quarta-feira, setembro 14, 2005

BAÍA E O SEIXAL DEBATE NA CRUZ DE PAU













Há um lugar comum em qualquer candidatura ao Seixal, a "Recuperação da Baía" , como já não é novidade tal empresa, inventaram agora outra, o "Novo Hospital", mas não nos afastemos da Baía. A Baía é um tema que "vende" há mais de vinte anos, e desde então não se avançou grande coisa, antes, piorou largamente.

O Estado da Baía piorou nas ultimas décadas, sobretudo pelo aumento brutal da carga humana, quer nas suas imediações (sobretudo Arrentela e Seixal) mas também noutros pontos do concelho de onde vem esgoto não tratado (ver post de ontem). A somar a isto veja-se o abandono a que esta margem tem estado votada apesar das intervenções pontuais e de gosto discutivel de que tem sido alvo.







A água ninguém tem duvidas , é de muito má qualidade,é mesmo um "perigo para a saúde publica" tal como as areias, o lixo acumula-se sem que alguém se preocupe em o recolher. Apesar de ali junto se construir um faustoso passeio e se ter instalado uma embarcação destinada a restaurante, uma iniciativa a aplaudir, mas e o esgoto desse restaurante? É despejado directamente para o rio?





A qualidade da areia óbviamente que não pode ser melhor, é também ela um atentado à saúde pública, e é pena, já aqui se mostrou o que em outras paragens se tira partido do que se não tem e aqui se desperdiça, veja-se de novo Paris e o que improvisaram mesmo não tendo praia, imagine o que poderia ser no Seixal se tivesse autarcas com outra visão... e uma Baía que não continuasse a ser o vazadouro de esgotos não tratados ou tratados "faz de conta"...








Mas deu para perceber que não será com esta perspectiva Europeia e desenvolvida das imagens ao lado que os Seixalenses vão certamente conviver pelos desejos da continuidade. Um desejo que é preciso travar! Mais quatro anos do mesmo?
É que para 48 já bastaram os outros...
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É que tive um pesadelo e acordei em plena discussão na Cruz de Pau no estimulante debate no CDCP , com todos os candidatos à CM do Seixal.E acordei com a Imagem de um Alfredo Monteiro que se me revelou ser um Alfredo Monteiro que não tem a minima ponta de humildade ou ideia no que se afigura como um narcisismo transbordante e egocentrismo delirante sublinhado por intervenções da plateia e abracinhos no intervalo como os de Paulo Silva no seu melhor...

Ficámos a saber a triste ideia que o recandidatável Edil tem para o Concelho, mais do mesmo , o que considera óptimo (obra feita), tendo achado certamente no seu imaginário , ter resolvido a contenda com com vários golpes "inteligentes" e certeiros em nove mandamentos que até podiam ser estes extraidos do fundo do pesadelo:

-Páh! O futuro do Seixal está entre os que estão a favor ou contra o Hospital... uma luta com um inimigo exterior calha sempre bem, distrai as atenções e pretende o etério, quem o não deseja?Prometo com o Hospital o aumento da esperança de vida, a cura das hemorródias e outras disfunções...
-Páh! Fiquemos descansados que Eu zelo por vós, rezo todas as noites a oração do PDM que só Eu conheço , e nela incluo as vossas preocupações de ordenamento, contenção urbana , segurança e ensino e sonho com as reuniões do Forum Seixal...
-Pàh! Saibam que a versão do turismo no Seixal por mim idealizada trará ordas de turistas desejosos de conhecer esta reserva que não fica nas Caraíbas mas a meia hora da Capital de um país Europeu.
-Páh! O Seixal Saudável é o reconhecimento internacional do Líder (Je), seu mentor e timoneiro.
-Páh! Nos próximos três anos os esgotos estarão tratados a cem por cento, não explicito se neles vou incluir os que são vertidos sem tratamento naqueles já tratados...mas declaro-os todos tratados aliás caquinha de bébé é oiro...não é bébés????
-Páh! Espaços verdes nascerão, haverá oito hectares na Quinta da Trindade (?) Doutores na Universidade (aberta!) , e outras Quintas e espaços que tais serão conquistados...
-Páh! A Cucena um Gueto? Eu que há quatro anos disse em sessão de Câmara que não sabia o que é um gueto, e pelos vistos continuo a não saber...mas visitem que é bonito...e eu vou ver o que quer dizer no dicionário, aliás como se escreve dicionário? Ah Pah!, é com PH claro!
-Páh! O Boletim Municipal é um "serviço publico" para promover a minha imagem sem qualquer esquadrão ...e o encarte no Expresso uma promoção imperdivel para o Concelho (e Almada também fez uma...).

-E prontos Páh!, tudo está bem quando acaba em bem , votem em mim que os outros candidatos de nada percebem, nada sabem , serei eu e o Caos, portanto votem em mim Páh! Palavras para quê? Os outros só dizem asneiras, mentiras... não conhecem a realidade... aliás há candidato que não Eu? PÁAAAHHH???

Acordei finalmente sem conhecer o décimo mandamento de Alfredo...

terça-feira, setembro 13, 2005

ESGOTOS DO SEIXAL O DESPEJO PARA O RIO CONTINUA




















Seixal, manobras de propaganda escondem os verdadeiros problemas e carências do município, um município onde mais de metade dos esgotos não são tratados.
Na imagem a vermelho o esgoto não tratado concentrado no ponto assinalado e despejado no ponto de intersecção com a linha verde, àgua tratada proveniente da ETAR de Fernão Ferro situada cerca de 500 metros a montante dalí. É para isto que se constróem ETARS?

Menos de cinquenta por cento é a percentagem de esgoto tratado que é despejado no Tejo, o restante são efluentes não tratados que são depositados em fossas ou despejados directamente para o Tejo no Municipio do Seixal.

O Municipio do Seixal pretende no entanto passar a imagem de que é um município de vanguarda na qualidade de vida dos seus residentes, para o conseguir usa e abusa dos meios de comunicação e propaganda próprios e alheios, nos quais imagens ou opiniões como as que aqui se têm mostrado não têm espaço.

Associado a esses meios mediáticos, temos uma politica de "sempre em festa" e muito foguete para dissimular a ausência de politicas viradas para o dia a dia do cidadão, há assim uma esquizofrenia politica reinante que afasta as atenções dos verdadeiros e reais problemas das pessoas.

Dentro dos mais básicos parâmetros de desenvolvimento temos o caso paradigmático dos esgotos, no Seixal mais de metade dos esgotos que são despejados no Tejo não são tratados , e neses ultimos quatro anos nada se evoluiu na correcção deste indicador, noentanto o concelho tem crescido exponencialmente (de 30000 hab em 1974 para 160000 actualmente) , ao mesmo tempo que em vez de revelar que há uma maior carga de efluentes a correr para o Estuário, faz passar a ideia peregrina de recuperação da Baía... o que é completamente falso.


Imagem - o Tanque de esgoto onde é concentrado o efluente de Pinhal dos Frades e não tratado é despejado na àgua que vem da ETAR de Fernão Ferro.

Um caso caricato é o que envolve a ETAR de Fernão Ferro, uma ETAR que parece funcioinar bem, pelo menos o aspecto da àgua que corre à sua saída assim o indica, mas essa água só corre limpa no Rio Judeu cerca de quinhentos metros, porque depois, nela é despejado esgoto sem qualquer tratamento que é concentrado num tanque onde são concentrados os efluentes de Pinhal dos Frades, ou seja , o dinheiro gasto na ETAR de Fernão Ferro foi dinheiro deitado ao esgoto...literalmente.











Imagem, este é o ponto em que a àgua não tratada proveniente de Pinhal dos Frades é despejada no Rio Judeu na àgua limpa proveniente da ETAR de Fernão Ferro

O Rio Judeu assim contaminado corre cerca de cinco quilómetros até desaguar alegremente e poluído junto à Ponte da Fraternidade na Baía do Seixal, antes passa por zonas residenciais, comerciais, rega hortas e é ainda alimentado por uma vacaria... Duvido que este tema tenha sido debatido ou apresentado no âmbito da iniciativa que o Seixal tão bem promove denominada "Seixal Saudável" ... mais uma manobra de propaganda pois então... a "saúde" no Seixal , real, é bem diferente

domingo, setembro 11, 2005

BENFICA CENTRO ESTÁGIOS - O ATRAZO OPORTUNO ...










