quarta-feira, agosto 09, 2006

TEMPO DE PRAIA NO MAR DA PALHA - 2 SEIXAL - PRAIA DO SEIXAL





































Atravessando a Baía do Seixal da Ponta dos Corvos, para o lado do Seixal através de uma pequena embarcação, vamos dar à praia do Seixal, um areal artificial de muito má qualidade, mal cuidado e com muito lixo, o ano passado sugerimos a sua utilização como zona de lazer.

Sugerimos há um ano que a Câmara instalasse por exemplo campos de volley de praia... se a Câmara de Paris o consegue fazer mesmo no centro de Paris junto ao Hotel de Ville...

Mas nem é preciso ir a Paris, basta ir ao Alentejo profundo de onde vêm bons exemplos "low-cost", como anteriormente mostrámos. Aqui deixa-se ao abandono... poderia sugerir a instalação de uma piscina pré fabricada que permitiria às pessoas de menores posses um mergulho em àgua de qualidade, uma vez que a Baía não a oferece... mas nada disto é feito, nem um apoio de praia com esplanada existe, e diz-se querer vocacionar a região para o Turismo... o local é inóspito e as recomendações para o evitar abundam.

Mais um exemplo de puro abandono, e a Câmara é já ali, bem como a sede do PCP, mas as motivações são outras, aqui quanto pior...melhor e os bons exemplos são de evitar...







Curioso o facto de os cartazes a avisar para a má qualidade da água serem muito menos dos que já foram, e de um tamanho reduzido, não dando a necessária ênfase ao problema, a Câmara que se diz "Seixal Saudável" pertencendo às Cidades Saudáveis da Europa...imagine-se... não se vislumbra nenhuma atitude de sensibilização aos cidadãos, pois não seria nada demais um funcionário , entre tantos, distribuir uma mera fotocópia a alertar para os perigos que as pessoas correm ao frequentar tais praias, muitas delas companhadas de familias inteiras e crianças e que nitidamente ignoram as doenças que num mergulho podem contraír..

Mas se calhar é pedir muito...então neste como noutros casos o A-Sul está a fazer um verdadeiro serviço público.
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Saudações para o recém surgido blogue da Margem Sul, Caparica Futurista que recomendamos AQUI. Clique.

terça-feira, agosto 08, 2006

TEMPO DE PRAIA NO MAR DA PALHA - 1 SEIXAL PONTA DOS CORVOS




































Ponta dos Corvos, Praia dos Tesos, Ponta do Mato ,três nomes uma só realidade, o terceiro mundismo com vista sobre Lisboa.

Num ano, aqui nada mudou, no concelho nasceram no entanto mais três gandes superfícies mas continua-se a nada fazer na preservação dos espaços exteriores naturais ou na criação de infraestruturas de qualidade que tragam uma melhoria nas condições de vida e de lazer das populações...foguetes...musica-pimba... são efémeros e nada acrescentam...

Uma pergunta : - Porquê seguir um Concelho que tem uma assumida "zona balnear de má qualidade" e que é mesmo um "PERIGO PARA A SAÚDE PÚBLICA" ???

Não será melhor seguir antes Concelhos que sejam bons exemplos de Qualidade?

Podemos seguir o conselho e pôrmo-nos a milhas, só puro masoquismo no entanto nos faria seguir tal Concelho...

segunda-feira, agosto 07, 2006

MIRATEJO - SEIXAL, «ÍNDIOS E COWBOYS»





















Publicado este fim de semana na NoticiasMagazine, a revista distribuída aos fins de semana nos jornais Diário de Noticias e Jornal de Noticias, um trabalho da autoria de Ricardo Rodrigues que traça um retrato violento da Margem Sul, nomeadamente do Miratejo, concelho do Seixal, um retrato algo dissonante do cenário que a máquina das autarquias em questão pretende criar através dos seus meios próprios de propaganda.

Nesses "Boletins" , como o da presente quinzena referente ao Seixal, vêmos GNR e jovens de um bairro problemático "Quinta da Cucena" (considerado um exemplo pela autarquia, vá-se lá saber é de quê...) a jogar futebol na maior das "camaradagens"...

A realidade é bem diferente e não se sabe se essa (o jojo de futebol) estratégia , não passa mais pela necessidade de sobrevivência da GNR do que de uma estratégia de integração daqueles jovens, marginalizados num bairro social completamente segregados e à margem da malha urbana, pois ao ler a Noticias Magazine somos esmagados pelos números da delinquência e que "No Miratejo há trinta GNR para cinquenta mil pessoas" .

E sobre o espaço urbano do Miratejo que tanto delicia os autarcas "O nome do bairro é injusto.Da maioria dos prédios que compõem o Miratejo, é raro conseguir-se ver-se o rio.A povoaçãodesce do alto do Laranjeiro, em Almada, numa curva apertada até à zona ribeirinha. As margens ficam tapadas pelos muros e vedações da Base Naval do Alfeite. À direira sucedem-se os edifícios de 12 andares de baixo custo, à direita existe um pinhal com alguns bancos e mesas de madeira.A estrada desemboca numa alameda com um jardim, rodeada por um centro comercial com várias lojas fechadas e um hipermercado que abriu portas há poucos meses..."

E sobre esse ambiente dizem também os residentes:

" Crescer num bairro problemático é jogo de duros. Não se pode mostrar medo a ninguém « se te provocam contra-atacas», dizem os homens da Hate Ball Crew" - (HBC ou 823 , suas iniciais ou a posição dessas iniciais no alfabeto) , um gangue de rua com regras grupais próprias e forma individualizada de marcar território através de TAG's, um tipo de grafittis.
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PS. Recomendo a leitura dos comentários ao post com outra versão da forma como foi construída a reportagem, apesar de anónimos não gostaria de deixar essa outra versão passar sem uma referência.

domingo, agosto 06, 2006

40 ANOS DE PONTE - DA OUTRA BANDA À MARGEM DE BETÃO









Faz hoje quarenta anos que foi aberta ao público a então Ponte Salazar que novos ventos de ilusão de mudança baptizaram com o novo nome que hoje tem.

Este dia marcou um início que , afinal , sem grandes alterações , foi agravando sempre o que de mal se estava a fazer, aqui foi só o início, quem dera tivessemos ficado pelas asneiras feitas nos anos sessenta e setenta onde em termos de "obra" se destacou António Xavier de Lima, o rei do betão e das negociatas imobiliárias da Margem Sul.

