sábado, dezembro 31, 2005

FACTO DO ANO



Elegemos aqui como facto/instrumento do ano de 2005 o Google-Earth pelo que significa de acesso à informação geográfica global e o que tal significa e sua aplicação prática em termos locais permitindo aplicar à letra o lema "pense global, aja local".

A informação geográfica até agora limitada a serviços institucionais (e muitas vezes por eles instrumentalizada - caso de algumas autarquias) , passou a estar (GRATUITAMENTE!) ao alcance de Todos . E2stando ao alcance de Todos, Todos podem , em tempo actualizado ver o que se passa no espaço geográfico que o rodeia, suas transformações e projectos que se pretendem aplicar e enquadrá-los histórica e espacialmente.






Exemplo Península de Setúbal.

O Google-Earth permite ainda, que a nível local e geral se analisem transformações ao nível do ordenamento, da natureza, da orografia, permite conhecer melhor o espaço que nos rodeia e assim exigir responsabilidades, alertar para irregularidades, fundamentar queixas, omissões e ilegalidades.








Exemplo Torre de Belém e Restelo(clique na imagem para aumentar)

Claro que permite também explorar turisticamente locais distantes, programar férias ou "viajar" ludicamente enquanto se "navega" na net, mas , e sobretudo permite conhecer o espaço que desconhecemos porventura mais, aquele que nos rodeia e nos passa despercebido no dia a dia, do alienante casa-trabalho-casa, e que é afinal aquele que mais influi no nosso dia a dia e no dos nossos filhos.

Um instrumento para consultar, usar, actuar e exigir!

sexta-feira, dezembro 30, 2005

2005 EM BALANÇO - 4

Foto Copenhaga, capital de um dos países mais ricos e de melhor bem estar e qualidade de vida da Europa.

Apesar de serem poucos os temas até agora aqui trazidos neste balanço de 2005, já deve ter dado para concluir que se tratou de mais um ano perdido na politicas de desenvolvimento sustentável, de ordenamento do território, de protecção da natureza e na melhoria da qualidade de vida das populações.

Foi também mais um ano perdido nas politicas de mobilidade e na implementação de meios alternativos de transporte. Situações tão simples e práticamente sem custos como a construção de uma rede efectiva de ciclovias (não falo de custosos troços para eleitor ver e que começam em nehum lado e acabam nenhures) continuam a ser ignoradas pelos nossos autarcas da Margem Sul, neste campo reconheço sómente como aceitável (apesar do seu aspecto lúdico) a ciclovia da Moita.

Enquanto por toda a Europa, dita rica, se opta por este meio de transporte, até em projectos municipais de grande dimensão como em Lyon, em Portugal e mais particularmente na Margem Sul (com caracteristicas morfológicas excelentes) simplesmente se ignora e ridiculariza, continuando o incentivo ao uso do automóvel e ao consumo de petróleo, para o qual apesar da escalada de preços sem fim à vista não se criam alternativas, mesmo as de execussão imediata como esta.

O Metro Sul do Tejo continua sem saír à Rua (mostrou-se só dias antes das eleições...), a sua construção continua envolta em polémica, e, uma análise ao traçado escolhido leva a temer um novo surto de construção e especulação assente neste meio que em vez de criar uma solução é bem capaz de criar mais alguns problemas... e algumas fortunas rápidas.

Continuam os engarrafamentos na Ponte 25 de Abril que o comboio da ponte não aliviou pois que serviu para mais especulação e construção em função das mega-urbanizações criadas junto às suas estações, parece agora nitidas as razões da escolha da sua localização. Para os lados da Ponte Vasco da Gama parecem querer aplicar o mesmo modelo, sendo já comuns os engarrafamentos naquela ligação.

