quarta-feira, março 22, 2006

DIA MUNDIAL DA ÁGUA, MARGEM SUL É MELHOR IGNORAR










O que aqui foi dito ontem sobre o Dia da Àrvore, aplica-se ainda mais hoje, Dia Mundial da Àgua.


O grande acontecimento na Região é hoje a inauguração de mais uma catedral do consumo, o "Shopping Rio Sul", curiosamente junto ao mesmo passa o esgoto que acima nos referimos e que é na realidade a imagem de marca do estado ambiental quer do concelho do Seixal quer da região, pois é recorrente em todos os concelhos e a perspectiva não é de alteração desta forma de gerir o solo virgem impermeabilizando-o com construção e por outro lado, obstruir, encanar e muitas das vezes poluír as linhas de água existentes.

O caso do esgoto acima referenciado é caricato pelo facto de ser despejado num ribeiro de àguas limpidas "Rio Judeu" que a cerca de trezentos metros a montante são inclusivamente tratadas numa ETAR , mas parece que trezentos metros é muito, sendo logo a seguir despejado este esgoto sem qualquer tratamento que vai depois correr junto da principal àrea comercial do Seixal...fará parte do projecto de "tipicalização" do Rio Sul? Afinal este é um esgoto very typical...






Imagem de um dos muitos areeiros abandonados no Seixal onde se depositam resíduos liquidos de muita proveniência.

Claro que o problema não são só os esgotos, é também a concentração humana que tem acontecido na Margem Sul, é o caso dos areeiros abandonados no Seixal ou as potenciais infiltrações no principal lençol freático devido à laboração da Fábrica (SPEL) de explosivos de Corroios, e também os terrenos poluidos da Siderurgia, da Quimiparque, as instalações da Eurominas junto ao Sado, a da Setenave e da ex Lisnave que acabou com a produção de ostras no Tejo...é o desmantelamento sem controlo de navios na Moita... e como é obvio toda a poluição do Estuàrio do Tejo seja por dejectos humanos, seja pela industria...Mas hoje é Dia de Rio Sul!!! O Rio das compras da Margem Sul, não podia ter inaugurado em melhor dia pela ironia que encerra , denunciando as prioridades do presente.

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Imagens do Rio que nasceu no dia da Água, limpo, cheio de peixe (secção da peixaria), sem entulho nas suas margens nem maus cheiros no interior... ah! e também não tem grafittis... Mas afinal Rio Sul é "só" mais um shopping e o rio de esgoto continua a passar ali em baixo com o mesmo cheiro de sempre.

terça-feira, março 21, 2006

MARGEM SUL IGNORA DIA DA ÀRVORE EXCEPTO O CONCELHO QUE MAIS AS ABATE











Talvez seja melhor assim, longe da hipocrisia, nada melhor que uma realpolitik e deixar a data passar despercebida, afinal é só mais uma em que nada se muda, como o Dia mundial do Ambiente ou os Dias sem Carros, para já não falar no Dia da Água...

Corridos totos os sites das autarquias da Margem Sul, diria que a àrvore e a floresta tal como o inicio da Primavera, passaram quase completamente despercebidas , a Câmara do Seixal, pródiga em demagogia, não faz menção ao dia , mas sim ao "Mês da Àrvore no Seixal" , assim é que é, qual dia... é logo um mês!!! já que nos custa o mesmo...e assim é que mostramos que somos verdadeiros ecologistas!!! Quanto ao programa, vem anunciado da seguinte forma:

- " Comemorações do mês da árvore"


É assim, se quizer consulte o programa completo, que se mistura até com outras iniciativas de rua e de carácter partidário que já aqui comentámos (clique) :

Agora, deixamos ao leitor a escolha de que àrvore, no Seixal, será este mês, é que elas são já tão raras e com os sobreiros protegidos a desaparecerem da manhã para a noite em todo o concelho, este é um concelho que caminha a passos largos para a desertificação, esperemos que não seja um mês da àrvore porque lá vão cortar mais um milhar de sobreiros para um novo hipermercado ou urbanização, as imagens actuais mostram bem o que foi o ultimo "Ano da Àrvore" no Seixal e digam lá se não é de temer o pior?

segunda-feira, março 20, 2006

GRAFITTI E ARQUITECTURA TRADICIONAL















Pelas imagens acima (clique sobre as imagens para aumentar) . Já dá certamente para entender o que pretendemos alertar, trata-se de um atentado visual e ambiental com reflexos directos na qualidade de vida da população que se confronta com este vandalismo gratuito.

Trata-se também de um atentado cultural que abastarda a nossa arquitectura tradicional, viola a propriedade de gente muitas das vezes tão humilde ou impotente que nem possibilidade tem para pintar de novo a sua fachada.

Trata-se também de um atentado económico com reprecursões directas no Turismo numa região e num País que se diz querer receptor de um turismo de qualidade, ora isto repele esse mesmo turismo, é rasca e degradante!

É uma violação grosseira da nossa cultura e arte , feita por meia dúzia de vândalos urbanos com dinheiro para se deslocarem e poder de compra para adquirir as tintas em spray, não se trata aqui de dar expressão artistica a quem tem potencial criativo, mas não tem dinheiro para entrar no mercado da arte, pela simples razão de não poder comprar os materiais ou os suportes para se exprimirem.

É exactamente o oposto. Pense nisto! Não podemos continuar a tolerar isto, sob pena de em breve não haver nesga de paisagem urbana ou rural que não tenha a marca de alguém, o território de algum gangue ou a assinatura de um qualquer indigente que de tão pobre de espirito só assim encontra forma de se afirmar.

sábado, março 18, 2006

GRAFITTI E ESPAÇOS VERDES 2

Nem na praia, nem numa zona protegida (Arriba Fóssil da Costa de Caparica), conseguimos fugir da criatividade imposta, da "arte" que quer se goste quer não, quer se pretenda ver quer não, temos sempre que nos confrontarmos com ela.



De forma imposta, vandalizadora do construído e da paisagem que é de todos, e do direito à paisagem que a todos assiste , é uma "cultura" do rasca, de um terceiro mundismo e de um ajoelhar da sociedade perante algo que esta deveria punir e pôr cobro pelo que constitui de desafio perante as instituições, o Estado e a natureza.

sexta-feira, março 17, 2006

GRAFITTI E ESPAÇOS VERDES














Se o grafitti em espaço urbano é para muitos , uma forma abusiva de poluição visual , evitável e atentatória da qualidade de vida dos cidadãos, em espaço rural esse atentado visual torna-se mais evidente e a agressividade subjacente verdadeiramente intimidatória.





Ela assume sob esta forma um perfil redobrado de uma delinquência urbana, à qual ao que parece nenhuma autoridade pretende pôr côbro, ordenar ou punir, entretanto, além das ruas das nossas cidades, são também as nossas paisagens naturais a sofrer esta verdadeira praga...e queremos nós ser um destino turistico de qualidade?

quinta-feira, março 16, 2006

SEIXAL - CORDÃO HUMANO PELA JUSTIÇA QUE A CÂMARA NÃO ASSUME








No Seixal um recurso da Câmara vai obrigar à repetição no próximo mês de parte do julgamento (por meras questões de pormenor juridico) que condenou a autarquia pela morte de uma criança de quatro anos no Seixal, depois desta ter caído (1999) numa caixa de esgoto não tapada, tendo o tribunal concluido que a morte se deu por afogamento no esgoto e responsabilizou totalmente o município, o caso deu-se junto à Ponte da Fraternidade - na imagem - nome irónico tal a ausência de Fraternidade por parte dos autarcas!!!

Isto faz-me lembrar o caso do Aquaparque cujo desfecho já ninguém recorda para além de terem morrido duas crianças, parece que muitos anos depois os pais, arrazados lá conseguiram, à beira da prescrição, uma indemnização.

Faz-me lembrar também o caso daquela criança que morreu ao carregar no botão de um semáforo em Lisboa para atravessar a rua, novo Calvário de recursos...

