Não é só na blogoesfera que se fazem sentir criticas sobre a forma como foi decretada a "zona pedonal " no centro de Almada .
Já aqui foi referido que , com a circulação de bicicletas, veículos autorizados , de residentes, de cargas e descargas, de transportes públicos (taxis e autocarros) , de veículos de emergência e de duas linhas de combóio , aquela dever ser a "zona pedonal" do Mundo com maior tráfego de não peões.
Pelo que fará todo o sentido a manifestação que ontem ao fim da tarde assentou arraiais na Praça de S.João Baptista e que despertou a curiosidade de muitos, sobretudo pelo enquadramento policial instalado.
Sem mais comentários, os trinta anos de Ditadura PCP na Margem Sul sintetizada em três parágrafos publicados por AV no blogue Alhos Vedros ao Poder:
« A ditadura do proletariado é a ditadura dos mais espertos
O PCP esteve no poder na fatídica época do Vasco Gonçalves e mostrou que não está preparado para governar, pois no espaço de um ano acabou com o que Salazar tinha roubado durante 48 anos.
Os PCs não sabem gerir a riqueza acumulada e só na miséria sobrevivem, partem do princípio que o capitalismo é criado a partir da exploração do homem pelo homem, o que é verdade, mas ao contrário dos capitalistas que preservam o capital para se preservarem no poder, só pela revolução conseguiram chegar ao poder e depois de acabarem com as fortunas capitalistas acumuladas, têm de criar um sistema para se preservarem no poder, esse sistema não abdica nem do dinheiro nem do trabalho, abdica da livre iniciativa individual e tudo passa a trabalhar para um colectivo que como tudo o que é colectivo, há os que têm mais capacidades os que não têm capacidades. Os que não têm capacidades de trabalho ou de criação ou inventividade, faz paradoxalmente que geralmente sejam esses os chefes, porque têm mais lábia, pois a esperteza é baseada na incapacidade de se trabalhar o que leva a um treino intenso para se rentabilizar o trabalho dos outros em seu próprio proveito.
Geralmente a criação de um inimigo interno faz acabar com as oposições e criara ditadura do "proletariado", que mais não é que a ditadura dos mais espertos sobre todos os outros. Numa democracia, mais tarde ou mais cedo esses canalhas são descobertos, mas num regime "comunista" perduram "ad eternum", até ser por sua vez derrubados ou acabam por desaparecer por inviabilidade económica.»
________________________________________________ ACTUAL
Aqui o exemplo de um grande Comunista , um enorme Democrata protegido de Cuba , da ex URSS , da R.P. da China, como é o Presidente de Angola , José Eduardo dos Santos :
Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano José Eduardo dos Santos, entrou no capital do Banco Português de Investimento (BPI), adquirindo ao Banco Comercial Português a posição de 9,69 por cento que este detinha no grupo liderado por Fernando Ulrich. As acções do BPI foram adquiridas a 1,88 euros cada. A transacção (164 MILHÕES DE EUROS) envolveu uma empresa portuguesa, a Santoro Financial Holdings, controlada por Isabel dos Santos.
A propaganda politica cada vez se assemelha mais ao marketing em atecipação das cadeias de hipermercados que anunciam por exemplo, o regresso ás aulas em pleno mês de Agosto ou o Natal em Outubro.
Como ontem aqui escrevemos, inaugurada a extensão do Metro Sul do Tejo até Cacilhas - com um atraso de três anos em relação ao contratado - nada melhor do que , anunciar o próximo objectivo , a chegada ao Seixal (que aplaudo) ... mas mais uma vez sem discutir os erros do que até agora foi feito, ou que se clarifique o percurso , já tomado no Seixal como definitivo...
A extensão ao Seixal do MST - projecto Comunitário e do Estado Português - está já a servir de propaganda eleitoral , quando a CDU anuncia ... FINALMENTE !!! Depois de trinta e tal anos no poder... uma rede de ciclovias assente , precisamente...não no trabalho ou iniciativa da autarquia que não construíu um unico metro de ciclovia desde 1975 , mas na obra do Metro Sul do Tejo.
Relembre-se que a ciclovia na Baía lado Seixal foi construída assente num projecto imobiliário pelo Grupo A.Silva & Silva e lado Amora pelo Grupo de Retalho Leclerc e que os outros três quilómetros construídos no concelho do Seixal foram-no em Corroios , pelo MTS , e inseridos na via do metro.
No Seixal, parece assim , e com a ajuda de obra feita do poder central e de privados , ter aberto a hiper-campanha das promessas eleitorais com a promessa de uma (muito bem-vinda ) rede de ciclovias .
Penso que o a-sul com o seu trabalho sobre o tema, tenha servido e sensibilizado os autarcas para mudar a opinião sobre o uso da bicicleta no concelho basta ver alguns comentários deixados nos posts em link, neste texto .
Mas em politica e na Margem Sul , bem sabemos que da promessa... à verdade há uma longa distância , lembro a promessa de duzentos e vinte e três quilómetros de vias cicláveis prometidas pela Câmara de Almada em vésperas das últimas eleições autárquicas...ou outras que foram tema em anteriores posts...