Parece que cinco anos depois de entrar no século XXI e depois de duas décadas de Europa ainda continuamos atávicos, saloios e ignorantes, pelo menos ao nivel dos politicos locais que não há meio de sistematizar necessidades reais e estabelecer prioridades que nos levem a evoluir na forma de estar e de pensar. O continuar na cauda da Europa na maioria dos indicadores de desenvolvimento não deve estar alheio às politicas destes iluminados, mas se calhar foi mesmo isto que um qualquer Comité Central decidiu para a Margem Sul.

quinta-feira, dezembro 29, 2005

2005 EM BALANÇO - 3













2005 -Junto do já gigantesco Almada Forum nasceram mais duas gigantescas mega superfícies


Continuando este incómodo balanço para alguns que nele reconhecem o revelar das suas fraquezas, tráfico de influências e incompetências, para além dos que a par , temem pela credibilidade da informação aqui dada e devidamente documentada (aliás ainda não fomos acusados de recorrer ao photoshop nas nossa imagens...) analizamos hoje o avançar do modelo comercial das grandes superfícies comerciais a Sul do Tejo com o agravar do estado de saúde do pequeno comércio tradicional que está verdadeiramente moribundo na Margem Sul.

Continua pois a permissividade e massificação no licenciamento de Mega-superfícies comerciais que já entraram na fase da canibalização mútua , enquanto por exemplo em Almada , morrem as lojas que davam vida á cidade, assiste-se geminadas ao Almada Forum ,ao nascimento de mais duas gigantescas superfícies comerciais, uma albergando os Gigantes franceses Leroy & Merlin e Decathlon, e outra um conjunto de lojas que vão do têxtil e pronto a vestir ao ramo de acessórios automóveis.

No Seixal, enquanto o comércio no centro histórico é trocado por lojas de pechinchas Chinezas, o Continente transforma-se no Mega Rio Sul cuja publicidade refere vir a ser maior que o clone Almadense, ainda no Seixal, mas do lado da Amora, nasce novo monstro da distribuição da cadeia Leclerc e em àguas de bacalhau está por enquanto o Carrefour da Cruz de Pau , depois da punição pelo abate de 1200 sobreiros (mas que era garante de obras viàrias pré eleitorais no concelho e que agora se desconhece quem vai pagar...).

No Montijo o Forum roubou a vida da comunidade histórica, e em Alcochete uma megalomania chamada Freeport viu fechado o seu multuiplex de cinema que poucos meses teve de vida como polo cultural de cinema e espéctáculos que era um dos alíbis que pretendiam justificar a invasão daquela àrea que em parte invadiu a Reserva Natural do Estuàrio do Tejo.

Entretanto o definhar da vida nas zonas mais antigas dos centros históricos parece ser um factor que agrada aos autarcas, mais interessados em torná-los centros de diversão nocturna correndo com os mais antigos residentes e resistentes e paralelamente gerando mais valias por alteração do uso do solo fora destes centros urbanos históricos e consolidados, faça ele parte de Reserva Agricola, Reserva Ecológica ou àreas protegidas nos Planos Directores municipais.

O licenciamento discricionário de solo virgem para construção e o licenciamento de grandes superfícies, loteamentos supostamente industriais e urbanos, continua, por esta via, a ser na Margem Sul um factor que destorce uma realidade baseada na ética e nos valores naturais e culturais, para fomentar uma sociedade, baseada em como referimos no primeiro parágrafo, no tráfico de influências , pelo que este modelo urbano de fachada e Centro Comercial (que cria emprego precário e mal pago) que se impõe atravéz das contrapartidas "dadas" pelos grandes grupos económicos, apesar de não ter sustentabilidade nem ecológica nem económica (baseia-se no endividamento das familias) permitiu mais um ano que foi de facto, mais um ano de eleitoralismo rotundista e de gigantismo de Forum Comercial.

quarta-feira, dezembro 28, 2005

2005 EM BALANÇO - 2

O Betão e a extinção dos sobreiros da Margem Sul. Foto-Feijó

A propósito deste nosso balanço do ano recebemos comentários a pôr em questão a nossa credibilidade por só "criticarmos o mal e não darmos ênfase ao bom e às alternativas possiveis", pois vou hoje aqui, em destaque e em balanço trazer uma das mais positivas e importantes decisões tomadas no Seixal e no país no ano que agora finda.

