terça-feira, novembro 11, 2008

O DESCALABRO 13 - O BARREIRO


O Barreiro, nas estatisticas , aparece como o único concelho da Margem Sul que viu diminuír o numero de habitantes e aumentar a sua idade média , no entanto os últimos tempos, a julgar pelo volume de novas construções e no recém inaugurado Forum , mais um , parece querer demonstrar uma inversão nesses indicadores.

Uma certeza é a de que o modelo de desenvolvimento aplicado pela CDU sem apelo nem agravo, nos concelhos vizinhos será aplicado na íntegra também no Barreiro , o Barreiro Velho evaziar-se-á ainda mais e verá , apesar do Polis , preterida a sua requalificação e a sua recuperação urbana em deterimento de nova construção na periferia já com a nova travessia para Lisboa em mira
.

O comércio tradicional morrerá e o seu centro histórico deixará de ter vida como já acontece com Almada , como o Seixal , Montijo, ou Alcochete depois de terem o seu comércio completamente asfixiado pelas grandes superfícies e pelos respectivos Forum .

O negócio Quimiparque que transformará aquela área produtiva em mais betão para habitação será o golpe final e o descalabro total , a linha do TGV é uma boa ideia para fugir rápidamente dali para fora.

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Há 90 anos o Armisticio , como está hoje diferente a Europa, como é hoje diferente o Mundo, mas é preciso não ignorar outras páginas negras posteriores na nossa história comum , o nazismo e o comunismo , não esqueçamos!

segunda-feira, novembro 10, 2008

O DESCALABRO 12 - A MOITA

MOITA AVANÇA PARA O RIO















Em relação á Moita não se trata de um descalabro, mas de um verdadeiro cataclismo, tais foram as alterações no tecido urbano, no betão que aí está na calha, e nas propostas alterações no Plano Director Municipal , bem como as pretendidas deslocalizações de áreas de Reserva Ecológica e Agricola.

A mega urbanização em curso para a Quinta Fonte da Prata , cujo promotor, uma empresa espanhola , atravessa dificuldades financeiras no país vizinho, é um dos mais inexplicáveis e inqualificáveis projectos que estão a ser levados a cabo na Margem Sul , um verdadeiro decalabro ambiental, paisagistico e humano, pelo que alertávamos, já em 2005 o seguinte :

Urbanizar em zonas junto ao rio, em terreno agricola que deveria ser preservado não é na Margem sul exclusivo deste ou daquele concelho, mas pior que isso, uma politica que parece concertada entre todos.

Veja-se na imagem o que está a acontecer na Fonte da Prata a Oeste da Moita, mais betão sem mais nada... mais palavras para quê? A imagem é elucidativa , clique (na i
magem) para ver todo o explendor desta mega urbanização em que é já visivel para onde vai crescer!!!
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Comentário de um leitor de Paio Pires:

Eu apoio o Hospital do Seixal em Paio Pires. Apesar de tantos anos para ser construido a 3º prioridade do MS e nada ainda feito eu continuo a apoiar porque um concelho com mais de 200 mil habitantes e com lotação esgotada em Almada é preciso.




domingo, novembro 09, 2008

O DESCALABRO 11 - MONTIJO

Em Janeiro de 2006 alertávamos para o seguinte :

Montijo e o Nacional Rotundismo.


A par da completa delapidação ambiental, abate indiscriminado e ilegal de sobreiros, urbanizações que nascem não importa onde, seja sobre campos agricolas férteis seja sobre florestas protegidas ou sobre linhas de àgua ou leitos de cheia, há na Margem Sul um erguer esquizofrénico de betão com a construção de apartamentos, muitos deles sem comprador à vista!!!

A organização do espaço, o suposto urbanismo e dinâmica de ordenamento territorial continua a ser nulo ou ineficaz ou, melhor dizendo, feito por perfeitos incompetentes, mas o dinheiro parece abundar tal os meios eleitorais que os autarcas e respectivos partidos mostram neste sucessivo ano eleitoral, bem como pelas monumentais em numero e mau gosto, rotundas, sempre compostas de estatuária à altura, certamente encomendada pelo pato bravo de serviço a algum primo "artista" ou deixada à criatividade neo-realista ou pós-modernista do artista de serviço à autarquia.

Um exemplo de tudo isto se encontra sem esforço no Montijo, ou em qualquer outro munícipio da Margem Sul.


