Nas últimas décadas, com o abastardamento do chamado Poder Local e com a ditadura instalada a Sul do Tejo, tem sido um não acabar de "fartar vilanagem" agora com recurso a mais sofisticadas formas de financiamento, usando capitais off-shore e empresas imobiliárias de capitais estrangeiros...leasings a pagar pelas futuras gerações... mas a finalidade tem sido a mesma , explorar até à exaustão a capacidade de betonizar a esmo e sem critério.

Já neste início do século XXI, e com outra Ponte na paisagem, e quando tudo levaria a crer que se tinha aprendido com os erros do passado, o que se vê é o patrocinio autárquico à machadada na qualidade ambiental da Margem Sul com o único fito de servir clientela , e cumprir compromissos assumidos empenhando o bem público.

Quarenta anos é na realidade periodo longo para quem se tem empenhado e sido cumplice em degradar e enriquecer à custa de uma paisagem com milhares de milhões de anos de beleza natural. Nesse prisma temporal geológico, é um lapso de tempo em que ocorreu como que uma uma explosão destruidora, no entanto à história humana também é um periodo breve, mas tão tristemente arrazador e de tão graves consequências, que os culpados , perfeitamente identificáveis , serão julgados pelas futuras gerações, a quem prestarão contas, pelos desmandos e pela pesada herança que lhes legam .

Mesmo que mudem os nomes das placas, antes como hoje, a história cá estará para os julgar.

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Do Blogue Alhos Vedros ao Poder passo a citar:
"Para os incrédulos... ... da teoria da betonização, eis a demonstração do que se tem dito: mesmo se a agregação de concelhos é feita com critérios algo estranhos (juntar o Barreiro e Alcochete é algo disparatado, sendo mais lógico usar as unidades Barreiro/Moita e Montijo/Alcochete), as evidências são, seo lá..., evidentes. No Seixal (dando toda a razão ao Ponto Verde) existe um afã betonizador assinalável, apesar do assassinato já antes existente no eixo Amora-Corroios, enquanto o eixo Moita/Montijo vem logo a seguir num "honroso 2º lugar em matéria de oferta de fogos.
Se ligarem estes dados ao facto de ser a zona de Moita/Montijo a que apresenta, em média, o valor mais baixo por metro quadrado de construção, chega-se facilmente às conclusões que aqui há quase 3 anos se afirmam, ou seja, isto é terra queimada para transformar em dormitório de 3ª e 4ª categoria.

AV1 (com o destacável sobre "Imobiliário" incluído no Público) "

E acrescento do mesmo trabalho acima citado pelo AV :

" O Concelho do Seixal é o que possui, neste momento, mais fogos em comercialização"...

sábado, agosto 05, 2006

A BETONIZAÇÃO DO SEIXAL - "A BOLA" HÁ UM ANO ESCREVIA PARTE 2















Interesses imobiliários privados, do Benfica e de promotores imobiliários... assim como a vaidade dos autarcas em associar o nome do Clube à autarquia da margem Sul, secundarizaram o interesse dos Seixalenses, do seu Património Construído e ambiental.


- O NEGÓCIO DO SEIXAL - parte II
, 06-08-2005

VILARINHO E MÁRIO DIAS REPRESENTARAM CLUBE
Benfica recebeu terrenos para o centro de estágio

A Euroárea oficializou ontem a cedência dos terrenos numa cerimónia onde esteve igualmente presente o presidente da Câmara Municipal do Seixal. As obras arrancam em Janeiro

A DIRECÇÃO do Benfica recebeu ontem, da Euroárea, os dois lotes de terreno (um total de 15 hectares) reservados ao centro de estágio do clube a construir no Seixal.

Além de Manuel Vilarinho e Mário Dias, em representação do Benfica, esteve na Luz o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Alfredo Monteiro. Pela Euroárea compareceram Dias Branco e António Conceição Ferreira.

No final da cerimónia, o presidente do Benfica manifestou o seu contentamento pelo acordo. “Esta doação era de extrema importância para o clube, pois vai permitir a construção de um campo de treinos onde os jogadores poderão treinar com tranquilidade. Além disso vai permitir a formação de atletas, pois Portugal é um país exportador de jogadores”. O dirigente expressou ainda o seu contentamento pelo facto de o “Benfica estar a criar património” depois de este elenco directivo ter estado “um ano e dois meses a pagar dívidas”. Vilarinho garantiu ainda que
as obras vão arrancar em Janeiro, que o projecto terá a participação de terceiros
e acrescentou que a única contrapartida dada pelo clube “será a sua presença no Seixal”.

Alfredo Monteiro mostrou-se igualmente agradado com o acordo (a Câmara do Seixal recebeu um lote de terreno) e afirmou: “Este é um acto de grande significado que vai para além de um projecto. A partir deste momento, o Benfica está fisicamente no Seixal.”

O autarca salientou ainda o facto de este projecto “permitir o desenvolvimento do desporto no Seixal”, considerando o Benfica como “o embaixador do desporto português”. No final revelou ainda que o lote cedido à autarquia será utilizado para a construção de um Estádio Municipal.

Autor: JOÃO SOARES RIBEIRO
Data: Sexta-Feira, 7 de Dezembro de 2001

sexta-feira, agosto 04, 2006

O BENFICA E A BETONIZAÇÃO DO SEIXAL - "A BOLA " HÁ UM ANO ESCREVIA - PARTE 1





Volumetria da construção gera enorme polémica

Uma verdadeira cidade irá nascer na área da Quinta da Trindade, no Seixal. É o que se oferece dizer do estudo urbanístico realizado para a área onde o Benfica, a autarquia e a Euroárea acordaram que os encarnados possam construir o seu centro de estágio... e mais uma urbanização. O documento, a que A BOLA teve acesso, deixa lugar a poucas dúvidas. A polémica está instalada sobre se o interesse público em ter o Benfica no concelho justifica as volumetrias de construção autorizadas.