Tratou-se da multa aplicada aos responsáveis pelo corte ilegal de 1200 sobreiros na Quinta da Princesa para em seu lugar se erguerem acessos e uma nova grande superfície comercial. Os responsáveis pelo corte ou que com ele lucraram , para além da pesada multa e impedimento de construir foram também obrigados a reflorestar a àrea.

Outro caso exemplar foi também em Palmela o impedimento da construção de uma urbanização em pleno montado protegido e impedida por despacho do governo.

Claro que em muitos outros pontos sobreiros foram arrazados sem apelo nem agravo e sem qualquer sensibilidade, nomeadamente no Seixal o campeão desta prática na Margem Sul este ano (Alto do Moinho, Torre da Marinha, no Centro de Estágio do Benfica , na já mencionada Quinta da Princesa...) mas também na Moita e no Montijo (Centro Logístico) , como oportunamente denunciámos.

Espera-se agora para ver se da aplicação das penalizações impostas ,vai haver no futuro uma jurisprudência com os casos sancionados ou se a boçalidade e a ignorância (de autarcas e promotores) vão continuar a dominar acima do interesse publico e ambiental.

terça-feira, dezembro 27, 2005

2005 EM BALANÇO - 1














2005 - Mais um ano de betonização a Sul

É inevitável que nesta altura se façam balanços, só assim se afere minimamente o ponto onde estamos, quem somos e para onde vamos. Na Margem Sul nada de positivo a assinalar, pois o que se perspectivava como positivo , o Metro Sul do Tejo está longe de estar concluído e o Centro Desportivo do Benfica no Seixal foi afinal a contrapartida para construir 26 hectares de torres residenciais ocupando terreno protegido em sede de RAN e REN (Reserva Agricola e ecológica).

Foi um ano de infindável campanha eleitoral, numa sucessão de outdoors aflitiva , esquizofrénica , poluidora da paisagem e gastadora de recursos, com a qual só as agências de publicidade tiveram a ganhar. Com as sucessivas campanhas vieram também as promessas delirantes e os projectos megalómanos.

Certo foi a confirmação do avanço do betão e consequentemente a destruição da paisagem e da mancha florestal outrora abundante mas agora cada vez mais em extinção, com consequências na qualidade de vida das populações e na qualidade do ar respirável.

De Alcochete a Almada foi um ano de oiro para a construção, apesar de haver dezenas de milhar de fogos para venda, continua o avançar de construção descontrolado, sem qualidade construtiva, arquitectónica ou de ordenamento, sucedem-se os atropelos á lei e ao bom gosto. Continua-se a permitir um modelo esgotado e com consequências e provas dadas nos recentes incidentes na periferia de Paris cuja parte mais negativa teimamos em importar.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

A CRIAÇÃO APOIA O CRIADOR













A anedota do dia é o apoio dos "VERDES", apêndice do Partido Comunista Português ao secretário Geral do partido Comunista Português em versão candidato à Presidência da República, por escolha e aclamação do Comité Central do PCP : Jerónimo de Sousa.

Será que apanhou alguém de surpresa o apoio de 300 "ecologistas" que se subscrevem como apoio ao candidato Jerónimo, a dinâmica de vitória está lançada, ninguém os apanha rumo ao descrédito total e ao ridiculo absoluto.

Como a Campanha do Camarada Jerónimo tem sido essencialmente na sua coutada da Margem Sul onde tem o seu suporte de vida, deve-se daí inferir o apoio dos Verdes à politica de ordenamento da CDU para a Margem Sul, o alastrar do Betão (ecológico certamente) e a destruição do coberto vegetal e das florestas da região, incluindo sobreiros protegidos.Ou o Camarada Jerónimo foi escolhido para pôr ordem nisto e nos presidentes de Câmara da sua côr politica?

sábado, dezembro 24, 2005

SEIXAL, UM NATAL A CHEIRAR MAL - BOAS FESTAS
















No Seixal , compras de Natal de nariz tapado


Mais um Natal com o esgoto de alguns milhares de habitantes de Pinhal dos Frades (percurso a vermelho) a passar sem tratamento junto a duas das maiores superfícies comerciais do concelho e uma das àreas mais povoadas, oferecendo um cheiro nauseabundo a quem ruma aquelas paragens.

