quarta-feira, agosto 17, 2005

VER A MARGEM SUL DAS MARGENS DO TEVERE - ROMA 2




Não pretendem estes posts de três cidades da Europa (do Sul - Latina ) ser um qualquer bilhete postal de virtudes e belezas irreais ou um "diário de férias" para isso não tinha escolhido Paris, Roma e Barcelona, mas um qualquer "resort" de massas nas Caraíbas , no Brasil , no México ou em Cuba . Onde as piscinas e as àguas limpidas para o turismo da pensão completa e a completa miséria fora daqueles "paraisos" não é a forma de turismo que gostaria de ver no meu país.



Que queiramos quer não, a França, a Itália e a Espanha, nossos vizinhos Europeus e Globais, são tão só, e não só, os maiores receptores de turismo mas também os maiores três destinos mundiais. Numa altura em que o país se volta de novo para o turismo como potencial de desenvolvimento e bóia de salvação (depois de tudo o que se fez contra ele, desordenamento, construção em massa no litoral, destruição da paisagem...), nomeadamente na Àrea Metropolitana de Lisboa e Margem Sul, seria bom que , já que durante trinta anos não se interessaram nem um pouco com a qualidade de vida dos cidadãos residentes, olhem para a concorrência (que é Global) e comparem o que têm para oferecer.


Não se tem aqui mostrado monumentalidade , lojas de marca ou bens de consumo (nisso de Centros Comerciais Portugal é campeão!!!), nem o pretendia, só soluções simples, ao alcance de qualquer autarquia (nomeadamente às da Margem Sul) , pequenas soluções que contribuem em muito para que essas cidades sejam apelativas não só para o turismo mas também e sobretudo para quem lá vive... e estão aqui tão perto! EUROPA - Os nossos autarcas sabem o que é?

terça-feira, agosto 16, 2005

VER A MARGEM SUL DAS MARGENS DO TEVERE - ROMA




Mesmo no caos de Roma onde reina um trânsito... com uma lógica... para os residentes, há bicicletas pela cidade e pequenos mini-autocarros eléctricos que contribuem em muito para a redução de gases de escapes.

Roma não é tão "amiga" da bicicleta como Paris, ou as cidades do Norte da Europa (curiosamente as com piores condições climatéricas, mas põe qualquer cidade portuguesa a milhas no pelotão deste transporte alternativo.


Aqui o que verdadeiramente reina são as scooters ("vespas") que dá um movimento incrivel à cidade, mas as duas rodas motorizadas coexistem com as duas rodas das pedaleiras que se vêm por toda a cidade desmistificando o mito de que o macho latino do presente não vê com bons olhos este meio de transporte limpo e alternativo.

Qualquer filme italiano antigo ou de época prova que a bicicleta era um meio generalizado de transporte em itália , como aliás em Portugal, o automóvel e o estatuto a si associado alterou esta ordem "natural" da cidade. A criação de iniciativas europeias como o dia sem carros, as portagens dentro das cidades, o estacionamento automóvel pago dentro das cidades, a escalada do preço do petróleo, tem feito pender este estado de coisas para o lado dos transportes publicos , ou individuais não poluentes, tal tem demonstrado que desde que as cidades ofereçam condições para tal, as populações aderem e trocam para percursos curtos , os seus hábitos auto-dependentes para formas mais saudáveis de viver a cidade e a vida.

segunda-feira, agosto 15, 2005

MARGEM SUL VISTA DA "RIVE GAUCHE" 5




Paris Margens do Sena Agosto de 2005 - Qualidade urbana a baixo custo

Pelo velho fatalismo português olhando para as nossas cidades , sobretudo na Margem Sul do Tejo, continuamos a recitar de cor o "tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado", pelas imagens apetece antes dizer, tudo isto existe, tudo isto é barato, tudo isto é qualidade de vida!!!
E se não temos condições de utilizar estes meios é porque os nossos autarcas e urbanistas falharam em toda a linha.

Mobilidade individual, qualidade dos espaços urbanos, meios alternativos aos combustiveis fósseis são hoje básicos a qualquer espaço urbano europeu, falou-se daqui do centro de Paris , mas poderia ter falado da periferia, dos bairros "problemáticos" , da banlieu dos portugueses e de todos os franceses, ou das pequenas cidades e vilas... por alguma razão França é o primeiro país europeu receptor de turismo !!!