Mas já em Maio de 2005 tinhamos publicado o seguinte:

MONTIJO , A SINTRIZAÇÃO DA MARGEM SUL




Era suposto não repetir com a ponte Vasco da Gama o fenómeno Ponte 25 de Abril, se bem que o construido no arrastamento imediato criado por esta infraestrutura (anos 70- apontados como a causa do grande caos urbanistico de hoje) seja hoje quase irrisório face ao construido nos anos 80/90 e nestes primeiros anos do seculo XXI.

No entanto esse esforço de contenção está hoje , ao que se pode assistir em Alcochete e Montijo, perfeitamente entregues à pato-bravice , não se vislumbra qualquer planeamento digno desse nome, é um repetir continuo em solo virgem, dos mesmos modelos de blocos de apartamentos e de sucessivas rotundas, qualquer uma delas pior que a anterior, são de ir às làgrimas os repuxos e outra "estatuària" a par das muito em voga "oliveiras do Alqueva" agora transplantadas para aqueles circulos no meio do betão e do alcatrão.

O caso mais grave é sem duvida o Montijo onde os blocos de betão invadem literalmente o espaço rural, no meio de campos de cebolas ou batatais lá aparece mais uma urbanização, mais um mamarracho , mais uma rotunda. É inacreditável! Nada se aprendeu com os erros de Almada e do Seixal nem mesmo em Almada e no Seixal- verdade seja dita!Posted by Hello
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Pois...só disparates... hoje é a recessão, a crise do imobiliário, a crise do sub-prime, a nacionalização de bancos em França, Bélgica, Alemenha, Estados Unidos ... Portugal ... a crise bfinanceira global, o petróleo que há três meses estava a mais de 150 dólares o barril...

sábado, novembro 08, 2008

O DESCALABRO 10 - ALCOCHETE




De Almada para Alcochete, da Ponte 25 de Abril, para a Ponte Vasco da Gama, de um extremo para o outro do "Arco Ribeirinho" , o que vemos é estarem a ser cometidos os mesmos erros na exploração do filão imobiliário à sombra de uma ligação rápida com Lisboa.

E isto ainda sem o anúncio da localização do Novo Aeroporto na Margem Sul , depois disso a pressão urbana vem-se a acentuar , e antes da crise financeira, foi mesmo notório uma subida dos preços .

Para além disso não retiro ou acrescento nem uma vírgula a um post aqui publicado em Maio de 2005 :


Em plenos campos de cultivo , de uma qualidade impar para a agricultura, junto à Reserva Natural do Estuàrio do Tejo o Betão caminha avassalador sem que haja um nexo ou uma linha de qualidade residencial, uma necessidade evidente de construir , é tão só mais um dormitório.


Se no interior da vila mete dó o avanço de prédios iguais em todo o lado face à arquitectura caracteristica da região, ainda quem lá compra poderá desfrutar do casco historico ou da marginal, na urbanização da imagem, entre Alcochete e o Samouco, é pura aberração em termos de ordenamento.

A arquitectura é Má, muito má mesmo!!! e a volumetria dos agora em voga quatro pisos (o limite para surgirem novos problemas e encargos como seja o elevador) são literalmente um mamarracho dentro de um campo de cebolas.

A vista até que deve ser boa, lá dentro de onde se não vêm estes edificios, mas o impacto negativo que têm nessa mesma paisagem é avassalador.


Depois, tanto esta como outras urbanizações têm a caracteristica de que quem lá vive está totalmente dependente do automóvel, não há um café, uma padaria, uma mercearia, um pequeno supermercado ou loja de conveniência, é preciso saír dali para fazer tudo e depois apesar do terreno ser plano como no Montijo, Barreiro ,Moita, Seixal... não se criaram alternativas válidas ao automóvel e essas alternativas passam por veículos tão simples, acessiveis e generalizados em toda a Europa (Rica) como é a bicicleta!


Mas por cá as estradas são estreitas, sem bermas e sem ciclovias , com muitas rotundas mas sem ciclovias (assim vêmos entre os nossos jovens crescer a obesidade e os problemas cardiovasculares) a dependência nesta margem (plana, de um clima excepcional, urbanizada em terreno virgem) face ao automóvel é total apesar de investimentos como a linha férrea da Fertagus que serviu mais para criar novas urbanizações junto às novas estações (onde também não há ciclovias a ligá-las com as zonas urbanas nem parques para bicicletas) que aproximem as já existentes de um transporte alternativo e menos poluente e encurtar o tempo de ida/volta a Lisboa e entre si.