Tudo isto porque a ETAR de Fernão Ferro apesar de cumprir a sua função, só tem àgua tratada a correr para o Rio Judeu e limpa, cerca de quinhentos metros, depois, nessa àgua limpa proveniente da ETAR é despejado sem qualquer tratamento , a cerca de duzentos metros a juzante da Estação de Serviço da BP, o esgoto de Pinhal dos Frades.

Uma situação que se arrasta há quase vinte anos e que a Câmara do Seixal nada tem feito para alterar, inclusivamente já teve projectada uma mega urbanização social que iria alimentar ainda mais aquele caudal, urbanização essa projectada para ser construída em zona protegida no PDM, na Flor da Mata, indo os seus esgotos alimentar este afluente de esgoto do Rio Judeu, que por sua vez atravessa zonas de REN, RAN e junto a um sítio Rede Natura 2000 e passa depois , a céu aberto, por zonas comerciais, habitacionais, rega as hortas da Torre da Marinha e desagua na Baía do Seixal...

Apesar do mau cheiro, desejamos a todos um Feliz Natal.

sexta-feira, dezembro 23, 2005

MARGEM SUL, A RESERVA DE BETÃO DA CDU













Foto Feijó, Almada, mais uma antiga quinta betonada.

A CDU de Sintra mantém- se fiel à teoria geral CDU, quando não no poder, e em maioria, protecção do ambiente e contenção do Betão, segundo o PUBLICO em artigo de Luís Sebastião, "apresentou mesmo uma proposta de medidas preventivas e de alteração ao Plano de Urbanização de Sintra, com vista a preservar a paisagem na envolvente da àrea classificada pela UNESCO como património mundial".

Quando no poder e na Margem Sul , conter a continuidade do betão do Tejo até ao Oceano já é outra história , e as urbanizações em massa vêm até por bem... já não há património a proteger (Rede Natura...REN...RAN...zonas protegidas como verdes nos PDM...)... nem natureza a salvaguardar!

Esta ambiguidade leva a pôr em questão dois aspectos, ou a incoerência da politica urbana da Margem Norte para a Margem Sul (da CDU), é só para chatear o dr. Fernando Seara e outros autarcas não CDU, ou já ponho a hipótese dos entraves à construção e contenção na Margem Norte tenha como objectivo pôr os especuladores, promotores e construtoresa a deslocalizarem-se para a Margem Sul onde parece , são bem vindos ( e onde lucrariam com tal construção, até, quem sabe, o Partido...) ... é que a divergência de politicas é tal, enquanto oposição e no poder, por parte dos autarcas da CDU, que parece legitimo pôr esta questão do mais básico tráfico de influências a coberto da protecção ambiental, já que tão mal defendida a Sul.

quinta-feira, dezembro 22, 2005

MASSA CRÍTICA












Hoje divulgamos mais uma iniciativa de MassaCrítica em prol de uma cidade mais humanizada e pela criação de condições para o uso de meios alternativos de transporte na cidade. Uma ideia pela qual aqui também nos temos batido e que esperamos seja a génese de um movimento nacional no sentido de uma verdadeira mobilidade humanizada na cidade, pelo que é uma ideia a multiplicar pelo país , uma ideia de modernidade e em busca de uma melhor qualidade de vida urbana.





foto Amsterdão

A iniciativa terá lugar no Porto e em Lisboa , em Lisboa o lugar de concentração será no Marquês de Pombal hoje às 18 horas, mais informações em www.massacriticapt.net.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

JURISPRUDÊNCIA












Nos anos sessenta o Governo expropriou toda esta vasta àrea no Seixal , para o senhor Champallimaud, por interesse nacional, ali construir uma Siderurgia!