Nova obra do "regime instituido" na região, nova bandeira eleitoral, no Seixal o Centro de Estágios do Benfica, ei-lo que está aparentemente terminado quanto a campos relvados seis ao todo, mas apesar do prometido no inicio de Junho, ainda não foi em Agosto que o Benfica começou a treinar no Seixal...com o aproximar das eleições, aumentam as probabilidades dos craques atravessarem o rio.


imagem- Longe de qualquer requalificação ou limpeza continua a zona esterior ao CEB, aqui, a vinte metros da vedação, o cheiro a esgoto é nauseabundo, ao fundo a Fábrica do Breyner (farinhas de peixe), fonte crónica de décadas de maus-cheiros no Seixal,foi desativada há décadas, mantém-se agora o mau cheiro do esgoto (não tratado) despejano naquele braço do Rio Coina.

Certo é que a qualidade do ar e os níveis de ozono no local, recomendaram em muitos dias de Agosto, mais ao recolhimento do que ao exercicio fisico
, aliás mesmo desaconselhado de todo pela protecção civil, os maus cheiros emanados do esgoto que desagua ali ao pé, também não se recomendam aos narizes mais sensiveis, um salto à praia fluvial ali ao lado também é desaconselhado pela qualidade da àgua e das areias, apesar de recomendações sobre estas ultimas estarem omissas...Terá sido por estes problemas ambientaise de salubridade do local do Centro de Estágios que o Benfica não veio para o Seixal em Agosto como prometiam em Junho?



imagem- A zona de praia fluvial (Praia Velha) junto ao CEB convida a uma corrida pela areia, no entanto a sua poluição e da àgua recomendam os atletas a manterem-se dentro de muros, alertas da Câmara e Ministério da Saúde são prova disso (clique na imagem para aumentar)

Terão sido essas razões ambientais a razão do Benfica não se ter ainda mudado para o idilico Seixal? Ou a manobra publicitária de Junho foi afinal não mais do que, o pontapé de saída, mas da campanha eleitoral, pré campanha melhor dizendo... (se bem que a maioria dos cidadãos não consiga distinguir uma da outra)... de modo que se aguarda novo pontapé de saída por estes dias para o lado do Centro de Estágios, para o Benfica poder servir de muleta ao recandidatável Alfredo Monteiro no arranque da Campanha Eleitoral ( a própriamente dita), veremos certamente noticiado antes de 9 de Outubro " Presidente do Clube Campeão Nacional, o Edil e demais personagens que tornaram possivel o sonho" em embevecido deleite para a Obra, e também , embora com menor empenho mediático, convinha até que não se falasse, do negócio que será a urbanização de 24 hectares (à esquerda na imagem) que o Centro de Estágios teve como contrapartida... mais um GOOOOOOOLO DO BENFICA!!!

Para comprovar esta ligação entre autarquias, futebol... obras e...eleições...autarquias..., a Câmara de Almada inaugurou ontem o Estádio Municipal José Martins Ventura, uma construção aguardada há cinco anos, é uma estrutura com dois campos de futebol , um com relvado sintético e outro de terra batida com um custo orçado em 3,5 milhões de Euros.

Enquanto clubes locais com pergaminhos , definham , como o Amora, o Seixal Futebol Clube, o Arrentela ou o Paio Pires ou o Almada,o Barreirense... de uma assentada vão-se inaugurar oito novos campos de futebol novinhos em folha, os seis do Centro de Estágio do Seixal e estes dois em Almada...é fantástico não é? Uma verdadeira conversão aquilo a que uns anos atrás denominavam de "o ópio do povo"...provavelmente até continuam a pensar o mesmo...

sábado, setembro 10, 2005

COMBINO - COMBINADISSIMO?













MST avança a passo de caracol, estando longe de cumprir as promessas de iniciar actividade em Dezembro, dizem, por existirem estrangulamentos ainda não ultrapassados, mas a um mês das eleições, e, para eleitor ver já há composições em "testes".

A obra do regime desta "legislatura" para a Margem Sul é o MST - Metro Sul do Tejo , um pomposamente baptizado de Metro Ligeiro de Superficie, a versão actual do Carro Eléctrico que em Lisboa e Porto foi perdendo lamentávelmente terreno para o automóvel.

Em boa hora as autarquias da Margem Sul em parceria com privados e Estado, decidiram avançar com este projecto de elevado alcance para a mobilidade dentro do caótico e altamente densificado eixo Almada-Seixal e futuramente Barreiro. Se tal meio de transporte não poluente é bemvindo pelo conforto, segurança e por ser um meio de transporte amigo do ambiente, o que vem a contento de todos, o que não virá tão assim a contento serão os trajectos escolhidos e muito menos o penoso que foi, até em vidas humanas, o avançar de obras que nunca mais acabavam apesar das composições "Combino" da Siemens já aí estarem.

Quanto a vidas humanas, no troço em construção Cova da Piedade-Corroios houve durante os ultimos anos varios casos de atropelamentos mortais, motivados pelas intermináveis obras, e não se tratou só de longas e inexplicáveis paragens técnicas - uma das mais curiosas deveu-se em Corroios) ao facto de a linha a dado passo encontrar no seu percurso , não um fácilmente transponivel obstáculo natural (uma montanha, um canyon ou um rio) mas sim um acampamento com ocupação ilegal do terreno por uma minoria étnica, que provocou um assinalável atrazo a transpor.

Depois houve dezenas de casos de faz- desfaz e volta a fazer em termos de via ou de espaço por si atravessável, curiosamente todas estas situações criaram mais atrazos que as demolições efectuadas (o ocorrido no Laranjeiro é exemplar disso mesmo) .

O caderno de encargos estabelecia o dia 12 de Dezembro de 2005 como a data de arranque para exploração deste meio de transporte, eis que a um mês das eleições autárquicas ele saíu finalmente , à rua, ainda não em exploração comercial, mas em testes, até apetece dizer, que oportunos atrazos trouxeram o despertar da máquina para a boca das urnas.

O povo estará contente e esquecer-se-á das agruras das obras, mas será que questionará que os atrazos poderiam ter sido evitados, foram, oportunos decerto, mas inflaccionadores no preço da obra e nos custos para os utentes que já poderiam estar a ser servidos por este meio, esqueçamos também a data prevista, pois segundo os responsásveis da Siemens, "o metro avançará em serviço comercial, até onde puder chegar..." - para já não é ainda o "metro", um "decimetro" talvez... o que quererá dizer que a sua aparição nos troços mais visiveis antes do dia 9 de Outubro será só para eleitor ver, e é pena!

sexta-feira, setembro 09, 2005

IMPLOSÃO OU O NOVO CAVALO DE TROIA ?













Ambiente e sustentabilidade de Troia em causa com projectos mégalómanos para uma zona de excepção paisagistica e ambiental - foto Carvalhar, o fim de mais um paraíso.


Todos vimos em directo, o "monstro " a ceder a Sócrates, na figura da demolição daquelas duas torres, signo de todo o mal. O Primeiro Ministro bem que sublinhou o lado simbólico da implosão, pois, o que ninguém garantiu ainda, foi que no futuro não se virá a fazer igual ou pior, ali mesmo ou um pouco mais a Sul.

Teme-se realmente que a nuvem de poeira que se ergueu depois da demolição tenha sido bem mais simbólica que o monte de entulho que restou de toda aquela encenação. É que as pressões levam mesmo a antecipar o pior, e o pior começa a desenhar-se para aquela faixa de cinquenta quilómetros de areia dourada e quase virgem a pouco mais de meia hora de Lisboa.

No imediato a Câmara de Grândola está num afã para que o Governo declare o "interesse publico" de dois empreendimentos para a freguesia de Melides e que traduzem 2192 camas num projecto para 200 hectares, com 240 moradias e 862 apartamentos.

Contrário a este desejo está a QUERCUS que já ameaçou com um recurso a Bruxelas se a "declaração de utilidade publica" for dada pelo governo.

Outro projecto para Grândola é o da Herdade do Pinheirinho, mais 213 hectares para 204 lotes para moradias, os restantes destinam-se a Hoteis, aparthoteis e aldeamentos turisticos, contabilizam-se aqui 2971 camas.

Subindo a costa , temos projectos do Grupo Espirito Santo para o Carvalhal (7600 camas) e mais acima, na Comporta, mais dois empreendimentos BES e mais 6500 camas.