Não é único o caso do Seixal , se bem que este seja o caso mais revoltante, e seja do senso comum a culpa, se a criança caíu acidentalmente (e não se trata aqui sequer de provar o contrário) num colector de esgoto (equipamento da Câmara) então há uma culpa que o senso comum atribui a quem não tinha o equipamento em condições, o mesmo para o caso do Aquaparque, ou no do semáforo...

Só um sistema de justiça arcaico poderá não defender o cidadão dando às empresas ou instituições, que muitas das vezes à custa do erário publico apresentam recurso atrás de recurso com o unico objectivo de atrazar o assumir de responsabilidades ou de fugirem dessa mesma responsabilidade jogando na morosidade da justiça e na prescrição dos casos.

Absolutamente vergonhoso, os cidadãos que se pretendem para o cordão humano pelo Hospital deviam envergar uma T-Shirt exigindo justiça pela morte daquela criança junto aquela mesma Baía. A criança de quatro anos chamava-se Rogério!

quarta-feira, março 15, 2006

REVOLTANTE, CASSETES MAL GRAVADAS E O VALOR DE UMA VIDA OU UMA VIDA POR SEIS TOYOTAS


Na imagem a Ponte da Fraternidade no Seixal, em 1999 uma criança de quatro anos perdeu aqui a vida ao caír numa caixa de esgoto destapada, apareceu no dia seguinte, morto, na estação elevatória de esgoto a centenas de metros dalí, em Julho de 2005 o caso foi finalmente julgado, tendo o Tribunal condenado a autarquia a pagar uma indeminização de 250 mil euros (50 mil contos) aos pais da criança, tendo recorrido , repetido-se o julgamento em Abril próximo - esta semana a autarquia adquiriu seis veículos para uso dos seus vereadores por uma quantia idêntica...

Do Publico de hoje

"O julgamento do caso do rapaz de quatro anos que foi encontrado morto numa estação de esgotos na Arrentela em 1999, em que a Câmara do Seixal foi condenada a pagar uma indemnização de 250 mil euros, vai ser parcialmente repetido no início de Abril."
, na decisão está o recurso apresentado pela advogada da Câmara Municipal, condenada no processo como a noticia faz notar.

A data é curiosa, um novo julgamento em Abril , mês por cá invocado por tudo e por nada, mas que pelos lados do Seixal não tem como simbolo a humanidade, a solidariedade ou muito menos da assumpção de culpas decidida em Tribunal.

Este caso e com ele o sofrimento dos pais arrasta-se assim, desde 1999, já não bastava o congénito atrazo da justiça, agora a alegação da Câmara Condenada para a repetição do julgamento é de que "algumas das cassetes que conteriam o registo dos depoimentos prestados em audiência de julgamento não se encontram audíveis" o que "constitui uma irregularidade que cumpre reparar".

Pois, pena é que a vida de uma criança não possa ser assim, também regravável tudo seria bem mais simples... para todos os pais e cidadãos - excluindo óbviamente os Autarcas e sua advogada- é no mínimo revoltante uma atitude destas de quem foi já em tribunal considerado CULPADO , e a razão é no minimo surreal...umas cassetes mal gravadas... pelo lado humanitário do caso e por a prova e sentença não ter sido feita em base de "cassetes mal gravadas" mas daquilo que a técnica ou os homens não conseguiram ou não quizeram registar, a realidade dos factos e os testemunhos ouvidos de viva voz!

E como é fácil uma cassete ficar desgravada ou irremediávelmente danificado o seu conteudo...inadvertidanmente é claro!Uma tecnologia obsoleta na era do MP3 e do Compact Disc... aliás uma boa imagem da "justiça", um velho gravador de cassetes... vá lá que já se evoluiu alguma coisa depois da grafonola...

Por outro lado revolta que olhando para os ultimos posts, a Câmara se recuse a assumir uma culpa ressarcida em 50.000 contos, mas arranje todas as justificações para comprar carros novos para os vereadores (6) gastando alegremente o mesmo valor sem pestanejar, sem recurso nem apelo!

Temos então que a autarquia do Seixal considera que a compensação pela perda da vida de uma criança falecida pela sua incúria provada em tribunal valerá menos que 6 Toyota Prius, enquanto ao mesmo tempo compra alegremente meia duzia, para desfrute de alguns dos seus vereadores!

terça-feira, março 14, 2006

DEMAGOGIA AMBIENTAL NO SEIXAL PARTE 2








O Seixal já é conhecido como a Brandoa do século XXI com os grupos económicos locais do betão, a investir na construção, tais Jotas Pimentas ou Xavieres de Lima de segunda geração, com uma autarquia que fomenta tal base de "desenvolvimento" e que paralelamente aplica uma politica de terra queimada nas suas zonas florestais e agricolas com algumas a serem destinadas a aniquilação no próximo PDM - as imagens acima são três exemplos aos quais poderiamos acrescenter mais algumas dezenas de atentados ambientais- relembro o sucedido com a instalação do Grupo Carrefour na Quinta da Princesa por exemplo, só aí, houve o abate ilegal de mil e duzentos sobreiros protegidos. Vem agora demagógicamente fazer as seguintes propostas aqui publicada
como "comentário" :

"No âmbito do Dia Mundial da Árvore e da Floresta (21 de Março), decorre ao longo dos meses de Março e Abril pelo Seixal, o Mês da Árvore. Durante este período acontecem pelo concelho inúmeras iniciativas, dirigidas à comunidade escolar e aos munícipes em geral. Actividades Comunidade Escolar Colocação de placas identificativas das espécies arbóreas nas Escolas Básicas do 1º Ciclo A actividade a realizar nas Escolas Básicas do 1º Ciclo que foram objecto de um inventário do seu património arbóreo, no ano de 2004, no âmbito do projecto Flora na Escola. A sua colocação nas escolas decorrerá entre os meses de Março e Abril."

Ou seja, a hipocrisia politica levada ao seu extremo, por um lado destroem o coberto vegetal e natural, permitem um crescimento urbano explosivo, autorizam a construção de verdadeiras cidades e empreendimentos em zonas de Reserva Agricola e Ecológica (Centro de Estágios do benfica) e até pretendem construír um hospital num Sítio Rede Natura 2000, mas nas àrvores sobreviventes "colocam placas identificadoras" realmente oportuno, tal a raridade de ter uma àrvore no Seixal...


Em vias de extinção, venha tirar uma foto para mostrar aos netos

"Mostra de Fotografia
Árvore nas suas funções estéticas, biológicas e utilitárias
Destina-se a todos os clubes das Escolas do 2º e 3º ciclos e Secundárias
A entrega de prémios e inauguração terá lugar no dia 25 de Março pelas 16.30 horas, na Biblioteca Municipal do Seixal.
A exposição decorre entre os dias 25 de Março e 15 de Abril, na Biblioteca Municipal do Seixal e no Pólos de Amora e Corroios.
Consulte o Regulamento"

Outra, primeiro arrazam milhares de hectares, depois fazem um concurso de fotografia de raridades, pergunto se as fotografias que diàriamente aqui publicamos seriam aceites em tal concurso??? Mas lá estarei para ver a mostra e as imagens politicamente correctas que lá vão estar expostas.



"População em Geral
CicloFotopaper
A iniciativa decorre no dia 25 de Março (Sábado), entre as 9.30 horas e as 12 horas e terá como ponto de partida e de chegada o Jardim Quinta dos Franceses, incidindo sobre locais de interesse ao nível do património natural e construído do Concelho.
As inscrições podem ser feitas já, através de formulário disponível na secção Inscrições Marcações.
Normas de Participação:
- O Ciclofotopaper destina-se a maiores de 16 anos;
- Estarão disponíveis cerca de 20 bicicletas, para os participantes que não a possuírem, podendo ser utilizadas mediante caução a pagar no acto do levantamento da bicicleta. Esta caução é devolvida após a devolução da bicicleta;
- A inscrição pode ser realizada entre os dias 1 e 23 de Março de 2006, através da Internet, Divisão de Ambiente, Gabinete de Turismo e AME-Seixal (contactos disponibilizados no final);
- Os participantes deverão possuir máquina fotográfica

digital e cabo USB, para descarregar num computador da organização, no final do percurso;
- Os participantes deverão escolher apenas uma fotografia por cada local de passagem.
- Estas fotografias serão expostas nas Biblioteca Municipal e respectivos Pólos, integrando a exposição de fotografias escolares."


