segunda-feira, novembro 17, 2008

PARAGENS SUICIDAS

Os senhores autarcas do Seixal imaginam os seus familiares naquela paragem?
EN378 ,nó do Fogueteiro junto ao cartaz recentemente notícia nos media.

"Esta é uma área densamente povoada, com grandes exigências de mobilidade, e, num quadro de crise petrolifera, é fundamental incentivar a utilização do transporte publico..."
(Francisco Lopes, deputado PCP , Maio 2006 )

Data também já de 2006, o nosso alerta aqui deixado sobre as condi
ções em que decorre a utilização dos transportes publicos no concelho do Seixal, nomeadamente na Estrada EN 378.

É um perigo a que ninguém, há demasiado tempo não altera nem põe cobro, situa
ção repetida inúmeras vezes nos concelhos da Margem Sul , paragens sem sítio para estar, sem abrigo , garantido , só o perigo de optar e ali aguardar por transporte público e de lá chegar (ás paragens...) , pois não há sequer passadeiras de peões na maioria dos casos.

Esta não é certamente forma de incentivar o uso de transportes públicos.

Um tema sobre o qual recentemente o PSD no Seixal , apresentou uma moção INCOMPREENSÍVELMENTE REJEITADA pela maioria CDU !.

Pelo que continua a ser actual o nosso alerta de 6 de Agosto de 2006 , escrevíamos então:

PARAGEM DE AUTOCARRO SUÍCIDA


Na altura da entrada em funcionamento da fase inicial do Metro Su
l do Tejo (1 de Maio 2007) , a Câmara do Seixal veio a terreiro denunciar várias "imperfeições" no projecto, imperfeições essas que atentariam contra a segurança dos utentes, nomeadamente , entre outras, em zonas de embarque e desembarque.

Percorrido todo o percurso desde essas alegações, parece-me como utente, que na linha em funcionamento , é , pelo menos ao nível dos arranjos esteriores, ao nível da qualidade das zonas de entrada e saída de passageiros, um projecto exemplar (sobre outros casos , já os abordámos e continuaremos a abordar).

Oportunamente denunciámos que a atitude da CMS era pouco séria, e uma mera e habitual manobra de marketing e propaganda, assim o era que não se ouviu falar mais do assunto e no primeiro dia lá estava Alfredo Monteiro ao lado de José Sócrates .

Denunciámos também situações como esta que ocorrem no concelho do Seixal, sem que ninguém se preocupe. Como cidadão, acusarei a Câmara do Seixal de responsabilidade caso haja um qualquer acidente no local da imagem, Fogueteiro, Estrada EN 378/ EN10, Seixal Sesimbra, junto ao nó do Fogueteiro e zona comercial.

É nas condições que as imagens documentam que os cidadãos utilizam aquela paragem de autocarro, sem uma passadeira de atravessamento da via (atravessamento que é obrigatório para lá chegar), sem um local seguro ou sequer abrigado para aguardar pelo autocarro (e a câmara tem algumas destas estruturas em armazém, até usadas, que poderia ali instalar em poucas horas.
Toda esta realidade contrasta com a recusa de Alfredo Monteiro e da CM do Seixal em aceitar na véspera da inauguração a primeira fase do MST, pois tetectava em apenas 3Km de via férrea , 264 erros , incluindo, arranjos exteriores e paragens do metro, ora estas, comparando com as dos operadores rodoviários e a estes permitidas pela CMS, são exemplares.

Pergunto ao senhor Vereador das acessibilidades , vice presidente da autarquia e futuro candidato :

- Quantos erros detecta nas paragens cujas imagens se apresentam?
- Que medidas vai tomar ?
- Como foram resovidos os erros apontados ao MST ?
- Vai haver novo apelo a manif. dia 27, véspera de inauguracão do total da rede do MST ?

Paragem de autocarro que serve o Rio Sul , a maior superfície Comercial do Seixal,
não há passadeira, abrigo, espera-se em plena faixa de rolagem junto ao rail.



domingo, novembro 16, 2008

O NATAL É QUANDO S.MARTINHO QUISER

foto EmAlmada

Agora temos Natal durante mais de dois meses, começa no início de Novembro e extingue-se bem depois do Ano Novo, as novas regras do comércio, ou da crise assim o determinam, claro que na véspera de Natal já não há paciência para o Jingle Bells ou para a Silent Night.

Se ainda se compreende o desespero que vai para os lados das catedrais do consumo, não se compreende, nam muito menos há pachorra para que o "espirito" natalicio invada o espaço das nossas ruas com quase dois meses de antecedência , com milhões de luzinhas e um gasto absurdo de energia e com estruturas metálicas cónicas monstruosas a que chamam Árvore de Natal , geralmente baptizadas de "A maior..." de um lado qualquer.

Este ano Almada entrou na onda e resolveram plantar uma dessas estruturas monstruosas em pleno centro da cidade, atamancada entre as obras do Metro e os prédios de habitação da Praça da Renovação.