Chegamos finalmente a Tróia e ao projecto SONAE/AMORIM/PESTANA, vêm para aqui 14330 camas. O somatório de todos estes projectos é de 30000 camas.

Por parte dos cidadãos, a Associação Viver Troia afirma que se vai erguer um cordão urbanistico enorme,por parte das autarquias e promotores vem o argumento que manter esta àrea virgem é contribuir para a desertificação do Alentejo e garantem que os projectos vão, "manter os valores naturais num desenvolvimento sustentável".

Depois da Sintrização da Margem Sul parece que vamos assistir à Algarvização de Troia e Costa Vicentina?

quinta-feira, setembro 08, 2005

SOBREIROS E AUTARQUIAS "VERDES" - INCOMPATIBILIDADES
















Palmela, mais uma urbanização "ecológica" aprovada em pleno montado desta vez em Palmela mais uma autarquia coligação "OS VERDES".

A QUERCUS acionou uma providência cautelar contra o avanço de uma urbanização de 6,5 hectares em Palmela, na base desse mecanismo juridico está o entendimento de que tal ameaça mais de uma centena de sobreiros e tendo como fim, o embargo imediato daquela urbanização composta por 60 moradias.

Segundo a QUERCUS, a Câmara de Palmela (maioria PCP-VERDES) licenciou aquele loteamento à revelia da Lei de Protecção dos Montados, e, por segundo Helder Spinola (Publico 7 Set 2005, em artigo de Claudia Veloso) ,a àrea está protegida por lei por "albergar valores naturais e económicos que interessa salvaguardar, ainda mais quando temos sido fortemente atingidos pelos incêndios".

Para a presidente da Câmara de Palmela Ana Vicente (PCP-VERDES) tais ilegalidades não existem na aprovação daquela urbanização de Brejos de Asa, negando até que vá haver abate de sobreiros uma vez que " todo o desenho aprovado pela câmara, quer para moradias quer para as infraestruturas, não põe em causa um único sobreiro", numa obra junto ao Kartódromo de Palmela e cujo promotor da refereida urbanização é curiosamente também o proprietário do Kartódromo...

Irónicamente direi que se a obra avançar será um verdadeiro modelo arquitectónico de protecção ambiental, uma vez que será a primeira urbanização plantada num montado , mas que não prejudica esse montado, nem na construção, nem na infrastruturação , é o que dá estas urbanizações feitas por maiorias "VERDES" - CDU








Nas imagems mais duas dessas urbanizações "VERDES" que arrazaram com várias dezenas de sobreiros no Seixal (mas certamente "sem os prejudicar") , primeira imagem - junto à estação Fertagus do Fogueteiro e na segunda pouco mais abaixo na Quinta do Cabral.

quarta-feira, setembro 07, 2005

MARGEM SUL - O ESGOTAR DE UM MODELO















Primeira imagem ,Centro de Copenhaga - Dinamarca. Segunda imagem, Torre da Marinha Seixal -Portugal (clique sobre as imagens para aumentar)



Continuando a reflexão sobre este modelo de "desenvolvimento" que nos tem sido imposto nos ultimos trinta anos , continuamos a publicar excertos de artigos de fundo, de reflexão sobre este mesmo "modelo", hoje aconselhamos a leitura no PUBLICO de 30 de Agosto, do artigo do Professor António Antunes Martins, "Reflexões sobre os incêndios florestais" do qual para evitar interpertações abusivas se recomenda a sua leitura na integra, retirámos excertos referentes ao ponto 1 .Modelo de desenvolvimento e ordenamento do território seguido nas ultimas décadas - o autor é Docente na Universidade de Évora e Investigador no Nordic Laboratory for Luminescense Dating, em Riso , Dinamarca.

"Há 30 anos (...) A realidade rural era outra. O modelo de desenvolvimento seguido, em termos de ordenamento do território sustentado em grandes àreas metropolitanas, tipo "sul-americano" para a escala do país, originou a situação rural que hoje temos: despovoamento do interior e áreas serranas e consequente envelhecimento populacional.

Há beneficios inegáveis relacionados com a urbanização, mas o desiquilibrio foi excessivo e as assimetrias espaciais são hoje evidentes. É dificil às gerações mais novas resistir aos atractivos urbanos, mas outros estratos étários poderiam regressar às terras de origem se nelas existissem serviços mínimos, pequeno comércio, saneamento, melhores acessibilidades, etc...

Essa gente seria capaz de reconstruir as habitações tradicionais, reanimar o comércio local , enfim, dar vida a localidades actualmente vazias de homens a defender a floresta (...)
Mas que condições existem em muitas regiões rurais para atrair populações e inverter este cicli de esvaizamento humano? Como podem aldeias sem àgua canalizada, esgotos e dificeis acessos, atraír estratos populacionais habituados a ter esses serviços?(...)

Viver no meio rural não tem forçosamente de ter os estigmas de isolamento, atrazado e rude.Um bom exemplo é a Dinamarca, país que consegue manter um equilibrio entre campo e cidade, com povoamento disperso por todo o território, mas com apenas 15% de população rural. Portugal segundo os dados de que disponho, tem 45% de população rural e duas grandes àreas metropolitanas.

A baixa percentagem de população rural da Dinamarca, apesar do povoamento muito disperso, prende-se com o facto de muitos dos pequenos aglomerados populacionais terem mais caracteristicas urbanas do que rurais. Não tem paralelo o nível e qualidade das infraestruturas e serviços publicos que serevem o meio rural na Dinamarca com muitos dos nossos.

A qualificação da gente que vive nestes pequenos aglomerados é elevada (...)
Há, portanto, que corrigir as assimetrias criadas, diminuindo a ruralidade através da qualificação dos aglomerados de pequena e média dimensão, em vez de atrair a população rural para as áreas metropolitanas como tem sido feito até aqui."


terça-feira, setembro 06, 2005

ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA - O PRINCIPIO DO FIM


















Na imagem, Santa Marta do Pinhal, no canto inferior esquerdo ainda se percebe qual o tipo de urbanismo, unifamiliar, de baixa dimensão desejado -pelas pessoas - para substituir o campo, certamente de quem buscava o contacto próximo com a natureza e com as suas raizes, no resto da imagem, o que os urbanistas, empreiteiros e autarcas cozinharam, uma Sto.António dos Cavaleiros da Margem Sul - a urbanização nasceu na absoluta lógica canibalizadora da via Férrea FERTAGUS.

É nossa posição, já por algumas vezes aqui elencada,de que este modelo assente na construção civil e especulação imobiliária está no FIM... acabou... Kaput!

Basta viver na Margem Sul olhar em volta e usar a memória para ver que há prédios inteiros (novos) há anos em venda, ou à espera de serem acabados. Há milhares de apartamentos usados á venda, alguns com o anúncio já desbotado e imperceptivel.Há moradias por exemplo na rota da praia, em Belverde também à venda há anos. Por outro lado o acesso ao crédito é cada vez maia facilitado.

Há diversos artigos assinados por ilustres economistas internacionais, analisando a "conjuntura" imobiliària na Europa e Estados Unidos e alertando para a eminência de um "crash" no sector, não são só trabalhos jornalisticos para os quais também já alertaámos recentemente como os publicados na Economist, são alertas vindos do FMI e da Reserva Federal Norte Americana, se há quem insiste em fazer crer que Portugal e a economia portuguesa nada têm a ver com esta especulação imobiliária, autores há que se têm dado ao trabalho de reflectir sobre o tema e enquadrá-lo nos referenciais nacionais, saliento dentro desse esforço o excelente artigo do Professor Adelino Fortunato publicado no PUBLICO do passado dia 30 de Agosto e que transcrevo alguns excertos, recomendando a leitura total deste trabalho:

"(...) o que é especificamente português é a forma irracional do ponto de vista urbanistico, ambiental, cultural e social de muitos projectos dos operadores do mercado imobiliário, que se desenvolvem na base de cenários sem expectativa nem fiabilidade, e cuja incongruência se combina fácilmente com a falta de capacidade politica, técnica e cultural das autarquias e do governo central.

Do ponto de vista autárquico (temos) o seu sistema de financiamento e incentivos (...) o esquema preverso, porque se alimenta dos projectos de loteamento e respectivos impostos (...) confere aos promotores privados uma capacidade de influência sobre os processos de urbanização e de edificação(...)

O resultado está à vista em termos de elevado desordenamento do território, perda de valores ambientais relevantes, destruição do equilibrio tradicional de muitos locais e desertificação e descaracterização cultural de muitas outras (...)

