quarta-feira, abril 05, 2006

DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE AMBIENTE!








Ontem alguns comentários tentaram fixar por cá uma bitola sobre o que caberia ou não em termos de análise a um site ambientalista. Do ponto de vista bloguistico, não me assiste ou obriga , na verdade uma limitação rigida para além do garantido na Constituição, da veracidade dos factos e da exigência da objectividade.

Sempre enquadrei no entanto, neste espaço os temas que considero dentro da temática ambiental ,por uma razão essencial, pelo numero sempre crescente de visitas diárias e busca de arquivo, pela reprodução e pesquisa com que muitos temas aqui levantados são depois desenvolvidos noutros media.


E também , e sobretudo pelos links que nos referem e em sites que nos dão uma imensa responsabilidade de lá estar como o da QUERCUS.

Temos pelos vistos, e pelas criticas recebidas ontem incomodado imenso o poder estabelecido. É realmente uma vergonha até para Portugal face à Europa e ao Mundo, a morte , de uma criança de tenra idade que caíu numa caixa de esgoto da responsabilidade da autarquia que por sua vez não assume sequer o que foi provado em tribunal ,isto num Estado de Direito e Democrático onde o partido que suporta a autarquia é grande defensor da Constituição, cuja lei fundamental depois nega ao comum dos cidadãos!

Resolvi no entanto aceitar a critica, para aferir do quanto podia estar errado, e o que é facto é que quanto à abrangência do tema e legitimidade para desenvolver os assuntos que aqui têm sido abordados nada encontrei em contrário , parece-me que a definição (ver WIKIPÉDIA em baixo) não andará muito longe do que praticamos .

Poderemos dizer que se pecamos é por defeito e não por excesso pois a definição de "temas de ambiente" é ainda mais lata do que os temas aqui tratados, o que nos abre ainda mais o campo de pesquisa e análise, contrariando aqueles que nos pretendem por todos os meios limitar e estabelecer bitolas , no fundo a quem agradeço por este novo abrir de horizontes para o A-SUL.

A dilacção cega, os comentários boçais e a mais básica da irracionalidade, legivel nos comentários só nos dá a certeza de estarmos certos e mais motivação para continuar a noticiar a verdade que a coberto de uma propaganda feroz e constante é sistemáticamente negada aos cidadãos, tal como está a ser negada a justiça neste caso , jé de todos sobejamente conhecido e que continuaremos a acompanhar por ser de justiça e por ser uma morte resultado de um meio ambiente urbano hostil e desordenado.

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AMBIENTE é assim definido como , e citando a WIKIPÉDIA:

Em geral, o ambiente consiste no conjunto das substâncias, circunstâncias ou condições em que existe determinado objecto ou em que ocorre determinada acção.

Este termo tem significados especializados em diferentes contextos:

Em biologia, principalmente na ecologia, o meio ambiente inclui tudo o que afecta directamente o metabolismo ou o comportamento dum ser vivo ou duma espécie, incluindo a luz, o ar, a água, o solo ou os outros seres vivos que com ele coabitam.

Em política e em outros contextos relacionados com a sociedade, natureza ou ambiente natural, muitas vezes se refere àquela parte do mundo natural que as pessoas julgam importante ou valiosa por alguma razão — econômica, estética, filosófica, sentimental , etc. A palavra ecologia é muitas vezes usada nesse sentido, principalmente por não cientistas.

Do ponto de vista dos seres humanos, um limite mínimo de salubridade e um limite máximo de conforto delimitam fisicamente um meio ambiente saudável. O limite mínimo de salubridade é aquele que permite a reprodução da espécie. O limite máximo de conforto é aquele que garante condições de salubridade para as gerações humanas futuras. Entendendo-se "meio ambiente" como significando as condições sob as quais qualquer pessoa ou coisa vive ou se desenvolve; a soma total de influências que modificam o desenvolvimento da vida ou do caráter, verifica-se que ele está composto de elementos naturais e culturais.

Na literatura, história e sociologia, significa a cultura em que um indivíduo vive ou onde foi educado e no conjunto das pessoas e instituições com quem ele interage -- quer individual, quer como grupo.

O ramo científico da ecologia humana tem como objecto de estudo a relação do ser humano com o seu ambiente natural.

Os elementos do meio ambiente original assim manipulados passaram então também a integrar o meio ambiente dos seres humanos e dos outros elementos sujeitos aos efeitos da manipulação. O meio ambiente humano combina, assim, tanto os elementos naturais (orgânicos e inorgânicos) quanto os culturais que dão suporte à vida humana nos diversos ambientes em que ela se desenvolve e pode ser observado em diferentes escalas espaciais: do quintal de uma casa até à biosfera como um todo.

O meio ambiente humano pode ser mais ou menos favorável à manutenção da saúde humana, ou seja, à normalidade das funções orgânicas, físicas ou mentais necessárias para a sobrevivência e reprodução dos indivíduos. Há, contudo, um limite mínimo de salubridade que é aquele que possibilita a sobrevivência de uma quantidade mínima de indivíduos até a idade reprodutiva e a sua reprodução numa taxa suficiente para repôr os indivíduos mortos. Abaixo desse limite mínimo de salubridade, a espécie está fadada à extinção. Esse limite mínimo é bastante inferior aos padrões de conforto (entendido como bem-estar material) atualmente considerados civilizados. A questão intergeracional impõe, contudo, um limite máximo ao conforto usufruído por uma dada geração humana, pois este não pode ser obtido às custas dos meios necessários para a manutenção de um meio ambiente sadio para as gerações futuras.

Podemos assim definir o meio ambiente humano saudável como aquele que permite a sobrevivência por tempo indeterminado da espécie humana e, ao mesmo tempo, satisfaz, no maior grau possível, as necessidades de cada indivíduo humano, proporcionando-lhe a oportunidade de viver uma vida digna.


Essa definição inclui tanto a dimensão física (o limite mínimo físico de salubridade e máximo de conforto), quanto a cultural (a necessidade de respeito a cada indivíduo humano, evitando um cinismo estatístico, e a concepção de bem de cada cultura) de um meio ambiente saudável. É, portanto, uma definição relativamente aberta e que deverá ser especificada para cada grupo cultural por meio do embate político.

terça-feira, abril 04, 2006

SEIXAL O ESGOTO DA POLITICA!













imagem da Ponte da Fraternidade Seixal


A Autarquia do Seixal continua mais uma vez a recorrer a todas as formas juridicas para protelar e não acatar, uma decisão já transitada em julgado e que condenou a Câmara em Tribunal pela morte de uma criança numa caixa de esgoto não tapada e da sua responsabilidade.

