sexta-feira, julho 07, 2006

MOITA - PDM DE SEGUNDA GERAÇÃO OU PDM DO BETÃO?













João Lobo - Mais um autarca na linha da betonização da Margem Sul, mais um clone de Maria Emilia (Almada) ou Alfredo Monteiro (Seixal), quem precisa do betão para sobreviver ? O que é comum a todas estas autarquias? Aceitam-se apostas!

Sobre a revisão que parece ser escandalosamente gravosa para o ambiente do PDM da Moita, mais uma autarquia CDU- VERDES que em nada põe em prátrica as promessas eleitorais e a vontade dos cidadãos, citando agora alhosvedrosaopoder:

Um Projecto de novo PDM simples, claro e objectivo: com um fito claro!
Mas afinal, quais são as ideias mestras que o Projecto de novo PDM encerra? Muito simples:

§ Faz-se crescer o Solo Urbano do Concelho em mais cerca de 460 hectares, com mais e mais áreas de Solo Urbano Habitacional Proposto e e mais áreas de Solo Urbano para Usos Múltiplos Propostos, para grande gáudio dos cobradores de Licenças de Construção, de IMT e IMI, com os cofres camarários a sorrir, e a Administração Central a poupar nas transferências de verbas,

§ Desanexa-se com precisão cirúrgica para fora de REN Reserva Ecológica Nacional uma meia dúzia de áreas somando centenas de hectares, que certos investidores haviam comprado nos últimos anos de forma totalmente “desinteressada”, em plena fase de elaboração da Revisão do PDM, para grande gáudio dos amigos alquimistas do solo, daqueles que costumam comprar a tostão e vender a milhão,

§ E faz-se um alarido enorme em torno da defesa da permeabilidade dos solos e da protecção dos aquíferos, com alargamento da REN a mais cerca de 900 hectares, quase todos colocados numa zona só, a Várzea da Moita (da Barra Cheia, dos Brejos da Moita, do Rego de Água), para desgraça “que se danem” de umas quantas centenas de pessoas do campo, moradores e proprietários agrícolas e pecuários sem grande peso nem eleitoral, nem sobretudo económico ou de “lobby”.

Mais simples, não podia ser.

E eficaz tampouco, pois com a conversa da protecção ambiental e com o alargamento considerável da REN, tudo parecia indicar que ninguém haveria de “topar” as desanexações de REN “à maneira” noutros lugares, nem a desenfreada reclassificação de 460 hectares de solo rural como novíssimo solo urbano, gratificante em tantos azimutes.

Só haveria lugar para aplaudirmos e gritarmos todos “hossanas” a um Município tão bom e com um novo PDM tão verdinho e ecológico! Certo?
Não, infelizmente não!

quinta-feira, julho 06, 2006

MAIS UMA PEDRADA NO PÂNTANO

Impunemente à pedrada



Jornalista pedro.roloduarte@gmail.com
Pedro Rolo Duarte

Ficaram inquietas e chocadas as almas mais sensíveis depois de ouvirem Fernando Ruas, o presidente da Câmara de Viseu e presidente da Associação Nacional de Mu-nicípios Portugueses, dizer alto e bom som que os fiscais ao serviço do Ministério do Ambiente deveriam ser "corridos à pedra-da" pelos autarcas. A inquietação vem do apelo ao uso da violência, o choque vem do facto de Ruas ter sido escolhido pelos seus pares como digníssimo porta-voz dos mu-nicípios.

Ora, para mim a coisa não podia bater mais certa: é justamente porque a maioria dos autarcas deste país gostaria de correr à pedrada os fiscais - do ambiente, das finanças, de toda a espécie... - que Fernando Ruas é o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses. E é por vivermos no lume brando da ameaça sem consequências que, oito dias depois, Fernando Ruas continua a ocupar os seus lugares públicos. Em Portugal, ser autarca é bem melhor do que ser ministro - por contar uma anedota infeliz, caiu o ministro Carlos Borre-go em menos de 24 horas e nunca mais ouvimos falar da figura.

Fernando Ruas não apenas se mantém no seu posto como explica que afinal a pe-drada era apenas em "sentido figurado" e pretendia traduzir a vontade de lutar contra a burocracia. Alguém sugeriu que o senhor pedisse desculpas pelo que afirmara. Mas Ruas foi português até ao fim: "Não haverá nenhum pedido de desculpas. O que me preocupa é fazer uma guerra aberta à burocracia, quer seja a do Terreiro do Paço, quer seja a da administração local."

Há algo de estranho nesta declaração: só os fiscais do ambiente é que são burocratas? A burocracia, em Portugal, não começa exactamente nas câmaras municipais? Defenderá Ruas que a populaça comece a correr com os autarcas à pedrada?

Num país civilizado, Fernando Ruas tinha pedido desculpas públicas, depois teria pedido a demissão, e agora estava tranquilamente em casa, cumprindo aliás o voto que deixou aos seus eleitores nas últimas autárquicas: "Digo presente ao futuro dos viseenses, porque respondo por tudo aquilo que faço." Em Portugal, no meio do entusiasmo do Mundial e da remodelação de Sócrates, nem foi preciso correr com o assunto à pedrada. Morreu na praia, impune e tristemente.

quarta-feira, julho 05, 2006

A AMEAÇA COSTEIRA















Aí está , mais um relatório que inequivocamente arraza a politica tida como de desenvolvimento por alguns governos e pelo poder autárquico. A Agência Europeia do Ambiente (AEA) é conclusiva, Portugal é o país que mais construiu na orla costeira nos ultimos dez anos.