Um concelho que como ciclovia tem pouco mais que o passeio em frente à Quinta dos Franceses é algo radical propor aos cidadãos deste concelho um ciclofotopaper, sugiro assim que para não se exporem muito os concorrentes fotografem a dita Quinta dos Franceses e a Quinta do Outeiro logo ao lado pois em breve aqueles espaços verdes junto à baía serão uma memória , tais os
projectos de betonização que a autarquia tem para o local.




Embeleze a sua casa com uma flor depois de terem destruído todo o verde à sua volta

Feira das Plantas
18, 21 e 25 de Março 9 horas – 17 horas Os munícipes levantam plantas no Viveiro Municipal do Seixal, em Miratejo, mediante a entrega de um donativo, indicado para cada lote, a uma Instituição Particular de Solidariedade Social do concelho. Concelho em Flor Iniciativa que marca simbolicamente o início da Primavera e decorre dia 25 de Março, nos seguintes locais: Esta iniciativa consiste na distribuição duma pequena planta de flor a cada pessoa inscrita,com o objectivo de contribuir para o embelezamento dos núcleos históricos, incentivar a valorização dos espaços verdes privados, promover a imagem dos estabelecimentos comerciais e sensibilizar para práticas de jardinagem sustentável, através da decoração com flores e plantas dos espaços privados, varandas, janelas, entradas de porta, fachadas, ruas.

Uma iniciativa simpática se o enquadramento urbano permitisse o lado bucólico que a iniciativa pretende sugerir, é que o Seixal de hoje não é certamente o que se pretende inferir desta iniciativa. Quem ler sobre estas iniciativas, mais os Toyota Prius até vai pensar que isto é tudo a sério, é como aquela do "Seixal Saudável"...Pois é!!! O pior é o mundo real, ou melhor dizendo, o Seixal Real!

Mais Informações
Câmara Municipal do Seixal , div.ambiente@cm-seixal.pt, div.espacos.verdes@cm-seixal.pt




segunda-feira, março 13, 2006

DEMAGOGIA DURA....DURA....










A Câmara do Seixal resolveu mudar os carros dos seus vereadores, para ficar bem na fotografia e autodenominarem-se "amigos do ambiente" resolveram após apuradas e prolongadas perquisas e estudos por entre os dois ou três modelos do género existentes no mercado escolher o veículo fabricado pela Toyota.


Só num país como o nosso , tal facto, ter virado notícia, e noticia que se auto reproduz sem controlo, vamos chegar ao Natal a ver publicadas noticias sobre o tema, do género "Viatura amiga do ambiente do Vereador x, teve furo nos acessoas ao Rio Sul Shopping" ou "Viatura ambientalista de Alfredo Monteiro teve avaria no pisca direito por falta de uso"...

E ainda não vi o ultimo "Boletim Municipal" mas nos próximos certamente vamos ver Alfredo Monteiro a inaugurar o Centro de Estágios do Benfica no seu Prius, tal como a inaugurar o Continente/Rio Sul...esses dois grandes projectos "ecológicos" do concelho... ou a visitar o Ecológico Bairro Social da Cucena construido em terreno Industrial, junto a um hipermercado de bricolage que para os residentes serve de lugar de convivio e centro cultural, o seu lado desportivo completa-se com os lagos de hidrocarbonetos da Siderurgia ali ao lado...


Agora é o Setubal na Rede a escrever : "Câmara do Seixal adquiriu seis carros amigos do ambiente que vão ser colocados ao serviço do presidente e dos vereadores da autarquia. A medida está incluída no plano para utilização de energias alternativas, delineado pela Agência Municipal de Energia, e tem como objectivo «incentivar a utilização de energias não poluentes no concelho», revela o presidente Alfredo Monteiro.

Os seis híbridos Toyota Prius, apresentados ontem, assentam num motor de combustão e num motor eléctrico que se complementam de forma a obter uma melhor performance ambiental e energética. A aquisição dos veículos resulta da «preocupação da autarquia em caminhar para um desenvolvimento sustentado e com qualidade de vida para as populações». Assim, a Agência Municipal de Energia (AMESeixal) elaborou um Plano para a utilização de energias não poluentes no município e analisou as vantagens e desvantagens da utilização de veículos não poluentes. Os técnicos da AMESeixal, liderados por Philippe Bollinger, realizaram uma exaustiva pesquisa de mercado. Concluíram que o Toyota Prius é «o veículo disponível que melhor se adequa às necessidades da Câmara do Seixal», afirma Philippe Bolinger."

Entretanto por cá nada se faz de sério pelo ambiente para além de o destruir, da forma que a qui temos mostrado, agora a ultima e institucional forma de continuar esse périplo é pretender a construção de um Hospital em pleno Sítio Rede Natura 2000, ainda me têm de explicar porquê... depois o Metro Sul do Tejo, nunca mais anda, isso sim, um contributo importante para um meio de transporte , não de meia dúzia de usufrutuários do erário público, mas do publico propriamente dito.
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O Toyota Prius consome 6,3 litros e custa cerca de seis mil contos na sua versão mais barata (29 240 € / 33 100€) ... a nova frota para os seis automóveis terá orçado em perto de 40 000 contos !!!

domingo, março 12, 2006

MANOBRAS DE DIVERSÃO NO SEIXAL "VAMOS BIEN..."












No Seixal à falta de melhor continua a agit-prop como factor de diversão face aos problemas do concelho que se eternizam e não resolvem, para isso nada melhor que a inspiração de Homero e encontrar um inimigo externo, sempre útil para disfarçar a imcompetência.


A figura de um Hospital, mesmo que ficcional vai bem e recomenda-se mesmo se caem por terra todos os outros indicadores de qualidade de vida e de desenvolvimento, por isso há que gerar a Utopia e a demagogia em que o PCP é exímio e a sua capacidade mobilizadora enquanto pode...

E a agitação aí está na rua, para desafiar o Estado, servir o partido e confrontar o Governo, o site Setúbal na Rede escreve:

A Plataforma ‘Juntos pelo Hospital no Concelho do Seixal’, apresentada ontem, conta já com mais de 100 instituições, entre autarquias, associações de reformados, utentes de saúde, bombeiros e outras colectividades, que se opõem às conclusões do estudo elaborado pela Escola de Gestão do Porto, que recomenda a ampliação do Hospital Garcia de Orta, ao invés da construção de um novo hospital no Seixal. A plataforma vai, neste âmbito de contestação à proposta do estudo, promover um fórum de discussão na próxima segunda-feira, no Auditório Municipal do Seixal, e um cordão humano que “ligará a baía do Seixal”, adianta o presidente da autarquia, Alfredo Monteiro.

Temos agora uma "plataforma", é bonito de se ver, e o cordão humano embora sendo pouco original sempre dará algum tempo de antena, porventura um directo na TVI, e porque não senhor Monteiro, um cordão humano contra a expansão urbana outro contra a criminalidade, outro ainda pelo ambiente e contra a destruição das zonas verdes, outro também contra a corrupção nas autarquias, outro ainda pela transparência no poder local...ou um pelo comércio tradicional...como vê só boas ideias de actividade popular para os próximos meses a terminar no grande cordão humano pela Atalaia e pelo Metro Sul do Tejo que um dia lá chegará, espera-se que mais cedo que o regresso de Ulisses...

E Já que o cordão humano estará agendado para as margens da Baía , porque não um cordão humano pela Baía que há trinta anos assumiram despoluir e quando são cada vez mais os esgotos de mais habitantes e de mais industria que lá vão parar sem tratamento nem controlo.

Sugiro também um cordão humano de solidariedade pela desumanidade da Câmara ao ter recorrido da sentença que a condenava pela morte da criança morta num colector de esgoto provada pela incúria da Câmara do Seixal.