Os representantes da Câmara têm recorrido a todos os meios inclusivamente a alguns que se afiguram de carácter difamatório para com o Juiz Presidente e em processo de inquérito.
Todos os recursos interpostos pela Câmara são como é obvio suportados pelos contribuintes . Primeiro tudo foi feito para que este caso não fosse a julgamento, depois para que aquele não fosse o resultado da sentença , depois ainda, não aceitando o resultado do veredicto, e agora mais este caso de "incidente de recusa" pondo em causa a imparcialidade do Juiz.

Mas para que se possa aferir do que falo veja-se o que foi publicado pela imprensa desde que o fatídico acidente ocorreu :

Já aconteceu isto:

A Câmara do Seixal aqui quiz culpar a familia(clique) uma vergonha! Aqui(clique) a Câmara foi condenada a pagar 250000 euros, e aqui, já há um ano(clique) tinham obrigado a mãe da criança a repetir o seu depoimento, pois mandou o recurso da Câmara voltar a familia reviver de novo o drama(clique) do acontecimento e do julgamento.

Tudo isto porque afinal não ficaram gravados com qualidade(clique) ,os depoimentos, uma verdadeira aberração judicial.

Ninguém assume a culpa, nem o funcionário condenado(clique).

E muito menos o Presidente da Câmara ou a maioria autárquica escudada em manobras juridicas de diversão, táctica usada (Clique) e abusada em tribunal. Co uma frieza desconcertante perante o drama humano(clique) vivido por aquela familia.

Veja como a noticia foi tratada noutros jornais nacionais, aqui no JN (clique) , Sofia Pinto Coelho, levou recentemente o caso(clique) a Cavaco e a Alberto Costa, aqui o Publico (clique) faz um enquadramanto com outros casos semelhantes, e aqui (clique) no DN ainda se acreditava na justiça, mas saudando o facto de o caso ter chegado a tribunal.

Como se vê há muitas noticias sobre o caso para além do que aqui tem sido escrito no a-sul, para desespero dos responsáveis que gostariam que o julgamento decorresse na "paróquia" de portas fechadas, mas não há quem informe essa gente malformada que um Estado de Direito não funciona assim?

Mas depois de tudo isto! Chegamos hoje, a este ponto:

Ultimas noticias SIC 4 de Abril 2006:

"A Câmara do Seixal pediu o afastamento do juiz no julgamento do caso do menino que morreu após cair num esgoto. O "incidente de recusa" apresentado agora pela autarquia pode suspender o processo.

A autarquia foi condenada ao pagamento de uma indemnização de 250 mil euros aos pais da criança que morreu, com sete anos, mas parte substancial do julgamento devia ser repetida esta semana porque alguns depoimentos ficaram mal gravados no sistema de som do tribunal.

No dia da leitura da sentença, a advogada da Câmara do Seixal acusou o juiz de ser tendencioso e este respondeu com uma queixa crime por difamação, cujo processo está na fase de inquérito."


No Publico (clique) é também hoje feita referência a todo este processo, agora com mais um golpe de teatro com este "incidente de recusa" notícia então o Publico sobre despacho da agência Lusa e depois de mencionar a referida figura juridica:

A repetição do julgamento do caso da criança do Seixal encontrada morta numa estação de esgotos, prevista para amanhã, pode ser suspensa, se for aceite um pedido de afastamento do presidente do colectivo.

O primeiro julgamento ocorreu em 2005 com a condenação da Câmara do Seixal ao pagamento de uma indemnização de 250 mil euros aos pais da criança, falecida há sete anos, mas tem de ser repetido porque alguns depoimentos ficaram mal gravados.

O colectivo de juízes do Seixal, presidido por Manuel Soares, deu como provado em Julho que, na noite de 22 de Março de 1999, o menino de quatro anos caiu numa caixa de esgoto destapada perto da estação elevatória de Porto da Raposa, Arrentela, onde foi descoberto sem vida na manhã seguinte.


O advogado dos pais do menino, José Nóvoa Cortez, revelou que a «recusa do juiz» Manuel Soares (que conduziu o primeiro julgamento e que iria repeti-lo) foi requerida pela Câmara por razões que não foi possível apurar até ao momento. Segundo a mesma fonte, «está tudo em aberto».


Quando foi conhecido o acórdão do processo, o juiz Manuel Soares foi acusado pela advogada da Câmara, Paula Pinho, de proferir uma sentença tendenciosa e mediática. O magistrado apresentou no Ministério Público uma queixa-crime por difamação contra a advogada, que foi constituída arguida. O processo encontra-se em fase de inquérito, segundo a visada.

segunda-feira, abril 03, 2006

RIO SUL - LIXEIRA















A Margem Sul lá ganhou mais um templo de sonsumo com o Rio Sul, finalmente o Seixal ganhou uma livraria com a Bertrand que lá instalaram - não é incrivel que um concelho de 160000 habitantes não tivesse uma livraria? - e também e finalmente sete salas de cinema, coisa que por lá também práticamente não existia aparte das projecções institucioinais do Forum Cultural e pouco mais - o mesmo espanto!!! Como é que um concelho de 160000 habitantes...???.

A parte negativa é ser mais uma bomba atómica para o comércio tradicional e uma razão de desertificação ainda mais dos centros urbanos, com grande densificação naquela zona.

O Grande espanto vai para a manutenção daquele Ferro Velho ali entre o Fogueteiro e a Torre da Marinha, não se percebe que estando tal actividade legislada, ela possa decorrer ali, à vista de todos sem que ninguém aplique a lei!!! Como é possivel?

domingo, abril 02, 2006

FACILITEX???














Do Diário de Noticias , artigo de Rita Carvalho:


"A desburocratização do País pode abrir a porta à construção na Reserva Ecológica Nacional (REN), classificação destinada a preservar zonas sensíveis. A maioria das alterações no território REN deixará de exigir uma decisão política e passará a ter apenas um parecer administrativo. Uma flexibilidade do programa Simplex
que agrada ao ministro do Ambiente mas preocupa os ambientalistas, que temem a perversão deste argumento.

Actualmente, dentro dos terrenos da REN, são proibidas acções de loteamento, urbanização, construção de edifícios, obras hidráulicas, vias de comunicação, aterros, escavações e destruição do coberto vegetal. Uma excepção implica a desafectação da REN, decisão validada por uma declaração de interesse público e um despacho ministerial.