São opções urbanas de muito baixo custo, são opções urbanas fáceis de pôr em prática, são soluções com um retorno enorme em termos de qualidade de vida e bem estar das populações, e não só se trata de população jovem, estas soluções servem também a quem tem mobilidade reduzida, aos mais idosos , às familias com carrinhos de bébé , um pesadelo em Portugal.

É também uma forma de revitalizar o centro das cidades e o comércio tradicional pela mobilidade que traz aos cidadãos, com ganhos em termos de poluição, redução de tráfego automóvel e incutindo um contraponto à vida urbana sedentária fonte de tantos problemas de saúde.
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Terminamos aqui as nossas cronicas em directo de Paris, e da Margem Esquerda do Sena (Rive Gauche) , amanhã as crónicas serão de uma outra cidade da Europa mais ao Sul.

domingo, agosto 14, 2005

MARGEM SUL VISTA DA "RIVE GAUCHE"4

Paris Praça frente ao Hotel de Ville, a Câmara Municipal, dentro da iniciativa Paris Plage o Municipio trouxe areia para a praça e instalou uma ampla zona de lazer, é possivel jogar vólei de praia, badminton, futebol de praia e um cem numero de outras actividades "de praia".


Lembra-me o contraste que é por exemplo o areal sujo e impróprio, na zona ribeirinha do Seixal, um espaço perfeitamente ao abandono e sem uso prático, para além de uma meia duzia de cidadãos que desafiam a lei das probabilidades de apanhar alguma doença infecto-contagiosa ou do foro gastro-intestinal .

Imagem Seixal "Zona Ribeirinha"
Foto eviada já hoje 15 Agosto para o nosso e-mail por HCB, ao qual agradecemos a possibilidade do contraste
.



Esperamos que por exemplo a propósito da Seixaliada (e em vésperas de eleições) a autarquia devolva ainda este ano aquele espaço aos cidadãos, é tão fácil criar ali um espaço de animação para todas as idades, e até fica em frente à sede local do PCP...

sábado, agosto 13, 2005

MARGEM SUL VISTA DA "RIVE GAUCHE" 3

Paris, margens do Sena Agosto 2005- Mobilidade e lazer a baixo custo.

Estava longe de pensar que as crónicas de Paris iriam dar tamanha polémica, muito menos ser apelidado mais uma vez de "anti-comunista", e de " desonestidade intelectual", por "mostrar o que se faz em paises mais desenvolvidos que nós" , é a primeira vez que me atribuem tal epiteto, mas vindo de quem vem e pelas razões que invoca só prova da incapacidade de
discernimento e grau minimo de exigência perante os nossos autarcas é que mostro que o que se faz em "paises mais desenvolvidos que nós" é bem mais barato que as mesmas soluções aplicadas pelos nossos autarcas realmente é uma questão de desenvolvimento sobretudo cultural, mas não é uma questão financeira!

Algumas Câmaras tornaram-se bem sei um verdadeiro POLVO , sobretudo aquelas que mais tempo estão no poder, tornaram-se também nas principais empregadoras, por isso comprendo o desespero de muitos a defender o empregador, mas mesmo assim, tem que haver exigência e rigor na sua gestão o despesismo e acorrupção arrastarão todos para o fundo.

Em vésperas de eleições ,o show off e o desperdicio no espaço publico (com fins eleitorais) contrasta como foi referido também nos comentários (brocas e np) com o abandono a que é vetado o património construido e o construido em função de passadas, ocasiões ou eleições, a manutenção desses parques, ruas, bairros-sociais é quase nula... (já não dá mais votos) o que interessa é mostrar obra nova e vistosa para ganhar mais quatro anos de despotismo e servilismo perante as dividas que se contraem aos que constróem com o acordo dos pagamentos virem depois das eleições...


Insisto hoje na minha "desonestidade intelectual" para mostrar (como já fiz com Londres, Amsterdão ou Bruxelas) que em Paris , é levado a sério a criação de meios de mobilidade alternativo, as ciclo-vias são corredores desenhados nas artérias da cidade ou criadas com fins práticos e não eleitorais, (lembro o passeio pedonal ? ciclovia ? que está a ser construido no Seixal e Amora... só show-off, de dificil manutenção e gasto luxuoso nos materiais (mármores e cantaria de cálcário e ao mesmo tempo um perigo para quem ali circulará!!!), o que tenho ("desonestamente") mostrado é que não somos ricos! Os paises que o são, levam a sério alternativas de transporte não poluente e não dependente do petróleo (hoje nos $67 USD) como a bicicleta.