(Governo Central e Partidos politicos) ... há uma incapacidade em conjugar preocupações de desenvolvimento sustentável, inscritas em muita legislação portuguesa, desenvolvida a partir de directivas da União europeia, com as decisões politicas que muitas vezes a contradizem...exemplos...Freeport de Alcochete (...) e Mata de Sesimbra (...)

Para além da insustentabilidade ambiental, o actual modelo vai conduzir muitos agentes e autarquias financeiramente mais débeis a confrontar-se com erros de apreciação. Quando o movimento de descida e contracção das margens de lucro se fizer sentir (...) o Pânico pode invadir o mercado. Bastará uma pequena subida das taxas de juro e a cobrança a sério dos impostos e taxas municipais para que alguns pequenos aforradores se tentem livrar das segundas e terceiras habitações acelerando a tendência para a baixa de preços.

Nessa altura, as autarquias vão coleccionar um monte de betão abandonado e desvalorizado, que não gera as receitas por elas antecipadas. Eis um desenlace possivel de uma das maiores bolhas especulativas da história economica."

segunda-feira, setembro 05, 2005

FESTA DO AVANTE 2005 - "CDU NAS AUTARQUIAS, UM PROJECTO DIFERENTE" - TEORIA E PRÁTICA 3










Betão invade montados no Seixal

- É por demais evidente a ocupação de espaço anteriomente ocupado por floresta e por montado em todo o concelho do Seixal , o sobreiro apesar de espécie protegida tem aqui o tratamento de qualquer infestante. É notória a falta de sensibilização de autarcas eleitos (e porventura de candidatos) para a conservação da natureza , muitos devem achar até que isso de "proteger passarinhos" não é coisa de muito homem, desconhecendo totalmente da mais valia que a biodiversidade tráz, até numa visão puramente economicista do ecossistema, mas a ignorância é por demais evidente e notória nas imagens.

Mas os sintomas estão relatados, os diagnósticos feitos, só não se aplica uma terapeutica ao doente (leia-se País) porque talvez interesse mais manter o paciente moribundo e apático e ganhar ainda mais à custa do que o enferma. Vai-se ganhando mais algum dinheiro em consultas (forums, discussões, reuniões) em medicamentos desadequados (centros comerciais, hospitais, rotundas e passeios monumentais) e no corpo clinico que mais parece um bando de coveiros (autarcas corruptos, construtores civis, clubes de futebol...).

Mas como disse o diagnóstico está feito e até sabem como fazer bem como mostra a teoria autárquica do PCP que temos aqui analizado nos ultimos dias e que é a que diz respeito à Margem Sul (Almada, Seixal, Moita...), continuando a publicar excertos de dignissimos autarcas e membros do PCP publicados no nº 143 da REVISTA PODER LOCAL, debrucemo-nos hoje sobre um artigo de Jorge Silva e o seu "Diagnóstico do estado urbano do país" onde critica o crescimento urbano em Portugal "feito à margem de um processo de planeamento eficaz" e que teve como consequências :

-1. A suburbanidade de origem legal ou clandestina com a formação de bairros (cidades), com infraestruturas deficientes, sem equipamentos, mono-funcionais, sem praças e espaços verdes, sem racionalidade na rede viária, sem estacionamento com uma degradação evidente do ambiente urbano.

-2. A desestruturação da rede urbana, a irracionalidade nas redes de transportes, na localização do emprego, abandono urbano dos velhos tecidos construidos (...) a favor da expansão urbana desfragmentada, em vez da r
equalificação dos tecidos construidos centrais.


Imagem- Corroios. Da guetizaçao à insegurança, mau estar e ...xenofobia vai um passo...



-3. A inedequação das tipologias do tecido construído às funções urbanas «guetização» de minorias étnicas e de grupos sociais


-4- Os habitantes a quem a cidade se dirige estão a ficar à margem desta, perverte-se o que de mais importante existe no
conceito urbano. É a desurbanização (...) Estamos a assistir ao crescimento de uma geração de não cidadãos. (...)

- Nos bocados de cidade onde a exclusão social é mais evidente e a sociedade envolvente não oferece oportunidades vemos surgir bandos expontâneos que se unem à volta de novas paixões da sociedade de consumo (...) bandos com grande rejeição do mundo externo que entendem hostil.
- A segurança deixa de ser uma emanação natural da vida em sociedade e é cada vez mais um problema individual ou de grupo.

Concluindo: "Percebe-se que este sistema urbano, tal como se tem vindo a formar, não está autoregulado e já não é mais sustentável e que caso não haja uma profunda reformulação de politicas, a rotura é inevitável".

Imagem - bairro (problemático) da Quinta da Princesa






E na prática? -Temos um excelente diagnóstico feito das cidades que construimos nas ultimas décadas, e onde essa fórmula nos vai levar à" rotura inevitável", ora se o PCP tem tudas estas ideias sistematizadas, intelectualizadas, publicadas, porque raio continuam a cometer os mesmos erros , porque se continua a urbanizar de forma frenética e esquizófrénica, fora de qualquer lei da oferta e da procura, e se deixa degradar os centros antigos, o património construído e o património natural ??? Porque se continua a guetizar a população que seria suposto integrar na malha social e urbana? Porque se continuam a querer contra tudo e contra todos criar mais Bairros da Cucena (junto à Siderurgia Nacional).

Porque se continua a fuga para a frente quando é mais que nunca necessário avaliar recursos, racionalizar meios e criar cidadãos, não cidadãos de primeira e de segunda... mas cidadãos, criticos, interventivos, participativos... é que sem cidadãos não há CIDADE senhores autarcas!

domingo, setembro 04, 2005

FESTA DO AVANTE 2005- "CDU NAS AUTARQUIAS, UM PROJECTO DIFERENTE" - TEORIA E PRÁTICA 2














Imagem do concelho do Seixal, frentes urbanas avançam indiscriminadamente em todas as direcções o verde reduz-se ao minimal das rotundas no meio do alcatrão, o meio ambiente está subjugado a critérios de crescimento não sustentado com a unica vertente favorável de aumentar as receitas municipais na proporção inversa da qualidade de vida dos munícipes.



Aproveitando o mote do slogan do PCP "para dar a conhecer o projecto autárquico do PCP" na Festa do Avante a decorrer no Seixal sob o slogan "CDU nas autarquias, um projecto diferente", continuamos a divulgar textos publicados na REVISTA PODER LOCAL (Editorial Caminho) assinados por ilustres e destacados autarcas e mebros do PCP.

Quem habita nas autarquias da Margem Sul, mesmo aquelas que não têm uma maioria CDU, foram governados pelo menos por mais de duas décadas por esta "coligação", e sabem por experiência própria, que uma enorme distância separa o que é a teoria autárquica do PCP, da sua prática diária como CDU, emblemático nessa contradição está o concelho do Seixal onde a densificação urbana acontecida nas ultimas três décadas não é só um caso de estudo em Portugal (pela negativa é claro) , este concelho aumentou em trinta anos de 30 000 habitantes para os perto de 160 000 actualmente.

Daí que lendo as teorias de ilustres mebros do PCP se fique profundamente equivocado com o que é a teoria, e, o que é a real prática de uma politica de desenvolvimento não-sustentado. O curioso é que textos nossos têm sido violentamente atacados quando defendemos principios que sabemos estarem teorizados dentro dos programas da CDU, e serão necessáriamente bandeiras de um qualquer partido ecologista, mesmo de Os Verdes, não se percebe depois porque no Seixal, local escolhido para apresentação da politica autárquica da CDU as coisas não funcionem como o directório politico define, vendo-se mesmo o poder politico vergado a interesses a que supostamente se deveria opôr, em prol dos cidadãos e das futuras gerações.

Da REVISTA PODER LOCAL nº 143, retiro alguns excertos da autoria de J.Janeiro Varino " «Território de amanhã é responsabilidade politica de hoje» - Pela promoção do interesse colectivo", este autor defende inclusivamente os "movimentos cívicos" quando escreve:

Em Teoria : " a intervenção organizada dos cidadãos pela criação e desenvolvimento de estruturas democráticas, mais ou menos formalizadas emergentes da sociedade civil (...) e continua, a propósito dos PDMs de segunda geração sublinhando um pressuposto base " Sustentabilidade e solidariedade intergeracional, assegurando a transmissão às gerações futuras de um território e de espaços edificados correctamente ordenados (...) assegurando a utilização ponderada e parcimoniosa dos recursos naturais e culturais (...)