Com efeito, o litoral lusitano registou a maior artificialização da sua paisagem, de toda a Europa, com um aumento de 34% entre 1990 e 2000, seguindo-se a irlanda com 27% e Espanha 18%.

Segundo a AEA são dados preocupantes que têm a ver com "a reestruturação económica, em larga medida impulsionada por subsidios da União Europeia que constituiu a força motriz para o desenvolvimento de infraestruturas que, por sua vez, atraiu a expansão residencial" conforme consta do relatório.

Este desenvolvimento da orla costeira é considerada uma "ameaça para o seu próprio exito" pois adverte-se para que a rápida aceleração da utilização do espaço impulsionada pela industria do entretenimento e do turismo, ameaça destruir o delicado equilibrio dos ecossistemas costeiros.

segunda-feira, julho 03, 2006

A ÚNICA BANDEIRA
















Palavras para quê ? Deve ser o unico local do território nacional onde não há uma bandeira portuguesa, mas sim algo mais parecido com a da extinta União Soviética, Quinta da Atalaia Seixal...

NOVAS REGRAS NA RESERVA ECOLÓGICA NACIONAL














Agricultores vão poder construir casas na Reserva Ecológica Nacional
Ricardo Garcia PÚBLICO

Os agricultores vão poder construir casas de primeira habitação em áreas classificadas como Reserva Ecológica Nacional (REN).

Esta é uma das inovações introduzidas na legislação da REN, que passará a permitir novos usos até agora proibidos. Entre eles está também a possibilidade de se realizarem ampliações de empreendimentos turísticos, instalação de aquaculturas, plantação de olivais, vinha e pomares, abertura de caminhos e implantação de projectos de energias renováveis.

As alterações à REN foram aprovadas em Conselho de Ministros a 8 de Junho, mas o diploma até agora tem circulado apenas em meios restritos. O documento é uma versão modificada de uma proposta antiga, elaborada durante o primeiro Governo de António Guterres, há quase uma década, mas nunca aprovada.

Há muito que se ouvem críticas sobre o carácter proibitivo da REN, onde não se pode fazer nada, a não ser projectos de reconhecido interesse público ou ligados à defesa nacional. O objectivo do diploma é viabilizar usos que permitam actividades que "podem e devem existir nestas áreas", segundo o seu preâmbulo.

Continua a ser genericamente proibido construir loteamentos, edifícios, estradas, aterros, obras hidráulicas e outros projectos. Mas um largo conjunto de intervenções passam a poder ser feitas, desde que não ponham em causa o que a REN quer preservar (ver caixa).

A maior parte dos novos usos está condicionada a determinados limites e carece de uma autorização das comissões de coordenação e desenvolvimento regional (CCDR). Para um agricultor construir uma casa na REN, é preciso provar, por exemplo, que não há alternativa de localização e que a sua exploração agrícola é economicamente viável. A área máxima de implantação não pode ser superior a 250 metros quadrados e o agricultor não pode vender a casa nem a exploração agrícola durante 15 anos.

Alteração mais profunda até final do ano

Alguns usos não precisam de autorização, mas devem ser sujeitos a uma informação prévia às CCDR. É o caso da plantação de olivais, vinhas e pomares junto a linhas de água ou em zonas ameaçadas pelas cheias.

Quatro tipos de usos da REN estão, em algumas situações, isentos tanto de autorização como de informação prévia: a instalação de cabinas para motores de rega; de antenas e redes eléctricas aéreas; de vedações e muros de pedra; e de muros de suporte de terras. Mas em alguns casos, como nas zonas ameaçadas pelas cheias ou nas margens das albufeiras, estas actividades também dependem de autorização.

As alterações agora aprovadas não encerram o dossier da revisão da Reserva Ecológica Nacional. "Demos um pequeno passo, de justiça mínima", afirma João Ferrão, secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades.

O Governo quer fazer uma alteração mais profunda da REN, no âmbito de uma política mais abrangente, que criará uma "estrutura ecológica". Aí estarão integradas outras figuras de protecção dos recursos naturais, como a Reserva Agrícola Nacional e a Rede Natura 2000.

João Ferrão diz que pretende ter um pré-projecto desta "estrutura ecológica" até ao final do ano. Mas isto irá depender do rumo de uma nova directiva comunitária, sobre a protecção dos solos, que está a ser discutida neste momento.

A questão da REN pode também vir a ser abordada na nova lei das finanças locais, neste momento em preparação pelo Governo. A lei poderá considerar como uma função de interesse nacional o facto de a gestão da REN pelos municípios servir ao país como um todo. "Isto tem de ser reconhecido", afirma Ferrão, sem especificar em que moldes isto será feito.

Afastada, para já, está a ideia de passar à esfera municipal a decisão sobre as áreas que devem ou não ser incluídas na REN - que já esteve sobre a mesa durante o Governo de Durão Barroso, em 2004.

João Ferrão diz que descentralizar as competências sobre a REN depende de um quadro estratégico mais claro, de um sistema eficiente de monitorização e de meios de fiscalização. O Governo quer reforçar a Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT). O secretário de Estado admite que, actualmente, a IGAOT não tem recursos para exercer fiscalização na área do ordenamento.

Quanto à monitorização, ainda há muito por fazer. A própria Secretaria de Estado do Ordenamento está mal apetrechada. "Eu não tenho, em sistema de informação geográfica, informação sobre REN em todo o país", diz João Ferrão.

domingo, julho 02, 2006

AFINAL TEMOS MINISTRO













Os ministros deste governo, de um modo geral têm primado pela discrição. Num país em que todo o bicho careta quer ter exposição mediática, ministro que não dê nas vistas pode ser interpertado como inexistente.