Olhar para aquilo é um verdadeiro exercício de inversão da escala urbana , e humana, uma aberração em termos de localização e de dimensão , mas os grandes decisores assim o decidiram, os grandes arquitectos acharam que ficava ali bem e a conta de tudo aquilo , electricidade incluída há-de-se diluír em mais um negócio qualquer, se calhar com direito a algum fogo-de-artifício incluído.

sábado, novembro 15, 2008

CARTA ABERTA AOS ALMADENSES

Transcrevemos de http://inflorescencias.blogspot.com/ o post de 12 Novembro de 2008, "Carta aberta aos Almadenses", enviada pela autora e moradora local, a um jornal que se publica diariamente.
Carta aberta aos Almadenses

Avenida Bento Gonçalves, outrora principal avenida da cidade e entrada da mesma

Caros concidadãos,

Fazendo eco do mote vindo do outro lado do Atlântico, sim, nós podemos! Podemos, sim, podemos e devemos questionar aqueles que, alegadamente, nos representam e a quem entregamos os nossos impostos, suor e lágrimas na presunção de serem usados no bem comum, sobre o que de facto deles fazem.

Num país governado, no que a impostos respeita, a garrote e canga, onde o ditado se subverte enquanto damos a uva para no-la restituírem em parras, é urgente inquirir sobre decisões comprovadamente erradas.

E hoje tenho, tal como muitos de vós, imensas questões a levantar sobre o designado Metro ligeiro na cidade de Almada.

A primeira e que nos perpassa pela mente sem que tenhamos de ser engenheiros, bastando-nos o bom senso, é; como foi pensado o traçado escolhido? Ou melhor, foi o traçado deveras “pensado”?

A minha dúvida reside no facto de terem transformado a entrada principal da cidade, por isso mesmo a mais movimentada, numa via secundária de uma única faixa para cada lado, com escolhos sinuosos travestidos de paragens, atravessada por duas linhas do “moderno eléctrico” – que poderiam ter sido soterradas - e cujos semáforos em hora de ponta se limitam a alguns segundos de intermitência, com os engarrafamentos que isso acarreta.

Como se não bastasse, ainda transfiguraram pequenas ruelas interiores em ruas principais, sem espaço ou sentido, muitas delas obrigando a volteios intermináveis por dentro da velha cidade sem destino plausível, apenas isso mesmo, volteios sem chegar a lado algum.

Ruelas outrora pacatas, marcadamente vivenciadas pela população mais idosa da cidade, e que se vêem, em nome duma suposta requalificação, lotadas de carros, alguns perdidos no labiríntico devaneio de quem o idealizou, e as expectáveis buzinadelas de gente já à beira de uma crise de nervos.

Se isto se passa com o cidadão que se desloca para e do trabalho, imagine, quem ainda não testemunhou, o problema das viaturas de emergência; trancadas entre veículos que não têm para onde se esgueirar a fim de dar passagem àqueles sobre quem pesa a necessidade premente da urgência. Lastimável? Não, vergonhoso!

Não querendo ficar por aí, todos sabemos como a edilidade pilhou os estacionamentos da cidade em nome duma outra ideia de progresso, a mobilidade.

E afirmo pilhou porque todos nós pagámos esses estacionamentos aquando da compra da casa pois, para quem não o saiba, as envolventes das edificações são pagas pelos construtores das mesmas que, por sua vez, vertem esse custo no preço final dos imóveis.

Hoje, esses estacionamentos pagos não são mais do que empedrados grotescos e ondeantes com pseudo definição de arte portuguesa, sem qualquer outra serventia senão a de esperar que alguém se passeie sobre eles, quiçá em busca da cidade perdida, e com outra virtude escondida, a de amplificar os sons da cidade.

Ainda antes, essa mesma edilidade instituiu uma espécie de polícia camarária cujo objectivo, leia-se multas, é conseguido por meio de emboscadas e autênticas esperas ao “infractor”. Se tudo isto não é uma forma de pilhagem, perdoem-me mas o meu dicionário não lhe atribui outro vocábulo, provavelmente por notória falha minha de português.


Mas não expiram aqui os erros no que toca às pretensas Requalificação e Mobilidade sem falar de outro atentado às mesmas feito no famigerado triângulo da Ramalha.

Depois de muito acesos fóruns de eventual opinião pública, depois de debatidas, estudadas, escolhidas e autorizadas opções mais viáveis, eis que sujeitam as ruas Lopes de Mendonça e José Justino Lopes à mais completa devassa dos direitos de qualquer cidadão deste país.

Para além da perda dos estacionamentos para cerca de uma centena de automóveis, o designado canal do metro imiscui-se entre os prédios roçando portas principais e entradas para garagens, transformando o que antes era uma zona aprazível, até chamada nobre, numa salganhada de linhas, postes, semáforos, sinais de trânsito – quais palitos espetados num pedaço de queijo – e dificultando uma simples descarga de compras ou tornando o arrumar do carro na garagem numa missão quase impossível.