Imagine o leitor 1325 apartamentos, distribuídos por 76 lotes, numa área equivalente a pouco mais de 26 campos de futebol. É essa a área de habitação autorizada a construir na Quinta da Trindade, no Seixal, local para onde o Benfica tem projectada a construção do Centro de Estágio... excluindo daqui todas as construções e infra-estruturas próprias afectas a esta instalação desportiva (lotes, campos relvados, pavilhão, balneários, piscinas).
Conforme o Estudo Urbanístico que publicamos em anexo, alguns blocos terão oito pisos de construção acima do solo, numa área bruta de construção destinada à habitação — portanto comercializáveis, destinada a ser vendida... — de 159.048 metros quadrados.
Um número cuja importância sai sublinhado pelo muito menor espaço contemplado para instalações destinadas a comércio e serviços: 3.907 metros quadrados, num projecto total de 162.895 metros quadrados de área bruta de construção.
O documento, cuja autenticidade foi confirmada a A BOLA por fonte da
Euroárea — empresa que solicitou o estudo, negociou os terrenos com os encarnados e tem estado ao lado do Benfica no projecto — deixa lugar a legítimas reticências que, ainda antes da construção se iniciar, se acastelam quanto ao sossego e tranquilidade da equipa de futebol, e à necessidade de averiguar convenientemente a volumetria autorizada de mão dada com o projecto.

Benfica é «muleta» de grande projecto imobiliário

A presença do Benfica no concelho constitui importante fonte de valências e chamariz para o Seixal, acelerando o seu desenvolvimento. A questão polémica reside no facto do inequívoco interesse público em ter os encarnados no concelho não permitirá ultrapassar limites de razoabilidade e legalidade. Até porque, segundo A BOLA apurou, existem sobre os terrenos da Quinta da Trindade muitas limitações.
Por ser uma área passível de afectação a Servidão Militar (da Marinha), estar incluída na Reserva Agrícola Nacional (RAN) e na Rede Ecológica Nacional (REN) — entre outros impedimentos burocráticos de maior peso à construção, o número de metros quadrados de construção para habitação apresentados para aprovação surpreende... pela generosidade.
Junto da Euroárea, A BOLA apurou que, «mesmo sem necessidade de alteração» do PDM, o avanço do projecto é uma realidade.

Muito dinheiro em jogo

Sendo certo que o peso do Benfica permitiu acelerar um pouco o processo e tornear obstáculos — que, de outra forma, de arrastariam por muito mais tempo... sem garantias de sucesso — resta referir as inequívocas vantagens financeiras a extrair da rentabilização imobiliária deste património... pela Euroárea, principalmente.
A uma média de preços actual, de 30 mil contos por cada fogo (e são 1325...), a projecção aponta para 40 milhões de contos de receitas.
O pote de ouro no fim do arco-íris, negociado ainda pela Direcção de Vale e Azevedo com a Euroárea, e que, ao contrário dos terrenos contíguos à Luz, não foi alvo de revisão contratual pelo actual executivo, liderado por Manuel Vilarinho. Um negócio de muitas valências, e que interessa a todas as partes. Fica a noção de que, à boleia dos encarnados, do projecto e do protocolo celebrado para o Centro de Estágio, poderá nascer uma urbanização cujo tamanho, ainda no papel, já assusta.

Viabilidade aprovada
Importante é também fazer o ponto de situação do projecto. Segundo informaram os serviços de comunicação da autarquia presidida por Alfredo Monteiro (CDU), «neste momento não há nenhum avanço significativo». Miguel Manso confirmou, no entanto, ao nosso jornal, que
o protocolo tripartido assinado entre Benfica, autarquia e Euroárea, a 14 de Janeiro de 2000, é válido.

Quanto ao andamento do processo e desbloquear das burocracias, a edilidade confirmou-nos que a viabilidade do projecto «já foi aprovada», mas ainda não o loteamento. E aqui abre-se espaço a eventuais alterações ao articulado inicial, e possíveis re-arranjos entretanto combinados entre as três partes, quanto às áreas envolvidas. Mesmo quanto aos limites da viabilidade do projecto aprovado, é deixada em aberto, pela autarquia, a possibilidade de se referirem apenas ao Centro de Estágio, e não à urbanização contígua prevista.
No fundo, é este o cerne da questão: a gritante discrepância entre as dimensões autorizadas para a construção divergem largamente.
O protocolo (assinado por Vale e Azevedo: nota BASTA) menciona apenas 5200 metros quadrados, incomensuravelmente menos do que o que está previsto para a urbanização: 162.895 metros quadrados. Mas a possibilidade de todo o complexo surgir incluído na abrangente rubrica descriminada como «remate da malha urbana», enunciada nos documentos relativos ao processo, não poderá ser descartada.
Quanto a alvarás e licenças necessárias, a Euroárea espera pela aprovação do Plano de Pormenor da área. A empresa conta com o Projecto de Viabilidade aprovado, e um protocolo em vigor.
A prova de que o empreendimento verá sempre a luz do dia, mesmo sem Benfica, deu-a o próprio Alfredo Monteiro, em entrevista recente a A BOLA, quando declarou que o Centro de Estágio avançará em qualquer eventualidade — com ou sem outro clube — pelas valências que permitirá sempre, no âmbito do procotolo, disponibilizar, em termos de infra-estruturas, à população local. A projecção que o concelho irá ter, até em termos de incremento da prática desportiva dos munícipes, é factor decisivo.
Depois de o projecto de viabilidade já ter sido aprovado em sessão camarária, tanto quanto A BOLA apurou,
caberá agora à Assembleia Municipal pronunciar-se, no próximo dia 12, quanto à desafectação de uma parcela de terrenos da Quinta da Trindade da Reserva Ecológica Nacional (REN).

PSD levantou dúvidas

As dúvidas que se colocam quanto ao gato escondido — um projecto imobiliário que dificilmente mereceria aprovação de outra forma — associado ao Benfica, e à construção do seu Centro de Estágio, levaram já a algumas interrogações das demais forças políticas. O vereador Luís Rodrigues (PSD) questionou directamente o presidente da autarquia, Alfredo Monteiro, na sessão camarária de 14 de Março de 2001. O representante social-democrata na autarquia absteve-se, e, conforme disse ao nosso jornal, está atento ao evoluir da situação. «O Benfica não pode servir de pretexto para se construir uma urbanização de enormes dimensões no Seixal. Há todo o interesse em trazer o Benfica para o concelho, mas não pode haver quaisquer atropelos à lei», sustentou.

quinta-feira, agosto 03, 2006

PERSPECTIVAS DE VERÃO













Para muitos aqui está beleza, equilibrio, sustentabilidade, beleza na paisagem e nas coisas simples e fundamentais da vida. Para outros um excelente sítio para pôr mais um hipermercado, plantar mais uma rotunta ou assentar mais um prédio, quem diz um, diz toda uma urbanização.