O Professor Nunes Correia , académico de curriculum inatacável, no seu papel de ministro não escapou à regra acabada de enumerar e além da ameaça da implementação do POOC no inicio do seu mandato, e a co-incineração, tem sido pacífica a gestão da pasta, o que leva a que quem se preocupe por estes assuntos , se ponha à defesa e tema uma continidade à Amilcar Theias...

Mas o ataque serrado ao Ministro do Ambiente nos ultimos dias faz crer que afinal não se está , e bem, a assinar de cruz projectos, alguns de sustentabilidade duvidosa, só para a satisfação de uns iluminados investidores que se põem no papel de salvadores, com os seus investimentos, da saúde financeira do país.

Os tempos são outros , mudaram e muito nos últimos anos, parece porém que poucos o entenderam, relembre-se que as Nações Unidas preconizam que as grandes metas estão não na sustentabilidade da economia, mas na sustentabilidade ambiental, pelo que é dramáticamente ridiculo os apelos de quem diz ser o ambiente um atrazo para a economia...o crescente peso de Al Gore nos Estados Unidos é só uma antevisão desta mudança de atitude.

Agradece-se o fogo cruzado dos que nos ultimos dias tentaram atirar sobre o Ministro do Ambiente, o Dr.Basilio Horta, os atarcas na pessoa de Fernando Ruas e a Directora Geral do Turismo... é que afinal fizeram o elevado serviço publico de nos dar a conhecer que afinal temos Ministro.

sábado, julho 01, 2006

UMA VISÃO SOBRE A CO-INCINERAÇÃO NA ARRÁBIDA












foto de NP

Apesar de já aqui ter sido tratado, o tema está mais actual que nunca , sendo infelizmente o unico tema ambiental que as autarquias da Margem Sul têm tomado como bandeira, certamente por estratégia partidária ... pena é que numa região cheia de problemas ambientais , este seja o unico a merecer análise, a ter institucionalmente, uma estratégia de combate e uma argumentação fundamentada na Ecologia e nos valores naturais quando diáriamente assistimos de há algumas décadas para cá a uma diária "co-incineração" de àreas naturais por parte não de cimenteiras, mas de betoneiros por toda a Margem Sul. Gostaria no entanto de dar algum destaque ao texto de um leitor sobre o tema em título.

" Co-incineração, Convenção de Estocolmo, em que ficamos? A co-incineração é um processo de valorização energética implementado nas cimenteiras que permite substituir o combustível que alimenta os fornos por resíduos. Não contempla as alternativas de Redução, Reutilização e Reciclagem dos resíduos, uma vez que os usa como combustível não respeitando assim os princípios aceites como base para uma correcta Política de Resíduos.

Não se provou, a nível técnico, que os resíduos a utilizar na co-incineração não têm alternativas de uso, pelo que não está comprovada a necessidade desta. Por outro lado, a co-incineração não respeita o princípio entendido com válido, de que os resíduos devem ser tratados perto da sua origem. Para além disso, o governo aponta a Arrábida como um dos locais a fazer co-incineração, o que é um autêntico crime ambiental e sem sombra de dúvida um risco para as populações residentes nas áreas envolventes, incluindo a população do nosso Concelho da Moita.

A sublinhar esta ideia estão umas declarações da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, que indicam que não se sabe na realidade, quais os riscos não controlados, e vários estudos feitos em outros países, como por exemplo, em Inglaterra, em que cientistas independentes, demonstraram que crianças que residem na proximidade de algumas dezenas de quilómetros das cimenteiras que praticam a co-incineração nos seus fornos, têm cerca de duas vezes mais problemas de tiróide e bronquites do que outras crianças que vivem em regiões sem co-incineração.
O clima de desconfiança e as incertezas apresentadas quanto ao processo de co-incineração de resíduos perigosos que o governo quer aplicar, ainda se acentuam mais quando se dá a conhecer uma posição de um antigo governo português. No ano de 2001, em 22 de Maio, o governo português na altura, composto na sua maioria por militantes do Partido Socialista e no qual José Sócrates detinha a pasta ministerial do Ambiente, assinou a Convenção de Estocolomo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes.

Nesta convenção, a co-incineração de resíduos perigosos em cimenteiras, está explicitamente referida como uma actividade a ser eliminada o mais rapidamente possível (no Anexo C, Parte II, alínea b da Convenção). Não se percebe esta tomada de posição de José Sócrates, assina um documento que indica que se deve abolir a co-incineração porque é nociva às populações e depois quer fazer o contrário do que assinou, não defendendo as populações que o elegeram. A alternativa a este lamentável processo passa por colocar em prática uma política de Redução, Reutilização e Reciclagem de Resíduos, poupando assim recursos naturais vitais para o desenvolvimento e não queimar o que pode ser aproveitado (...)."


Nuno Cavaco

sexta-feira, junho 30, 2006

BICICLETADA E ATAQUES AO AMBIENTE













Hoje vai ser mais uma sexta feira em que as bicicletas vão invadir o Marquês de Pombal num movimento que tem vindo a crescer de mês para mês na promoção da bicicleta como meio de transporte de e do Futuro.
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Sobre os recentes e concertados ataques ao ministro do ambiente e aos ambientalistas em geral , subscrevemos na íntegra os ultimos textos publicados no AMBIO (Clique) .

O que não deixa de ser curioso á a abrangência dos que criticam os defensores do ambiente ... que agregam desde os Ultra Liberais (da CIP e da CCP) aos Comunistas para quem aqui na Margem Sul também os ambientalistas são um impecilho ao "progresso"...