E aqui subjaz a segunda questão: com que argumentos se convenceu, ou se deixou convencer, o Estado, dono da obra, a optar por uma solução mais cara e muito mais fracturante na qualidade de vida dos munícipes, se já havia autorizado a proposta dos mesmos?


Ora, se com as denominadas “Requalificação e Mobilidade” estamos como aqui se descreve - recorrendo a novo ditado, é caso para dizer que foi pior a emenda do que o soneto – passemos à terceira e última questão, mais do que pertinente; desconhece o executivo camarário o ruído ensurdecedor do guinchar metálico e perfurante das rodas nos carris do transporte apresentado como silencioso?

Não, não desconhece porque muitos de nós já fizeram chegar o seu desconforto, para dizer o mínimo, ao dito cujo executivo.

Mas como em tudo o mais que se refira a interpelações dos munícipes, a noção de democracia da edilidade não lhe permite sequer acusar a recepção do correio electrónico, quanto mais responder-lhe.

E quisera eu falar apenas na estridência de ferro contra ferro, agora já se lhe juntou uma espécie de martelar profundo, como se as rodas das composições fossem quadradas. Não tem sido possível dormir, ou simplesmente intentar fazê-lo, com semelhante vizinhança, ainda em testes, e eis que estamos no século XXI, num Estado de direito no qual os cidadãos são tidos em conta tão-somente a cada final de mandato.


Tenho votado neste executivo, confesso antes que me atribuam intenções escusas, pelo que assumo a minha quota-parte de culpa neste desastre e não, não estou contra o Metro, estou contra o que dele fizeram. Mas nunca é tarde para mudar e recuperar a dignidade. Mataram Almada, que não matem a nossa voz!

Posted by GMaciel

sexta-feira, novembro 14, 2008

A OBAMAFOBIA DO PCP


Durante o auge do segundo mandato da administração Bush, havia algo que preocupava mais a blogoesfera local ligada ao PCP do que as posições do presidente americano ... Al Gore (clique) e os seu alertas sobre as consequências do aquecimento global , as criticas ás posições ambientalistas atingiram o máximo quando o Comité Nobel atribuíu a Gore e ao Painel das UN sobre as alterações climáticas , o prémio Nobel da Paz de 2007.

Nem a administração Bush ou o lobbye das petrolíferas foram tão longe nas criticas ao ex. Vice Presidente .

Mas o PCP é um partido que realmente sabe surpreender, e tem sido no minimo interessante acompanhar o pós-eleições americanas e constatar das posições do Partido, quer através de Comunicado Oficial, quer , e sobretudo, através da opinião publicada na blogoesfera , de onde destaco Vitor Dias que esta semana publicou um pequeno texto exemplar do que de facto , mais do que a eleição de Obama , incomoda o PCP, passo a citar:

As novas formas de

"propaganda negra"

Se não estou equivocado, embora hoje o termo possa não ser politicamente correcto, há umas duas décadas chamava-se «propaganda negra» àquela que os seus verdadeiros autores e beneficiários não queriam assumir como sua e divulgavam sob formas anónimas ou com autorias convenientemente inventadas. Como seria de calcular, com a Internet, isso ainda passou a ser mais fácil, mais intenso e diversificado, bastando para o efeito criar uma série de sítios que funcionam como coadjuvantes de forças ou grupos políticos. Foi o que em aconteceu em barda nas recentes eleições presidenciais norte-americanas (...) »


Para memória futura e para que não haja qualquer dúvida, fica aqui a posição oficial , diria que Obamofóbica, do PCP:

« A gigantesca operação produzida a propósito das eleições presidenciais nos EUA não pode ser desligada da actual crise do capitalismo – que tem tido particular expressão nos EUA – e das várias tentativas em curso que procuram reabilitar o sistema capitalista e o papel da potência hegemónica que os EUA constituem no plano internacional.

Não ignorando diferenças entre os candidatos republicano e democrata, a verdade é que ambas as candidaturas não disfarçam o seu vínculo a um projecto de dominação no plano económico, ideológico e militar do mundo.

Para o PCP a eleição de Barack Obama como presidente dos EUA está longe de corresponder às expectativas que a gigantesca campanha mediática mundial procurou criar para construir a ilusão de uma mudança e de uma viragem na política dos EUA e do seu papel na esfera internacional. »

Gabinete de Imprensa do PCP
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A progaganda recente do PSD no Seixal fazendo um apelo ao Voto , aproveitando de certa forma uma certa colagem à eleição e até à imagem de Barack Obama deve ter sido também considerada por alguém como "propaganda negra", daí ao vandalismo foi um instante, sobretudo depois d
o outdoor do PSD ter sido referenciado pela Comunicação Social.

Os tempos que aí estão são tempos de mudança, só renegada por quem há muito manda , quer e pode contra tudo e contra todos.

Também são tempos que não dependem de
outdoors, esses podem danificar, vandalizar ou até proíbir, o mundo hoje é outro os meios hoje são diferentes.

HABITUEM-SE ! A MUDANÇA VEM AÍ !