Sugiro também mais trabalho e menos demagogia, não gozem com os munícípes senhor Monteiro!!! E o senhor Monteiro vai aparecer nesse cordão humano? É que quando a contestação é contra o senhor, é habitual primar pela ausência...

sábado, março 11, 2006

MATA DE SESIMBRA CONSTRUÇÃO "ECOLÓGICA" EM CONSULTA PÚBLICA












A partir da próxima semana entrará em discussão publica o Plano de Pormenor do Projecto de Requalificação da Mata de Sesimbra . Um responsável pelo projecto da empresa Pelicano, envolvida também num dos projectos em aprovação para a Costa Alentejana afirma que «todos os processos burocráticos deverão estar concluídos até final do ano e as obras terão início em 2007». Pretende esta empresa convencer os cidadãos que vai construir em Sesimbra a primeira ecocidade do mundo (clique), ou seja, o primeiro empreendimento imobiliário sustentável, com um investimento de mil milhões de euros.

O World Wildlife Found (WWF) -clique- escolheu Sesimbra para receber um projecto que pretende ser pioneiro e terá a certificação “One Planet Living”, obedecendo a dez princípios de sustentabilidade pretendendo ser um exemplo ecologico e de poupança de energia segundo os promotores, prevendo ao mesmo tempo a construção de seis mil residências e quatro hotéis na mata de Sesimbra.

O projecto quando foi apresentado ao público no inicio de 2005, incluia a reflorestação do pinhal com a aposta em sobreiros e azinheiras prometendo também que na construção das residências se aplicariam materiais ecológicos.

Se toda a parte burocrática agora iniciada com a consulta pública fôr ultrapassada , os investidores prevêm que em 2007 terá início a primeira fase do empreendimento, construção do hotel, dois aldeamentos turísticos e uma escola de golfe. O empreendimento estará concluído em 2017 e ocupará 5200 hectares de zona verde, (50 por cento da área total do município, dos quais 500 serão destinados à exploração turística).

Mais um projecto para irmos seguindo os passos no sentido de conferirmos que os propósitos a que a empresa promotora e a WWW (World Wilife Found) se propõem são cumpridos e não alterados.
Pela nossa parte achamos que de boas intenções está o mundo cheio e as promessas para Portugal sobretudo uma zona apetecível do ponto de vista imobiliàrio como a Mata de Sesimbra...serão sempre (pelo que tem sido feito no passado recente) de desconfiar...a ver vamos!!! Já agora pergunto :

-E os acessos, serão pela congestionadíssima EN 378?
-Está prevista a construção de meios de transporte ecológico daquele novo dormitório (seis mil casas) para Lisboa e arredores?
-Está salvaguardado a contenção do betão no restante concelho em função deste mega-projecto?

sexta-feira, março 10, 2006

UM SURPREENDENTE EXEMPLO VINDO DO SEIXAL OU PURA DEMAGOGIA?






"Seixal reclama política nacional sobre energias renováveis"


O país apresenta “dificuldades em cumprir as directivas comunitárias” relativas às emissões de gases poluentes, constata Alfredo Monteiro, presidente da Câmara Municipal do Seixal (CMS), afirmando a necessidade de criar uma “política nacional” que tenha em vista o desenvolvimento, “centrado na sustentabilidade” dos recursos energéticos, e que preveja a “introdução de energias renováveis em viaturas”, uma das principais fontes de emissões poluentes. Apesar de ser necessária uma “estratégia nacional sobre energias renováveis em veículos”, em que se dê os “incentivos necessários para as pessoas começarem a utilizar este tipo de viaturas”, a CMS adquiriu seis Toyota Prius, automóveis híbridos, cujas principais características são os baixos consumos e as baixas emissões de gases. “A Câmara, ao adquirir estes veículos, está a dar um bom exemplo à sociedade”, refere Joaquim Santos, vereador do pelouro das infra-estruturas e dos transportes, admitindo estar a demonstrar que “estes veículos são alternativas credíveis” e que as energias renováveis são “as energias do futuro”...

...O Toyota Prius combina um motor eléctrico com um motor a gasolina, o que permite, para além de baixos consumos, uma redução até 89% de emissões poluentes. Para além desta característica, este automóvel apresenta ainda várias inovações tecnológicas, como o sistema inteligente de arranque, através de apenas um botão, o IPA, sistema inteligente de ajuda ao estacionamento que permite ao condutor seleccionar o tipo de estacionamento e local onde deseja estacionar, encarregando-se o automóvel de o fazer automaticamente, e ainda a utilização total do motor eléctrico, até uma velocidade máxima de 45 km/h."


Excertos da noticia publicada no Setubal na Rede, assinada por João Filipe Rodrigues

Um excelente exemplo da Câmara do Seixal , a seguir por outras entidades e organizações e subscrevo a isenção de imposto que este tipo de veículos deveria auferir, só assim seria possivel mais desenvolvimento e e investimento das marcas neste tipo de veículos.
Agora, para não ser acusada de demagogia ambiental , a Câmara do Seixal dever-se ia empenhar no inicio da circulação do Metro Sul do Tejo, que ao retirar veículos de circulação teria um efeito esse sim verdadeiramente sustentável em termos de desenvolvimento urbano, o autarca terá também que garantir que o MST não vai criar um novo eixo de densificação urbana.
Deveria também assumir um compromisso na contenção da expansão urbana no concelho e na destruição de zonas verdes, também e sobretudo elas, o verdadeiro garante de um desenvolvimento sustentável e de contenção das emissões poluentes, a despoluição da Baía...a contenção da explosão da construção de industrias sem controlo a funcionar em pavilhões clandestinos... a recuperação das centenas de hectares de terrenos abandonados pela exploração de inertes...

Se nada disto for feito, comprar automóveis de 5000 contos para ter um rótulo de ecologista, é pouco e é fácil, sobretudo quando é a autarquia a pagar...

quinta-feira, março 09, 2006

DE VOLTA AOS GRAFITTI - O QUE DISSERAM OS LEITORES














Durante alguns dias abordámos a temática do grafitti em meio urbano, muitas foram as opiniões e comentários recebidos dando achegas sobre o tema que pela sua qualidade pretendo desta forma dar visibilidade e ao mesmo tempo agradecer a colaboração numa discussão actual sobre um tema altera o espaço urbano e o sentimento de segurança dos cidadãos.
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Tenho seguido com atenção esta série.
A questão do graffiti como arte é totalmente irrelevante, serve para desviar a atenção da questão principal, que já foi muito bem documentada aqui: a vandalização da propriedade pública e privada.
Apenas o conceito de "propriedade" é necessário reter para que 99% dos argumentos a favor dos grafittis caiam por terra.
O 1% que resta, seria para alguém que pintasse a sua própria casa, mas mesmo isso tem ou deve ter regras. Tal como já não é possível colocar azulejos de casa de banho nas paredes exteriores (banidos e muito bem pelo eng. Carlos Pimenta).
De resto, é verdade que têm sido editados livros, realizadas exposições e outras manifestações ditas culturais, que tentam elevar o estatuto do graffiti, muito enraizado na marginalidade. Mas essas editoras e esses museus, nunca permitiriam essa arte não autorizada nas suas próprias paredes. Para essas instituições, o graffiti, é bom é nas paredes dos outros -- de preferência longe.
Há formas de trabalhar a spray, que não agridem ninguém, pelo contrário, como por exemplo Peter Kuper. (Quinta do Sargaçal)
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Só hoje consegui ler com calma os posts sobre grafitti .Parece-me que a dualidade de leituras sobre esta prática se pode resumir a dois pontos essenciais:
- o grafitti é uma prática anárquica, que invade a esfera pública e privada e atinge os valores de propriedade de uma sociedade à margem da qual os taggers e graffiters se colocam
- o graffiti é uma manifestação artística, que promove a ideia de um espaço urbano livre e que, pela acção de artistas como Keith Haring ou Jean Paul Basquiat por exemplo, foi elevada ao estatuto de obra artística.
Parece-me interessante referir neste contexto o caso do Muro de Berlim, cuja intervenção "institucionalizada" no lado ocidental foi amplamente aplaudida e interpretada como um exercício da liberdade "do lado de cá" . Um fragmento do mesmo muro foi levado em finais dos anos 80 para Nova York e exposto em frente ao MOMA.
Tudo isto me leva a concluir que o fenómeno, que recebemos por importação, deve ter a sua interpretação à luz do contexto cultural em que aparece. Valores como a propriedade, o património (no caso dos graffiti em edifícios históricos, por exemplo) ou a segurança (no caso dos tags em sinais de trânsito) são valores universais que, a par da liberdade, a sociedade contemporânea conquistou e quer ver respeitados. Não acaba a minha liberdade onde a do outro começa?
(Susana)
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Obviamente o Grafitti incomoda aqueles que vêem as suas paredes pintadas com assinaturas que ninguém percebe, sem estética ou mesmo com estética.
Óbviamente que o Grafitti é uma invasão do espaço público e privado.