Não deixa de ser curioso ver que paises europeus que se regem sob as mesmas regras económicas e de orçamento e que têm politicas ambientais até de exigência maior que a defendida pelos ambientalistas portugeses (e consideradas de "fundamentalistas" e contrárias ao "desenvolvimento") estão muito mais desenvolvidos que nós...

quinta-feira, junho 29, 2006

OS NEGÓCIOS OFF-SHORE DA HABITAÇÃO SOCIAL NO SEIXAL



























As torres ocupadas no PREC, de Vale de Xixaros no Fogueteiro estão hoje em terreno hiper valorizado e cuja propriedade após várias vicissitudes é agora de uma empresa off-shore, havendo quem garanta ligações desta a uma força politica com grande expressão na região e grande influência na Câmara do Seixal.


As mais de 300 trezentas familias que viviam num bairro de barracas junto à praia, na Mata de Santo António (clique) estão todas realojadas na Quinta do Chegadinho - Feijó. O Bairro de Lata onde viveram durante anos, ocupava ilegalmente terreno do Direito Maritimo e de Mata.

Os realojamentos no Feijó, que mostram que há alojamento vazio disponivel em grande quantidade, são no entanto temporários, na medida em que neste caso se dá grande importância ao desenraizamento daquelas familias e por esse motivo, pretendem os responsáveis voltar a trazer aquelas familias para o local de direito publico ocupado ilegalmente durante dácadas, mas agora num alojamento "condigno" junto à praia.

Outro caso de ocupação ilegal com realojamento está em curso no Seixal, trata-se de retirar os ocupantes ilegais das torres de Vale de Chíxaros /Quinta da Mata no Fogueteiro, a Câmara do Seixal, apesar de prometer realojamentos PER para aquelas familias no local, isso parece não passar dos cartazes postos no local, pois a pretensão da Câmara do Seixal será realojar aquelas pessoas num Pinhal Protegido e fora da malha urbana, e longe da zona onde agora residem, na Flôr da Mata /Pinhal dos Frades.

Temos em duas autarquias CDU vizinhas , dois pesos e duas medidas, uma (Almada) dá ênfase ao lado do enraizamento social , outra (Seixal) insiste em modelos já testados, já postos em prática e que já não colhem adeptos ( a não ser na CDU e no Bloco de Esquerda, a crer nas declarações feitas na ultima Assembleia Municipal).

Deixamos uma sugestão, quando realojarem os cidadãos da Mata de Sto.António de novo naquele local junto à praia , aproveitem os trezentos fogos do Feijó para temporáriamente alojarem os ocupantes ilegais de Vale de Xixaros, enquanto implodem aquelas torres - onde actualmente estão implantados diversas actividades ilicitas- e depois no mesmo local , tal como vão fazer na Costa da Caparica , voltarem a construir habitação nova e condigna numa zona onde aquela população está enraizada....

Ou estamos perante dois pesos e duas medidas por as tais torres serem propriedade de uma empresa off-shore, a URBANGOL LIMITED que é necessário favorecer , tal como a empresa off-shore MEDANAN LIMITED que é dona do terreno da Flor da Mata ???


quarta-feira, junho 28, 2006

A INTIFADA DOS AUTARCAS PORTUGUESES







foto- PUBLICO

"- CORRAM-OS À PEDRADA!!! "


Foi a expressão usada por Fernando Ruas, Presidente da Associação Nacional de Municipios em relação aos fiscais do Ministério do Ambiente, não foi um lapso pois o ilustre autarca referiu que "estava a medir as suas palavras" , sabia portanto o que estava a dizer.

Mostrou-se depois indignado por os ditos autarcas simplesmente terem o descaramento de aparecer sem avisar!!! Isto então mostra a dimensão da impunidade em que esta gente vive, e já agora senhor Fernando Ruas, se for detectada uma irregularidade na sua Câmara, com quantos dias de antecedência quer Vossa Excelência ser avisado pela PJ antes desta aparecer???

E continua, entusiasmado pela actuação na Assembleia Municipal de Viseu:

"Nós queremos gente que vá ajudar as freguesias, não queremos gente que obstaculize o seu desenvolvimento. Esses senhores, que na maioria dos casos aparecem para multar as juntas de freguesia, que tenham a dignidade de primeiro avisar os autarcas locais. É uma questão de respeito por quem foi eleito pelo povo. Isto é perfeitamente inacreditável", sublinhou Ruas, irritado.

"Há-de fazer um inquérito na sua freguesia, sobre quantas pessoas é que conhecem esses vigilantes da natureza e perguntar-lhes o que é que eles fazem para além de andarem a multar as juntas de freguesia", acrescentou o presidente da Câmara de Viseu."

A pedagogia da pedrada no seu melhor, o exercicio de um cargo levado ao extremo ou o elogio da boçalidade, não sei qual será a melhor definição para estas declaraçõs, mas que mereciam um severo reparo de quem de direito, lá isso mereciam, é que quem cala consente !!!






terça-feira, junho 27, 2006

DO LADO DA - CONVERSA DA TRETA
















Conversa da treta foi primeiro que tudo um sketch com os actores António Feio e José Pedro Gomes, os diálogos eram acutilantes e hilariantes entre dois "pintas" lusitanos.

Isso faz-me lembrar os Forums de Discussão na Margem Sul, nomeadamante os do Seixal e de Almada, sobre este ultimo concelho são hilariantes os Forums de discussão sobre o Metro Sul do Tejo, já vamos no décimo terceiro...o que significa que há conversa (da treta) ...mas Metro, nem vê-lo e já deveria estar a transportar passageiros há muito... mas não falte conversa... é que se trata de um investimento de € 265 068 233 com participaçã Comunitária de €74 802 256.














Este traçado já era para estar a funcionar em pleno, mas contentemo-nos que um terço vai estar pronto...daqui a mais de um ano...