O Governo considera a regra excessiva e quer abrir excepções. Nunes Correia disse ontem em Évora numa reunião da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) que "até agora a REN tem sido estritamente non edificandi. Isso é excessivo".

Segundo apurou o DN, com a revisão da REN, mais de metade dos pedidos de desafectação passam a ser validados apenas por decisão da CCDR. Como por exemplo: acções de beneficiação de vias rodoviárias, ferroviárias e estradas municipais, produção de energia em parques eólicos, ampliação de estabelecimentos comerciais, construção de pequenas pontes e obras hidráulicas, obras de saneamento básico e construção de habitação permanente para agricultores.

O processo será mais célere mas a dita "flexibilidade" preocupa os ambientalistas que lembram que muitos projectos, como grandes empreendimentos turísticos previstos para zonas sensíveis, têm sido travados pela REN e pelas suas restrições.

Além disso, disse ao DN Carlos Costa, presidente do Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente, o timing é perigoso. "O contexto é de apoio a todos os projectos desde que ajudem a relançar a economia e gerem emprego. A conjugação desta medida de abertura com o contexto de grande pressão económica pode ser perigoso."

Para a Quercus, o receio prende-se com o parecer administrativo. "Isso é apenas a apreciação de um técnico ou uma posição da direcção da CCDR?", questiona Hélder Spínola, presidente da Quercus, que teme alguma subjectividade.

Joanaz de Melo, especialista em ordenamento do território, considera haver zonas de REN mal delimitadas e desactualizadas. Mas o importante, diz, é justificar a delimitação feita e aplicar critérios justos. "E nada faz crer que a subjectividade seja maior agora que a avaliação aos pedidos de desafectação passa para a mão dos técnicos. Muito pelo contrário. Basta recordar decisões políticas recentes para concluir que a qualquer coisa é reconhecido o interesse público", adiantou ao DN.

A REN foi criada nos anos 90 e, em muitos casos, a sua delimitação não corresponde à realidade. Além disso, diz Joanaz de Melo, "é preciso lembrar que serve para proteger zonas sensíveis, não apenas locais mas globais". Não estão em causa só valores naturais mas questões de segurança e protecção relacionados por exemplo, com recursos hídricos.

A proposta de revisão da REN vai a Conselho de Ministros em breve e será sujeita a consulta pública. Agora aguarda parecer das autarquias."

sábado, abril 01, 2006

NUCLEAR ???














Subitamente entrou de novo em cena em Portugal a discussão sobre a opção pela energia nuclear, uma discussão que já por cá tinha estado na ordem do dia há trinta anos atrás.

De repente , como que do nada emergiu o poderosíssimo Lobbye nuclear, é obvio que o preço a que está a "estabilizar" o barril de petróleo terá a sua influência, mas outros factores haverá que convirá não perder de vista.

Enquanto essas forças tentam impôr essa opção a Portugal, em Inglaterra o governo concessionou o desmantelamento a privados, de 20 centrais nucleares, um custo de cem milhões de euros, simultâneamente o governo britânico do Gupo Nuclear Britânico, a entidade publica responsável pelo desmantelamento de centrais nucleares em fim de ciclo revelou que a entrega a privados é a melhor solução , como forma de aliviar custos para o estado do que consideram a "Pesada Herança" de sessenta anos de Histório Nuclear Britânica segundo declaração do presidente da Autoridade para o Desmantelamento Nuclear.

sexta-feira, março 31, 2006

O MODELO - APLICADO À MOITA















Temos acompanhado a ultima vaga de expansão urbana agarrada às contrapartidas em termos de acessibilidades e outras... dadas pelos grandes grupos da distribuição na Margem Sul, o grande revéz , lembre-se aconteceu com o bloqueio do Governo ao Carrefour da Quinta da Princesa / Cruz de Pau porque esse negócio teve como causa o abate de mais de mil sobreiros protegidos. O dito modelo não é exclusivo do Seixal, veja-se o que o blogue Alhosvedros ao poder nos tráz lá para as bandas da Moita:

No Jornal da Moita anunciam-se maravilhas mil em matéria de melhoramentos. Ele é equipamentos na Quinta da Fonte da Prata, ele é acessos alargados entre a Baixa da Banheira e o Parque das Salinas em Alhos Vedros com 3-rotundas-3. Só que, se lermos bem a origem de tais melhoramentos, percebemos que são sempre contrapartidas por parte das empresas particulares que ganharam ddireitos para instalarem os seus empreendimentos em territórios do concelho, neste caso da freguesia de Alhos vedros. Dirão os defensores desta lógica: são empreendimentos importantes que, para além de trazerem desenvolvimento, ainda são obrigados a fazer tais melhoramentos. Pois, está bem, responderei eu, mas tudo isso é feito à custa de direitos da ocupação do solo público que é finito e mais do que finito é de todos nós e eu ainda me lembro daquela que a terra deve ser de quem a trabalha e não me parece que... adiante. E depois quandpo não houver mais nada para bender, empenhar ou permutar ? Será o ar ? A minha objecção de fundo, é que estes empreendimentos são sempre ou de carácter imobiliário ou de carácter comercial e nunca produtivo. Lá temos mais duas superfícies comerciais a ajudar a esganar o comércio local e a saturar de trânsito zonas já de si um pouco complicadas. Assim como os equipamentos surgem sempre depois dos empreendimentos já lá estarem há anos, em vez de serem erguidos como infraestrura inicial e mais-valia para quem se quer fixar na zona. (...)

quinta-feira, março 30, 2006

ALMADA E AS CULPAS DO METRO NÃO ANDAR














MST - Há um enorme investimento público e privado feito, as composições que custaram muitos milhões prontas e a apodrecer...porque não há linha, por a Câmara de Almada não ceder o terreno para a sua construção...surreal... a Câmara quer o Metro, depois de tudo em andamento e enquanto faz propaganda com o projecto, cria entraves à sua concretização... óbviamente que alguém tem de ser responsabilizado, e óbviamente que esta forma de criar prejuizos publicos graves terá reprecurssões nos futuros projectos que essas Câmaras pretendem para a Região .