Goze o Verão mas indigne-se no que fizeram do Algarve , no que querem fazer da Costa Vicentina, no que transfiguraram a Margem Sul e a Península de Setubal e regresse com mais exigência, maior espirito critico e interventivo, não deixe que "meia dúzia de serralheiros mecânicos" mandem no Urbanismo deste país .
Exija um lugar melhor para viver, um melhor Futuro!
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Aqui já há quem o faça:

Ultimas notícias sobre a tentativa de destruição da zona protegida da Flor da Mata - Pinhal dos Frades no Seixal (CLIQUE AQUI)

quarta-feira, agosto 02, 2006

SEIXAL - NOTÍCIA DA AUTARQUIA CONFIRMA ACUSAÇÕES DA POPULAÇÃO


















Notícia publicada no Boletim Municipal do Seixal vem dar razão à população na acusação de que a autarquia pretende betonizar uma das ultimas florestas do Seixal, ainda por cima uma zona protegida no Plano Director Municipal que a define como zona de interesse ecológico a preservar.

A autarquia vem assim através de orgão próprio entrar em contradição com o que ao longo dos anos tem prometido á população e assumido em sede de PDM e por outro lado desmente-se a si própria numa noticia não assinada , emanada da Câmara e que alegava que os cidadãos estavam a "atropelar a verdade".

Esta noticia é que se torna num veradeiro auto-atropelo aos próprios autarcas, para não dizer um autêntico tiro no pé, como se explica que só depois de duas semanas de terminar a consulta pública sobre o referido plano de pormenor, este tenha sido tornado público e divulgado pela primeira vez?

O orgão autárquico não explica também como é que construir numa "zona verde" vai permitir construir... uma "zona verde" , também não explica as formas de financiamento encontradas, quem vai construir e quem é que é o proprietário do terreno, situações que obrigatóriamente já deveriam estar definidas para que o referido projecto tivesse a obrigatóreia declaração~de utilidade pública.

Da mesma forma não explica como vai haver "uma ligação à rede de esgotos existente" quando esta não existe e os esgotos serão despejados a céu aberto perto dalí, também não clarifica porque razão o projecto não mostra o traçado do IC 32 que irá passar no local e não consta de nenhum estudo ou projecto.

Por outro lado a imagem de computador apresentada não mostra que a urbanização proposta não será implantada num tapete verde feito em computador, mas numa zona arborizada de sobreiros e pinheiros. E atravessada por linhas de água protegidas na Reserva Ecológica Nacional e por uma linha de Alta Tensão que são mais uma vez intencional e criminosamente omitidas.

terça-feira, agosto 01, 2006

OS BONS EXEMPLOS NO INTERIOR DA "MARGEM ESQUERDA" - 4 CASTELO DE VIDE
















Mais um excelente exemplo vindo de uma autarquia com migalhas em termos de recursos financeiros (como se vê no quadro) comparada com os Municipios Ricos , mas sem qualidade de vida, da Margem Sul . Castelo de Vide convida a viver nos seus espaços públicos, nas suas ruas limpas, nas suas esplanadas onde se pode estar.

O exemplo poderia continuar a ser como aqueles dados nos ultimos dias, da excelência dos espaços públicos, dos jardins, do património bem cuidado, das casas centenárias recuperadas ou das piscinas municipais ou centro desportivo com pista de atletismo e campo relvado.

Optamos hoje por apresentar um exemplo, de excelente arquitectura, de um bairro destinado a habitação social, uma zona onde dá gosto viver. Desde logo junto à zona urbana e dela fazendo parte, depois pela forma como tal foi projectado, nada de blocos de betão como é proposto em modelo de inspiração marxista ou fascista, igual por todo o lado, aqui optou-se pelo que é único, pela integração no local e na sua arquitectura.

Este é um projecto com mais de vinte anos, um exemplo que a ter sido seguido teria dado qualidade de vida a muita gente. É um modelo de qualidade, um projecto vivo, cuidado e sem graffitis o que demostra que quando se gosta do local em que se vive se tem orgulho nele e se procede à sua conservação, ao contrário do que acontece ainda pela Margem Sul, felizmente um modelo que começa agora a ser demolido em municipios como o Porto à semelhança do que se faz já há anos por essa Europa fora.

Há alguns autarcas que comprometidos com compromissos inexplicáveis continuam de vistas curtas rumo à asneira repetida vezes sem conta.

CASTELO DE VIDE
Ano de 2006
Finanças Locais - Indicadores e Aplicação
ImpostosValores em Euros
Contribuição Autárquica 138 988
Imposto Sobre Veículos 29 734
Sisa 41 027
IRS 1 798 839
População
População Residente 3 780
Menores de 15 anos 477
Dormidas 37 153
Residentes + Dormidas 3 881
Outros Indicadores
Área 265 (Km2)
Amplitude Altimétrica 697 (m)
Área x Factor Altimétrico 358
Freguesias 4
IDS 0.86335653337799
FundosValores em Euros
FBM 1 080 268
FCM 2 288 253
FGM 395 561
TOTAL 3 764 082

domingo, julho 30, 2006

OS BONS EXEMPLOS NO INTERIOR DA "MARGEM ESQUERDA" - 3 MONFORTE















Outro bom exemplo de bem servir as populações vem de Monforte, outra zona onde é necessário estancar a saída de jovens e fixar jovens casais, aqui faz todo o sentido, usar estes mecanismos financeiros para instalar jovens casais onde há uma taxa de jovens maior como no Seixal é que nos parece algo abusivo, para não dizer fraudulento.

Mas voltando a Monforte as imagens permitem mostrar o que é possivel fazer com poucos meios e com pouco dinheiro, basta uma autarquia apostada em criar uma zona de lazer no trecho de um pequeno ribeiro, quanto dariam estes municipios para ter um praias fluviais como as qua abundam no Estuário do Tejo cheias de lixo e ao abandono?

São os custos da interioridade dirão e realmente, só tem 3241 habitantes, mas não vemos urbanizações a crescer nem rotundas a ser construídas sem sentido, nem viadutos feitos a contar com a instalação de mais um hipermercado, o que vêmos é uma arquitectura de dimensão humana e uma politica centrada nas pessoas, não nos negócios fáceis nem nas permutas o alterações à la carte do uso do solo.


MONFORTE
Ano de 2006
Finanças Locais - Indicadores e Aplicação
ImpostosValores em Euros
Contribuição Autárquica 87 419
Imposto Sobre Veículos 23 564
Sisa 25 902
IRS 1 059 444
População
População Residente 3 241
Menores de 15 anos 427




Outros Indicadores
Área 420 (Km2)
Amplitude Altimétrica 358 (m)
Área x Factor Altimétrico 537
Freguesias 4
IDS 0.85300186061828
FundosValores em Euros
FBM 1 080 268
FCM 2 477 514
FGM 382 736
TOTAL 3 940 518

Acima, aqui ficam outros numeros para se meditar sobre o país real...