Nos anos setenta vastas parcelas de terreno no concelho de Santiago do Cacém foram expropriadas por uma ideia, a do Gabinete da àrea de Sines. A maioria dos terrenos não foi utilizado, outro não foi utilizado para o seu fim original e mais grave muitos outros foram entregues a terceiros com outras acividades que não as relacionadas com o GAS (Gabinete da Área de Sines).

Nos terrenos do Seixal. o mesmo se passou, a maioria dos terrenos não foi utilizado para uma hipoética expansão da Siderurgia, tendo a própria Siderurgia mudado as suas finalidades e objectivos. Foi em parte desses terrenos (expropriados e destinados à Siderurgia) criado um parque para instalação de outras empresas, e da própria Câmara Municipal... um fim que não o que levou à expropriação da Quinta da Palmeira entre outras, agora fala a Câmara do Seixal num mega projectro imobiliàrio, relembra-se, em terrenos expropriados para a instalação da Siderurgia do Seixal, um designio nacional.

Nos terrenos de Sines, veio agora o Supremo Tribunal Administrativo dar razão aos anteriores proprietários , obrigando o Estado a devolver-hes os terrenos , por não terem sido utilizados no objectivo que justificou a expropriação. Este acordão poderá abrir um precedente de "consequências imprevisíveis" como se publicava ontem no PUBLICO, até para o Seixal , é que há muito que a situação juridica do Parque Industrial do Seixal e os anteriores proprietários expropriados para a construção de uma Siderurgia, está por esclarecer.
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A propósito, saúda-se o aparecimento de mais um blogue (fotoblogue?) no Seixal com uma temática dedicada ao património histórico, recomenda-se, em :www.seixalmemoria.blogspot.com

terça-feira, dezembro 20, 2005

A UE E OS ULTIMOS 20 ANOS NA MARGEM SUL II













Este Vale liga o Feijó à Cova da Piedade, desde sempre foi uma zona rica em àgua, a existência de várias minas no local atestavam-o ( e a captação de àgua do Feijó o confirma). Quintas espalhavam-se em direcção ao rio, e hortas férteis já próximo da Cova da Piedade, havia também uma olaria, e não longe uma fábrica de tijolo artesanal... tudo desapareceu, hoje só betão gente triste e sem horizontes na janela. A Câmara de Almada, grande timoneira assim orientou...

segunda-feira, dezembro 19, 2005

A UE E OS ULTIMOS 20 ANOS NA MARGEM SUL













Foto - Quando o Feijó colou com Almada

"Os 20 anos de ajudas da UE criaram no país uma preocupante cultutra de irracionalidade e irresponsabilidade nos investimentos em infra-estruturas fisicas.
As rotundas são um dos exemplos mais caricatos" Helena Garrido DN, 18-12-05

domingo, dezembro 18, 2005

SEIXAL - QUINTA DO ÀLAMO, A VITIMA QUE SE SEGUE?
















Quinta do Àlamo Seixal, fotos de NP


No Seixal há quem ande preocupado, pois tudo indica que a Quinta do Àlamo seja a próxima a ser esquartejada em prol do "progresso", não que até agora a Câmara do Seixal o tenha admitido, mas o desenho da nova rede viària do concelho e a continuidade da nova avenida, rasgada para servir o empeendimento imobiliàrio do Centro de Estágio do Benfica, tudo o indique.

Assim sendo, e de uma assentada é o Património associado à Quinta da Trindade e Quinta do Àlamo que desaparecem tal como sempre se conheceram, o primeiro já consumado com o Centro de Estágio, 24 hectares de construção em torres sobre o rio, o segundo , para servir a nova lógica sobre a qual assenta o "desenvolvimento" no Seixal, betonizar tudo quanto é espaço verde, é um fartar vilanagem que não agrada à população , os mails que temos recebido vão nesse sentido, sendo esta uma forma de dar voz a essas posições que são também as nossas. Para a Autarquia é certamente mais uma conquista de Abril, a Quinta da Trindade à Aristocracia, a Quinta do Àlamo ao Clero...