Face a estes cenários , novas urbanizações como esta da imagem em Alcochete são puros dormitórios, obras primas de pato-bravo influentes, mas que só existem com a permissividade de técnicos incapazes no seio das autarquias e com autarcas que são de uma ignorância total...ou escondem outros interesses por detrás dos seus cargos e do seu papel de "eleitos"

sexta-feira, novembro 07, 2008

O DESCALABRO 9 - A CHARNECA


O que aqui foi escrito a respeito da Sobreda , pode ser aplicado na íntegra para a Charneca de Caparica.

A Câmara de Almada conseguiu estragar uma freguesia extremamente bem localizada e um trunfo fundamental num município com pretensões turísticas.
As pretensões são legítimas, pois a localização geográfica do concelho da Almada e o património Histórico e natural, nomeadamente o estuário do Tejo, as praias Atlânticas , os Pinhais e demais paisagem isso o justifica, no entanto a gestão humana das últimas três décadas tem delapidado todo este bem herdado das anteriores gerações.

Em três décadas aplicou-se uma politica em que parecia que o mundo estava a acabar, e havia que construír o mais possível, não importa como , e no mais curto espaço de tempo.

O resultado é o que conhecemos , uma
brandoização sem alma nem qualidade, e pior ainda, com práticamente a mesma estrutura viária , exceptuando a via rápida que tem servido...para acrescentar mais betão .

O caso da Charneca é exemplar na falta de sensibilidade ( e cultura) ambiental e urbana da autarquia almadense, o pior do suburbio, ou o suburbio no seu pior , realmente pior, pior , seria difícil fazer...
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ULTIMA HORA

Afinal a impunidade (ainda) não é total, mas quantos casos andam por aí no silêncio dos gabinetes ?

- Notícia TSF :

" A leitura da sentença do caso «saco azul» já terminou. Fátima Felgueiras foi condenada a três anos e três meses de prisão, com pena suspensa por dois anos e três meses. O tribunal decidiu igualmente a perda de mandato da autarca"
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A longa declaração permitida a FF no Telejornal RTP 1 , com repetição ás 22h na RTP 2 , sem contraditório, é inqualificável num Estado de Direito!

quinta-feira, novembro 06, 2008

O DESCALABRO 8 - A SOBREDA




A Sobreda é uma terra antiga, cheia de história e património :

"
Suvereda é a forma mais antiga de Sobreda e significa lugar de sobreiros e é sinal de povoamento florestal que parece ter sido abundante nas colinas a norte e sul do vale da Sobreda. Fez parte da freguesia da Caparica, desde a fundação desta em 1472 até 4 de Outubro de 1985, altura em que é desanexada e elevada a freguesia."

Hoje o património construído resume-se ao Solar dos Zagalos , a igreja e algumas construções privadas que mantiveram a traça original.

O património natural do qual herdou a toponínia (os sobreiros) desapareceu quase que por completo para que por todo o lado nasçam urbanizações e mais urbanizações, primeiro , na década de sessenta/ setenta , constítuídas por moradias unifamiliares, depois da década de oitenta deu lugar a edificios de grande volumetria e densidade habitacional.


A Câmara de Almada conseguiu transformar uma das melhor localizadas freguesias da Margem Sul, num suburbio desarrumado , feio como tudo o resto em seu redor e cheio de problemas de mobilidade entre outros, comuns à maioria das freguesias desta Banda.
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HOSPITAL DO SEIXAL, DA NECESSIDADE AO EMBUSTE











Hoje esteve em campo, para consumo externo (telejornais e imp
rensa) e (interno) eleitoral, mais uma acção de diversão intitulada Hospital do Seixal .

Sobre o tema já escrevemos, de forma politicamente incorrecta , mas realista, sobre esta farsa aqui(clique) e também aqui (clique) e aqui também (clique) e mais ainda aqui (clique).

quarta-feira, novembro 05, 2008

O DESCALABRO 7 - O FEIJÓ




O Feijó de há trinta anos era duas Ruas (Dr.António Elvas e Borges do Rego) e umas quantas transversais, a começar na Rua da Fábrica até ao depósito da água onde havia uma quinta abandonada.