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Comemorar o aniversário de um orgão de comunicação escrito é obra, o 1º ano de um jornal local é um feito . Ao Comércio do Seixal e Sesimbra, Parabéns !

quinta-feira, novembro 13, 2008

O CAOS NÃO SE RESOLVE, AGRAVA-SE



O Concelho do Seixal é um caos em termos de circulação viária, a causa está como é óbvio no desmesurado crescimento urbano e populacional ao qual não correspondeu uma melhoria equivalente de vias de comunicação .

A entrada no Fogueteiro é um martírio diário que não se pode evitar até chegar ás ramificações que depois vão lentamente distribuindo o tráfego, primeiro a saída junto á Galp , depois o cruzamento Seixal /Torre da Marinha e todos os outros que partem do eixo principal que é a EN 10.


Ora acontece que deparamos esta semana com o encerramento de uma dessas entradas, a primeira acima mencionada, junto à GALP do Fogueteiro e que servia O Bairro dos Lirios ( acessos á Escola Secundária, a Vale de Chícharos ...) a partir da Rua Estácio da Veiga, algo surreal e que está a revoltar a população .

A população residente considera insensata aquela decisão da Câmara do Seixal que vai provocar mais poluição , mais gasto em combustível para além dos reflexos na vida local de muitas empresas ali instaladas e que ficarão sériamente prejudicadas por aquela incompreensível alteração do trânsito e dos acessos.

Quem ali vive vai ter que entrar nos semáforos junto à Cooperativa Agrícola , seguindo depois por uma rua que geralmente está p
ermanentemente obstruída , situação que se vai agravar pois todo o trânsito que entrava pela via agora cortada vai ter de passar também por ali criando mais uma situação de bloqueio em toda a EN 10.

Além do mais , com estas obras não só continua por resolver o acesso dos moradores daquela área residencial, à zona comercial, ali bem perto como vêem esse acesso por via pedonal, quase intransponível,
a não ser de automóvel!

Assim se trata a mobilidade pedonal e a circulação rodoviária no Seixal, assim se fecham mais umas empresas no Seixal e se cria mais desemprego .



É visivel na imagem o problema agora criado , para quem viva no centro geométrico daquela zona e fazia o percurso mais curto ( a verde) , vai ter agora que optar pelo acesso a amarelo ou a vermelho, qualquer um deles obrigando a percorrer uma maior distância e quer um quer outro percurso, muito congesationado ao final da tarde.

Isto para os residentes , para as empresas ali estabelecidas é a certidão de óbito, bem como para os empregos ali existentes.
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O Milagroso sistema de saúde Cubano visto por dentro (clique) , e lá não há quem se manifeste.


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INADMISSIVEL













O Vandalismo sobre
o oudoor do PSD a apelar ao voto nas próximas eleições!

quarta-feira, novembro 12, 2008

O DESCALABRO E A CORRUPÇÃO


Ao longo de 13 dias, apresentámos algum do descalabro em cena há mais de trinta anos na Margem Sul , numa altura em que para além dos casos apresentados , se alinham para a região , mais uma meia dúzia de projectos (clique) mediáticos de enormes dimensões e reprecurssões na vida de todos nós.

As suas consequências têm a ver, com a nossa qualidade de vida e desenvolvimento, mas também com as economias de todos, os que, com sacrificio, compraram casa nesta Margem Sul , na medida em que a oferta de construção é já superior à procura, levando a uma queda brutal nos valores de avaliação das habitações mais antigas, com reflexos directos no bolso de cada um de nós,desvalorizando um valor que todos até há muito pouco tempo tinham como seguro. Uma situação agravada pela crise imobiliária e financeira Internacionais.

A propósito do Descalabro diagnosticado nesta Banda , incompreensível quando há mecanismos de PLANEAMENTO , regras de URBANISMO e ARQUITECTURA e mecanismos de PROTECÇÃO AMBIENTALe GESTÃO TERRITORIAL , meditemos porque razão tudo parece afinal ser ignorado, relendo um artigo publicado pelo Professor Paulo Morais, ex. Vereador do Urbanismo da C.M. do Porto, publicado no passado dia 29 de Outubro no Jornal de Noticias, passo a citar:

« Há já alguns anos que venho denunciando junto do Ministério Público crimes cometidos em Portugal, ao nível do urbanismo e do ordenamento do território. A sua existência, à vista de toda a gente, não carece de prova. O cenário propaga-se por todo o país: mamarrachos que desfeiam a paisagem, uma pressão imobiliária que compromete a qualidade de vida colectiva.

Quem, como eu, conhece as teias que a corrupção tece neste domínio tem o direito e o dever de identificar os casos, os responsáveis e os culpados. Assim, ao longo de anos, venho carreando para o sistema de Justiça documentos que atestam os crimes, os actores políticos envolvidos e os empresários que tentam (ou conseguem) corrompê-los. Venho ainda explicando de forma detalhada como se urde esta malha, quais as conexões entre Administração Central e Local, por um lado, partidos políticos e interesses económicos, por outro.