Com um atraso de três anos e um significativo desvio orçamental , começou a fucionar a totalidade da primeira fase do MTS.
Para dissimular as promessas não cumpridas, nada melhor que pôr uma cenoura à frente dos burros [que somos nós] e anunciar uma nova fase até ao Seixal . Esqueceram-se foi de assumir, que muito do atraso , foi provocado politicamente por parte da Câmara de Almada, razão pela qual, hoje em vez de mais promessas, poderiamos estar a inaugurar , não a primeira fase até Cacilhas, mas a ligação ao Fogueteiro.
Em relação ao atravessamento de Almada , os alertas e os erros sistemáticamente apontados pela sociedade civil e ignorados paulatinamente pela Câmara de Almada + unidade de missão + MTS , começam a ser visíveis e a fazer estragos com acidentes e atropelamentos que se pretendem corrigir com uma maior presença da PSP.
A Câmara de Almada, como por artes mágicas transformou uma avenida principal numa zona pedonal, mas uma zona pedonal muito própria, onde circulam viaturas de residentes , de circulação autorizada, de emergencia e de cargas e descargas, para elém de transportes públicos , e de um comboio em duas vias... deve ser a zona pedonal do mundo que tem maior circulação de veículos , tudo isto sem informação das novas regras , com reduzida sinalética vertical e confusa sinalética horizontal, mesclada entre geometrias várias desenhadas em calçada portuguesa.
Temos agora policia a mandar transpôr sinais vermelhos, e a ordenar paragens face a semáforos verdes.
Temos agora estranhos vasos gigantes (e outras originalidades...) a bloquear a circulação na rotunda da Praça da Renovacão (MFA) , isto enquanto faltam passadeiras ... falta justificada por esta ser uma zona pedonal ... enfim surreal !
Tudo isto está excelentemente planeado, brilhantemente executado , com um extremo bom gosto e ordenamento... os burros somos nós que não temos a formação para circular em tão avançadas vias !
Não sei se virá a ser parte de algum percurso turístico para rentabilizar os muitos hotéis anunciados para Almada e Seixal , é possível que sim .
Falo das masmorras privadas e da guerra de gangues, revelados na passada semana pela policia e tendo como cenário o Bairro da Quinta da Princesa e da Jamaica no Seixal.
No Rio de Janeiro , há um safari turistico devidamente autorizado pelo poder local (os gangues da droga) para percorrer as ruas da maior e mais perigosa favela da cidade , a Rocinha. Penso que sim, que não passa de diversão , de outra maneira os autarcas teriam feito declarações públicas, mostrariam a sua preocupação e tomariam medidas , ora tal não aconteceu , o que parece revelar que é para os autarcas, uma situação normal , ou pelo menos calculada como consequência de trinta anos de politicas de desenvolvimento urbano erradas , massificadoras e caóticas , para eles será normal , mas para a população a quem vêm prometendo o oposto, não o é.
A gestão cirúrgica que é feita da miséria pela Câmara do Seixal e a propaganda que a envolve, até para promover os negócios off-shore escondidos atrás de projectos de construção dita social , os guetos dos quais resultam estas consequências , ciclicamente postas a descoberto pela comunicação social , essa "gestão politica" , é desumana e abjecta , tal como agora, o seu silêncio .
Passo a citar um comentário deixado no a-sul revelador do estado de espirito dos munícipes:
«As cidades estão prontas a explodir, mas o barril de pólvora veio da gestão CDU no concelho do Seixal.
Porque não foram demolidos os prédios da jamaica? Porque não viram os fiscais municipais a construção da prisão privada no Seixal? Para fazer aquelas paredes foi preciso amassar muita massa de betão.
Aqueles prédios da jamaica que já deviam ter sido demolidos têm obras com frequência e os fiscais não vêm nada. Para que servem os fiscais da Câmara? É caso para perguntar ao Sr. Alfredo Monteiro Presidente da Câmara para que estão os fiscais a ganhar o ordenado se não fiscalizam nada. O concelho está cheio de barracas e marginalidade.
A Cãmara do Seixal deixou este concelho chegar a um estado que se está a tornar insuportável. As barracas só existem por incompetência dos serviços camararios que Alfredo Monteiro administra. É uma competência da camara o ordenamento do território que se saiba no PDM não estão previstas as barracas que estão construidas no Fogueteiro, em Santa Marta, Santa Marta do Pinhal, na Quinta da Vinha Grande,na Cruz de Pau, em Paio Pires e sítios variados. É muita incompetência da maioria comunista.
A população não pode nem vai continuar a dar a maioria a politicos que destruiram a qualidade de vida no concelho, que permitiram a degradação ao ponto de se permitir a existência de condições que permitam a construção de prisões privadas. A população tem de responsabilizar a Câmara do Seixal pelos ultimos acontecimentos criminoso no concelho.»
"Há mais de trinta anos que o Concelho do Seixal é governado pela mesma força política. Todo este tempo tivemos um crescimento em quantidade e não qualidade.