Para o lado da Cova da Piedade havia hortas, pinhais e eucaliptais, e algures lá no meio uma olaria , de resto campo, com alguns trechos planos onde se jogava á bola (entre o que é hoje o Pavilhão dos Desportos e o Mercado), mais abaixo na ravina havia uma mina de água , depois hortas até ao Centro Sul.

Hoje é o que se sabe , BETÃO , o mesmo no limite Sul , os Pinhais e eucaliptais até Corroios tornaram-se em fitel-mignon para os patos bravos emergentes que tudo construíram , e para os politicos com mais olhos que barriga que já em Corroios , até deixaram um viaduto por acabar.

É o descalabro total, o verdadeiro deserto de ideias, o exemplo de como não fazer, de como não transformar terreno virgem . Agora, um dos poucos espaços centrais ainda livres, que sempre se pensou vir a ser para um Parque , para um Jardim... afinal vai ser para um Parque de Estacionamento e possivelmente mais um shopping , veremos...
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O Resultado das eleições nos Estados Unidos deixam-nos uma nova esperança em relação ao futuro e aos compromissos ambientais e sensibilidade ecológica naquele país , e suas reprecurssões mundiais.

Deixam-nos também uma nova esperança na Politica, e na forma de mobilizar os cidadãoa para abraçar causas em torno de uma ideia de um futuro melhor que não se esgota nem nos partidos nem nos politicos tradicionais e que revela sobretudo um grande desejo de mudança.

No vídeo acima pode-se inteirar como foi posta em marcha a máquina civica que levou Barak Obama à Presidência da maior potência mundial e quais os meios e suportes utilizados .

Inspiremo-nos para a mudança necessária e possível já no próximo ano, para alterar o rumo verdadeiramente desastroso que os politicos actualmente no activo e as politicas CDU, têm conduzido a Margem Sul.

Pior era impossível ! Mudar é possível !

YES WE CAN !

terça-feira, novembro 04, 2008

O DESCALABRO 6 - A AMORA



A freguesia de Amora (cidade) , é outra das freguesias do concelho do Seixal onde é evidente esta política de betão , a sua descaracterização e a pressão urbana sentida pela população sobretudo na rede viária e nos serviços.

Há um plano de pormenor, mais um, para a zona da Baía , com mais carga populacional e construída, mas já hoje é notória essa política na frente urbana construída a reboque da linha de caminho de fe
rro e em redor da estação de Foros de Amora.

Um perfeito dormitório agora baptizado de condomínio fechado, mais um ... mais um gueto para supostos ricos, mais um gueto para quem quer viver á margem da rua num bunker protegido, como agora é moda por este concelho outrora tão popular e proletário e agora transformado num PÊCÊ burguês de Direita .

Nota - nem um fogo para fins sociais!ou a "custos controlados ", ali não se querem pobres, nem jovens familias.

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Óbviamente ... Aqui damos a cara por OBAMA !

segunda-feira, novembro 03, 2008

O DESCALABRO 5 - A VERDIZELA



De um momento para o outro a Verdizela, conhecida pela sua urbanização harmónica, de baixa densidade e volumetria e amplas zonas verdes , está em vias de se tornar mais uma mega cidade de betão junto a uma zona Rede Natura 2000.

Será mais um crime ambiental que será ampliado caso a autarquia consiga o verdadeiro vandalismo que seria construír o pretendido Hospital , também no Pinhal das Freiras em plena Rede Natura , estão se a isto acrescentarmos o Golfe+Urbanização do Rego Travesso , no mesmo perímetro florestal seria uma verdadeira e irrversível hecatombe ambiental.


As imagens são elucidatórias do que a maioria CDU pretende .

Nota, nem um fogo para fins sociais!ou a "custos controlados ", ali não se querem pobres, nem jovens familias.

domingo, novembro 02, 2008

O DESCALABRO 4 - A ZONA RIBEIRINHA





O Descalabro chegou ás margens do rio, então no Seixal neste último mandato tem sido um fartar vilanagem, com grandes grupos económicos a verem ser-lhes distribuído, a cada um , o seu quinhão, daquilo que é um património de todos. Uma verdadeira politica anti-ambiental e de terra queimada digna de uma ditadura de ultra dideita, mas posta em prática , por um partido dito ... Comunista.


