

Já passou tempo suficiente, para todos nós já nos termos esquecido , das obras de alargamento da A2 entre o Fogueteiro e Coina .
Já passou tempo suficiente para não nos lembrarmos que a A2, a seguir ao nó do Fogueteiro tinha não três, mas sim só duas faixas de rodagem até Coina.
Só não terá passado ainda tempo suficiente para que a empresa que ganhou o concurso pague os custos ambientais da instalação do estaleiro que deu apoio a esse alargamento , só não passou tempo suficiente para que a palavra dada pela autarquia na pessoa do Vereador Jorge Silva do Seixal de fazer cumprir a lei e obrigar a renaturalização desse terreno como estava no contrato ganho pela empresa Gomes Alho e nas excepções temporárias abertas na lei para tornar as obras possíveis.
Durante as obras na A2, a população local suportou um custo em prol do interesse nacional que não foi pequeno. Foram meses a fio em que o ruído, a poluição do ar , o cheiro a combustível e a deposição de poluentes no solo e junto a uma linha de água foram insuportáveis, como voltámos aqui a vincar em Maio de 2008 :
« Durante os anos de 2005 e parte de 2006 a A2 sofreu um alargamento entre os nós de Coina e do Fogueteiro, a empreitada foi ganha pela empresa Gomes Alho que, autorizada pela Câmara do Seixal, ,montou Estaleiro Junto ao nó do Fogueteiro.
O funcionamento desse estaleiro trouxe durante largos meses uma situação insuportável para os moradores na zona, uma vez que não foram acautelados (imagem acima) níveis de ruído e de poluição do ar.
Como se isso não bastasse, o estaleiro, utilizava o local para fabricação de massa asfáltica, com deposição de hidrocarbonetos no solo, um solo considerado de Reserva Agrícola , junto a uma linha de água (o Rio Judeu que é reserva ecológica) e confinante com uma zona Rede Natura 2000.
Quem se debruçou sobre este assunto foi o Deputado do Partido da Terra , eleito nas listas do PSD por Setúbal, Luís Carloto Marques, que procedeu ás seguintes diligências citadas no seu site da Assembleia da República:
"A 8 de Maio de 2006 apresentei um requerimento sobre um estaleiro/britadeira/central de betão de apoio a obras públicas no Seixal.
Através dele pretendo apurar se os terrenos onde está a estrutura citada continuam afectas à Reserva Agrícola Nacional e à Reserva Ecológica Nacional e se a sua instalação foi autorizada pela autarquia.
A resposta da Câmara Municipal do Seixal foi enviada a 5 de Junho.
O Ministério do Ambiente prestou os seus esclarecimentos a 16 de Agosto, enquanto o Ministério da Agricultura respondeu a 5 de Setembro." »Nota, a segunda imagem mostra o outro lado da estrada não ocupada pelo estaleiro permitindo uma avaliação do local antes deste ser saqueado pela empresa Gomes Alho , com a conivência da Câmara do Seixal e a autorização do Ministério da Agricultura.


