As torres de iluminação dos campos de treino espreitam ameaçadoras sobre a Quinta do Àlamo.Nesta direcção termina, por enquanto uma nova via...

sábado, dezembro 17, 2005

A ÀRVORE DE NATAL DA MARGEM SUL





imagem Feijó- Almada

Esta imagem é significativa do que foi este ano e a ultima década na Margem Sul onde milhares de sobreiros foram abandonados ou arrazados em função do lucro imediato e da especulação imobiliària.

Têm sobretudo culpa, as autarquias, em decisões que estão próximas da corrupção , abuso de autoridade e tráfico de influências, os beneficiàrios dessas decisões, construtores e especuladores imobiliàrios ou promotores, mas também o cidadão comum que não se insurge contra estas decisões e ajuda até à "festa" transformando espaços verdes e selvagens em vazadouros de entulho e lixo, quando o contentor do lixo por vezes está a escassos metros dalí.

O que é facto é que imagens destas são frequentes por aí e mostram um déficit cultural e ambiental muito grande, para além duma falta de civismo gritante.

Por isso cada um tem a "Àrvore de Natal" à medida da sua exigência!

sexta-feira, dezembro 16, 2005

UMA INICIATIVA DE LOUVAR












Uma iniciativa de louvar (clique) , não há politica nem demagogia, só um grupo de cidadãos que pretende dinamizar o uso da bicicleta em meio urbano, o que quanto a nós é uma filosofia a seguir e que temos tentado, para além de praticar, , fomentar através de multiplos posts anteriores. Este passeio anunciado na Alta de Lisboa é este mês no próximo domingo, (18) dado o ultimo domingo coincidir com o Natal. Porque não arrisca a experiência?















Imagens Amsterdão e Paris.


O uso da bicicleta para pequenos percursos pretende em toda a Europa ser uma alternativa séria de transporte, nesse sentido o seu uso é fomentado por Governos e Poder Local e Regional. O Uso deste meio de transporte é generalizado em toda a Europa e Portugal é dos paises menos receptivos apesar de termos um excelente clima e menor poder de compra automóvel/combustível.

As autarquias locais são ainda avessas a desenhar nas vias traços separadores para melhor ordenar o seu uso e melhor proteger os ciclistas, no entanto é já um meio aproveitado para propaganda, quando essas vias são construídas, como se não fosse uma obrigação dos autarcas. A Iniciativa mensal destes cidadãos não tem nada a ver com essa propaganda . É um puro acto de cidadania , Europeísmo e promoção da saúde e do bem estar.

Que tal começar a organizar no sitio onde vive na Margem Sul pequenos grupos com o mesmo objectivo?

quinta-feira, dezembro 15, 2005

O MODELO ERRADO!






















O Betão - Rumo a Sul

Têm-nos apelidado de (entre outras coisas menos "suaves") de catastrofistas e negativistas por aqui se criticar um modelo que consideramos sem saída e sem futuro. Uma vez que o presente tem , sem qualquer preocupação de sustentabilidade, hipotecado os tempos que aí virão, e não se pense que é num futuro longinquo.

Vou aqui hoje trazer duas opiniões , uma delas sobretudo, vinda de um empresário que como é obvio aposta num futuro de bem estar e desenvolvimento para dele tirar contrapartidas e mais valias, obviamente se empobrecemos e delapidamos os nossos escassos recursos (paisagem, história e qualidade dos espaços) o futuro será sombrio para todos, empresários incluidos, e mais não seja por isso, este presente também os aflige, passo então a citar do PUBLICO de hoje, Belmiro de Azevedo :

"O próximo Orçamento de Estado deveria «contemplar uma orientação estratégica» que colocasse o país na senda do desenvolvimento, o que passaria por projectos de média dimensão, geradores de emprego e que assegurassem um retorno rápido"..."o futuro do país náo passa pela execussão de mega projectos como o TGV e a OTA , mas sim por investir nos sectores do mar, das florestas, da água, do turismo de qualidade (sem construção descontrolada) e também na reconversão das actividades tradicionais, como o textil e o calçado".