OS BONS EXEMPLOS NO INTERIOR DA "MARGEM ESQUERDA" - 2 MARVÃO













Marvão, um Património único, uma qualidade de gestão territorial e urbana de excelência.

Marvão tem andado ocupado com a candidatura da vila a Património Mundial da Unesco, houve um trabalho notável na recuperação arquitectónica, na repavimentação, após terem sido refeitas e/ou construídas todas as infraestruturas , as obras ainda não estão concluídas mas o esforço foi notável e de sublinhar o exemplo de uma autarquia que vai projectar para o futuro , toda uma herança patrimonial herdada e que no presente é já um destino turistico e cultural de excepção, promovendo a região e o país , mas não é só com o passado e com os visitantes exteriores que esta autarquia se preocupa, preocupa-se também com os seus residentes , de quem no dia a dia ali vive, nesse sentido e dada a distância que separa da costa, elogia-se o trabalho exemplar das piscinas ao ar livre, da construção de uma zona de lazer bem como a construção de um circuito de manutenção e de instalações desportivas, isto literalmente "no meio do campo".











Na imagem as piscinas naturais e as municipais de Marvão ,associadas a uma zona desportiva e de lazer, isto num dos concelhos mais penalizados pela actual lei das finanças locais (tem3739 habitantes) , e que não tem esquemas de betonização do seu território, alterações de uso do solo para construção de habitação e outros esquemas comuns às autarquias ditas "ricas" mas que há muito maior qualidade de vida do que na Margem Esquerda do estuário do Tejo, isso já, as pessoas aqui parecem contar mais.

O contraste não podia ser mais gritante por exemplo com os concelhos da margem esquerda do estuário do Tejo, apesar de dispôrem de uma vasta frente ribeirinha e de praias fluviais de excepção, tudo praticamente está ao abandono, sem aproveitamento, sem cuidado, sem uma preocupação visivel pelo cidadão, circuitos de manutenção, espaços verdes mantidos... muito menos. Alguns dados para meditar:


MARVÃO
Ano de 2006
Finanças Locais - Indicadores e Aplicação
ImpostosValores em Euros
Contribuição Autárquica 122 488
Imposto Sobre Veículos 28 298
Sisa 46 466
IRS 1 029 511
População
População Residente 3 739
Menores de 15 anos 402
Dormidas 18 610
Residentes + Dormidas 3 789
Outros Indicadores
Área 155 (Km2)
Amplitude Altimétrica 804 (m)
Área x Factor Altimétrico 209
Freguesias 4
IDS 0.84462354659936
FundosValores em Euros
FBM 1 080 268
FCM 1 834 981
FGM 402 793
TOTAL 3 318 042


sábado, julho 29, 2006

OS BONS EXEMPLOS NO INTERIOR DA "MARGEM ESQUERDA" - 1 PORTALEGRE


















Boa prática do Pólis em Portalegre foi a instalação da Câmara Municipal no que foi uma antiga fábrica, na imagem, excelentemente recuperada.

Fomos até ao interior, não perdendo o Sul, fomos até ao Norte desse mesmo Sul sem deixarmos a Margem esquerda do Tejo, em busca de boas práticas, de bons exemplos feitos por autarquias bem mais pobres e em zonas mais desertificadas que as da zona da Peninsula de Setubal e estuário do Tejo e Sado.






Acompanhando a passagem de José Sócrates por Portalegre assistimos à tentativa de "dar a volta" a uma cidade que luta contra os factores deste modelo de desenvolvimento assente no litoral, que esquece um interior que está afinal sómente a duas horas dessa costa em autodestruição.







Portalegre é hoje o primeiro exemplo da aplicação do Programa Polis, um programa laçado por José Sócrates há cerca de oito anos , enquanto Ministro do Ambiente, curiosamente, o actual titular da pasta referia exactamente o numero de ministros que entretanto tutelaram a pasta entre José Sócrates e o próprio Prof. Nunes Correia o ministro em exercício, as consequências de uma tal rotação numa pasta que deveria ser a espinha dorsal do desenvolvimento sustentado do país estão à vista...

O Pólis Portalegre permitiu fazer um face-lift a uma cidade algo estagnada, dando-lhe um toque de recuperação patrimonial e ao mesmo tempo modernidade, se bem que mais e melhor haverá a fazer com a aplicação posterior do Pólis XXI, um programa que acompanhará e desenvolverá, no futuro, obras que serão consequência das agora inauguradas. Para já revelaram-se um excelente exemplo de recuperação urbana e paisagistica. O Parque criado junto às instalações da autarquia elas também resultantes da recuperação de uma antiga fábrica é uma mais valia ambiental e urbana, tal com o parque de estacionamento subterrâneo aí construído.

A recuperação do centro histórico e as obras ainda em curso no Castelo projectam o lado de preservação patrimonial e investimento turistico, no entanto faltam ciclovias, algum ordenamento no trânsito e sinalética . O edificio da Escola Superior de Tecnologia á entrada é magnifico, mas a antiga escola "Comercial e Industrial" tem o ar decadente traduzido pelos péssimos resultados dos seus alunos a nível nacional o que dá razão ao Ministro do Ambiente ao afirmar que há um lado "social" do Programa Pólis a ter de ser levado em conta , nada mais a propósito neste interior belissimo , e sem grafittis , mas envelhecido e desertificado.

Por outro lado há alguns prédios incaracteristicos e que nada têm a ver com a cidade a aparecer em locais que necessitarão de um melhor enquadramento paisagistico em termos de envolvente arborizada.

O primeiro Ministro deixou ainda as pistas do que será a politica do governo para as cidades, em termos nacionais, sublinhou, as cidades devem “melhorar as questões do ambiente, reduzir a poluição, cuidar do espaço público e da sua memória e identidade”.