"Reforçando a participação cívica dos cidadãos através do acesso à informação e à intervenção nos procedimentos de elaboração, execução , avaliação e revisão dos instrumentos de gestão territorial" (...)
e finalmente integrando estes principios "no principio da suficiência pelo qual à geração actual é vedado desperdiçar e degradar território, assumido como está hoje, como bem finito, embora não directamente na substância da sua dimensão, mas nas potencialidades da sua fruição (...) na consciência de que a geração futura haverá de ser o resultado da transformação para melhor da geração actual"

Concluindo:
"Estamos por isso na presença duma nova etapa de planeamento, agora bem mais esclarecida, portanto bem mais exigente e de maior responsabilidade na defesa do território, como bem colectivo presente e futuro"

Na prática :Basta residir na Margem Sul, gerida pela CDU há trinta anos , para ver o quanto a teoria se afasta da prática, nomeadamente no capitulo do desenvolvimento sustentável, se assim não fosse não teria havido um "BOOM" construtivo/especulativo que criou uma oferta de construido que ultrapassa largamente a procura, quer de habitação, quer de estruturas destinadas à indústria e serviços, o que na sua génese contraria o principio do "desperdiçar e degradar território" na salvaguarda das gerações futuras. Muito menos o construido tem a qualidade que permita "a geração futura ser a transformação para melhor da geração actual", antes têm as futuras gerações novos desafios e problemas sociais a enfrentar que eram perfeitamente ausentes nas gerações presentes.

Em teoria , também Eduardo Baptista na mesma revista declara a intervenção dos cidadãoas, tal como o presidente da Câmara do Seixal a páginas 22 a 27 da mesma publicação naquela que é de longe a mais fraca participação intelectual de todas as apresentadas e onde se limita a divulgar a estéril iniciativa "Forum Seixal" e sua calendarização, mas Eduardo Baptista salvaguarda um importante principio:

"Não podemos confundir participação das populações com a intervenção de lobbies, sempre presentes nos processos de discussão pública que pretendem comprometer sempre mais e mais solo como urbano e contrariando a ideia dminante de que o direito à propriedade consubstancia o direito à construção"

Na prática- O que podemos inferir deste ultimo parágrafo é que apesar de a CDU se assumir como um projecto diferente isso não passa de um equivoco, pois, face ao construido e ao projectado (como plantar o Hospital do Seixal num sítio Rede Natura 2000, reconverter os terrenos da Siderurgia para terreno urbano, urbanizar 24 hectares em densidade no Seixal a reboque do centro de Estágios do Benfica,expansão urbana descontrolada e em densidade em todo o concelho, mais que em qualquer outro da Margem Sul...) , mostra que os lobbies têm no Seixal , local onde hoje se apresenta esse "Projecto diferente" , levado substantivamente a melhor.

A autarquia do Seixal, aparenta assim estar , refém do Grande Capital, tal o rol de incongruências construtivas fora do principio que veda à geração presente desperdiçar e degradar território face às gerações futuras, para não falar de outros principios básicos defendidos pelas cúpulas do PCP...

sábado, setembro 03, 2005

FESTA DO AVANTE 2005 - "CDU NAS AUTARQUIAS, UM PROJECTO DIFERENTE" - TEORIA E PRÁTICA














Uma nova grande superfície, desta feita do grupo Leclerc vai-se instalar na Amora, nos 30000m2 nas antigas instalações da Fábrica Queimado e Pampolin em plena Baía.


Na revista PODER LOCAL de Dezembro de 2003, Eduardo Baptista teorizava sobre a intervenção do PCP em termos de ordenamento territorial, citando conclusões da Conferência Nacional Sobre o Poder Local de Maio de 2003 referiu que, «Os PDMs traduzem uma politica e a vontade de, «com as populações identificar os problemas, compreender e fazer compreender os interesse em jogo, definir politicas com assumida opção de classe e mobilizar para a luta pelas soluções mais ajustadas e , colectivamente compreendidas para cada caso» e depois que " Essa participação que é marca de um estilo de trabalho democrático, é um factor de reforço da consciência social e politica das populações" (ou seja , o PCP legitima a critica, coisa que desde o inicio aqui no a-sul temos feito, mas que alguém no local, se sente afectado chama de "bota abaixo"...) e continua o autor "Contudo, temos que ter presente que defender os interesses das populações não significa a adopção de medidas que podem ter impactos populistas, baseadas em esteriotipos de modernidade mas com prejuizo para um verdadeiro desenvolvimento equilibrado - (por muito menos já nos apelidaram da "idade da pedra") mas o que é surpreendente para os Seixalenses é o facto deste comunista defender como exemplo a não seguir - "É exemplo a adesão às tendências de proliferação dos Grandes Centros Comerciais (...) nas opções do ordenamento não se pode ceder à permissividade da ocupação de espaços vitais para as populações com empreendimentos, apelidados de modernos, mas de impacto negativo para os habitantes.Mais tarde ou mais cedo as pessoas compreenderão que os seus interesses passam por usufruir dos bens e terem espaços para actividades e não por serem meros basbaques de montras...ou de altos edificios de urbanizações de luxo que lhes retiram o espaço e os segregam (...)

As autarquias têm que promover a transformação do uso do solo, no estrito interesse das populações residentes e trabalhadores, defendendo o meio ambiente e não com fins de crescimento e desenvolvimento não sustentado ou para aumentas as receitas municipais (...)

Mas a prática sabemos no Seixal ser bem diferente, está em marcha a construção de dois Hipermercados e a renovação-ampliação de um construido há cerca de dez anos, agora anunciado com "mais montras" certamente para os "basbaques"... A grande questão para além da posição contrária teórica do PCP é, muito pragmáticamente saber se o concelho do Seixal precisa de mais uma grande superfície? Depois do aumento megalómano do Continente e sua transformação em Centro Comercial - Rio Sul, e muito menos depois de ter sido dada luz verde ao novo Centro Comercial Carrefour a ser instalado na Cruz de Pau e que como já referimos implicou o abate ilegal de mais de mil sobreiros protegidos, aparece agora surpreendentemente em fim de mandato mais esta obra megalómana , num concelho aparentemente saturado de LIDL's e afins.

Será o golpe final no pequeno comércio de proximidade e de rua que dá vida própria aos lugares e permite a aproximação das pessoas e a criação de laços de vizinhança e cidadania (mas será isto que o PCP apelida de assumida opção de classe?).

Para finalizar a "cereja em cima do bolo" , é que este hipermercado trará consigo mais uma Bomba de Gasolina...

sexta-feira, setembro 02, 2005

PROPOSTAS VERDES PARA A MARGEM SUL - HORTICULTURA E CIDADANIA


Propostas verdes e humanizantes para a Margem Sul



O Vereador do ambiente Rui Sá, eleito pelas listas da CDU e candidato CDU à Câmara Municipal do Porto tem participado no importante projecto da criação de hortas sociais, no inicio deste ano Rui Sá esteve presenta na inauguração da "Horta da Condominia" na freguesia de Lordelo que disponibilizou 25 talhões individuais, em simultâneo com um espaço de lazer com bancos e mesas.

Aos municipes interessados estão a ser ministradas acções de formação em torno da temática da compostagem e agricultura biológica. Esta "Horta da Condominia" fará parte de uma rede de hortas comunitárias que se alargará segundo a vontade da autarquia, aos Bairros do Regado e Piuo XII, e que constitui um trabalho desenvolvido no âmbito do Projecto "Acção Local XXI" estabelecido entre o pelouro do Ambiente e as organizações Cívicas mais representativas da sociedade civil do concelho do Porto.

Na Margem Sul o que é que temos? Uma agricultura que pouco mais é que de subsistência nas zonas mais rurais de Alcochetre , Moita, Montijo e mesmo Barreiro e quase que o enjeitar ou ignorar deste tipo de ocupação ludica e social por parte das autarquias de Almada e Seixal, que parecem envergonhadas daquelas actividades da iniciativa dos seus municipes .

Em Almada assiste-se sobretudo ao desenvolvimento de tarefas agricolas por parte da população de origem Africana na zona entre a malha urbana de Almada e o Plano Integrado de Almada - PIA (Picapau Amarelo) que nos transporta no espaço com o cenário surreal das torres em fundo.