E depois, José Júdice no Metro de 14/12, a explicar porque não se abandona este "modelo" actual :


"As obras publicas, são a principal fonte de rendimento dos partidos e do pessoal politico. Seja por adjudicação directa do roubo, ou por corrupção, o Estado e os contribuintes ficam sempre a perder"


Acrescentamos agora nós , que a nível autárquico as passagens de licenças de obras, alterações ao PDM, transformando por exemplo uma zona verde protegida e "baratuxa" numa mina de oiro urbanizável, autorizar, nem que seja uma estrutura desportiva para interesse publico, em REN e ou RAN, que depois serve também para urbanizar, ou estranhos alugueres e permutas... pelas autarquias, de Norte a Sul, é toda uma "economia paralela" que não entra no Orçamento e que alimenta entre outras coisas, infindáveis campanhas eleitorais, e os cofres dos partidos (para além do que se perde no caminho) que por sua vez alimentam funcionários, que por sua vez votam na eternização do ciclo ... quase todo ele assente no Betão!

Há dúvidas que este não é o caminho?

quarta-feira, dezembro 14, 2005

O "CU" DA MARGEM SUL









Vale Fetal - Almada), junto ao cemitério e onde foi uma floresta...

Hoje é o que se vê, se não é o CU de Judas o que é então?

A Faltar algo a esta bela composição urbanistica será certamente o D, uma ideia e um modelo a copiar (com o D - de desastre) como obra do regime vista do céu, propaganda gratuita através do GoogleEarth, não são eles (CDU) os mestres da propaganda?

Asim, tão singelo com duas letras apenas estará incompleto mas mais verdadeira sem o D da Democracia a atrapalhar como eles gostam e remetendo-nos para outras zonas de geografia corporal ... também a Sul...

terça-feira, dezembro 13, 2005

BETÃO AVASSALADOR SOBRE O MONTADO DO ALTO DO MOINHO - SEIXAL













(acima) Alto do Moinho em Maio de 2005 (Jardim dos Navegantes)














A mesma àrea em Dezembro 2005...

Em Maio aqui (clique) alertámos para a betonização em massa com consequente descaracterização do Alto do Moinho (zona residencial unifamiliar), de então para cá é visivel o avançar do betão sobre aquela zona de sobreiros. A grua isolada à direita da primeira imagem é a grua envolvida por construção à esquerda na segunda imagem.

Tudo o que se vê de construção na segunda imagem cresceu desde Maio passado, e cresceu para onde existiam sobreiros. O Presidente da Câmara do Seixal Alfredo Monteiro disse ao ver multados os responsáveis pelo abate de sobreiros na Quinta da Princesa e ordenada a reflorestação daquela zona , em vez de mais um Hipermercado, que aquilo ia ser um caso Nacional.

Caso Nacional seria se o senhor Monteiro fosse julgado pelos sobreiros que tem permitido cortar pelas urbanizações que tem autorizado na Quinta da Trindade, na Torre da Marinha, nas Farinheiras, na Flor da Mata (zona protegida no PDM) ...isto para além dos já referidos na Quinta da Princesa.

Basta comparar as imagens e pensar que entre elas medeiam sete meses!!! Para imaginar que a este ritmo avançamos tão rápidamente para o abismo enquanto outros ainda mais rápidamente enriquecem à custa do nosso património Natural e Qualidade de vida.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

CAMPEÕES











Luis Afonso (Publico-11/12/05) Sociedade Recreativa

Palavras para quê, se nem mesmo com os indicadores económicos, educativos e de bem estar tomamos consciência que esta forma de estar na Europa e no Mundo, muito simplesmente não tem saída.

Estamos entregues a uma classe autárquica e politica ou de politica autárquica... que nos tem arrastado para o fundo com o peso do betão e as más opções de "desenvolvimento", somos o projecto clandestino de um país a sério, o anexo ilegal , a marquise da Europa a que se fecha os olhos e pior que isso somos os inquisidores mor de quem tenta a diferença, o lógico, o sério e o legal!

Somos tudo isso, mais os coveiros das próximas gerações, que não só vão renegar e implodir o país que lhes caíu como herança como ignorar na História, as gerações e politicos actuais! Não têm vergonha na cara?