O resultado da corrupção, apesar das suas múltiplas e imaginativas formas, resume-se sempre a um de dois tipos: na alteração aos instrumentos de planeamento "a pedido", valorizando terrenos dos poderosos que controlam os partidos; ou em autorizações e licenciamentos de operações urbanísticas que nem sequer cumprem os referidos planos e, por isso mesmo, ilegais. Estas são hoje as formas mais sistemáticas de transferência da riqueza que é de todos para as mãos de alguns, tornando os ricos cada vez mais ricos à custa de pobres cada vez mais pobres.

São situações deste tipo que denunciei junto do sistema de Justiça. Em primeiro lugar, porque é a este que se deve sempre recorrer num estado de direito democrático, por muito moribundo que esteja. Em segundo lugar, porque entendo que é meu dever de consciência ética permitir que todos os que venho acusando possam defender-se no local próprio, ou seja, nos tribunais. Qualquer acusação noutro contexto teria contornos de linchamento popular, que eu não poderia permitir e muito menos alimentar.

Volvido todo este tempo - após inúmeros depoimentos no Ministério Público, em Lisboa, no Porto, na Polícia Judiciária - penso que é tempo de clamar por justiça. Já o fiz nos locais próprios. Tomo agora a iniciativa de o fazer publicamente.

Por ora, em meu nome, e por imperativo de cidadania, peço justiça. Mais: em nome de todos quantos empobrecem à mercê destas máfias que nos dominam, exijo-a. »

terça-feira, novembro 11, 2008

O DESCALABRO 13 - O BARREIRO


O Barreiro, nas estatisticas , aparece como o único concelho da Margem Sul que viu diminuír o numero de habitantes e aumentar a sua idade média , no entanto os últimos tempos, a julgar pelo volume de novas construções e no recém inaugurado Forum , mais um , parece querer demonstrar uma inversão nesses indicadores.

Uma certeza é a de que o modelo de desenvolvimento aplicado pela CDU sem apelo nem agravo, nos concelhos vizinhos será aplicado na íntegra também no Barreiro , o Barreiro Velho evaziar-se-á ainda mais e verá , apesar do Polis , preterida a sua requalificação e a sua recuperação urbana em deterimento de nova construção na periferia já com a nova travessia para Lisboa em mira
.

O comércio tradicional morrerá e o seu centro histórico deixará de ter vida como já acontece com Almada , como o Seixal , Montijo, ou Alcochete depois de terem o seu comércio completamente asfixiado pelas grandes superfícies e pelos respectivos Forum .

O negócio Quimiparque que transformará aquela área produtiva em mais betão para habitação será o golpe final e o descalabro total , a linha do TGV é uma boa ideia para fugir rápidamente dali para fora.

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Há 90 anos o Armisticio , como está hoje diferente a Europa, como é hoje diferente o Mundo, mas é preciso não ignorar outras páginas negras posteriores na nossa história comum , o nazismo e o comunismo , não esqueçamos!

segunda-feira, novembro 10, 2008

O DESCALABRO 12 - A MOITA

MOITA AVANÇA PARA O RIO















Em relação á Moita não se trata de um descalabro, mas de um verdadeiro cataclismo, tais foram as alterações no tecido urbano, no betão que aí está na calha, e nas propostas alterações no Plano Director Municipal , bem como as pretendidas deslocalizações de áreas de Reserva Ecológica e Agricola.

A mega urbanização em curso para a Quinta Fonte da Prata , cujo promotor, uma empresa espanhola , atravessa dificuldades financeiras no país vizinho, é um dos mais inexplicáveis e inqualificáveis projectos que estão a ser levados a cabo na Margem Sul , um verdadeiro decalabro ambiental, paisagistico e humano, pelo que alertávamos, já em 2005 o seguinte :

Urbanizar em zonas junto ao rio, em terreno agricola que deveria ser preservado não é na Margem sul exclusivo deste ou daquele concelho, mas pior que isso, uma politica que parece concertada entre todos.

Veja-se na imagem o que está a acontecer na Fonte da Prata a Oeste da Moita, mais betão sem mais nada... mais palavras para quê? A imagem é elucidativa , clique (na i
magem) para ver todo o explendor desta mega urbanização em que é já visivel para onde vai crescer!!!
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Comentário de um leitor de Paio Pires:

Eu apoio o Hospital do Seixal em Paio Pires. Apesar de tantos anos para ser construido a 3º prioridade do MS e nada ainda feito eu continuo a apoiar porque um concelho com mais de 200 mil habitantes e com lotação esgotada em Almada é preciso.




domingo, novembro 09, 2008

O DESCALABRO 11 - MONTIJO

Em Janeiro de 2006 alertávamos para o seguinte :

Montijo e o Nacional Rotundismo.


A par da completa delapidação ambiental, abate indiscriminado e ilegal de sobreiros, urbanizações que nascem não importa onde, seja sobre campos agricolas férteis seja sobre florestas protegidas ou sobre linhas de àgua ou leitos de cheia, há na Margem Sul um erguer esquizofrénico de betão com a construção de apartamentos, muitos deles sem comprador à vista!!!