Mas porquê?

Obviamente poderiam ser criadas zonas livres para que se pudesse fazer Grafitti. Quantos e quantos lugares sombrios e cinzentos existem dentro das cidades que poderiam levar alguma cor.
Porque não enfrentar o problema de frente?
Definir zonas livres para Grafitti. Criar concursos públicos a nivel municipal para que os "artistas" de grafitti possam apresentar o seu projecto. O vencedor ou vencedores ganhariam direito a pintar o espaço.

Parece-me que tudo isto tem haver com falta de vontade em atacar as questões de frente.
Também não se pode andar por ai a escalar edificios, no entanto foram criados espaços para o efeito. O Skate também esteve associado ao movimento de rua, no entanto foram criados espaços para a sua práctica.
O futebol foi proibido de jogar nas ruas de Inglaterra, no entanto hoje é o que se vê.

Tudo tem uma solução e certamente que passa por definir espaços e criar espaços próprios para que todos que gostam de fazer Grafittis assim como todos os que apreciam essa "arte" tenham a oportunidade de a fazer legalmente.

Depois de existirem espaços legais para o Grafitti ai sim teremos toda a legitimidade de criticar ou punir aqueles que o façam em espaços públicos ou privados não livres ao grafitti (Solariso)
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O grafitti pode ser arte, dependendo da qualidade do writer, do espaço em que está pintado e da mensagem que pretende transmitir.

Por exemplo, sempre que vou a sair do meu bairro - Bela Vista, em Setúbal - gosto de ver um grafitti que foi pintado na parede da ACM pelo Colman, writer que, regra geral, tem excelentes trabalhos. Quem quiser ver esse grafitti, pode consultar o blog Catedral.

A parede em causa foi pintada com a aprovação da câmara, tal como aconteceu com outras na cidade. Porém, esse carácter "oficial" do grafitti é raro, motivado até pela própria filosofia de quem o faz.

Nos posts anteriores, o ponto verde publicou alguns exemplos de pinturas que não merecem, em meu ver, ser colocadas no mesmo saco que o grafitti feito pelo Colman no meu bairro. Equipará-las é tão válido quanto dizer que os meus rabiscos estão ao nível dos do Salvador Dali.

Quanto aos exemplos colocados neste post, eu colocaria sobretudo o do "bombista-suicida" num meio-termo, pois parece-me artisticamente interessante, tanto pelo desenho como pelas muitas interpretações que dele se podem fazer. (Luis Humberto Teixeira)

quarta-feira, março 08, 2006

O METRO QUE NÂO CIRCULA














Por altura das eleições autárquicas o Metro Sul do Tejo saíu á rua ,para "teste" ou para alguma propaganda, afinal não passou disso, uma vez que chegadas as composições e gastos muitas dezenas de milhão de euros, o metro afinal apodrece em Corroios sem condições para circular, uma vez que em Almada ainda se decide onde é que vai passar, e a autarquia aproveita o investimento parado para fazer exigências ao governo para, imagine-se, ceder terrenos para o Metro passar e assim servir os cidadãos, é que o estado somos todos nós pagadores de impostos e a presidente de Câmara acha-se no direito de exigir ainda mais de nós para concretizar um projecto que pagamoe e se destina a nos servir.

Foi isso que em mais uma campanha de demagogia e branqueamento da sua incompetência veio trazer em mais uma discussão...a 12ª sobre o tema, a ultima tinha sido em Maio de 2005... que é aquilo em que estes autarcas são exímios, sobre o tema escrevia Claudia Veloso no Setúbal On line:

"A data para o início da construção da linha Cacilhas/Centro Sul do Metro Sul do Tejo (MST) ainda não é conhecida mas a Câmara de Almada antecipou, no 12º Fórum de Participação sobre o tema, realizado ontem, as soluções que entende ideais para minorar os transtornos em fase de obra.
No encontro organizado pela autarquia ficou explícito que cabe ao Estado apresentar o faseamento dos quatro sub-troços previstos para ligar Cacilhas ao Centro Sul mas Maria Emília de Sousa disse não querer acreditar que, «perante as boas soluções» apresentadas pela autarquia, «a concessionária não adira a elas». Nesta fase do processo, a autarquia quer cruzar o Plano de Mobilidade já elaborado com as condicionantes ao tráfego motivadas pelas obras de construção deste troço do MST.

Supressão de 900 lugares de estacionamento, desvios nalgumas das principais artérias da cidade, reorganização de cruzamentos, construção de parques de estacionamento dissuasores e promoção do transporte colectivo nas deslocações para o centro são algumas das medidas a implementar. «São trabalhos complexos que não se conseguem fazer sem perturbação», frisou Maria Emília de Sousa.

A Câmara defende o início dos trabalhos no sentido Cacilhas / Centro Sul, ou seja, avançando no sentido em que há, progressivamente, mais tráfego automóvel. Além disso, considera fundamental que cada um dos quatro sub-troços se desenvolva de forma autónoma, para que não haja dois lanços em construção ao mesmo tempo.
A entrada em funcionamento do novo Viaduto do Brejo vai alterar o trânsito rodoviário naquela zona da cidade. Surgirá uma nova rotunda entre a Rua Conceição Sameiro Antunes e a entrada do viaduto, que vai permitir distribuir o tráfego entre o viaduto e as vias adjacentes. As obras vão implicar também a reformulação do acesso à Cova da Piedade com a beneficiação da via que passa por baixo do viaduto.

A passagem do MST pela Rua de Alvalade e pela Rua Justino Lopes, na zona da Ramalha, também já foi decidida pela secretaria de Estado dos Transportes. O despacho enviado por Ana Paula Vitorino à câmara determina que a linha entre Corroios e o Pragal deverá passar pela Rua de Alvalade. Não há, porém, decisão governamental sobre a linha que fará o percurso entre Cacilhas e a Universidade.

O que se pergunta é cmo é que uma obra desta envergadura que devia ter já as suas composições (que foram encomendadas, construídas, compradas e estã só à espera das linhas) a circular há algum tempo, ainda está nesta fase sem que a incompetência de alguém não seja posta em causa?
É uma obra fundamental para servir os cidadãos da Margem Sul, mas que está a ser utilizada com outros fins prejudicanso a população e o ambiente o que é inadmissivel, havendo que urgentemente punir os responsáveis.
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O a-sul pelos seus leitores

Embora me identifique com alguns dos pontos defendidos pelo ponto verde, não o conheço nem pretendo vir a conhecer, pois o que interessa realmente é discutir as ideias e não as pessoas...
...Efectivamente vivemos num pais em que tudo criticamos mas nada fazemos, esperando sempre que alguém o faça por nós. Até poderemos ser a favor de co-incineração mas desde que não seja ao pé de casa, criticamos a proximidade dos aterros sanitários mas não nos damos ao trabalho de separar os residuos, criticamos o caos urbanistico, mas ficamos chateados se não nos deixam construir à vontade no nosso terrenozinho. Enfim somos um povo que inveja o tipo que se safa aos impostos e tem um "ganda carrão" e "uma bruta vivenda", não invejamos aquele que se esforça paga os seus impostos e tem um carro e casa médios.
Concluo afirmando que realmente a culpa é dos políticos, só que todos nós somos políticos e um povo tem os políticos que merece. (por Abstracto)

terça-feira, março 07, 2006

PERIGO PARA A SAÚDE PÚBLICA












Palavras para quê? É a Câmara do Seixal que assume, a àgua da sua zona ribeirinha é um perigo para a saúde pública, resultado
da maioria dos esgotos de 160.000 habitantes não terem tratamento e serem despejados directamente no Rio Judeu, Rio Coina, Baía do Seixal, na prática em pleno estuàrio do Tejo.