Estamos fartos do argumento de que : "...há trinta anos não havia nada no Seixal...”. Francamente, se em trinta anos não se evoluísse alguma coisa também era maus demais. Mas não se cresceu em qualidade de vida como deveríamos. As infra-estruturas que nos trouxeram alguma qualidade de vida, a nível dos transportes por exemplo, foram levadas a cabo pelo poder central: Comboios, barcos, metropolitano, etc.
Registamos isso sim um crescimento do betão que conduziu a uma perda da qualidade de vida das populações. O sentimento de insegurança alastra no concelho, o trânsito cada vez mais caótico, o crescimento da construção e o desaparecimento de espaços naturais verdes, o crescimento de torres de prédios.
Será isto o tão falado planeamento?? Se é, então foi muito mal feito.Sem querer fazer comparações pedia-vos apenas um pequeno esforço, que com olhos de observador reparassem nas obras feitas por outras autarquias deste nosso país, e vissem que, muitas vezes com menos recursos, é possível fazer melhor.
Com competência, com pessoas diferentes, é possivel fazer muito melhor. É possivel muito mais qualidade de vida no Seixal."
Há um descontentamento generalizado na gestão da Margem Sul do Tejo de que a blogoesfera dá eco . Também de Alcochete e por meio do blogue Praia dos Moinhos nos chegam esses alertas , com novas propostas de gestão do bem comum :
Perante notícias recentes que confirmam o descontentamento dos portugueses acerca da qualidade de vida, da democracia e da política, e tendo como provável que, para o ano, com três eleições marcadas, a maioria considerará inútil votar, proponho aos meus concidadãos, bem como a partidos e coligações com intenções de concorrer às eleições locais em Alcochete, alternativas susceptíveis de potenciar ampla intervenção dos eleitores nesses sufrágios.
Se houver participação intensa e decisiva no esboço da actividade autárquica creio ser possível acabar com a apatia reinante, devolver dignidade e prestígio ao poder local e contribuir para a regeneração da democracia participativa, pelo menos, à escala local.
É uma experiência que julgo valer a pena tentar por vários motivos. Porque somos uma pequena comunidade com cerca de 17.000 munícipes; porque temos três freguesias geograficamente desligadas; porque há alguns núcleos populacionais dispersos, esquecidos e com problemas básicos insolúveis há décadas; e, enfim, porque a coesão social é hoje inexistente.
Quero crer que, se bem sucedida, esta experiência seria um caso de estudo e susceptível de revolucionar o poder local no país, relativamente ao qual existem imensas desconfianças, compreensíveis, sem dúvida, mas nem sempre justas. Proponho a adesão dos alcochetanos – e consequente compromisso de honra de continuidade e de execução pelos concorrentes às eleições locais! – a um modelo de gestão do município e das freguesias com um Orçamento Participativo amplamente preparado, discutido e decidido pelos cidadãos, baseado nos princípios de Porto Alegre (estado de Rio Grande do Sul) mas adaptado à nossa realidade.
A experiência inovadora dessa cidade do Sul do Brasil, iniciada há quase duas décadas, tem sido preciosa referência para o mundo, foi considerada pela ONU como uma das 40 melhores práticas de gestão pública urbana, reconhecida pelo Banco Mundial como exemplo bem sucedido de acção comum entre governo e sociedade civil e posteriormente adoptada em Saint-Denis (França), Rosário (Argentina), Montevideu (Uruguai), Barcelona (Espanha), Toronto (Canadá), Bruxelas (Bélgica) e noutros municípios brasileiros.
Não há nenhuma experiência semelhante em Portugal, nem encontro impedimentos de ordem constitucional ou legal.
Para ser delineado atempadamente, com a profundidade necessária e captar a adesão de inúmeros munícipes, o processo terá de ser desencadeado, impreterivelmente, no próximo mês de Janeiro.
É de recomendar aos partidos e coligações com representação directa ou indirecta em Alcochete que, o mais depressa possível, designem, identifiquem publicamente e mandatem dois dos principais candidatos indigitados aos diferentes cargos autárquicos (assembleia e câmara municipal, assembleia e junta de freguesia), os quais participarão nessa qualidade em debates e reuniões preparatórios dos orçamentos municipal e das freguesias para 2010 – os primeiros cuja execução será da responsabilidade dos autarcas a eleger, previsivelmente, em Outubro próximo.
Desse modo os cidadãos terão contactos directos suficientes e antecipados com os candidatos e ficarão melhor informados e preparados para votar em consciência naqueles que preferirem para levar por diante o Orçamento Participativo de Alcochete e a gestão das autarquias.
O Boletim Municipal do Seixal é o Pasquim ao serviço do sistema de poder, melhor , é uma das ferramentas fundamentais desse sistema pois serve para quinzenalmente branquear a incompetência , a prepotência e a inercia e ao mesmo tempo promover quem bem precisa de promoção, tal a distância do cargo que os separa daquele em que um dia atingiram o Princípio de Peter.
O Boletim Municipal podia ser uma excelente forma de comunicação de distribuição gratuíta, mesmo que integrasse alguma publicidade desde que mantivesse a sua independência, não roubasse esses mesmos meios de subsistência à imprensa local (coisa complicada, reconheço) e sobretudo se fosse um verdadeiro meio de comunicação.