As ultimas noticias dão conta que vai-se iniciar o troço Cova da Piedade- Corroios...mas daqui a mais de um ano...Mas não há vergonha na cara destes autarcas? E não há capacidade de indignação dos cidadãos?

E para que serve um troço de Metro entre Corroios e Cova da Piedade ? Essa não foi a lógica da sua construção e do avultado investimento, mas animemo-nos que isto quer dizer que teremos mais "conversa da treta" nos próximos anos sob a forma dos Forums de Discussão sobre o Metro... é que a novela está longe de saír da estação.

Destaque aqui sobre o tema, para a noticia de Claudia Veloso no Setubal-on line (clique)

segunda-feira, junho 26, 2006

O POLVO AUTÁRQUICO
















Cai sempre por aqui o Carmo e a Trindade sempre que se criticam determinadas politicas e decisões das autarquias a Sul do Tejo. Algumas, de tão incompreensiveis e danosas que são do ponto de vista urbano, ambiental e de ordenamento , mais parecem feitas à medida de outros interesses que não o bem público...

Hoje mesmo no Público vem uma declaração de Nuno Mauricio, quadro superior da Policia Judiciária , que não se pode dizer surpreendente, mas que é alarmante lá isso é, é que um terço dos inquéritos de corrupção visam Câmaras Municipais .

E Nuno Mauricio completa , aproveitando para acentuar a danosidade do crime de corrupção por ser uma "séria ameaça aos pilares da democracia e ao próprio progresso socio económico" e continua "Corrupção hoje é sinónimo de meios de pressão ilegitimos para se obter determinado resultado que, segundo um processo natural não seria porventura conseguido"... Mas é preciso dizer mais?

domingo, junho 25, 2006

PHOTO E AMBIENTE






















A edição deste mês da revista francesa de fotografia PHOTO comete o sacrilégio de não ser dedicada ao Campeonato do Mundo de Futebol, acabando por abordar qestões muito "menos interessantes" que a vida pessoal de Figo, qual a mulher do jogador de futebol mais bonita, ou entrevistas às "celebridades" no bar do Paulo China ou imagens da maison Inglesa de Cristiano Ronaldo...onde ele partiu um vidro com uma bolada...

Seria curioso e pedagógico que as transmissões das televisões portuguesas na Alemanha mostrassem, já não digo as cidades, mas pelo menos o enquadramento urbano dos estádios do Mundial e comparassem com o mesmo enquadramento que envolve os recintos - de raiz - construídos para o Euro 2004...

Mas porque uma imagem ainda diz mais que mil palavras, fica o conselho para um desfolhar da PHOTO, mesmo que seja na tabacaria mais próxima quando for comprar "A Bola" ou o "Record" e terá uma lição abrangente sobre Ambiente e sustentabilidade , A Terra e sua degradação, Água, Florestas, Poluição, Animais, Energias renováveis, Aquecimento global...

É que neste campo, não estamos ainda na fase de grupos, estamos já nas meias finais para fazer alguma coisa a tempo ou então perdermos definitivamente o "Campeonato", é que "Há só uma Terra"!

sábado, junho 24, 2006

O PORQUÊ DE ALGUMAS COISAS














O A-Sul pelos seus leitores:

A culpa é nossa!

Porque votamos neles!

Porque nos acomodamos e só sabemos armar-nos em chicos espertos que tudo sabem e que todas as soluções temos para todos os problemas, mas nunca fazemos nada.

Porque do ponto vista de mobilidade cívica ou de contestação social nunca participamos e achamos sempre que quem participa são uns hippies que têm a mania que querem salvar o mundo.

Porque permitimos as estes autarcas de Norte a Sul, da esquerda à direita tudo fazerem mesmo quando está em causa a nossa qualidade de vida, o meio ambiente o futuro das gerações futuras.

Porque compramos casas em locais feios e sem condições alimentando os construtores e assim permitindo a eles e às autarquias continuarem a assassinar o país sem haver protestos, excepto em alguns casos muito pontuais.

Porque só olhamos para o nosso umbigo e achamos sempre o “nosso” partido é tudo gente boa e honesta (!?) e que os outros são uma cambada de mafiosos e que por isso tudo o que os “nossos” fazem é tudo feito em prol do país (basta ler os comentários deste blog)...

Porque não temos capacidade critica em relação ao que se passa.

Porque só queremos fado, futebol e fátima (sim, nada mudou, apenas os actores são outros!).

Porque somos um país que não aposta numa educação de qualidade o que faz com que a “elite” que manda realmente no país seja sempre a mesma.

Porque permitimos que gente sem qualidades nenhumas esteja no poder.

Porque desde que nos calhe algumas migalhas é suficiente para nos calar e vender a alma ao diabo!

Porque o poder politico e os meios de comunicação social conseguem muito facilmente influenciar-nos e alterar a nossa opinião porque não apostamos no conhecimento e educação, pq mais uma vez achamos que tudo sabemos...

Enfim, a culpa é da nossa mentalidade, da nossa visão do país e do mundo e sobretudo da falta de visão do que queremos para o nosso futuro!

António

sexta-feira, junho 23, 2006

SEIXAL SURREAL























Nesta imagem é visivel , parte de uma imensa àrea "cuidada" por estes ecologistas locais. Com amigos destes ninguém precisa de inimigos

Imagina uma associação ecologista formada pelos suinicultores que volta não volta despejam os dejectos na Ribeira dos Milagres que desagua no Rio Lis?

Imagina uma associação ecologista formada pelos presidentes das maiores refinarias portuguesas e presidida pelo senhor Patrick de Barros?