Segundo o Publico de hoje , secção LOCAL Lisboa em artigo de Francisco Neves -
"Câmara de Almada pode ser responsabilizada por atraso nas obras do metro" e mais,
"Consórcio Metro transportes do Sul acaba de pedir renegociação do contrato de concessão pelos prejuizos sofridos" e adianta ainda :

" A Câmara de Almada será certamente chamada a assumir responsablidades pelos danos causados por ter retido a cedência de terrenos municipais destinados à passagem do Metro Sul do Tejo (MST) no seu território e obrigado por isso à paragem da obra, disse ontem no parlamento um membro do governo"

Relembre-se que o Metro Sul do Tejo foi resultado da ultima grande acção de lobbying por parte das autarquias do Sul do Tejo, no sentido de garantirem para a região aquele investimento , investimento conseguindo foi o que se viu, o Metro já devia estar a circular... e já circulou algumas centenas de metros em vésperas de eleições autárquicas...

Na prática as obras estão paradas desde o Verão de 2004
, segundo o Publico, por a Câmara de Almada se ter recusado a entregar terrenos para a obra, exigindo para isso a construção de parques de estacionamento que compensassem a perda de lugares resultantes da construção no troço até Cacilhas.

A Secretária de Estado dos Transportes revelou que "houve entraves à concretização de uma obra pública" cujo projecto fora proposto pela própria Câmara e que o protocolo celebrado entre os municípios da Margem Sul e o governo criou "os mecanismos para o Estado se fazer ressarcir" dos prejuizos causados. No quadro contratual da empreitada do MST comentou a Secretária de Estado Ana Vitorino , os municipios tiveram, com base em competências próprias a possibilidade de inviabilizar o projecto , "o que sucedeu em Almada foi exatamente isso".


Isto traz à memória este fim de semana e a intensa campanha de lobying para a construção de um novo Hospital no Seixal por estas mesmas forças que bloqueiam a concretização do projecto do MST... se conseguissem o projecto, levá-lo-iam até ao fim ? Ou como no caso do metro se envolveriam em lítigios politicos e armas de arremesso para com o Governo de forma a se vitimizarem pela seu auto-bloqueio (relembro que estamos perante uma construção num terreno que não é da Autarquia, mas sim do Estado e situado num Sítio Rede Natura 2000, logo, protegido por legislação Comunitária) ... possivelmente criariam no decorrer do processo , novas exigências, novo folclore, exigindo a construção de uma qualquer outra construção publica de forma a manter o fait-divers constante em que estas Câmaras são exímias... porque não um novo aeroporto?

quarta-feira, março 29, 2006

PRAIAS DE S.JOÃO EM RISCO













Erosão Dunar preocupa S.João da Caparica


Apesar deste ter sido um Inverno relativamente ameno, a situação de erosão costeira junto a S.João da Caparica tem-se agravado substancialmente e a preocupação sobretudo entre os concessionários e frequentadores daquela área é crescente, bem como a Junta de Freguesia, por seu lado o INAG garante estarem prestes a avançar as obras de protecção e manutenção daquela faixa costeira de forma a evitar a ruptura daquele cordão dunar.

Entretanto as condições de mar das ultimas semanas têm agravado o problema , referindo os mais preocupados que é com cepticismo que encaram as promessas do INAG , uma vez que os técnicos que se esperavam para estudar e acompanhar o problema de forma a iniciar as obras para a sua prometida solução "ainda não apareceram".
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Numa altura em que em Portugal poderosissimos lobies reequacionam a energia nuclear, veja qui (Clique) a que ponto se chegou na alternativa eólica cujos custos de produção baixam a cada dia que passa.

terça-feira, março 28, 2006

CLIENTELAS














Escrevia Miguel Sousa Tavares no Expresso do último sábado:

" O modo de vida assente no governo das corporações faliu clamorosamente e é directamente responsável pelo atraso com que o país vem pagando a manutenção dos seus privilégios"

Isto na prática traduz-se por um país cada vez mais atrazado e com pior ambiente e qualidade de vida e traduz-se em números, e realidade, no atrazo que vamos cavando no fosso que cada vez mais nos separa dos países mais ricos e desenvolvidos. A nossa queda para 18ºs entre os 25, atrás da República Checa não dá grande margem de argumentação a quem quer fazer crer o contrário.

Mas Dirigentes politicos há, ao mais alto nível que pretendem ser "Dirigentes Politicos ao Mais alto Nível" não do país que somos, mas do país rico que existe na sua estreiteza intelectual, daí os gastos milionários em campanhas eleitorais (que comparadas com as dos quatro ou cinco países mais ricos, naquela tabemla em que somos 18º, parece que estamos a ver a tabela do PIB invertida).

A oposição funciona como oposição de país do topo da tabela, e recusa a todo o custo assumir a realidade, por isso vá de pedir o irreal (clique) , exigir o impossivel e querer o inatingivel, ao mesmo tempo que as mesmas forças politicas vão servindo as suas clientelas a nível local, clientelas cada vez mais insaciáveis sobretudo as que se movimenta nos terrenos da construção cívil e obras públicas, basta ver a pressão que (ainda) recai sobre o Algarve ou sobre a Margem Sul(clique) apesar das milhares de casas para vender. . Ainda mais absurdo quando, no que se refere às obras públicas, que elas são pagas pelo erário publico...ou seja, o tal que alimenta o défice que é poreciso conter e eliminar...

Ambientalmente o desastre é directamente proporcional aos desejos desta clientela, permite-se construir onde é impensável, na base de falésias que brevemente precisarão de sustentabilidade, em zonas protegidas (desprotegidas seria melhor termo) pois são baratas pelo facto de interditarem a construção e serão de betonização fácil pelo interesse publico associado aos projectos, e claro libertarão os terrenos que se continuarão a construir para actividade mais nobre e rentável como seja luxuosos condomínios privados junto a Centros de Estágio de equipas de Topo, também elas falidas, mas com tique de país rico... aquele onde não há como por cá, 10 Estádios novos para brincarem ou Centros de Estágio dignos de um país das Arábias, pois que de um país Nórdico não serão concerteza.

Mas o que menos consigo contornar é a hipocrisia de forças politicas que criticam a forma obscena como os Bancos apresentam lucros, quando as autarquias por si dominadas são as principais a alimentar esses lucros, realmente pornográficos , através da urbanização desenfreada (crédito à habitação) e do seu próprio endividamento autárquico, ao que se acresce o endividamento das familias fomentado pelo consumo em mega centros comerciais (clique) (crédito ao consumo) e do qual lucram esses mesmos bancos, essas mesmas autarquias e alimenta essas mesmas forças politicas que fazem parte do sistema mas pretendem fazer crer hipócritamente que não.

segunda-feira, março 27, 2006

A NATURA DE JUDAS








Joaquim Judas grande impulsionador da construção do Hospital do Seixal


O local escolhido para a construção do Hospital do Seixal , luta encabeçada por Joaquim Judas no Seixal (clik) , é em pleno Sítio Rede Natura 2000 de Fernão Ferro/ Lagoa de Albufeira (clik), uma perfeita aberração em termos de protecção natural , que permitirá que o betão se expanda noutras direcções do concelho, sendo o "interesse publico", mais uma vez, a justificação para a destruição de uma importante mancha verde, a estratégia é conhecida e não é a primeira vez que se levanta a protecção ambiental a favor de projectos de "interesse publico", um excelente negócio, como o foi em tempos o ajuste directo na construção de bairros sociais ao abrigo do PER - Plano Especial de Realojamento (clik).