A bicicleta é o meio mais imediato e de mais baixo custo para fazer face pelo POVO a essa subida dramática do preço da gasolina , em Portugal 30% desde o inicio do ano , o que se pretente não são vias cénicas ou passeios ribeirinhos de mau gosto. São formas pragmáticas de resolver problemas como a mobilidade, o lazer e a qualidade de vida (as autarquias que tão massivamente têm aderido ao "dia sem carros" certamente que apoiarão estas ideias! Ou é só demagogia por um dia?

sexta-feira, agosto 12, 2005

MARGEM SUL VISTA DA "RIVE GAUCHE" 2















Margens do Sena , Paris Agosto 2005

Desfrutar de um rio numa cidade, a frescura das margens , a partilha dos espaços, acto simples, normal para muitos europeus, mas ainda não para nós portugueses. No passado tinhamos essa ligação com os rios, mas com a industrialização foi um hábito que se foi perdendo.

Com a industrialização os rios passaram a ser um magnifico esgoto , abandonaram-se as margens que passaram a ser local de despejo de quase tudo, com a educação ambiental e uma maior exigência das populações que vão tomando consciência do que estão a perder e a desperdiçar, muitas foram as povoações por esse país fora que foram recuperando as zonas ribeirinhas (ao que talvez não tenha sido alheio o "efeito Expo 98").

Na margem Norte, a Lisboa industrial ergueu-se de costas para o rio (fenómeno que inverteu na ultima década) na Margem Sul o modelo foi decalcado com o ónus da Siderurgia, da Petroquimica..., é hoje timidamente que se avançam com tais projectos de reconversão e recuperação, mais ao sabor dos ciclos eleitorais do que do bem estar das populações ou a necessidade de criar alternativas aos engarrafamentos para a praia ou passeios no Centro Comercial.

Veja-se o que trinta anos de Maiorias de "coligações" dominadas pelo Partido Comunista trouxeram de bom para as populações em termos urbanos ... só agora acordaram para os passeios ribeirinhos , as ciclo-vias ou zonas pedonais. "Vista" de uma cidade como Paris a Região Metropolitana de Lisboa é um completo non-sense em termos de urbanismo, e o que se construiu nos ultimos trinta anos , uma completa bomba-atómica que nos vai destruindo em termos de turismo .

Porque copiam os nossos autarcas os modelos do terceiro mundo onde insistem em passar férias ? Porque em vez de safaris no Quénia não passeiam os nossos politicos com a sua prole no Louvre? (Ou nas margens de um qualquer rio europeu?) Será que não têm nível para mais?

quinta-feira, agosto 11, 2005

MARGEM SUL VISTA DA "RIVE GAUCHE"













Paris, margens do Sena , Agosto 2005


A discussão em França passa pela seca que perece querermos ignorar em Portugal, a sociedade civil requer uma urgente "Nova Politica da Àgua" , a associação UFC (Union Féderale des Consommateurs) considera segundo o dossier publicado no Le Monde que a situação em França não se deve unicamente a uma meteorologia desfavorável, mas também a uma Gestão Politica Arcaica, contestando contra as politicas de restrição no "ultimo minuto" .

Fala-se também neste artigo de Espanha que sofre a maior seca dos ultimos sessenta anos mas onde 19% da àgua distribuida se perde devido ao mau estado do sistema de distribuição.

Fala-se também de Portugal, da seca e dos incêndios... (1/3 da àrea ardida no sul da Europa foi em Portugal, em 2004 foi o país mais massacrado pelo fogo dentro dessa àrea geográfica, segundo o relatório divulgado por Bruxelas (CE) arderam perto de 130 000 hectares, cerca de 13o mil campos de futebol e que á data de ontem tinham já ardido, este ano, para cima de 68.000 hectares (ainda sem contabilizarem a ultima semana...) .Fala o artigo de um plano Espanhol para enfrentar a falta de àgua e já de uma" guerra" regional da àgua com o Norte em oposição ao Sul ameaçado pela desertificação.
Sobre Portugal e Espanha se fala também na eclusão das novas "cidades cogumelo" , de resorts onde se pode viver sem nunca de lá sair, das piscinas, dos golfs e dos jardins exoticos grandes consumidores de àgua.