É o anunciado Plano de Pormenor da Torre da Marinha, a trazer betão desde o Continente até á Baía, mas é também tudo o resto, betão desde a Torre da Marinha á Quinta da Trindade, nem escapando o que os seixalenses pensam ser uma zona de recreio, a Quinta dos Franceses (imagem de baixo) , também ela uma zona já destinada a mais prédios.

Nota, nem uma habitação com fins sociais ou a custos controlados, ali não se querem pobres nem jovens famílias.

sábado, novembro 01, 2008

O DESCALABRO 3 - CORROIOS




Ainda recentemente abordámos este caso de Corroios, ou melhor, de Santa Marta,uma montanha de construção, que para quem segue pela A2, em direcção a Sul , compete com a linha bem mais armónica da Serra da Arrábida.

Para quem ali vive é uma montanha que diáriamente despeja os seus habitantes , ou na estação da Fertagus , ou em duas exíguas saídas viárias, e isto é só o pricípio do calvário que são as más acessibilidades naquela cidade de geração espontânea concebida por um qualquer génio ao serviço da CDU.

Depois há a questão social e humana , onde estar, para onde ír, onde passear, tudo ali é isolado e árido , desabrigado no Inverno, um forno no Verão , só disfarçado pelo ar condicionado, até o posto da policia é um improviso no que devia ser se calhar, uma loja de linjerie atrevida ou talvez, um video-clube.

Nota, nem uma habitação com fins sociais ou a custos controlados, ali não se querem pobres nem jovens famílias.

sexta-feira, outubro 31, 2008

O DESCALABRO 2 - FERNÃO FERRO



« Fernão Ferro é uma freguesia portuguesa do concelho do Seixal, com 25,26 km² de área e 10 753 habitantes (2001). Densidade: 425,7 hab/km².

Foi oficialmente criada em 11 de Junho de 1993, por desmembramento das freguesias da Aldeia de Paio Pires, Amora e Arrentela.

Esta freguesia é composta pelas localidades de Fernão Ferro, Pinhal do General, Redondos, Quinta das Laranjeiras, Flor da Mata, Foros da Catrapona, Pinhal de Frades e Quinta da Lobateira, Vila Alegre e Fontainhas.

Fernão Ferro confina a Norte com as freguesias de Aldeia de Paio Pires, Arrentela e Amora e a Sul com a freguesia de Quinta do Conde, do concelho de Sesimbra.

As famílias que eram originárias da terra começaram por desbravar matagais que cobriam a zona e cultivar a terra. Outros trabalhavam para a família Lima onde faziam corte de madeira de pinho, que eram transportadas para Lisboa, para ser usada nos fornos de pão. » (fonte - wikipédia e Setubal na Rede)


No final dos anos setenta , Fernão Ferro foi uma das zonas da Margem Sul que mais construção de génese clandestina viu nascer, por vezes anárquica , outras de gosto arquitectónico duvidoso e quase todas sem infraestruturas como ligações de esgotos à rede municipal , no entanto esse tipo de "urbanismo" teve como positivo a forte ligação á terra e à comunidade , a pouca densidade habitacional e a baixa volumetria dos edificios, na sua maioria unifamiliares e com caracteristicas rurais.

Hoje, o que se constrói , dentro das normas e orientações de promotores imobiliários e da autarquia traz muito maior densidade , arraza com maior área florestal e assume uma maior impermeabilização dos solos e contrasta em carga urbana com as habitações envolventes.


O Caso documentado da Quinta das Laranjeiras , no limite norte de Fernão Ferro é disso um exemplo pela negativa , contrariam tudo o que o saber popular criou, são mais uma vez urbanizações sem alma, desgarradas de tudo e sem quaisquer equipamentos à mão impondo uma quase total dependência do automóvel.

Nota - nem uma habitação com fins sociais ou a custos controlados, ali não se querem pobres nem jovens famílias.

quinta-feira, outubro 30, 2008

O DESCALABRO 1 - PAIO PIRES




























Nos últimos dias temos dado conta dos grandes projectos imobiliários para a Mar
gem Sul , sobretudo aqueles apresentados por grandes investidores e promotores imobiliários , alguns estrangeiros e que nos países de origem é sabido estarem a atravessar inclusivamente processos financeiramente complicados.

Manifestámos a preocupação face à conjuntura actual e à situação que provocou esta crise global nomeadamente à construção excessiva e muito para além da procura , as dificuldades de acesso ao crédito, ao crédito mal-parado e ao megalomanismo subjacente a estes projectos.