PIA - População Africana traz as suas raizes agricolas para a malha urbana , um espaço priveligiado de integração e assimilação.

No restante concelho de Almada o avançar do Betão e a cada vez menor existência de baldios tem praticamente feito desaparecer este "hobby" para uns, importante complemento social para outros.

No Seixal por sua vez há ocupação de espaços abandonados dos seus seculares fins agricolas um pouco por todo o concelho, mas comportando parcelas minusculas onde pouco mais se produz que um ramo de salsa ou algumas alfaces. No que respeita aos espaços maiores e com mais hortas e ocupantes, surgem associados dois graves problemas de saúde publica, as hortas junto à antiga Fábrica de Lanificios da Arrentela entre o Fogueteiro e a Torre da Marinha, que são irrigadas com o esgoto a céu aberto que é o Rio Judeu.

E por outro lado temos as hortas junto à Siderurgia , Quinta da Cucena , irrigadas com àguas depositadas nas lagoas de hidrocarbonetos da Siderurgia, carregadas de poluentes e metais pesados. A criação de hortos comunitários , seu fomento e apoio parece não ser politica de
nenhuma das Câmaras a Sul do Tejo.


Hortas junto à Fábrica de Lanificios da Arrentela (primeira imagem, foto de um colaborador) e Siderurgia Nacional, mais dois caso de saúde pública que de horticultura biológica..



Este modelo de micro-agricultura social é defendida por Gonçalo Ribeiro Telles , tal como a existência destes locais da cidade ocupados por pequenos espaços horticolas que se tornam ao mesmo tempo locais de lazer e de complementariedade à economia doméstica.

Na A.M.L. Ricardo Sá Fernandes candidato B.E. à Câmara de Lisboa parece ser o único a defender no seu programa, abertamente e como bandeira da sua candidatura, o fomento e a criação desses espaços verdes.

quinta-feira, setembro 01, 2005

PROPOSTAS DE ALTA TECNOLOGIA PARA A MARGEM SUL




Portugal tem que se abrir com urgência a um novo modelo de sustentabilidade urbana e de desenvolvimento. A Margem Sul poderia a breve prazo ser, ou ter, um impulso sério nesse choque tecnológico, bem como afirmar-se de novo nas tecnologias de ponta associadas à cortiça onde já foi referência internacional. O investimento nas energias alternativas é mesmo um imperativo


Este "cluster" de desenvolvimento assente nas altas tecnologias seria um projecto tecnológico que definitivamente se afastaria de vez do modelo esgotado "do betão" até agora em voga. Esta opçao já assumida por José Sócrates e que parece estar em definitivo em cima da mesa (choque tecnologico dixit) nesse sentido parece viável a implementação de um modelo de industria de ponta em complemento aquele que se pretende instalar em Viana do Castelo, porque não a intalação de uma sucursal dessa empresa de produção de aerogeradores na Margem Sul?
E porque nao no Parque Industrial do Seixal?

E porque não um projecto ainda mais ambicioso de instalar o primeiro parque "off-shore" eólico de Portugal no estuário do Tejo (Um projecto que poderia envolver todas as autarquias do eixo ribeirinho) ,e em complementariedade instalar na área da Siderurgia nacional,também um parque eólico, aproveitando as caracteristicas geográficas do esteiro do Rio Coina ?






Nos planos de recuperação da degradada Ponta dos Corvos (que surpreendentemente parece ter o interesse de todos...) poderia também assentar ali , a instalação de um parque eolico.Toda esta capacidade eolica instalada contribuiria com um peso assinalável a curto prazo para ajudar Portugal a cumprir o Protocolo de Quioto, e daria às autarquias um forte poder negocial junto do governo com verdadeiro impacto . Mas mais importante que isso poderia ser a longo prazo e de forma sustentada um projecto com impacto directo no nosso PIB e Balança de Pagamentos, ao mesmo tempo ajudaria o país no desenvolvimento de um "cluster" de energias alternativas (produção de aerogeradores) e a equilibrar um pouco mais a nossa dependência do petróleo (que poderá atingir os cem dólares/barril até ao fim do ano) .

Na Ponta dos Corvos a complementaridade com a energia solar-fotovoltaica seria possivel utilizando os terrenos das antigas secas do bacalhau para a instalação de uma instalação fotovoltaica , nada disto inviabilizaria certamente a requalificação daquela àrea para fins de lazer e hotelaria com a reconversão das ruinas.O mesmo poderia acontecer com os terrenos da Siderurgia ou com os areeiros abandonados, poder-se ia implementar um projecto ainda mais ambicioso de criaçao de "quintas solares" com a criaçao de médias unidades integradas (Solar-fotovoltaica/Eolica) ligadas entre si e fornecendo energia à REN (Rede Eléctrica Nacional).













O exemplo aqui dado pelas imagens , refere-se à zona costeira de Copenhaga, uma zona que se convida a visita no www.google.earth aliás como a outras junto a outras capitais pela Europa, Estados Unidos, Canadá (ou a sua casa e a sua envolvente) . Agora para além das "mentiras" e das "falsas" imagens que aqui se publicam, o cidadão que nos lê pode aferir do que lhe dizemos e comparar o mundo fora do "Boletim Municipal" do seu concelho e ver como se pode fazer melhor e sobretudo como se podia ter já feito muito melhor, perdemos já 30 anos a somar aos outros 48, basta de atrazo e de sermos governados por trolhas bem sucedidos, e somos nós os "da idade da pedra" como nos acusaram no penultimo post...

quarta-feira, agosto 31, 2005

CICLOVIAS ,COMO FAZER ?












Barril de petróleo atigiu ontem os seteta dólares o barril... os economistas esperam a todo o momento um "crash" no valor do imobiliàrio, a poluição nas cidades aumenta na proporção directa da competência de quem as não planeia sustentávelmente, ou melhor, as planeia insustentávelmente...a EUROPA investe numa "nova" forma de mobilidade individual, para além de transportes publicos que funcionem...

Não há volta a dar, a bicicleta é o meio de transporte no futuro, para as pequenas deslocações e sobretudo para a cidade, no entanto o uso da bicicleta não se decreta, a menos que se queira instalar o caos e a idiotice do " dia sem carros" durante todo o ano.

Para a maioria , ir ao hipermercado comprar uma bicicleta nova ou tirar a da juventude do sótão lá de casa e sair de imediato para a rua a pedalar , a menos que seja adepto de desportos radicais e emoções fortes , não se aconselha!

Antes é preciso que as autarquias se conscencializem que o regresso da bicicleta é mais que uma moda passageira ou uma recomendação da União Europeia, é a unica forma que cada um tem no imediato, de contrariar a adversidade que é a escalada dos preços do petróleo , ao mesmo tempo que pratica indirectamente uma actividade fisica que só lhe trará beneficios (o que achará disto o Dr.Judas? Assim se evita o hospital!) .
Dessa conscencialização há que criar estruturas simples que permitam o uso deste meio de transporte, são eles , a criação de ciclovias (ciclovias que unam a cidade, não troços de passeio) e zonas de parqueamento . Não é preciso mais nada, tudo o resto fica à iniciativa do cidadão, a menos que se queira ir mais longe e se queira disponibilizar bicicletas de aluguer, o que não é novo e é prático sobretudo quando se anuncia o "rumo Turistico da Margem Sul".

Autarquias ricas como a do Seixal (imagem ao lado) dão o exemplo de criação de ciclovias e zonas pedonais de luxo comparando com cidades como Nova Yorque , Paris ou Berlim que dispondo de outros orçamentos mais modestos e menores possibilidades de endividamento, são ciclovias pouco adaptadas ao uso pela bicicleta uma vez que a sua arquitectura encerra alguns perigos de cantaria e sobrecarga de "mobiliàrio" urbano (imagino o custo demanutenção), mas é uma referência pelo evidente desperdicio, mas é obra de encher a vista a um mês das eleições...


Outras menos ricas como a da Moita (ao lado) encontraram uma optima solução à beira rio, com a Arrábida em fundo, e que continua para outros pontos do concelho cumprindo a sua função de via.








Depois temos na Europa outras soluções mais práticas e exequiveis no imediato mas penso que serão autarquias pobres, com orçamentos reduzidos e que por isso não têm direito a grandes luxos e desperdicios de dinheiro, acho também que não se tiveram de endividar para o fazer nem de transferir esse onus para as proximas gerações, aqui vão os exemplos de Copenhaga 1ª foto), Paris (3ª imagem) e Barcelona (2ªfoto), onde resolveram o problema com sinalização horizontal, vertical e a demarcação de corredores próprios...coisas de tesos...