O a-sul pelos seus leitores


Como já tive oportunidade e dizer em outros Post's concordo na maioria das vezes consigo, mas desta vez acho que exagera nas responsabilidades á autarquia. Se é verdade que um dos responsáveis pela poluição são os esgotos, não menos verdade é que o principal responsável foram os anos de poluição provocados pelas indústrias pesadas do Barreiro e Seixal... basta pensar em todo o mercúrio q existe no Tejo! Mas com isto não quero ilibar as autarquias, o estado e principalmente a população do desleixo e irresponsabilidade durante o ultimo século...esta população que não pressiona o poder politico a fazer algo para mudar o desastre ambiental que reina neste “paraíso” à beira mar plantado!!! Esta população que não recicla, ou que coloca nos contentores do lixo reciclado lixo normal, que vê destruir zonas naturais magníficas e não faz rigorosamente nada, que nas coisas básicas como não deitar lixo para o chão não cumpre o seu dever (basta ver as estações de comboios e metro)...

No final a culpa é nossa do cidadão comum que em vez de procurar tentar mudar o estado das coisas não faz rigorosamente nada... estamos sempre á espera q alguém q está no poder o faça por nós!! É que assim podemos continuar a criticar e a dizer... devia-se fazer assim, os tipos não fazem nada bla bla bla... Para concluir quero prestar a minha homenagem aos poucos cidadãos que fazem alguma coisa! Obrigado a esses corajosos! (António)
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É verdade que apenas existem duas ETARs no Concelho do Seixal e é importante referir que ambas funcionam mal, mas mais vele duas que funcionam mal do que nenhuma. Como referiu o “Anónimo do post anterior”, a poluição presente na Baia do Seixal, Rio Coina e Rio Judeu não é só a carga orgânica e afins despejados pelos esgotos urbanos, não nos podemos esquecer que toda a zona foi e é composta pelas mais diversas industrias poluidoras que descarregam e descarregaram materiais bastante prejudiciais à saúde publica e ao ecossistema.

Podemos falar da quimiparque que é uma das responsáveis pelos teores de mercúrio e cádmio (dois metais pesados), pelo TBT que era utilizado na Lisnave e que foi responsável pelo desaparecimento da ostra portuguesa, que outrora foi sustento para muitas das famílias do concelho do Seixal, da Siderurgia Nacional que não se tem a certeza que materiais foram lançados para o rio de Coina e podíamos falar das pequenas e médias empresas que laboram (algumas na clandestinidade) e que lançam os seus resíduos nas nossas ribeiras e rios. Grande parte da responsabilidade é do Poder Local/Central que permitiram que estas indústrias emitissem os seus efluentes para os rios sem nenhuma espécie de controlo, mas como referiu o primeiro comentador, parte da culpa também é dos cidadãos, sim, porque parte da população se a sua pessoa não for incomodada, ficam à espera que os outros resolvam os problemas. Não existe consciência cívica na nossa população, a educação ambiental é escassa, e a informação também não está ao acesso de todos, mas na minha opinião, se existir força de vontade as coisas podem mudar, e se cada um de nós fizer um pouco para melhorar a situação, talvez daqui a uns anos as coisas estejam num nível um pouco mais aceitável.


Mas é apenas a minha opinião
Ana S.

segunda-feira, março 06, 2006

O FAZ DE CONTA NO TRATAMENTO DE ESGOTOS




















As imagens mostram um entubamento municipal que conduz esgotos não tratados de Pinhal dos Frades no Seixal, e que é despejado trezentos metros a juzante da saída das àguas tratadas da ETAR de Fernão Ferro e depois o seu percurso a céu aberto ao Tejo , isto diz todo quanto ao título escolhido para hoje.


Quanto ao resto, segundo um relatório recente da Inspecção geral do ambiente, mais de 70% das estações de tratamento de àguas residuais (ETAR) não tratam devidamente os esgotos antes de os deitarem no mar (isto dá que pensar, pois à saída da ETAR de Miratejo construíu-se ilegalmente uma piscicultura...) .

Quanto ao relatório mencionado, na maioria dos casos a àgua nem sequer é controlada quando é descarregada nas zonas balmeares, pelo que esse desconhecimento não permite sequer prever as consequências para a saúde publica.

Os inspectores de ambiente estão apreensivos pelo facto de unicamente 28% das ETAR efectuarem controlo ao nível dos parâmetros microbiológicos, uma vez que as consequências podem ser muitas para a saúde publica e para o meio marinho.

As ETAR que não cumprem são as que ainda por cima recebem afluentes industriais, o que agrava a situação, uma vez que as indústrias têm metais pesados e compostos quimicos perigosos.

domingo, março 05, 2006

DESPOLUIÇÃO DO TEJO - TRINTA ANOS DE MENTIRA NO SEIXAL














Diáriamente esgotos não tratados de 150000 habitantes são despejados nas àguas do Tejo, no Seixal (clique sobre a imagem para aumentar).



Há trinta anos que nos tentam convencer que quem vive no Seixal vive no melhor dos Mundos, para o justificar apresentam o número exponencial de novos habitantes, que chegarão aos 160000 segundo os números fornecidos pela própria autarquia, no entanto indicadores vários desmentem esta suposta qualidade de vida...agravada pela descontrolada explosão urbana.

Quem vê de outra forma vê um concelho sem qualidade, sem uma linha de desenvolvimento, sem ordenamento , com um crescente aumento da poluição do ar (os indicadores de ozono assim o sublinham) , uma perda exponencial da qualidade de vida da população, de espaços verdes e naturais um tráfego urbano insuportável e um rio cada vez mais poluído.

É a própria autarquia agora a assumir o que aqui temos denunciado e é sistemáticamente negado, ao contrário de uma suposta "recuperação da Baía do Seixal e do Tejo" há uma perda de qualidade das àguas porque, e citando a autarquia em noticia do PUBLICO de 2 de Março, vai ser construida finalmente uma ETAR que "vai permitir tratar os esgotos de 155 mil habitantes que são despejados directamente no Tejo"... mas vamos ainda ter de esperar por 2009 até vermos aquela Estação de Tratamento de Esgotos a laborar em pleno...

Ou seja, o Seixal é uma aglomerado urbano de 160000 habitantes , dos quais 155000 não têm os seus esgotos tratados sendo despejados directamente no Tejo, e caricaturalmente faz parte e preside à "Rede das Cidades Saudáveis da Europa" caricato não? Será que essa associação europeia sabe deste pequeno pormenor?

É que a Comissão Europeia já advertiu no inicio do ano passado o Estado Português por este não ter instalado em 18 localidades um sistema de tratamento de águas residuais avançado, obrigatório segundo as leis europeiar, sendo o Seixal uma dessas localidades (Correio da Manhã 27/2/06)

sábado, março 04, 2006

A CO-INCINERAÇÃO NA ARRÁBIDA , MAIS UMA VEZ












Baseado no documento demominado por Relatório da Comissão Científica Independente o Governo pretende avançar com a queima de resíduos Industriais perigosos em Souselas e Outão/Arrábida, nas respectivas cimenteiras.

Os resíduos industriais perigosos são um problema que se arrasta de há décadas sem que uma decisão tenha entretanto sido tomada, mas sim protelada ao longo de décadas. Ao longo dessas décadas esses resíduos foram-se acumulando, exportando ou depositando "por aí" sem controlo nem supervisão.