Mas o mais preocupante é que estes projectos, são uma gota no oceano, pois que a construção nos últimos anos tem sido avassaladora em todas as frentes , nos próximos dias vamos analisar algumas.



Na imagem temos a já aqui divulgada imagem do eufemisticamente chamado Plano de Reconversão da Siderurgia Nacional , que mais não é do que um Plano de Urbanização em massa, mas vejamos nas imagens acima, parte do que foi recentemente construído ou está em construção na Freguesia da Aldeia de Paio Pires , sem mais comentários.

O resultado é um amontoado desconexo de urbanizações, de volumetrias e cores variadas , algumas no meio do nada, ou onde outrora foram quintas agricolas, uma absurda rede de vias incompletas, sem saída, prédios inteiros à venda sem comprador à vista e uma grande Avenida de seu nome Avenida Aldeia de Paio Pires... um dormitório onde não há absolutamente nada que garante uma vida plena em qualidade urbana ... surreal!

HOSPITAL DO SEIXAL EM PAIO PIRES !

Face à localização e ao crescimento desta freguesia , face à proximidade da freguesia mais populosa do concelho de Sesimbra, na nova ponte para o Barreiro e consequentemente da nova Ponte Barreiro-Lisboa, face á nova cidade em que querem transformar Paio Pires , não se compreende que este não seja o local equacionado para a construção do Hospital do Seixal .

Nota - Nem uma habitação com fins sociais ou a custos controlados, ali não se querem pobres nem jovens famílias.

quarta-feira, outubro 29, 2008

A OBRA OU A DIVIDA PARA AS PRÓXIMAS DÉCADAS! É ISTO QUE QUER PARA A MARGEM SUL ?


Estamos mergulhados na maior crise económica da história , a primeira com reprecurssões verdadeiramente globais , no sistema financeiro , no universo bolsista , no imobiliário e em vias de extravasar para a economia real com a perspectiva de uma recessão generalizada ou uma garantida estagnação...

Nos Estados Unidos houve imóveis a desvalorizar 90% , e mesmo assim, não há quem compre!


E por cá?

Por cá há entre 450 a 500 mil casas à venda sem comprador , o parque habitacional no centro das cidades está degradado, Lisboa perdeu nos últimos dez anos 300 mil habitantes , o mercado da reabilitação urbana em Portugal é de 7% face aos 36 % da média europeia (em Portugal é um mercado potencial de 28 000 Milhões de euros ).

Há 20 000 fogos devolutos em Lisboa , tem havido na periferia da AML uma oferta superior em muito à procura.

Entre Junho e Setembro passsados os valores de avaliação de imóveis desceu 5%... mas apesar disso as autarquias CDU promovem mais e mais betão, desafectam áreas de Reserva Agrícola e Ecológica e outras zonas de protecção natural para construção.

Os PDM em revisão apontam para mais betão e mais área construída, os projectos mais sonantes, mas uma gota no oceano de betão que diáriamente é aprovado são :


ALMADA - ALDEIA DOS CAPUCHOS
Habitação para 3000 pessoas em 30 hectares, promotor CANTIAL


ALMADA - LISNAVE
120 hectares , 15 000 habitantes , edifícios com alturas entre 11 e 35 pisos,
50% habitação



ALCOCHETE - ALTO DOS MOINHOS 28 blocos de apartamentos , área de construção 140000 m2 , promotor LIBERTAS

MOITA - QUINTA FONTE DA PRATA 1ª fase construída 577 fogos, total 2900 fogos em
524 000 m2, estimados 10 000 habitantes. Promotor MARTINSA-FADESA

SEIXAL - PAIO-PIRES SIDERURGIA
1500 fogos

SEIXAL - VERDIZELA
30 000 fogos , em 800 hectares , junto a Sítio Rede Natura 2000

SEIXAL - BAÍA
300 fogos , 55 000 m2 , promotor A.SILVA & SILVA


SEIXAL - QUINTA DA TRINDADE
Centro Estágios SLB + 1516 fogos em 11 quarteirões ,
promotor Libertas


SEIXAL - TORRE DA MARINHA
Torres de 15 e 12 andares, desafectação de áreas de REN e RAN


SETUBAL - VALE DA ROSA

1 Estádio de Futebol , Shopping + 7500 fogos , 30 000 habitantes ,
no local há 1700 sobreiros . Promotor PLURIPAR