Alguns dados sobre Portalegre:


PORTALEGRE
Ano de 2006
Finanças Locais - Indicadores e Aplicação
ImpostosValores em Euros
Contribuição Autárquica 1 186 155
Imposto Sobre Veículos 269 286
Sisa 756 372
IRS 16 746 144
População
População Residente 24 756
Menores de 15 anos 3 147
Dormidas 26 899
Residentes + Dormidas 24 829
Outros Indicadores
Área 447 (Km2)
Amplitude Altimétrica 771 (m)
Área x Factor Altimétrico 604
Freguesias 10
IDS 0.91815969913691
FundosValores em Euros
FBM 1 080 268
FCM 5 032 611
FGM 1 268 926
TOTAL 7 381 805

sexta-feira, julho 28, 2006

OS TRINTA ANOS DO PARQUE NATURAL DA ARRÁBIDA














O Parque Natural da Arrábida completa hoje seu trigéssimo aniversário num cenário que não é o melhor para uma Àrea Protegida ao nivel da protecção ambiental que devia ser o garante e exemplo.

Numa sociedade onde o respeito pela natureza e pelo ambiente ainda é trabalho para duas ou três gerações, com favorecimentos vários à solta, não só no território do Parque mas em toda a Península de Setubal, seria pois de esperar o óbvio, que o próprio território do Parque Natural não escapasse a tamamnha pressão que ocorre sobretudo com loteamentos e construções avulsas, com patrocinio de uma ou várias entidades publicas.

Por outro lado temos várias feridas abertas e cada vez mais longe de estarem ou serem cicatrizadas, refiro-me como é normal, à SECIL, problema agora agravado com a novela da queima dos residuos industriais perigosos e também à exploração de pedreiras de calcário na região de Sesimbra... os interesses associados ao Betão agora numa outra vertente de exploração de matéria-prima.

Temos depois a imensa e generalizada falta de civismo deste povo que a cada dia que passa prova não merecer os recursos naturais e paisagisticos de que dispõe, desde os piqueniques cujos restos são abandonados no local, às "distrações" por vezes criminosas que têm provocado incêndios de uma dimensão avassaladora e incontrolável, até ao cidadão que ignora os alertas nas zonas de reserva integral ou deixa lixo por tudo o que é berma de estrada, ou mesmo pela profusão (agora mais disciplinada com o POA) de embarcações de vaidade e recreio...

Destes trinta anos de Parque natural da Arrábida ficará para sempre a imagem de Carlos Pimenta , imagem essa associada porventura ao período mais negro da Arrábida, a fase em que o Portinho foi transformado num imenso abarracamento...uma vergonha nacional.

Para quem tiver saudades desta fase "revolucionária" que se desloque até à Fonte da Telha e compare, para nos próximos trinta anos nem se atreverem pensar em repetir.

quinta-feira, julho 27, 2006

POLITICA EUROPEIA PARA AS CIDADES E ZONAS URBANAS











Politica de cidades, Margem Sul cada vez mais longe dos objectivos europeus

No passado sábado no Publico a Comissária Europeia responsável pela politica regional deixou recomendações para "A União que necessita de cidades inovadoras e dinâmicas, que saibam criar as melhores condições para o crescimento , a criação de empregos e a inovação e, simultâneamente garantir a coesão social e a qualidade do ambiente"

Ou seja, parece que Portugal se pretende afastar (como vimos ontem) ainda mais dos niveis de vida e desenvolvimento da Europa, apontando para uma politica de desenvolvimento local perfeitamente avessa às directrizes de Bruxelas, não admira pois, traçada por quem trata os funcionários que vistoriam o ambiente à pedrada e de "beijo na boca" os construtores civis e os promotores imobiliàrios.

Enquanto que em Portugal se decalcam alegremente situações social e ambientalmente erradas que conduziram a situações como as ocorridas há meses em Paris, em Bruxelas analisam-se sériamente estas questões de forma a enveredadr por uma outra abordagem das zonas urbanas... utilizando para esse fim fundos comunitários!!! Entre os objectivos pretendidos temos:

- Reforçar a atractividade das cidades, em termos de transportes, serviços, qualidade ambiental e cultura. - Fomentar um desenvolvimento equilibrado entre as diferentes cidades; reforçar as relações entre as zonas urbanas, rurais e periurbanas. - Consolidar as cidades como polos de crescimento , apoiando a inovação e e economia do conhecimento. - Melhorar a empregabilidade e diminuir as disparidades entre os bairros e grupos sociais. - Lutar contra a delinquência e espirito de insegurança. - Melhorar a governação das intervenções urbanas, graças a um planeamento eficaz e ao empenhamento de todas as entidades competentes interessadas.
Terminando com um apelo à criação de empregos, e inovação de forma a garntir coesão social e a qualidade do ambiente.

quarta-feira, julho 26, 2006

OS PDM DE SEGUNDA BETONIZAÇÃO

















Conter o Betão em Lisboa onde o PCP nada ganha, mas densificá-lo onde estão em maioria e onde são proprietários, parece ser o lema da CDU, perdão, do PCP...

A primeira geração dos Planos Directores Municipais baseou-se na fantasia, ou no nivelar por cima, não se vá dar o caso dos nossos amigos Patos Bravo não terem onde "criar riqueza", e assim se fizeram Planos Directores Municipal que na sua soma projectava a população portuguesa para valores de 50 milhões de residentes.

Em qualquer país onde os autarcas tivessem um nível de formação em urbanismo, um nada acima do serralheiro cívil, já se teria chegado à conclusão que se não estávamos à beira do precípicio, estáva-mos pelo menos à beira de uma falésia daquelas que ameaça ruir a cada momento uma vez que atingimos níveis de endividamento absolutamente incomportáveis e porque chegámos ao nivel de uma casa construída para cada dois portugueses...

Mas se se pensasse que a asneira, feita curiosamente com Cavaco Silva no poder foi resultado de uma impreparação entretanto corrigida, desenganemo-nos, a nova geraçãode PDM's que aí vem, ao invés de corrigir, pretende dilatar ainda mais as àreas de construção, exemplo disso é o já pré-apresentado PDM da Moita e a Carta de intenções do PDM do Seixal, no Seixal, como se não bastasse , houve por exemplo no Seixal, também alterações em sede de Plano de Pormenor contráriamente ás linhas directrizes do PDM eficaz, curiosamente para "fins sociais", no caso da Quinta da Cucena (terreno Industrial) e no caso sobejamente conhecido da Flor da Mata (terreno florestal).

A situação é de tal maneira grave que cinco associações ambientalistas da Área Metropolitana de Lisboa entre elas a QUERCUS, subscreveram um comunicado para o erro de lesa património que mais uma vez se está a cometer, antevendo-se concluindo que "uma verdadeira corrida ao betão, ganhando a Câmara que mais àrea de betão conseguir criar para gáudio de empreiteiros e especuladores"" Questões como a satisfação das necessidades dos munícipes ou de preservação da herança patrimonial e ambiental dos concelhos são, a esta luz, coisas bem pouco importantes"

Na margem Sul os Comunistas associados aos Verdes têm assim uma hipótese de muidar esta visão puramente economicista da gestão territorial e aplicar aquilo que é a sua luta nos municipios, óbviamente em que estão em minoria.

terça-feira, julho 25, 2006

INEVITÁVEL ?