Imagina uma associação ecologista formada pelos exploradores de calcário na Arrábida e pela administração da SECIL?

Imagina uma associação ecologista formada pelos maiores produtores de lixos tóxicos do país, aqueles destinados à co-incineração?







Eles bem que avisam "Proteja a tempo o ambiente", ou seja, antes deles chegarem e arrazarem com tudo.O cartoon(clique) de ante-ontem a eles é dedicado.

Bom se consegue imaginar tudo isto e achar que tal é absolutamente normal, então pode vir para o Seixal e associar-se à AERPPAS que é a associação "ecologista local " formada pelos exploradores de pedreiras e areeiros , é uma associação que como não podia deixar de ser , que inclui também representantes da autarquia, e como é necessário proteger os seus, foi-lhe atribuído "mérito municipal"...só falta dizer que os ditos areeiros são os responsáveis pelo maior passivo ambiental existente no Municipio que poderá visualizar da imagem maior, já agora fica a sugestão da atribuição pelo Municipio do Seixal de uma medalhinha do Seixal Saudável para os responsáveis de Chernobyl...

Aqui pode ver o video (clique) da ultima jóia poluidora local, uma central de Betão/Alcatrão da empresa Teodoro Gomes Alho que a autarquia permitiu que se instalasse junto a uma linha de água Reserva Ecológica Nacional, em terrenos de Reserva Agricola e junto a terrenos da Rede natura 2000.

quinta-feira, junho 22, 2006

PORTUGAL E A DEMOCRACIA OMISSA


Em 29 de Abril de 2002 o falecido João Amaral afirmava:

"A politica em Portugal está a atingir perigosos patamares de descrença e desprestigio. O financiamento privado dos partidos é fonte de suspeitas dando a imagem de um país minado pela corrupção"

Desde então perdemos quatro anos e pouco ou nada mudou.
Na continuidade do post de ontem e na assumpção por toda a sociedade de que tem havido a apropriação do Estado de Direito Democrático por um polvo indistinto de interesses gostaria que ficasse bem claro que embora imperfeito, considero o sistema democrático, o menos imperfeito dos sistemas, as falhas acontecem quando alguém mina as suas lacunas e fragilidades...ou outros se abstêm das suas responsabilidades.

O sistema democrático não faz no entanto sentido sem pluralismo de ideias e de ipiniões, devendo os eleitos a nível local e regional ser em primeiro lugar todos eles o garante do funcionamanto das instituições e por outro lado representarem forças perfeitamente identificáveis e distintas.

Para bem do sistema é assim que as coisas devem funcionar, de um lado os que em maioria exercem o poder, do outro os que não o exercendo o controlam do ponto de vista politico...depois em temos legais há os tribunais para julgarem, as policias para investigarem sempre que há corrupção ou abusos de poder...ou suspeitas de que tal ocorre.

Penso que na "primeira liga" -Assembleia da Republica e Governo- as coisas assim funcionam, no entanto a nivel regional e locar a Democracia deixa muito a desejar, basta desfolhar "uns meses" de jornais para verificar que não fossem os cidadãos a pôr em causa determinadas decisões das iluminadas "maiorias" autárquicas e jornalistas a investigarem e publicarem , e estariamos perante um ambiente politico semelhante a uma ditadura, sem vozes audiveis que dêm sequer a ideia de que há uma "oposição" e com ela um controlo minimo que seja da Democracia.

É triste que isto assim aconteça, é o primeiro passo para a descredibilização dos politicos e das instituições e uma porta aberta a todas as manipulações, todos os abusos , todos os totalitarismos e um golpe profundo na sociedade e no Estado e o vergar perante toda uma MÁFIA e teia de interesses há muito instalada.

A situação actual a nivel de determinadas autarquias é insustentável, a apropriação do bem publico por parte de quem está no poder é inadmissivel e a inoperância, aparente apatia e demissão de muitos vereadores das oposições é a prova da sua inutilidade democrática.

Quem perde ? Acima de tudo perde o país, perde a Democracia mas quem mais perde em credibilidade , em legitimidade em utilidade, são os próprios politicos, por tudo isto, o intervalo para o jogo de futebol é só um fait-divers...

quarta-feira, junho 21, 2006

CITAÇÕES E OPINIÕES














Somos sem duvida como povo uns grandes cultivadores de hipocrisia e uns mestres na expressão " agarrem-me senão bato-lhe" depois quando é preciso fazer algo assobiamos e pomos as mãos atrás das costas como se nada fosse conosco.

Deixamos a corrupção absorver o Estado, mas porque temos uma varanda (ilegalmente) fechada a aluminio, não protestamos quando algum tubarão constrói naquele espaço frente ao nosso prédio que sempre fora prometido para espaço verde...contentamo-nos com migalhas, enquanto outros compram Ferraris à custa da nossa demissão como cidadãos.

Abstemo-nos de votar, e de corrigir, e de protestar, mas a inveja vem ao de cima quando os deputados resolvem adaptar noventa minutos da sua agenda para ver a selecção... sobre este ponto gostava de citar a Drª.Manuela Ferreira Leite que alega que tal aconteceu porque , "As pessoas detestam os deputados (...) os deputados não se eximiram do seu trabalho, apenas mudaram o horário que é aquilo que vai fazer todo o português de Norte a Sul "

Para mim é-me indiferente e não é para defender seja quem fôr que aqui trago este assunto em dia de jogo, o ponto importante que a Drª Ferreira Leite menciona é a forma como mais á frente na entrevista dada à Radio Renascença diz:

" A sociedade foge a sete pés de querer saber o que se passa (no mundo do futebol). Quando se dá uma bronca, há uma retracção geral e a intervenção é minima, o que é uma negação do Estado de direito" e sobre o caso Apito Dourado afirmou " Em qualquer país do mundo que não tivesse tolhido, levantava-se o Carmo e a Trindade para saber como foi possivel" que os dirigentes da Judiciária que denunciaram o caso fossem afastados "um para Cabo Verde e outro para o Brasil".