A construção de hospitais (clique) não está isenta de interesses imobiliàrios ou de expansão urbana relembre-se o que aconteceu com o Hospital de Cascais envolvendo José Luis Judas , sobre o caso escrevia-se há uns meses no Congeminações (clik) :

"O porquê da apetência dos governos em construir Hospitais

Temos todos consciência de que os hospitais, concelhios, distritais e regionais, a maioria deles encontram-se desajustados da realidade em termos de respostas às populações às quais os mesmos servem.
Falta-lhes quase tudo. Uns até são de construção relativamente recente, outros há que, são quase da idade da pré-historia.
Mas todos eles se debatem com um problema comum, o da falta de clínicos gerais, mas sobretudo médicos de especialidade, para não referir outras classes profissionais que são constantemente citadas pelas suas associações representativas de classe.
Justifica-se em certas localidades que, efectivamente se construam novos hospitais, porque os actualmente existentes estão já há alguns anos a arrebentar pelas costuras, como se costuma dizer.
Estou-me a lembrar por exemplo do Hospital de Cascais, que representaum verdadeiro suplício para os doentes que a ele tenham de recorrer.
A construção de um novo hospital que chegou a estar na gestão autárquica do José Luis Judas, marcada para um terreno circundante ao aeródromo de Tires, foi posteriormente alterado e depois deixou-se de saber concretamente onde seria edificado.
O actual hospital em termos de descongestionamento dos doentes e emrelação a determinadas especialidades articula com o Hospital da Misericórdia, Sant'Ana, na Parede, com o António José d'Almeida em Carcavelos e S. Francisco Xavier no Restelo, contribuindo para congestionar este último.
O anterior governo através do titular da pasta da Saúde, havia manifestado a intenção de construir 10 novos hospitais no país o que representaria um colossal esforço financeiro que, o OGE não comportaria.
O actual ministro da Saúde anúnciou que apenas irão ser construídos 5 hospitais nas localidades em que mais se justificam.
Não me parecendo que, esta opção, seja uma má medida, embora a mesma tenha já motivado da parte dos autarcas que, vêm goradas as suas expectativas de serem construídos hospitais onde pelo anterior governo haviam sido prometidos, um veemente protesto, julgo que esta atitude é incompreensível se tivermos em conta o seguinte:
Estando os hospitais civis deste País, a viver uma manifesta carência de pessoal médico, de enfermagem e de outras categorias profissionais, que interessará às populações a construção de novos hospitais, se depois estes não conseguem funcionar convenientemente por falta de pessoal especializado.
- Haja bom senso."




José Luis Judas, grande impulsionador do Hospital de Cascais

Todos se lembrarão ainda de um José Luis Judas(clik) que prometia um novo Hospital para Cascais e que teve um final de mandato conturbado antes de saír de cena.
Em Cascais , a vontade de construir um hospital, era afinal a ponta de um iceberg, manobra de diversão talvez, escondida estava a realidade de um mau planeamento , Cascais via na verdade crescer o betão, tendo sido preciso pôr um travão pela nova vereação, escrevia-se assim em Novembro de 2004 no Correio da manhã.

"Vou segunda-feira à Câmara propor que sejam prolongadas por mais um ano as medidas preventivas, cujo prazo termina a 12 de Fevereiro [após um período de vigência de dois anos], enquanto não temos o PDM aprovado", disse hoje à Lusa António Capucho.
O autarca lembrou no entanto que "as medidas preventivas não podem prejudicar os direitos adquiridos", ou seja, impedir a construção de urbanizações "descomunais" viabilizadas durante a liderança socialista de José Luís Judas, como as da Avenida 25 de Abril, na zona das oficinas da Câmara, do Campo do Pavilhão Dramático e as da Amoreira, perto do Campo Estoril Praia."

Não deixa de ser curiosa a apetência dos irmãos Judas pela vida autárquica e pela construção Hospitalar, curioso também é o facto das localizações escolhidas não estarem isentas de polémica, José Luis Judas pretendia para Cascais um Hospital Junto a um Aeródromo e Joaquim Judas na Margem Sul pretende um Hospital dentro de uma zona florestal protegida por Directivas Comunitárias Rede Natura 2000.

domingo, março 26, 2006

A MORDOMIA DA INCOMPETÊNCIA














Imagem do paraíso turistico que é a Costa Azul, pormenor da Fonte da Telha, plena Zona Protegida da Arriba Fóssil. Carlos Pimenta há uns anos mandou demolir, hoje reconstrói-se impunemente


Miguel Sousa Tavares escrevia esta semana no Expresso na sua coluna "Ultima chamada" mais uma brilhante crónica, de onde sublinho o seguinte excerto :

"...Outro caso é o eterno Algarve .Trinta anos de uma eufemisticamente chamada politica de turismo, determinada exclusivamente por autarcas e promotores imobiliários e turisticos, e sustentada apenas na construção desenfreada e sem planeamento, conduziram a este resultado lapidar : descontada a inflacção e a revalorização do dólar, o turismo algarvio recebe hoje, com cinco vezes mais turistas, praticamente o mesmo que recebia há trinta anos, o Algarve foi abastardado a um ponto que revolta e atingiu o nível de saturação no que se refere a infraestruturas tão essenciais como o saneamento básico, fornecimento de água, estradas entupidas, praias em processo de erosão, arribas a desabarem devido ao excesso de construção na costa, esgotos a correrem para a praia à luz do dia.
E o que querem os autarcas e promotores algarvios?Mais do mesmo (...) O que talvez os portugueses não se dêm conta é que graças a esta politica que eles pretendem continuar livremente, o país tem de gastar anualmente uma fortuna a promover o turismo Algarvio no estrangeiro- não, obviamente com fotografias da fabulosa obra erguida pelos autarcas, mas com fotografias raras, tiradas no Inverno da praias semidesertas e falésias despidas, para ver se os trazemos cá ao engano."