Vê-se a obra, mas já não se vêm os sobreiros da imagem cortados pela raiz pois então...uma obra que se vê...

É inevitável que politicos instalados no poder há mais de trinta anos, tenham tecido uma teia de interdependências e troca de favores tal que tenham entretanto criado uma imagem distorcida da realidade e do sistema democrático.

É inevitável que politicos instalados no poder há mais de trinta anos se tenham cristalizado nessa teia de interesses, e tenham criado do bem público a ideia que de coutada privada se trata e que a sociedade a eles deve, providencialmente o facto de existirem e de com a deformação da sua "escola da vida", na ausência de melhor formação ou de qualquer outro mérito, não sendo logo, criticáveis nem muito menos questionáveis na sua postura.

Vem isto como é obvio mais uma vez a propósito do caso da Flôr da Mata/Pinhal dos Frades, um caso em que demonstra o quanto enviezada é a interpertação que os autarcas eleitos CDU têm da lei, nomeadamente no capítulo da participação civica dos cidadãos, de tal forma a enjeitam, guardiãos que são da sua estimada teia de interesses e tráfico de influências, consubstanciado em alterações do uso do solo, à laia de Plano de Pormenor, num projecto que sempre se fica pela penumbra, num processo que só se discute quando e como e com quem pretendem, numa amostra social por si escolhida e num projecto por si construído num faz de conta que pretendem passar por real.

Depois , quando os controleiros locais fazem argolada, quando a célula do quarteirão está distraída, quando as eleitos de tão confiantes entram em relaxe total, vêm ao de cima escolhos, que apesar de dissimulados, muitas das vezes deixam antever o que se esconde por detrás das "boas intenções", do bem do Povo, que como é óbvio, só a Eles assiste, a si guardiães, da moral, dos bons costumes e de uma justiça social que só as suas iluminadas cabeças atingem...

Assim se chega desplante dos desplantes ao cidadão, o cidadão comum, eu e você cujo ideal de democracia é tão obvio que basta um voto (sem ser de braço no ar) quando é caso disso, ou manifestar opinião através por exemplo de um "abaixo assinado", na Europa civilizada e Democrática é forma de auscultação directa, referendum às vontades locais, guia de orientação de quem governa respeitando a vontade do Povo, por cá assim não é:

- Em 2000 ao longo de cinco semanas circulou um abaixo assinado que reuniu 4000 assinaturas contra a destruição de uma zona protegida no Seixal, acima já referenciada, o que fez a autarquia? Ignorou... e reuniu depois com dois ou três grupos controlados pelo PCP e/ou financeiramente dependentes da autarquia , fazendo assim um simulacro de auscultação publica.

- Em 2006 vem à baila novo projecto, que pela LEI OBRIGA a nova discussão publica, O que faz a autarquia? Diz que a discussão publica foi feita...há seis anos...e que ao novo abaixo assinado em quinze dias reunido com 1500 assinaturas faltam agora...as moradas dos subscritores... (isto de durante a recolha das assinaturas terem sido roubadas inúmeras folhas já assinadas)...

Quanto à opinião dos cidadãos dizem esses iluminados que é irracional...

Mas há forma de respeito por déspotas assim?

segunda-feira, julho 24, 2006

BAIRRO SOCIAL - ESTIGMA MARGINAL













Vale de Chícharos - Jamaica, "para além do PER", para aqém da felicidade impossivel, no cartaz promete a Câmara (2005) 87 fogos...por construir no local...


Relembra-se as ultimas ( e quase únicas) declarações publicas do presidente da Câmara do Seixal, Alfredo Monteiro sobre a Flôr da Mata e a sua relação directa com Vale de Chícharos. Em declarações ao Site Setubal na R
ede (Out 2001) :

"Então porque é que a população protestou contra o projecto da Flor da Mata?

Alfredo Monteiro - Não tenho dúvidas que o processo foi muito positivo. E esta é a diferença da CDU: damos a cara. Reunimos com as instituições locais, as colectividades, a paróquia e a associação de moradores, ouvimos as pessoas e ajustámos o plano. Reduzimos o número de fogos para 198, não é apenas PER mas também habitação social para compra, particularmente para jovens casais. E já não vamos precisar daquele PER todo. Sempre apostámos no PER famílias e foi muito bem sucedido. Isso significa que as pessoas são realojadas individualmente, ou seja, adquirem casa em qualquer sítio do concelho. Com a Cucena, a Flor da Mata, e o plano de realojamento em Santa Marta de Corroios, vamos dar por completo o plano de realojamento do concelho. Por outro lado, a Flor da Mata vai ser importante porque temos uma situação em Vale de Chícharos que vai para além do PER. Vamos ter ali um programa de realojamento próprio e a Flor da Mata vai também servir para integrar esse programa. Mas quando se fala em planos de realojamento é preciso dizer que não fazemos guetos, pois o maior, que é o da Flor da Mata, vai ter 198 fogos.
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E sobre os Bairros Sociais relembra-se aqui o artigo de Fernanda Câncio "Os Bairros da felicidade impossivel", agrace-se a quem aqui ontem trouxe ambos textos , este e a entrevista de Alfredo Monteiro sob a forma de comentário, por ser oportuno optámos pela sua inclusão, fica também a questão: Alfredo Monteiro atropela a verdade?
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f
oto Picapau-Amarelo

"As políticas de realojamento conduziram ao gueto? A casa nova, de que se reclamou incessantemente o direito adquirido, não é afinal a "sua" casa, mas aquela que uma sociedade sem rosto entrega em penhor de uma qualquer "culpa". Uma esmola que ao invés de colmatar a exclusão a confirma. Uma desculpa, boa ou má



Mas este bairro de prédios de cinco e seis andares construído nos anos 80, com a sua escola e o seu salão de jogos e os seus graffiti e arredores de quintas abandonadas à espera de loteamento, a três ou quatro paragens de autocarro de um centro, de uma cidade qualquer, não é exactamente o postal da degradação.