A organização do espaço, o suposto urbanismo e dinâmica de ordenamento territorial continua a ser nulo ou ineficaz ou, melhor dizendo, feito por perfeitos incompetentes, mas o dinheiro parece abundar tal os meios eleitorais que os autarcas e respectivos partidos mostram neste sucessivo ano eleitoral, bem como pelas monumentais em numero e mau gosto, rotundas, sempre compostas de estatuária à altura, certamente encomendada pelo pato bravo de serviço a algum primo "artista" ou deixada à criatividade neo-realista ou pós-modernista do artista de serviço à autarquia.

Um exemplo de tudo isto se encontra sem esforço no Montijo, ou em qualquer outro munícipio da Margem Sul.


















Mas já em Maio de 2005 tinhamos publicado o seguinte:

MONTIJO , A SINTRIZAÇÃO DA MARGEM SUL




Era suposto não repetir com a ponte Vasco da Gama o fenómeno Ponte 25 de Abril, se bem que o construido no arrastamento imediato criado por esta infraestrutura (anos 70- apontados como a causa do grande caos urbanistico de hoje) seja hoje quase irrisório face ao construido nos anos 80/90 e nestes primeiros anos do seculo XXI.

No entanto esse esforço de contenção está hoje , ao que se pode assistir em Alcochete e Montijo, perfeitamente entregues à pato-bravice , não se vislumbra qualquer planeamento digno desse nome, é um repetir continuo em solo virgem, dos mesmos modelos de blocos de apartamentos e de sucessivas rotundas, qualquer uma delas pior que a anterior, são de ir às làgrimas os repuxos e outra "estatuària" a par das muito em voga "oliveiras do Alqueva" agora transplantadas para aqueles circulos no meio do betão e do alcatrão.

O caso mais grave é sem duvida o Montijo onde os blocos de betão invadem literalmente o espaço rural, no meio de campos de cebolas ou batatais lá aparece mais uma urbanização, mais um mamarracho , mais uma rotunda. É inacreditável! Nada se aprendeu com os erros de Almada e do Seixal nem mesmo em Almada e no Seixal- verdade seja dita!Posted by Hello
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Pois...só disparates... hoje é a recessão, a crise do imobiliário, a crise do sub-prime, a nacionalização de bancos em França, Bélgica, Alemenha, Estados Unidos ... Portugal ... a crise bfinanceira global, o petróleo que há três meses estava a mais de 150 dólares o barril...

sábado, novembro 08, 2008

O DESCALABRO 10 - ALCOCHETE




De Almada para Alcochete, da Ponte 25 de Abril, para a Ponte Vasco da Gama, de um extremo para o outro do "Arco Ribeirinho" , o que vemos é estarem a ser cometidos os mesmos erros na exploração do filão imobiliário à sombra de uma ligação rápida com Lisboa.

E isto ainda sem o anúncio da localização do Novo Aeroporto na Margem Sul , depois disso a pressão urbana vem-se a acentuar , e antes da crise financeira, foi mesmo notório uma subida dos preços .

Para além disso não retiro ou acrescento nem uma vírgula a um post aqui publicado em Maio de 2005 :


Em plenos campos de cultivo , de uma qualidade impar para a agricultura, junto à Reserva Natural do Estuàrio do Tejo o Betão caminha avassalador sem que haja um nexo ou uma linha de qualidade residencial, uma necessidade evidente de construir , é tão só mais um dormitório.


Se no interior da vila mete dó o avanço de prédios iguais em todo o lado face à arquitectura caracteristica da região, ainda quem lá compra poderá desfrutar do casco historico ou da marginal, na urbanização da imagem, entre Alcochete e o Samouco, é pura aberração em termos de ordenamento.

A arquitectura é Má, muito má mesmo!!! e a volumetria dos agora em voga quatro pisos (o limite para surgirem novos problemas e encargos como seja o elevador) são literalmente um mamarracho dentro de um campo de cebolas.

A vista até que deve ser boa, lá dentro de onde se não vêm estes edificios, mas o impacto negativo que têm nessa mesma paisagem é avassalador.


Depois, tanto esta como outras urbanizações têm a caracteristica de que quem lá vive está totalmente dependente do automóvel, não há um café, uma padaria, uma mercearia, um pequeno supermercado ou loja de conveniência, é preciso saír dali para fazer tudo e depois apesar do terreno ser plano como no Montijo, Barreiro ,Moita, Seixal... não se criaram alternativas válidas ao automóvel e essas alternativas passam por veículos tão simples, acessiveis e generalizados em toda a Europa (Rica) como é a bicicleta!


Mas por cá as estradas são estreitas, sem bermas e sem ciclovias , com muitas rotundas mas sem ciclovias (assim vêmos entre os nossos jovens crescer a obesidade e os problemas cardiovasculares) a dependência nesta margem (plana, de um clima excepcional, urbanizada em terreno virgem) face ao automóvel é total apesar de investimentos como a linha férrea da Fertagus que serviu mais para criar novas urbanizações junto às novas estações (onde também não há ciclovias a ligá-las com as zonas urbanas nem parques para bicicletas) que aproximem as já existentes de um transporte alternativo e menos poluente e encurtar o tempo de ida/volta a Lisboa e entre si.