No meio deste debate e preocupações, também o lazer; Paris trouxe a Praia para o centro da cidade e para as margens do Sena que comparado com o Tejo estuarino é um pequeno regato, mas onde a Câmara de Paris soube tirar o melhor partido, sem ter uma praia verdadeira por perto, pensou nos seus concidadãos (não nos ricos que partem para as Caraíbas, para as Seixeles «não confundir com Seixal esse outro "destino turistico"» ou Bora-Bora) mas na grande maioria , para os que estão na cidade, certamente que gastaram menos que os municipios portugueses gastam nas intermináveis festas populares e rotundas , mas oferecendo aos seus municipes uma melhor qualidade de vida e lazer.

terça-feira, agosto 09, 2005

RESERVA AGRICOLA E ECOLÒGICA, DESMISTIFICAR O MITO DA PROTECÇÃO AMBIENTAL

Fotos - Várzea da Moita (Brejo e Barra Cheia)
Nos ultimos cinco anos tivemos para aí qualquer coisa como meia dúzia de ministros do ambiente, coisa única no conjunto dos países europeus , desses seis ministros, não recordo seis decisões , parece que se limitaram a fazer de conta que existiam nos respectivos governos e a transpor directivas comunitárias claro que "adaptadas à realidade portuguesa" com as necessárias excepções e derrogativas.

No entanto, de um dos ultimos ministros, um dos que menos tempo esteve no cargo, Luis Nobre Guedes relembro uma decisão fundamental para a conservação da natureza e do que ainda resta do país. O bloqueio da proposta de lei que previa transferir as competências da Reserva Ecológica Nacional e Reserva Agricola Nacional para as autarquias, o que seria como na altura mencionou Miguel Sousa Tavares (MST) ; "entregar o ouro ao bandido"

Se não percebe porquê , porque não entregar aos nossos esforçados, honestos e trabalhadores autarcas a gestão da REN e da RAN? Basta talvez pensar que em Portugal e citando de novo (MST) "Um bom exemplo de negócio de lucro garantido, envolvendo o favor do Estado., é a construção em zonas de paisagem protegida. A simplicidade do negócio é quase chocante ; estando a construção vedada por lei, os primeiros que conseguirem ou afastar a lei, ou obter um direito de excepção (chama-se «projecto estruturante» a batota legal inventada para tal), obviamente vão poder vender a um preço muito superior aos que constroem e vendem em zonas já saturadas (...) É claro que só está "protegido" até ser aprovada a primeira excepção: uma vez aberta a porta, rapidamente o "paraíso" terá de se mudar para outras paragens e outras excepções " (...)

Aqui se vê que não há Reserva que resista!!! Vem isto a propósito de uma movimentação cívica exemplar, já aqui referida, no concelho da Moita. Aqui temos uma zona agricola de excepção (Várzea) habitada , onde há agricultura e criação de gado, uma paisagem rural de rara beleza, mas por ser uma zona agricola viva é também um entrave à especulação imobiliària e à construção cívil...por isso se desconfia dos propósitos da Câmara da Moita ao pretender contra os residentes, agricultores e criadores de gado incluir em sede de revisão do PDM, a integração daquela zona na REN (Reserva Ecológica Nacional) ... que pode parecer uma excelente medida de protecção ambiental, mas que aplicada a uma zona equilibrada e sustentada, mais não é que um entrave à continuidade da actividade agricola e humana... a médio prazo desertificará... e pensam os cidadãos, criar-se-ão os cenários propicios para que se apliquem as tais medidas de excepção atrás mencionadas.

E depois lá se vão actividades humanas e agricolas sustentadas... só o melhor filet mignon ... para o betão, com a linha de combóio a passar no inicio da Várzea, acessos ao IC 13 e à ponte Vasco da Gama ou no sentido inverso com a ponte 25 de Abril ou acessos ao Sul ali tão à mão. Que belo lugar para aldeamentos e campos de golf!!!