No Boletim Ideal, os custos seriam minimos , a informação isenta e maximizada , devendo constar impreterivelmente de forma gráfica , não as dezenas de fotografias mensais do Presidente Monteiro e seus incompetentes acólitos mas imagens detalhadas dos projectos em curso , infografias aprofundadas dos mesmos onde fossem visíveis os seus impactos.
Deveria da mesma forma, atempada e detalhadamente , informar sobre Planos de Pormenor e outros projectos ou decisões , sujeitas ou não a discussão pública, podendo ser a sua extenção online uma forma privilegiada de comunicação aberta com os eleitores.Não o é em nenhum destes prismas .
É um puro meio de auto-promoção , uma feira contínua onde desfilam ao estilo de tanta imprensa côr-de-rosa gente iletrada mas com responsabilidade decisória que ultrapassa a sua iliteracia , gente que não sabe orientar a sua casa mas que gere orçamentos bilionários , gente que nada percebe de horta armados em decisores ambientais ... e claro , para mostrar em inúmeras e profusas imagens a côr , o nosso querido e abençoado Presidente de Câmara.
Mas é isso ao menos gratuíto ? Pago pelo Partido que directa ou indirectamente promove ? Bom a resposta é não . O Boletim tem custos, pesadissimos custos , a fazer fé num post do Vereador Samuel Cruz no seu blogue Rumo a Bombordo eles são os seguintes :
«Reportando-me exclusivamente ao BM, pretendo aqui referir alguns dados que o comum cidadão não saberá. Por exemplo que, só nas Grandes Opções do Plano de 2009 - GOP's - estão previstos gastos de 487.103,00€ (quatrocentos e oitenta e sete mil, cento e três euros) - só para impressão e distribuição - do BM.
Isto sem contarmos com os valores destinados aos Recursos Humanos e/ou à aquisição de equipamentos que, só para 2009, estão previstos - para aquisição de equipamento fotográfico digital - uma verba de 13.000 euros...
Outro ponto curioso, será saber-se que trabalham 13 pessoas, ao todo, no BM, sendo que seis são responsáveis pela redacção, mais um administrativo para cuidar da agenda, cinco na parte fotográfica, e um na distribuição.
Como vêem, este BM pode não trazer a informação toda, mas leva muito dinheiro a conceber.»
Coisa cara, muito cara mesmo ... sobre o equipamento digital e para que tenha uma ideia , devem ter comprado algum Rolls Royce dos equipamentos fotográficos e mesmo assim banhado a ouro ...
Há uns dias foi publicado o resultado de um estudo sobre a satisfação e felicidade de vários povos europeus. Neste estudo comparativo , os portugueses surgiram mais uma vez como dos mais tristes , senão o povo mais triste entre os europeus .
Os amantes do materialismo dialético ou de dogmas similares centrados na eterna luta de classes têm a sua explicação exclusiva, boçal e básica que tudo justifica ... mas será assim tão simples ? Creio que não.
Há factores que se prendem com a felicidade e o bem estar das pessoas (estou a falar de Portugal, não da Etiópia ou da Somália ) que tem simplesmente a ver com pequenos "nadas" do seu quotidiano que sistemáticamente , são (diria que propositada e ostensivamente) ignorados , por iluminados e inquestionáveis autarcas ou pelos mais altos governantes.
Escrevia há dias no Público , Rui Tavares , depois de salientar questões de Liberdade , de precaridade laboral , o medo ... argumentava o historiador para outras questões que mexem connosco:
«Que importância se dá em Portugal ao bem-estar , à qualidade de vida, a uma coisa tão simples como o conforto? Posso responder : todos os dias passa aqui na rua a minha vizinha aposentada, solitária, que se desloca com a ajuda de duas muletas, penosamente evitando os carros - muitas vezes o meu - estacionados em cima dos passeios do bairro.Poderia ser a outra vizinha com o carrinho de bébé, ou um deficiente. Como querem que não sejamos infelizes se somos um país desconfortável, mal planeado, pouco cuidado?»
Para depois concluír :
« Em Portugal , dizem-nos , não há dinheiro para os grandes projectos. Então e os pequenos projectos -arranjar as calçadas , cuidar dos jardins, melhorar o transporte urbano, pintar prédios, cuidar de aldeias, criar bibliotecas, manter museus abertos, fazer desporto amador , pôr creches no local de trabalho? »
Não posso estar mais de acordo com Rui Tavares, sobretudo quando autarquias empenham o seu futuro de isenção e os bolsos dos seus munícipes em obras sumptuárias, desnecessárias, megalómanas em função de esquizofrénicos ciclos eleitorais, deixando as pequenas obras que no fundo são as que nos dão a sensação de bem estar , há décadas por fazer.
As imagens demonstram um pequeno exemplo do que me quero referir , deixando o exemplo de como no Seixal são tratados os utentes de transportes públicos , sem mais palavras, julgue por si ! De certo todos estarão de acordo que estas são situações em que pequenas intervenções melhorariam substancialmente a vida dos cidadãos e sobretudo a sua segurança.
As condições em que existem hoje aqueles "paragens" são não só incómodas, são não só desmotivadoras do uso de transportes públicos, são sobretudo perigosas , verdadeiramente assassinas !