Face a estes cenários , novas urbanizações como esta da imagem em Alcochete são puros dormitórios, obras primas de pato-bravo influentes, mas que só existem com a permissividade de técnicos incapazes no seio das autarquias e com autarcas que são de uma ignorância total...ou escondem outros interesses por detrás dos seus cargos e do seu papel de "eleitos"

sexta-feira, novembro 07, 2008

O DESCALABRO 9 - A CHARNECA


O que aqui foi escrito a respeito da Sobreda , pode ser aplicado na íntegra para a Charneca de Caparica.

A Câmara de Almada conseguiu estragar uma freguesia extremamente bem localizada e um trunfo fundamental num município com pretensões turísticas.
As pretensões são legítimas, pois a localização geográfica do concelho da Almada e o património Histórico e natural, nomeadamente o estuário do Tejo, as praias Atlânticas , os Pinhais e demais paisagem isso o justifica, no entanto a gestão humana das últimas três décadas tem delapidado todo este bem herdado das anteriores gerações.

Em três décadas aplicou-se uma politica em que parecia que o mundo estava a acabar, e havia que construír o mais possível, não importa como , e no mais curto espaço de tempo.

O resultado é o que conhecemos , uma
brandoização sem alma nem qualidade, e pior ainda, com práticamente a mesma estrutura viária , exceptuando a via rápida que tem servido...para acrescentar mais betão .

O caso da Charneca é exemplar na falta de sensibilidade ( e cultura) ambiental e urbana da autarquia almadense, o pior do suburbio, ou o suburbio no seu pior , realmente pior, pior , seria difícil fazer...
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ULTIMA HORA

Afinal a impunidade (ainda) não é total, mas quantos casos andam por aí no silêncio dos gabinetes ?

- Notícia TSF :

" A leitura da sentença do caso «saco azul» já terminou. Fátima Felgueiras foi condenada a três anos e três meses de prisão, com pena suspensa por dois anos e três meses. O tribunal decidiu igualmente a perda de mandato da autarca"
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A longa declaração permitida a FF no Telejornal RTP 1 , com repetição ás 22h na RTP 2 , sem contraditório, é inqualificável num Estado de Direito!

quinta-feira, novembro 06, 2008

O DESCALABRO 8 - A SOBREDA




A Sobreda é uma terra antiga, cheia de história e património :

"
Suvereda é a forma mais antiga de Sobreda e significa lugar de sobreiros e é sinal de povoamento florestal que parece ter sido abundante nas colinas a norte e sul do vale da Sobreda. Fez parte da freguesia da Caparica, desde a fundação desta em 1472 até 4 de Outubro de 1985, altura em que é desanexada e elevada a freguesia."

Hoje o património construído resume-se ao Solar dos Zagalos , a igreja e algumas construções privadas que mantiveram a traça original.

O património natural do qual herdou a toponínia (os sobreiros) desapareceu quase que por completo para que por todo o lado nasçam urbanizações e mais urbanizações, primeiro , na década de sessenta/ setenta , constítuídas por moradias unifamiliares, depois da década de oitenta deu lugar a edificios de grande volumetria e densidade habitacional.


A Câmara de Almada conseguiu transformar uma das melhor localizadas freguesias da Margem Sul, num suburbio desarrumado , feio como tudo o resto em seu redor e cheio de problemas de mobilidade entre outros, comuns à maioria das freguesias desta Banda.
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HOSPITAL DO SEIXAL, DA NECESSIDADE AO EMBUSTE











Hoje esteve em campo, para consumo externo (telejornais e imp
rensa) e (interno) eleitoral, mais uma acção de diversão intitulada Hospital do Seixal .

Sobre o tema já escrevemos, de forma politicamente incorrecta , mas realista, sobre esta farsa aqui(clique) e também aqui (clique) e aqui também (clique) e mais ainda aqui (clique).

quarta-feira, novembro 05, 2008

O DESCALABRO 7 - O FEIJÓ




O Feijó de há trinta anos era duas Ruas (Dr.António Elvas e Borges do Rego) e umas quantas transversais, a começar na Rua da Fábrica até ao depósito da água onde havia uma quinta abandonada.

Para o lado da Cova da Piedade havia hortas, pinhais e eucaliptais, e algures lá no meio uma olaria , de resto campo, com alguns trechos planos onde se jogava á bola (entre o que é hoje o Pavilhão dos Desportos e o Mercado), mais abaixo na ravina havia uma mina de água , depois hortas até ao Centro Sul.

Hoje é o que se sabe , BETÃO , o mesmo no limite Sul , os Pinhais e eucaliptais até Corroios tornaram-se em fitel-mignon para os patos bravos emergentes que tudo construíram , e para os politicos com mais olhos que barriga que já em Corroios , até deixaram um viaduto por acabar.