Isto é o que mais me preocupa, não se os senhores deputados têm à sua frente um ecrã de tv durante 90 minutos, incomoda-me é aqueles que têm do cargo exclusivamente a interpertação Queiorosiana do mesmo... e as citações de gente avisada como Saldanha Sanches publicadas ontem no Diabo :

"Há gente que enriquece em Portugal a um ritmo preocupante. E ninguém percebe porquê.Era bom que a máquina fiscal começasse a perceber porquê...As autarquias são a fonte de corrupção mais intensa.Mas na administração central, que é menos visivel, há negócios também mais que suspeitos".
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E Já que estamos com "a mão na massa" ,veja aqui o video (clique) da zona protegidada Flor da Mata que se pretende betonizar . E aqui (CLIQUE) as questões que os politicos não respondem.

terça-feira, junho 20, 2006

OZONO - OS PIORES TAMBÉM NA QUALIDADE DO AR !














Portugal foi o país europeu com concentração de ozono mais elevada em 2005

Portugal foi o país da União Europeia em que a poluição por ozono atingiu valores mais elevados em 2005, tendo excedido várias vezes o limiar de informação ao público, segundo um relatório da Agência Europeia de Ambiente.

Portugal bateu o recorde de concentração de ozono por média horária no Verão de 2005, com 361 microgramas/metro cúbico numa hora, superando o limiar definido para a informação ao público (acima do qual existem efeitos para a saúde humana, em caso de exposição de curta duração, para populações mais sensíveis) e o limiar de alerta (acima do qual existem os mesmos efeitos para toda a população).

Estes valores estão estabelecidos numa directiva comunitária que fixa o limiar de alerta para a população em geral nos 240 microgramas/metro cúbico e o limiar de informação, dirigido aos grupos mais sensíveis, nos 180 microgramas por metro cúbico.

Além do elevado valor português, registado na estação de Lamas de Olo, foram atingidos valores de concentração horária entre os 300 e os 360 microgramas/metro cúbico, noutros países do Sul da Europa, como a Grécia, Itália, França, Roménia e Espanha.

As concentrações superiores ao limiar de alerta foram reportadas em 127 ocasiões em nove estados-membros (Portugal, Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália e Espanha).

A Agência Europeia de Ambiente, que contabilizou as emissões dos 25 estados-membros, realça, no entanto, que a frequência destas ultrapassagens é comparável à dos anos anteriores e inferior às de 2003, ano em que se bateram todos os recordes.

A ultrapassagem do valor definido como limite para proteger a saúde humana (mais de 25 ocorrências de concentrações diárias de ozono superiores a 120 microgramas/metro cúbico) aconteceu em 16 estados-membros e em mais dois países (Bulgária e Suíça).

O ozono troposférico é um dos poluentes atmosféricos que causam mais preocupação na Europa.

Os níveis de ozono atingem valores particularmente altos nos dias de maior luminosidade, de maiores temperaturas e de grande estabilidade atmosférica junto à superfície, que favorecem a acumulação destes poluentes associados ao tráfego automóvel e à indústria.

Em Portugal, compete às Direcções Regionais do Ambiente (DRA) fazer a medição e avaliar as concentrações de ozono.

Durante os episódios de poluição, as pessoas mais sensíveis (crianças, idosos, asmáticos e indivíduos com problemas respiratórios) devem evitar inalar uma grande quantidade de ar poluído, especialmente no período mais quente, e reduzir a actividade física ao mínimo.

Agência LUSA

segunda-feira, junho 19, 2006

A ESCOLA DA CORRUPÇÃO













A Citação :
"Temos uma cultura de corrupção e as instituições não têm principios de ética, o que torna o país muito laxista em relação às boas práticas"- Maria José Morgado

Vem isto a propósito do trabalho publicado ontem no DN que analisava o quanto se copiava nas escolas portuguesas entre uma análise a instituições de ensino Europeias, e traçando um interessante quadro de correlação entre esse "hábito" e os niveis de corrupção de um país, sendo essa correlação directamente proporcional e passo a citar alguns excertos do artigo que poderá aqui (clique) ler na integra, o trabalho é assinado por Elsa Costa e Silva e André Carrilho :

"Os países onde os alunos universitários mais admitem copiar nos exames são também aqueles onde o índice de corrupção é mais elevado. A associação entre corrupção no mundo real dos negócios e a fraude académica está traçada num estudo efectuado pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP), que avaliou 21 países, de quatro continentes. E os resultados mostram uma "forte correlação" entre as duas realidades.

Esta investigação - a de maior dimensão a nível mundial em número de países avaliados - inquiriu mais de sete mil alunos, dos cursos de Economia e Gestão. Aqueles que, salienta o trabalho de Aurora Teixeira e Fátima Rocha, serão os homens e mulheres de negócios do futuro e "potencialmente os líderes económicos e políticos" (...).

As investigadoras destacam uma relação significativa, marcada por duas excepções (a Argentina e a Nigéria, ver caixa), na associação positiva entre os níveis de copianço de cada país e o índice de corrupção percebida.

Assim, os países nórdicos, vistos como os menos corruptos do mundo, apresentam igualmente níveis baixos de incidência de fraude académica. É o caso da Suécia e da Dinamarca, avaliadas no estudo da FEP. Também as Ilhas Britânicas e a Nova Zelândia, que pontuam baixo no índice de corrupção, apresentam percentagens baixas de alunos que admitem copiar nos exames.