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O mesmo decalque , a mesma mentira institucional (ampliada) para a Margem Sul e o seu apêndice de oportunismo oficial chamado "Região de Turismo da Costa Azul"
presidida no presente por um ex. autarca sem formação nem queda para a àrea, mas que mantém cargo e privilégios...
Continua-se a promover turisticamente (sem avaliação de custo/efeito) uma Região abastardada por trinta anos de construção desenfreada, tentando que os habitantes acreditem que os autarcas que lhes caíram em desgraça não podiam ser melhores , ou que "agora é que vai ser" , com o Belmiro , o Pestana e os Espirito Santo em Tróia, a quem foi dado PIN (Projecto de interesse nacional) ou carta branca , ou o "milagre" que vai agora acontecer com a "Cidade Ecológica" de Sesimbra...

Pelos vistos pretendem também que ordas de turistas venham "ao engano", (certamente que só uma vez - pois não voltarão certamente) mergulhar no Terceiro Mundismo da Costa de Caparica ou da Fonte da Telha, na betonização de Sesimbra onde acabaram por ser assaltados no Castelo pelo gangue do costume, na poluição do Sado onde só lhes era prometido a aparição de golfinhos, na betonização da Arrábida onde esperavam encontrar um "Parque Natural", numa Baía do Seixal a tresandar de esgoto, pinhais a perder de vista reduzidos à sua expressão mais simples , em montados que afinal viraram urbanizações e Parques logisticos ... e tudo o mais que por cá se conhece , não falando na barbaridade que é o Futuro Parque Temático da Moita, a maior prova de que os politicos tratam os eleitores como asnos e o território como sua coutada pessoal - neste caso querendo convencer que se esperam quase tantos visitantes como para a Eurodisney Paris...

Mas de pedra e cal lá continuam na presidencia da Região de Turismo respectiva desse país afora , os mesmos ex. autarcas , os mesmos inúteis de provas dadas , quem há muito atigiu o "Principio de Peter" e se arrasta agora em mordomias e recepção de croquete na inauguração de cada novo hotel, apart-hotel ou aldeamento... num derradeiro serviço aos Partidos e Empreendedores Imobiliàrios a quem tudo devem, reciclados do dever cumprido quando como Presidentes de Cãmara, na prática, tudo o que fizeram , contribuiu para o inverso de um desenvolvimento turistico de qualidade e com sustentabilidade.

Vêm muitos agora. Só agora !!! Reivindicar as estruturas que escasseiam, para os habitantes que sobejam, no espaço que afinal, não comporta tanta gente, só agora reivindicam tratamento de esgotos, hospitais (em ridiculos "cordões humanos" para supostas dezenas de milhares de subscritores...) , ou vias de comunicação... esquecendo-se que a sua hipotética carência é unico e exclusivo reflexo , resultado e prova da sua incompetência como gestores do território, e ordenadores do espaço publico...

Vamos continuar a levá-los a sério? Agora que o Governo lhes pretende aliviar o peso do Código Penal que, onde até gora dava pena de prisão por crimes praticados enquanto titulares de cargos publicos...passará a resultar sómente em demissão...

- Isto é ou não é um verdadeiro Paraíso Politico, perdão... Turistico queria eu dizer...???

. É realmente bem vinda a medida de extinguir as "Regiões de Turismo"!
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Como medir um "cordão" ?

Sobre os numeros "oficiais" do cordão humano pelo Hospital no Seixal expliquem-me como se eu fosse muito burro:

a) Um cordão humano faz-se com as pessoas de mão dada não é? Ora a distância entre cada pessoa variará em média entre 6o cm mãos junto ao corpo ou 1,5 m braços esticados. o que daria uma extenção de 6 quilómetros no primeiro caso ou 15 quilómetros no segundo. como os numeros oficiais revelam " quatro quilómetros" e "dez mil pessoas", pergunto: Como foi feita a medida, estavam muito juntinhos??? ou os números foram só inventados??? E afinal estava muito menos gente...? Digam lá quantos autocarros alugou o PCP...? É que as imagem do Setubal na Rede são pouco esclarecedoras e o cordão parece de elástico... (clique)

b) O José Luis Judas fez um grande lobbying e conseguiu, novo Hospital para Cascais, como se sabe envolto em muita polémica a primeira localização atirava-o para junto a um aeródromo...Agora é o outro irmão Judas a dar a cara por este lobying que pretende um Hospital no Seixal, a localização pretendida neste caso é uma floresta , Sítio Rede Natura 2000. Trata-se de uma familia com queda para os Hospitais ? E em sitios polémicos ainda por cima...?

sábado, março 25, 2006

A "OPA" SOBRE OS AUTARCAS













Numa semana onde só se fala de OPA's (Ofertas Públicas de Aquisição) vem a jeito relembrar um artigo publicado na revista Visão de 2 de Março, assinado por Filipe Luís na sua coluna "sexto sentido" do qual gostaria de sublinhar - e falando o articulista sobre a tentativa de corrupção por parte de um construtor civil ao vereador José Sá Fernandes, o artigo intitulava-se "OPA sobre os autarcas" - o seguinte excerto:

" O Poder autárquico em Portugal, tido como uma das grandes conquistas do 25 de Abril, teve o mérito de resolver problemas concretos das populações. Há exemplos de obra relevante e de ímpar abnegação à coisa publica. E deve haver, como Sá Fernandes, inúmeros casos (mais discretos...) de provada incorruptibilidade. Não obstante , por causa da impreparação, do mau gosto e, sobretudo da permanente OPA (oferta "privada" de aquisição) sobre muitos autarcas, as câmaras são as principais responsáveis pela desfiguração urbanistica do litoral português. verdadeiros crimes foram cometidos, na orla costeira, nas grandes cidades e nas suas periferias. O iceberg cuja ponta foi agora descoberta é susceptivel de abrir rombos, em vários Titanics politicos, a começar pelos principais partidos. O que já ninguém nos tira são todos estes anos de financiamento partidário ilegal, enriquecimento pessoal ilícito e destruição sistemática da paisagem e da qualidade de vida"

Um "cordão humano" nacional contra a baixa politica, o baixo nível dos nossos politicos e por um desenvolvimento sustentado e ambientalmente correcto tendo em vista as reais necessidades da população, não seria de descartar numa época em que os "cordões humanos" por tudo e por nada se vulgarizaram como elemento de folclore politico e desportivo.

sexta-feira, março 24, 2006

MONTIJO, DE MONTADO A PARQUE LOGISTICO



















O Ritmo e a àrea ocupada são preocupantes bem como a forma como o espaço foi construido e o que ainda falta por construir, oportunamente denunciàmos aqui a situação (clique), parece que os Verdes pretenderam ter feito um protesto, mas assim se vê a sua força ou interesse...se nas próximas eleições ganharem a Câmara, já lá temos um Parque Logistico...deixemo-nos mas é estar caladinhos que temos outros para assumir a culpa do disparate...

