ou a reconversão das zonas ribeirinhas da Amora e Seixal. Mas, para que o regime comunista não “caísse” no concelho do Seixal, era necessário alicerçá-lo, à boa maneira soviética, com um órgão de propaganda...
É esta a gestão danosa da Câmara do Seixal.
 E também :

A renda dos Paços do Concelho são 300.000,00 € e dos Serviços Operacionais 170.000,00 € para alem do mobiliário que ainda não foi pago.
Será que as rendas mensais estão em dia ?
Ninguem fala da dívida às Juntas de Freguesia e aos empreiteiros que estão à beira da falência ?

segunda-feira, novembro 07, 2011

HIPOCRISIA



Ontem mais um fait-divers do PCP no Seixal na reivindicação da construção do Hospital no Seixal.


Argumentava Alfredo Monteiro que o H. Garcia de Hora foi projectado para 170 000 pessoas e que agora serve 400 000 , esquecendo-se Alfredo Monteiro que foi graças à politica de massificação urbana do PCP para a Margem Sul que a situação chegou a este ponto.


Só no Seixal de Alfredo Monteiro , desde o 25 de Abril  , a população aumentou de 30 mil para 170 mil pessoas sem que fossem antecipadamente acauteladas os serviços básicos para esse crescimanto humano e urbano....


Se não há serviços de saúde  no Seixal adequados ao  crescimento exponencial da população  , Alfredo Monteiro é um dos culpados, tal como é culpado pela sangria financeira da autarquia para buracos  como orgão de propaganda  e para a vaidade representada no arrendamento de  edifícios do Grupo A.Silva & Silva que a autarquia ocupa.


Só o valor gasto nos últimos anos com o Boletim Municipal dava para construír  não um hospital no Seixal , mas sim quase que um em cada freguesia...

sexta-feira, novembro 04, 2011

ISALTINO É "OFICIALMENTE" CORRUPTO




O Tribunal Constitucional (TC) rejeitou, segunda-feira, o pedido de reanálise do recurso de Isaltino Morais que fora recusado por aquele tribunal no passado dia 11 de Outubro. Em comunicado divulgado esta manhã, o TC informa que na sua sessão de 31 de Outubro “considerou transitado em julgado nessa data” o seu acórdão de 11 de Outubro.


O acórdão em causa rejeitara o pedido do presidente da Câmara de Oeiras para que fosse declarada inconstitucional a norma legal com base na qual o tribunal de Oeiras indeferiu, em 2009, o pedido para que o seu julgamento fosse feito por um tribunal com jurados e não por um tribunal colectivo - como veio a acontecer.

Inconformado com a decisão do Tribunal Constitucional e apostando na prescrição de parte dos crimes pelos quais foi condenado, que segundo algumas fontes poderá ocorrer no final desta semana, Isaltino esperou pelo último dia do prazo legal para tentar mais um adiamento do trânsito em julgado do acórdão, requerendo ao TC a reanálise do recurso.

A decisão hoje divulgada impede que o arguido possa voltar a pôr em causa aquele acórdão no TC, mas nada garante que ela implique o trânsito em julgado do acórdão da Relação de Lisboa que o condenou a dois anos de prisão efectiva.

No tribunal de Oeiras e na Relação de Lisboa estão ainda pendentes, pelo menos, dois recursos referentes a esse processo: um que respeita ao pedido de afastamento da juíza de Oeiras e outro que respeita à alegada prescrição de alguns dos crimes de fraude fiscal que levaram à condenação.

De acordo com alguns juristas a decisão agora anunciada poderá levar, nos próximos dias, à detenção de Isaltino para cumprimento da pena, mas outros garantem que o processo não transitará em julgado até que sejam decididos os recursos ainda pendentes, pelo que a execução da pena condenatória não poderá ser ordenada. (PUBLICO) - Foto PUBLICO, Nuno Ferreira Santos

quinta-feira, novembro 03, 2011

ELEFANTES BRANCOS NO SEIXAL



Hoje já todos percebemos , embora muitos ainda não tenham interiorizado , Portugal chegou ao fim do caminho para o mitico Eldorado do dinheiro fácil e da vida acima das possibilidades. E até já nem somos gozados como arautos da desgraça pelos alertas feitos aqui de há anos a esta parte.


Fala-se muito do Estado, fala-se muito das familias , mas pouco se tem falado das autarquias, porventura por vir a ser mais um desvio colossal (oportuno) que a seu tempo saltará para as primeiras páginas .


Basta andar um pouco pelo país, para tropeçarmos em rotundas sem sentido , em pavilhões multi-uso sem utilidade  ou em elefantes brancos que pastam onde menos se espera sorvendo todos os recursos à sua volta.


No Seixal, denunciámos desde uma primeira hora, a construção de dois verdadeiros monumentos ao pacóvismo e má gestão do bem público , são eles o Edificio Técnico da Câmara na Cucena e os nonos "Paços do Concelho- Edificios Centrais" .


O sorvedouro de recursos para o pipeline da empresa A.Silva & Silva ( o proprietário e senhorio dos dois edifícios)  é de tal forma  que começa a não haver dinheiro para mais nada, a começar para  os apoios ao movimento associativo que tão importante função social oferece, embora claro sem a visibilidade de tais edifíos.


O bem público não foi não só não acautelado, como é mensalmente delapidado num buraco em espiral auto-destrutiva.