Nota: Não se tratam de paragens no meio do nada , mas sim de paragens situadas em meio urbano, em vias principais, algumas com o pomposo nome de Avenida.
Outro ponto negro decorrente das obras do MST , é o cruzamento / rotunda / bifurcação ... ou lá o que aquilo é , entre o Laranjeiro e a Cova da Piedade , paragem Metro António Gedeão.
Trata-se de um ponto de complexa resolução ao que parece , para depois de tanto tempo estar tudo na mesma de quando ali decorriam as obras do MST.
Trata-se também de um ponto perigoso da EN 10 !
A linha do Metro veio acrescentar ainda maior confusão e perigosidade.
A situação, sem fim à vista , é a que as imagens documentam.
O Metro Sul do Tejo foi dado como inaugurado , a obra como concluída, mas cotinuam a haver , passados todos estes anos, pontas soltas ao longo da via que têm servido únicamente para provocar vários acidentes, alguns com consequências fatais , bem como para tornar ainda mais perigoso , moroso e caótico o trânsito ao longo da EN 10, uma das vias com maior tráfego da região e com maior número de pontos negros.
Um destes pontos situa-se junto ao terminal de recolha da antiga Rodoviária Nacional, entre o Laranjeiro e Corroios , práticamente na fronteira entre os municípios de Almada e Seixal e que continua , depois destas sucessivas inaugurações , e como a imagem documenta, a ser um perigoso labirinto de depósitos separadores de plástico .
É notório que tudo se prepara no sentido de urbanizar aquela mancha verde (ainda não há muito formada por eucaliptal, pinhal e hotas) ainda resisual entre Corroios e o Laranjeiro à boleia do Metro .
Estarão à espera que seja o promotor a arcar com a obra da via ? Ou aguardam por mais acidentes ?
Não são casos como este mais urgentes que as obras de fachada ao melhor estilo fascista , como as anunciadas para o centro do Laranjeiro?
Recebemos do leitor ozé , residente no local, o seguinte comentário sobre a "Nova Praça da Portela" anunciada pela CM de Almada , para o Laranjeiro (acima o local tal como é hoje) que passamos a citar:
Eu gostava de dizer que:
1) moro na Praça da Portela desde 2002;
2) Em 2002, na Praça da Portela, havia um parque alcatroado, e duas casas antigas, dos tempos em que o Laranjeiro era um conjunto de quintas. Até havia umas árvores raquíticas e tudo nos respectivos quintais;
3) de 2002 a 2004, certamente em nome do pUgrésso, o alcatroamento foi reirado, e demolidas as casas;
3) Por volta de 2005 o alcatrão foi reposto. Até foram marcados os lugares de parqueamento no mesmo. Julguei que era de facto sinal de pUgrésso;
4) Julgo que ainda em 2005 ou inícios de 2006 o alcatrão foi novamente retirado e dispostas umas camadas de betonilha que há muito desapareceu;
5) entretanto naquela zona são regularmente abertas valas para colocação de tubagens ou reparações, que nunca são devidamente repavimentadas;
6) Mau grado o estado lastimoso, degradado e degradante daquela área, a zona encontra-se sempre sobrelotada de viaturas;
7) apenas num dos lados da Praça da Portela existem mais de 90 fogos de habitação, fora os negócios instalados na zona, onde trabalham dezenas de pessoas. Naturalmente, a esse 90 fogos corresponderão, pelo menos, a 60 viaturas (podem ir ao google maps ver a fotografia aérea da Praça da Portela, e por passatempo contar os carros estacionados, num dia particularmente pouco lotado, as coordenadas são: 38°39'24.34"N 9° 9'14.44"W);
Posto isto, após ver, durante seis anos, a zona adjacente à habitação que adquirí ser alvo de intervenções que degradaram e desvalorizam o meu espaço habitacional, sou informado que esta zona será transformada numa plataforma calcetada, com 26, (vinte-e-seis!!!) lugares de estacionamento, que servem o objectivo de servir de "importante papel dissuasor relativamente à utilização do automóvel privado". 26 lugares, 2800 metros quadrados de calçada que se forem tão bem mantidos como os passeios de calçada da Praça da Portela, vão ser um mimo. Ah, e um repuxo.
Relativamente a tudo isto, gostaria de expressar os meus sinceros e profundamente sentidos desejos de que os urbanistas (se os houve), arquitetos paisagistas (se os houve), engenheiros de tráfego urbano (se os houve), sociólogos (se os houve), economistas e gestores (se os houve) e sobretudo, os labregos gananciosos a pensar nos lucros do estacionamento concessionado (que os houve de certeza) parideiros desta ideia, contraiam todos uma doença de pele dolorosa, estigmatizante, crónica e que faça crostas purulentas por baixo das unhas dos pés. Assim, tipo lepra. É do fundo do coração, sinceramente.
O texto acima (clique sobre a imagem para aumentar) é elucidativo da forma sobranceira e paternalista como a Câmara de Almada trata os seus munícipes, algo entre o atrasado mental e o regozijo por ter tão altos líderes a pensar por nós.