Linhas de água, sobreiros... pois não sabem ou não respeitam o que são, mais uma vergonha para a margem Sul ali mesmo à beirinha do IC32 e do que foi um pacato cemitério de "aldeia". Bem podem pagar milhões ao José Mourinho para fazer publicidade às rolhas de cortiça.

Na Margem Sul, dentro do género só resta a "lei da rolha" e mesmo essa já não é, nem nunca foi de cortiça!!!
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E da Moita o Alhos Vedros Ao Poder (clique) noticia o fim de mais uma corticeira para dar lugar a mais um hipermercado, trata-se da antiga Corticeira Ibérica e a noticia tem o seguinte teor que demonstra a forma como grandes grupos económicos como a SONAE se movimentam nestas autarquias da Margem Sul e plantam Hipers e Shoppings a seu bel prazer .

"A Corticeira Ibérica, que nas décadas de 1960 e 1970 foi a grande inovadora em matéria de aglomerados de cortiça, mas que devido a espionagem industrial, deixou escapar esses secredos para o norte e tornou a Corticeira Amorim no império que é hoje, entregou a alma ao criador, para no seu espaço ser construído um outro Modelo, ou será que é Continente ? " e já com o seguinte comentário de um seu leitor : " Então é assim: trata-se da construção de um hipermercado Modelo (1998 m2) + uma loja Modalfa (500 m2) e uma loja Worten" - a fotografia está aqui (clique)

quinta-feira, março 23, 2006

HOSPITAL DO SEIXAL O GRANDE EMBUSTE













Um Hospital como arma de arremesso ou manobra de diversão é baixa politica, é manipular os sentimentos e receios mais básicos de uma população, manipulando-a com fins politicos e escondendo as deficiências de uma organização autárquica esgotada.

Há cada vez mais Bancos por aí, vários em cada rua, arrisco a dizer que há mais Bancos que cafés e não falo desses bancos onde nos sentamos, falo dos outros, sim desses!!! Apesar de haver cada vez mais Bancos, na minha rua, não estou menos pobre do que só quando havia uma instituição chamada a Caderneta da Caixa!!!

Há cada vez mais shoppings por aí, ontem mesmo abriu mais um, ali, quase ao fundo da rua vê-se da minha janela agora com mais néons, mas não tenho a minha casa mais recheada, nem ando melhor vestido e também não era menos feliz quando tinha menos por onde consumir.

Há cada vez mais prédios, com mais mordomias, condominios fechados, aspiração central, ar condicionado, mas isso não significa que todos tenham habitação ou que habite hoje melhor que há dez anos.

Há cada vez mais gente o que não quer dizer que esteja melhor acompanhado, tenha mais amigos ou me sinta mais seguro, ou muito menos que os vizinhos de hoje sejam melhores que os de ontem , "bom dia, boa tarde" , devem pensar que sou anormal quando me cruzo com eles na rua e lhes desejo um Bom Dia!!! também há mais carros e por onde escolher, mas continuamos a conduzir pelas mesmas estradas, cada vez com menos saída.

Dizem por aí que deviamos ter mais hospitais (clique), embora não haja nem mais médicos , nem dinheiro para equipar mais e melhor esses, mais hospitais, e por tudo o que anteriormente escrevi, não me parece que isso me traga mais saúde, melhores tratamentos ou melhor longevidade.

Dizem também que o Seixal deveria ter um hospital (clique), para ocupar o lugar dos Centros de Saúde? que lhe faltam ou são de má qualidade (esses sim necessários) , que um hospital faria as vezes de um sistema que pudesse cuidar de mim em casa quando precisasse , ou depois de uma operação, ou simplesmente quando caír acamado...é que para um hospital eu não quereria/teria ou seria necessário ir, caso tivesse outras alternativas que podem ser postas em prática , e com menos dinheiro.

Não vejo por aí a necessidade de fazer novos hospitais, para mim era bem melhor que melhorassem os existentes onde se chega em alguns minutos, mas exigiria sim ter cuidados continuados , médico de familia que nunca tive, consultas a horas e valências e meios de diagnóstico que não fossem só para ter um sítio num corredor com equipamento a apodrecer porque por exemplo não há técnicos que o possam usar.

Por isso , para mim , essa história do Hospital do Seixal, pode ser uma bela arma de arremesso contra alguém, mas não é de certeza uma solução para mais e melhor saúde, mais e melhores cuidados , mais e melhor longevidade, isso tem mais a ver com melhor ambiente, melhor qualidade de vida se calhar com menos bancos, menos shoppings, menos gente, menos carros, menos poluição e mais vizinhos que me retribuissem um bom dia, ar mais limpo, àgua menos poluída e cuidados e investimento na saúde preventiva, na educação civica e numa melhor alimentação.

Tudo o resto, "cordão humano" incluido, é a mais pura das demagogias!

E Já agora quem está a suportar a gigantesca campanha de propaganda pró-hospital? Quem paga a factura dos cartazes e das campanhas de mobilização itenerantes com postos móveis de internet inclusivé? Quem Paga? A Empresa que
o vai construir????
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Nota 1

A Câmara pretende construir este hipotético Hospital no meio de uma floresta classificada, Sítio Rede Natura 2000!
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Nota 2

Ontem fomos informados que não era possivel aceder ao a-sul, isso aconteceu durante algumas horas, agora informam-nos que o sistema de triagem não aceita comentários...

Pois... era de esperar, não interessam vozes incomodas ou um site dissonante muito menos com consultas online a decorrer...não acreditamos em bruxas , mas....

quarta-feira, março 22, 2006

DIA MUNDIAL DA ÁGUA, MARGEM SUL É MELHOR IGNORAR










O que aqui foi dito ontem sobre o Dia da Àrvore, aplica-se ainda mais hoje, Dia Mundial da Àgua.