O slogan do esforçado autarca CDU, que se recandidata é "Moita um concelho em movimento" parece que se pretende promover os "movimentos pendulares" tipicos dos concelhos dormitório e envolver no colete de forças da REN os " movimentos produtivos de um concelho com vida e identidade própria" Os Moitenses têm até Setembro uma palavra a dizer, durante esta fase de auscultação publica ao novo e "radicalmente ecológico" PDM

segunda-feira, agosto 08, 2005

PROTEJA A TEMPO O AMBIENTE

Imagine a protecção e fiscalização ambiental dos oceanos de um País entregue a uma associação de armadores que em si reunia os maiores proprietário de petroleiros , transporte de residuos ou detritos nucleares!

Imagine a politica de emigração, o controlo de fronteiras, a assistência a refugiados estar entregues às Máfias de Leste que exploram a emigração ilegal.

Imagine o tráfico de estupefacientes, a emissão de passaportes, a emissão de vistos, a politica de transporte aéreo e controle de aeroportos, o controlo contrafacção ou tráfico de animais em vias de extinção, regulados pelas redes Colombianas de tráfico!

E agora se em vez de se imaginar no no sense das propostas anteriores, o que acha se lhe dissermos, que no concelho do Seixal quem alegadamente controla, normaliza, verifica, fiscaliza o AMBIENTE local, a entidade localmente credenciada , publicitada e reconhecida em termos de AMBIENTE é a AEERPPAS... nada mais nada menos do que uma associação formada pelos Areeiros em Associação com a Autarquia...??? Em associação!!! O estado a que deixaram chegar vastas àreas do concelho do Seixal é mais que
preocupante, é ALARMANTE. o que leva a duvidar da faceta da protecção ambiental.

Para além das duvidas que se levantam de que parcerias desse tipo, potencialmente possam fomentar em acrtividades autoreguladas, temos ameaças fisicas evidentes e sérias para as populações:

Temos precipicios de algumas dezenas de metros junto a urbanizações, junto a vias de comunicação, (de perigo reconhecido pela sinalética existente), mas perfeitamente à mercê de qualquer criança , há vedações destruídas, noutros locais inexistentes...

Temos vias abertas mas cheias de armadilhas como um cabo de aço esticado de berma a berma que há quatro anos ceifou a vida a um jovem que por ali circulava de mota.

Temos no seu fundo acumulações de àguas, liquidos não identificáveis melhor dizendo, cuja côr varia do azul turqueza ao verde alface, passando pelos tons ferrozos...se algumas destas lagoas (a maioria de fácil e perigoso acesso) mostra alguma vida com aves em seu redor e alguns outros animais, outras pelo cheiro pestilento e ar deserto convidam a uma rápida retirada.

Outra questão que assiste ao cidadão é porque era a AEERPAS que estava a supervisionar a desmatação (ILEGAL) da zona protegida no PDM da Flor da Mata ocorrida nos ultimos meses?É também dificil conseguir informação sobre a Associação Areeiros Autarquia para a Protecção do Ambiente do Seixal... é uma "Associação Areeiros Autarquia"... accionista da CDR - Associação para o Desenvolvimento da Região de Setubal .Por sua vez o presidente do Conselho de Administração da CDR é o presidente da Câmara do Seixal Alfredo Monteiro. Uma verdadeira pescadinha de rabo na boca...


Mas estejamos descansados que eles "PROTEGEM A TEMPO O AMBIENTE" , mas a tempo de quê?

ALMADA E OS ESGOTOS NO TEJO


Porto Brandão, esgoto directamente no Tejo.

Apesar das manobras eleitoralistas e propagandisticas da autarquia de Almada, as evidências de que há uma percentagem significativa dos esgotos daquele concelho que são despejados directamente no Tejo , bem como o facto de haver deficiências graves no funcionamento de algumas ETARS preocupa os cidadãos e é um péssimo bilhete postal do "Lado Certo".

Em causa estão por exemplo os esgotos de Porto Brandão que são despejados directamente no Rio , ainda mais chocante por o despejo ser feito à vista de todos a partir de uma saída na margem do rio, nem sequer se dando a autarquia ao trabalho de instalar um emissário submarino.