E assim , com falinhas mansas pretendem criar um espaço que será tudo menos "agradável para estar" pois quem conhece aquele local sabe o quanto é quente no Verão e tempestuoso no Inverno, ou não estivesse numa orientação práticamente Norte-Sul , mas isso o que interessa aos senhores autarcas ?
Parece que o objectivo é punir quem tem a ousadia de ter um automóvel , parece que o objectivo é criar uma alameda comicieira , parece que o objectivo vai ser alimentar o investimento em parques de estacioinamento privados (quem será a feliz contemplada ? ( A BragaParques? ) , em mais betão e em rentabilizar a empresa Metro Sul do Tejo ?
Aquele espaço é pouco, muito pouco mesmo para um local extremamente necessitado de espaços, não empedrados mas verdes, as pessoas precisam do contacto com a terra, com as plantas e não do alcatrão , empedrado e alcatifa que nos impõem e não nos deixa alternativa , até nos tiram o carro (capitalista) para poder fugir dali para fora.
Realmente , até a mim que defendo a maximização do uso de transportes públicos , me arrepio com uma frase do texto que parece traduzir toda a filosofia ( a mesma que nos impõe idiotas e inconsequentes "dias sem carros" ) do pensamento estalinista da Câmara de Almada, cito do texto que pode ser lido na íntegra clicando sobre a imagem.
Referindo-se ao futuro Parque da Calviteira que fará parte "de um novo edificio a construír no local" , recordo que esse espaço estava há décadas tomado por todos como uma zona verde , depois de ter desaparecido todos o terreno e pinhal existente no lado oposto da Rua Borges do Rego , transformado em mais betão . Diz então o texto :
«Este último Parque de estacionamento tem um importante papel dissuasor relativamente à utilização do automóvel privado, pois permite fazer, de forma cómoda e rápida, a ligação entre o transporte individual e o transporte público, já que se encontra perto da paragem de Metro do Laranjeiro»
Este sim parece ser o verdadeiro ovo de Colombo, toda a nova filosofia em torno da mobilidade a sul do Tejo, DISSUADIR todas as outras formas de locomoção, canalizando todos para o Metro, de forma a tornarmo-nos Metrodependentes , o que dará jeito ao PCP quando o Metro fizer greve...
Será esta a formula encontrada para viabilizar o Metro ? A diabolização de todas as outras formas de transporte sobretudo as individuais , bicicleta incluída , pois continua sem haver espaços devidamente racionalizados para o seu uso (ciclovias) ?
Se a Senhora Dona Emilia fosse Presidente do Metro Sul do Tejo (empresa privada) não faria melhor ... Será que vai ser ?
O Disparate que a Câmara de Almada quer impôr aos seus munícipes a coberto do Metro Sul do Tejo não tem fim . Se pensávamos que já tinhamos vistoos tudo estavamos enganados, há sempre algo mais que nos surpreende!
E é-nos apresentado , como se o que fosse ser posto em prática , fosse o ovo de Colombo , e não uma aberração urbana , um completo absurdo apresentado como a solução para todos os nossos problemas , mas prometendo ser para todos um gigantesco quebra cabeças, a menos que simplesmente se queira ver livre do seu automóvel , caso contrário a vida não vai estar facilitada a quem vive no centro do Laranjeiro .
A história, contada "aos pequeninos" e que poderia começar por " Era Uma Vez,,, " narra assim :
A Praça da Portela, no centro do Laranjeiro, vai ser totalmente requalificada, no âmbito das obras do Metro Sul do Tejo.
A intervenção, da responsabilidade da concessionária Metro Transportes do Sul, deverá arrancar ainda este mês.
Depois de concluídas as obras, a “nova” Praça da Portela ficará dotada de novas árvores, novo mobiliário urbano e novo pavimento. Com uma alameda central rodeada de tílias, a Praça será um convidativo ponto de encontro para residentes e visitantes.
Aqui a água será um importante elemento, com uma fonte que proporcionará frescura a este novo espaço público.
Estacionamento assegurado
Junto a esta praça vão ser garantidos 26 lugares de estacionamento, além dos espaços destinados a para cargas e descargas.
Paralelamente, a Câmara Municipal de Almada vai assegurar a criação de cerca de 500 lugares de estacionamento, assumindo a construção de dois novos parques.
No espaço do antigo Mercado do Laranjeiro vai ser construído, nos próximos meses, um parque subterrâneo com dois pisos e capacidade para 155 viaturas.
Na Av. Borges do Rego (no terreno conhecido como «Calviteira») vai ser construído um outro parque subterrâneo, com 3 pisos e com capacidade para 321 lugares de estacionamento.
Este último de estacionamento tem um importante papel dissuasor relativamente à utilização do automóvel privado, pois permite fazer, de forma cómoda e rápida, a ligação entre o transporte individual e o transporte público, já que se encontram perto da paragem de Metro do Laranjeiro.
Como vemos e sem que tenha sido anunciado no programa eleitoral da CDU , os cidadãos daquela zona do Laranjeiro vão deixar de ter lugares de estacionamento , excepto os tais 26 (leu bem, VINTE E SEIS) que a Câmara vai garantir , ainda em condições não reveladas , às centenas de familias que ali vivem os restantes serão empurradas para os Parques de Estacionamento a criar, não pela Câmara , como o folheto dá a entender, mas por privados e a eles concessionado ...