É o descalabro total, o verdadeiro deserto de ideias, o exemplo de como não fazer, de como não transformar terreno virgem . Agora, um dos poucos espaços centrais ainda livres, que sempre se pensou vir a ser para um Parque , para um Jardim... afinal vai ser para um Parque de Estacionamento e possivelmente mais um shopping , veremos...
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O Resultado das eleições nos Estados Unidos deixam-nos uma nova esperança em relação ao futuro e aos compromissos ambientais e sensibilidade ecológica naquele país , e suas reprecurssões mundiais.

Deixam-nos também uma nova esperança na Politica, e na forma de mobilizar os cidadãoa para abraçar causas em torno de uma ideia de um futuro melhor que não se esgota nem nos partidos nem nos politicos tradicionais e que revela sobretudo um grande desejo de mudança.

No vídeo acima pode-se inteirar como foi posta em marcha a máquina civica que levou Barak Obama à Presidência da maior potência mundial e quais os meios e suportes utilizados .

Inspiremo-nos para a mudança necessária e possível já no próximo ano, para alterar o rumo verdadeiramente desastroso que os politicos actualmente no activo e as politicas CDU, têm conduzido a Margem Sul.

Pior era impossível ! Mudar é possível !

YES WE CAN !

terça-feira, novembro 04, 2008

O DESCALABRO 6 - A AMORA



A freguesia de Amora (cidade) , é outra das freguesias do concelho do Seixal onde é evidente esta política de betão , a sua descaracterização e a pressão urbana sentida pela população sobretudo na rede viária e nos serviços.

Há um plano de pormenor, mais um, para a zona da Baía , com mais carga populacional e construída, mas já hoje é notória essa política na frente urbana construída a reboque da linha de caminho de fe
rro e em redor da estação de Foros de Amora.

Um perfeito dormitório agora baptizado de condomínio fechado, mais um ... mais um gueto para supostos ricos, mais um gueto para quem quer viver á margem da rua num bunker protegido, como agora é moda por este concelho outrora tão popular e proletário e agora transformado num PÊCÊ burguês de Direita .

Nota - nem um fogo para fins sociais!ou a "custos controlados ", ali não se querem pobres, nem jovens familias.

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Óbviamente ... Aqui damos a cara por OBAMA !

segunda-feira, novembro 03, 2008

O DESCALABRO 5 - A VERDIZELA



De um momento para o outro a Verdizela, conhecida pela sua urbanização harmónica, de baixa densidade e volumetria e amplas zonas verdes , está em vias de se tornar mais uma mega cidade de betão junto a uma zona Rede Natura 2000.

Será mais um crime ambiental que será ampliado caso a autarquia consiga o verdadeiro vandalismo que seria construír o pretendido Hospital , também no Pinhal das Freiras em plena Rede Natura , estão se a isto acrescentarmos o Golfe+Urbanização do Rego Travesso , no mesmo perímetro florestal seria uma verdadeira e irrversível hecatombe ambiental.


As imagens são elucidatórias do que a maioria CDU pretende .

Nota, nem um fogo para fins sociais!ou a "custos controlados ", ali não se querem pobres, nem jovens familias.

domingo, novembro 02, 2008

O DESCALABRO 4 - A ZONA RIBEIRINHA





O Descalabro chegou ás margens do rio, então no Seixal neste último mandato tem sido um fartar vilanagem, com grandes grupos económicos a verem ser-lhes distribuído, a cada um , o seu quinhão, daquilo que é um património de todos. Uma verdadeira politica anti-ambiental e de terra queimada digna de uma ditadura de ultra dideita, mas posta em prática , por um partido dito ... Comunista.


É o anunciado Plano de Pormenor da Torre da Marinha, a trazer betão desde o Continente até á Baía, mas é também tudo o resto, betão desde a Torre da Marinha á Quinta da Trindade, nem escapando o que os seixalenses pensam ser uma zona de recreio, a Quinta dos Franceses (imagem de baixo) , também ela uma zona já destinada a mais prédios.

Nota, nem uma habitação com fins sociais ou a custos controlados, ali não se querem pobres nem jovens famílias.

sábado, novembro 01, 2008

O DESCALABRO 3 - CORROIOS




Ainda recentemente abordámos este caso de Corroios, ou melhor, de Santa Marta,uma montanha de construção, que para quem segue pela A2, em direcção a Sul , compete com a linha bem mais armónica da Serra da Arrábida.

Para quem ali vive é uma montanha que diáriamente despeja os seus habitantes , ou na estação da Fertagus , ou em duas exíguas saídas viárias, e isto é só o pricípio do calvário que são as más acessibilidades naquela cidade de geração espontânea concebida por um qualquer génio ao serviço da CDU.

Depois há a questão social e humana , onde estar, para onde ír, onde passear, tudo ali é isolado e árido , desabrigado no Inverno, um forno no Verão , só disfarçado pelo ar condicionado, até o posto da policia é um improviso no que devia ser se calhar, uma loja de linjerie atrevida ou talvez, um video-clube.

Nota, nem uma habitação com fins sociais ou a custos controlados, ali não se querem pobres nem jovens famílias.