Mas são esta as verdadeiras Capitais amigas deste meio de transporte na Europa, despojadas de luxos desnecessários "dados" por duvidosas parcerias e contrapartidas, cobrem toda a cidade e permitiram a massificação e o seu uso generalizado, o transporte da bicicleta nos transportes publicos também é um factor a ter em conta, o futuro MST permitirá o transporte da bicicleta?

terça-feira, agosto 30, 2005

BETÃO DEVORA (MAIS) SOBREIROS NO SEIXAL

















Dois meses e menos algumas dezenas de sobreiros separam estas duas imagens, uma situação de deflorestação já aqui denunciada em Vale da Torre / Quinta do Cabral na Torre da Marinha - Seixal.
- Da primeira imagem todos os sobreiros em primeiro plano desapareceram, os visiveis na segunda são os que se encontravam a cerca de cem metros destes- na imagem aérea significa que a mancha de sobreiros do canto inferior esquerdo já não existe!


Mais umas dezenas de sobreiros protegidos desapareceram em prol do "progresso" e do alcatrão no Seixal , o que podia ser o parque verde da Torre da Marinha, ainda por cima junto ao pavilhão desportivo da Torre da Marinha, encaixado no meio do betão, poderia servir de espaço de lazer de todos aqueles que sem qualquer qualidade urbana dos espaços residem naquela zona da Torre da Marinha. Tinham até agora pelo menos uma fresta de vista sobre o verde dos sobreiros e sobre um vale lindissimo , no futuro , mais alcatrão, mais uma rotunda e mais betão agora no que foi a Quinta de Sta.Rita e Quinta da Teixeira.

A linha de àgua que ali existia pura e simplesmente desapareceu, encanada? e o INAG sabe deste projecto? teve a sua aprovação?

Não importa também se no local há sobreiros protegidos, se a densidade populacional está a rebentar pelas costuras, é preciso é ceder aos interesses instalados que se iniciam junto à Estação da Fertagus, na Quinta da Prata, também ela urbanizada, também ela um cenário idilico de montado, mas agora trocou-se o montado por outra espécie ainda mais rara, o Jaguar... assim é feita a politica... de ambiente em Portugal.

Na imagem é visivel no canto superior esquerdo o Pavilhão Municipal da Torre da Marinha, uma estrutura que custou alguns milhões de euros à autarquia e que podia ser a âncora para tornar aquele local uma zona de lazer e desporto, com ciclovias, percursos pedestres, crcuitos de manutenção ou então deixar o verde existente sempre era ar puro!!! Mas mais uma vez outros valores mais altos prevaleceram.

Mais uma vez a linha férrea a trazer para Sul a Sintrização da Margem Norte. Esta ocupação de solo virgem, talvez a maior de todas os mandatos anteriores vem na senda de outros exemplos de abate selvagem de sobreiros, antes tivemos durante o Inverno passado a deflorestação ilegal da zona protegida no PDM da Flor da Mata, seguiu-se em Maio o abate de cerca de mil sobreiros abatidos ilegalmente na Quinta da Princesa para construção de mais uma grande superficie, o Carrefour que tantas contrapartidas parece ter dado "para bem do Povo"...

A betonização de solo virgem é um flagelo que alastra sem qualquer planeamento inteligivel por todo o concelho (contraria o assumido pela autarquia em sede de PROTAML) , de Sta.Marta do Pinhal, a Corroios, de Paio Pires e Farinheiras, ao Casal do Marco com a versão habitação e pavilhões para alugar (o novo filão imobiliàrio...), não falando da urbanização do Centro de Estágio do Benfica, da Quinta da Mata junto a Vale de Xixaros, para os lados da Baía temos os edificios sobre a encosta da Arrentela e o mais que para aí virá, até de ambos os lados do Forum Municipal em alameda até ao Rio nem a Baía vai escapar!!! Mas ainda temos a reconversão da Siderurgia para mais habitação ...

Este mandato foi fantástico!



segunda-feira, agosto 29, 2005

CENSURADOS



CENSURADOS
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"Os denunciantes tendem a ser desacreditados ou isolados"

Nunca pensaria vir a utilizar esta frase de Maria José Morgado (Publico 26/08/05) que aqui se publicou no anterior post, de novo agora .

De ontem sábado 27 de Agosto para Domingo 28 o blogue a-sul sofreu um massivo ataque informático, durante algumas horas houve impedimento de colocar qualquer post, a situação foi resolvida por meio de um antivirus, actualizações várias e uma nova firewall.

Posto isto verificou-se que algumas das funcionalidades estavam alteradas e que sendo mantidas as ligações de outros links para o A-Sul, e o seu acesso directo, o uso do motor de busca google não permitia aceder a conteúdos publicados e em arquivo, pesquizada essa razão e consultado quem poderia dar uma explicação pelo sucedido foi explicado pelas informações disponiveis que tinha sido accionado um mecanismo ("flag") de salvaguarda de conteudos ("uso de conteúdos censuráveis") atravéz do qual bloqueava o accionamento do motor de busca "associado"- Google- e daí a limitação de acessos em perquisa a conteudos em arquivo o que serve que nem uma luva aqueles que pretendem manter quem nos lê , no acaso de tropeçar na infornação do Google, na ignorância das situações aqui documentadas.

Resolvido o problema do virus, que apareceu "certamente por acaso" , o acesso ao blogue estava de novo reposto embora sem as funcionalidades referidas, mas com a maioria delas repostas, agradeço desde já a solidariedade daqueles que por meio de e-mail ou comentário tentaram dar uma achega, mesmo as mais cépticas criticas, ou sobretudo essas!

Toda esta tentativa de não aceder nas condições normais ao serviço Blogger tem para nós um nome CENSURA ! Se nem todos concordam, respeito , mas houve uma tentativa deliberada de nos silenciar - tem havido sistemáticamente essa atitude ao longo do tempo por parte de quem desconhecemos - mas a leitura dos comentários que vou deixar, poderão esclarecer quais os lóbbyes e interesses instalados .

Assumimos desde o inicio um compromisso de verdade, rigor, pesquisa e isenção sobre os temas aqui tratados e que cobrem os problemas ambientais da Margem Sul do Tejo, suas causas e consequências. Sabiamos as caracteristicas das máquinas profissionais de propaganda que iriamos enfrentar, e que mais tarde ou mais cedo entrariam com toda a artilharia pesada disponivel, assim nos fossemos tornando mais lidos e profundos na análise dos temas.

Chamarem-nos mentirosos, seria o minimo que teriamos de enfrentar. Temos até agora estado no campo aberto e do fair-play, permitindo a interactividade através do uso de comentários dos quais temos retirado apenas os que têm caríz ofensivo para terceiros, mantendo mesmo aqueles ofensivos para connosco, assim pensamos continuar, mesmo hoje onde se passou nitidamente das marcas - aconselho a leitura dos referidos comentaristas que se excusaram no entanto de comentar o post anterior , curioso ...

Sobre o papel dos Blogs na Comunidade gostaria de sublinhar uma frase do Professor Vital Moreira no artigo publicado em 23 de Agosto no jornal PUBLICO, sobre a blogosfera intitulado «O "quinto poder"? » e citando por sua vez Paulo Querido (...)

" o futuro mais previsivel da blogosfera de pendor participativo na res publica será : levantar as questões que a imprensa por algum motivo está impedida de colocar...Essa função de suprimento das insuficiências dos media tradicionais é particularmente relevante ao nível local, onde existe grande déficit de pluralismo de imprensa... com a agravante de que frequentemente eles são dominados ou estão financeiramente dependentes do próprio poder local (subsidios, publicidade oficial, convites para viagens oficiais, etc.). Uma vertente ainda pouco conhecida de blogosfera é justamente o aparecimento de numerosos blogues locais, que criam pela primeira vez em muitos municípios um verdadeiro espaço de discussão de politicas públicas."

Compreende-se assim o empenho em tentar desacreditar e calar estas vozes incómodas!


domingo, agosto 28, 2005

URBANISMO E CORRUPÇÃO - 2



















Paris - Porque não temos nós portugueses direito a esta qualidade de vida? A Corrupção , e, o "Urbanismo" que dela resulta são verdadeiros carrascos do ambiente, do nosso futuro e do das proximas gerações. Estas não só vão ter que pagar as dividas da ostentação dos autarcas contraídas no presente, como viver com um ambiente degradado e sem qualidade como causa das suas decisões.