Além disso o terreno da Calviteira é no imaginário das promessas de há muito um espaço onde seria criado um Parque Verde numa zona onde o verde deixou de estar presente com este urbanismo CDU ... afinal vai ser um PARQUE mas de Estacionamento e claro que "incluído num edifício" , mas isto não tem fim ?
Mas esta gente é dona de Almada ?
Mas esta gente pensa que somos todos PARVOS ?
Parabéns Laranjeiro, pensavam que os anos de obras , de faz desfaz , de pó e lama tinham enfim acabado ? Elas vão voltar !
Há em Portugal , concelhos do Litoral apostados não na sua qualidade de vida e conservação ambiental sustentável (pensando no futuro das presentes e próximas gerações) , mas sim em urbanizar e construír no imediato o mais possível, isto na medida inversa em que são delapidados valores natutrais fundamentais . OSeixal é um desses concelhos!
No passado dia 26 de Novembro o Vereador da Câmara do Seixal pelo P.S. Samuel Cruz, editou no seu blogue Rumo a Bombordo , com públicação, suponho , na presente semama no Jornal Comércio do Seixal e Sesimbra, o texto que pela sua importância e necessidade de divulgar ao maior número de leitores , aqui se replica . Passo a citar :
O tema que vos trago aqui hoje não é novidade para quem me ouve com alguma regularidade, o caos urbanístico, o excesso de construção e a consequente perda de qualidade de vida da população do Seixal. Aliás para quem nunca me escutou tal também não será novidade, tal realidade certamente saltará à vista, mesmo do mais distraído.Se não, pense porque é que os cuidados de saúde que lhe prestam não são os que merece, porque é que os seus filhos não têm a escola que deviam, porque é que os transportes públicos não o levam onde deseja ou o local onde vive não dispõe dos espaços verdes que lhe prometeram…
Tudo isto, no concelho do Seixal tem um nome e uma razão de ser, e essa razão é o mau ou, em certos casos mesmo, inexistente planeamento urbanístico. E assim foi, e ainda é, porque a maioria PCP/CDU que governa o nosso município há mais de trinta anos, há falta de bem saber gerir, criou um monstro com infinitas necessidades nutritivas (entenda-se uma máquina municipal que consome em despesas correntes e nos mais variados folclores e fogos de artificio todos os recursos de que dispõe).
Ora para alimentar este gigante que se chama Câmara Municipal do Seixal, a solução encontrada foi a emissão de papel-moeda autárquico, e esta emissão de papel-moeda consiste nada mais nada menos que emissão de alvarás de loteamento, licenças de construção, Planos de Pormenor, e toda uma panóplia de instrumentos que, mais ou menos legalmente, permitiram transformar um concelho rural no inicio da década de 70 do século passado, com menos de 40.000 eleitores, num subúrbio descaracterizado com cerca de 200.000 habitantes hoje em dia, uma das maiores taxas de crescimento demográfico do nosso país portanto.
Ao mesmo tempo também a autarquia cresceu, e de que maneira! Se o município sobre a gestão comunista, iniciada em Abril de 1974, viu a sua população quintuplicar de menos de 40.000 habitantes para os actuais 200.000, já a máquina camarária multiplicou por 14 os seus 120 funcionários de 1974, chegando assim aos seus quase 1700 empregados actuais.Poder-se-ia pensar que o pior já passou, mas, infelizmente não é assim, temos em plena fase de desenvolvimento os empreendimentos Seixal Baía com 300 novos fogos; a Quinta da Trindade (vulgarmente conhecida por urbanização do Benfica) com mais 1516 novas casas, e isto a somar a todos os pequenos empreendimentos que todos os dias nascem como cogumelos nas nossas ruas.
Depois há ainda projectos imobiliários já autorizados pela Câmara Municipal mas ainda não executados, dos quais destaco o Campo de Golf na Flor da Mata, 196 lotes destinados a moradias, moradias em banda, apartamentos turísticos e hotel, num total de 57.375m2 de nova construção; o loteamento do Alto da Verdizela que por si só se destina a 30.000 novos habitantes, o Plano de Pormenor da Torre da Marinha com 1.200 novos fogos e o Plano de Pormenor da Siderurgia com mais 1.500 novos fogos. Ou seja já na forja tem esta Câmara autorizados a construção de 20.000 novos fogos, com uma população estimada de 60.000 novos habitantes!
Mas para quê este desenfreado licenciamento de nova construção se só no nosso concelho há cerca de 5.000 imóveis usados para venda?
Como já disse a explicação é só uma, inexistente planeamento urbanístico condicionado pela absoluta necessidade de financiamento da Câmara Municipal do Seixal, senão pensemos, o que justifica o licenciamento de 20.000 novos fogos, quando existem neste momento cerca de 5.000 disponíveis no mercado e é indesmentível que as infra-estruturas existentes não correspondem às necessidades de quem já cá habita?