Na Margem Sul os maiores problemas encontram-se no concelho do Seixal com a laboração da Siderurgia e na àrea gigantesca dos areeiros abandonados a Oeste da A2, mas também temos exemplos por razões óbvias no concelho do Barreiro, isto para apenas mencionar os casos mais clássicos.

Durante os ultimos anos a situação não tem melhorado , mas sim agravado pelo crescimento descontrolado de supostos Parques Industriais , ou de pavilhões onde se instalam "indústrias" sem supervisionamento nem controle e mais grave sem centrais de tratamento de esgotos ou sistemas de recolha de resíduos.

O problema existe, sem que muitos dos que se lhe opõem em associação com os industriais tenham criado alternativas nos anos em que esta decisão esteve adormecida.

Estando de novo na ordem do dia, o que transparece é de novo a demagogia e o agit-prop tipico de quem não pretende uma solução seja ela qual fôr .
Por parte do Governo diga-se, a solução não tem sido demonstrada de forma pouco melhor que se um elefante entrasse por uma loja de porcelanas ou então entrando pelo caminho da demagogia do dourar a pílula.

Gostei de ver ontem o responsável pela "pastinha do ambiente" na Câmara de Setubal marcar a sua posição contra a co-incineração na Cimenteira da Arrábida, não posso estar mais de acordo, apesar de as Câmaras CDU utilizarem a mesma tática , pôr projectos polémicos em zonas pouco habitadas, logo esperando pouco ou nenhum protesto seja de quem fôr... é bom que a autarquia proteste, não contra a co-incineração, mas contra a co-incineração num Parque Natural e sobretudo contra as autarquias do seu distrito (todas) que não aplicam uma real politica de desenvolvimento sustentado e de ambiente.

Mas Caros responsáveis autárquicos, têm é que ter coerência, é o minimo, para serem levados a sério ( e se calhar é por essa falta de coerência que a SECIL-OUTÃO foi escolhida) , é que não há nem no Distrito, nem no concelho de Setúbal, nem no Parque Natural o comportamento exemplar que se pretende exigir agora a propósito da co-incineração... exemplos no Parque Natural :

- As pedreiras na mesma Serra, sobre elas não dizem nada?

- O Betão que alastra no Parque Natural sobre ele nada dizem?

- A oposição que têm feito sobre o plano de Ordenamento da Arrábida, então em que ficamos?

Exemplos no Distrito:

- A Instalação de parques Industriais e de pavilhões, inclusivamente em àrea habitacional (com pavilhões para aluguer, sem fim previsto nem destino objectivo, só pela especulação) .

- O crescimento desmesurado da construção cívil, com milhares de prédios sem comprador, com mega projectos imobiliàrios que mais que beliscam àreas de Reserva Agricola e Ecológica como no Centro de Estáguios do _______ (ainda está por definir a empresa que lhe vai dar nome) no Seixal, ou a construção de urbanizações na falésia protegida da Costa da Caparica (Capuchos) ou a destruição do Pinhal do Inglês, a suburbanização da ultima reserva agricola da AM de Lisboa - Alcochete, Moita , Montijo- imitando com a Ponte Vasco da Gama o descalabro da Ponte 25 de Abril .

- Concelhos gigantescos mas sem tratamento de esgotos para a maioria da população como o Seixal, ou deficiente (Quinta da Bomba) como em Almada.

- Concelhos que não resolvem ou resolvem da pior forma os seus resíduos Industriais e não pugnam pela recuperação de paisagens em zonas esventradas pela exploração Industrial ou de inertes, como é o caso dos Areeiros do Seixal, as Pedreiras e areeiros de Sesimbra, a Siderurgia do Seixal ou a Petroquimica do Barreiro .

É óbvio que num distrito onde os seus concelhos não têm um projecto ambiental, não será difícil alocar um projecto como o da co-incineração, dificil seria seria escolher Setúbal , se este fosse um exemplo em termos ambientais, primeiro porque há muito (verdade de La Pallisse) que não existiria a nódoa ambiental de uma cimenteira num Parque Natural , mas não o é , e as contradições tiram toda a moral ao senhor autarca do ambiente de Setúbal ou à Senhora Verde/PCP Helóisa Apolonia que bem se pode esganiçar na televisão ou na Assembleia contra a co-incineração enquanto na Moita se não opõe contra a transformação de um Pinhal protegido, num Luna-Parque.

Por outro lado a demagogia utilizada pelo Professor Nunes Correia de que Berlim ou Viena fazem co-incineração nos seus centros urbanos, não me parece ser a melhor forma de chegar aos cidadãos... é que não conheço nem Viena nem Berlim, mas não estou a ver uma Secil/Outão ou Souselas, no centro de qualquer dessas cidades, e essa foi a imagem que parece querer ver passada, e o povo não é estúpido e reage mal ao querer ser tomado como tal senhor Professor.

Mais seriedade, e menos histeria e demagogia é a forma como se pretende ver este tema tratado... a ele voltaremos certamente.
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Recomendo para a leitura do dossier publicado no PUBLICO de hoje.

sexta-feira, março 03, 2006

MOITA - PROTECÇÃO AMBIENTAL DUAS VISÔES À ESQUERDA









Já aqui demonstrámos a hipocrisia formal e real, de como os autarcas eleitos pela CDU aplicam na prática uma politica supostamente verde e de protecção ambiental.

Para estes autarcas a postura é também aquela de que eles são os únicos defensores do ambiente em Portugal, por isso não admitem a critica ou a sugestão seja de quem fôr fora do seu espaço politico/partidário - por alguma razão criaram o PEV- entretanto nestas autarquias a qualidade ambiental é paupérrima, a qualidade de vida das populações degrada-se de dia para dia e o betão alastra em todas as direcções com um aumento exponencial das àreas construídas.

No entanto são exímios criadores de fait-divers ambientais e criticos de tudo aquilo que se faz fora da sua jurisdição, junto um excelente exemplo a proposito de uma proposta de protecção ambiental apresentada na Moita pelo Bloco de Esquerda (como poderia ter sido por outro partido ou grupo de cidadãos) , e regeitada liminarmente pelos PCP/Verdes (em maioria):

Um exemplo de quem não faz e pior, não deixa fazer, ou como se brinca em Portugal com coisas sérias e às Assembleias da República dos pequeninos.

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Defesa e Preservação dos Espaços Verdes

Moção apresentada pelo BE na Assembleia Municipal da Moita




Considerando que:

- A preservação dos espaços verdes, constitui um factor preponderante na qualidade de vida da população.
- Face ao acelerado crescimento urbano, torna-se fundamental a planificação, implementação e conservação, dos espaços verdes, constituídos por relvados, jardins ou zonas de floresta.
- Ao longo de anos temos vindo a assistir ao abate sucessivo de árvores e à destruição de algumas manchas florestais, no nosso Concelho.

O BE propõe:

1- A realização de um debate concelhio, sobre a importância da “Preservação dos Espaços Verdes no Concelho da Moita”, envolvendo o Ministério do Ambiente, Autarquias, Escolas, Colectividades, Organizações Ambientalistas e Empresas.

2- A elaboração de um plano de reflorestação, do Concelho da Moita, envolvendo as Autarquias, as Escolas, as Colectividades e a população em geral.

3- Que o próximo dia Mundial da Floresta, seja dedicado ao sobreiro, como uma espécie protegida e de grande significado para o nosso Concelho.

4- Que esta iniciativa se concretize através de um programa conjunto, das Escolas em articulação com o Viveiro Municipal da Moita, de modo a possibilitar a plantação simbólica de sobreiros, em locais a definir.

Autarcas do BE na Assembleia Municipal da Moita

*A Moção sobre "Defesa e Preservação dos Espaços Verdes", foi rejeitada pela Assembleia Municipal no passado dia 24 de Fevereiro.
Esta Moção apresentada pelo BE, obteve a seguinte votação:
  • A Favor: 3 BE e 8 PS
  • Abstenções: 2 PSD e 4 CDU
  • Contra: 19 CDU

Considerando o tema e o conteúdo desta Moção, este facto deve ser divulgado e rebatido políticamente.