Já percebemos a ideia do PCP sobre as revelações do vereador do Urbanismo do Porto, desvalorizar... tanto a personagem como o facto em si... afinal todos sabiamos já! Tanto alarido para quê? - Senão então , citando Ruben de Carvalho (DN 27 Ago) destacado elemento Comunista:

"O até agora responsável pelo Urbanismo portuense declara pomposamente factos tão surpreendentes quanto anunciasse que a Torre dos Clérigos fica no Porto e a Basilica da Estrela em Lisboa : a saber, os grandes negócios que envolvem autarquias, favores politicos e interesses privados fazem-se em torno do urbanismo.

Não há um português que ignore esta verdade e, os que são sérios, gostariam era - para usar adequada terminologia de ver chamar os bois pelos nomes" ... e depois continua (recomendo a leitura da totalidade do artigo para uma interpertação isenta) referindo grosso modo, que Paulo Morais fala por despeito...que só menciona um nome com o qual tem contas a ajustar, Rui Rio, e que no fim vai tudo cair no mesmo saco... mas "já se sabe pois que estes sacos não têm fundo"...

A final é preciso vir um destacado elemento do PCP vir-nos a dar razão, aqui onde humildemente clamamos e alertamos para a destruição do nosso ambiente, por grandes grupos e por meio de direitos difusos e adquiridos para "os grandes negócios que envolvem autarquias, favores politicos e interesses privados"... feitos... "em torno do urbanismo"... também e certamente na Margem Sul (ou não Dr.Ruben Carvalho?) e que destróem diáriamente a nossa qualidade de vida e comprometem o nosso futuro.

Também aqui no a-sul, não temos então dado, novidade nenhuma, nada mais do que "qualquer português sabe" como sabiamente diz Ruben de Carvalho que é candidato a Presidente da Câmara de Lisboa , já agora, não lemos nada no seu programa (apesar de reconhecer conhecer este flagelo) que o reconheça formalmente , mencione as formas de o combater ou "chame os bois pelos nomes" . Aqui no a-sul têmos de certa forma insistido em chamar "os bois pelos nomes", basta ver alguns dos comentários a posts anteriores, para ver que eles por aí andam...

Agora outra perspectiva a de Maria José Morgado (alguém de que não se pode dizer que não se tenha cansado de chamar "os bois pelos nomes") que sobre o mesmo tema e personagem refere no Publico de (26 Agosto) , em artigo porventura lido pelo candidato autárquico Ruben da Carvalho:

"Há uma viscosidade cada vez maior em certas zonas da vida politica-partidária portuguesa que se torna cada vez mais dificil de aceitar por quem é honesto e não se resigna com certos esquemas. Além disso, devemos gratidão a todos os que fazem denuncias sérias num país tantas vezes vocacionado para o conformismo " (...)

Uma denúncia publica não pode ser confundida com a instrução de um processo crime.O que é importante é a revelação pública dos mecanismos da fraude (...) Em declarações publicas o que se impõe a quem não se conforme é a caracterização politica, sociológica, económica e partidária dos fenómenos patológicos e corrosivos. É isso que acontece em qualquer país civilizado (...)

Os denunciantes tendem a ser desacreditados ou isolados e desse isolamento fazem parte as exigências de esclarecimento de nomes e de factos concretos que as autoridades têm obrigação de averiguar se forem capazes (...)

Insisto na necessidade de , mais cedo ou mais tarde, se adoptar uma politica nacional de combate à corrupção ou um dia estaremos a braços com um "mensalão" à portuguesa (...) a necessidade da politica nacional de combate à corrupção não é uma ideia lunática. "

Duas perspectivas de certa forma antagónicas sobre corrupção e tráfico de influências na nossa democracia . Preocupante no entanto a aparente ligeireza com que Ruben de Carvalho aborda o tema, tendo a responsabilidade acrescida de ser candidato a um alto cargo na maior autarquia do país.

Pergunta-se o que faria se fosse vereador do urbanismo da Câmara Municipal de Lisboa? Que exemplo daria aos seus pares da AML, nomeadamente aos da Margem Sul?



sábado, agosto 27, 2005

URBANISMO E CORRUPÇÃO

















Amsterdão, Holanda - Porque nos escapa esta qualidade de vida? Os comentarios de quem defende o status-quo talvez expliquem o porquê

Mas ajuda um pouco se lermos a entrevista publicada pela Visão (25/08/05) a Paulo Morais, vereador do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto e nos faça entender que pouco interiorizámos ainda da EUROPA , copiámos o pior do Terceiro Mundo e da ex. Uniao Soviética. Sem mais comentários passamos a transcrever algumas das suas declarações, porque porventura desenquadradas do contexto aconselhamos a sua leitura na totalidade.

" O Urbanismo é, na maioria das câmaras, a forma mais encapotada e sub-repticia de transferir bens públicos para a mão de privados. A palavra para isto é «roubo» . É a subversão da democracia."

"...Os maiores financiadores das campanhas e dos partidos são os promotores imobiliàrios e os empreiteiros. Para quê? Para ter contrapartidas..."

"...Se os vereadores do urbanismo são os coveiros da Democracia, os partidos são as casas mortuárias. Quando as corporações tomam o poder dentro dos partidos e estes se organizam como bandos de assalto ao poder, os dirigentes são marionetas ao serviço dessas corporações..."

"...os pelouros do urbanismo das maiores cãmaras são o local onde tudo se joga...Existe também as tentativas de obter decisões favoráveis via artificios juridicos. Isto é, forçar a aprovação de projectoa atravéz de formalismos, manobras dilatórias, recursos, etc...para favorecer os mais fortes e quem pode pagar aos melhores juristas..."

"São os pelouros do urbanismo que dão as contrapartidas a quem financia as campanhas eleitorais. Os vereadores do urbanismo que, pelo País fora, aceitam transferir bens publicos para a mão daqueles que dominam de forma corporativa os partidos estão a enriquecer pessoalmente e a destruir a Democracia. Nas mais diversas câmaras do País há projectos imobiliàrios que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrazados mentais"

sexta-feira, agosto 26, 2005

MENTIRA DEMOCRATICA















Espanha , aqui ao lado, porque nos escapa esta qualidade de vida?


Francisco Moita Flores escrevia em 15/08/05 no jornal Correio da Manhã o artigo com o título "Sempre presente" do qual foram retirados os seguintes excertos " A pré campanha para as eleições autárquicas é reveladora do estado da nação e da necessidade de voltar a pensar com seriedade e rigor a responsabilidade, politica, cível e criminal sobre o modo como muitos candidatos encaram a propaganda eleitoral e , por outro lado é um sinal do estado de debilidade da nossa vida democrática que permitiu o regresso dos cacíques sem respeito pelos dinheiros publicos nem pela vida das populações.

Tenho vivido com particular empenho este período para constatar que muitos candidatos, actualmente presidentes de câmara, utilizam os dinheiros publicos em proveito próprio nas suas campanhas. Desde a multiplicação de outdoors assinados pela edilidade, poupando dinheiro ao partido e gastando o nosso, até à utilização dos seus colaboradores pagos pelo erário público em acções camufladas de campanha, passando por compromissos obscuros com empreiteiros, pela manipulação da imprensa local que depende da câmara para subsistir, por autênticas compras de votos com uso de subsidios distribuidos cirurgicamente, de tudo um pouco vale para se fazer eleger sem respeito por eleitores.

Os casos são muitos e cada vez mais graves. O democrata vai dando lugar a um cacíque ameaçador e tirânico, que de tudo se serve para repudiar, ou até banir, aqueles que os interpelam conforme a regra democrática(...) (continua com o exemplo do caso de Fatima Felgueiras, terminando depois)(...) Ou o estado inflete rapidamente o controlo sobre os caciques dos novos tempos (e a linitação de mandatos é apenas um fraco remédio) ou não restará outra coisa que não seja a monumental mentira democrática".

Isto é Politica? Não Ambiente? Mas se na Visão de hoje Paulo Morais , vereador do urbanismo da Câmara do Porto diz :

"- Nas mais diversas câmaras do País há projectos imobiliários que só podem ter sido aprovados por corruptos ou atrazados mentais"