Outros casos têm a ver com a ETAR da Mutela onde estão referenciadas algumas deficiências, e sobretudo a ETAR inacabada do Valdeão que por vezer está inoperante e onde o esgoto corre encosta abaixo até à praia fluvial da Arrábida no rio Tejo.

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sábado, agosto 06, 2005

BANHOS PROÍBIDOS NA COSTA DA CAPARICA


Microalgas interditam banhos na Costa desde S.João (na foto) à Praia da Rainha

Desde ontem que a bandeira vermelha está asteada nas praias da Costa da Caparica devido ao aparecimento de uma enorme mancha com efeitos tóxicos desde as praias de S.João até à Praia da Rainha esperando-se mesmo que possa alastrar até praias mais a Sul.

A mancha detectada na tarde de ontem, sexta-feira, chegou a ter uma extensão de vinte quilómetros.H á um desconhecimento da sua origem , composição e consequências para a saúde, estando a decorrer o processo de análise á substância.

A explicação do fenómeno poderá estar na associação entre as temperaturas elevadas e o afloramento de àguas frias vindas de grandes profundidades em movimento ascendente e muito ricas em nutrientes que acabam por afastar e tomar o lugar das àguas superficiais afastadas da costa pelo vento.Posted by Picasa

sexta-feira, agosto 05, 2005

INCÊNDIOS - UM PAIS CADA DIA MAIS POBRE


imagens : zona protegida no PDM do Seixal ,da Flor da Mata - Pinhal dos Frades (uma das zonas do país ciclicamente afectada por incêndios de causas não naturais, relacionados com a pressão urbana).

Dia 1 de Agosto falou-se aqui da perda de biodiversidade (vertente fauna) que determinadas decisões têm, para zonas que hoje são equilibrantes, para as zonas urbanas , em termos de conservação da natureza e bem estar das populações.

Apesar das autarquias reconhecerem esta importância em sede de Planos Directores Municipais, elaborados por técnicos, isentos, muitas vezes exteriores à orgânica camarária, assiste-se depois ao longo dos anos a um desvirtuar dessas politicas conservacionistas, aproveitando as medidas de excepção para ceder ao betão em áreas que os PDM determinam non edificandit , o alheamento das populações faz o resto...

A primeira vertente a sofrer com este estado de coisa é a vertente vegetal, nunca a flora foi tão ignorada na sua importância como hoje, mesmo a visão da floresta como sorvedouro de carbono é desvalorizada por muitos. Nas zonas urbanas as cidades portuguesas são das menos arborizadas da Europa, e nas suas periferias são mais olhadas como entrave para a expansão urbana do que um factor cinequanon em termos de desenvolvimento sustentável e factor fundamental da sobrevivência da propria cidade.

Hoje é noticia banal que o "país florestal está a arder" , o fogo entrou na nossa rotina, o que poderá até querer dizer, na nossa indiferença, e atigiu de tal forma uma dimensão macro, que há o perigo de vermos arder a floresta sem ver a árvore que arde, muito menos o arbusto ou a mais pequena planta ou líquene, quando o mais pequeno fungo é de uma importância extrema para a sustentabilidade do ecossistema e logo, para o homem como parte desse ecossistema.

Quando uma floresta arde, o que volta a nascer primeiro e cria a base da renovação da floresta , são as pequenas plantas, só depois os arbustos e as àrvores de maior porte, criando de novo o "suporte básico de vida" de todo o ecossistema por isso a gestão deste coberto base deve ser considerada como prioritária e não desvalorizada como é hoje.














Numa Margem Sul urbana , mas com intimas ligações à natureza, há trinta anos era maioritáriamente uma sociedade de base rural, vemos arder a floresta sem interiorizar sequer a perda que tal representa de recursos num país onde eles escasseiam. Assentámos erradamente, o nosso desenvolvimento no betão e no alcatrão (o que não nos tirou da cauda da Europa) e esquecemos os recursos da terra, a cortiça de que somos primeiro exportador e produtor mundial e todos os outros "pequenos recursos" que permitem o sustentáculo de economias de dimensão humana, assentes na terra e no ciclo da natureza, duma sustentabilidade e qualidade notáveis e exemplares.