Muito provavelmente a resposta encontra-se no 1.333.038,85€ já pagos pelo promotor do novo campo de golf em taxas urbanísticas (TRIU – Reforço e Infra-estruturas Urbanísticas e RMTEU – Edificação e Urbanização) ou nos 7.576.408,02€ devidos pelo promotor da urbanização Alto da Verdizela apenas como Caução para garantia da execução das obras do loteamento.
Almada é um concelho de gente de trabalho, multicultural e multi étnico , a imagem institucional que a autarquia passará (responsávelmente) para o exterior em campanhas institucionais, terá que ter sempre essas premissas em consideração.
Não esquecer que Almada muito deve aos emigrantes aqui radicados e que vieram ocupar um importante lugar em zonas de Almada que entretanto se despovoaram, porque foi fomentado um crescimento urbano em mancha de óleo para fora da cidade. Têm também ocupados postos de trabalho (fundamentais) recusados por muitos naturais.
Até há zonas bem caracterizáveis . A Costa de Caparica tornou-se num ponto importante de acolhimento da comunidade brasileira por cá radicada , enquanto o Plano integrado de Almada acolheu uma ampla comunidade de origem Africana .
Quer se goste , quer não, Almada, é hoje o lugar de acolhimento de um conjunto de gentes de várias proveniências e origens . Há também um mix de várias classes sociais que sempre viveram e conviveram em comunhão até à moda (recente) dos novos ricos reinantes que se fecharam em guetos a que chamam pomposamente de Herdade... ou Condomínio fechado...
Face a estes pressupostos que todos conhecemos e sabemos verdadeiros, e a menos que se queira oficialmente considerar Almada, como sendo , uma Cidade Branca de segmento A , chega a ser de certa forma racista e elitista , a campanha , "a um metro " , que está a ser divulgada por todo o país pela televisão , e em todo o concelho de Almada em gigantescos outdoors, a par da campanha falaciosa , "Centro Comercial no Centro de Almada" .
O que acontece é que essas campanhas retratam Almada como sendo povoada exclusivamento por modelos do Norte da Europa e os Almadenses como uns betos de olhos azuis e gostos ecleticos e caros... em comum parecem ter o Metro que todos utilizam ... e a dolce vita .
Quando estes Almadenses "trabalham" , ou para o emprego se deslocam , parece que estão produzidos para sair numa estação de Metro , mas para os lados de Wall-Street , de resto, tudo é lazer e boa vida para esta população caucasiana , jovem , bonita , saudável , bem vestida e bem na vida (contente com a CDU) , que passa o tempo nas compras (no centro) , em esplanadas e no lazer.
A mentira é muito feia senhores autarcas , o racismo também !
É isso que fazem quando mostram a todo o país , a imagem que não é nem a de Almada, nem a dos Almadenses , será que a autarquia Almadense tem vergonha dos seus reais municípes e da sua realidade ?
Será que Almada pretende esconder e ignorar os seus velhos e a complicação que é hoje deslocarem-se no centro desta Almada sem passadeiras nem semáforos que os protejam e orientem quando têm que atravessar uma via sem passeios mas com duas faixas para automóveis e duas linhas de combóio ?
Será que o Metro foi construído para uma elite bem vestida de fato e tailleur, e bem na vida ?
Uma das promessas não cumpridas do regime é o tal investimento em novas acessibilidades, as únicas acessibilidades que vão sendo construídas são as acessibilidades a novas urbanizações cuja única virtude é a de engordar o tráfego nas vias principais existentes, quase todas elas construídas ainda antes da Revolução de 1974.
O Grande monumento a toda esta farsa da acessibilidade rumo á imobilidade está no viaduto inacabado de Corroios.A história é conhecidade todos e serve de exemplo aos autarcas que se julgam acima da lei , a das medidas de protecção ambiental , da propaganda e de uma mentira que não tem fim.
Neste caso a mentira teve perna curta e se serviu para promover os candidatos a Presidente de Câmara e a Presidente de Assembleia Municipal , cedo se descobriu que o investimento afinal não era bem municipal, mas uma contrapartida para instalar mais um hipermercado...
Continua por cumprir a promessa de alargamento da Ponte da Fraternidade , a criação da ciclovia que consiga dar lógica e utilidade aos troços entretanto construídos a reboque da instalação de uma grande superfície (Leclerc) e de mais uma urbanização sobre a Baía (A.Silva & Silva).
A pressa com que se demoliu o Estaleiro de Paulo da Gama afinal não acompanhou a conclusão ou prossecução das obras prometidas há anos .
Há uma enorme distância entre a realidade e a ficção propagandistica com que diáriamente somos bombardeados das mais diversas formas nestas autarquias da Margem Sul .
Um exercício interessante é a comparação do presente com promessas eleitorais do passado e verificar tudo o que ficou por cumprir.
O cartaz da imagem acima esteve durante anos nas Paivas - Seixal , junto ao Pingo Doce , era prometido um Parque de Estacionamento em silo subterrâneo ... dizia-se então no cartaz que o projecto estava até "em execução" , só que ... afinal não foi construído, reduzindo-se a promessa à realidade de um canteiro relvado e de mais uma rotunda.
Para a posteridade e memória futura destes Pinóquios autárquicos ficam as imagens !