Portugal - onde 62,4% dos alunos universitários, à semelhança do que se passa noutros Estados da Europa do Sul, admitem copiar nos exames às vezes ou quase sempre - aparece também como um dos países onde a corrupção percebida é mais elevada. No topo da tabela que relaciona corrupção e fraude académica surgem países como Polónia, Roménia, Brasil, Eslovénia, Espanha e França."

E sobre o mesmo trabalho destaco ainda do editorial de António José Teixeira:

"O problema português é que de pouco nos vale o copianço. Nem sequer somos competentes a copiar... Os resultados escolares são maus. Pior, revelamos grande resistência a copiar bons exemplos. "A ciência da mais ampla usança é a arte do fingimento", dizia o jesuíta renegado espanhol Baltasar Gracián. Para muitos portugueses é a grande doutrina. E os exames estão à porta..."

Somos levados face à posição do país a pensar que para além de mal formados técnicamente, a tentativa de iludir essa faceta é feita á base de uma má formação ética que de tão comum se torna a regra e extrapola-se fácilmente para o dia a dia das instituições, dos partidos, e doutros meandros que metam poder em qualquer uma das suas fecetas, não só é tese académica como é mesmo o retrato do país e da sua posição na Europa.

O que mais assusta é a "naturalidade" e a aceitação social em que tudo isto funciona, desde a fuga aos impostos, a receber indevidamente o Subsidio de Desemprego ou o Rendimento de Inserção, construir uma barraca para receber um apartamento novo do Estado, apartamento esse que por sua vez resultou de um favor discricionário a uma empresa que por sua vez permitiu o encaixe a mais uma outra que entretanto se meteu de permeio no negócio de um terreno que nada valia, mas que dada a oportunidade de alguém que entretanto mudou o uso do solo logo valorizou garantidamente milhões dos quais são depois distribuídas "migalhas" de forma a criar um manto de silêncio e uma teia de encobrimentos que tudo tornam legítimo, normal, como se a corrupção fosse tão natural como respirar...e assim é para muitos!


Mas verdade seja dita, não é preciso frequentar os bancos da faculdade, basta ser um mero operário...desde que tenha determinado cargo politico... depois não nos podemos é queixar do Ambiente que perdemos ou no desordenamento urbano que ganhámos.

domingo, junho 18, 2006

ALMADA O LADO CERTO - DA MENTIRA


















Se estamos do "lado certo" porque vão tantos para o outro lado?

O A-Sul pelos seus leitores:

«A “publicidade” a que o ponto verde se refere entra na mesma “onda” da aquisição à Salvador Caetano de Toyota’s Prius, em 2005 (DN 30.3.2005). Aliás, o Vereador “José Gonçalves refere que a aquisição destes veículos “tem um forte simbolismo”” (Setúbal na Rede 29-03-2005).

Eu teria a ousadia de acrescentar que tudo o que a CMA tem feito relativamente ao Ambiente é carregado de um forte simbolismo. Aliás, forte simbolismo simplesmente, e nada mais, acrescentaria ainda, pois são manobras francamente para encher chouriços, sem nenhuma aplicabilidade objectiva para além da prática do exercício da demagogia e da mais básica hipocrisia.

Vamos cá a ver uma coisa, um carro destes custa entre 28 e 32 mil euros, dado que foi anunciada a compra de 5 (para “renovar a frota” – risos, perdão? A frota da CMA é de 5 unidades? Não? Ah, então não é para “renovar a frota”, pois não? É mais assim para, tipo, servir de viatura particular de brincar ao Vereador, que o tem a maior parte do tempo estacionado, e para servir de coqueluche demonstrativa das “avançadas políticas ambientais” da CMA, não é assim? Ou seja, para fazer figura, vulgo, dar espectáculo, mais vulgo ainda, se me permitem, pensar que somos parvos e atirar-nos areia para os olhos, não é? -); regressando às contas, 5 x 28 = 140 mil euros.

Concordando que não daria para construir muitos quilómetros de ciclovia alcatroada, iluminada e com letras fluorescentes pintadas no asfalto de 50 em 50 metros a dar graças à Santa Maria Emília, daria no entanto e certamente, para mandar limpar as bermas da via rápida da Costa e fazer os arranjos suficientes para proporcionar uma via dedicada a ciclistas.

Ou ainda, e para dar imediata resposta aos cépticos das finanças públicas municipais que me poderiam certamente contrariar este básico estudo orçamental enquanto o Diabo esfrega um olho, posso dizer então, e aí com toda a certeza, que esses 140 mil euros dariam mais que sobejamente para colocar em prática um outro projecto ainda mais arrojado: comprar o passe da Transportes Sul do Tejo a todo o executivo de topo Camarário, de forma a poderem deixar definitivamente de poluir bem como consumir combustíveis fósseis em transporte particular [Por ano a autarquia almadense “faz cerca de 13.500 Km por ano”, com este veículos “vai reduzir para 1,2 tonelada de CO2 por ano” (ainda in Setúbal na rede)], passando a fazer o mesmo que o primeiro-ministro Sueco, por exemplo, e dirigir-se ao emprego de autocarrozinho. Ou, melhor ainda, e porque não?: De comboio Fertagus e depois de bicicleta, como no “anúncio” da televisão... »
O.José
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Gostava de agradecer a colaboração e de acrescentar que a Câmara do Seixal copiou a ideia dos tais "belos carrinhos" (clique), como há mais veículos hibridos no mercado, pergunto, se a Toyota é a fornecedora oficial da Margem Sul?