Ao olhar hoje para o céu da cidade vemos que o cinzento não veio por acaso e que mesmo longe dos incêndios de ontem vemos que hoje e como sua consequência temos um céu menos azul e um ar menos puro, não nos podemos pois, alhear ou "rotinar" das noticias que se transformaram demasiado frequentes. Quando arde uma floresta, é mais do que o somatório de várias àrvores longe das nossas casas que desaparece, é a nossa riqueza que se esfuma , é a nossa vida que se transforma.
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Não é só o cinzento de um céu carregado de fumo, hoje ultrapassamos em algumas zonas do país os niveis recomendados para o ozono troposférico nomeadamente no Seixal, mais uma razão para nos preocuparmos na conservação das nossas florestas e pôr um travão na betonização das nossas cidades.

quinta-feira, agosto 04, 2005

PERIGO! - OBRAS...


Palavras para quê? Portugal no seu pior...

Pleno Verão, risco de incêndio máximo, fuga para a praia ou para qualquer lado que não tenha a poluição visual da pré- propaganda eleitoral, o que será quando vier a campanha a sério?

Dos caminhos percorridos na Margem Sul nos ultimos dias, o cartaz da imagem parece-nos o melhor conseguido e mais honesto. A Margem Sul está entaipada de obras, onde não há taipais de obras há monumentais cartazes de ilustres desconhecidos ou candidatos ao figurativismo mais ou menos publico.

Os que se pretendem eternizar no poder usam e abusam...abusam mesmo pois confunde-se a propaganda do partido, com a da Câmara, e com que legitimidade faz uma autarquia propaganda, por os seus eleitos terem simplesmente feito aquilo, que em periodo idêntico prometeram, ou que resultou de alguma parceria, que porventura terá até trazido nesse ou noutro ponto do concelho uma situação mais gravosa que a que existia anteriormente, para os cidadãos ou para o ambiente?
Uma coisa confunde o cidadão. Com o país com a situação financeira reconhecida, como é que assistimos a um tal sumptuoso gasto em propaganda?

A Campanha de um qualquer partido, numa qualquer câmara da Margem Sul, é superior em ostentação e em orçamento a qualquer partido em campanha nacional num dos ricos países Nórdicos!!! Isto não dá que pensar?

Sobre as mensagens , são todos eles dos mais vazios e gastos slogans. Numa região em que a degradação ambiental é acelerada, não vemos nenhum candidato a prometer pugnar pelo ambiente, a pôr um travão na betonização, a proteger a paisagem!!! Isto também não dá que pensar? É lugar comum atrás de lugar comum !!!

Dos que utilizam os dinheiros publicos ou, e, o endividamento bancário salientamos as obras que a contra relógio revolvem a zona ribeirinha da Amora, do Seixal e da Moita, o surreal Alcochete Forum, as rotundas do Montijo, o Metro da Margem Sul que se espera mexa antes de Outubro... Num balanço dos ultimos quatro anos na região... regredimos pelo menos outros tantos e desiquilibrou-se o ambiente por várias décadas.

Os próximos quatro não se prevê serem melhores... entretanto vamos gastando o que temos e o que não temos como se fossemos ricos, destruindo o ambiente como se essa destruição não tivesse um limite, como a paciência dos cidadãos para a mediocridade...para os passeios ribeirinhos...para as rotundas...Posted by Picasa

segunda-feira, agosto 01, 2005

BIODIVERSIDADE E FUTURO SUSTENTÁVEL EM PERIGO NA MARGEM SUL


Imagens - Flor da Mata / Pinhal dos Frades - Seixal


Na Moita um grupo de agricultores e pequenos criadores de gado e produtores de leite luta pela continuidade da sua actividade ambientalmente sustentada, não se trata de não haver escoamento para os seus
produtos ou falta de mão de obra, trata-se sim de uma ameaça administrativa promovida pela Câmara da Moita ao pretender incluir aqueles terrenos em sede de Reserva Ecológica,na presente revisão do PDM, o que impede qualquer futura actividade humana naquela àrea.

No Seixal há dez anos os técnicos que elaboraram o PDM tiveram a inteligência para reconhecer a valia ambiental da floresta da Flor da Mata - Pinhal dos Frades, atribuiram-lhe um elevado grau de protecção incluindo-a no âmbito das Àreas Agricolas e Florestais na categoria de Mata e Maciço Arbóreo, uma zona a preservar, a proteger, dada a reconhecida valia ambiental vegetal e animal (uma pequena parte visivel nas imagens ali obtidas) .