Antes se parece com tantos outros "empreendimentos" ditos urbanísticos erguidos nas últimas três décadas nos arredores de Lisboa e Porto, de arquitecturas quase sempre insalubres e "equipamentos" quase sempre reduzidos ou inexistentes. E sem aquilo a que a socióloga Maria João Freitas, da direcção do Instituto Nacional da Habitação , chama a "cosedura territorial com o existente" - a co
nexão com o território urbano consolidado, qualificado, prestigiado.

Porque será então que quando se fala em "guetos" e "degradação urbana" se pensa nos chamados bairros de realojamento ou de "habitação social"? Se, como parece óbvio e Freitas faz questão de frisar, não existe no País, devido à proverbial deficiência de ordenamento e planeamento urbanístico, "grande diferença entre o desenho e a localização dos bairros sociais e os dos outros", porque será que a essa má imagem, exterior e interior, se colou só aos bairros ditos sociais, num processo de estigmatização que, frisa a socióloga, "lhes reforça a marginalização"?


Um estigma que, como o antropólogo José Cavaleiro Rodrigues escreve em As lógicas sociais dos processos de realojamento (revista Comunidades e Territórios, 2003), passa muito pela avaliação dos próprios. Sentindo-se "roubados" da nova identidade social sonhada, desenvolvem um "processo acusatório" em relação aos vizinhos. A "sociabilidade e a solidariedade iniciais do bairro de barracas" são substituídas pela "generalização de formas de interacção negativas".

É o "gosto pela casa e o desgosto pelo bairro" (mais uma síntese feliz de Guerra), que se dá a ver na destruição, pelos mais jovens, de tudo o que possa ser destruído nesse lugar maldito, das caixas de correio aos candeeiros e aos parques infantis. Uma automutilação que reforça o estigma, num paradoxo que Maria João Freitas lê como uma forma de comunicar "abandono e desagrado".







foto Quinta da Princesa - Seixal


Como quem diz olhem para o nojo de bairro em que vivemos. Olhem para o nojo que nos deram. Como é que podemos querer viver aqui? Como poderemos ser aqui felizes?
"Diz-se que 'destroem aquilo que é seu'", conclui Freitas. "Mas se calhar não sentem aquilo como seu".

A casa nova, de que se reclamou incessantemente o direito adquirido, não é afinal a "sua" casa, mas aquela que uma sociedade sem rosto entrega como penhor de uma qualquer "culpa". Uma esmola que ao invés de colmatar a exclusão a confirma."
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Alerta para os níveis de O3 - OZONO preocupantes para hoje, veja aqui.

domingo, julho 23, 2006

UM DIA PARA VI-VER O RIO











Tall-ships race 2006 , Lisboa

Como é possivel neste cenário, ver os homens construir de costas para o Rio, como é possivel na Margem Sul , por um lado a massificação do Picapau-Amarelo e a degradação e a decadência de sítios turisticamente interessantes como o Porto Brandão e a Trafaria? O centro histórico do Seixal ou Almada Velha?

sábado, julho 22, 2006

INTEGRAÇÃO VERSUS GUETIZAÇÃO










Escreve no seu livro Mudar o poder local ,sobre a politica de habitação social no Porto , o ex autarca PSD , Paulo Morais:

"É fundamental que todas as politicas autárquicas sejam pensadas numa perspectiva da coesão social, e que se pense sempre na capacidade de integração das diversas zonas da cidade. Ou seja, na perspectiva de as amarrar e as integrar na malha urbana, nomeadamente no que tem a ver com os bairros sociais.
Aliás, um problema muito grave, de que já falámos, tem a ver com a exclusão dos Bairros sociais da malha natural do Porto.Reverter a situação conseguir-se-á através de intervenções urbanisticas, rasgando ruas que atravessem os bairros sociais e os integrem na malha urbana, por um lado, e por outro lado, deslocalizando os equipamentos sociais essenciais para o exterior dos bairros. Porque um equipamento como um infantário no interior de um bairro social tem , numa primeira fase, o mérito de dar uma resposta social aos meninos daquele bairro, mas depois tem o demérito de os fixar no local (...) a organização da cidade tem de ser pensada sob o ponto de vista social, ou seja, na lógica de que qualquer equipamento social deverá ser um ponto de encontro e nunca de desencontro na constroção de um tecido social urbano..."

" É essencial que uma comunidade se integre através da sua vivência, do trabalho, ao lado de outros cidadãos.
O erro que se cometeu por essa Europa fora, e também no Porto, ainda que se tenha conseguido corrigir a tempo, foi o de fazer com que essas comunidades fossem viver para derminados espaços separados ou guetos..."

"Essa politica leva á "guetização" das minorias. Mas se houver regras claras, segundo as quais todos devem ser tratados como indivíduos integrados, não como membros de um determinado grupo, os imigrantes viverão onde houver disponibilidade, ou no mercado de arrendamento ou no de venda. Ou mesmo nas casas de habitação municipal,independentemente da sua origem."

"Aliás, a desintegração nas comunidades imigrantes na Europa tem a ver com politicas ditas de esquerda mas que, no meu entender, são politicas fascistas, de fixação de residência dos emigrantes. Aliás , os acontecimentos em França - essa vandalização geral partindo de bairros de imigração - são uma revolta dos que são excluídos, justamente por serem tratados como excluídos."

sexta-feira, julho 21, 2006

SEIXAL - DA FICÇÃO PARA A REALIDADE






















É este o excelente artigo do Publico, assinado por Claudia Veloso (clique sobre a imagem para aumentar e ler) , da sua leitura poderá compreender o desespero de quem ainda apoia este projecto e começa a não ter qualquer argumento que o justifique. De salientar a dança de proprietários, o favorecimento que esses especuladores receberam por parte da Câmara do Seixal, o protocolo secreto que o presidente Alfredo Monteiro não queria que fosse conhecido, mas que algum funcionário terá, e bem, introduzido no processo, para desespero do Presidente de Câmara (ao qual chama "erro dos serviços").


Posteriormente esse documento foi adulterado e reintroduzido, já numerado, no processo...

Espera-se agora que a investigação em curso por parte da Policia Judiciária recaia também sobre as ilegalidades ocorridas com o proprio dossier em fase de "Consulta Publica" e esclareça também outras situações menos claras de toda esta já longa novela,mas cuja trama se renova a cada dia que passa...

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Leia aqui outras noticias do Setubal on line (Clique) . Aqui também (clique) . Veja aqui a Contestação Cívica ao projecto da Flôr da Mata / Pinhal dos Frades (CLIQUE)

- E aqui no blogue de Pinhal dos Frades outros recortes de imprensa.