O grande acontecimento na Região é hoje a inauguração de mais uma catedral do consumo, o "Shopping Rio Sul", curiosamente junto ao mesmo passa o esgoto que acima nos referimos e que é na realidade a imagem de marca do estado ambiental quer do concelho do Seixal quer da região, pois é recorrente em todos os concelhos e a perspectiva não é de alteração desta forma de gerir o solo virgem impermeabilizando-o com construção e por outro lado, obstruir, encanar e muitas das vezes poluír as linhas de água existentes.

O caso do esgoto acima referenciado é caricato pelo facto de ser despejado num ribeiro de àguas limpidas "Rio Judeu" que a cerca de trezentos metros a montante são inclusivamente tratadas numa ETAR , mas parece que trezentos metros é muito, sendo logo a seguir despejado este esgoto sem qualquer tratamento que vai depois correr junto da principal àrea comercial do Seixal...fará parte do projecto de "tipicalização" do Rio Sul? Afinal este é um esgoto very typical...






Imagem de um dos muitos areeiros abandonados no Seixal onde se depositam resíduos liquidos de muita proveniência.

Claro que o problema não são só os esgotos, é também a concentração humana que tem acontecido na Margem Sul, é o caso dos areeiros abandonados no Seixal ou as potenciais infiltrações no principal lençol freático devido à laboração da Fábrica (SPEL) de explosivos de Corroios, e também os terrenos poluidos da Siderurgia, da Quimiparque, as instalações da Eurominas junto ao Sado, a da Setenave e da ex Lisnave que acabou com a produção de ostras no Tejo...é o desmantelamento sem controlo de navios na Moita... e como é obvio toda a poluição do Estuàrio do Tejo seja por dejectos humanos, seja pela industria...Mas hoje é Dia de Rio Sul!!! O Rio das compras da Margem Sul, não podia ter inaugurado em melhor dia pela ironia que encerra , denunciando as prioridades do presente.

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Imagens do Rio que nasceu no dia da Água, limpo, cheio de peixe (secção da peixaria), sem entulho nas suas margens nem maus cheiros no interior... ah! e também não tem grafittis... Mas afinal Rio Sul é "só" mais um shopping e o rio de esgoto continua a passar ali em baixo com o mesmo cheiro de sempre.

terça-feira, março 21, 2006

MARGEM SUL IGNORA DIA DA ÀRVORE EXCEPTO O CONCELHO QUE MAIS AS ABATE











Talvez seja melhor assim, longe da hipocrisia, nada melhor que uma realpolitik e deixar a data passar despercebida, afinal é só mais uma em que nada se muda, como o Dia mundial do Ambiente ou os Dias sem Carros, para já não falar no Dia da Água...

Corridos totos os sites das autarquias da Margem Sul, diria que a àrvore e a floresta tal como o inicio da Primavera, passaram quase completamente despercebidas , a Câmara do Seixal, pródiga em demagogia, não faz menção ao dia , mas sim ao "Mês da Àrvore no Seixal" , assim é que é, qual dia... é logo um mês!!! já que nos custa o mesmo...e assim é que mostramos que somos verdadeiros ecologistas!!! Quanto ao programa, vem anunciado da seguinte forma:

- " Comemorações do mês da árvore"


É assim, se quizer consulte o programa completo, que se mistura até com outras iniciativas de rua e de carácter partidário que já aqui comentámos (clique) :

Agora, deixamos ao leitor a escolha de que àrvore, no Seixal, será este mês, é que elas são já tão raras e com os sobreiros protegidos a desaparecerem da manhã para a noite em todo o concelho, este é um concelho que caminha a passos largos para a desertificação, esperemos que não seja um mês da àrvore porque lá vão cortar mais um milhar de sobreiros para um novo hipermercado ou urbanização, as imagens actuais mostram bem o que foi o ultimo "Ano da Àrvore" no Seixal e digam lá se não é de temer o pior?

segunda-feira, março 20, 2006

GRAFITTI E ARQUITECTURA TRADICIONAL















Pelas imagens acima (clique sobre as imagens para aumentar) . Já dá certamente para entender o que pretendemos alertar, trata-se de um atentado visual e ambiental com reflexos directos na qualidade de vida da população que se confronta com este vandalismo gratuito.

Trata-se também de um atentado cultural que abastarda a nossa arquitectura tradicional, viola a propriedade de gente muitas das vezes tão humilde ou impotente que nem possibilidade tem para pintar de novo a sua fachada.

Trata-se também de um atentado económico com reprecursões directas no Turismo numa região e num País que se diz querer receptor de um turismo de qualidade, ora isto repele esse mesmo turismo, é rasca e degradante!

É uma violação grosseira da nossa cultura e arte , feita por meia dúzia de vândalos urbanos com dinheiro para se deslocarem e poder de compra para adquirir as tintas em spray, não se trata aqui de dar expressão artistica a quem tem potencial criativo, mas não tem dinheiro para entrar no mercado da arte, pela simples razão de não poder comprar os materiais ou os suportes para se exprimirem.

É exactamente o oposto. Pense nisto! Não podemos continuar a tolerar isto, sob pena de em breve não haver nesga de paisagem urbana ou rural que não tenha a marca de alguém, o território de algum gangue ou a assinatura de um qualquer indigente que de tão pobre de espirito só assim encontra forma de se afirmar.

sábado, março 18, 2006

GRAFITTI E ESPAÇOS VERDES 2

Nem na praia, nem numa zona protegida (Arriba Fóssil da Costa de Caparica), conseguimos fugir da criatividade imposta, da "arte" que quer se goste quer não, quer se pretenda ver quer não, temos sempre que nos confrontarmos com ela.



De forma imposta, vandalizadora do construído e da paisagem que é de todos, e do direito à paisagem que a todos assiste , é uma "cultura" do rasca, de um terceiro mundismo e de um ajoelhar da sociedade perante algo que esta deveria punir e pôr cobro pelo que constitui de desafio perante as instituições, o Estado e a natureza.

sexta-feira, março 17, 2006

GRAFITTI E ESPAÇOS VERDES














Se o grafitti em espaço urbano é para muitos , uma forma abusiva de poluição visual , evitável e atentatória da qualidade de vida dos cidadãos, em espaço rural esse atentado visual torna-se mais evidente e a agressividade subjacente verdadeiramente intimidatória.





Ela assume sob esta forma um perfil redobrado de uma delinquência urbana, à qual ao que parece nenhuma autoridade pretende pôr côbro, ordenar ou punir, entretanto, além das ruas das nossas cidades, são também as nossas paisagens naturais a sofrer esta verdadeira praga...e queremos nós ser um destino turistico de qualidade?