Quem decretou este estatuto não foram nem os nossos vizinhos espanhóis, nem a diabolizada oposição, foi sim a maioria CDU que continua a dominar o executivo autarquico.Entretanto a Flor da Mata tem ardido , inaugurou até este ano a época de incêndios com um grande fogo a 9 de Maio a somar às queimadas que durante o inverno arrazaram parte significativa de pinhal e montado de sobro...a preservar...

Se no Seixal se pensaria, olhando para a vizinha Moita que pelo radicalismo ambiental ali observado , poder-se-ia assistir ao elevar do patamar da protecção ambiental , está-se enganado, parece que a CDU é como aqueles partidos ditos "Comunistas" mas que aplicam o lema "um país dois sistemas", aqui temos a versão um Partido, dois concelhos dois sistemas, mas que no fundo vão dar no mesmo como adiante se verá...


No Seixal naquela zona florestal sobre a qual já falámos inumeras vezes, tal a importância ambiental do local, pretende a Câmara local Urbanizar em massa , claro que contra a população que se tem manifestado, redigindo abaixo assinado,e , mostrado a sua contrariedade nos media. Na Moita os residentes da Vàrzea, têm seguindo a mesma luta que parecendo oposta vai dar ao mesmo, é que nada nem ninguém garante que a suposta protecção ambiental REN, não implique daqui a anos ou meses (quando os agricultores se tiverem de retirar, impedidos de continuar a sua actividade, repito , ambientalmente sustentada) e aplicar uma qualquer medida de excepção, que permita erguer um qualquer projecto estruturante, a igual betonização do espaço...pode até ser com um bairro dito "social", como se pretende fazer com a Flor da Mata no Seixal.

Como aqui se vê o cidadão não pode encarar com seriedade as decisões que os governam tomam, se mesmo as leis de protecção ambiental são esgrimidas não tendo em vista um futuro sustentado, mas interesses ligados a especuladores imobiliários ou outros interesses mal argumentados e incompreensiveis, não tendo em vista o bem comum e as futuras gerações.


Há ainda uma insensibilidade gritante para o equilibrio do ecossistema de que fazemos parte, que "dominamos" mas do qual somos também dependentes enquanto espécie, para estes autarcas o Protocolo de Quioto, as alterações climáticas, o buraco do ozono , são só problemas Macro da responsabilidade do poder Central ou Global, a Agenda 21 Local é assim pura ficção...



Perante tais irresponsabilidades que no somatório dos PDM (instrumentos de gestão do território) já permitiram a construção de 5 milhões de casas, para as 3,7 milhões de familias recenceadas..ou seja há 1,3 milhões de casa que são ou segunda habitação, ou casas vazias...sem comprador, e cada vez há mais pelas nossas cidades!!! E por eles serão permitidas ainda mais construção nova em solo virgem . Dado o somatório dos PDM de todo o país, feitos ad-hoc permitirem a construção de habitação para uma projecção de 60 milhões de cidadãos...Pura ficção!!!


É com essa impunidade que apesar de tanto na Moita (Quinta Fonte da Prata...) como no Seixal (Sta. Marta do pinhal, Centro Estágio Benfica, reconversão da Siderurgia, Torre da Marinha...) se estar em vias de... ou já, a construir a um ritmo perfeitamente demolidor e esquizófrénico, sem qualquer envolvente ou protecção ambiental, o que torna incompreensivel
que não sejam poupados (seguindo directivas Comunitárias, Leis nacionais ,orientações regionais e até locais...), pelo mais elementar bom senso tanto as actividades agricolas existentes , tanto na Flor da Mata, como na Vàrzea da Moita como todo os riquissimos ecossistemas ali instalados a par da ocupação humana dispersa e equilibrada, que permite no caso documentado pelas imagens a existência de inumeras espécies quer animais quer vegetais.

Perante uma tal incompetência local, resta a resistência popular civica e apelar para o Ministério do Ambiente para pôr um travão em todos estes processos, legislando!!! também considerando a destruição que os incêndios estão a causar em todo o país, para pôr um travão nos interesses imobiliários escudados por detrás da maioria destes crimes ambientais, à semelhança do que já se fez em Espanha!!!