Da bancada da CDU, apenas três vozes se pronunciaram contra - Manuel Madeira, Heloísa Apolónia e Vicente Merendas.
Manuel Madeira na sua intervenção sempre sectária, tentou descobrir onde estava o ataque à Câmara e afirmou que aquela moção, deveria de referir o trabalho positivo que a Câmara tem feito nesta área dos espaços verdes. Não tendo mais a dizer Votou Contra.

Heloísa Apolónia, Deputada e Dirigente do Partido "Os Verdes", insurgiu-se contra a Moção, apenas porque os considerandos não estavam muito claros e nos pontos 3 e 4 referia-se uma proposta às escolas para a comemoração do Dia da Floresta, mas as Escolas já tinham o seu programa feito, por isso Votou Contra.

Vicente Merendas, também Deputado na Assembleia da República, alegou apenas que a Moção não se adaptava ao Concelho da Moita, para além de estar mal elaborada, e por isso Votou Contra.

A população do nosso Concelho tem de ter conhecimento destas posições. Demonstrando um sectarismo e uma cegueira política, estes elementos da CDU, revelaram uma posição retrógrada e contra o debate de ideias, impossibilitando construção de propostas que melhorem a qualidade de vida no nosso Concelho.

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É assim a politica local ...e de protecção ambiental , na Margem Sul ...

quinta-feira, março 02, 2006

CARTOON A-SUL














Cartoon que dedico aos que na Margem Sul têm feito desde há trinta anos a "sua revolução" verde e este objectivo ambiental , em proveito próprio, das suas carreiras politicas, dos seus partidos e amigos.

Como o cartoon hoje mais que nunca é uma arma, é um esforço para que algo mude em função da cidadania, da qualidade de vida, da justiça e do ambiente.

Fonte alhosvedrosaopoder.blogspot.com

quarta-feira, março 01, 2006

O PCP E O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DOS HOSPITAIS NA MARGEM SUL





"Há um processo propositado de degradação dos serviços de saúde - patente no sub-financiamento destes serviços, falta de médicos, enfermeiros e administrativos qualificados, listas de espera para as cirurgias ou no precário serviço de urgências - para entregar estes serviços aos privados, que aparecem como salvadores"
, acusa o médico e membro da Direcção da Organização Regional de Setúbal (DORS) do PCP, Joaquim Judas. O médico dá o exemplo do Hospital Garcia de Orta, em Almada, em que a possibilidade de alargamento "ocorre no âmbito das parcerias público/privado, usando-se um consórcio com o privado para fazer o alargamento e ficando depois um grupo privado a explorar este hospital".

Este é o texto decalcado do Setubal na Rede, sem tirar nem pôr.

Ou seja, o Dr.Judas critica o Estado de estar a desinvestir no Hospital Garcia de Horta (onde falta, como no resto do país, pessoal qualificado - médicos, enfermeiros e administrativos) ora diz o ilustre politico local licenciado em medicina, que a finalidade é "entregar esses serviços a privados"...

Só que antes o artigo era sublinhado pelo título:

Alargamento do Garcia de Orta \"visa a privatização\" ou seja, segundo o PCP, o Estado ao investir no Garcia de Horta está também - tal como, não investindo como é escrito no artigo - a querer entregar o Garcia de Horta aos privados...ora se investir se destina a privatizar e se não investir se destina a privatizar, o PCP só deve encontrar uma solução, fazer um hospital no Seixal (que nunca seria privatizável...) e mudar para lá o Garcia de Horta ???

Mas afinal um novo hospital no Seixal já não chega ao PCP, agora pretendem também um novo hospital para o Montijo se duvida , vejamos o publicado nessa recente entrevista ao"Setúbal na Rede"

"Joaquim Judas analisou ainda o distrito de Setúbal, concluindo que, tendo em conta o seu grau de desenvolvimento e o nível de vida, é o distrito "com a mais alta taxa de mortalidade do país e também um dos com maior défice de médicos de família", sendo que," para fazer face a isto, é preciso arregaçar as mangas", completa Valdemar Santos, da DORS do PCP. O comunista propõe, para o caso do Montijo, em que o centro de saúde já não responde às necessidades da população, que ambiciona um novo hospital, "a criação de uma comissão de utentes que saia em defesa de um novo hospital", comissão esta que já começou a ser organizada."

Nesta declaração e de uma assentada o Dr.Judas passa um atestado de incompetência ao PCP que rege os destinos da Peninsula de Setubal há trinta anos , reconhecendo que o modelo por eles desenvolvida afinal "é o distrito com mais alta taxa de mortalidade do país" ...e para resolver isso nada melhor que multiplicar hospitais... se este senhor faz diagnósticos médicos ao nível das suas intervenções politicas...

Como é que isto é possivel e credivel? Se o Hospital Garcia de Horta se debate com problemas básicos de falta de pessoal especializado, médicos, enfermeiros, administrativos, como é que estes senhores podem ser credíveis ao defender a craição de pelo menos mais dois hospitais na região? Ou pedem dois para obterem um ? Ou isto é só agitação gratuíta para justificar o proprio partido? É que discussão séria e fundamentada não é de certeza!!! É que para o Seixal, é defendida simultâneamente uma "plataforma semelhante" citando o "Setubal on line"

"A Câmara e Assembleia Municipal do Seixal, em conjunto com as Comissões de Utentes de Saúde, vão constituir uma plataforma de luta pela construção de um Hospital no Seixal. Reunidas no passado dia 24 de Fevereiro, estas entidades contestaram o estudo técnico elaborado pela comissão de especialistas do Porto, que recomenda o alargamento do Hospital Garcia de Orta ao invés da construção de um hospital no concelho do Seixal."

O Região de Setúbal online relembra também a que se deve esta instrumentalização demagógica da saúde na Margem Sul: "Segundo o estudo encomendado pelo Ministério da Saúde a um grupo de especialistas do Porto, o alargamento do Hospital Garcia de Orta, em Almada, com mais 150 camas, é mais viável economicamente do que a construção de um novo hospital na margem Sul do Tejo. Segundo os especialistas, esta é a melhor opção não só em termos de custos, mas também de “eficiência da rede hospitalar”, sob pena de se repetirem erros de “irracionalidade e desperdício”

Em contraponto, o PCP tem como trunfo, não nenhum estudo, não nenhum especialista, não nenhum programa sustentado, mas a opinião de um funcionário do hospital do Barreiro e claro que membro do PCP e que opina no Setubal na Rede: José Veiga, funcionário do hospital do Montijo e membro da DORS do PCP, defende que a "privatização dos serviços de saúde não é a solução" e sublinha o exemplo do hospital do Barreiro, que, "de facto, quando passou a hospital SA (Sociedade Anónima) conseguiu suprimir a dívida que tinha e passou a ter lucro, mas isto às custas de uma desresponsabilização perante os utentes, remetendo-os para os respectivos médicos de família para solicitarem exames, o que pode demorar dias, tempo vital para alguns doentes".

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Ou seja o PCP pretende resolver os cuidados primários de saúde, a desempenhar por uma primeira frente de cuidados de saúde (médicos de família, centros de saúde, misericórdias) recorrendo directamente a um hospital ou melhor, a vários... Um perfeito absurdo e uma falácia politica e médica até porque o que está em causa no estudo de ampliação do Hospital Garcia de Horta, não é a sua privatização (um fantasma do PCP ,que depois nas autarquias não tem pudor em negociar com os grandes grupos económicos da região ) mas a sua racionalização e maximização de potencial.

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NOTA.

Ontem e anteontem parece que fomos alvo de uma brincadeira de carnaval , ou de mais um ataque informático na tentativa mais uma vez de sermos silenciados.

Para além de terem sido apagados todos os registos do "sitemeter" , alguém , numa tentativa óbvia de vitimização e por essa via lançando o descrédito e porventura arranjando razões com finalidade desconhecida atulhou os comentários de uma forma não admissivel por isso tendo sido apagados. Uma vez que hoje ainda ninguém se manifestou em defesa da sua dama, parece identificável de onde veio o ataque e os objectivos que pretendia atingir.